quinta-feira, 25 de março de 2021

300 mil mortes por Covid-19 no Brasil: país atinge marca após ano de táticas fracassadas

 

Yahoo, Redação Notícias

qua., 24 de março de 2021 

Policiais militares recebem com todas as honras a chegada do caixão que contém os restos mortais do sargento. Jorge Luis Pereira da Silva, 54, falecido de COVID-19, no cemitério do Campo da Esperança em Brasília, Brasil, terça-feira, 23 de março de 2021. (AP Photo / Eraldo Peres)

 

Um ano e sete dias após o registro da primeira morte por Covid-19, o Brasil chegou nesta quarta-feira (24) ao número de 300 mil mortes registradas pela doenças. A marca foi atingida numa semana em que o governo federal empossou seu quarto ministro da saúde e o número diário de óbitos ainda não dá sinal de arrefecer. 

A marca de óbitos foi alcançada na tarde desta quarta, apesar de o Ministério da Saúde ter modificado os critérios para contagem de óbitos.

Desde o início de março, o país registra uma escalada brutal nas estatísticas de óbitos por coronavírus, tendo batido o recorde na noite de terça, com mais de 3.000 mortes sendo notificadas em 24 horas. Nesta tarde, o consórcio de veículos de imprensa que realiza monitoramento independente dos números da Covid-19, indicou que o país já tem 300.015 pessoas mortas pela doença.

ATUAÇÃO DO GOVERNO FEDERAL NO COMBATE À PANDEMIA

Ao longo dos últimos meses, especialistas criticaram o desempenho do governo federal e apontando-o como fator majoritário para o estabelecimento da situação de calamidade que a pandemia instalou no país.

Para entender o que poderia ter sido diferente na condução da resposta do Brasil à Covid-19, a reportagem conversou com dois especialistas que estavam participando da criação de políticas públicas no país e se viram boicotados ou ignorados pelo governo em suas recomendações.

Um deles foi o infectologista Júlio Croda, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e da Escola de Saúde Pública de Yale, e ex-diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.

terça-feira, 23 de março de 2021

“Histórica e revigorante”, diz defesa de Lula sobre decisão do STF

 

Poder360


© Sérgio Lima/Poder360 A defesa de Lula comemorou a decisão do STF que considerou Moro suspeito, mas lamentou ilegalidades e os 580 dias que Lula passou na prisão 

A defesa do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva considerou a decisão da 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) desta 3ª feira (23.mar.2021) pela declaração de suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos casos da Lava Jato como “histórica e revigorante”. Leia a íntegra da nota assinada pelos advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins (112 KB).

“É histórica e revigorante para o Estado de Direito e para o devido processo legal a decisão proferida hoje”, diz a declaração.“Sempre apontamos e provamos que Moro jamais atuou como juiz, mas sim como um adversário pessoal e político do ex-presidente Lula, tal como foi reconhecido majoritariamente pelos eminentes Ministros da 2ª. Turma do Supremo Tribunal Federal”.

A defesa do petista afirma ter sofrido ilegalidades praticadas pela Lava Jato e cita o monitoramento ilegal de ramais para que os membros da operação pudessem acompanhar a estratégia de defesa. “Da mesma forma, o ex-presidente Lula […] foi alvejado por inúmeras ilegalidades praticadas pelo ex-juiz Sergio Moro, em clara prática de lawfare, ou seja, por meio do uso estratégico das leis para fins ilegítimos”, afirmam os advogados.

Os advogados sustentam que “os danos causados a Lula são irreparáveis” e citam os 580 dias em que o político foi mantido preso, segundo a declaração, ilegalmente. “A decisão proferida hoje fortalece o Sistema de Justiça e a importância do devido processo legal. Esperamos que o julgamento realizado hoje pela Suprema Corte sirva de guia para que todo e qualquer cidadão tenha direito a um julgamento justo, imparcial e independente, tal como é assegurado pela Constituição da República e pelos Tratados Internacionais que o Brasil subscreveu e se obrigou a cumprir”.

A conta oficial do Partido dos Trabalhadores no Twitter fez uma publicação celebrando a decisão. “A verdade venceu: Moro suspeito e #LulaInocente!”. 



