segunda-feira, 15 de junho de 2026

A derrota política de Israel no acordo Trump-Irã

 

"A derrota mais relevante não é americana. É israelense"

Por João Lister (Advogado)



 

Benjamin Netanyahu (Foto: ILIA YEFIMOVICH/Pool via REUTERS)

O acordo anunciado por Donald Trump com o Irã não deve ser lido apenas como mais um capítulo da diplomacia instável do Oriente Médio. Ele revela algo mais profundo: a erosão da ideia de que Israel, sob Benjamin Netanyahu, pode conduzir sua política regional como se os Estados Unidos fossem uma extensão automática de sua estratégia militar.

À primeira vista, pode parecer que quem saiu derrotado foi Washington. Afinal, os Estados Unidos entraram na guerra com a pretensão de impor ao Irã uma rendição estratégica, limitar definitivamente seu programa nuclear, reorganizar o tabuleiro regional e reafirmar sua supremacia militar no Oriente Médio. Ao final, o que surge é um acordo negociado, mediado por terceiros, com concessões práticas ao Irã, reabertura do Estreito de Hormuz, alívio econômico e postergação das questões nucleares mais sensíveis para uma etapa futura. Isso não é vitória imperial. É administração de danos.

Mas a derrota mais relevante não é americana. É israelense.

Os Estados Unidos, mesmo quando recuam, continuam sendo uma potência global capaz de converter impasses militares em narrativas diplomáticas. Trump venderá o acordo como gesto de força, como contenção do Irã, como vitória pessoal e como prova de sua capacidade de negociar onde outros apenas guerrearam. O império sabe transformar retirada em coreografia. Israel, porém, sai exposto em sua dependência.

O ponto central é este: Netanyahu parece ter apostado que a aliança com os Estados Unidos seria incondicional, inclusive para sustentar suas idiossincrasias políticas, seus cálculos internos de sobrevivência e sua estratégia de guerra permanente. Essa aposta encontrou um limite. Trump, ainda que por pragmatismo, e não por princípio humanitário, sinalizou que não aceitará ser arrastado indefinidamente para aventuras militares que possam desorganizar os mercados, elevar o preço do petróleo, comprometer rotas globais de comércio e produzir desgaste político interno.

Esse é o dado novo. A relação EUA-Israel permanece estrutural, estratégica e profunda. Não se rompeu. Mas deixou de parecer ilimitada. O acordo com o Irã mostra que Washington pode, quando seus próprios interesses assim exigem, separar a segurança de Israel da agenda pessoal de Netanyahu. E essa distinção é devastadora para o primeiro-ministro israelense.

Netanyahu construiu parte substancial de sua força política sobre a ideia de que só ele seria capaz de garantir a segurança de Israel, porque só ele manteria controle privilegiado sobre Washington. Sua autoridade interna depende da imagem de estadista indispensável, de comandante cercado por inimigos, de líder que fala diretamente ao centro do poder americano. Quando Trump negocia com Teerã, apesar das objeções israelenses, e quando deixa transparecer irritação com ações militares capazes de sabotar o acordo, essa imagem sofre uma fratura.

Israel não perdeu porque tenha se tornado irrelevante. Perdeu porque descobriu que sua relevância tem limites. Perdeu porque a doutrina da pressão máxima contra o Irã não produziu a submissão esperada. Perdeu porque a guerra não resultou em uma arquitetura regional desenhada exclusivamente a partir de Tel Aviv. Perdeu porque o Irã, mesmo pressionado, bombardeado, sancionado e bloqueado, chegou à mesa de negociação não como ator destruído, mas como parte necessária para estabilizar a região.

Essa é a dimensão simbólica da derrota israelense: o inimigo que deveria ser isolado tornou-se interlocutor obrigatório.

O acordo também revela o fracasso de uma premissa cara à direita israelense: a de que força militar contínua pode substituir política. Durante anos, Netanyahu apostou na fragmentação regional, na demonização absoluta do Irã, na associação entre segurança nacional e expansão militar, e na transformação de toda crítica externa em ameaça existencial. Esse modelo funcionou enquanto encontrou guarida automática em Washington. Mas, quando a guerra passou a ameaçar interesses globais mais amplos, a Casa Branca voltou a agir como potência imperial, não como gabinete auxiliar do governo israelense.

É nesse ponto que a derrota de Israel se torna mais profunda do que uma derrota militar. Trata-se de uma derrota de método. O método Netanyahu pressupõe escalada permanente, captura emocional da opinião pública ocidental e fusão entre interesses de Estado e sobrevivência pessoal no poder. O acordo Trump-Irã, se consolidado, impõe outra lógica: contenção, custo econômico, negociação e limite.

