terça-feira, 7 de julho de 2026

Governo brasileiro repudia traição de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos

Planalto avalia que senador legitimou medidas dos EUA e atuou contra os interesses do país

Redação Brasil 247. Publicado em 7 de julho de 2026.


 

Flávio Bolsonaro Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

247 – O governo brasileiro afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atuou contra os interesses do país ao participar, nos Estados Unidos, de uma audiência pública sobre a possível imposição de tarifas adicionais a produtos brasileiros. Em nota divulgada nesta terça-feira (7), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República repudiou a intervenção do parlamentar e acusou o pré-candidato à Presidência de tentar transformar uma discussão comercial em manobra eleitoral.

A reação do Planalto teve como ponto central a avaliação de que Flávio não defendeu o Brasil diante das autoridades estadunidenses. Segundo o governo, o senador evitou se posicionar contra o tarifaço e preferiu sugerir o adiamento da medida em razão da proximidade da eleição presidencial brasileira, marcada para outubro. Para a Secom, a postura teve “claro objetivo eleitoreiro”.

No trecho mais duro da manifestação, o governo afirmou que há uma diferença essencial entre fazer oposição ao Palácio do Planalto e agir contra o país. “Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz a nota.

O Planalto também acusou Flávio Bolsonaro de legitimar as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para pressionar comercialmente o Brasil. “Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”, afirmou a Secretaria de Comunicação.

A audiência foi promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da chamada Seção 301, procedimento usado por Washington para avaliar práticas comerciais de outros países e embasar eventuais retaliações. O encontro integra a fase de consulta pública antes da decisão sobre a aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros.

Segundo o governo brasileiro, 78 entidades e pessoas físicas se inscreveram para se manifestar sobre o tarifaço. Desse total, 63 se posicionaram contra a medida e 15 a favor. Entre as 44 intervenções de participantes norte-americanos, 30 foram contrárias às tarifas e 14 favoráveis. Já entre os 34 brasileiros inscritos, apenas Flávio Bolsonaro não se colocou contra as medidas contra o Brasil, optando por defender o adiamento.

A participação do senador ocorreu ao lado do irmão, o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos e tem atuado em defesa de sanções e pressões contra autoridades brasileiras. Para o Planalto, a atuação dos dois reforça a acusação de que a família Bolsonaro busca levar a disputa política interna para o campo das relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.

Na nota, o governo afirmou ainda que Flávio “não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil”. A Secom também disse que o senador não aproveitou a audiência para reconhecer que errou ao contrariar os interesses da população brasileira.

Outro ponto destacado pelo governo foi a posição atribuída a Flávio Bolsonaro em relação à regulação do ambiente digital. Segundo a nota, o senador defendeu a revogação de decretos brasileiros que buscam impedir a circulação de conteúdos criminosos e enfrentar a violência contra mulheres nas plataformas digitais. Para a Secom, essa agenda “só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes”.

O Planalto também rebateu referências feitas pelo senador ao caso Master. Na avaliação do governo, Flávio citou o episódio sem mencionar sua origem vinculada ao governo de Jair Bolsonaro e sem tratar de seus próprios vínculos com Daniel Vorcaro. A nota afirma que o senador pediu mais de R$ 130 milhões a Vorcaro, sob a justificativa de produzir um filme sobre Jair Bolsonaro (PL).

A Secretaria de Comunicação relacionou ainda o caso Master aos descontos ilegais que atingiram aposentados e pensionistas do INSS. Segundo o governo, ambos os episódios começaram no governo Bolsonaro. A nota afirma que foi na atual gestão que o esquema no INSS foi desarticulado pela Controladoria-Geral da União e pela Polícia Federal, com devolução de R$ 3,2 bilhões a 4,2 milhões de beneficiários.

O Pix também entrou na reação oficial. O governo acusou Flávio Bolsonaro e sua família de tentarem alterar o discurso sobre o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Segundo a Secom, depois de ataques feitos ao longo do último ano, o senador agora tenta passar a imagem de defensor do Pix, mas ainda propõe subordiná-lo aos interesses estadunidenses.

