terça-feira, 14 de julho de 2026

Institutos criticam proposta do TSE de criar “selo de acurácia” para pesquisas eleitorais

 

Empresas do setor afirmam que levantamentos medem o momento do eleitorado e não podem ser avaliados apenas pela proximidade com o resultado das urnas

Conteúdo postado por  Paulo Emílio

Publicado em 14 de julho de 2026

Nunes MarquesCrédito: Gustavo Moreno/STF








247 – A proposta do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, de instituir um selo de qualidade para institutos de pesquisa eleitoral provocou forte reação entre empresas do setor. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, representantes de grandes institutos consideram que a iniciativa parte de uma compreensão equivocada sobre a natureza das pesquisas eleitorais, que, segundo eles, registram a intenção de voto em determinado momento e não têm caráter preditivo.

Apresentada pelo ministro durante reunião realizada nesta terça-feira (14) com representantes de institutos de pesquisa, a proposta prevê a criação do chamado “Selo Acurácia Eleitoral”, destinado às empresas cujos levantamentos apresentarem maior proximidade com os resultados oficiais das eleições. O encontro ocorreu dias após uma decisão de Nunes Marques suspender a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa eleitoral, medida que foi classificada por empresas do setor como um ato de censura.

Como funcionaria o selo proposto pelo TSE

Segundo a reportagem, o selo teria como objetivos “contribuir para a precisão entre os dados levantados pelas pesquisas e os resultados oficiais das eleições”, “incentivar o aprimoramento contínuo da qualidade metodológica das pesquisas eleitorais” e “conferir visibilidade às empresas com melhor desempenho”.

A certificação seria concedida nos anos de eleições gerais, após o segundo turno, contemplando pesquisas para os cargos de presidente da República e governador. A avaliação consideraria exclusivamente pesquisas de boca de urna e levantamentos realizados nos sete dias anteriores à votação, desde que registrados no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) e divulgados ao público.

Associação vê erro conceitual na proposta

A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) reagiu duramente à iniciativa. Em nota, a entidade afirmou que o projeto parte de uma premissa incorreta ao tratar pesquisas como previsões eleitorais.

“Pesquisas medem a intenção de voto no momento em que são realizadas. Não são previsões nem promessas de resultado. Entre a entrevista e a votação, eleitores mudam de opinião, deixam de votar ou alteram seu comportamento. Exigir que uma pesquisa ‘acerte’ o resultado é confundir ciência com bola de cristal”, declarou a associação.

A Abep também argumenta que a proposta pode gerar efeitos indesejados sobre o mercado de pesquisas. Segundo a entidade, a medida cria um “incentivo perverso”, permitindo que empresas sem rigor metodológico ajustem seus números às pesquisas já divulgadas por institutos consolidados apenas para aumentar suas chances de receber a certificação.

Além disso, a associação criticou a possibilidade de a Justiça Eleitoral assumir o papel de avaliadora da qualidade das pesquisas com base exclusivamente na proximidade dos resultados.

“Causa especial preocupação que a Justiça Eleitoral pretenda assumir o papel de árbitro da qualidade das pesquisas a partir de um critério tecnicamente equivocado. A avaliação da qualidade de um levantamento deve considerar metodologia, desenho amostral, transparência, execução do campo e aderência às boas práticas científicas — não apenas a proximidade entre um retrato da opinião pública e um resultado que ainda estava por acontecer quando a pesquisa foi realizada”, afirmou.

Especialistas apontam risco de desestimular pesquisas

O fundador do instituto Ideia, Maurício Moura, também criticou a proposta. Ele afirmou que o selo não contribuiria para aumentar a transparência das pesquisas e poderia reduzir a divulgação de levantamentos nos dias que antecedem a eleição.

Pesquisa não é um modelo preditivo, é um retrato do momento. Não dá para comparar um levantamento feito cinco dias antes da eleição com outro realizado na véspera. Essa comparação é impossível. E, mesmo que fosse feita, como considerar a margem de erro, que é um aspecto altamente técnico? Não me parece uma boa saída. Acho que isso pode desestimular os institutos a registrar pesquisas nos últimos sete dias de campanha, porque eles ficariam sujeitos a uma métrica bastante inadequada“, afirmou.

Na mesma linha, a diretora do Datafolha, Luciana Chong, avaliou que a proposta ignora aspectos fundamentais da metodologia das pesquisas eleitorais.