Não há ingenuidade aqui. Trump não se converteu em pacifista. Os Estados Unidos não abandonaram sua política de poder. O Irã não se transformou em parceiro confiável aos olhos do Ocidente. E Israel continuará recebendo apoio militar, diplomático e financeiro americano. Mas o episódio indica uma fissura importante: a política externa dos Estados Unidos pode até proteger Israel, mas não necessariamente protegerá Netanyahu de Netanyahu.

Essa distinção muda o tabuleiro.

Para Israel, o dano maior é político e estratégico. O país passa a conviver com a percepção de que sua margem de ação regional será menor quando colidir frontalmente com interesses econômicos e eleitorais americanos. Netanyahu, por sua vez, perde a aura de intocabilidade internacional. Seu governo poderá continuar agressivo, mas agora sob o risco de isolamento relativo, inclusive diante de aliados tradicionais.

No fundo, o acordo anunciado por Trump expõe uma verdade incômoda: os Estados Unidos podem perder guerras sem deixar de ser potência; Israel, porém, não pode perder a ilusão de que Washington estará sempre disponível para legitimar todos os excessos de seu governo. Essa ilusão foi atingida.

E quando uma potência regional descobre que seu principal aliado não é incondicional, não se trata apenas de revés diplomático. Trata-se de mudança histórica de posição.

Netanyahu queria demonstrar que Israel podia arrastar os Estados Unidos até onde fosse necessário. O acordo com o Irã sugere o inverso: há um ponto em que Washington para, calcula, negocia e deixa Israel sozinho com as consequências políticas de sua própria escalada.

Essa é a verdadeira derrota.

EM TEMPO: Atualmente a humanidade se encontra muito indefesa diante dos desmandos ditatoriais  ora cometidos pelos seus governantes. A ONU não consegue ser obedecida pelos ditadores, mesmo que hajam eleições em seus  países. 

domingo, 14 de junho de 2026

Terras Raras: a defesa da soberania popular

Por Lucas Silva, jornalista e membro do Comitê Central do PCB

Publicado no Jornal O Poder Popular nº 105 (maio de 2026) – Atualizado em 27/05












Traduzido para o portal International Communist Press, dirigido pelo TKP (Partido Comunista da Turquia): https://icp.org.tr/articles/rare-earths-defense-national-and-popular-sovereignty

A crise de hegemonia dentro do bloco imperialista ganha novos contornos, não somente com a agressão ao Irã, mas também na disputa por recursos estratégicos. No centro dessa disputa, as terras raras e o Brasil ganham atenção especial. A tentativa do governo Trump de impor altas taxas sobre produtos brasileiros esconderam um interesse voraz sobre a posse das terras raras e minerais críticos brasileiros.

O que são as terras raras? De acordo com o portal GGN, “As chamadas terras raras concentram minerais críticos que são importantes para o uso e desenvolvimento de indústrias de energia limpa, eletrônica e medicina, pelo seu uso na fabricação principalmente de baterias.” Também são fundamentais na produção militar. São “um conjunto de minérios pesados e leves de alto valor, em um total de 17 elementos, como o lantânio (La), cério (Ce), praseodímio (Pr), neodímio (Nd), térbio (Tb), disprósio (Dy), entre outros.”

O Brasil só possui menos reservas do que a China, com 44 milhões de toneladas, e o Vietnã, com 22 milhões de toneladas. Brasil e Rússia ocupam o terceiro lugar, com cerca de 21 milhões de toneladas, de acordo com o levantamento do Serviço Geológico dos Estados Unidos, realizado em 2023.

Um capítulo dramático na disputa sobre as Terras Raras ocorreu em 20 de abril, quando a estadunidense USA Rare Earth comprou 100% da companhia Serra Verde, por 2,8 bilhões de dólares, em acordo criminoso articulado pelo neofascista Ronaldo Caiado. A Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única de argilas iônicas em atividade no Brasil. É também a única produtora das 4 terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia.

Movimentos populares, lideranças e parlamentares de esquerda como o camarada Glauber Braga denunciaram esse crime contra nossa frágil soberania, defendendo o monopólio estatal e a criação de uma empresa pública para cuidar do setor. Porém, o governo Lula, atendendo à sua composição de classe (dominada pelas frações da grande burguesia), fez um discurso crítico e tomou algumas medidas judiciais, mas não executou nenhum movimento concreto em defesa da criação da Terrabrás; ao contrário, desautorizou as iniciativas dos parlamentares petistas.

