sábado, 10 de outubro de 2026

A juventude nas ruas pode devolver a Lula o viço da vitória

As mobilizações estudantis abrem uma possibilidade de renovação política: reunir a experiência de Lula à consciência de uma geração que reivindica seu futuro, analisa o colunista João Lister (Advogado e Psicanalista)

Publicado em 10 de outubro de 2026.


 

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em Natal: o evento "Lula no Rio Grande do Norte: O Brasil Pronto Pra Mais", realizado no cruzamento rua Baraúna com a cel. Estevam, Natal – RN. Crédito: Ricardo Stuckert


Há um vigor nas manifestações estudantis em apoio a Lula que merece ser compreendido para além das imagens de multidões. Jovens que ocupam as ruas, organizam assembleias e assumem publicamente uma posição estão produzindo um acontecimento político: transformam a inquietação com o futuro em disposição para construí-lo. Essa energia pode devolver à campanha de Lula o viço de uma consciência que se renova e, com ele, a possibilidade da vitória.

A mobilização ganhou expressão imediatamente após o primeiro turno. Em 5 de outubro, estudantes da Universidade Federal Fluminense saíram do campus do Gragoatá e percorreram ruas de Niterói. No dia seguinte, a agenda divulgada pela Mídia NINJA já reunia mais de 40 assembleias, plenárias e atos em 14 estados e no Distrito Federal, com atividades previstas até 13 de outubro. O calendário compreende encontros realizados e novas convocações, revelando uma articulação que vai além das passeatas.

Em 7 de outubro, secundaristas e universitários caminharam da Candelária à Cinelândia, no Rio de Janeiro. Segundo a Agência Brasil, suas reivindicações incluíam educação pública, direitos sociais, democracia e o fim da escala de trabalho 6×1. São temas que aproximam a experiência estudantil da vida de milhões de brasileiros: estudar, trabalhar, ter tempo para viver e poder planejar o amanhã.

No dia 8, a mobilização alcançou outras cidades. A CNN registrou manifestações em São Paulo, Curitiba e Brasília, além de atividades em universidades de diferentes regiões. UNE e coletivos estudantis participaram das convocações, e a defesa da educação pública, da permanência nos estudos e do Pé-de-Meia apareceu entre as pautas.

O significado político desse movimento está na passagem da preocupação individual à ação coletiva. Quem acompanha uma eleição sozinho, diante de uma tela, pode sentir que o resultado já está decidido e que sua participação pouco importa. Ao encontrar outras pessoas dispostas a agir, percebe que possui voz e capacidade de intervenção. A presença compartilhada pode converter ansiedade em coragem e desalento em responsabilidade.

Essa mudança tem especial importância para Lula. Uma liderança com longa trajetória precisa continuar oferecendo um horizonte de futuro. Sua experiência ganha força quando encontra demandas que ainda não foram atendidas, expectativas que permanecem abertas e gerações que desejam participar das decisões. Os estudantes podem renovar esse encontro.

O rejuvenescimento de uma campanha acontece quando novas vozes passam a participar de seu sentido. Uma jovem que reivindica condições para permanecer na universidade, um estudante que trabalha e questiona a escala 6×1, um pesquisador preocupado com a continuidade de sua formação trazem problemas concretos para o debate. Com eles, o apoio eleitoral ganha conteúdo e a candidatura pode recuperar capacidade de inspirar.

Há também uma potência sociológica nessa circulação. O estudante pertence simultaneamente a diferentes espaços: instituição de ensino, família, trabalho, bairro, amizades e redes digitais. As questões discutidas numa assembleia podem chegar à mesa de uma casa e à conversa entre colegas. A defesa da universidade pública passa, assim, a dialogar com o esforço de pais e mães que desejam melhores oportunidades para seus filhos.

Esse movimento expressa uma ideia de país. Educação, ciência, trabalho digno e democracia integram a possibilidade de ascensão social e de autonomia nacional. Ao colocá-los nas ruas, os estudantes afirmam que o futuro brasileiro deve ser uma construção pública, acessível também a quem depende de políticas sociais para estudar e viver com dignidade.

A força dessa juventude inclui sua capacidade de cobrar. Apoiar Lula pode coexistir com exigir mais recursos para a educação, melhores condições de permanência e respostas às dificuldades cotidianas. Uma consciência política viva interroga, propõe e participa. A campanha se renova quando reconhece essa autonomia e permite que ela tenha consequências em seus compromissos.

Naturalmente, manifestações não permitem antecipar o resultado das urnas. A dimensão dos atos, por si só, não mede a opinião de todo o eleitorado. Seu valor está em abrir uma possibilidade: ampliar a participação, recolocar questões substantivas no debate e recuperar a confiança de que a ação democrática pode produzir mudanças.