“Pesquisas são estimativas estatísticas, sujeitas à margem de erro, diferentes metodologias, momentos distintos de coleta e mudanças no comportamento do eleitorado. Não faz sentido reduzi-las a um ranking baseado apenas na proximidade com o resultado final, como se fosse possível medir sua qualidade exclusivamente por esse critério”, declarou.

AtlasIntel manifesta apoio ao selo

Em posição diferente da maior parte dos institutos presentes na reunião, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, manifestou apoio à proposta do presidente do TSE.

Em publicação na rede social X, Roman afirmou que a “AtlasIntel apoia a iniciativa do Ministro Nunes Marques para a criação do selo de qualidade de pesquisas a partir de critérios objetivos de precisão. Estamos à disposição para contribuir na discussão metodológica, a partir de iniciativas semelhantes a nível internacional.”

A proposta ainda deverá ser debatida pelo Tribunal Superior Eleitoral antes de eventual regulamentação para as próximas eleições.

EM TEMPO: O que deve ser feito  é a aprovação de uma Resolução obrigando os Institutos de Pesquisa a entregarem mensalmente a devida Prestação de Contas antes e durante o pleito eleitoral, assim como é obrigatório para os candidatos. Afinal de contas, faz-se necessário saber quem são os "bondosos e gastadores"  financiadores, uma vez que uma pesquisa em Garanhuns é em torno de R$10.000,00. Já a nível estadual é acima de R$30.000,00. Quem financia? Mas, é bom abrir  o debate, porque pesquisa em demasia pode induzir o eleitor ao erro. Ok, Moçada!

segunda-feira, 13 de julho de 2026

O empenho da CBF em destruir o futebol brasileiro

 

Renovar com Ancelotti até 2030, em vez de demiti-lo, é uma decisão com o padrão CBF

Por Bepe Damasco

Jornalista, editor do Blog do Bepe

Publicado em 11 de julho de 2026



O técnico do Brasil, Carlo Ancelotti 13 de junho de 2026 Crédito: REUTERS/Jeenah Moon

Na próxima Copa do Mundo, a ser realizada em Portugal, Espanha e Marrocos, em 2030, o Brasil completará 28 anos sem vencer o torneio, maior jejum ao longo da história do futebol brasileiro. A eliminação para a Noruega fez com que o Brasil amargasse a 11ª colocação, a pior em 92 anos.

Como sempre acontece na competição de futebol mais importante do planeta, o povo se mobilizou, se vestiu de verde e amarelo, ornamentou ruas com os símbolos da seleção canarinho, lotou bares, restaurantes e praças, recebeu os amigos em casa para o churrasco e a cerveja.

Mas a decepção acabou sendo proporcional à mobilização pela conquista do hexa.

A esperança vã pela conquista da sexta Copa pelo Brasil foi cevada pela imprensa esportiva, que, movida a interesse comercial, vendeu a ilusão de que o Brasil era um dos favoritos ao título, algo que nunca foi.

Quem acompanha minimamente o nosso futebol pôde observar, da Copa do Catar, em 2022, para cá o caos administrativo e esportivo provocado pela Confederação Brasileira de Futebol, entidade que se firmou como exemplo de corrupção, incompetência e falta de respeito pela paixão brasileira por futebol. 

O chamado ciclo para a atual Copa foi marcado pelo entra e sai de treinadores e de mudanças em série na presidência da entidade, ao sabor de denúncias, manobras e obtenção de liminares na justiça. Mesmo a classificação do Brasil nas eliminatórias da Copa só aconteceu porque no modelo atual de disputa é praticamente impossível uma seleção com tradição no futebol ficar de fora.

Aí surgiu a ideia de contratar o experiente e vitorioso técnico italiano Carlo Ancelotti. Para os cartolas da CBF, a jogada era perfeita. Um profissional consagrado internacionalmente no comando da seleção teria o condão de não só ofuscar a bagunça irresponsável levada a cabo por eles, mas também de operar o milagre de dotar o time, em cerca de um ano, de condições de disputar o título.

De fato, Ancelotti é um colecionador de títulos importantes pelos times que dirigiu na Espanha, França, Inglaterra e Itália. Contudo, quem tenta enxergar o futebol para além da superfície, sabe que seu estilo reativo, ou seja, de jogar na defesa explorando contra-ataques se choca com a essência do futebol brasileiro.

