quarta-feira, 26 de agosto de 2026

É infantil dizer “eu estava certo”, mas Lula fez muito bem em não comparecer ao debate

 A entrevista foi curta no tempo, mas extraordinária na variedade e na profundidade dos temas

Por Leonardo Attuch

Leonardo Attuch é jornalista e escritor.



Luiz Inácio Lula da Silva. Crédito: Ricardo Stuckert

É infantil dizer “eu estava certo”, mas a noite deste domingo, 23.08.2026,  comprovou de forma inequívoca o acerto da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não comparecer ao debate na Band. Quando defendi neste espaço que o presidente não deveria se prestar a um formato falido, desenhado para a provocação rasteira e o espetáculo grotesco, alguns setores da imprensa tradicional insistiram na tese de que a ausência soaria como fuga. A realidade dos fatos e a frieza dos números desmoralizaram esse discurso.

O que se viu na Band não foi um confronto programático de projetos de país, mas uma arena degradada de agressões pessoais e baixarias encenadas. Sem a presença de seu principal adversário — que também compreendeu a inutilidade do evento —, o estúdio foi entregue a figuras marginais do processo político. A cena grotesca de um candidato do MBL exibindo fraldas geriátricas resumiu a indigência do espetáculo: a política reduzida ao pior tipo de “lacração” de internet, sem conteúdo, sem propostas e sem qualquer compromisso com os destinos do Brasil.

Enquanto a Band amargava uma audiência residual de pouco mais de 2 pontos na Grande São Paulo com um debate inteiramente esvaziado, Lula ocupava o centro da atenção nacional na Record. Em apenas 20 minutos de conversa com a jornalista Mariana Godoy, o presidente ofereceu uma aula de comunicação pública e densidade programática.

A entrevista foi curta no tempo, mas extraordinária na variedade e na profundidade dos temas. Em vez de bate-boca estéril, o país ouviu o chefe de Estado falar sobre:

·         Soberania e geopolítica: Lula expôs os detalhes de sua conversa de 1h20 com Donald Trump, demarcando limites claros contra tarifas abusivas e exigindo a industrialização local de minerais críticos e terras raras, superando o modelo colonial de mera exportação primária.

·         Segurança pública: O presidente explicou com clareza a necessidade da PEC da Segurança e a criação de um ministério dedicado para integrar inteligência e asfixiar financeiramente o crime organizado, devolvendo os territórios às populações das periferias.

·         Compromisso social e trabalho: O anúncio articulado com o Congresso sobre o fim da cobrança de importação de pequenas compras populares — a “taxa das blusinhas” — somou-se à defesa enfática do fim da escala 6×1, colocando a qualidade de vida do trabalhador no topo da pauta.

·         Economia real: Com dados concretos, Lula mandou um recado direto à Faria Lima, demonstrando o controle fiscal de seu governo, a queda expressiva da inflação de alimentos frente ao mandato anterior e a necessidade urgente de levar educação financeira às escolas.

·         Postura republicana: Questionado sobre notícias e apurações, reafirmou com firmeza que ninguém está acima da lei e que órgãos de controle devem agir com plena autonomia, assegurando o direito de defesa.

A audiência recompensou a relevância: a Record alcançou mais que o dobro da Band no horário, explodindo em repercussão imediata nas redes sociais.

O contraste foi pedagógico. De um lado, a política rebaixada à pantomima e ao insulto barato para tentar gerar cortes vazios no celular. Do outro, um estadista abordando os problemas reais da população, prestando contas de sua gestão e projetando o desenvolvimento soberano do país. Lula fez exatamente o que um presidente da República deve fazer: recusou o circo e dialogou diretamente com o povo brasileiro.

Assista o vídeo relativo a entrevista de Lula a TV RECORD no domingo 23.08.2026

https://www.youtube.com/watch?v=2Stuq4xzxkQ&t=15s

EM TEMPO: Há alguns anos atrás, o perfil de alguns  candidatos a Presidente, era, digamos, "Padrão FIFA" (rsrsrs), a saber: Ulisses Guimarães, Mário Covas, Lula, Leonel Brizola, FHC, Dilma, Orestes Quércia, Plínio de Arruda Sampaio, dentre outros. Hoje, é baixo nível e incompetência que impera.   OK, Moçada!