É esse o viço de consciência que a juventude pode oferecer a Lula. A experiência histórica de uma liderança encontra a urgência de quem tem a maior parte da vida pela frente. Nesse encontro, a campanha pode voltar a falar com convicção sobre o país que ainda precisa ser construído.

Os estudantes estão tornando visível sua disposição de participar dessa construção. Sua presença pode dar à candidatura de Lula uma energia renovada, capaz de sustentar a caminhada até a vitória. Ao reivindicar o próprio futuro, essa juventude oferece ao Brasil uma razão concreta para voltar a ter esperança.

Na tempestade de informações que inunda a campanha, a mais relevante é a de que Lula-Alckmin está virando o jogo

Instituto que acertou na mosca o resultado do primeiro já capta efeito do medo pela volta do bolsonarismo ao poder, maior reconhecimento aos programas sociais do governo e força da mobilização estudantil nas ruas.

Autor: Marco Damiani (Editor especial do Brasil 247)

Publicado em 10 de outubro de 2026

Lula e Geraldo Alckmin. Crédito: Ricardo Stuckert

O povo está assustado – e isso é bom para todo o Brasil, a começar pelo próprio povo. A tática bolsonarista de sair ‘governando’ antes da hora vem ajudando a campanha de reeleição. As mensagens transmitidas pelo mentiroso 01 sobre mudar a Constituição para dar-lhe, em primeiro lugar, cinco anos de gestão de poder e, no contexto ampliado, quebrar as garantias individuais ali estabelecidas, mostraram a ponta do iceberg que está pela frente na rota de opção pela extrema-direita.

O insistente anúncio de um ajuste fiscal draconiano, com um ataque voraz sobre os programas sociais, pegou mal até mais fortemente do que a intenção de rasgar a Carta de 1988. Nesse padrão, a encarnação dos extremistas deixou-se carimbar como o sujeito que nunca dará reajustes honestos sobre o salário mínimo. Por estas e muitas outras mais, “com Flávio você perde” é um ótimo slogan, por capturar o medo crescente no inconsciente coletivo.

A campanha bolsonarista está enredada em contradição. No programa de rádio deste sábado, 10, no horário eleitoral gratuito, o ventríloquo do que há de pior na política brasileira diz que o povo quer mudança, a ser representada em sua figura bordada pela falsidade, mas encerra com um ping-pong de perguntas e respostas que derruba a própria  tese.

“Farmácia Popular continua?”, questiona a locutora. “Continua”, responde o mentiroso. “Minha Casa Minha Vida continua? ‘Continua’”. “Bolsa Família continua? ‘Continua, com reajuste’”, promete o candidato do mal, trucando na lorota. Quem escuta fica sem entender. Se ele quer mudar, porque diz que vai continuar? Por oportunismo, interesse inconfesso e costume.

Flávio é o sonho do colunista que gosta de ser agressivo. Chamá-lo de mentiroso, por exemplo, tem vitória assegurada, em um eventual processo judicial, para quem faz a afirmação. Repita-se a verdade, pois: men-ti-ro-so. O filho do inominável, como muitos democratas se referem ao desastrado golpista Bolsonaro pai, mente até no currículo, do qual constava uma pós-graduação em Ciências Políticas pela UFRJ que nunca fez.

No rolo multimilionário e obscuro em torno do filme Dark Horse, o nome do PL disse, de pronto, “não tem isso aí”, e depois admitiu que, sim, tinha isso aí e, aos poucos, conforme foi sendo descoberto, passou a admitir tudo, da dinheirama tomada do esquema do corruptor Daniel Vorcaro ao estreito relacionamento com o próprio, a quem considera “irmão”. É lícito que se lembre e pergunte: você quer um mitômano na Presidência da República?

O engodo arraigado em Flávio Bolsonaro é um dado da realidade. Quem nele vota mal se importa, ok, mas a melhor notícia da primeira semana do segundo turno é a de que as forças da luz estão mais fortes agora.

O instituto Vox Brasil, que projetou a diferença inferior a 2 pontos percentuais a favor de Flávio sobre Lula no primeiro turno, agora já inverte a cena e aponta a chapa do presidente e do vice Geraldo Alckmin à reeleição com 1,5 ponto à frente. Na tempestade de informações e ‘fake news’ em que a disputa presidencial se transformou, esse dado da pesquisa que se mostrou de alta precisão é, neste momento, o mais importante a ser considerado. Precisamente porque sustenta, para quem gosta de se pautar pelos levantamentos de opinião, a virada que está em pleno curso, a olhos vistos.

“O Lula não perdeu o seu eleitor, este é que, simplesmente, não foi votar no primeiro turno”, explica o diretor do Vox, Alberto Barros. Para este segundo turno, o estatístico diz que o presidente e seu vice estão seguindo pelo caminho certo para encontrar o votante que ficou ausente. “A chapa sabe onde estão as suas bases: no Nordeste, nas mulheres e nos católicos. É aí que está intensificando a campanha.”

