domingo, 3 de julho de 2022

Ex-secretário de Estado dos EUA aborda três maneiras de terminar o conflito na Ucrânia

Henry Kissinger


A crise ucraniana pode terminar de três maneiras diferentes, disse o ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger em entrevista ao jornal Spectator



Sputnik - Para o ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger, há três maneiras de acabar com o conflito na Ucrânia. O primeiro cenário implica o controle da Rússia sobre a maior parte de Donbass, que inclui "grandes áreas industriais e agrícolas", bem como sobre a "faixa de terra ao longo do mar Negro", o que será uma "vitória para Moscou".

"Neste caso, o papel da Otan não será tão decisivo quanto se pensava anteriormente", sugeriu Kissinger.

A segunda opção, segundo observa o veterano político estadunidense, envolve uma tentativa de "expulsar a Rússia" da Crimeia, península que foi reintegrada muito antes da operação especial.

O ex-secretário de Estado dos EUA acredita que esse cenário pode fazer escalar o conflito. Kissinger sugeriu que o terceiro cenário seria um retorno à situação antes do início da operação especial militar.

"Questões não resolvidas podem ser negociadas. É provável que a situação seja congelada por um tempo", disse ele.

No final de maio, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Kissinger disse em uma discussão virtual que a crise ucraniana resultaria idealmente na transformação da Ucrânia em um Estado neutro entre a Rússia e a Europa.

O status neutro, não nuclear e não alinhado da Ucrânia está entre as principais exigências do lado russo. Em março, Kiev expressou sua disposição de concordar com essas condições durante as negociações em Istambul, mas depois mudou de posição.

EM TEMPO: O Kissinger não disse que a paz duradoura só e somente será concretizada com o fim da OTAN. Aliás, não tem sentido a existência da OTAN com o fim da União Soviética, e consequentemente com a extinção do Pacto de Varsóvia. A Europa precisa deixar de ser submissa ao Império dos EUA. Já há manifestações de rua na Europa, isto é, em Bruxelas e Madri, contra a OTAN.

sábado, 2 de julho de 2022

Lula desafia Bolsonaro e os militares: quem tem coragem de aplicar o golpe?


"O recado de Lula de que não vai tolerar ameaças está dado. E Lula é o único que pode mandar recados hoje. Eles sabem", escreve Moisés Mendes (*)

2 de julho de 2022

Bolsonaro e Lula (Foto: Isac Nóbrega/PR | REUTERS/Washington Alves)

Por Moisés Mendes, para o 247

O alerta que Lula fez na Bahia, de que as ameaças de golpe não serão mais toleradas, serve também para que se insista com uma pergunta que ninguém do governo, incluindo civis e militares, deve querer ou saber responder. Essa é a dúvida que atormenta os pretensos golpistas: quem entre eles teria coragem de levar adiante um golpe, num momento em que Bolsonaro é um traste em decomposição? Não é uma pergunta retórica. É um questionamento concreto, a partir das ameaças feitas até agora. O general Braga Netto, na condição de vice de Bolsonaro e ex-ministro da Defesa, assumiria o risco de ser o comandante militar do golpe?

O trio de chefes das três armas, que substituiu três colegas legalistas, em março do ano passado, teria como dar suporte militar a um golpe comandado por Bolsonaro, ao lado dos filhos dele e com a assessoria de milicianos ligados à família? É complicada a situação dos líderes militares. Porque a ameaça de golpe feita por Bolsonaro depende da garantia de que os comandantes fardados ou apijamados estarão com ele. E, se estiverem, estarão juntos também com a base operacional golpista que Bolsonaro pretende acionar, com polícias militares, população civil armada e milícias.