Na sequência da audiência, o governo ressaltou que mantém negociações com os Estados Unidos desde julho de 2025 para tentar reverter tarifas consideradas injustificadas. A estratégia envolve reuniões técnicas, cartas, telefonemas e encontros de alto nível para demonstrar que as medidas não têm fundamento.

Enquanto Flávio Bolsonaro participava da audiência pública, técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Itamaraty, do Ministério da Justiça e do Palácio do Planalto estavam reunidos com representantes do USTR para tentar desfazer o tarifaço. Para o governo, o contraste mostra que, enquanto a diplomacia brasileira buscava uma solução institucional, o senador tentava politizar as relações entre os dois países.

Confira a íntegra da nota

O governo brasileiro repudia a intervenção do senador Flávio Bolsonaro em audiência pública realizada, nesta terça-feira (7), pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta à participação do setor privado e da sociedade civil para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil.

Ao todo, 78 entidades e pessoas físicas se inscreveram para se manifestar sobre o tarifaço. Desse total (somando brasileiros e estadunidenses), 63 são contra o tarifaço, 15 são a favor.

Das 44 intervenções de estadunidenses, 30 são contra o tarifaço e 14 a favor. Entre os 34 brasileiros inscritos, só Flávio Bolsonaro não se posicionou contrário às medidas contra o Brasil, optando por sugerir o seu adiamento, com claro objetivo eleitoreiro.

Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país.

O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Tampouco aproveitou a audiência de hoje para reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro.

O senador defendeu a revogação de decretos brasileiros que previnem a circulação de conteúdos criminosos e enfrentam a violência contra mulheres no ambiente digital. Isso só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes.

Ao citar o caso Master, maior esquema de corrupção da história do país, omitiu sua origem vinculada ao governo de Jair Bolsonaro. Também esqueceu de mencionar seus próprios vínculos com Daniel Vorcaro, para quem pediu mais de 130 milhões de reais para, segundo ele alega, produzir um filme sobre o seu pai.

Assim como o caso Master, os descontos ilegais que prejudicaram milhões de aposentados e pensionistas do INSS também começaram no governo Bolsonaro. Foi no atual governo que o esquema foi desbaratado pela Controladoria Geral da União e a Polícia Federal e que 3,2 bilhões de reais que haviam sido desviados foram devolvidos para 4,2 milhões de beneficiários.

Ao contrário do que o senador Flávio Bolsonaro e sua família defenderam ao longo do último ano, ele agora tenta mudar o discurso e passar a imagem de que defende o PIX. Mesmo assim, propõe subordinar o PIX aos interesses norte-americanos.

O governo brasileiro negocia ininterruptamente com os Estados Unidos desde julho de 2025 para reverter as tarifas aplicadas injustificadamente contra o Brasil. Por meio de reuniões, cartas, telefonemas e encontros no mais alto nível, temos demonstrado que as tarifas não têm fundamento.

Esta manhã, enquanto o senador Flávio Bolsonaro tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, funcionários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Itamaraty; Ministério da Justiça; e do Palácio do Planalto mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil.

Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Trapaça de Trump e Infantino fracassa e Bélgica humilha Estados Unidos

 

Escalação de Balogun após liberação polêmica da Fifa não evita goleada belga por 4 a 1 e eliminação dos anfitriões da Copa

Redação Brasil 247

Publicado em 6 de julho de 2026

Crédito: Reuters



247 – A tentativa de salvar o atacante Folarin Balogun nos bastidores da Copa do Mundo terminou em fiasco para os Estados Unidos. Nesta segunda-feira (6), o atleta foi titular após ter uma suspensão automática revogada pela Fifa, mas não conseguiu impedir a goleada da Bélgica por 4 a 1, em Seattle, pelas oitavas de final do torneio. O resultado eliminou os anfitriões e colocou a seleção belga nas quartas, contra a Espanha.

