sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Camarada Odon Porto de Almeida, Presente!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Lula: "o maior brasileiro de todos os tempos"
"Ele é um gigante da política brasileira e em breve se tornará também um gigante do carnaval brasileiro", diz o jornal britânico
The Guardian destaca homenagem a Lula: "o maior brasileiro de todos os tempos" (Foto: Reprodução)
247 - O jornal
britânico The Guardian destacou a homenagem que o presidente Lula receberá
na abertura do desfile de carnaval do Rio de Janeiro neste domingo (15). Na
reportagem, o veículo ressalta que o líder brasileiro é descrito como um
“gigante da política” e também se tornará um “gigante do carnaval”, com uma
escultura metálica de 22 metros de altura levada ao Sambódromo pela escola de
samba Acadêmicos de Niterói.
"Ele é um gigante da política
brasileira e em breve se tornará também um gigante do carnaval brasileiro: uma
figura metálica de 22 metros, para ser mais preciso. Luiz Inácio Lula da Silva,
que saiu da pobreza rural para se tornar o primeiro presidente operário de seu
país , receberá uma homenagem inédita na noite de abertura do desfile de
carnaval do Rio, neste domingo", destaca um trecho da reportagem.
O enredo da escola foi construído em
torno da trajetória de oito décadas de Lula, desde a infância pobre no
Nordeste, passando pelo trabalho como operário na região industrial de São
Paulo, até seus três mandatos presidenciais em Brasília. O desfile terá cerca
de 3 mil participantes e elementos simbólicos ligados a políticas públicas
associadas ao presidente, como a ampliação do acesso ao ensino superior e a
defesa da democracia após a tentativa de golpe ligada ao ex-presidente Jair
Bolsonaro em 2022.
Segundo o jornal, será a primeira vez
que um presidente brasileiro em exercício é homenageado durante os desfiles do
carnaval carioca. Tributos anteriores ocorreram apenas após a morte de líderes
como Getúlio Vargas, em 1956, e Juscelino Kubitschek, em 1981.
A reportagem ressalta que a homenagem ocorre em um
ano decisivo para a política brasileira, já que o país terá eleições
presidenciais em outubro e Lula pretende disputar um quarto mandato. Caso
vença, deixará o cargo em 2030 aos 85 anos.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Dilma lamenta morte do ex-comandante da Marinha Julio Soares de Moura Neto
Ex-presidente destaca legado do almirante, que comandou a força naval entre 2007 e 2015 e esteve à frente de projetos estratégicos
11 de fevereiro de 2026
Julio Soares de Moura Neto e Dilma Rousseff (Foto:
Marinha do Brasil | Fernando Frazão/Agência Brasil)
247 - A ex-presidente do
Brasil e atual presidente do Banco dos Brics, Dilma Rousseff, lamentou nesta
quarta-feira (11) a morte do Almirante de Esquadra (Reserva) Julio Soares de
Moura Neto, ex-comandante da Marinha. Em publicação nas redes sociais, Dilma
ressaltou a trajetória do militar, que ocupou o comando da força durante seu
governo e teve atuação destacada em projetos considerados estratégicos para a
defesa nacional.
A homenagem foi divulgada após a
confirmação do falecimento do almirante, noticiado pela Agência Marinha de
Notícias, que também apresentou um balanço da carreira e das contribuições de
Moura Neto ao longo de mais de cinco décadas de serviço.
A“Recebo com grande pesar a notícia do falecimento do Almirante de Esquadra Julio Soares de Moura Neto, um dos principais líderes navais do país, referência para seus colegas e comandados por cinco décadas de uma carreira exemplar”, escreveu Dilma. A ex-presidente afirmou ainda que ele “conduziu alguns dos grandes avanços da força naval” e pautou sua atuação pela defesa da soberania nacional.
Entre os pontos destacados por Dilma,
estão a liderança no programa de desenvolvimento de submarinos, a participação
no projeto do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear, a criação do
conceito da Amazônia Azul e a ampliação da presença de mulheres na Marinha.
“Moura Neto foi comandante da Marinha durante o meu governo e conduziu alguns
dos grandes avanços da força naval”, acrescentou.
Carreira de mais de
50 anos na Marinha
Nascido em 20 de março de 1943, no
Rio de Janeiro, Julio Soares de Moura Neto ingressou na Escola Naval e foi
declarado Guarda-Marinha em 15 de agosto de 1964. Ao longo da carreira, avançou
por todas as patentes até alcançar o posto de Almirante de Esquadra em 31 de
março de 2003.