No entrevero do que seria o caos provocado por Bolsonaro, antes ou durante ou depois da eleição, que papel seria o das Forças Armadas, na ambição de atuar como moderadora de um conflito grave que está ajudando a fomentar? 
A melhor frase de Lula, no discurso desse sábado em Salvador, depois do alerta aos militares, é a que adverte para que os brasileiros não embarquem na conversa do golpe:

"Não aceitem o terrorismo, não acreditem no terrorismo que é feito na televisão de que vai ter golpe”.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Otan faz a cúpula da guerra contra o mundo multipolar

Sede da Otan (Foto: Reuters)

A Otan busca por meio do militarismo impedir o surgimento do mundo multipolar, chocando-se com uma realidade irreversível, escreve José Reinaldo

 

 


Por José Reinaldo Carvalho (*) - A cúpula da Otan realizada nesta terça (28) e quarta (29) em Madri não deixa dúvidas de que a aliança atlântica é uma organização agressiva, belicista, fomentadora de intervenções e guerras. Os chefes de Estado reunidos na capital espanhola deixaram claro que não têm qualquer compromisso com a paz mundial, o equilíbrio de poder, a democratização das relações internacionais e o empenho na construção de uma ordem internacional sem hegemonias. Nem mesmo quanto à crise ucraniana, que esteve no centro das discussões, os líderes das potências ocidentais revelaram qualquer interesse em oferecer soluções eficazes conducentes à paz ou, no mínimo, a um cessar-fogo.

O sentido principal do convescote belicista de Madri foi uma espécie de refundação da aliança militar que, surgida em 1949 para combater a União Soviética e demais países socialistas do Leste Europeu, já deveria ter sido extinta desde 1991, quando a URSS foi extinta e ocorreu uma contrarrevolução burguesa nos antigos países socialistas da Europa oriental. 

O que os chefes das potências imperialistas fizeram foi reafirmar os princípios agressivos da Aliança Atlântica e acrescentar novas noções ao seu conceito estratégico, além de jogar gasolina na fogueira do conflito ucraniano. O próprio secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, disse que a cúpula de Madri constituía um "ponto de virada". 

Foi implementada na Caixa uma gestão do terror, do medo, diz presidente da Fenae

 



Sergio Takemoto, da Federação dos empregados da Caixa, destaca pesquisas que mostram o adoecimento mental de bancários

1 de julho de 2022

Sergio Takemoto e Pedro Guimarães (Foto: Fenae | Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - Em entrevista à TV 247, o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, denunciou o que chama de uma “gestão do terror e do medo” promovida por Pedro Guimarães na estatal, que vê um aumento do número de funcionários adoecendo por motivos relacionados ao trabalho nos últimos anos.

Conforme pesquisa da Fenae realizada no final de 2021, 80% dos bancários da Caixa Econômica Federal participantes do questionário relataram possuir alguma doença relacionada ao trabalho. “A gente sabe que só vai acabar esse grau de adoecimento, essa prática que reina hoje na Caixa, com a mudança de sistema de governo. Que essa política de gestão que está implementada hoje, que é uma política de terror, de medo, de ameaças, chegue ao fim. Não dá mais para a gente conviver com esse tipo de gestão e principalmente com o que foi feito: desmantelamento, enfraquecimento, a tentativa de retirada de direitos, a venda de ativos, a cobrança por metas absurdas, tudo isso também leva ao adoecimento”, avaliou Takemoto.

O presidente da Fenae ainda mencionou o recente escândalo envolvendo Pedro Guimarães, agora ex-presidente da Caixa, que foi acusado de assédio sexual por um grupo de funcionárias. Para Takemoto, tal escândalo também pode agravar a situação dos funcionários: “e agora, com essas denúncias, só tende a piorar ainda mais o grau de insatisfação dos empregados da Caixa, apesar de todo o trabalho que eles têm feito”. 

Vide vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=dm4ivnY3K84&t=9892s

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Bolsonaro pergunta 'o que falta para sermos felizes' e público responde: 'Lula voltar' (vídeo)





30 de junho de 2022


Evento com Jair Bolsonaro em Campo Grande e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.



Jair Bolsonaro viu o quanto a população está insatisfeita com o seu governo, ao ouvir o nome do ex-presidente Lula durante um evento no MS

247 - Jair Bolsonaro (PL) perguntou ao público nesta quinta-feira (30), em Campo Grande (MS), o que "falta para nós sermos felizes e aproveitarmos". "O Lula voltar", respondeu uma pessoa. 

De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada no dia 23 deste mês, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve 47% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% do seu adversário na pesquisa estimulada. Todos os adversários do petista somaram 41%, ou seja, a eleição seria decidida em primeiro turno. 