Quem se espantou com a inacreditável posse de bola de 70% da Noruega contra o Brasil naturalmente não viu ou não se lembra de algumas finais de Champions League, nas quais o Real Madrid treinado por Ancelotti, mesmo recheado de craques, defendeu o tempo todo, mas acabou vencendo em lances fortuitos no fim das partidas.

Considero uma dessas finais, contra o Liverpool, um dos resultados mais injustos da história. O Liverpool massacrou, mas o goleiro belga Courtois, que joga pelo Real, fez defesas tidas como impossíveis, principalmente em conclusões de Mohamed Salah, astro do time inglês.

Os dirigentes da CBF, se entendessem apenas um pouquinho de futebol, e não estivessem apenas à procura de um escudo, veriam que Ancelotti não era o nome indicado, pois a tradição da nossa seleção e o peso da camisa pentacampeã impõem o controle da bola, o jogo ofensivo.

Se era para contratar um treinador estrangeiro, que fosse o espanhol Guardiola, apontado por muitos como o melhor técnico de todos os tempos, e que não abre mão de um estilo de jogo muito próximo do futebol brasileiro.

Mas os deslizes do italiano foram além do plano tático. Além de ter se submetido à palhaçada do megaevento de anúncio dos convocados no Museu do Amanhã, no Rio, ele se curvou à pressão da mídia e incluiu o nome de Neymar, um ex-jogador em atividade, na lista.

Escolheu ainda uma grande maioria de jogadores com passado de derrotas em Copas e perseguiu inexplicavelmente alguns jogadores. Foi o caso de Luiz Henrique, um craque que foi muito bem em todos os jogos antes da Copa, mas de repente foi esquecido por Ancelotti.

Renovar com Ancelotti até 2030, em vez de demiti-lo, é uma decisão com o padrão CBF. Lembra a célebre frase do Barão de Itararé: “De onde menos se espera é que não vem nada mesmo.”

PS: Li que um avião fretado pela CBF, para trazer jogadores e comissão técnica da seleção de volta ao Brasil, tinha apenas dois jogadores. Isso dá bem uma ideia do nível de comprometimento dessa turma com a nossa gente.

EM TEMPO: Criticar técnico e jogadores não é um bom caminho. A crítica tem que ser na raiz, ou seja, contra a estrutura atual da CBF e das Federações. A CBF e as Federações devem ser entidades do Estado Brasileiro e não empresas privadas. Democratizá-las e inibir a ingerência dos patrocinadores, é preciso. Rever o altíssimo salário dos Presidentes e do atual técnico da seleção brasileira. Além dos órgãos de fiscalização e repressão atuarem nos limites da lei, a saber: PF + Ministério Público + COAF + Receita Federal + ...... A melhora do futebol brasileiro virá  em seguida. 

Os Presidentes de Federações e CBF não entendem sequer de futebol. Há inconsistências nas convocações dos jogadores. Por exemplo: Neymar e Ganso não foram convocados por Dunga, quando ambos eram mais jovens  e no auge de suas respectivas carreiras. OUTRA: Não sei se existe, mas na Seleção Brasileira deveria ter um corpo de profissionais devidamente habilitados para orientar a Moçada. Senão vejamos: psicólogos(as) + professores de boas maneiras e educação + professores de português, espanhol e inglês + sociólogos (as) Ok, Moçada!

Brasil envia avião com ajuda humanitária à Cuba

Operação coordenada pelo Itamaraty e pela FAB levará alimentos a Santiago de Cuba em dois voos

Conteúdo postado por Paulo Emílio

Publicado em 13 de julho de 2026



Cidade de Havana, capital de CubaCrédito: REUTERS/Alexandre Meneghini

247 – O governo brasileiro iniciou nesta segunda-feira (13) uma operação de ajuda humanitária destinada a Cuba, com o envio de 48 toneladas de leite em pó para contribuir com o enfrentamento da grave crise de desabastecimento que afeta o país caribenho. 

A ação é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, e conta com alimentos disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O transporte da carga será realizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em dois voos com destino à cidade de Santiago de Cuba.

Primeiro voo já decolou

O primeiro avião partiu às 14h10 desta segunda-feira da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, transportando 16 toneladas de leite em pó. A previsão é que a aeronave chegue a Santiago de Cuba na quarta-feira (15).