Antes de assumir o comando máximo da
Marinha, ocupou cargos considerados centrais na estrutura naval brasileira.
Entre as funções exercidas como oficial-general, estiveram as de Secretário da
Comissão Interministerial para os Recursos do Mar; Comandante do 6º Distrito
Naval; Comandante da 1ª Divisão da Esquadra; Comandante do Centro de Instrução
Almirante Alexandrino; Diretor de Hidrografia e Navegação; Diretor-Geral do
Pessoal da Marinha; Diretor-Geral de Navegação; Comandante de Operações Navais;
e Chefe do Estado-Maior da Armada.
Comando da Marinha
e projetos estratégicos
Moura Neto assumiu o cargo de
Comandante da Marinha em 2007, permanecendo na função até 2015. O período foi
marcado por iniciativas voltadas ao fortalecimento institucional e estratégico
da força, com destaque para a consolidação do conceito de Amazônia Azul e projetos
ligados à proteção das riquezas marítimas do país.
Durante sua gestão, avançaram ações
como o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, voltado à construção de
submarinos convencionais e ao desenvolvimento do submarino brasileiro de
propulsão nuclear. Também houve impulso ao Programa Nuclear da Marinha, além de
projetos para recuperação da capacidade operacional da Esquadra e a criação de
sistemas de monitoramento da Amazônia Azul.
O almirante também esteve associado
ao fortalecimento da presença brasileira em operações internacionais e à
ampliação da participação feminina na carreira naval. Outro ponto destacado foi
o reforço da capacidade expedicionária dos Fuzileiros Navais em missões de paz.
Atuação após deixar
o comando
Após deixar o Comando da Marinha,
Moura Neto manteve atuação voltada aos interesses marítimos nacionais. Como
Coordenador Executivo do Centro de Excelência para o Mar Brasileiro (Cembra),
liderou projetos para estimular a mentalidade marítima e o desenvolvimento
sustentável do mar brasileiro.
Entre as iniciativas citadas estão a
organização e divulgação da terceira edição do livro “O Brasil e o Mar
no Século XXI”, além da realização de webinários sobre temas estratégicos,
coordenação de projetos de ciência, tecnologia e inovação, concursos
educacionais e parcerias com universidades e instituições de pesquisa.
Ao longo da trajetória, o militar defendeu de forma
recorrente a centralidade do mar para o futuro do país. Em uma reflexão sobre o
tema, afirmou: “A nossa história sempre foi ligada ao mar. Nós fomos
descobertos pelo mar; fomos invadidos pelo mar por países que queriam os nossos
recursos; a nossa independência foi consolidada pelo mar. O Brasil possui
características geográficas, econômicas e ambientais que tornam inquestionável
a sua vocação marítima".
EM TEMPO: Convém lembrar que as Forças Armadas nunca foram tão prestigiadas como nos governos Lula, Dilma e Lula. Os militares de alta patente que foram na onda do militar indisciplinado, o tal do Bozo, estão respondendo processo, correndo risco de perderem suas credenciais militares.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Abuso da força letal pela polícia gera mais insegurança no Brasil, diz Human Rights Watch
Quase 6 mil pessoas morreram em ações de forças de segurança em 2025
04 de fevereiro de 2026
Protesto contra a chacina policial que deixou mais de 120 pessoas mortas no Complexo da Penha, em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado do Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil - O uso irrestrito da força letal pela polícia como
estratégia de segurança no país tem resultado em mais violência e insegurança,
em vez de deixar as cidades brasileiras mais seguras. A avaliação é do diretor
da organização não governamental Human Rights Watch no Brasil,
César Muñoz.
A entidade divulgou, nesta quarta-feira (4), seu Relatório Mundial 2026, em que analisa a situação dos direitos humanos em mais de 100 países. H
Os dados compilados no relatório
mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, forças policiais mataram 5.920
pessoas no país, e que os brasileiros negros têm três vezes e meia mais chances
de se tornarem vítimas do que os brancos.
A entidade destaca a operação mais
letal da história do Rio de Janeiro, que matou 122 pessoas em outubro do ano
passado. Chamada de Operação Contenção, a ação foi realizada nos Complexos da
Penha e Alemão para capturar lideranças da facção Comando Vermelho.
“O que não funciona é entrar na
favela atirando. Isso não desmantela grupos criminosos, só cria mais
insegurança e coloca os próprios policiais em risco”, disse César Muñoz.
Saúde mental dos
policiais
Em 2025, 185 policiais foram mortos,
segundo dados do Ministério da Justiça. Outros 131 cometeram suicídio.