© Fornecido por Poder360









A presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hofffmann, afirmou que Sergio Moro“nunca foi juiz imparcial, foi carrasco” e considerou a decisão uma “vitória da Justiça, do direito e da esperança”.



© Fornecido por Poder360

 

Após reviravolta, STF decide que Moro foi parcial contra Lula


Mariana Schreiber - @marischreiber - Da BBC News Brasil em Brasília

ter., 23 de março de 2021 

 

Ex-juiz da Lava Jato, Moro foi considerado parcial nos julgamentos relativos ao ex-presidente Lula

Em julgamento tenso e marcado por reviravolta, a maioria da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ex-juiz Sergio Moro atuou com parcialidade ao julgar Lula o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato.

O julgamento reforça a anulação das condenações do petista determinada no início de março individualmente pelo ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin. As duas decisões permitem que o petista retome seus direitos políticos e dispute a eleição presidencial de outubro de 2022, a não ser que seja novamente condenado em segunda instância até lá.

Os processos agora terão que ser refeitos na Justiça Federal do Distrito Federal e as provas produzidas quando Moro era juiz dos casos dificilmente poderão ser reaproveitadas, já que sua conduta foi considerada suspeita.

A Segunda Turma chegou a formar maioria contra Lula, após o ministro Kassio Nunes Marques recusar o habeas corpus do petista.

No entanto, o voto decisivo foi da ministra Cármen Lúcia, que mudou a posição contrária ao recurso de Lula que havia adotado no final de 2018, quando o habeas corpus começou a ser julgado.

O resultado final do julgamento ficou em 3 a 2, com Gilmar Mendes e Lewandowski completando a maioria a favor de Lula. Além de Nunes Marques, Edson Fachin votou contra o recurso do petista.

PSOL diz que Covid-19 no Brasil é ameaça internacional e denuncia Bolsonaro à OMS

 

Por MÔNICA BERGAMO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A bancada do PSOL na Câmara denunciou o governo federal à Organização Mundial da Saúde (OMS) por violação de direitos humanos e descaso na gestão da epidemia de Covid-19 no Brasil. Os parlamentares solicitam que a OMS expresse recomendações ao Estado brasileiro visando impedir que o presidente da República "deixe de difundir informações falsas ou manipuladas" sobre a eficácia de remédios não comprovados no tratamento da doença (como a hidroxicloroquina) e sobre a ineficácia do uso de máscaras de proteção contra o novo coronavírus. 

O documento ainda solicita que a organização demande do governo uma campanha ampla sobre os riscos da Covid-19. O documento é assinado por Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim, Vivi Reis e David Miranda.

A denúncia também foi encaminhada para CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) e Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos. Endereçada ao Presidente do Conselho Executivo da OMS (Dr. Harsh Vardhan), ao Vice-Presidente do Conselho Executivo da OMS (Dr. Ahmed Mohammed Al Saidi) e ao Diretor-Geral da OMS (Dr Tedros Adhanom Ghebreyesus), a denúncia apresenta um breve histórico da pandemia no Brasil e aponta para uma necessária cooperação internacional de gestão da crise sanitária que assola o país. 

Nosso país carece de um organismo central de coordenação, independente do sr. Bolsonaro, tanto para combater a disseminação do novo coronavírus e suas variantes, bem como para superar todo o desastroso atraso promovido pelo presidente de nossa República”, destacam os deputados federais. A denúncia também pede que a OMS chame a atenção do governo brasileiro e de entidades internacionais para o surgimento de novas cepas do vírus no Brasil e para a o "risco que a gestão de Bolsonaro representa para o povo brasileiro e para a comunidade internacional". Os deputados também solicitam a criação de um comitê internacional para monitorar as ações do governo brasileiro no combate ao novo coronavírus.

EM TEMPO: Interessante é que os Parlamentares de Direita não fazem esse tipo de ação benéfica para todos nós brasileiros(as) e para a humanidade. É aconselhável que a população seja mais crítica na hora de votar. Escolha sempre os melhores. 