A Bélgica construiu a vitória com autoridade, eficiência ofensiva e aproveitamento dos erros norte-americanos. Charles De Ketelaere marcou duas vezes no primeiro tempo, Hans Vanaken ampliou na etapa final e Romelu Lukaku fechou a goleada. O único gol dos Estados Unidos foi de Malik Tillman, em cobrança de falta que desviou na barreira.

O início belga já indicava uma noite difícil para os donos da casa. Após jogada pelo lado direito e corte mal feito pela defesa dos Estados Unidos, Nicolas Raskin ficou com a sobra dentro da área e finalizou cruzado. De Ketelaere apareceu próximo à linha do gol para completar e abrir o placar.

Os Estados Unidos conseguiram reagir em lance que passou diretamente por Balogun. O atacante sofreu falta frontal na entrada da área, e Tillman cobrou com a perna direita. A bola desviou na barreira, enganou Thibaut Courtois e entrou no meio do gol, empatando a partida em Seattle.

A resposta belga, porém, foi imediata. Menos de um minuto depois, Leandro Trossard avançou pela esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou para De Ketelaere. O atacante venceu a disputa pelo alto e marcou o segundo dele no jogo, recolocando a Bélgica em vantagem antes do intervalo.

Na etapa final, os Estados Unidos tentaram assumir o controle da posse de bola e empurrar a Bélgica para o campo de defesa. A equipe norte-americana teve mais volume em alguns momentos, mas encontrou dificuldade para criar chances limpas diante de uma seleção belga organizada e mais precisa nas transições.

A melhor oportunidade dos anfitriões saiu novamente com Balogun. O atacante aproveitou falha de Brandon Mechele, arrancou em velocidade pela esquerda e entrou na área em condição clara de finalização. Courtois fechou o ângulo e fez defesa decisiva, impedindo o empate e mantendo a vantagem belga.

Pouco depois, a Bélgica transformou o controle emocional do jogo em vantagem no placar. Matt Freese saiu da área para se antecipar a De Ketelaere e dominou a bola no peito, mas hesitou na sequência. O atacante belga pressionou, recuperou a jogada e a bola sobrou para Vanaken, que finalizou de fora da área, com o gol aberto, para fazer 3 a 1.

No fim, Lukaku completou a noite desastrosa dos Estados Unidos. O maior artilheiro da história da seleção belga entrou no segundo tempo e aproveitou erro na saída de bola norte-americana pelo lado direito. O atacante carregou para o meio da área e bateu colocado, de direita, no canto esquerdo de Freese, decretando o 4 a 1.

A derrota encerra de forma contundente a campanha dos Estados Unidos na Copa disputada em casa. A seleção havia liderado o Grupo D, com vitórias sobre Paraguai e Austrália e derrota para a Turquia. Na etapa seguinte, venceu a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0, em partida marcada pela expulsão de Balogun.

A Bélgica, por sua vez, confirma sua recuperação no torneio. Depois de uma fase de grupos irregular, com empates contra Egito e Irã e goleada sobre a Nova Zelândia, a equipe eliminou o Senegal na prorrogação e agora derrubou os anfitriões com uma atuação dominante. Nas quartas de final, enfrentará a Espanha, que venceu Portugal por 1 a 0.

Revogação de cartão de Balogun expõe pressão nos bastidores

A goleada também ampliou o peso político e esportivo da polêmica que antecedeu a partida. Balogun havia sido expulso contra a Bósnia, na segunda fase, em lance revisado pelo VAR e confirmado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. A jogada envolveu um pisão no calcanhar do zagueiro Muharemovic, punido inicialmente com cartão vermelho direto e suspensão automática.

Apesar da punição, o Comitê Disciplinar da Fifa revogou a suspensão e autorizou Balogun a enfrentar a Bélgica. A Associação Belga de Futebol reagiu imediatamente, recorreu da decisão e afirmou que o pedido foi negado. A entidade também declarou não ter recebido a íntegra do despacho nem as justificativas formais para a liberação do atacante.