Após o caso da Serra Verde, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 2780/2024 que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com elementos perigosos para nossa frágil soberania e também para o meio ambiente. O PL em questão, que atualmente se encontra no senado, tem vários pontos problemáticos: 1 – descarta a criação da Terrabrás, 2 – mistura intencionalmente os minerais críticos com os chamados “minerais estratégicos”, abrindo brechas para a inclusão de ferro e bauxita nesse guarda-chuva, ou seja, mais benefícios, isenções fiscais e subsídios para os setores parasitários que destroem o meio ambiente e o reforço do Brasil como exportador de matérias primas, 3 – ao ampliar a lógica da exportação de minérios de baixa complexidade, o PL joga no lixo a possibilidade de industrialização de minérios mais complexos e estratégicos, ou seja, o refino fica prejudicado e pior, terceirizado para grandes monopólios internacionais, 4 –  protagonismo do setor privado nacional e internacional entre outras coisas.

A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, da maneira que foi aprovada na câmara e do jeito que se encontra no Senado, só reforça a divisão internacional do trabalho, cujo centro imperialista empurra o Brasil para a condição de país explorado, exportador de matérias primas, com pouquíssima proteção ambiental, com empresas dominadas pelo grande capital internacional, demonstrando mais uma vez o projeto entreguista e subalterno da burguesia brasileira, nas suas mais variadas frações (tanto as que apoiam Flávio Rachadinha Bolsonaro quanto as que apoiam Lula). Mas a batalha não está perdida. Em tempos turbulentos como vivemos, mais do que nunca ter o controle soberano e popular das terras raras está na ordem do dia.

Não apenas para usufruirmos dos lucros da exploração das terras raras para uso em serviços públicos e direitos sociais, mas também para termos a opção de extrair ou não, de como extrair e refinar, de minimizar os impactos ambientais decorrentes dessa atividade produtiva, de usar esses minerais para alavancar políticas de industrialização e criação de empregos de qualidade, entre outras coisas.

A soberania sobre as terras raras através de uma empresa estatal cumpre papel decisivo no acúmulo de forças para fortalecer a nossa soberania e conscientizar o povo trabalhador sobre a importância da nacionalização dos recursos estratégicos. Mas isso somente será possível por meio de uma grande campanha popular em defesa do monopólio estatal das terras raras, conectando esta batalha com a luta estratégica pela verdadeira independência e soberania popular diante do grande capital nacional e imperialista, a luta pela construção de um estado proletário e socialista, a única garantia real de soberania do nosso país.

O Minério é Nosso! Pelo monopólio estatal das terras raras!

Recomendação de leitura: “A Política Nacional de Minerais Críticos não será um instrumento de soberania” – Artigo do economista Diógenes Moura Breda

https://www.cartacapital.com.br/opiniao/a-politica-nacional-de-minerais-criticos-nao-sera-um-instrumento-de-soberania/

sábado, 13 de junho de 2026

Prefeito de Nova York exalta Sócrates e a Democracia Corinthiana em vídeo sobre a Copa do Mundo

Zohran Mamdani destacou o legado político da Democracia Corinthiana e a atuação do ex-jogador contra a ditadura

13 de junho de 2026

 
Zohran Mamdani (Foto: REUTERS/Eduardo Munoz


Redação Brasil 247

247 - O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, citou o ex-jogador Sócrates e o movimento Democracia Corinthiana em um vídeo publicado nas redes sociais para informar a população sobre mudanças no trânsito provocadas pela realização da Copa do Mundo. No vídeo, Mamdani explicou alterações na circulação de veículos em razão da partida entre Brasil e Marrocos, disputada em Nova Jersey, região vizinha a Nova York.

Segundo o jornal O Globo, após tratar das questões operacionais, o prefeito abordou o papel do futebol na sociedade e relembrou a experiência liderada por Sócrates no Sport Club Corinthians Paulista durante os anos 1980. Ao comentar o tema, Mamdani afirmou: "Enquanto esperamos o Brasil contra Marrocos, tenho pensado muito sobre Sócrates. Não o filósofo grego, mas o maestro brasileiro do meio-campo. Ele jogou nos anos 70 e 80, incluindo a Copa de 1982".

O prefeito de Nova York também lembrou o contexto político vivido pelo Brasil durante a trajetória de Sócrates no Corinthians. "Esses foram anos difíceis para o Brasil. Uma ditadura militar repressiva governou o país, impondo seu domínio pela força. No Corinthians, o clube do qual ele foi capitão, Sócrates e seus companheiros de equipe participaram do que os brasileiros sonhavam todos os dias: democracia. Eles começaram um experimento de autogovernança, chamado Democracia Corinthiana. Se você era o atacante estrela do time, ou o funcionário da lavanderia, você tinha o mesmo voto", declarou.