O segundo voo está programado para decolar nesta terça-feira (14), do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, levando as 32 toneladas restantes. A chegada da segunda remessa também está prevista para quarta-feira.

Decisão foi tomada após reunião no Planalto

A operação foi definida durante reunião realizada em 9 de julho, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiu o envio da ajuda humanitária com integrantes do governo federal.

Participaram do encontro a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior; o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno; e o presidente da Conab, Sílvio Porto.

Segundo o governo, a iniciativa busca responder à situação de insegurança alimentar enfrentada pela população cubana e integra as ações brasileiras de cooperação internacional em caráter humanitário.

Brasil já havia enviado ajuda em 2025

Esta não é a primeira assistência humanitária brasileira destinada a Cuba neste ano. Em 2025, o Brasil realizou uma doação em resposta aos impactos provocados pelo furacão Melissa, cujos efeitos continuam sendo sentidos na região oriental da ilha, especialmente em Santiago de Cuba.

De acordo com o governo federal, novas doações de alimentos e medicamentos seguem em avaliação e poderão ser anunciadas nas próximas semanas, conforme a evolução das necessidades humanitárias no país. 

sábado, 11 de julho de 2026

General ironiza campanha bolsonarista: “nunca mais um Bolsonaro no Planalto”

 

Publicação do general Paulo Chagas ocorreu após o PL confirmar convenção que lançará Flávio Bolsonaro à Presidência

Por Paulo Emílio (Jornalista)




Flávio Bolsonaro  Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado

247 – O general da reserva do Exército Brasileiro Paulo Chagas voltou a direcionar críticas públicas à família Bolsonaro ao compartilhar, em seu perfil na rede social X, antigo Twitter, uma publicação que afirma que nenhum integrante do clã voltará a ocupar a Presidência da República. A manifestação ocorreu poucos dias após o Partido Liberal (PL) confirmar a convenção nacional que oficializará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, marcada para 25 de julho.

Na mensagem, segundo o Metrópoles, Paulo Chagas republicou uma mensagem que se despede politicamente da família Bolsonaro e também faz críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Postagem prevê fim da família Bolsonaro no Planalto

Na publicação compartilhada pelo militar, a mensagem afirma: “Nunca mais teremos um Bolsonaro no Palácio do Planalto. Disso eu tenho certeza. Agora precisamos não ter nunca mais um petista também, começando em 2026.”

O compartilhamento ocorreu em meio às articulações do PL para oficializar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, ampliando a repercussão política da manifestação do general da reserva.

Críticas ao bolsonarismo não são recentes

Esta não é a primeira vez que Paulo Chagas critica Jair Bolsonaro e seus aliados. Em dezembro de 2025 o militar utilizou a mesma rede social para classificar o ex-presidente como um “líder tão estridente quanto vazio”.

Na ocasião, também afirmou que Bolsonaro era “o maior líder de um grupo incapaz de se consolidar como força propositiva” e avaliou que sua liderança surgiu “em meio a um vácuo de representatividade e de confiança no liberalismo e no conservadorismo, mas que nunca teria deixado de ser um projeto de promoção e de poder pessoal”.

O general ainda criticou a atuação política do ex-presidente no Congresso Nacional, afirmando que Bolsonaro, “praticando uma mesmice política da qual dizia estar fora, uniu-se ao Centrão que, em campanha, permitiu que fosse chamado de ladrão, fragilizando não apenas o seu governo, mas toda a direita que nele acreditava”.

Quem é Paulo Chagas

Paulo Chagas é general da reserva do Exército Brasileiro e disputou o Governo do Distrito Federal nas eleições de 2018. Ele terminou a disputa em quarto lugar, com 110.973 votos, o equivalente a 7,35% dos votos válidos.

EM TEMPO: O general Paulo Chagas tem todo o direito de se expressar publicamente por está na reserva. Porém, convém lembrar que os governos Lula e Dilma, foram os melhores para as Forças Armadas, equipando-as, não interferindo na caserna e nem criando problema para a atuação dos militares.  Considere que o presidente Lula, por ser um líder mundial de respeito e a favor da preservação do meio ambiente, do combate a fome e lutar pela harmonia entre as nações, só tem a contribuir com o Brasil, num mundo, de hoje, cheio de conflitos bélicos e verbais. Ok, Moçada!