Um dado novo, que tem gerado cenas espetaculares em diferentes grandes cidades do País, vem dos estudantes universitários. Aos milhares, em manifestações com o sentido de defender o ensino, tal qual o conhecemos, frente ao projeto que prega a ignorância, eles têm feito os atos mais numerosas da história do aguerrido estudantil brasileiro. Cada um deles têm pai, mãe, irmãos, parentes, amigos que igualmente podem se sensibilizar pela causa. O vermelho dos comícios pró-Lula do primeiro tempo, organizados pelo PT, ganharam cores múltiplas. Completam-se. Trata-se de uma soma – sim, uma ampliação – sobre o que se viu no segundo turno.

A esperança está no ar. A campanha de Lula melhorou. Tem agora até um pequeno jingle alegre, usa a palavra mudança, que entra em voga em toda eleição, e também termos como prosperidade, olha só. Algo aconteceu lá dentro a partir do que tivemos aqui fora. O vice-presidente passou a ter mais voz, e bem disse Geraldo Alckmin neste sábado: “Eu governei São Paulo por quatro vezes, o presidente Lula governou o Brasil por três vezes, nós temos a experiência para fazer as mudanças necessárias com segurança e tranquilidade”, nessa linha.

O quadro está entrando nos eixos. Lula-Alckmin se aprumou e cresce; o outro lado ainda tenta se encontrar. A malandragem continua lá. A Polícia Federal recolheu nada menos que R$ 27 milhões de reais destinados à compra de votos no primeiro turno. Táticas desonestas desse tipo podem se repetir. É de se acreditar que o governo reforce as providências para que a disputa seja limpa no momento decisivo do voto. As chances de salvar o Brasil do desastre prometido pelo bolsonarismo estão em alta.

EM TEMPO: Está correto dar ao vice Alckmin  mais visibilidade para conquistar o voto da Centro Direita e dos indecisos. Afinal o Vice de Lula dar de 10 a zero no vice de Flávio Bozo. Ok, Moçada!; 

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Como explicar a vitória de Flávio Bolsonaro?

O espelho partido do Brasil: a vitória do bolsonarismo escancara um eleitorado que prefere endossar a perversidade ao invés de defender seus próprios interesses, exigindo da esquerda o abandono da ingenuidade para disputar os ausentes.

Autor: Luis Felipe Miguel - Professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB).


Flávio Bolsonaro. Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

Não existe eufemismo possível para descrever o resultado de anteontem, isto é, 04.10.2026. Foi uma tragédia. A extrema-direita saiu na frente na corrida presidencial e fez barba, cabelo e bigode no Senado, na Câmara dos Deputados e nos governos estaduais.

O mais triste de tudo é sermos confrontados com esta imagem, sem disfarces, de quem são os nossos concidadãos. Afinal, nesta altura do campeonato, é improvável que ainda exista um único brasileiro que não tenha noção de quem é Flávio Bolsonaro: um despreparado. Um frouxo. Um mentiroso. Um corrupto. Um amigo de assassinos. Sob este ponto de vista, o voto no 22 foi “consciente”. Não foi desavisado. E isto é algo que precisamos encarar de frente.

Como sempre, depois de uma derrota dessas, não falta quem venha dizer que não se pode culpar o eleitorado, que a esquerda tem que aprender a respeitá-lo e pensar em seus próprios erros. A “soberba da esquerda” é, em geral, apresentada como a causa. Será mesmo?

Sim, há muitos erros sobre os quais pensar. Vou falar deles depois. Mas cabe, em primeiro lugar, entender o que estão dizendo os 56 milhões de votos no candidato do PL no primeiro turno.

Não dá para explicar a vitória de Flávio Bolsonaro pela manipulação da informação. Ela existe, é claro, mas não a ponto de apagar a imagem de quem é o candidato. Não dá sequer para explicá-la só pela burrice das pessoas, que serão as primeiras vítimas das políticas que ele eventualmente implementará, mas que não aprenderam nem depois de já terem passado pelo governo do pai. Sim, burrice: vamos chamar as coisas pelo nome.

Alguns argumentam que o voto na extrema-direita tem suas razões. Por exemplo, que o sacerdote pilantra que orienta as

escolhas políticas reacionárias é também alguém que oferece consolo e apoio espiritual em algumas circunstâncias. Ou que a violência urbana que atinge em primeiro lugar as classes populares explica a sedução de propostas “duras” de segurança pública.

Mas isso apenas nos diz que esse voto não é aleatório, que tem alguma motivação. Permanece o fato de que ele expressa uma profunda incapacidade de relacionar as escolhas políticas com suas consequências esperadas, de vinculá-las aos interesses ligados às condições reais de vida.

Ter uma motivação para o voto não significa que o voto é esclarecido, pelo simples fato de que essa motivação pode ser… burra. Por exemplo: eu posso ter votado em Augusto Cury porque acredito em autoajuda. Isso faz com que meu voto tenha uma razão de ser. Nem por isso ele demonstra qualquer discernimento.