Ao abordar a atuação do ex-jogador contra a ditadura militar, Mamdani ressaltou a forma como a mensagem chegou aos gramados. "E, enquanto a ditadura militar torturava e assassinava seus cidadãos, Sócrates levou os jogadores a campo vestidos com agasalhos em que estava escrito nas costas 'Eu quero votar no meu presidente'", disse Mamdani. 

Futebol e transformação social

No mesmo vídeo, o prefeito destacou alguns dos atletas que estariam em campo na partida entre Brasil e Marrocos. Ele mencionou o goleiro marroquino Yassine Bounou e os atacantes brasileiros Vinícius Júnior e Raphinha. Mamdani também ressaltou a dimensão social do futebol e sua capacidade de mobilizar comunidades em diferentes partes do mundo.

"Enquanto nos preparamos para sediar uma Copa do Mundo, estamos celebrando um esporte que deu muito a milhões pelo mundo. Um senso de pertencimento, de solidariedade, conexão com comunidades. Futebol criou movimentos, enfrentou ditaduras. E, por 90 minutos, nos permite não só esquecer dos problemas do mundo, mas achar formas de enfrentá-los", afirmou.

Simplesmente o prefeito de Nova York citando CORINTHIANS, SÓCRATES e DEMOCRACIA CORINTHIANA no discurso de hoje sobre a Copa do Mundo pic.twitter.com/m0kCxpTsal https://t.co/7IQr346h0t

— Atlas 1910 (@Atlas_1910) June 13, 2026

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Correia cobra CPMI por possível elo entre fintech investigada por ligação com PCC e filme sobre Bolsonaro

Deputado aponta gravidade de transações envolvendo Gold Style, ligada à principal facção criminosa do Brasil, e repasses ao longa Dark Horse.

11 de junho de 2026

Rogério Correia, sigla do Primeiro Comando da Capital, ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, e Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro nos EUA (Foto: Reprodução/Redes Sociais I Divulgação I Reutes I Reprodução)



 

Por Leonardo Lucena

247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) cobrou a instalação da CPMI do Dark Horse após a revelação de transações envolvendo o fundo Gold Style, uma fintech apontada como "banco paralelo" do Primeiro Comando da Capital (PCC), e a empresa ligada a repasses para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro (PL).

"Vai dar cadeia, queda na pesquisa e não adianta fazer censura de instituto de pesquisa. Filme ligado a organização criminosa que eles chamam de terroristas. O que tem que ser feito é a CPMI Dark Horse", afirmou Correia.

O caso envolve o Gold Style Fundo de Investimento em Direito Creditório, administrado pela Reag Trust. Segundo a Folha de S.Paulo, a gestora aparece em investigações da Polícia Federal sobre a engrenagem financeira montada pelo Banco Master para fraudar carteiras de crédito e inflar ativos.

O Banco Central liquidou o Master em novembro, e a Reag Trust, em janeiro. Segundo relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), entre as movimentações identificadas estão transações entre o fundo com a BK Bank, fintech investigada na Operação Carbono Oculto.

A apuração conduzida pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público de São Paulo investiga a infiltração do PCC no mercado financeiro por meio de empresas e instituições que teriam facilitado a circulação de recursos sem transparência.

Os registros analisados indicam transferências de R$ 133,6 milhões da BK Bank para o Gold Style em 2023, além de outras operações realizadas em 2024 e 2025 que somam R$ 12,9 milhões. No total, as movimentações entre as duas instituições alcançam pelo menos R$ 146,5 milhões.

Banco Master financiou filme sobre Jair Bolsonaro

A produção de Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, entrou no centro da controvérsia depois que vieram à tona informações sobre negociações financeiras conduzidas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele tratou diretamente com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de um financiamento de R$ 134 milhões para investir no filme. Desse total, ao menos R$ 61 milhões seguiram para a estrutura ligada à produção.

Vorcaro está preso e negocia delação premiada após a Operação Compliance Zero. A PF (Polícia Federal) investiga um esquema de fraudes financeiras que, segundo a corporação, movimentou pelo menos R$ 12 bilhões. A polêmica ganhou novo capítulo nesta terça-feira (9), quando documentos revelados pelo Intercept Brasil apontaram que Vorcaro participou de uma operação financeira para enviar recursos aos Estados Unidos destinados ao financiamento de Dark Horse. Outro ponto sensível envolve a compra de um imóvel milionário no Texas.