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Quaest: Lula empata com Flávio Bolsonaro em SP, RJ e MG e lidera com folga em PE

Presidente Lula abre 35 pontos de vantagem em Pernambuco e aparece numericamente à frente no Distrito Federal

Conteúdo postado por: Aquiles Lins

Publicado em 25 de agosto de 2026



Lula e Flávio Bolsonaro  Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Agência Senado

247 – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) protagonizam uma disputa apertada pela Presidência nos três maiores colégios eleitorais do Sudeste, enquanto o presidente Lula mantém ampla vantagem em Pernambuco. Pesquisas Quaest divulgadas nesta terça-feira (25) também mostram Lula numericamente à frente no Distrito Federal.

Os levantamentos, encomendados pela Globo e publicados pelo g1, apontam empate técnico entre Lula e Flávio em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, consideradas as três unidades da Federação com maior peso eleitoral entre as pesquisadas. Em Pernambuco, porém, a situação é diferente: o petista registra 54% das intenções de voto, contra 19% do senador do PL.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 30%, diante de 29% de Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

Na sequência, aparecem Renan Santos (Missão), com 5%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Romeu Zema (Novo), com 3%; Augusto Cury (Avante), com 2%; Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata), todos com 1%.

Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) foram citados por 0% dos entrevistados. Os indecisos representam 13%, enquanto 12% dizem que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

A Quaest ouviu 1.800 eleitores paulistas de 16 anos ou mais entre sexta-feira (21) e segunda-feira (24). A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-06946/2026.

Rio tem Flávio com 31% e Lula com 29%

No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro soma 31% das intenções de voto e Lula registra 29%. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro de três pontos percentuais, o que também caracteriza empate técnico.

Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema têm 2% cada. Augusto Cury aparece com 1%. Samara Martins também registra 1%.

Hertz Dias, Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta, Wilson Grassi e Clariana Barão foram mencionados por 0% dos entrevistados.

O percentual de eleitores ainda sem candidato definido é elevado: 16% se declaram indecisos. Outros 16% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não pretendem comparecer às urnas.

A pesquisa mostra ainda que 80% dos entrevistados consideram sua escolha definitiva, enquanto 20% admitem que ainda podem mudar de candidato até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Foram entrevistadas 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre sexta-feira (21) e segunda-feira (24). A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é RJ-08748/2026.

Em Minas, diferença entre os dois é de apenas um ponto

O equilíbrio se repete em Minas Gerais. Flávio Bolsonaro registra 31% e Lula, 30%, diferença de apenas um ponto percentual e inferior à margem de erro do levantamento.

O governador mineiro Romeu Zema aparece em terceiro lugar, com 7%, percentual superior ao registrado por ele nos demais estados pesquisados apresentados pela Quaest.

Ronaldo Caiado e Renan Santos têm 3% cada, enquanto Augusto Cury soma 1%. Samara Martins, Edmilson Costa, Wilson Grassi, Clariana Barão, Hertz Dias e Rui Costa Pimenta aparecem com 0%.

Os indecisos chegam a 17%, o maior percentual entre São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco nos cenários apresentados. Outros 8% dizem que votarão em branco, anularão ou não irão votar.

O cenário divulgado para Minas Gerais considera a disputa sem Pablo Marçal (PRTB). O empresário registrou candidatura apesar de estar inelegível, e sua situação eleitoral ainda depende de decisão da Justiça Eleitoral.

Lula abre 35 pontos sobre Flávio em Pernambuco

Pernambuco apresenta o resultado mais favorável a Lula entre os levantamentos divulgados nesta terça-feira. O presidente alcança 54%, contra 19% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 35 pontos percentuais.

Ronaldo Caiado aparece muito atrás dos dois primeiros, com 3%, seguido por Renan Santos, com 2%. Augusto Cury e Romeu Zema registram 1% cada.

Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Wilson Grassi, Clariana Barão, Edmilson Costa e Hertz Dias aparecem com 0%.

Os indecisos representam 11% dos entrevistados, e 9% declaram intenção de votar em branco, anular ou não comparecer.