A apneia do sono está ligada a este item doméstico (pare de usá-lo)Dormez

A ignorância política das massas – e incluo aqui, igualmente, trabalhadores pobres e classes médias – é um componente do sistema político vigente, ativamente produzido e reproduzido por inúmeros aparelhos. Cabe ao campo popular trabalhar permanentemente para combatê-la. A constatação da burrice dominante é, portanto, uma acusação contra a esquerda, que não fez ou fez mal o seu trabalho.

Mas, além disso, um componente central do voto em Flávio Bolsonaro é o desinteresse pela sorte dos outros, a ausência de sentimento de solidariedade, o desprezo pela vida alheia. É o triunfo da antiga Lei de Gérson, de que o que importa é levar vantagem em tudo. Se pudesse, cada um queria vender um pedaço do país, cobrar uma rachadinha dos funcionários, ganhar um agrado do Daniel Vorcaro, participar de uma orgia com prostitutas de luxo, arranjar um pistoleiro para liquidar os desafetos.

De brinde, vem a submissão das mulheres, a inferiorização dos negros, a pancada nos gays, nas lésbicas e nos travestis. O bolsonarismo revela uma pulsão pela violência que habita muitas pessoas. Racismo, misoginia, homofobia e desprezo pelos mais pobres seriam atrativos tão poderosos que compensariam todas as perdas. Não tem só burrice, tem perversidade. O que é muito pior.

É preciso investigar como chegamos a essa decadência moral generalizada, que é própria da metástase da sociedade capitalista. E reconhecer que o nosso campo tem fracassado na disputa dos valores que devem organizar o mundo social. Ou, pior do que fracassado: desistido da disputa.

Marca Catarinense faz maior liquidação do ano.Oferta em Destaque

As mentalidades são produzidas socialmente. Nós sabemos disso. Mas chega um ponto em que temos que atribuir responsabilidade às pessoas por suas escolhas. Senão, perdoaremos todos. Quem sabe dos dissabores sofridos por Jack, o Estripador? Os traumas de Adolf? Os complexos de Jair?

Tem um samba de Wilson Batista, que Paulinho da Viola canta, que fala de um filósofo popular e termina com uma síntese de seu pensamento, de claros ecos rousseaunianos: “Se o homem nasceu bom, e bom não se conservou / A culpa é da sociedade que o transformou”.

Não sei se nascemos realmente bons, mas com certeza somos frutos do ambiente. Só que, a partir de certo momento, não tem jeito, cada um de nós assume seus B.O.s. Passou dos 18 anos, responde por seus atos – e a gente deixa a filosofia no seu canto.

Sendo assim, investiguemos as causas, lutemos contra elas, mas também enfrentemos a verdade: metade do eleitorado brasileiro é, se não perverso, seduzível pela perversidade. Não vamos romantizar o povo. Embora essa romantização tenha uma longa tradição na sensibilidade da esquerda, de Nicolau Maquiavel a Jean-Jacques Rousseau e em diante, ela não é boa conselheira.

O reabilitamento dessas pessoas é uma tarefa de longo prazo. Muitas delas são irrecuperáveis e a questão sempre será como contê-las. No curtíssimo prazo, porém, o desafio é outro: como virar a eleição presidencial.

Há pouca esperança de virar votos de bolsonaristas. Não há escândalo que resolva: rachadinha, milícia, Daniel Vorcaro, orgia, nem Nossa Senhora dá conta. É preciso garimpar o que for possível nos menos de 10 milhões de votos dos candidatos que não chegaram ao segundo turno, mas sabemos que a colheita será magra. Afinal, mais da metade desses votos foram para extremistas de direita: Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. O melhor resultado possível é que se transformem em voto nulo.

A luta principal é pelos eleitores que não foram votar (33,5 milhões) ou que votaram em branco ou nulo (6 milhões). Esse pessoal é potencialmente mais sensível a temas como o fim da escala seis por um, a proibição das bets, a manutenção do SUS ou a conveniência de não ter um miliciano no Palácio do Planalto.

É difícil? Sim. É impossível? Não. O mais difícil é superar o desânimo depois do resultado de domingo. Um desânimo que não é só com a eleição. Não sabemos se haverá um futuro para a humanidade – com Flávio Bolsonaro na presidência, com a política de devastação ambiental que certamente implantará, fica ainda mais difícil. Mas não sabemos, sobretudo, se a humanidade merece ter futuro.

Como sou otimista inveterado, digo que devemos deixar esse desânimo para lá e retomar a campanha. São 20 dias para superar uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos. Um pouco mais de 100 mil votos por dia.

É difícil? Sim. É impossível? Não.