Um fundo ligado a Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, adquiriu uma casa avaliada em R$ 3,6 milhões em Arlington. O imóvel entrou para o patrimônio do Mercury Legacy Trust, fundo privado de gestão patrimonial usado para administrar bens em nome de terceiros. Calixto também administra o Havengate Development Fund, estrutura que recebeu parte dos R$ 61 milhões enviados por Vorcaro em 2025.

Mais detalhes do fundo

Dados públicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostraram que o Gold Style surgiu em abril de 2020, com aporte inicial de R$ 480,1 milhões, segundo a Folha de S.Paulo. Em maio de 2024, o patrimônio líquido do fundo chegou a R$ 1,84 bilhão. Nos registros do órgão regulador, o fundo aparece como "em funcionamento normal".

Ainda de acordo com a reportagem, os documentos públicos não permitem identificar os donos nem os beneficiários do Gold Style. Segundo a Polícia Federal (PF), estruturas desse tipo de investimento e circulação de recursos figuraram entre os mecanismos usados por Reag e Master em operações voltadas a fraudes e à ampliação artificial de ativos. O fundo também apareceu em operações com debêntures privadas nas quais a Reag atuou como emissora, escrituradoura  ou agente fiduciário.

Conforme comunicação da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, ao Coaf, 11 debêntures somaram R$ 3,6 bilhões. Esses papéis representam títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos e gerar direitos de crédito a investidores. Como todas as debêntures listadas no relatório financeiro são privadas e sigilosas, não há identificação pública dos responsáveis pelas movimentações.

Pesquisa Quaest

A fala de Rogério Correia também fez referência ao impacto político do caso. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) apontou o presidente Lula com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrou 38%.

Entre os eleitores independentes, o levantamento indicou vantagem de 13 pontos para o presidente Lula em relação ao senador da extrema-direita. Correia associou a repercussão das suspeitas ao cenário eleitoral e à necessidade de investigação sobre o financiamento do filme.

Facções criminosas

Na publicação, o deputado também lembrou que os EUA classificaram as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. No Brasil, lideranças progressistas afirmam que essa decisão busca abrir caminho para sanções contra o governo brasileiro em meio às condenações ligadas a investigações sobre ações golpistas.

O governo Donald Trump representa a extrema-direita estadunidense e mantém aliança política com a família Bolsonaro. No começo do mês, a gestão trumpista anunciou a intenção de aplicar uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros e criticou o Pix, sem apresentar provas, ao acusar o Brasil de adotar práticas desleais no comércio. O governo Lula negocia para evitar a aplicação da medida.

O caso também se conecta à atuação de Eduardo Bolsonaro em território estadunidense. O STF julgará o ex-parlamentar em 16 de junho por coação judicial. Ele mora nos EUA e responde à acusação de articular ações para interferir em processos judiciais brasileiros e favorecer condenados por ações golpistas. O STF condenou 29 pessoas no inquérito da trama golpista e determinou mais de 1,4 mil condenações na investigação sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

🚨 FILME DE BOLSONARO LIGADO AO PCC

Um mesmo fundo de investimento fez transações com um banco paralelo do PCC e com a empresa responsável por repasses à produção do filme sobre Jair Bolsonaro, "Dark Horse".

O piora: o tal Gold Style Fundo de Investimento é administrado pela… pic.twitter.com/QphONZ2VE4

— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 11, 2026

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Barrar a ofensiva imperialista contra o Brasil


Nota Política do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

As recentes ações do governo Trump contra o Brasil desmontam definitivamente as ilusões daqueles que acreditavam ser possível estabelecer uma relação de confiança com o imperialismo estadunidense. Mais uma vez, confirma-se uma verdade histórica: como o PCB vem alertando há bastante tempo, o imperialismo não tem amigos, parceiros ou aliados permanentes. Tem apenas interesses. E seus interesses significam a submissão dos povos, o controle dos mercados, a apropriação das riquezas estratégicas e a imposição de governos dóceis aos seus desígnios.

Em poucos dias, Washington desencadeou uma nova ofensiva contra nosso País. Primeiro, classificou o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, criando um perigoso precedente para justificar futuras ingerências em assuntos internos brasileiros. Em seguida, anunciou novas barreiras comerciais e tarifas contra produtos nacionais, utilizando argumentos ridículos e arbitrários para atacar setores da economia brasileira e pressionar o governo Lula.