“Kit covid": Remédios sem eficácia causam mortes e levam pacientes à fila de transplante de fígado

 

Yahoo Notícias,

ter., 23 de março de 2021

Médicos relatam que pacientes precisam de transplante de fígado pelo excesso de remédios sem função (Foto: Getty Images)





·        Pelo menos cinco pacientes em SP precisaram de transplante de fígado por uso de medicamentos do "kit covid"

·         Dois pacientes tiveram casos agudos da doença e morreram antes da operação

·         "Kit covid" é composto pela cloroquina, azitromicina e ivermectina

Em 4 de fevereiro, durante uma live, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou o uso da cloroquina no tratamento da covid-19. Segundo Bolsonaro, caso ficasse comprovado que o medicamento não funciona, ele pediria desculpas. “Pelo menos eu não matei ninguém”, completou.

No entanto, o uso de cloroquina, azitromicina e ivermectina, ineficazes contra a covid, tem gerado problemas em pacientes. Segundo o Estadão, em São Paulo, cinco pacientes esperam na fila de transplante de fígado pelo uso dos remédios que compõe o “kit covid”. Médicos relatam que três pessoas morreram com hepatite causada pelos medicamentos. Os profissionais de saúde também têm observado pacientes com hemorragias, insuficiência renal e arritmias decorrentes do uso dos medicamentos do “kit covid”. Médicos relatam que, com o agravamento da pandemia de coronavírus no Brasil, a quantidade de pacientes que usam os remédios sem eficácia também aumentou.

Segundo o Estadão, quatro pacientes foram atendidos no Hospital das Clínicas, da USP, e outro no HC da Unicamp. Segundo Luiz Carneiro D’Albuquerque, chefe de transplantes de órgãos abdominais do HC-USP e professor da universidade, todos chegaram com a pele amarelada e com histórico de uso de ivermectina e antibióticos.

“Quando fazemos os exames no fígado, vemos lesões compatíveis com hepatite medicamentosa. Vemos que esses remédios destruíram os dutos biliares, que é por onde a bile passa para ser eliminada no intestino”, relatou ao jornal. De acordo com o médico, entre os quatro pacientes colocados na fila para transplante, dois tiveram uma forma mais aguda da doença e morreram mesmo antes de serem operados.

segunda-feira, 22 de março de 2021

'Brasil é exemplo de tudo que podia dar errado numa pandemia', diz infectologista brasileira que trabalhou no CDC dos EUA

BBC NEWS

© CRISTY PARRY/ARQUIVO PESSOAL Denise Garrett trabalhou mais de 20 anos no Centro de Controle de Doenças (CDC) do Departamento de Saúde dos EUA

"O Brasil é o exemplo de tudo que podia dar errado numa pandemia. Temos um país com uma liderança que, além de não implementar medidas de controle, minou as medidas que tínhamos, como distanciamento social, uso de máscaras e, por um bom tempo, também as vacinas. Viramos uma ameaça global."

Essa é a opinião de Denise Garrett, infectologista, ex-integrante do Centro de Controle de Doenças (CDC) do Departamento de Saúde dos EUA e atual vice-presidente do Sabin Vaccine Institute (Washington).

Com a experiência de quem trabalhou no CDC por mais de 20 anos, Garrett não poupa críticas ao governo federal em relação ao combate à pandemia de covid-19.

No órgão, ligado ao Departamento de Saúde dos EUA (equivalente ao Ministério da Saúde no Brasil), ela atuou como conselheira-residente do Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo (FETP) no Brasil, como líder da equipe no Consórcio de Estudos Epidemiológicos da Tuberculose (TBESC) e como conselheira-residente da Iniciativa Presidencial contra a Malária em Angola.

"Um ano depois, estamos no pior lugar em que poderíamos estar, com uma transmissão altíssima, com uma variante extremamente alarmante e com sistema de saúde à beira de colapsar".

Em carta aberta, economistas cobram governo por combate à pandemia

 

Poder360

© Sérgio Lima/Poder360 O general Eduardo Pazuello foi o 3º ministro da Saúde a sair do cargo durante a pandemia. Na foto, o militar em entrevista coletiva sobre o cronograma de vacinação, em 15 de março

 

Em carta aberta (íntegra – 194 kb) divulgada no domingo (21.mar), economistas, banqueiros, empresários e ex-ministros cobram o Governo Federal por medidas eficientes contra a pandemia. O texto traz dados sobre os impactos econômicos da crise e sugere que as estratégias tenham alicerce em “informações confiáveis e evidência científica”.