Em comunicado, a RBFA afirmou: “A RBFA notificou a Federação de Futebol dos EUA de que contestará a elegibilidade do jogador caso seu nome conste na súmula oficial da partida. Consequentemente, todos os demais recursos legais e outras medidas permanecem em aberto”.

A federação deixou aberta a possibilidade de levar o caso a instâncias superiores, como a Corte Arbitral do Esporte, conhecida pela sigla CAS, responsável por julgar disputas disciplinares e regulatórias no futebol internacional.

O episódio ganhou ainda mais repercussão depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revogação da suspensão automática de Balogun. A interferência política ampliou as críticas à decisão da entidade máxima do futebol e colocou ainda mais pressão sobre o confronto.

O técnico Mauricio Pochettino foi o principal defensor da liberação do atacante. O argentino sustentou que a expulsão contra a Bósnia havia sido injusta e argumentou que os Estados Unidos já tinham sido suficientemente prejudicados naquele jogo. Em campo, Balogun participou do lance do gol norte-americano e teve a melhor chance da equipe no segundo tempo, mas terminou a noite como símbolo de uma manobra frustrada.

domingo, 5 de julho de 2026

A eliminação do Brasil foi merecida e há dois culpados: a CBF e o técnico Ancelotti

O Brasil perdeu porque mereceu perder. E só voltará a vencer quando recuperar o respeito por sua história e também pelos adversários

Por Leonardo Attuch

Haaland celebra a vitória da Noruega Crédito: Reuters











A eliminação do Brasil diante da Noruega foi merecida. E há dois culpados centrais por esta derrota: a CBF e Carlo Ancelotti.

A CBF, em primeiro lugar, por ter naturalizado uma ideia absurda: a de que o país mais tradicional do futebol mundial não teria um brasileiro capaz de comandar sua própria seleção. É ridículo que o Brasil, pentacampeão mundial, celeiro de jogadores, técnicos, escolas, ideias e paixões futebolísticas, tenha se colocado na posição subalterna de buscar fora aquilo que deveria ser capaz de produzir dentro de casa.

Se fosse mesmo necessário escolher um estrangeiro — e não era — que fosse Abel Ferreira, do Palmeiras. Abel vive o futebol brasileiro há anos, conhece nossos jogadores, entende o calendário, a pressão, a cultura, os vícios e as virtudes do nosso futebol. Além disso, coleciona títulos. Seria uma escolha muito mais lógica do que apostar em um técnico consagrado na Europa, mas distante da realidade brasileira.

Ancelotti errou ao longo de toda a Copa. Errou nas escalações, nas leituras de jogo e nas substituições. Insistiu em atacantes pouco efetivos, como Raphinha na primeira fase e depois Rayan, duas peças inexpressivas quando o Brasil precisava de protagonismo. Endrick, que deveria ter sido usado mais cedo, só entrou no segundo tempo contra a Noruega, quando o jogo já estava travado e o Brasil precisava desesperadamente de soluções.

Outro erro crasso foi escolher Bruno Guimarães para bater o pênalti. Bruno vinha sendo o melhor jogador do Brasil na Copa, mas foi colocado na fogueira. Caminhou para a bola com o pânico escancarado nos olhos. Um técnico experiente deveria ter percebido isso. Pênalti em jogo eliminatório não é apenas técnica: é cabeça, hierarquia e responsabilidade.

E aí vem outra contradição: se Neymar foi convocado e tinha condições de jogar no segundo tempo, poderia ter começado jogando. Até porque Neymar é o principal batedor de pênaltis do Brasil. Em uma partida decidida nos detalhes, deixar seu jogador mais decisivo no banco foi mais uma demonstração da confusão de Ancelotti.

Também é escandaloso que um técnico receba R$ 5 milhões por mês, tenha contrato renovado até 2030 independentemente dos resultados e ainda faça propaganda para uma cervejaria, a Ambev. A seleção brasileira não pode ser tratada como plataforma de marketing nem como brinquedo de cartolas.