Segundo a HRW, a taxa de suicídio
entre policiais é muito mais alta do que no restante da população, o que
reflete a exposição desses agentes à violência e o apoio inadequado à sua saúde
mental.
“O nosso pedido é que tenha propostas
baseadas na ciência e em dados. Propostas que realmente desmantelem grupos
criminosos, que atuem com base em inteligência na investigação, [de forma]
independente, para identificar essas ligações ou vínculos entre grupos
criminosos e agentes do Estado, e sua infiltração na economia legal”, explicou
Muñoz.
Muñoz afirma que a letalidade
policial continua em níveis tão altos, principalmente, pela falta da devida
apuração dos casos de morte decorrente de intervenção policial.
“Podemos ver isso na Operação
Contenção, do Rio de Janeiro, em outubro [de 2025]. Um dos problemas no Rio,
especialmente, é que a perícia é totalmente subordinada à Polícia Civil, e não
tem a necessária independência para fazer o trabalho de forma adequada”,
criticou.
Ele ressalta que, embora algumas
mortes pela polícia sejam em legítima defesa, muitas são execuções
extrajudiciais.
Corrupção policial
Além disso, os abusos cometidos pela
polícia e a corrupção dentro das forças de segurança pública são fatores que
levam as comunidades a desconfiar das autoridades. Isso faz com que fiquem
menos propensas a denunciar crimes e colaborar com as investigações.
“Polícias violentas e polícias
corruptas fortalecem a ação do crime organizado”, afirmou a diretora-executiva
do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Samira Bueno, no lançamento do
relatório da HRW.
“A gente não pode ignorar que essas
facções só tomaram a dimensão que tomaram e se expandiram de tal forma no
Brasil porque elas contam com a corrupção do Estado.”
Ela acrescenta que “uma polícia
violenta não é uma polícia forte, é uma polícia frágil que fica vulnerável ao
crime organizado”.
A especialista avalia que é preciso
investir em mecanismos de controle da atividade policial e destacou o papel do
Ministério Público no processo de investigar os casos.
“A polícia pode, sim, fazer o uso da força
para proteger a si mesma e para proteger a terceiros. Mas a gente não pode
aceitar que isso seja utilizado como uma desculpa para execuções sumárias e
abusos, como a gente viu no caso do massacre no Rio de Janeiro, no final do ano
passado, com mais de 120 mortos”, destacou.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Por que Lula incomoda Trump e seu projeto fascista
A lógica silenciosa da guerra híbrida contra o Brasil num mundo em rearranjo
Por Reynaldo José Aragon Gonçalves (Jornalista)
Lula e Trump se reúnem na Malásia
26/10/2025 REUTERS/Evelyn Hockstein (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)
Quando o ataque é direto, a soberania unifica.
Quando o conflito se disfarça de cordialidade, o desgaste opera por dentro.
Trump sabe disso. Por isso evita o confronto com Lula, desloca a pressão para
instituições, economia e narrativas e transforma a "boa relação" em
instrumento de contenção. Nada é acaso. Tudo é método.
Quando Donald Trump afirma ter boas relações com
Vladimir Putin, Xi Jinping, Recep Tayyip Erdogan ou Narendra Modi, ninguém
sério entende isso como ausência de conflito. Ao contrário. Trump elogia,
respeita e conversa, enquanto sanciona, tarifa, cerca militarmente, bloqueia
tecnologia e pressiona aliados. A cordialidade verbal nunca foi sinônimo de
conciliação. Sempre foi forma de conduzir o conflito. O erro é tomar o tom pela
substância.
Esse padrão é recorrente e verificável. Trump não
rompe relações para atacar. Ele mantém canais abertos enquanto age por outros
vetores. A guerra comercial contra a China não impediu elogios públicos a Xi.
As sanções contra a Rússia coexistiram com declarações amistosas sobre Putin. A
pressão sobre a Turquia veio acompanhada de gestos pessoais a Erdogan. A lógica
é simples: o conflito não precisa ser anunciado para ser exercido. Ele opera
melhor quando não se apresenta como guerra.
É nesse padrão que o caso brasileiro precisa ser
lido. Não como exceção, mas como variação. Trump não evita confrontar Lula por
simpatia, nem por fraqueza. Evita o confronto direto porque ele sabe exatamente
o que o confronto produz quando o adversário ocupa uma posição específica no
tabuleiro global. E Lula, hoje, ocupa essa posição.
Aqui está a diferença central. Ao contrário de
outros líderes, Lula não aceita o jogo do conflito silencioso. Ele expõe. Ele
nomeia. Ele fala em público, nos fóruns certos, diante das audiências certas.