Não satisfeitos, os representantes do imperialismo passaram a questionar a nossa soberania, afirmando que o Brasil representa um desafio para os Estados Unidos porque não se alinha totalmente aos interesses da política externa estadunidense, deixando evidente que o verdadeiro problema não é o comércio, a segurança pública ou qualquer outra justificativa apresentada. O problema é que o Brasil não atende integralmente os interesses de Washington. Tais medidas, portanto, visam apenas criar pretextos para chantagear o país e saquear nossas riquezas.

O elemento mais revelador dessa ofensiva foi a explícita demonstração de apoio político ao bolsonarismo. Ao elogiar publicamente Flávio Bolsonaro, Trump deixou evidente que a extrema-direita brasileira continua sendo sua principal aposta para ampliar a influência dos EUA sobre o Brasil. O imperialismo já escolheu seu candidato preferencial porque sabe que o bolsonarismo representa a corrente política mais submissa aos interesses estrangeiros e mais hostil à soberania nacional e popular.

Esse episódio revela, mais uma vez, o papel vergonhoso da extrema-direita como verdadeira quinta coluna do imperialismo dentro do nosso país. Enquanto posa de patriota diante das câmeras, conspira nos bastidores contra os interesses nacionais. Enquanto se enrola na bandeira brasileira, ajoelha-se diante da bandeira dos Estados Unidos. Enquanto discursa sobre soberania, trabalha para transformar o Brasil numa colônia subordinada aos interesses de Washington.

Flávio Bolsonaro encarna essa postura de maneira servil. Em vez de defender o Brasil diante das agressões externas, busca apoio político junto ao governo dos Estados Unidos, estimulando pressões contra seu próprio país. Para se safar dos escândalos do Banco Master, onde foi pego com a boca na botija, correu para o exterior prometendo entregar o Brasil em troca da proteção estadunidense. Somente um vassalo e bajulador dessa espécie, representante típico das classes dominantes e dos setores mais entreguistas da sociedade brasileira, é capaz de pedir que um governo estrangeiro intervenha na sua própria nação.

A história demonstra que o imperialismo dos EUA e seus aliados sempre utiliza os mesmos métodos. Primeiro fabrica pretextos. Depois promove pressões diplomáticas, econômicas e políticas e até invasão militar. Em seguida financia seus aliados internos com o objetivo de moldar os rumos da vida política dos países que pretende controlar. Foi assim na América Latina, na África, no Oriente Médio e em inúmeras outras regiões do mundo. É assim que está tentando fazer no Brasil.

Diante desse cenário, torna-se cada vez mais urgente a construção de uma Frente Anti-imperialista e Anticapitalista, capaz de reunir o movimento sindical, os organizações populares, a juventude, os setores democráticos e todos os verdadeiros patriotas, dispostos a defender a soberania nacional e os interesses do povo trabalhador. Essa Frente será mais forte se conseguirmos formar os Comitês Populares Anti-imperialistas nos locais de trabalho, estudo, moradia e nas comunidades, de forma a incorporar todo o povo nesta batalha em defesa da soberania nacional e popular.

Essa luta não pode se limitar à defesa abstrata da soberania. A defesa da nação está inseparavelmente ligada à defesa da pauta dos trabalhadores. Não haverá independência nacional enquanto o sistema financeiro controlar a economia. Não haverá soberania enquanto nossas riquezas estratégicas estiverem submetidas ao capital estrangeiro. Não haverá democracia verdadeira enquanto a maioria do povo permanecer excluída das decisões fundamentais do país.

Por isso, a luta contra o imperialismo deve caminhar lado a lado com a luta pelos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, pela revogação das contrarreformas, valorização dos salários, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, pelo controle dos nossos recursos naturais e pela construção de um projeto popular para o Brasil. A hora exige organização, consciência e mobilização.

Nenhuma conquista virá das negociações de gabinete. Somente a força e a luta organizada dos trabalhadores, das trabalhadoras, da juventude e do povo poderá derrotar essa ofensiva imperialista e de seus agentes internos.

Abaixo o imperialismo e seus lacaios internos!
Pela soberania nacional e pelos direitos do povo trabalhador!
Organizar, mobilizar e lutar!