Assim como em Minas Gerais e no Distrito Federal, o cenário apresentado não inclui Pablo Marçal. Embora tenha registrado candidatura, ele está inelegível, e o Tribunal Superior Eleitoral ainda deverá decidir se poderá disputar a eleição.

Lula também aparece numericamente à frente no Distrito Federal

No Distrito Federal, Lula soma 28% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro aparece com 26%. A diferença de dois pontos percentuais também está dentro da margem de erro de três pontos, configurando empate técnico.

Ronaldo Caiado registra desempenho significativamente maior no DF do que nos quatro estados analisados: 13% das intenções de voto.

Augusto Cury, Romeu Zema e Renan Santos aparecem empatados com 3%. Samara Martins tem 2%. Rui Costa Pimenta, Wilson Grassi, Edmilson Costa, Clariana Barão e Hertz Dias registram 0%.

Os indecisos somam 12%, e outros 10% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

A Quaest entrevistou 1.104 pessoas de 16 anos ou mais entre 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número DF-06256/2026.

Sudeste concentra disputa mais apertada

Os números revelam uma divisão regional significativa na corrida presidencial. Nos três estados do Sudeste pesquisados, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem separados por no máximo dois pontos percentuais e tecnicamente empatados.

Flávio registra vantagem numérica de um ponto em São Paulo e Minas Gerais e de dois pontos no Rio de Janeiro. Já Lula lidera numericamente por dois pontos no Distrito Federal.

Pernambuco destoa desse padrão. No estado, onde Lula construiu historicamente uma de suas maiores bases eleitorais, o presidente supera a marca dos 50% e mantém vantagem superior a três dezenas de pontos sobre o adversário do PL.

Considerados em conjunto, os levantamentos mostram que a eleição permanece altamente competitiva nos grandes colégios eleitorais do Sudeste, enquanto Lula conserva uma dianteira expressiva em Pernambuco.

domingo, 23 de agosto de 2026

O passado te condena, não adianta declarar: “página virada”

Flávio Bolsonaro, em vez de apresentar os esclarecimentos prometidos há 100 dias sobre o caso Dark Horse, declarou o “caso encerrado”

Elisabeth Lopes (Advogada, especializada em Direito do Trabalho, pedagoga e Doutora em Educação)

Crédito: Brasil 247


Há muitos interesses em jogo no processo eleitoral, oriundos dos diferentes vértices da sociedade reverberados por um personagem poderosamente ativo na formação de opinião, o denominado PIG (Partido da Imprensa Golpista), ou mídia corporativa, que instrumentaliza armações e pautas para defender os interesses que representa, os quais, comprovadamente, não correspondem aos da maioria da população, mas a de uma parcela restrita, o 1% da população que concentra a maioria da renda gerada no país. Não é necessário dizer mais nada para deduzir de que lado está a Rede Globo, o Estadão, a Folha de São Paulo, a revista Veja e os demais veículos integrantes do PIG.

É nessa dinâmica de disputa pela formação da opinião pública que as pesquisas eleitorais ganham especial relevância, tanto pelo volume com que são divulgadas quanto pela capacidade de influenciar o eleitorado. Os resultados das pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, divulgados semanalmente por diversos institutos, oscilam entre empate técnico e pequenas vantagens entre os dois candidatos mais bem posicionados: o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Diante dessa sequência ininterrupta de levantamentos realizados com antecedência em relação ao pleito de 4 de outubro, cabe perguntar até que ponto essa multiplicidade de dados prematuros é capaz de antecipar a escolha efetiva do eleitor, ou em que medida as pesquisas acabam influenciando o discurso político e a opinião do eleitorado.

Essa questão ganha ainda mais peso diante da dimensão e da complexidade do eleitorado brasileiro. Para as eleições deste ano, mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar, o que representa um acréscimo de quase 2,3 milhões de eleitores (1,46%) em relação a 2022. A distribuição geográfica desse contingente revela uma forte concentração regional. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE, 2026) apontam que o estado de São Paulo continua como o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores (21,48% do total), seguido por Minas Gerais, com 16.377.659 (10,32%), Rio de Janeiro, com 12.857.000 (8,10%), Bahia, com 11.321.005 (7,13%) e Paraná, com 8.609.026 (5,42%). Juntas, essas cinco unidades federativas concentram 83.268.916 votantes, ou seja, 52,45% de todo o eleitorado nacional.