Ele chama a falta dentro da grande área, com o estádio cheio e o juiz olhando.
Denuncia assimetrias, cobra responsabilidade das potências centrais, defende
autonomia e recusa a naturalização da tutela. Isso muda a equação.
Quando Lula confronta, ele não o faz por bravata.
Ele faz porque sabe que a disputa central é política, simbólica e estrutural. E
sabe que, nesse plano, o silêncio favorece sempre o lado mais forte. O incômodo
nasce daí. Não do conteúdo isolado de uma fala, mas do efeito acumulado de
expor o jogo diante do mundo.
Trump percebe isso. E não cai. Não transforma o
embate em duelo pessoal. Não responde na mesma moeda. Não eleva o conflito ao
plano simbólico direto, onde Lula ganha densidade, visibilidade e capacidade de
articulação internacional. Ao contrário. Ele absorve o ataque, mantém
cordialidade pública e desloca a disputa para onde ela rende mais e custa
menos.
Esse deslocamento tem método. O primeiro vetor é
institucional. A pressão deixa de mirar o presidente e passa a incidir sobre a
arquitetura do Estado. Questiona-se a legitimidade das decisões, constrói-se a
narrativa do abuso, acusa-se a Justiça de extrapolar limites. Não é uma
divergência jurídica. É uma tentativa de corroer a capacidade soberana de
decidir, regular e punir.
O segundo vetor é econômico. Tarifas, ameaças
comerciais e instabilidade induzida aparecem como respostas técnicas, não
políticas. Esse enquadramento é deliberado. Ele oculta o conteúdo coercitivo
sob a linguagem da economia e dificulta a mobilização social. O custo é imposto
sem barulho, sem bandeira, sem inimigo visível. Funciona como disciplina
material.
O terceiro vetor é narrativo. Ao deslocar o
conflito para temas como liberdade de expressão, plataformas digitais e
regulação, cria-se uma inversão eficaz. O Estado que regula passa a ser
retratado como agressor. A potência que pressiona se apresenta como defensora
de princípios universais. Não é necessário convencer a maioria. Basta gerar
confusão suficiente para paralisar a reação.
Esses vetores operam juntos. A pressão
institucional fragiliza a autoridade do Estado. A pressão econômica desgasta
por dentro. A pressão narrativa fornece justificativa moral para ambas. O
resultado é um conflito permanente, porém difuso. Sem choque, sem clímax, sem
fechamento soberano. É nesse ponto que a normalização se torna mais eficaz do
que o ataque aberto.
Por isso Trump mantém o discurso cordial. Não é
contradição. É amortecedor. Ele reduz a percepção de agressão externa ao mesmo
tempo em que a coerção segue operando nos pontos sensíveis. A ausência de
confronto direto não sinaliza recuo. Sinaliza sofisticação. O conflito não
diminuiu. Ele apenas se tornou menos visível e mais difícil de enfrentar.
Lula incomoda porque rompe essa lógica. Porque
insiste em tornar o conflito legível. Porque expõe o caráter político do que se
vende como técnico. Porque recoloca o Brasil como ator, não como variável. Em
um mundo em rearranjo, onde a multipolaridade deixa de ser abstração e passa a
ser disputa concreta, isso tem peso real.
Transformar Lula em antagonista direto seria um
erro estratégico. Isso ampliaria sua estatura, facilitaria a construção de
solidariedades e reforçaria sua imagem como liderança capaz de desafiar
assimetrias. Trump sabe disso. Por isso evita o duelo. Prefere conter sem
personalizar, pressionar sem confrontar, desgastar sem provocar fechamento.
O alerta é simples e urgente. Quando o conflito parece diminuir, ele
pode estar apenas mudando de forma. Quando a retórica amacia, a pressão pode
estar se reorganizando. Normalização não é paz. Muitas vezes, é a etapa mais
perigosa da disputa. Entender isso não é exercício acadêmico. É condição para
não ser derrotado sem perceber que a guerra continua.
EM TEMPO: Convém lembrar que os Democratas, nos EUA, são simpáticos ao presidente Lula. Tanto é verdade que o Senado apoiou o fim do "Tarifaço" com apoio de alguns Republicanos do governo Trump. Lembrando que o Brasil é o segundo maior fornecedor de alimentos do mundo. Lula é "Pop Star" e quem quiser chorar que fique à vontade. Ok, Moçada!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
“O Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá”, diz Lula em meio à ofensiva de Trump
Presidente é aplaudido ao afirmar que o canal é “administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória há quase três décadas”
28 de janeiro de 2026
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| Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR) |
247 - O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (28) que o
Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá como princípio estratégico
para a integração regional e o comércio internacional. A declaração foi feita
durante a sessão inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina,
realizado na capital panamenha, em um momento marcado por tensões geopolíticas
e pela ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em temas
ligados à política externa e ao comércio global.