quinta-feira, 9 de julho de 2026

EUA querem desestabilizar o Brasil, diz Reynaldo Aragon

Analista afirma que pressões de Washington miram economia, soberania e estabilidade política brasileira

Redação Brasil 247 Publicado em 9 de julho de 2026



Lula e Donald TrumpCrédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

247 – O jornalista Reynaldo Aragon afirmou, no Giro das Onze, da TV 247, que os Estados Unidos intensificam uma estratégia de pressão contra o Brasil para fragilizar a economia, afetar a confiança internacional no país e atingir a soberania nacional. Em entrevista a Gustavo Conde, ele relacionou a ofensiva de Washington a disputas globais envolvendo China, Rússia, Irã, tecnologia, energia, portos, minerais críticos e rotas comerciais.

Segundo Aragon, a reação norte-americana à decisão brasileira envolvendo Sergei Vladimirovic Cherkasov, apontado pelo FBI como espião russo, deve ser vista dentro de uma tentativa mais ampla de associar o Brasil a países considerados adversários pelos Estados Unidos. “Eles vão utilizar todo tipo de artifício para tentar desestabilizar o Brasil perante o mundo”, afirmou.

Para o jornalista, Washington tenta construir narrativas que apresentem o Brasil como um país hostil, inseguro para investimentos ou próximo do chamado “eixo do mal”. “Agora vai aparecer espião russo, espião chinês, vai aparecer traficante de droga colombiano e brasileiro. Vai aparecer todo tipo de situação que eles possam ir configurando o Brasil como um país hostil”, disse.

Aragon avalia que a ofensiva tende a ocorrer sobretudo no campo econômico, financeiro e institucional, mais do que por meio de confronto militar direto. Ele afirmou que acusações envolvendo espionagem, narcotráfico, contratos com Irã ou China e insegurança jurídica poderiam ser usadas para reduzir a confiança do mercado no Brasil. “Essas agressões vão vir no campo econômico, no campo das finanças, no campo do comércio”, declarou.

Na avaliação do jornalista, o Brasil passou a ser visto como destino relevante de investimentos em meio à instabilidade na Europa, à guerra na Eurásia e à crise política nos Estados Unidos. Por isso, afirmou, Washington teria interesse em reduzir a atratividade brasileira. “O Brasil é o grande porto seguro no mundo hoje. Eles querem acabar com isso”, disse. “Eles querem desestruturar a nossa economia e fazer que o Brasil não seja um país confiável para investimento.”

O jornalista também relacionou a pressão norte-americana à disputa por infraestrutura estratégica. Segundo ele, a guerra contemporânea não se limita à conquista territorial, mas ao controle de fluxos econômicos. “A guerra hoje não é por território, a guerra é por rotas e fluxos comerciais. Quem controla a rota e o fluxo controla a produção”, afirmou.

Aragon citou portos, corredores logísticos, energia e minerais críticos como áreas centrais dessa disputa. Para ele, a presença chinesa em projetos de infraestrutura na América Latina provoca reação dos Estados Unidos, que tentam preservar influência sobre pontos estratégicos do continente.

O jornalista também tratou da possibilidade de Washington usar a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas para justificar maior pressão sobre o país. Ao comentar alertas feitos pelo Itamaraty sobre riscos de uso da força, afirmou: “Se isso chegou ao ponto do Itamaraty, de uma afirmação do Mauro Vieira nisso, é porque existem riscos reais.”

Na frente institucional, Aragon disse que o Judiciário, o TSE e a regulação das plataformas digitais estão no centro da disputa. Para ele, Alexandre de Moraes se tornou alvo de big techs e de setores da extrema direita. “O que está acontecendo agora é muito sério. A gente tem que ficar de olho no Judiciário”, afirmou.

Ao analisar o cenário internacional, Aragon disse que o cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã foi apenas uma pausa militar. “Esse cessar-fogo, na verdade, era uma pausa de reorganização das forças”, declarou. Para ele, a guerra no Oriente Médio e o conflito entre Rússia e Ucrânia integram uma disputa maior contra a China.

Segundo Aragon, Rússia e Irã são peças estratégicas para rotas comerciais, gasodutos, oleodutos e ferrovias ligados à Eurásia. Nesse contexto, afirmou, o Brasil também entra no tabuleiro global. A ofensiva contra o país, concluiu, combina guerra econômica, pressão diplomática, disputa tecnológica e ataques institucionais, exigindo atenção à defesa da soberania nacional.