Entre os que assinam a carta, estão Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, co-presidentes do conselho de administração do Itaú Unibanco; Edmar Bacha, um dos idealizadores do Plano Real; Sandra Rios, diretora no Cindes (Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento); Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado; Elena Landau, economista, advogada e presidente do Conselho Acadêmico do Livres; Pedro Parente, presidente do conselho de administração da BRF (Sadia e Perdigão); Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo; Luis Stuhlberger, sócio da Verde Asset; Fersen Lambranho, presidente do conselho de administração da GP Investments; José Olympio Pereira, o presidente do conselho de administração do Credit Suisse; os ex-presidentes do Banco Central: Ilan Goldfajn, Armínio Fraga, Affonso Celso Pastore e Gustavo Loyola e o ex-ministros da Fazenda: Pedro Malan, Marcílio Marques Moreira e Rubens Ricupero.

O texto pede uma coordenação nacional das medidas de distanciamento, hoje implementadas por Estados e municípios de forma independente.”A controvérsia em torno dos impactos econômicos do distanciamento social reflete o falso dilema entre salvar vidas e garantir o sustento da população vulnerável”, afirma o documento, citando países que inicialmente evitaram o lockdown, como o Reino Unido, e terminaram por adotá-lo.

domingo, 21 de março de 2021

Gleisi cobra resposta dos militares à nova ameaça de golpe feita por Bolsonaro


(Foto: ABr)

BRASIL 247 - 21 de março de 2021

Para a deputada e presidente do PT, militares “têm de se pronunciar, sob pena de conivência com a ameaça à democracia”. “E nós, subirmos o tom para pressionar Congresso a impichá-lo”

 

247 - A deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), cobrou resposta dos militares após nova ameaça de golpe feita por Jair Bolsonaro neste domingo (21).

“Bolsonaro retoma escalada autoritária, pressionado pelo caos que ele mesmo causou ao país, sem mostrar saída para a crise. Voltou a ameaçar com militares. Estes têm de se pronunciar, sob pena de conivência com a ameaça à democracia. E nós, subirmos o tom para pressionar Congresso a impichá-lo”, postou Gleisi no Twitter.

Bolsonaro volta a ameaçar com militares

Neste domingo, em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que “só Deus” o tira da presidência da República. “Pode ter certeza, minha força vem de Deus e de vocês. Enquanto eu for presidente, só Deus me tira daqui. Eu estarei com vocês”, afirmou.

Ele ainda comentou que as Forças Armadas brasileiras ficariam ao seu lado caso fosse colocado para fora do Executivo. “Pode ter certeza, o nosso Exército é o verde oliva e são vocês também. Contem com as Forças Armadas pela democracia e pela liberdade”, disse. Ele continuou em tom de ameaça, numa crítica aos governadores, por conta do isolamento social nos estados: “Estão esticando a corda”.

“Não abriremos mão desse poder que vocês me deram na ocasião das eleições. Fizemos o maior projeto social do mundo que é o auxílio emergencial. Agora, o que o povo mais pede para mim ‘eu quero trabalhar’. Ninguém quer viver de favor do Estado e abrir mão de sua liberdade. Vamos vencer essa batalha. Estamos do lado certo. Não queremos que o país mergulhe no socialismo”, completou.

EM TEMPO: Bolsonaro se constitui numa ameaça não só aos brasileiros, mas a toda humanidade. 


Putin ironiza Biden e promete defender interesses russos

AFP

 

Presidente russo, Vladimir Putin

Antoine LAMBROSCHINI

O presidente russo, Vladimir Putin, ironizou nesta quinta-feira (18) o americano Joe Biden, que o chamou de "assassino" numa entrevista no dia anterior, antes de reafirmar que a Rússia defenderá seus interesses e trabalhará com os Estados Unidos onde for "vantajoso".

A disputa pode mergulhar a relação entre os dois rivais geopolíticos em uma nova espiral de tensões, apesar de ambas as potências terem manifestado vontade de cooperar em casos de interesse comum. 

"Aquele que diz é que é", disse Putin, sorrindo, segundo declarações transmitidas pela televisão russa.

"Não é apenas uma expressão infantil, uma piada. O significado é profundo e psicológico. Sempre vemos no outro as nossas próprias características", declarou.

Putin, que também disse desejar "boa saúde, sem qualquer ironia", ao presidente Biden, reafirmou que Moscou não se intimidaria, um 'leitmotiv' de sua diplomacia.