Ao
discursar no evento, Lula contextualizou sua posição a partir da necessidade de
fortalecer a cooperação latino-americana diante de um cenário internacional
instável. As declarações foram feitas no Panamá, país que sediou, há 200 anos,
o Congresso que reuniu as jovens nações latino-americanas em busca de
consolidar sua independência e definir seu papel no mundo, marco histórico
citado pelo presidente ao longo de sua fala.
Lula
ressaltou que, embora daquele congresso tenham surgido ideias fundamentais
posteriormente incorporadas ao direito internacional e à Carta das Nações
Unidas — como a manutenção da paz, a solução pacífica de controvérsias, a
igualdade jurídica entre os Estados e a integridade territorial —, o legado
institucional foi insuficiente para consolidar mecanismos regionais eficazes.
Segundo o presidente, dois séculos depois, a América Latina enfrenta um dos
períodos de maior retrocesso em matéria de integração.
Nesse
contexto, Lula criticou a fragmentação política da região e o enfraquecimento
de iniciativas de cooperação. Ele mencionou o colapso da União de Nações
Sul-Americanas (Unasul), atribuindo o fracasso à intolerância política, e
afirmou que a região voltou a se orientar mais para interesses externos do que
para projetos próprios. O presidente alertou ainda para a influência de
disputas ideológicas alheias, o avanço do extremismo político e a manipulação
da informação, fatores que, segundo ele, esvaziaram cúpulas regionais e
paralisaram a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Ao
abordar o ambiente global, Lula afirmou que a ruptura da ordem liberal, o
ressurgimento do protecionismo e do unilateralismo tornaram insuficientes
antigos paradigmas de integração. Ele defendeu que a América Latina observe a
experiência da União Europeia como referência, sem ignorar diferenças
históricas, econômicas e culturais. Nesse ponto, citou a proximidade geográfica
com a “maior potência militar do mundo”, referência direta aos Estados Unidos,
ao mencionar o recrudescimento de “tentações hegemônicas” e a falta de
convicção regional em torno de um projeto mais autônomo de inserção
internacional.
O
presidente também destacou indicadores recentes da economia brasileira para
sustentar a defesa de um modelo baseado em democracia, multilateralismo e
integração regional. Lula afirmou que o país tem registrado estabilidade
política, social e econômica, atraído volumes recordes de capital estrangeiro e
ampliado o comércio internacional. Segundo ele, em 2025, a corrente de comércio
brasileira alcançou US$ 629 bilhões, resultado de uma estratégia de
diversificação de parcerias com economias tradicionais e emergentes.
Lula
afirmou ainda que, desde 2023, o Brasil cresce acima da média mundial, controla
a inflação e registra o menor desemprego de sua história. Ele citou a
valorização do salário mínimo, o aumento da renda dos trabalhadores, a saída do
país do Mapa da Fome da ONU e a inclusão social de 17,4 milhões de pessoas em
dois anos. O presidente também destacou o papel do Brasil na economia verde,
com uma matriz elétrica majoritariamente renovável, liderança em
biocombustíveis e projetos voltados à transição energética.
Ao tratar
da integração sul-americana, Lula destacou o avanço do programa brasileiro de
rotas de integração, com obras em rodovias, hidrovias, ferrovias, portos,
aeroportos, infovias e linhas de transmissão. Segundo ele, esse conjunto de
investimentos tem potencial para ampliar significativamente o comércio
intrarregional. Foi nesse contexto que o presidente afirmou: “Por isso o Brasil
defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente,
segura e não discriminatória há quase três décadas”, declaração que foi
recebida com aplausos pelo público presente.
Lula
concluiu defendendo que uma integração regional duradoura exige a participação
de governos subnacionais, da sociedade civil e da iniciativa privada. Ele citou
sistemas de pagamentos digitais, como o Pix, e programas de integração entre
universidades e centros de pesquisa como instrumentos capazes de fortalecer
laços regionais baseados em inovação, conhecimento e pragmatismo.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Forças Armadas propõem a Lula plano de R$ 800 bilhões para defesa nacional
Proposta prevê investimentos até 2040 e alerta para riscos à soberania nacional
26 de janeiro de 2026
16.04.2025 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
acompanhado do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, comandante do
Exército Brasileiro, Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, Comandante da Aeronáutica,
Marcelo Kanitz Damasceno, Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen e o chefe
do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas Almirante de Esquadra Renato
Rodrigues de Aguiar Freire, durante cerimônia do Dia do Exército e de
comemoração do Jubileu de 80 anos das vitórias da Força Expedicionária
Brasileira, na Itália.Quartel-General do Exército – Forte Caxias - Brasília -
DF. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Por Paulo Emilio
247 - O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu no último dia 15 com os comandantes
das Forças Armadas para discutir o cenário internacional e os desafios
estruturais da defesa nacional no longo prazo. A reunião teve como pano de
fundo a crise na Venezuela e os impactos geopolíticos recentes, que reacenderam
alertas sobre a capacidade do Brasil de proteger seu território e seus
interesses estratégicos.