Os números mostraram que, levando em consideração somente os votos válidos, o ex-presidente teria 53,4%.

A pesquisa apontou que a rejeição a Bolsonaro foi superior a 60% entre desempregados, negros e mulheres.

Vide vídeo: 

https://twitter.com/DeputadoFederal/status/1542594408478031873?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1542594408478031873%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fd-32193949613529557434.ampproject.net%2F2206101637000%2Fframe.html 



MP cobra até US$ 2 bilhões de Bolsonaro e Ricardo Salles por fim do Fundo Amazônia


 30 de junho de 2022


De acordo com o Ministério Público, o encerramento da instituição pode ter levado à "ocorrência de prejuízos ao Brasil, sobretudo às políticas públicas de preservação ambiental"

Ministro Ricardo Salles comenta incêndios na Austrália (Foto: Reprodução)

247 - O Ministério Público (MP) entrou, nesta quinta-feira (30), com uma ação no Tribunal de Contas da União (TCU) cobrando até US$ 2 bilhões de Jair Bolsonaro (PL) e do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles por terem acabado com o Fundo Amazônia. De acordo com o MP, o encerramento do fundo pode ter levado à "ocorrência de prejuízos ao Brasil, sobretudo às políticas públicas de preservação ambiental".

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado pediu ao TCU apuração da conduta "intransigente, temerária e ideologizada" de Bolsonaro e Salles. 

Alemanha e Noruega financiavam o Fundo Amazônia. Eram US$ 3 bilhões para políticas de proteção ambiental.

EM TEMPO: O governo Bozo se caracteriza por ser de extrema-direita, fascista, destruidor do Brasil e das conquistas da classe trabalhadora. 

terça-feira, 28 de junho de 2022

Dilma se solidariza com Glauber Braga: Arthur Lira comete uma "inacreditável ilegalidade" contra o deputado do PSOL

Glauber Braga, Arthur Lira e Dilma Rousseff

A ex-presidenta fez referência ao processo contra Glauber Braga (PSOL-RJ) por ter criticado o presidente da Câmara, Arthur Lira, em debate sobre a privatização da Petrobrás

28 de junho de 2022


    

247 - A ex-presidenta Dilma Rousseff repudiou nesta terça-feira (28) a possibilidade de a Câmara cassar o mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) após o parlamentar criticar, no dia 31 de maio, o presidente da Casa, Arthur Lira (PL-AL), em um debate sobre a privatização da Petrobrás. 

A petista afirmou ser uma "inacreditável ilegalidade e brutal injustiça que os conservadores buscam cometer contra um parlamentar de atuação digna, responsável e corajoso". "Querem cassá-lo com o ridículo e falso pretexto de que fez uma pergunta ao presidente da Câmara sobre a tentativa espúria de privatização da Petrobrás", disse. 

"Desde quando um parlamentar respaldado em um mandato popular poderá ser punido por usar a tribuna para criticar um adversário político? Desde que se instalou no Brasil um movimento político de caráter antidemocrático", complementou. 

No dia 31 de maio, Braga chamou Lira de "ditador" e questionou se o presidente da Câmara "não tem vergonha"

A representação para cassar o mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ) está tramitando "em tempo recorde" no Legislativo

Assista ao vídeo da nossa eterna Presidente.

https://twitter.com/Glauber_Braga/status/1541925688672161793?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1541925688672161793%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fd-35511852162424485155.ampproject.net%2F2206101637000%2Fframe.html

EM TEMPO: Convém lembrar que o dep. fed, Glauber Braga foi um dos defensores da nossa proposta em defesa da CODEVAM (Companhia de Desenvolvimento do Vale do Mundaú), a qual foi aprovada na CLP (Comissão de Legislação Participativa) da Câmara dos Deputados, isto é, no dia 25.05.2021 numa reunião online. Esperamos que no futuro governo Lula a mesma seja implantada. Por aqui contamos com a participação de José Lopes, presidente da Associação Quilombola do Castainho e do engenheiro civil Paulo Camelo.

domingo, 26 de junho de 2022

‘Lava-Jato é pai e mãe desta situação política a que chegamos’, diz Gilmar Mendes



Na avaliação do ministro do STF, a operação ‘era um projeto político de viés totalitário’

26 de junho de 2022

Gilmar Mendes, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol (Foto: STF | Reuters | ABr)

Carta Capital - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, atribui a crise da democracia brasileira aos excessos cometidos pela operação Lava Jato. Para o magistrado, havia um projeto de poder por trás da atuação do ex-juiz Sergio Moro e de procuradores, como Deltan Dallagnol.