Na quarta-feira, Biden respondeu afirmativamente a um jornalista que o perguntou se Putin era "um assassino", numa entrevista com a emissora ABC.

"Defenderemos nossos próprios interesses e trabalharemos com (os americanos) em condições que serão vantajosas para nós", insistiu Putin nesta quinta.

Ele falou durante uma videoconferência com representantes da sociedade civil da Crimeia, península ucraniana que a Rússia anexou em 2014, ponto de partida de relações russo-ocidentais cada vez mais conflitantes.

Apesar da ironia de Putin, Moscou não deixou de ressaltar que as afirmações de Biden eram inaceitáveis.

Biden cumpre promessa de aplicar 100 milhões de vacinas 41 dias antes do prazo

 

BAURU, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Joe Biden cumpriu nesta sexta-feira (19) -41 dias antes do prazo previsto- a promessa de administrar 100 milhões de doses das vacinas contra o coronavírus nos Estados Unidos, mostram os dados do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças). 

Em 14 de janeiro, seis dias antes de assumir a Casa Branca, o democrata havia prometido colocar "100 milhões de doses de vacina contra a Covid nos braços da população americana" até seu centésimo dia no cargo. 

A campanha de imunização nos EUA, porém, ultrapassou a marca nesta sexta, o 59º dia de Biden na Presidência. O último balanço divulgado pelo CDC mostra que, no total, 118,3 milhões de doses foram aplicadas desde que a primeira equipe de profissionais de saúde de Nova York foi vacinada em 14 de dezembro, ainda no governo de Donald Trump. Até agora, 77,2 milhões de pessoas receberam ao menos uma dose do imunizante e 41,9 estão completamente vacinadas -porque receberam as duas aplicações da vacina da Pfizer ou da Moderna ou a dose única da vacina da Johnson & Johnson. 

Em média, o país tem aplicado 2,46 milhões de vacinas por dia e ocupa a nona posição entre as nações que administraram mais doses em relação ao tamanho da sua população -são 349,6 a cada mil habitantes. O primeiro do ranking é Israel (1.112,7), e o Brasil é o 60º, com índice de 61,2. Quando Biden fez a promessa, em janeiro, menos de um mês depois do início da campanha de imunização, a média móvel de casos confirmados nos EUA ainda estava próxima do pico de mais de 250 mil infecções diárias. Desde então, a queda foi bastante acentuada, de modo que o índice registrado nesta quinta-feira (18) foi de 54,6 mil novos casos -redução de mais de 78%. 

Os EUA ainda ocupam, porém, o primeiro lugar na lista nada honrosa de países com os maiores números de contaminados e mortos pela Covid-19. Desde o início da pandemia, foram mais de 29,7 milhões de casos confirmados e quase 541 mil óbitos, de acordo com os dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

EM TEMPO: Enquanto isso, no Brasil, a situação é altamente complicada ora provocada por um Presidente negacionista. 

sábado, 20 de março de 2021

Congresso quer tirar recurso da Previdência para bancar obras, mas área econômica resiste

ESTADÃO - Idiana Tomazelli

© Marcelo Camargo/Agência Brasil Reforma da Previdência está rendendo mais do que o esperado e parlamentares estão de olho nesses recursos. 

 

BRASÍLIA - O Congresso Nacional quer tirar recursos previstos para o pagamento de benefícios previdenciários e direcioná-los a obras e ações de interesse parlamentar, segundo apurou o Estadão/Broadcast com três fontes que acompanham as discussões. A estratégia é amparada em uma expectativa de economia maior com a reforma da Previdência aprovada em 2019, mas a área econômica é contra a medida porque a realocação de recursos pode colocar em risco uma despesa que é obrigatória. Além disso, o reajuste maior do salário mínimo, para R$ 1,1 mil, deixou quase nenhuma margem de manobra dentro do Orçamento.

Os parlamentares estão de olho nas despesas com a Previdência depois de verem frustrada a tentativa anterior de abrir espaço no Orçamento: patrocinados pelo presidente Jair Bolsonaro, eles queriam retirar os gastos com o Bolsa Família do alcance do teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação. Emendas parlamentares já estavam engatilhadas para preencher o espaço deixado pelos quase R$ 35 bilhões previstos para o programa social. Com a ameaça de chaminé no teto, o ministro da EconomiaPaulo Guedes, entrou em campo para desarmar a bomba.