Por fim, é hora de acabar com a soberba. O “créu” como resposta à remada viking norueguesa foi outra cena ridícula. Além de desrespeitar o adversário, associa o Brasil ao deboche barato e ao sexismo. A Noruega respondeu em campo. Com seriedade, organização e Haaland.

O Brasil perdeu porque mereceu perder. E só voltará a vencer quando recuperar o respeito por si mesmo, por sua história e também pelos adversários.

EM TEMPO: Em primeiro lugar se faz necessário democratizar as escolhas dos Presidentes das Federações e da CBF. Rever os salários altíssimos dos presidentes e essas entidades não podem funcionar como empresas privadas. Faz-se necessário que o Estado Brasileiro tenha participação e os órgãos de fiscalização atuem dentre da lei. O técnico Ancelotti é um bom técnico, mas o Brasil carece de craques como antigamente. O futebol europeu cresceu bastante e a maioria das seleções jogam de igual para igual contra o Brasil. Agora, a seleção não deve sofrer influência dos patrocinadores. Neymar não está no auge da sua carreira, mas não atrapalhou, nem perdeu pênalti, nem perdeu gol na área adversária, a exemplo de Endrick e Casimiro. Neymar deveria entrar no início do segundo tempo para desestruturar a defesa adversária. Mas, carece da devida orientação psicológica. Não sei se a equipe possui um corpo social, a exemplo de: psicólogo(a) + professores de português, espanhol, inglês e de boas maneiras educativas + sociólogos(as). Ok, Moçada!

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Lula explica de forma didática por que Flávio Bolsonaro é um traidor da Pátria

 

Presidente afirma que senador do PL pediu aos Estados Unidos o adiamento do tarifaço apenas por interesse eleitoral, acusa a família Bolsonaro de entreguismo e diz que a soberania brasileira é inegociável.

Lula no Ceará. Crédito: Ricardo Stuckert




 






Redação Brasil 247

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o pedido feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao governo dos Estados Unidos para adiar a entrada em vigor do tarifaço sobre produtos brasileiros até depois das eleições de 2026 constitui “mais uma atitude de traidores da pátria”. Em uma sequência de declarações nas redes sociais, Lula explicou por que considera a iniciativa um ataque aos interesses nacionais e afirmou que “nunca houve e não há qualquer justificativa para o tarifaço, agora ou depois”.

As informações foram publicadas inicialmente pelo Valor Econômico. Segundo a reportagem, Lula reagiu ao documento enviado por Flávio Bolsonaro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), no qual o senador pede que a sobretaxa seja implementada apenas após a disputa presidencial de 2026. No texto encaminhado às autoridades norte-americanas, Flávio argumenta que a adoção da medida neste momento fortaleceria politicamente o governo Lula, razão pela qual defende seu adiamento, embora não peça a suspensão da investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos.

Na avaliação do presidente, a iniciativa evidencia que interesses eleitorais foram colocados acima dos interesses nacionais. “É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, como fica claro no documento enviado hoje por um de seus integrantes ao governo norte-americano”, escreveu Lula.

“Não há motivo para o tarifaço”

Lula ressaltou que a questão central não é o momento da aplicação das tarifas, mas a inexistência de qualquer justificativa para que elas sejam impostas ao Brasil.

“Nunca houve e não há qualquer justificativa para o tarifaço, agora ou depois”, afirmou o presidente, rejeitando a tese de que bastaria postergar a medida para depois das eleições presidenciais.

Segundo Lula, o aspecto mais grave da crise comercial é justamente sua origem política. O presidente declarou que considera “mais absurdo” o fato de que o movimento tenha sido estimulado pela própria família Bolsonaro.

“O aspecto mais absurdo desse episódio é que sua origem foi motivada pela família Bolsonaro, que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra o Brasil”, afirmou.

Soberania nacional e defesa do Pix

Ao rebater a posição do senador, Lula reafirmou que a soberania brasileira não será objeto de negociação.

“Nossa Pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável”, declarou.