 “A Lava-Jato é pai e mãe desta situação política a que chegamos. Na medida em que você elimina as forças políticas tradicionais, se dá ensejo ao surgimento — a política, como tudo no mundo, detesta vácuo — de novas forças”, afirmou o ministro em entrevista ao Correio Braziliense publicada neste domingo 26. Para ele, a operação “praticamente destruiu o sistema político brasileiro, os quadros representativos foram atingidos”.

“O Brasil produziu uma situação muito estranha. Além de sede de poder, veja que todos hoje são candidatos. Moro é candidato, a mulher é candidata, Dallagnol é candidato”, acrescentou Mendes.


Viúva de Dom exige justiça durante velório do jornalista inglês no Rio

 

Texto extraído do Blog do Por Magno Martins, edição de Ítala Alves

A dor e a revolta se misturam no velório de Dom Phillips, realizado, hoje, no Rio de Janeiro. O jornalista foi assassinado na Amazônia ao lado do indigenista Bruno Pereira em circunstâncias que ainda estão sendo investigadas. O corpo dele será cremado em cerimônia restrita à família e amigos mais próximos. As informações são do Correio Braziliense.

No velório, a viúva de Dom, Alessandra Sampaio, leu uma mensagem escrita pela família aos presentes e à imprensa. Ela garantiu que não vai deixar de lutar por justiça e nem pelas causas em que o marido acreditava. “Seguiremos atentos a todos os desdobramentos das investigações, exigindo justiça no significado mais abrangente do termo. Renovamos a nossa luta para que nossa dor e a da família de Bruno Pereira não se repitam. Como também as das famílias de outros jornalistas e defensores do meio ambiente que seguem em risco”, disse.

“Esse movimento mundial de solidariedade e justiça e de consciência pela conservação da natureza e dos povos que a protegem traz uma imensa esperança a todos nós”, completou.

A viúva ainda lembrou o quanto o marido era especial, "não apenas por defender aquilo que acreditava como profissional, mas também por ter um coração enorme e um grande amor pela humanidade."

Alessandra ainda agradeceu "de coração a todas as pessoas que se solidarizaram com Dom, com Bruno, com nossas famílias e amigos aqui no Brasil e em outros países." Sobre não ter levado o corpo do marido para a Inglaterra, Alessandra não teve dúvida: "Dom será cremado no país que amava, seu lar escolhido, o Brasil."

Dom Phillips e Bruno Pereira faziam uma expedição na região do Vale do Javari, no Amazonas, e foram vistos pela última vez em 5 de julho. Três homens já foram presos por terem participação no crime. A Polícia Federal investiga a participação de mais gente no crime.

"O fato é que o Ocidente já perdeu a guerra para a Rússia", diz Pepe Escobar

 


Correspondente internacional falou sobre a nova ordem multipolar e o papel dos BRICS


Pepe Escobar, Putin e Zelensky (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | REUTERS)

247 – O correspondente internacional afirmou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, que a velha ordem internacional desmoronou e que o novo mundo terá como protagonistas Rússia, China e os países do Sul Global. "A Rússia perdeu de vez a paciência com o Ocidente. Eles sabem que não têm mais interlocutores. O fato é que o Ocidente perdeu a guerra para a Rússia", afirmou.

Pepe Escobar disse ainda que os BRICS vão se expandir, com mais candidatos e membros e que os países europeus estão em crise por se submeterem passivamente aos comandos imperiais. "A Alemanha já entrou no alerta vermelho energético. O país está se auto-sufocando. Macron ganhou, mas não levou maioria parlamentar na França. As populações europeias começam a ficar extremamente raivosas e os protestos já miram a OTAN", disse ele. "Ninguém compra essa palhaçada de inflação do Putin. Os cidadãos estadunidenses perderam a paciência com Biden. Estamos vivendo a última cavalgada do Império", acrescentou.