Segundo apurou a reportagem, a pressão inicial mirava em R$ 16,5 bilhões em gastos com Previdência, mas fontes que participam das discussões reconhecem que até mesmo o relator do Orçamento, senador Marcio Bittar (MDB-AC), está reticente em bancar um remanejamento dessa monta. As despesas previdenciárias são obrigatórias, e uma reavaliação nesses números precisa ser criteriosa para não cair na vala da contabilidade criativa.

sexta-feira, 19 de março de 2021

Procurador pede que TCU afaste Bolsonaro de combate ao Covid-19; Mourão seria substituto

Yahoo, Redação Notícias

sex., 19 de março de 2021 

Bolsonaro e Mourão durante cerimônia em 28 de agosto de 2020 (Andressa Anholete/Getty Images)

·         Procurador alega que cofres públicos sofrerão com prejuízos

·         Indicação é que vice-presidente Mourão assuma o controle de combate à pandemia

·         Bolsonaro e Mourão ainda não falaram

O sub-procurador do Ministério Público, Lucas Furtado, pediu nesta sexta (19) que o Tribunal de Contas da União (TCU) afaste o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) das funções administrativas e hierárquicas sobre os ministérios da Saúde, da Economia e da Casa Civil.

Além de pedir o afastamento de Bolsonaro, Furtado pede que o vice-presidente Hamilton Mourão seja o responsável por nomear os comandantes das três pastas citadas

"Determinar cautelarmente o afastamento do presidente da República das funções e competências administrativas e hierárquicas relacionadas ao comando dos Ministérios da Saúde, da Fazenda, da Casa Civil e de outros eventualmente identificados como responsáveis pela inércia e omissão na execução das políticas públicas de saúde no combate à pandemia da Covid-19", diz o pedido de Furtado ao TCU.

De acordo com o procurador, os cofres públicos sofrerão com prejuízos se a população não for atendida durante a pandemia. "É inaceitável que toda essa estrutura se mantenha, em razão de disputas e caprichos políticos, inerte diante do padecimento da população em consequência de fatores previsíveis e evitáveis", afirma.

Política de armas de Bolsonaro levanta 'espectro de guerra civil', diz ex-ministro Jungmann

BBC NEWS

Ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública durante o governo Temer, Raul Jungmann conhece como poucos civis os meandros da elite das Forças Armadas brasileiras.

© Agência Brasil Ex-ministro da Defesa e Segurança Pública, Raul Jungmann critica a política de armas do governo Bolsonaro

Observador privilegiado de alguns dos principais episódios das recentes crises entre militares, civis e o Judiciário — desde o controverso tuíte do general Villas Bôas ao 'prende e solta' de Lula, em 2018 —, no final de fevereiro Jungmann publicou uma carta aberta aos ministros do STF onde enumera o que vê como riscos da política armamentista do presidente Jair Bolsonaro.

No documento, ele pede uma "intervenção" dos ministros do Supremo para suspender as portarias e decretos presidenciais de Bolsonaro que desburocratizam e ampliam o acesso a armas e de munição por cidadãos comuns e por aqueles que têm registro de CAC (colecionador, atirador e caçador).

Em entrevista à BBC News Brasil, Jungmann argumenta que tais políticas estão "erguendo o espectro horripilante de um choque, um conflito de brasileiros contra brasileiros e isso tem um nome na história: guerra civil".

"Quando você teve o armamento de populações, a História nos ensina, sempre vieram a reboque ou deixaram um rastro de genocídio, de massacre de etnias, de populações, de golpes, tirania e, inclusive, do ovo da serpente: do fascismo italiano e do nazismo alemão", disse à BBC News Brasil.

Na entrevista, Jungmann também afirma que, apesar dos pedidos de "intervenção militar" por parte de setores radicalizados da sociedade, "as Forças Armadas não darão suporte ou apoio a qualquer desvio constitucional, qualquer golpe ou qualquer interrupção da democracia".

Questionado sobre as eleições de 2022, Jungmann diz não antever qualquer tipo de interferência ou "maiores problemas" por parte dos militares, "seja com Lula... Mandetta, Moro, Huck... e, evidentemente a continuidade do Bolsonaro".