Esses números, no entanto, precisam ser lidos com cautela. Uma vantagem estreita em um grande colégio eleitoral, de 51% a 49%, por exemplo, produz uma diferença absoluta de votos relativamente pequena e pode ser compensada por uma vantagem mais ampla em outras regiões. Uma margem de 70% a 30% no Nordeste pode alterar significativamente o resultado nacional. Contudo, Minas Gerais merece atenção especial. Desde a redemocratização, o estado tem acompanhado o candidato que acaba vencendo a eleição presidencial no país, o que lhe confere relevância como indicador do comportamento eleitoral nacional, fenômeno documentado em análises históricas e reforçado pela diversidade socioeconômica do estado.

Liderar nos maiores colégios eleitorais é importante, mas não garante a vitória. O que decide a eleição é o saldo absoluto de votos recebidos em todo o território nacional e a capacidade de obter um desempenho consistente nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste. São variáveis que permanecem abertas, podendo mudar instantaneamente a depender dos fatos ou das mentiras que rondam o espectro eleitoral. Diante disso, pesquisas realizadas antes da votação devem ser vistas como registros de um momento e não como antecipações definitivas do resultado das urnas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Datafolha: Marília Arraes e Humberto Costa estão à frente na disputa ao Senado em PE

Pesquisa aponta liderança nas intenções de voto para as duas vagas em disputa nas eleições de outubro

Conteúdo postado por: João Antonio Cunha

Publicado em 21 de agosto de 2026.



Marília Arraes e Humberto Costa Crédito: Reprodução/Twitter/@MariliaArraes | Aldemir Barreto/Agência Senado

247 – A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) aponta Marília Arraes (PDT) na liderança das intenções de voto para o Senado em Pernambuco, com 15%. Humberto Costa (PT) aparece em seguida, com 14%, enquanto Mendonça Filho (PL) tem 12% e Eduardo da Fonte (PP), 11%.

O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo e ouviu 1.204 pessoas entre terça-feira (18) e quinta-feira (20). A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Neste ano, duas vagas estão em disputa para o Senado nas eleições de outubro. Considerando a margem de erro, os quatro candidatos que aparecem nas primeiras posições estão tecnicamente empatados.

O levantamento é o primeiro realizado após o início oficial da campanha eleitoral, no domingo (16). Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, 72% declararam estar indecisos.

Intenções de voto

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados, os resultados foram:

Marília Arraes (PDT): 15%
Humberto Costa (PT): 14%
Mendonça Filho (PL): 12%
Eduardo da Fonte (PP): 11%
Túlio Gadêlha (PSD): 5%
Carlos Sant’anna (Novo): 2%
Pastor Gilvan Costa (Democrata): 2%
Samuel Timoteo (UP): 1%
Mariano Macedo (PSTU): 1%
Paulo Rubem Santiago (Rede): 1%
Mailson Neto (PCO): 0%
Goret Bitu (UP): 0%
Branco, nulo ou nenhum: 23%
Indecisos: 14%

Como cada eleitor será chamado a escolher dois nomes para o Senado, o Datafolha também apresentou os resultados separadamente para a primeira e a segunda vaga.

Na disputa pela primeira vaga, Marília Arraes aparece com 17%, seguida por Humberto Costa, com 16%, Mendonça Filho, com 14%, e Eduardo da Fonte, com 10%.

Para a segunda vaga, Marília Arraes, Eduardo da Fonte e Humberto Costa aparecem empatados com 12% cada. Mendonça Filho registra 9%.