 

terça-feira, 7 de julho de 2026

Governo brasileiro repudia traição de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos

Planalto avalia que senador legitimou medidas dos EUA e atuou contra os interesses do país

Redação Brasil 247. Publicado em 7 de julho de 2026.


 

Flávio Bolsonaro Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

247 – O governo brasileiro afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atuou contra os interesses do país ao participar, nos Estados Unidos, de uma audiência pública sobre a possível imposição de tarifas adicionais a produtos brasileiros. Em nota divulgada nesta terça-feira (7), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República repudiou a intervenção do parlamentar e acusou o pré-candidato à Presidência de tentar transformar uma discussão comercial em manobra eleitoral.

A reação do Planalto teve como ponto central a avaliação de que Flávio não defendeu o Brasil diante das autoridades estadunidenses. Segundo o governo, o senador evitou se posicionar contra o tarifaço e preferiu sugerir o adiamento da medida em razão da proximidade da eleição presidencial brasileira, marcada para outubro. Para a Secom, a postura teve “claro objetivo eleitoreiro”.

No trecho mais duro da manifestação, o governo afirmou que há uma diferença essencial entre fazer oposição ao Palácio do Planalto e agir contra o país. “Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz a nota.

O Planalto também acusou Flávio Bolsonaro de legitimar as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para pressionar comercialmente o Brasil. “Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”, afirmou a Secretaria de Comunicação.

A audiência foi promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da chamada Seção 301, procedimento usado por Washington para avaliar práticas comerciais de outros países e embasar eventuais retaliações. O encontro integra a fase de consulta pública antes da decisão sobre a aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros.

Segundo o governo brasileiro, 78 entidades e pessoas físicas se inscreveram para se manifestar sobre o tarifaço. Desse total, 63 se posicionaram contra a medida e 15 a favor. Entre as 44 intervenções de participantes norte-americanos, 30 foram contrárias às tarifas e 14 favoráveis. Já entre os 34 brasileiros inscritos, apenas Flávio Bolsonaro não se colocou contra as medidas contra o Brasil, optando por defender o adiamento.

A participação do senador ocorreu ao lado do irmão, o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos e tem atuado em defesa de sanções e pressões contra autoridades brasileiras. Para o Planalto, a atuação dos dois reforça a acusação de que a família Bolsonaro busca levar a disputa política interna para o campo das relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.

Na nota, o governo afirmou ainda que Flávio “não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil”. A Secom também disse que o senador não aproveitou a audiência para reconhecer que errou ao contrariar os interesses da população brasileira.

Outro ponto destacado pelo governo foi a posição atribuída a Flávio Bolsonaro em relação à regulação do ambiente digital. Segundo a nota, o senador defendeu a revogação de decretos brasileiros que buscam impedir a circulação de conteúdos criminosos e enfrentar a violência contra mulheres nas plataformas digitais. Para a Secom, essa agenda “só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes”.

O Planalto também rebateu referências feitas pelo senador ao caso Master. Na avaliação do governo, Flávio citou o episódio sem mencionar sua origem vinculada ao governo de Jair Bolsonaro e sem tratar de seus próprios vínculos com Daniel Vorcaro. A nota afirma que o senador pediu mais de R$ 130 milhões a Vorcaro, sob a justificativa de produzir um filme sobre Jair Bolsonaro (PL).

A Secretaria de Comunicação relacionou ainda o caso Master aos descontos ilegais que atingiram aposentados e pensionistas do INSS. Segundo o governo, ambos os episódios começaram no governo Bolsonaro. A nota afirma que foi na atual gestão que o esquema no INSS foi desarticulado pela Controladoria-Geral da União e pela Polícia Federal, com devolução de R$ 3,2 bilhões a 4,2 milhões de beneficiários.

O Pix também entrou na reação oficial. O governo acusou Flávio Bolsonaro e sua família de tentarem alterar o discurso sobre o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Segundo a Secom, depois de ataques feitos ao longo do último ano, o senador agora tenta passar a imagem de defensor do Pix, mas ainda propõe subordiná-lo aos interesses estadunidenses.

Na sequência da audiência, o governo ressaltou que mantém negociações com os Estados Unidos desde julho de 2025 para tentar reverter tarifas consideradas injustificadas. A estratégia envolve reuniões técnicas, cartas, telefonemas e encontros de alto nível para demonstrar que as medidas não têm fundamento.