De acordo com a coluna da
jornalista Marcela Mattos, do SBT News, os chefes militares avaliaram que
a ação militar que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás
Maduro, ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representa
um sinal de alerta sobre os riscos à soberania nacional e reforça a necessidade
de um sistema de defesa robusto e preventivo.
Reunião abordou
cenário internacional e crise na Venezuela
Participaram da conversa os
comandantes do Exército, Tomás Paiva, da Marinha, Marcos Olsen, e da
Aeronáutica, Marcelo Damasceno, além do ministro da Defesa, José Múcio
Monteiro. A pedido do próprio presidente, os militares detalharam quais
projetos estratégicos consideram essenciais para garantir a segurança do país nas
próximas décadas.
Proposta militar
aponta sucateamento e hiato tecnológico
De acordo com a reportagem, cada
comandante apresentou uma lista de prioridades que inclui desde problemas
imediatos, como o sucateamento de equipamentos e a falta de combustível, até
projetos de maior envergadura voltados à modernização da defesa nacional. Nos
bastidores, os militares avaliam que o Brasil enfrenta um hiato tecnológico
significativo em relação a países mais equipados.
Investimento
previsto supera todos os patamares históricos
Os cálculos preliminares indicam a
necessidade de cerca de R$ 800 bilhões em investimentos entre 2025 e 2040 para
que o país alcance um padrão considerado ideal de defesa. O montante está muito
acima de qualquer nível histórico já destinado ao setor, o que evidencia a
dimensão do desafio fiscal e político envolvido.
No fim do ano passado, o Congresso
Nacional aprovou uma medida que permitiu um gasto adicional de R$ 30 bilhões em
defesa ao longo de seis anos, por meio de uma exceção às regras fiscais. Ainda
assim, representantes das Forças Armadas consideram o valor insuficiente e
defendem alternativas extraorçamentárias para acelerar a modernização.
Drones e defesa
antiaérea estão entre as principais preocupações
Entre os pontos de maior preocupação
está o avanço das tecnologias de drones, que já operam com armamentos acoplados
e sistemas de inteligência artificial. Os comandantes também ressaltaram a
importância do fortalecimento da proteção antiaérea, considerada decisiva em
conflitos recentes, como o da Ucrânia contra a Rússia.
Lula ouviu os argumentos apresentados e acolheu as
preocupações expostas, mas evitou assumir compromissos públicos sobre valores
ou prazos. A expectativa entre os militares é de que novas reuniões sejam
realizadas para aprofundar o debate e discutir caminhos para ampliar os
investimentos e redefinir a estratégia de defesa nacional no médio e no longo
prazo.
EM TEMPO: Convém lembrar que foram nos governos Lula e Dilma que as Forças Armadas foram contempladas com verbas, equipamentos e transferência de tecnologia a cargo do Governo da França. Destacando caças e submarino. O que Bozo fez foi armar a população, liberando aquisição de armas e os CAC's. Ok, Moçada!
sábado, 24 de janeiro de 2026
“Só Lula pode nos livrar dos candidatos a vassalos de Trump”, diz Paulo Nogueira Batista Júnior
Economista afirma que a reeleição do presidente é decisiva para defender a soberania brasileira diante da escalada agressiva dos Estados Unidos
“Só Lula pode nos livrar dos candidatos a vassalos de Trump”, diz Paulo Nogueira Batista Júnior (Foto: ABR | Brasil247)
:
247 – O economista Paulo
Nogueira Batista Júnior afirmou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva em 2026 é a principal barreira para impedir que o Brasil seja governado
por vassalos de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. A declaração
foi feita em entrevista concedida ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV
247, em uma conversa dedicada aos riscos da conjuntura internacional e aos
impactos dessa disputa sobre a política brasileira.