Disputa pela primeira vaga

Marília Arraes (PDT): 17%
Humberto Costa (PT): 16%
Mendonça Filho (PL): 14%
Eduardo da Fonte (PP): 10%
Túlio Gadêlha (PSD): 6%
Carlos Sant’anna (Novo): 1%
Pastor Gilvan Costa (Democrata): 1%
Mariano Macedo (PSTU): 1%
Samuel Timoteo (UP): 1%
Paulo Rubem Santiago (Rede): 1%
Mailson Neto (PCO): 0%
Goret Bitu (UP): 0%
Branco, nulo ou nenhum: 20%
Indecisos: 12%

Disputa pela segunda vaga

Marília Arraes (PDT): 12%
Eduardo da Fonte (PP): 12%
Humberto Costa (PT): 12%
Mendonça Filho (PL): 9%
Túlio Gadêlha (PSD): 5%
Carlos Sant’anna (Novo): 2%
Pastor Gilvan Costa (Democrata): 2%
Samuel Timoteo (UP): 1%
Mariano Macedo (PSTU): 1%
Paulo Rubem Santiago (Rede): 1%
Mailson Neto (PCO): 1%
Goret Bitu (UP): 0%
Branco, nulo ou nenhum: 26%
Indecisos: 15%

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-01528/2026.

Avaliação da disputa pelo governo

O Datafolha também mediu as intenções de voto para o governo de Pernambuco no primeiro turno. Raquel Lyra (PSD) aparece com 47%, enquanto João Campos (PSB) registra 40%.

Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão), Camila Falcão (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU) têm 1% cada. Victor Assis (PCO) e Professor Jeremias do Banco (Democrata) aparecem com 0%. Branco, nulo ou nenhum somam 5%, e 4% estão indecisos.

Na pergunta sobre rejeição, João Campos registra 32%, seguido por Raquel Lyra, com 29%. Renan Hallais tem 20%; Guilherme Fonseca, 18%; Ivan Moraes, 17%; Victor Assis, 16%; Professor Jeremias do Banco, 12%; e Professora Camila, 12%.

Outros 3% afirmam que votariam em qualquer candidato ou não rejeitam nenhum, enquanto 2% rejeitam todos e 9% não souberam responder.

Avaliação da governadora

O levantamento também avaliou a gestão de Raquel Lyra. Segundo a pesquisa, 50% dos eleitores consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 30% classificam a administração como regular. Outros 18% avaliam a gestão como ruim ou péssima, e 2% não souberam responder.

Sobre o trabalho de Raquel Lyra como governadora, 66% dos entrevistados afirmaram aprová-lo, enquanto 29% disseram desaprová-lo. Outros 5% não souberam ou não opinaram.

EM TEMPO: A pesquisa em tela pode desagradar algumas pessoas, mas há forte indicativo de que a mesma foi realizada  aferindo o que de fato ocorre no momento atual, haja visto que é dito, claramente, a credencial do instituto de pesquisa, as empresas contratantes e que, consequentemente, pagaram. Além, é claro, dos patrocinadores terem recurso financeiro para tal fim. O detalhe da pesquisa, única até agora,  é que a mesma explica o primeiro e o segundo voto para o Senado. Portanto, informo-lhes que o choro é livre e faz bem a saúde. Senhores e senhoras, políticos, políticas e militantes,  exercitem o humilde conselho democrático: trabalhem, trabalhem em busca do voto e não agridam os adversários e nem exerçam o "fogo amigo". Será que é pedir muito? (rsrsrs). Ok, Moçada!

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Almirante Othon terá participação, por telão, na visita de Lula a Aramar

Criador do modelo de centrífuga nacional não comparecerá presencialmente por motivos de saúde e enviou mensagem em vídeo para o evento

Por Denise Assis (Jornalista)

Othon Luiz Pinheiro da Silva.  Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Haverá, na quarta-feira (19), na visita que faz ao Centro Industrial Aramar, em Iperó, no interior de São Paulo, uma ausência sentida: a do Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, o engenheiro naval que desenvolveu o modelo de centrífuga, dando início ao processo de construção do primeiro submarino com propulsão nuclear e tecnologia brasileira. Por questão de saúde, ele, que está bem idoso, não pôde atender ao convite para estar presente à cerimônia. No complexo, Lula acompanhará o desenvolvimento do Programa Nuclear da Marinha e a etapa de montagem do reator destinado ao submarino brasileiro Álvaro Alberto.