EM TEMPO: Convém considerar que a maioria da população brasileira, bem como do mundo inteiro, é de Direita, oscilando entre a Extrema Direita e a Centro Direita. O que ocorreu é que considerável parcela da Centro Direita, a qual sempre deu a vitória ao presidente Lula, desta vez preferiu se ausentar, anular o voto ou até mesmo votar num extremista de Direita. Portanto, a tarefa consiste em reconquistar o voto da Centro Direita. Sendo assim, é imprescindível maior inserção do vice Geraldo Alckmin. O que nos deixa perplexos é nos depararmos com o alto índice de despolitização da população, uma vez que o Flávio Bozo é altamente despreparado para ser candidato a Presidente da República. É o caso do presidente Javier Milei na Argentina. Ok, Moçada!

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Esquema ilegal com criptomoeda e crianças ugandenses é usado para alavancar Flávio Bolsonaro

Estratégia similar à de Pablo Marçal distribui tokens em troca de divulgação eleitoral e fere a legislação

Conteúdo postado por: Guilherme Levorato

Publicado em 8 de outubro de 2026.



 

Flávio Bolsonaro. Crédito: Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro.  Brasil 247/DALL-E

247 – Um site de venda de criptomoedas lançou um esquema que distribui “tokens” digitais para usuários que compartilharem a mensagem “B22” e conteúdos em vídeo que incentivam o voto em Flávio Bolsonaro (PL), informa a Folha de São Paulo.

O site em questão vem sendo amplamente divulgado em um perfil do Instagram que conta com 12,9 milhões de seguidores — a conta hyperskidsafrica, dedicada a arrecadar recursos para construir moradias para crianças em Kampala, Uganda. Em um dos vídeos veiculados, crianças ugandenses aparecem dançando com camisetas amarelas estampadas com a marca “B22 token” e cantando “vota, vota e confirma, 22 é Bolsonaro”. A publicação já ultrapassou a marca de 1,2 milhão de visualizações. De acordo com a página oficial do projeto, uma parcela das vendas da criptomoeda “B22” será destinada ao financiamento das ações sociais no país africano.

No material gravado, as crianças pedem apoio direto aos eleitores: “Por favor, confiem em Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal”, declaram. E complementam: “O propósito do novo token é ajudar o Brasil. Dê uma chance, vote diferente”.

Conforme a plataforma de criptoativos, os participantes podem receber tokens — que prometem retorno financeiro por meio de valorização no mercado — desde que “compartilhem o projeto – faça uma publicação em rede social mostrando que você participa da comunidade B22”.

Segundo a avaliação do advogado eleitoral Hélio Silveira, que comandou a equipe jurídica da campanha de Tabata Amaral (PSB) à Prefeitura de São Paulo em 2024, a manobra adota o mesmo modus operandi dos campeonatos de cortes de vídeos promovidos por Pablo Marçal. “Trata-se da mesma lógica e estrutura do que Marçal fazia – oferece incentivos financeiros para as pessoas divulgarem a campanha e o candidato”, avalia Silveira.

O especialista ressalta ainda que a operação pode configurar doação empresarial proibida: “potencialmente trata-se de uma doação de uma pessoa jurídica, a empresa de criptomoedas, à campanha de Flávio Bolsonaro, ao usar sua estrutura e incentivos financeiros para fazer propaganda do voto no 22, número do senador na disputa à Presidência da República”.

Vale recordar que Marçal teve sua inelegibilidade por oito anos confirmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em dezembro de 2025, justamente por abuso de poder econômico na realização do concurso de cortes sob a marca #prefeitomarçal. Na ocasião, a Justiça Eleitoral entendeu que a concessão de recompensas financeiras para engajar a divulgação de propaganda eleitoral na internet violou frontalmente a legislação vigente.

Procurada pela reportagem da Folha de São Paulo, a assessoria da campanha de Flávio Bolsonaro declarou que enviará manifestação oficial sobre o caso nesta quinta-feira (8).

Em sua defesa institucional na página da internet, o movimento B22 alega ser “um movimento que une apoio ao voto 22 e a proposta de ajudar as HypersKids a concluir sua casa em Kampala”. O texto da empresa afirma ainda que “O Brasil 22 Token defende o voto 22 por acreditar nessa proposta para um Brasil melhor. Essa é a posição do movimento, apresentada ao público geral”.

O portal faz a ressalva de que a distribuição dos ativos digitais ocorreria de forma “independente de voto, preferência eleitoral ou divulgação de propaganda eleitoral” e argumenta que o projeto “não é oficial, não é endossado nem tem vínculo com nenhum político, partido, candidatura ou campanha eleitoral, e não é forma de doação eleitoral”.

Apesar das alegações, as informações sobre a propriedade do domínio na rede permanecem sob sigilo nos registros de domínio públicos. Nas redes sociais X e Instagram, publicações do usuário Kevim Flores vêm alardeando o lançamento do ativo e atrelando o token à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e à causa humanitária na África, sem contudo assumir abertamente a titularidade do site.