Enquanto Flávio Bolsonaro participava da audiência pública, técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Itamaraty, do Ministério da Justiça e do Palácio do Planalto estavam reunidos com representantes do USTR para tentar desfazer o tarifaço. Para o governo, o contraste mostra que, enquanto a diplomacia brasileira buscava uma solução institucional, o senador tentava politizar as relações entre os dois países.

Confira a íntegra da nota

O governo brasileiro repudia a intervenção do senador Flávio Bolsonaro em audiência pública realizada, nesta terça-feira (7), pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta à participação do setor privado e da sociedade civil para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil.

Ao todo, 78 entidades e pessoas físicas se inscreveram para se manifestar sobre o tarifaço. Desse total (somando brasileiros e estadunidenses), 63 são contra o tarifaço, 15 são a favor.

Das 44 intervenções de estadunidenses, 30 são contra o tarifaço e 14 a favor. Entre os 34 brasileiros inscritos, só Flávio Bolsonaro não se posicionou contrário às medidas contra o Brasil, optando por sugerir o seu adiamento, com claro objetivo eleitoreiro.

Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país.

O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Tampouco aproveitou a audiência de hoje para reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro.

O senador defendeu a revogação de decretos brasileiros que previnem a circulação de conteúdos criminosos e enfrentam a violência contra mulheres no ambiente digital. Isso só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes.

Ao citar o caso Master, maior esquema de corrupção da história do país, omitiu sua origem vinculada ao governo de Jair Bolsonaro. Também esqueceu de mencionar seus próprios vínculos com Daniel Vorcaro, para quem pediu mais de 130 milhões de reais para, segundo ele alega, produzir um filme sobre o seu pai.

Assim como o caso Master, os descontos ilegais que prejudicaram milhões de aposentados e pensionistas do INSS também começaram no governo Bolsonaro. Foi no atual governo que o esquema foi desbaratado pela Controladoria Geral da União e a Polícia Federal e que 3,2 bilhões de reais que haviam sido desviados foram devolvidos para 4,2 milhões de beneficiários.

Ao contrário do que o senador Flávio Bolsonaro e sua família defenderam ao longo do último ano, ele agora tenta mudar o discurso e passar a imagem de que defende o PIX. Mesmo assim, propõe subordinar o PIX aos interesses norte-americanos.

O governo brasileiro negocia ininterruptamente com os Estados Unidos desde julho de 2025 para reverter as tarifas aplicadas injustificadamente contra o Brasil. Por meio de reuniões, cartas, telefonemas e encontros no mais alto nível, temos demonstrado que as tarifas não têm fundamento.

Esta manhã, enquanto o senador Flávio Bolsonaro tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, funcionários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Itamaraty; Ministério da Justiça; e do Palácio do Planalto mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil.

Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Trapaça de Trump e Infantino fracassa e Bélgica humilha Estados Unidos

 

Escalação de Balogun após liberação polêmica da Fifa não evita goleada belga por 4 a 1 e eliminação dos anfitriões da Copa

Redação Brasil 247

Publicado em 6 de julho de 2026

Crédito: Reuters



247 – A tentativa de salvar o atacante Folarin Balogun nos bastidores da Copa do Mundo terminou em fiasco para os Estados Unidos. Nesta segunda-feira (6), o atleta foi titular após ter uma suspensão automática revogada pela Fifa, mas não conseguiu impedir a goleada da Bélgica por 4 a 1, em Seattle, pelas oitavas de final do torneio. O resultado eliminou os anfitriões e colocou a seleção belga nas quartas, contra a Espanha.

A Bélgica construiu a vitória com autoridade, eficiência ofensiva e aproveitamento dos erros norte-americanos. Charles De Ketelaere marcou duas vezes no primeiro tempo, Hans Vanaken ampliou na etapa final e Romelu Lukaku fechou a goleada. O único gol dos Estados Unidos foi de Malik Tillman, em cobrança de falta que desviou na barreira.

O início belga já indicava uma noite difícil para os donos da casa. Após jogada pelo lado direito e corte mal feito pela defesa dos Estados Unidos, Nicolas Raskin ficou com a sobra dentro da área e finalizou cruzado. De Ketelaere apareceu próximo à linha do gol para completar e abrir o placar.