Confira os principais trechos da entrevista.

quinta-feira, 18 de março de 2021

Nota Política do PCB

Vacina já, emprego para todos, auxílio emergencial e abaixo a carestia!

A conjuntura brasileira é muito grave. Mesmo diante do aumento da pandemia, que já matou mais de 280 mil brasileiros, o governo Bolsonaro e Mourão mantém sua postura de parceiro da morte, sabotando o distanciamento social e dificultando ao máximo o processo de negociações para a compra de vacinas e de insumos para a sua produção no Brasil. 

Com sua postura criminosa e o discurso negacionista para manter mobilizada suas bases sociais mais fanatizadas, agrava o combate à pandemia e coloca o sistema de saúde à beira do colapso em todo o país, o que vem se traduzindo em centenas de milhares de brasileiros mortos.

Com esse discurso, Bolsonaro consegue desviar a atenção dos escândalos de corrupção que envolvem sua família, como o da recente compra, por seu filho Flávio – já acusado por promover “rachadinhas” em seu gabinete e de lavar dinheiro –, de uma mansão em Brasília por seis milhões de reais, e da profunda incompetência que caracteriza a ação do Ministério da Saúde. Para reforçar seu governo e intimidar a população, Bolsonaro cerca-se cada vez mais de quadros militares, para passar a imagem de que tem poder junto às Forças Armadas, ao mesmo tempo em que atende a exigências do Centrão para tentar evitar o impeachment, como demonstra a recente troca de titularidade no Ministério da Saúde.

Na verdade, o Brasil se aproxima de uma catástrofe sanitária: a taxa de ocupação das UTIs na maioria dos Estados se aproxima dos 100%, com centenas de pessoas morrendo nas filas de espera dos hospitais. É muito elevado o risco de que a tragédia de Manaus se repita nas grandes cidades e capitais e que haja um colapso absoluto em todo o país. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o descontrole sanitário no Brasil já ameaça a segurança sanitária da América do Sul e impõe risco de expansão do vírus para outros continentes.

À crise sanitária se soma uma profunda crise social que já soma dezenas de milhões de trabalhadores desempregados, além de muitos milhões que se encontram nas filas da fome e morando em locais sem acesso a luz elétrica, água encanada e serviços de saúde. Com a inflação dos alimentos da cesta básica, aumenta a fome em todo o país. As medidas de combate à pandemia adotadas até agora são extremamente limitadas, e o anúncio da oferta de um auxílio emergencial de apenas 250 reais é claramente insuficiente e não dá para comprar nem a metade de uma cesta básica.

A repercussão do discurso de Lula

Por Leonardo Godim

Euforia na esquerda, ambiguidade no “Centrão”, pragmatismo entre os capitalistas e silêncio nos quartéis.

No auge de mortes na pandemia do coronavírus, que chega hoje à média móvel de 1840 pessoas, a anulação das condenações contra o ex-presidente Lula e a reconstituição de seus direitos políticos reordenaram a correlação das forças. O auge da crise da dominação política bolsonarista se precipita sobre o país, que caminha a passos largos para o colapso sanitário total.

Em seu discurso na manhã da quarta-feira (11) na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Lula demarcou suas posições como líder do maior partido de oposição a Jair Bolsonaro. Em clima de euforia, o PT retoma um lugar de destaque tanto na atual oposição como em uma futura disputa eleitoral. Basta agora saber o que farão com isso. A direção nacional da sigla se reunirá essa semana, e deve discutir a agenda para 2021 que, na opinião de Breno Altman, jornalista filiado ao PT, apostará na mobilização.

A reação foi quase instantânea. Seja pelo insustentável agravamento da pandemia ou pela pressão do pronunciamento de quarta-feira, Bolsonaro já no dia seguinte recuou em sua postura negacionista e prometeu vacinas. Uma semana depois, demitiu o ministro militar da saúde Eduardo Pazuello, duramente criticado pela condução do combate à COVID-19. A pressão internacional também aumentou pelo medo de que o Brasil seja “celeiro” de novas variantes, ainda mais fatais, do coronavírus. Ainda negacionista da boca para fora, Jair Bolsonaro se movimenta para que seu governo não vá, como milhares de brasileiros, para a UTI.