Em publicações no X, Flores faz uso ostensivo de imagens de urnas eletrônicas exibindo o número 22 associado à marca do B22 token, projetando lucros expressivos vinculados ao pleito presidencial. “Acabaram as apostas no Brasil. Viciado tá como, com dinheiro sobrando e louco pra ver 100x. Normal. Quem não gosta de uma valorização absurda de um ativo? Até o @FlavioBolsonaro ser eleito no dia 25/08, teremos mais de 3.000% de valorização nesse meme histórico e legítimo”, publicou o usuário.

Para Nina Santos, pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital, a articulação expõe graves irregularidades: “é uma operação complexa que envolve uso de cripto, trabalho humanitário, visibilidade em redes sociais e campanha eleitoral. É um esquema extremamente complexo e ilegal”, adverte.

A pesquisadora enfatiza o descumprimento das normas eleitorais brasileiras: “Primeiro que uma pessoa jurídica não pode fazer campanha eleitoral, então isso por si só já deveria ser proibido. Além disso, essa operação, por mais que, supostamente, leve dinheiro para crianças africanas, atrela isso a um aumento de visibilidade de materiais que estão claramente pedindo votos a um dos candidatos. Ou seja, quanto mais o vídeo é compartilhado e quanto mais a tal moeda (que em si já é propaganda política) vende, mais dinheiro, supostamente as crianças ganham”, conclui.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Congressistas dos EUA cobram Rubio e Trump por tentativa de interferência nas eleições do Brasil

Grupo de 12 deputados cobra secretário de Estado dos EUA e aponta esforço do governo Donald Trump para influenciar a disputa presidencial no Brasil

Conteúdo postado por:  Paulo Emílio.

Publicado em 7 de outubro de 2026.



 

Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump. Crédito: Reprodução

247 – Um grupo de 12 deputados democratas dos Estados Unidos acusou o governo do presidente Donald Trump de manter um “esforço contínuo” para influenciar as eleições brasileiras de 2026. Os parlamentares também cobraram explicações do secretário de Estado, Marco Rubio, sobre a revogação do visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Segundo o UOL, as acusações constam de uma carta enviada a Rubio na terça-feira (6). No documento, os congressistas classificam a retirada do visto da diplomata brasileira como uma medida “extraordinária e sem precedentes” e afirmam que a decisão representa uma nova escalada na deterioração das relações entre Brasil e Estados Unidos.

Para os democratas, o episódio faz parte de uma sequência de ações da administração americana relacionadas à política interna brasileira. A carta sustenta que a revogação do visto de Viotti é a iniciativa mais recente do que os parlamentares descrevem como uma tentativa do governo Trump de influenciar a disputa eleitoral de 2026.

Deputados apontam sequência de ações contra o Brasil

Os congressistas citam as tarifas de 50% impostas ao Brasil e sanções contra um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), além de medidas adotadas por Washington durante o processo contra o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL).

Segundo os parlamentares, essas iniciativas estiveram relacionadas ao que classificam como uma tentativa fracassada do governo Trump de proteger o ex-presidente brasileiro.

A carta também menciona contatos de integrantes da administração dos EUA com Bolsonaro e questionamentos sobre o sistema eleitoral brasileiro. Na avaliação dos democratas, esse conjunto de ações demonstra uma tentativa de influenciar assuntos políticos internos do Brasil de maneiras que poderiam ameaçar as instituições democráticas e o processo eleitoral.

Os deputados afirmam ainda que medidas adotadas pelo Departamento de Estado teriam colocado em risco uma aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles lembram que o presidente estadunidense elogiou Lula depois de um encontro entre os dois e manifestam preocupação com ações posteriores que, segundo a carta, buscariam “fabricar esta crise diplomática” a poucos meses das eleições brasileiras.

Revogação de visto entra no centro da crise

Segundo os congressistas, a revogação do visto de Maria Luiza Ribeiro Viotti teria ocorrido em retaliação à decisão brasileira de negar vistos a dois integrantes do Departamento de Estado: Riley M. Barnes, secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto da mesma área.

Os deputados cobram de Rubio informações sobre o objetivo da viagem dos dois funcionários ao Brasil e sobre quais reuniões estavam previstas.

A carta cita reportagens segundo as quais autoridades americanas pretendiam levantar questionamentos sobre o sistema eleitoral brasileiro. O governo brasileiro teria negado os vistos por considerar que as visitas poderiam representar uma nova tentativa de influência nas eleições presidenciais de 2026.

Os parlamentares também querem saber se a Casa Branca participou da decisão de retirar o visto de Viotti e se Trump foi informado previamente.

Outro questionamento é se Rubio ou outras autoridades do Departamento de Estado autorizaram contatos com Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro ou representantes deles sobre a revogação do visto da embaixadora.