O presidente também relacionou o episódio à investigação aberta pelo USTR envolvendo o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Segundo Lula, a família Bolsonaro estaria atuando contra um dos principais instrumentos de inovação financeira do país.

“Eles querem entregar o Pix a interesses estrangeiros. Não vão conseguir. O Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele”, afirmou.

Lula acrescentou ainda que defender o fim do Mercosul representaria “outro ataque ao interesse do povo brasileiro”.

Governo mantém negociação com os Estados Unidos

Apesar das críticas à postura de Flávio Bolsonaro, Lula reiterou que o Brasil continuará buscando uma solução diplomática para a disputa comercial com os Estados Unidos.

Segundo o presidente, o governo brasileiro seguirá dialogando “de igual para igual” com qualquer país, inclusive com os Estados Unidos.

O governo federal tenta impedir que entre em vigor, após 15 de julho, a tarifa adicional de 25% recomendada pelo USTR ao fim da investigação aberta com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.

Em entrevista exclusiva ao Valor Econômico, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que, caso a medida seja efetivamente implementada pelo governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, o Brasil buscará negociar a redução da alíquota, a suspensão da medida e a exclusão de setores considerados sensíveis, estratégia semelhante à adotada durante o primeiro tarifaço aplicado no ano passado.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Kassab afirma que Raquel Lyra não deve estar no palanque de Caiado para a presidência

 

·         01/07/2026

  • Texto extraído do Blog do  Magno Martins
  • - Edição de Camila Emerenciano


 

 

 

 

BLOG DA FOLHA

O presidente nacional do PSD e agora pré-candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), Gilberto Kassab, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), não deve subir no palanque puro-sangue da sigla. O anúncio aconteceu durante lançamento da pré-candidatura dos dois, em Brasília.

Além dela, o pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), também não esteve presente.

“Precisamos ter a sabedoria de respeitar os projetos locais”, disse Kassab.

Ele confirmou que nem a governadora e nem Paes “devem estar presentes” nos comícios de Caiado nos respectivos estados.

Ainda de acordo com o presidente nacional do PSD, uma chapa própria do PSD não é um impeditivo para eventuais alianças, caso necessário. “Nesta eleição, não buscamos nenhuma aliança. Romeu Zema (Novo), desde o primeiro momento, deixou claro para nós que a candidatura dele iria até o final por causa da cláusula de desempenho”, continuou Kassab.

EM TEMPO: Essa afirmativa de Kassab (um bom  articulador político), indica que política não é para amadores. Lembrando que no RJ, o PSD de Eduardo Paes, está coligado com o PT e terá o apoio do presidente Lula. Sendo assim, a "neutralidade" da governadora Raquel Lyra, favorece a candidatura do presidente Lula. Afinal, Kassab sabe que existem setores do PT que defendem o voto "LUQUEL" (Lula com Raquel). Agora, os desavisados podem chorar a vontade, porque o choro faz bem a saúde física e mental  (rsrsrs). Ok, Moçada! 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

'Muita emoção. O País inteiro está na torcida', diz Lula ao comemorar vitória da seleção brasileira contra o Japão

 

'Parabéns pela garra', afirmou o presidente em referência à equipe comandada por Carlo Ancelotti

29 de junho de 2026



 






Lula, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, José Guimarães e Margareth Menezes (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Redação Brasil 247

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta segunda-feira (29) a vitória da seleção brasileira por 2 a 1 contra o Japão, em Houston (EUA), pelos 16 avos de final da Copa do Mundo. Com o resultado, o Brasil se classificou para as oitavas de final da competição. 

“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu Lula na rede social X. 

O presidente estava junto com a primeira-dama Rosangela da Silva, conhecida como Janja, e com os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Margareth Menezes (Cultura). 

A vitória confirmou a presença do Brasil entre as 16 seleções que seguem na disputa pelo título mundial. A equipe comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti superou o Japão em uma partida decisiva e agora aguarda a definição do próximo adversário no mata-mata.

A Copa do Mundo desta edição ocorre em três países: Estados Unidos, Canadá e México. O torneio reúne 48 seleções, divididas em 12 grupos com quatro equipes cada, em um formato ampliado em relação às edições anteriores.