Para Paulo, o mundo atravessa um período de alta instabilidade, marcado por uma escalada de coerção e pressão por parte de Washington. Nesse cenário, ele sustenta que a disputa eleitoral no Brasil não pode ser tratada como uma alternância comum de poder, mas como uma escolha decisiva para preservar autonomia e soberania. H
Na entrevista, ao comentar
declarações do ministro Fernando Haddad sobre a importância de Lula no cenário
global, Paulo discordou do argumento de que a reeleição se justificaria
sobretudo pela capacidade de interlocução diplomática. Para ele, o ponto central
é a ameaça direta representada por uma direita que, segundo disse, endossou
ações dos Estados Unidos contra a Venezuela.
"Nós estamos numa situação de
alto risco por causa do comportamento da superpotência delinquente que são os
Estados Unidos. Nós vimos o que eles são capazes de fazer na Venezuela. E nós
estamos vendo o quê, Léo? Que todos os candidatos da direita à presidência,
pré-candidatos, Tarcísio, Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema, Ratinho, todos
apoiaram a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. São todos candidatos a
vassalos dos Estados Unidos", afirmou.
Em seguida, o economista reforçou
que, na sua avaliação, Lula se tornou a única alternativa capaz de evitar que o
país “caia na mão” desse campo político. "Então nós estamos numa
situação que Lula é a única alternativa para evitar que o Brasil caia na mão
dessa corja", declarou, explicando por que passou a adotar o
lema: "Eu por isso que eu de Lula nunca critiquei, eu quero dizer
o seguinte, que agora o mais importante é cerrar fileiras em torno do Lula para
garantir a reeleição dele e afastar esse desastre".
Defesa da soberania
nacional
Paulo argumentou que o apoio a uma
intervenção estrangeira – e, especialmente, ao sequestro de um chefe de Estado
– ultrapassa divergências ideológicas tradicionais e fere um princípio básico
das relações internacionais: o respeito à soberania. Para ele, a estratégia
mais eficiente no debate público não é “polemizar” sobre a figura do presidente
venezuelano, mas sustentar um princípio universal.
"O ponto mais eficaz é a defesa
intransigente da soberania de todos os países da América Latina. Isso é que é o
ponto básico, não é ficar discutindo se o Maduro era um bom presidente ou não
era", disse, ao avaliar
que campanhas prolongadas de estigmatização moldaram percepções na opinião
pública e reduziram a eficácia de debates personalistas.Na parte final da
entrevista, ao ser questionado sobre pesquisas indicando apoio popular a ações
contra a Venezuela, Paulo atribuiu esse quadro a processos de desinformação e à
influência de veículos tradicionais. "A população brasileira,
assim como a população europeia, assim como a população americana, sofre uma
lavagem cerebral", afirmou, acrescentando que "a
principal fonte de fake news ainda é a mídia tradicional".
Ao longo da conversa, o economista reiterou que o
Brasil precisa se preparar para um mundo “duro”, em que pressões externas podem
se intensificar. Mas, no recorte político interno, sua mensagem foi direta: a
reeleição do presidente Lula, segundo ele, tornou-se um imperativo estratégico
para impedir que o país seja conduzido por um projeto subordinado a Washington.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Todas as nações do mundo deveriam rejeitar o absurdo e perigoso "Conselho da Paz" de Trump
A recusa em aderir ao "Conselho da Paz" será um ato de respeito próprio nacional. A paz é um bem público global.
Por Jeffrey Sachs (Professor da Columbia University
e membro da ONU
23 de janeiro de 2026
![]() |
| Donald Trump (Foto: REUTERS/Denis Balibouse) |
Publicado originalmente no Common Dreams
Por Jeffrey Sachs e Sybil Fares - O chamado "Conselho da Paz" criado pelo presidente
Donald Trump é profundamente
prejudicial à busca pela paz e a qualquer nação que lhe conceda legitimidade.
Trata-se de um cavalo de Troia para desmantelar as Nações Unidas . Deveria ser rejeitado
de imediato por todas as nações convidadas a participar.
Em sua Carta , o Conselho de Paz (BoP) afirma
ser uma “ organização internacional que busca promover a estabilidade,
restaurar a governança confiável e legítima e garantir a paz duradoura em áreas
afetadas ou ameaçadas por conflitos ”. Se isso lhe parece familiar,
não é por acaso, pois esse é o mandato das Nações Unidas. Criada após a Segunda
Guerra Mundial, a ONU tem como missão central a manutenção da paz e da
segurança internacionais.