Democratas cobram provas sobre sistema eleitoral

Um dos principais pontos da carta envolve os questionamentos de autoridades americanas sobre a credibilidade das eleições brasileiras.

Os deputados exigem que o governo Trump apresente evidências que sustentem eventuais dúvidas sobre o sistema eleitoral do Brasil.

“Por que autoridades do Departamento de Estado buscaram examinar o sistema eleitoral brasileiro em meio a uma campanha presidencial ativa e quais evidências específicas o Departamento possui de que o sistema eleitoral do Brasil pode não ter credibilidade?”, questionam os congressistas.

O grupo também pergunta diretamente se o governo estadunidense considera a eleição presidencial brasileira de 2022 livre e justa e se o Departamento de Estado dispõe de alguma evidência de que a eleição de 2026 não será.

Relação com China e cooperação entram no alerta

Além das consequências políticas, os democratas cobram informações sobre eventuais avaliações do governo americano a respeito dos efeitos das medidas sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos.

Entre os possíveis impactos mencionados pelos congressistas estão uma maior aproximação brasileira com a China e prejuízos à cooperação bilateral no combate ao narcotráfico, na segurança regional e no comércio.

Os deputados defendem que as relações entre Washington e Brasília sejam orientadas pelo respeito à decisão soberana dos eleitores brasileiros.

Na carta, afirmam que a relação bilateral deveria se basear no respeito às escolhas democráticas dos brasileiros e “não ser determinada pelo fato de o candidato favorecido pelo presidente Trump vencer”.

Rubio tem prazo até 20 de outubro

Os 12 parlamentares deram ao Departamento de Estado prazo até 20 de outubro para responder por escrito aos questionamentos.

Assinam o documento Sydney Kamlager-Dove, Gregory Meeks, James McGovern, Pramila Jayapal, Nydia Velázquez, Jonathan Jackson, Sylvia Garcia, Dina Titus, Yvette Clarke, Mike Quigley, Jasmine Crockett e Madeleine Dean. Meeks é o principal democrata da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.

A nova cobrança amplia a pressão dentro dos Estados Unidos sobre a atuação do governo Trump em relação ao processo eleitoral brasileiro.

Em 29 de setembro, os senadores democratas Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch enviaram outra carta a Rubio na qual alertaram para uma possível interferência na eleição presidencial brasileira. Eles perguntaram se o governo americano se comprometeria a reconhecer o resultado certificado das urnas e a manter relações diplomáticas normais com o candidato escolhido pelos eleitores.

Dias antes, 30 deputados e o senador independente Bernie Sanders também haviam questionado a política da administração Trump para o Brasil. De acordo com aquela carta, as medidas adotadas por Washington indicavam uma “aparente tentativa de interferir e potencialmente minar” as eleições brasileiras.

As manifestações anteriores citaram tarifas, investigações comerciais e a aproximação de Trump com o senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os exemplos de possível interferência. A carta dos três senadores também cobrou explicações do Departamento de Estado sobre sua atuação junto a países do Hemisfério Ocidental no acompanhamento de processos eleitorais e judiciais.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Entre radicalização à esquerda e montagem de frente ampla, PT começa a viver eleição da vida

Dilema é o primeiro a ser resolvido para enfrentar o segundo turno. Propostas antagônicas vão de aumento do salário mínimo a Geraldo Alckmin no Ministério da Fazenda; qual caminho seguir para ganhar o não eleitor do primeiro turno?

Por Marco Damiani (Jornalista)

Publicado em 5 de outubro de 2026.



 

 

Comício de Lula em Salvador. Crédito: Ricardo Stuckert

O PT está diante da eleição da vida. Após o desempenho arrasa-quarteirão do PL na eleição parlamentar, o partido não teve tempo de curar a ressaca e já entrou em um dilema. Claramente, em posicionamentos expressos ao longo do ‘day after’, líderes da legenda apontaram caminhos diferentes sobre como realizar uma virada inédita na eleição presidencial.

Ad loading

Pela esquerda, a defesa é por medidas de governo como um reajuste forte no salário mínimo, a ser jogado dentro do pacote de bondades que o presidente Lula foi anunciando ao longo do primeiro turno. Com mais pragmatismo, uma ala parece ter tocado a atenção presidencial ao sugerir o anúncio do vice-presidente Geraldo Alckmin como ministro da Fazenda no próximo mandato.

As duas propostas são incompatíveis. Turbinar o mínimo levantaria novas críticas de irresponsabilidade fiscal. Indicar Alckmin seria passar a mensagem da austeridade, ao menos até um certo ponto. Essa linha combina mais com a anunciada disposição de Lula, logo após o anúncio do resultado, de dar mais protagonismo ao vice na campanha.

Para acirrar o discurso expressamente dirigido à base popular do partido, a defesa de um aumento imediato do salário mínimo vem acompanhada da implantação da tarifa zero no transporte público. Já se calculam os custos em R$ 100 bilhões, para implantação gradativa a partir das maiores cidades do país.