Antes do confronto com o Japão, a seleção brasileira disputou o grupo C. Na estreia, empatou com o Marrocos por 1 a 1. Na sequência, venceu Haiti e Escócia pelo mesmo placar, 3 a 0, resultados que consolidaram a reação da equipe na primeira fase.

Com a classificação garantida, o Brasil espera o vencedor de Noruega e Costa do Marfim. As duas seleções se enfrentam nesta terça-feira (30), às 14h, no horário de Brasília, em Dallas, também nos EUA. O jogo das oitavas de final está marcado para domingo (5), às 17h, em Nova Jersey. 

Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!

EM TEMPO: Para melhorar o desempenho do futebol brasileiro, faz-se necessário democratizar os critérios de escolha dos Presidentes de Federação e da CBF. Evidentemente,  que as entidades esportivas  não devem continuar  na condição de empresa privada, onde os "manda chuva" recebem um salário altíssimo e os órgãos de fiscalização passam à margem por serem entidades privadas. Ok, Moçada!

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Parlamentares do PT vão à Justiça contra anúncios de bets ao vivo

Pedro Uczai e Alencar Santana pedem suspensão de anúncios, odds ao vivo, QR Codes e bônus durante partidas

25 de junho de 2026

 
Pedro Uczai e Alencar Santana (Foto: Agência Câmara)

247 - Deputados do Partido dos Trabalhadores protocolaram nesta quinta-feira (25) na Justiça Federal uma liminar para barrar anúncios de bets durante transmissões esportivas ao vivo, com pedido de suspensão imediata de propagandas, odds ao vivo, QR Codes, cupons, bônus e outros estímulos às apostas durante partidas e eventos esportivos. A ação popular tem autoria de Alencar Santana (PT-SP), vice-líder do governo na Câmara, e Pedro Uczai (PT-SC), líder do PT na Câmara dos Deputados.

A ação mencionou a CazéTV, que adquiriu os direitos de transmissão dos 104 jogos da Copa do Mundo de 2026 no Brasil, em formato gratuito e com forte presença no ambiente digital. Segundo o documento, a combinação entre audiência massiva, linguagem interativa e publicidade de bets amplia a exposição de crianças, adolescentes, consumidores vulneráveis e famílias em situação de endividamento. A exibição constante de mercados, probabilidades e chamadas comerciais associa emoção esportiva a consumo imediato de apostas, acrescentou o documento.

A ação pede aplicação específica da vedação às transmissões realizadas pela LiveMode/CazéTV e pelo YouTube. O texto também prevê extensão da medida a qualquer emissora, plataforma de streaming, rede social, aplicativo ou veículo que transmita eventos esportivos ao vivo ao público brasileiro.

“A CazéTV adquiriu os direitos para transmissão integral dos 104 jogos da Copa do Mundo de 2026 no Brasil, gratuitamente pelo YouTube, com linguagem digital, interativa e especialmente atrativa para o público jovem. A concentração de audiência, associada à publicidade de bets durante a transmissão, cria ambiente de exposição massiva de crianças, adolescentes, consumidores vulneráveis e famílias endividadas a um produto que o próprio poder público já reconhece como problema de saúde pública”, ressalta o documento.

O pedido também cobra providências da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda diante dos riscos associados à expansão das apostas online no país. 

Estatísticas

Dados citados na ação, com base no Ministério da Saúde, apontam que 25,9% dos brasileiros acima de 14 anos já fizeram apostas ao menos uma vez. Entre os apostadores, 7,3% apresentaram comportamento de risco ou problemático, enquanto 4,4% se enquadraram nos critérios de transtorno do jogo.