Por mensagem, o Almirante comentou:

“Fui convidado e gostei muito! Como não poderia comparecer, me pediram que eu fizesse uma gravação por computador. Consegui fazer! Torço para que essa importante visita seja um sucesso. No seu primeiro mandato, creio que por sugestão do ilustre Ministro da Defesa, Waldir Pires, o Presidente visitou o Centro Experimental ARAMAR, Programa Nuclear da Marinha para o nosso Brasil!!

Na visita eu já estava aposentado, mas tive a honra de ser convidado para me sentar ao lado do Presidente no banco do pequeno micro-ônibus que percorreu o centro e nos permitia visitar os prédios mais significativos!

Bom dia, Denise! Feliz terça-feira para a senhora! Um respeitoso abraço do Othon”, escreveu.

O Almirante lembrou também que “o Ministro Waldir Pires, como Deputado Federal, visitou ARAMAR e, muito nacionalista, ficou sendo grande apoiador do Projeto Nuclear da Marinha, mesmo tendo sido exilado na época do regime militar!!”.

Segundo o Planalto, a visita está marcada para as 10h e contará com a presença do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro; do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Marco Antonio Amaro; e do comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen.

A presença de Lula em Aramar ocorre em um momento no qual o presidente vem reforçando a importância dos investimentos na indústria nacional de defesa e associando o desenvolvimento tecnológico do setor à soberania, à segurança, à geração de empregos e à autonomia estratégica do Brasil.

Segundo nos revelou o Almirante Othon, o convite chegou através do Almirante Rabello, Diretor do Centro de Tecnologia da Marinha em São Paulo, ao qual está subordinado ARAMAR.

“Ele me telefonou e foi muito gentil! O pioneiro foi o Almirante Maximiano, que me pediu um relatório sobre a possibilidade de o Brasil contar com submarinos de propulsão nuclear. No relatório, expliquei que seria necessário desenvolver o ciclo do combustível nuclear, pois quando o Canadá tentou contar com submarinos nucleares havia recebido a negativa de fornecimento do combustível e não haveria dúvidas de que, para o Brasil, as restrições seriam mais severas”, recordou.

“Numa sessão do Almirantado (Alto Comando da Marinha), transformaram o meu relatório em missão e eu, na época o único Oficial com a especialidade em Engenharia Nuclear, recebi a missão de implantar o Programa, que no relatório eu explicava que seria um programa nacional com intensa participação da comunidade científica brasileira, orientando uma equipe de jovens engenheiros, físicos e técnicos brasileiros escolhidos, sem influência ou viés político, apenas por sua capacidade potencial. Era um grupo de brasileiros com quem dava muita satisfação profissional trabalhar ao lado!!”.

Foi assim, cheio de entusiasmo, que o Almirante Othon contou ao 247 que terá participação pelo telão do evento, na visita ao Centro Industrial Aramar.

Do ponto de vista político, a defesa nacional tende a ser apresentada por Lula não apenas como uma questão militar, mas como parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento, reduzindo a nossa dependência externa.

EM TEMPO: Convém lembrar que foram nos governos Lula, Dilma e Lula, que houveram investimentos de destaque na capacitação das Forças Armadas. O "choro" é livre e faz bem a saúde. Sendo assim, fiquem à vontade. Ok, Moçada!

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Candidato a Presidente do PCB em Pernambuco

 



 

Comitê Regional do PCB de Pernambuco

Nos dias 7 e 8 de agosto, o candidato do PCB à Presidência da República, Edmilson Costa, esteve no Recife e no município de Tracunhaém, em Pernambuco. A visita contou com uma programação intensa, que incluiu encontros com militantes do partido e com lideranças de legendas aliadas, especialmente do PSOL e da Rede.

Reunião com membros da CPT

Na manhã do dia 7, a agenda começou com um café da manhã oferecido pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Entre pães, ovos, queijo coalho assado e cuscuz, a conversa percorreu diferentes momentos da trajetória de Edmilson: desde sua infância e juventude no Maranhão até a atuação política atual, marcada pelas viagens pelo país durante a campanha à Presidência da República. Após o café da manhã, Edmilson participou de uma reunião com representantes da CPT regional e do setor jurídico da entidade. Durante o encontro, ouviu relatos sobre a violência no campo e as dificuldades enfrentadas nos processos de desapropriação e de implantação de assentamentos.