Comissão Política Nacional do PCB

EM TEMPO: Apesar de toda dificuldade enfrentada pelo governo Lula, deparando-se com um Congresso hostil e de maioria direitista, creio que é possível avançar   com políticas que busquem elevar a conscientização/politização das massas populares. Mas, não me parece que o governo Lula tenha  dado ênfase a essa tarefa, ocasionando um sério dano a eleição de um Congresso mais alinhado com as causas populares, com a democracia e com a sobernaia nacional. Ok, Moçada!

domingo, 7 de junho de 2026

Após Flávio Bolsonaro trair o Brasil e colocar o Pix em risco, Lula pode vencer no primeiro turno, apontam trackings

Levantamentos internos da oposição indicam queda de até 6 pontos do senador após tarifaço de Trump, associado ao sucesso do Pix










02.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão - GO. Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Redação Brasil 247

247 – A campanha presidenciais já possuem novas atualizações de trackings internos que indicam uma forte queda de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Segundo informações que circulam nos bastidores, o senador teria perdido entre 4 e 6 pontos após tentar justificar o tarifaço de 25% imposto pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros, que tem como um dos motivos principais o uso do Pix pelos brasileiros, que afeta bandeiras de cartões como Visa e Mastercard.

De acordo com esses levantamentos internos da própria oposição, com margem de variação de ±1% em relação aos dados de ontem, a associação de Flávio Bolsonaro ao ataque comercial dos Estados Unidos contra o Brasil teria se consolidado de forma negativa. O apelido “TarifLávio” teria colado no senador, e aliados já avaliam que não há, neste momento, uma estratégia capaz de reverter o desgaste. 

Tarifaço de Trump atinge Flávio Bolsonaro

A crise se agravou depois que Flávio Bolsonaro tentou atribuir ao presidente Lula a responsabilidade pela tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. A declaração foi vista por setores políticos como uma tentativa de defender o presidente Donald Trump, mesmo diante de uma medida que afeta empresas nacionais, exportadores e empregos no Brasil.

A situação ficou ainda mais sensível porque, entre as justificativas apresentadas pelo USTR, o Representante Comercial dos Estados Unidos, aparece o papel do Banco Central do Brasil como regulador e operador do Pix. O órgão estadunidense classificou essa função como possível conflito de interesse, colocando o sistema de pagamentos brasileiro no centro da ofensiva comercial dos Estados Unidos.

A leitura nos bastidores é que Flávio Bolsonaro passou a ser associado não apenas ao tarifaço de Trump, mas também a uma ameaça externa contra o Pix, uma das ferramentas financeiras mais populares do país. A combinação entre ataque comercial, prejuízo potencial às empresas brasileiras e risco ao Pix teria produzido forte reação negativa contra o senador. 

“TarifLávio” cola e preocupa a oposição

Segundo os trackings internos, o apelido “TarifLávio” ganhou tração e passou a sintetizar a percepção de que o senador teria ficado ao lado de Trump em uma disputa contra interesses brasileiros. A avaliação feita por integrantes da oposição é que a narrativa se espalhou rapidamente e dificultou qualquer tentativa de reposicionamento.

O desgaste atinge um ponto sensível da campanha: a imagem de Flávio Bolsonaro como pré-candidato presidencial. Ao defender que “não são as empresas brasileiras que estão sendo tarifadas” e que “quem está sendo tarifado é o presidente Lula”, o senador acabou abrindo espaço para ataques de adversários, que passaram a acusá-lo de minimizar os efeitos econômicos da medida dos Estados Unidos.

Flávio também afirmou que a tarifa seria resultado do que chamou de “sentimento anti-americano” de Lula. Para críticos, a fala reforçou a percepção de alinhamento automático com Trump, mesmo diante de uma decisão considerada hostil aos interesses do Brasil. 

Lula cresce e pode vencer no primeiro turno

Enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta queda nos trackings, Lula teria registrado crescimento entre 2 e 4 pontos, segundo as mesmas informações de bastidores. Os novos números indicariam um cenário de vitória do presidente já no primeiro turno, caso a tendência se confirme nas próximas rodadas de pesquisas.

A melhora de Lula estaria ligada à reação do governo brasileiro ao tarifaço e à defesa da soberania nacional diante da pressão dos Estados Unidos. Nesta terça-feira, o presidente afirmou que está “esperando um telefonema de Trump” para tratar diretamente do tema.

“Você me deve uma reunião e eu devo uma pra você. Porque demos 30 dias para nossos ministros negociarem. Então, eu to esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência”, afirmou Lula.

A fala reforçou a estratégia do Planalto de apresentar o presidente como líder disposto a negociar, mas sem aceitar imposições externas que prejudiquem o Brasil. 

Pix vira centro da disputa política

O envolvimento do Pix nas justificativas dos Estados Unidos adicionou um novo componente à crise. O sistema, utilizado diariamente por milhões de brasileiros, tornou-se símbolo de soberania tecnológica e inclusão financeira. A simples possibilidade de o Pix ser questionado por autoridades estadunidenses provocou reação política imediata.