Na entrevista, ele destaca uma fala recente do líder russo Vladimir Putin. "Ou você é soberano ou é uma colônia", aponta. "O Sul Global identifica cada vez mais a falta de limites da barbárie. Agora, pela primeira vez, um outro mundo é possível, porque pesos pesados, como Rússia e China, estão de fato apostando nisso", finaliza. Pepe disse ainda que o sonho europeu ucraniano não será realizado. "A Europa não quer esse abacaxi", afirmou.

Víde  vídeo  com o Pepe Escobar. https://www.youtube.com/watch?v=4cmNVfOB5ko&t=2s

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Governo Bolsonaro acumula escândalos de corrupção; confira os principais

 

ESTADÃO - Redação 

O presidente Jair Bolsonaro costuma repetir que não há corrupção em seu governo. O chefe do Executivo já fez essa afirmação em diversas ocasiões, formais e informais - até quando se dirigiu à Assembleia Geral da ONU, em 2021 -, tentando indicar que não tolera desvios de conduta de seus auxiliares. 

Mas seu mandato, como os de seus antecessores desde a redemocratização, também registra denúncias e suspeitas do crime envolvendo nomes importantes da gestão federal e aliados, que geraram investigações como a que levou à prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, da Educação.

© Fornecido por Estadão Embora Bolsonaro alegue não haver condutas ilegais em seu governo, gestão foi marcada por denúncias de corrupção envolvendo auxiliares e aliados. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Relembre dez acusações de corrupção nas quais integrantes ou aliados do governo Bolsonaro foram ou são acusados de envolvimento.

Outubro de 2019: Ministro do Turismo

Em outubro de 2019, a Polícia Federal indiciou o então ministro Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo, no inquérito da Operação Sufrágio Ostentação – investigação sobre suposto desvio de recursos por meio de candidaturas femininas laranja nas eleições 2018. A PF imputou ao ministro de Bolsonaro os crimes de falsidade ideológica, associação criminosa e apropriação indébita. Na ocasião, Marcelo Álvaro Antônio ocupava o posto de presidente do PSL em Minas.

À época, o presidente disse que pretendia manter o ministro no cargo e ‘aguardar o desenrolar do processo’. Segundo as investigações, o então partido do presidente Bolsonaro - ele saiu do PSL em novembro daquele ano - utilizou candidatas em disputas de fachada para acessar recursos de fundo eleitoral exclusivo para mulheres. Os investigadores atribuem ao ministro o papel de articulador do esquema de laranjas.

Abril de 2021: Ricardo Salles

Em abril de 2021, o então ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, foi acusado de dificultar a ação de fiscalização ambiental e patrocinar diretamente interesses privados de madeireiros investigados por extração ilegal de madeira. Segundo notícia-crime encaminhada pela PF para o Supremo Tribunal Federal (STF), Salles, “na qualidade de braço forte do Estado”, integrava organização criminosa orquestrada por madeireiros alvos da Operação Handroanthus com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza.

Maio de 2021: Tratoraço

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Em reunião sobre urnas, general fica em silêncio, fecha câmera e ignora TSE



Yahoo Notícias. Seg., 20 de junho de 2022

Reunião do TSE com Forças Armadas tinha como objetivo esclarecer questionamentos de militares sobre as urnas eletrônicas (Foto: Getty Images)




Resumo da notícia

·         Durante reunião da Comissão de Transparência Eleitoral sobre urnas eletrônicas, representante do TSE não se pronunciou

·         Encontro aconteceu nesta segunda-feira, para sanar dúvidas dos militares sobre as urnas

·         General Heber Portalle não abriu a câmera durante reunião da comissão

Na tarde desta segunda-feira (20), o Tribunal Superior Eleitoral realizou uma reunião sobre a segurança do processo eleitoral, com a presença do general Heber Portella, representante das Forças Armadas. O objetivo era responder questionamentos de militares sobre as urnas eletrônicas. No entanto, segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Portella não falou durante todo o encontro da Comissão de Transparência Eleitoral (CTE).