As apostas online e os jogos de azar, impulsionados pela expansão das chamadas bets, geram impactos econômicos e sociais estimados em R$ 38,8 bilhões por ano no Brasil. O cálculo reúne prejuízos associados a suicídios, desemprego, despesas com saúde e afastamentos do trabalho.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta sexta-feira (19) que cerca de 25,2 milhões de brasileiros apostam em plataformas ilegais na internet. A declaração ocorreu durante a apresentação de ações contra o mercado irregular, que, segundo o governo federal, movimenta bilhões de reais e passou a atrair organizações criminosas. 

Jogatina ao vivo

Na ação, Alencar Santana e Pedro Uczai afirmam que a publicidade em tempo real altera a forma como o público acompanha o esporte e transforma a transmissão em ambiente de incentivo permanente ao jogo. “Esse formato produz estímulo ativo e imediato. A partida deixa de ser apresentada como competição desportiva e passa a funcionar como vitrine de jogatina. O jornalismo esportivo, que deveria narrar e analisar o fato esportivo, é convertido em marketing permanente de aposta”, apontou.

“A competição, por sua vez, sofre uma distorção simbólica e econômica na qual o torcedor é interpelado como apostador, o lance deixa de ser apenas lance e a expectativa esportiva passa a ser capturada por mercados instantâneos, probabilidades comerciais e indução ao consumo impulsivo”, afirmam os autores da iniciativa.

“O Brasil vive uma expansão explosiva das apostas online. A Copa do Mundo, por sua dimensão cultural e econômica, amplia o risco de captura de milhões de espectadores, inclusive crianças e adolescentes, por mensagens comerciais em tempo real”,afirmam Alencar Santa e Pedro Uczai. 

Saúde pública e endividamento

A ação reúne dados sobre ludopatia, sofrimento mental, endividamento, autolesão e suicídio relacionados às apostas online. Os deputados também apontam impactos sobre famílias vulneráveis e beneficiários de programas sociais.

Alencar Santana e Pedro Uczai acusam a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda de omissão por permitir a exploração comercial das bets durante transmissões esportivas ao vivo sem normas compatíveis com os riscos à saúde pública.

O documento compara a situação das apostas ao tratamento dado a produtos lícitos, mas potencialmente nocivos, como cigarros e bebidas alcoólicas. Para os autores, o Estado já reconhece o problema, mas ainda não adotou restrições adequadas ao ambiente das transmissões esportivas. 

Riscos à saúde física e mental

A Nota Técnica nº 4/2025 do Ministério da Saúde aponta consequências associadas às apostas, como perda financeira, endividamento, problemas de saúde física e mental, violência doméstica, aumento da criminalidade, rompimento de vínculos familiares, perda de emprego e maior risco de suicídio.

Segundo o documento, cada pessoa que desenvolve transtorno relacionado ao jogo afeta outras seis. A ação também registra que uma em cada três pessoas com problemas ligados às apostas pensa em suicídio ao menos uma vez, e uma em cada oito tenta tirar a própria vida, principalmente em contextos de endividamento.

Os parlamentares sustentam que a publicidade ao vivo agrava esse cenário ao expor o espectador a estímulos sucessivos em momentos de forte emoção. A ação afirma que esse tipo de propaganda atinge adultos, jovens e grupos vulneráveis de forma direta durante transmissões de grande audiência. 

Pedido de tutela de urgência

No pedido à Justiça, os deputados solicitam tutela de urgência para suspender imediatamente a publicidade de apostas durante transmissões esportivas ao vivo. Eles também querem que a Secretaria de Prêmios e Apostas edite normas específicas, em curto prazo, para fiscalizar plataformas, emissoras, operadores, influenciadores e entidades esportivas.

“O pedido alcança publicidade direta e dissimulada. A proibição deve abranger anúncios, merchandising, ações de patrocínio verbalizadas, odds ao vivo, vinhetas, quadros comerciais, chamadas de ação, leitura de mercados, links, QR Codes, cupons, bônus, logomarcas em sobreposição gráfica, inserções de “aposte agora”, comentários patrocinados e qualquer forma de estímulo ativo ao jogo durante o período da transmissão ao vivo, desde a abertura da cobertura até o encerramento do pós-jogo ao vivo”, apontam os parlamentares no documento.