Para aliados de Lula, Flávio Bolsonaro acabou se colocando em uma posição politicamente vulnerável ao tentar justificar a ofensiva de Trump. A avaliação é que qualquer ataque externo ao Pix tende a ser interpretado pela população como uma ameaça direta ao cotidiano econômico dos brasileiros.

Nos bastidores da oposição, o temor é que a crise deixe de ser apenas uma disputa diplomática ou comercial e passe a ser percebida como uma escolha entre defender o Brasil ou defender Trump. Nesse cenário, o apelido “TarifLávio” funciona como síntese do problema enfrentado pelo senador.

Irã lança mísseis contra território israelense após Israel romper cessar-fogo no Líbano

Teerã reage a bombardeios israelenses em Beirute e reacende risco de guerra regional

07 de junho de 2026

 








Defesas antiaéreas israelenses tentam interceptar mísseis lançados do Irã (Foto: REUTERS/Amir Cohen)

Por  Paulo Emilio

247 - O Oriente Médio voltou a registrar uma forte escalada militar neste domingo (7), após o Irã lançar uma nova ofensiva de mísseis contra Israel. A ação ocorreu em resposta aos recentes bombardeios israelenses em Beirute, no Líbano, e elevou o temor de um conflito regional de maiores proporções. Em comunicado publicado no Telegram, segundo o G1, as Forças de Defesa de Israel informaram que uma nova série de mísseis foi disparada em direção ao território israelense e reforçaram a proibição de divulgação de imagens e informações sobre eventuais locais atingidos.

"Uma nova saraivada de mísseis foi lançada contra o Estado de Israel. Uma nova saraivada de mísseis foi lançada contra o Estado de Israel. As Forças de Defesa de Israel reiteram e enfatizam a proibição de publicar ou compartilhar imagens e localizações dos impactos", informou a mensagem.

Até o momento, não há confirmação de projéteis que tenham atingido o solo israelense. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram interceptações realizadas pelo sistema antimísseis Domo de Ferro. 

Irã lança ofensiva após bombardeios em Beirute

A ofensiva iraniana ocorreu após Israel bombardear um subúrbio de Beirute. Segundo o governo israelense, os alvos eram integrantes do Hezbollah que estariam planejando ataques contra Israel.

O ataque rompeu uma trégua que vinha sendo observada no Líbano e provocou novas tensões diplomáticas na região. O Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã, permanece como um dos principais focos de confronto na fronteira norte israelense. 

Netanyahu promete resposta militar

Após a ofensiva iraniana, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou que Israel responderá aos ataques. A declaração reforça o cenário de escalada militar e aumenta as preocupações da comunidade internacional sobre a possibilidade de ampliação do conflito para outros países do Oriente Médio. 

Teerã ameaça bases dos Estados Unidos

Além de atacar Israel, o Irã voltou a ameaçar os Estados Unidos. O governo iraniano afirmou que as 19 bases militares estadunidenses instaladas no Oriente Médio voltaram a ser consideradas "alvos legítimos".

A declaração foi feita por Mohammad Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador de Teerã nas conversas com Washington. "Eles não estão comprometidos com um cessar-fogo nem acreditam no diálogo e, por meio do bloqueio naval e da violação dos acordos relativos ao Líbano, demonstraram que só entendem a linguagem do poder", afirmou Qalibaf em publicação nas redes sociais.

As ameaças também foram direcionadas a ativos israelenses localizados na região. Os Estados Unidos mantêm instalações militares em países como Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Iraque e Egito. 

Ataque amplia pressão sobre Donald Trump

A nova ofensiva israelense no Líbano também gerou repercussão política em Washington. O episódio ocorre poucos dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Israel não retomaria bombardeios contra o território libanês.

As divergências sobre o conflito aumentaram os atritos entre Trump e Netanyahu. O governo estadunidense defendia a preservação do cessar-fogo, enquanto Israel sustenta a necessidade de continuar as operações contra o Hezbollah.

Na semana passada, Trump declarou que Israel e o grupo libanês haviam concordado com uma trégua na região de fronteira. O entendimento, contudo, não impediu a retomada das ações militares.

Enquanto Irã e Paquistão defendem que o Líbano estava incluído nos entendimentos de cessar-fogo discutidos recentemente, Estados Unidos e Israel sustentam que os acordos abrangiam apenas operações relacionadas ao Irã e aos países do Golfo Pérsico.