A reunião aconteceu por videoconferência, mas o general não ligou a câmera e tampouco se manifestou durante o encontro. Ainda de acordo com O Globo, um dos técnicos do TSE, Felipe Antoniazzi, falou sobre como é feito o teste de integridade das urnas. O pronunciamento tinha como objetivo dar respostas técnicas para os questionamentos feitos pelas Forças Armadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Mais cedo, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, confirmou a presença do representante das Forças Armadas na reunião do Comissão. No ofício ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, porém, o ministro insistiu no pedido de um encontro somente entre militares e técnicos da Corte.

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira alega que há temas a serem tratados que não são contemplados na reunião desta segunda-feira na comissão. "Reitero a necessidade de realizar uma reunião específica entre as equipes técnicas do Tribunal e das Forças Armadas, haja vista que o aprofundamento da discussão acerca de aspectos técnicos complexos suscita tempo e interação presencial, que não estão contemplados na supramencionada reunião da CTE/OTE”, escreveu o ministro antes do encontro.

Em 2021, a Comissão foi criada com o objetivo de ampliar a transparência do processo eleitoral. No entanto, na prática, passou a ser um ponto de tensão entre TSE e Forças Armadas. 

EM TEMPO: Na época da elaboração do Projeto da "Urna Eletrônica", as Forças Armadas, representadas pelos seus técnicos, participaram da implantação daquele projeto. Agora estão tentando questionar o inquestionável. 

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Vazamento na Bloomberg deve ter sido proposital e calculado, com aval do próprio Biden

"Recado parece duplo: não apoiaremos o antidemocrático Bolsonaro em eventual aventura autocrática e não permitiremos que o setor privado também o faça"

Presidente da República Jair Bolsonaro, durante encontro com o Presidente dos Estados Unidos da América, Senhor Joe Biden. 09/06/2022 (Foto: Alan Santos/PR)



Por Marcelo Zero (*)

Bolsonaro pediu ajuda a Biden para derrotar Lula e se reeleger, em uma reunião bilateral, realizada em Los Angeles, durante a Cúpula das Américas. 

Biden, é claro, desconversou. Fico aqui imaginando a cara do presidente dos EUA e de seus assessores ante tamanha estupidez e despropósito.  Qualquer pessoa de QI médio e medianamente informada teria informado ao insopitável capitão que essas coisas não se tratam nessas cúpulas. São tratadas, quando ocorrem, em intercâmbios de informação muito sigilosos, discretos e não-oficiais, normalmente feitos entre agentes de inteligência. Como se sabe, os EUA, apesar de afirmarem o contrário, intervêm, sim, em processos políticos e eleitorais de outros países, quando julgam necessário. Mas o fazem pelos canais pertinentes e com os instrumentos apropriados. Podem até ser tolos, em relação aos objetivos, mas não são tolos, no que tange aos métodos. 

Contudo, nesse caso específico, parece evidente que o presidente de atitudes asininas deu com os burros n’água. O vazamento da informação constrangedora para o site de notícias da Bloomberg é indício claro disso. Evidentemente, o vazamento da informação não deve ter sido fortuito, fruto de indiscrição pessoal de um agente público. Não. O vazamento deve ter sido proposital e bem calculado, feito, provavelmente, com o aval do próprio Biden, que, nos bastidores, nutre desprezo e desconfiança pelo capitão antiambientalista, anti-direitos humanos, “trumpista” e saudoso da ditadura e da tortura. Ele não quer se associar a qualquer aventura autocrática de Bolsonaro e de seus militares.

O canal utilizado também parece ter sido cuidadosamente escolhido.

Não à privatização da Eletrobrás!

 

NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS! Mais um crime de lesa pátria!

Nota Política do Partido Comunista Brasileiro – PCB

Na sexta-feira, 03/06, o governo federal deu sequência a um dos maiores projetos de privatização da história brasileira: a venda de ações da Eletrobrás, histórica estatal conquistada na luta pelo controle estatal da produção energética. Responsável por quase 30% da produção energética do país, a empresa também opera na área de transmissão e distribuição da energia pelo país e tem sido alvo, desde os anos 1990, de tentativas de privatização.