Não é segredo que Trump demonstra um
desprezo aberto pelo direito internacional e pelas
Nações Unidas. Ele próprio o afirmou durante seu discurso na
Assembleia Geral em setembro de 2025 e, recentemente, retirou-se de 31 entidades da
ONU. Seguindo uma longa tradição da política externa americana, ele tem violado
sistematicamente o direito internacional, incluindo o bombardeio de sete países
no último ano, nenhum dos quais autorizado pelo Conselho de Segurança e nenhum
dos quais realizado em legítima defesa, nos termos da Carta das Nações Unidas
(Irã, Iraque, Nigéria , Somália , Síria , Iêmen e Venezuela ). Agora, ele reivindica
a Groenlândia , com uma hostilidade
descarada e aberta contra os aliados dos EUA na Europa.
E quanto a esse Conselho de Paz?
Em resumo, trata-se de um juramento
de lealdade a Trump, que almeja o papel de presidente do mundo e árbitro
supremo. O Conselho Executivo do BoP será
composto por doadores políticos, familiares e assessores de Trump. Os
líderes das nações que aderirem terão a oportunidade de interagir e receber
ordens de figuras como Marco Rubio , Steve Witkoff, Jared Kushner e Tony Blair . O magnata dos fundos de
hedge e mega-doador do Partido Republicano, Marc
Rowan, também terá participação. Mais importante ainda, qualquer decisão tomada
pelo BoP estará sujeita à aprovação de Trump.
Se a farsa dos representantes não for
suficiente, as nações terão que pagar US$ 1 bilhão por um “assento permanente”
no Conselho. Qualquer nação que participe deve saber o que está “comprando”.
Certamente não está comprando paz ou uma solução para o povo palestino (já que
o dinheiro supostamente se destina à reconstrução de Gaza). Está comprando
acesso ostensivo a Trump enquanto isso servir aos seus interesses. Está
comprando a ilusão de influência momentânea em um sistema onde as regras de
Trump são impostas por capricho pessoal.
A proposta é absurda, sobretudo
porque pretende "resolver" um problema que já possui uma solução
global há 80 anos. As Nações Unidas existem precisamente para evitar a
personalização da guerra e da paz. Foram concebidas após a devastação de duas
guerras mundiais para estabelecer a paz global com base em regras coletivas e
no direito internacional. A autoridade da ONU deriva, corretamente, da Carta das
Nações Unidas, ratificada por 193 Estados-membros
(incluindo os EUA, ratificada pelo Senado federal dos EUA em julho de
1945) e fundamentada no direito internacional. Se os EUA não desejam cumprir a
Carta, a Assembleia Geral da ONU deveria suspender as credenciais americanas,
como já fez com a África do Sul do Apartheid .
O “Conselho da Paz” de Trump é uma
afronta flagrante às Nações Unidas. Trump deixou isso explícito, declarando
recentemente que o Conselho da Paz “ poderia ” de fato
substituir as Nações Unidas. Essa declaração por si só deveria encerrar a
discussão para qualquer líder nacional sério. Participar, após tal declaração,
é uma decisão consciente de subordinar o próprio país à autoridade global
personalizada de Trump. É aceitar, de antemão, que a paz não é mais regida pela
Carta da ONU, mas por Trump.
Ainda assim, algumas nações,
desesperadas para se aproximarem dos EUA, podem morder a isca. Devem lembrar-se
das sábias palavras do Presidente John F. Kennedy em seu discurso de posse : "
Aqueles que totalmente buscaram o poder cavalgando nas costas do tigre
acabaram dentro dele ".
O histórico mostra que a lealdade a
Trump nunca é suficiente para aplacar seu ego. Basta observar o longo desfile
de ex-aliados, conselheiros e nomeados de Trump que foram humilhados,
descartados e atacados por ele no momento em que deixaram de lhe ser úteis.
Para qualquer nação, participar do
Conselho da Paz seria uma tolice estratégica. A adesão a esse órgão causará
danos duradouros à reputação. Mesmo depois de Trump deixar a presidência, a
associação com essa farsa será vista como um sinal de falta de bom senso.
Permanecerá como uma triste prova de que, em um momento crítico, um sistema
político nacional confundiu um projeto de vaidade com diplomacia, desperdiçando
US$ 1 bilhão no processo.
Em última análise, a recusa em aderir ao
"Conselho da Paz" será um ato de respeito próprio nacional. A paz é
um bem público global. A ordem internacional baseada na ONU, por mais
imperfeita que seja, deve ser reparada por meio do direito e da cooperação, e
não substituída por uma caricatura idealizada. Qualquer nação que valorize o
direito internacional e o respeito pelas Nações Unidas deve recusar-se
imediatamente a associar-se a essa farsa do direito internacional.