Em paralelo, um consenso que se vai formando entre lideranças do partido é o de que é preciso acirrar a desconstrução de Flávio Bolsonaro e, ao mesmo tempo, passar mensagens de futuro para as pessoas. A dúvida presente é sobre como essas duas linhas de abordagem serão exploradas.

O foco está no campo dos 30,2 milhões de eleitores que se abstiveram de votar em primeiro turno. Esse contingente não costuma ser muito sensível a apelos de última hora. O histórico mostra números muito semelhantes nos dois turnos. Somados aos votos brancos e nulos, os não eleitores compuseram 25% do eleitorado de domingo. A aproximação do marqueteiro João Santana à campanha de Lula é um sinal de que haverá mudanças na forma das peças publicitárias. Cobra-se coordenação entre as várias frentes de comunicação da campanha, da TV à internet, passando pelos atos de rua e materiais de campanha. Notou-se que Lula, de campanhas vitoriosas com jingles históricos, não teve este ano uma música para chamar de sua. Bola fora.

Passado o impacto inicial da derrota em primeiro turno, houve reconhecimento de que Lula teve um bom desempenho, atribuindo-se a fatores inesperados a dianteira de Flávio. No Nordeste, especialmente, as dúvidas sobre a existência de compra de votos se multiplicam. A Polícia Federal anunciou a apreensão de R$ 30 milhões em espécie, no curso do primeiro turno, que seriam destinados a capturar eleitores. O questionamento faz sentido.

É falso dizer que há desânimo no partido, mas sim grande preocupação. O entendimento geral é o de que é possível virar, dada a menor diferença da história entre dois adversários que escalaram ao segundo turno. Fica a saber se o PT irá vencer o maior desafio de sua vida. 

Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=TdsXKx1QIxM

EM TEMPO: Sou a favor que a campanha do presidente Lula seja pautada em convencer e politizar as pessoas a votarem no melhor, a favor da Democracia, da Soberania Nacional, da Petrobras, em Defesa  do Meio Ambiente, das Terras Raras, do aumento real do Salário Mínimo, dentre outros. Creio que o discurso deve defender as questões específicas, mas mostrando de forma didática que o candidato da Extrema-Direita será manobrado pelo governo Trump, o que causará enorme prejuízo nas condições de vida da nossa população. Sendo assim, o discurso deve ser pautado e direcionado para conquistar o eleitorado de Centro Direita (maioria dos eleitores) a se engajarem em uma Frente Ampla em defesa do país e do nosso futuro. Portanto, sem ódio, com disciplina e sem radicalização. Tentar conquistar, pacientemente,  os eleitores que se encantaram com um candidato da Extrema Direita, é preciso. BORA, LULA!

“Amanhã começa uma nova eleição”, diz Lula, após resultado do primeiro turno

Após disputa acirrada nas urnas, presidente projeta segundo turno e prega união para mostrar diferenças de propostas

Conteúdo postado por: Guilherme Levorato



 

Luiz Inácio Lula da Silva após votar em São Bernardo do Campo (SP), em 4 de outubro de 2026. Crédito: REUTERS/Alexandre Meneghini

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista coletiva concedida após a apuração dos votos no primeiro turno das eleições, que a disputa entra em uma nova fase decisiva e que o trabalho de mobilização recomeça imediatamente, segundo informações concedidas em pronunciamento oficial. No pleito realizado neste domingo (4), Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 47,1% dos votos válidos, enquanto o atual chefe do Executivo registrou 45,08%, confirmando a realização do segundo turno entre os dois candidatos.

Durante a declaração à imprensa, Lula ressaltou o papel do eleitorado e celebrou o exercício democrático no país. “Acabamos de ter uma lição da democracia no Brasil, por votação do povo brasileiro. Precisamos começar essa entrevista agradecendo aos milhões de brasileiros que foram às urnas dar seu voto”, declarou o presidente.

O candidato do PT também comentou sobre as expectativas criadas para a etapa inicial da eleição e projetou o cenário de debates para o período decisivo que se inicia. “O resultado, muitas vezes, é inesperado. Confesso que estava convencido que ia ganhar no primeiro turno. Mas eu também já pensei isso outras vezes. A gente tem o segundo turno, e o segundo turno é a hora da prova dos nove. É a hora de a gente mostrar a verdadeira fotografia do Brasil, de hoje e do Brasil que a gente quer”, afirmou.

Ao projetar o embate direto contra o adversário, Lula ressaltou que a nova fase permitirá um confronto mais claro de projetos para o país. “Então, a partir de amanhã, a gente começa uma nova campanha. Uma campanha entre apenas dois candidatos, em que a gente vai poder mostrar a diferença entre as propostas”, concluiu.

Assista o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=Az39nJBZWCU