O candidato também apresentou alguns dos principais pontos de seu programa de campanha. Entre as propostas, destacou a adoção de um “orçamento popular e 100% deliberativo”, no qual, segundo ele, os trabalhadores teriam participação direta na definição da aplicação dos recursos públicos. Também defendeu que os sistemas de saúde e educação sejam públicos em todos os níveis, com oferta gratuita e de qualidade para toda a população.
Viagem ao Assentamento Nova Canaã

Às 14h, Edmilson e alguns militantes chegaram ao Assentamento Nova Canaã, localizado na Zona da Mata Norte, no município de Tracunhaém, a cerca de 70 quilômetros do Recife.
Na sede da associação do assentamento, o candidato foi recebido pela presidente Fátima Fernandes, que abriu a reunião destacando a importância de discutir alternativas para o futuro do Brasil. Durante o encontro, Edmilson e os demais militantes se surpreenderam ao encontrar, no centro da sala, uma obra de arte com o rosto e o nome de Gregório Bezerra. Para os assentados, a homenagem a Gregório Bezerra representa uma fonte de inspiração e resistência, especialmente pela trajetória de luta que marcou os anos de acampamento e o processo de conquista do assentamento.

Edmilson destacou a importância da participação da classe trabalhadora no processo eleitoral, defendendo o debate sobre suas necessidades e propostas para o Brasil a partir de uma perspectiva anticapitalista e anti-imperialista, com o objetivo de contribuir para a “construção do Poder Popular e do Socialismo”. O candidato também ressaltou a importância da atuação dos movimentos sociais do campo e da luta pela reforma agrária. Defendeu a necessidade de um governo comprometido com a classe trabalhadora, capaz de promover a desapropriação de latifúndios improdutivos, de terras submetidas ao trabalho escravo e de propriedades vinculadas ao tráfico de drogas. Também destacou a necessidade de garantir a função social da propriedade, de modo a ampliar o acesso à terra para trabalhadores rurais que dela necessitam para trabalhar e viver.

No encerramento da reunião, o vereador Biu do Assentamento chegou à associação e, para surpresa dos presentes, relatou sua trajetória política e sua ligação com o PCB. Segundo ele, “tudo que aprendi na política foi com o Partidão, o PCB”. O vereador contou que militou no partido durante os anos 1990, mas decidiu deixá-lo ao considerar que teria dificuldades para se eleger pela legenda. Apesar disso, afirmou manter as mesmas convicções políticas. O encontro terminou em clima de confraternização entre os participantes, que compartilharam o momento de diálogo e aproximação.

Reunião com a militância, amigos e amigas do PCB

No dia 8 de agosto, das 10h às 11h, Edmilson participou de um programa no Canal Arte Agora, apresentado pelo engenheiro e escritor Alexandre Santos. Durante a entrevista, foram abordadas a trajetória de Edmilson Costa, suas origens e sua atuação política, além de aspectos de sua candidatura à Presidência da República e de seu Programa de Governo.

Às 11h30, Edmilson chegou à sede do PCB em Recife, onde foi recebido por integrantes da célula internacionalista, membros da direção estadual e representantes dos coletivos Minervino de Oliveira, Ana Montenegro, Unidade Classista e da UJC.

Também participou do encontro Alice Gabino, candidata a vice-governadora pela coligação PSOL-REDE-PCB, na chapa encabeçada por Ivan Moraes, além de Paulo Rubem, candidato ao Senado pela mesma coligação. Durante a conversa, Alice Gabino destacou a importância da aliança com o PCB e da candidatura de Edmilson para ampliar o debate sobre questões centrais para a classe trabalhadora. Paulo Rubem também ressaltou seu conhecimento sobre o partido e sobre Edmilson, destacando a relevância do debate acerca de temas como o orçamento público e as contrarreformas trabalhista e previdenciária, que, segundo ele, tiveram impactos significativos sobre a classe trabalhadora.