Nesta segunda-feira, a venda de ações da Eletrobrás chegou a um total de 29 bilhões de reais, apresentando leve queda no preço das ações em relação ao preço mínimo de 42 reais perspectivado pelo governo. O plano é vender um conjunto de ações grande o bastante para retirar do governo federal o controle majoritário das ações, com a meta de atingir apenas 45% de propriedade da empresa. Esse projeto privatista vem desde o governo de Michel Temer, com a proposta de privatização da Eletrobrás já em janeiro de 2018, e vem sendo uma prioridade do governo Bolsonaro, como forma de aproveitar o final do mandato para aprovar os últimos desmontes da estrutura das empresas estatais.

O PCB se coloca abertamente contra essa privatização, que converte os investimentos públicos de quase 6 décadas em lucros para os novos acionistas. O impacto dessa medida, além da perda do patrimônio público, é imenso para a classe trabalhadora, consumidora da energia. Nesse cenário de privatização, a tendência ao aumento de custo da energia, como forma de remunerar os acionistas, será um peso ainda maior nos salários dos trabalhadores.

Além disso, as condições dos trabalhadores da Eletrobrás deverá piorar, como tem acontecido sistematicamente nas estatais privatizadas. A ameaça de apagões e falta de energia fora dos grandes centros urbanos também passa a ser muito provável, uma vez que a Eletrobrás abastece regiões que não conferem lucro à empresa, mas que são fundamentais para a vida de grandes setores da população.

Privatizar é crime contra o povo trabalhador!

Fora Bolsonaro, Mourão e Guedes!

Abaixo o capitalismo!

Pelo Poder Popular no rumo do Socialismo!

Comissão Política Nacional do PCB

https://www.youtube.com/watch?v=iNcD0Q7MCZ8  Visão CNN. Quais as consequências da privatização da Eletrobrás. Debate entre o dep. fed. Ricardo Barros e Boulos.


domingo, 12 de junho de 2022

Zelensky: de comediante a carrasco a serviço dos EUA

 

Por Max Blumenthal e Esha Krishnaswamy [*]

A campanha de Zelensky de assassinatos, sequestros e tortura de opositores políticos

Apesar de dizer que defende a democracia, Volodymyr Zelensky proibiu a oposição, ordenou a prisão de rivais e liderou o desaparecimento e assassinato de dissidentes em todo o país. Zelensky definiu a guerra do seu país contra a Rússia como uma batalha pela própria democracia. Num discurso cuidadosamente coreografado para o Congresso dos EUA em 16 de março, Zelensky declarou: “Neste momento, o destino do nosso país está sendo decidido: se os ucranianos serão livres, se serão capazes de preservar sua democracia”.

Os grandes meios de comunicação dos EUA deram cobertura a Zelensky através de uma imprensa bajuladora, que conduziu uma campanha para nomeação ao Prêmio Nobel da Paz e inspirando um extravagante tributo musical a si mesmo e aos militares ucranianos durante a cerimônia de prêmios do Grammy em 3 de abril de 2022. Contudo, a mídia ocidental olhou para o lado quando Zelensky e altos funcionários do seu governo aprovaram uma campanha de sequestro, tortura e assassinato de políticos ucranianos acusados de colaborar com a Rússia. Vários presidentes de municipalidades e outras autoridades foram mortos desde o início da guerra, alegadamente por agentes do Estado, após se envolverem em negociações para a redução da escalada de guerra da Rússia.

“Há um traidor a menos na Ucrânia”, afirmou o assessor do Ministério de Assuntos Internos, Anton Geraschenko, apoiando o assassinato de um presidente de câmara acusado de colaborar com a Rússia.

Zelensky explorou ainda mais a atmosfera de guerra ao proibir uma série de partidos da oposição e ordenar a prisão dos seus principais rivais. Decretos autoritários desencadearam o desaparecimento, tortura e até assassinato de ativistas de direitos humanos, comunistas, gente de esquerda, jornalistas e funcionários do governo acusados de simpatias “pró-Rússia”.