Os Estados Unidos conseguiram reagir em lance que passou diretamente por Balogun. O atacante sofreu falta frontal na entrada da área, e Tillman cobrou com a perna direita. A bola desviou na barreira, enganou Thibaut Courtois e entrou no meio do gol, empatando a partida em Seattle.

A resposta belga, porém, foi imediata. Menos de um minuto depois, Leandro Trossard avançou pela esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou para De Ketelaere. O atacante venceu a disputa pelo alto e marcou o segundo dele no jogo, recolocando a Bélgica em vantagem antes do intervalo.

Na etapa final, os Estados Unidos tentaram assumir o controle da posse de bola e empurrar a Bélgica para o campo de defesa. A equipe norte-americana teve mais volume em alguns momentos, mas encontrou dificuldade para criar chances limpas diante de uma seleção belga organizada e mais precisa nas transições.

A melhor oportunidade dos anfitriões saiu novamente com Balogun. O atacante aproveitou falha de Brandon Mechele, arrancou em velocidade pela esquerda e entrou na área em condição clara de finalização. Courtois fechou o ângulo e fez defesa decisiva, impedindo o empate e mantendo a vantagem belga.

Pouco depois, a Bélgica transformou o controle emocional do jogo em vantagem no placar. Matt Freese saiu da área para se antecipar a De Ketelaere e dominou a bola no peito, mas hesitou na sequência. O atacante belga pressionou, recuperou a jogada e a bola sobrou para Vanaken, que finalizou de fora da área, com o gol aberto, para fazer 3 a 1.

No fim, Lukaku completou a noite desastrosa dos Estados Unidos. O maior artilheiro da história da seleção belga entrou no segundo tempo e aproveitou erro na saída de bola norte-americana pelo lado direito. O atacante carregou para o meio da área e bateu colocado, de direita, no canto esquerdo de Freese, decretando o 4 a 1.

A derrota encerra de forma contundente a campanha dos Estados Unidos na Copa disputada em casa. A seleção havia liderado o Grupo D, com vitórias sobre Paraguai e Austrália e derrota para a Turquia. Na etapa seguinte, venceu a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0, em partida marcada pela expulsão de Balogun.

A Bélgica, por sua vez, confirma sua recuperação no torneio. Depois de uma fase de grupos irregular, com empates contra Egito e Irã e goleada sobre a Nova Zelândia, a equipe eliminou o Senegal na prorrogação e agora derrubou os anfitriões com uma atuação dominante. Nas quartas de final, enfrentará a Espanha, que venceu Portugal por 1 a 0.

Revogação de cartão de Balogun expõe pressão nos bastidores

A goleada também ampliou o peso político e esportivo da polêmica que antecedeu a partida. Balogun havia sido expulso contra a Bósnia, na segunda fase, em lance revisado pelo VAR e confirmado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. A jogada envolveu um pisão no calcanhar do zagueiro Muharemovic, punido inicialmente com cartão vermelho direto e suspensão automática.

Apesar da punição, o Comitê Disciplinar da Fifa revogou a suspensão e autorizou Balogun a enfrentar a Bélgica. A Associação Belga de Futebol reagiu imediatamente, recorreu da decisão e afirmou que o pedido foi negado. A entidade também declarou não ter recebido a íntegra do despacho nem as justificativas formais para a liberação do atacante.

Em comunicado, a RBFA afirmou: “A RBFA notificou a Federação de Futebol dos EUA de que contestará a elegibilidade do jogador caso seu nome conste na súmula oficial da partida. Consequentemente, todos os demais recursos legais e outras medidas permanecem em aberto”.

A federação deixou aberta a possibilidade de levar o caso a instâncias superiores, como a Corte Arbitral do Esporte, conhecida pela sigla CAS, responsável por julgar disputas disciplinares e regulatórias no futebol internacional.

O episódio ganhou ainda mais repercussão depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revogação da suspensão automática de Balogun. A interferência política ampliou as críticas à decisão da entidade máxima do futebol e colocou ainda mais pressão sobre o confronto.

O técnico Mauricio Pochettino foi o principal defensor da liberação do atacante. O argentino sustentou que a expulsão contra a Bósnia havia sido injusta e argumentou que os Estados Unidos já tinham sido suficientemente prejudicados naquele jogo. Em campo, Balogun participou do lance do gol norte-americano e teve a melhor chance da equipe no segundo tempo, mas terminou a noite como símbolo de uma manobra frustrada.