Edmilson aproveitou o momento para apresentar o Programa de Governo de sua candidatura. Segundo ele, a campanha enfrenta dificuldades em razão do tratamento desigual recebido da grande mídia brasileira, da ausência de recursos do fundo partidário e dos entraves para a liberação do fundo eleitoral. Apesar desse cenário, afirmou manter o entusiasmo para debater questões consideradas centrais para a construção de um país mais igualitário e sustentável. Entre os principais eixos apresentados estão a adoção de uma política com orçamento popular 100% deliberativo; a nacionalização, o controle público e a estatização dos sistemas monetário e financeiro; a criação do Banco do Trabalhador; a estatização dos serviços de educação e saúde, com oferta gratuita e de qualidade para toda a população. Outros pontos do programa também foram apresentados durante a atividade.

Visita ao Memorial da Democracia

Na tarde do mesmo dia, Edmilson seguiu com alguns militantes para o Memorial da Democracia, localizado no Sítio da Trindade, espaço histórico do Recife. Instalado no casarão onde também funcionou o Movimento de Cultura Popular (MCP), o memorial reúne uma exposição sobre momentos marcantes da história de Pernambuco. Entre os destaques estão a resistência à invasão holandesa, representada pelas bases do antigo forte construído para combater as forças invasoras; a Revolução Pernambucana de 1817, com referências à criação do País de Pernambuco e à sua bandeira revolucionária; e a atuação do MCP. A exposição também dedica um espaço à resistência à ditadura civil-militar de 1964, com homenagens às pessoas presas, torturadas, mortas e desaparecidas durante o período.

Edmilson se emocionou ao acompanhar o percurso pelas salas do Memorial, especialmente ao se deparar com os nomes de camaradas desaparecidos, como David Capistrano, Iran Pereira e Luiz Maranhão, entre outros. Ao final da atividade, o grupo registrou uma fotografia em frente ao busto do camarada Gregório Bezerra. Em seguida, os militantes entoaram palavras de ordem em homenagem ao Partido Comunista Brasileiro: “De norte a sul e no país inteiro, viva o Partido Comunista Brasileiro!” e “É força, ação, aqui é o Partidão!”.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Kiev registra protestos antigoverno em massa

Mobilizações vêm ocorrendo há semanas

Conteúdo postado por: Leonardo Sobreira

Protesto em Kiev Crédito: Reuters










247 – No coração de Kiev, centenas de manifestantes saíram às ruas para protestar contra a decisão do governo de destituir o ministro da Defesa, Mykhailo Albertovych Fedorov. A capital ucraniana viveu um dia marcado por gritos, cartazes e tensão política em meio à guerra, informou o canal Alma Plus nesta segunda-feira (17).

Várias centenas de manifestantes vêm se reunindo nas últimas semana em frente ao escritório do presidente Volodymyr Zelensky, na Praça Franko. A multidão exige o retorno de Fedorov ao cargo de ministro da Defesa, o estabelecimento de um diálogo com a sociedade e a apresentação de um plano claro de reformas, incluindo medidas para combater a corrupção no setor de defesa.

As manifestações ocorreram em frente a outros prédios governamentais e praças centrais, onde cidadãos denunciaram que a destituição ocorre em um momento crítico para a defesa do país.

Os manifestantes acusam o governo de gerar instabilidade interna em meio à ofensiva russa, enquanto outros setores sustentam que a saída de Fedorov seria resultado de disputas dentro do alto comando militar.

Em 16 de julho, o Parlamento ucraniano aprovou 16 novos ministros, deixando vagos apenas os cargos de ministro das Relações Exteriores e de ministro da Defesa. Antes disso, Zelensky havia anunciado sua intenção de promover uma nova reforma no governo. Ele demitiu Fedorov, provocando manifestações em Kiev e em outras cidades em apoio ao ex-ministro e protestos contra o comandante-chefe Oleksandr Syrskyi.

Em 22 de julho, Zelensky assinou um decreto nomeando Mykhailo Drapatyi, que ocupava o cargo de comandante das Forças Conjuntas, como novo comandante-chefe.

EM TEMPO: A humanidade está numa situação de indefesa muita acentuada, a exemplo do que ocorre na Ucrânia, na qual o presidente Zelensky prorroga o seu mandato, ora vencido,  para continuar na guerra  contra a Rússia, prejudicando toda a população e a economia do país. Tudo isso para ser subserviente a OTAN e aos EUA. Convém lembrar que há diversas manifestações contra a guerra.