segunda-feira, 10 de agosto de 2026

O alerta da pesquisa BTG/Nexus: é preciso ampliar para o centro

Resiliência do bolsonarismo acirra projeção de empate técnico entre a reeleição e o adversário de extrema-direita; motes de esquerda não empolgam o voto independente; realizações do governo Lula-Alckmin, sim

Por Marco Damiani

Marco Damiani é editor especial do Brasil 247 no Rio de Janeiro

Publicado em 10 de agosto de 2026



Lula e Geraldo Alckmin  Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Se eu fosse da campanha do Lula, diria lá dentro que é preciso ampliar. Antes que seja tarde. A notícia desta segunda-feira (10) é que o terceiro marqueteiro de Flávio Bolsonaro vai cortar o sobrenome dele, ampliar o ‘v’ e vender o slogan ‘O Brasil vai vencer’. A tática vai na direção certa. O povo é suscetível. Sabe-se desde o início da campanha que a vitória está no chamado eleitor independente. É o tesouro. O pirata Bolsonaro se disfarça, arreia a bandeira preta com caveira branca e passa a navegar como se não fosse de extrema-direita, não carregasse um vice investigado por estupro de vulnerável nem estivesse imbricado no escândalo financeiro do Banco Master.

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O comando do bolsonarismo se reunificou. Michelle Bolsonaro anunciou hoje que está na barca, entra com vídeos teleguiados ao voto feminino, religioso e familiar. Passa tudo a ser o Brasil que vai vencer. Muito perigoso.

A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta manhã mostra que o presidente Lula ampliou para cinco pontos a vantagem sobre o principal adversário, com 40% contra 35% no primeiro turno. O resultado pode ser visto como enganoso. No segundo turno, o mesmo levantamento aponta uma situação acirrada de empate técnico em 47% para a reeleição e 44% para o corsário. Numa projeção de oscilação máxima, Flávio supera Lula por um ponto. Também há empate técnico no cenário do presidente contra Ronaldo Caiado, com 46% contra 42%.

A resiliência do campo bolsonarista impressiona, mas isso não deveria surpreender. O adversário é do mesmo tamanho, com pequenas variações nas pesquisas, da base de Lula e do PT. Dois terços do eleitorado estão fixados ali. A importância de ganhar os independentes, que representam o outro terço, é óbvia. O presidente tem mostrado cidadelas fortificadas entre jovens e 60+, mas a maioria dos votantes está no meio desses polos, ainda a ser ganha. Flávio está iniciando um movimento, que parece bem traçado, para essas águas. E nós?

A empresários, o CEO do Instituto Quaest, Felipe Nunes, apontou existir uma correlação muito favorável entre avaliação de governo e intenção de voto. Um ponto percentual de percepções positivas de uma administração tem peso maior que um nas intenções de voto ao candidato que a representa. Quanto mais as realizações do governo Lula forem apresentadas à população, melhor.

Como estratégia eleitoral, a busca pelo convencimento do voto de centro é fundamental. Exibir cada vez mais trunfos como o vice-presidente Geraldo Alckmin, de perfil centrista, e abrir grandes espaços de participação para os candidatos e apoiadores dos partidos da coligação e também de fora nunca fez tanto sentido. Um discurso focado em motes de esquerda parece ser tudo o que o adversário bolsonarista quer que as forças lideradas por Lula venham a adotar.

EM TEMPO: A maioria da população do mundo inteiro é de Direita, oscilando entre a Extrema-Direita e a Centro Direita. A Esquerda é bem pequena e a Centro Esquerda é maior um pouco. Setores consideráveis da Esquerda, dos Intelectuais Progressistas  e da Social Democracia, resistem em aceitarem essa dura realidade. Mas, é simples entender, uma vez que somos influenciados diariamente pela ideologia das Classes Dominantes do país e nascemos num berço capitalista. Para ser de Esquerda, a pessoa tem que estudar, ler e ser militante político nos movimentos sociais. Para ser de Direita, não precisa de se capacitar, a não ser os expoentes da Direita. A nossa salvação, se é que essa verdade possa ser dita, é que o presidente Lula entende dessa realidade como ninguém, o qual sabe muito bem que as suas vitórias eleitorais foram fruto da sua compreensão que a Centro Direita é a fiel da balança para o seu sucesso. No texto acima a Centro Direita é chamada de "independentes". Ok, Moçada!

domingo, 9 de agosto de 2026

Não dá para enfrentar míssil com estilingue

A história mostra que deixar ataques calhordas sem resposta não é o melhor caminho

Por  Bepe Damasco

Jornalista, editor do Blog do Bepe



Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro Crédito: Ricardo Stuckert/Divulgação

Dias atrás recebi a seguinte mensagem de um amigo: “Não sei bem qual é a nossa tática nesta guerra, mas os caras estão vindo com jatos, mísseis e bomba atômica e nós estamos armados com estilingues. Acho que não teremos muitas chances assim.”

Essa preocupação merece uma reflexão.

Abre parênteses: a campanha de Lula não deve descer ao nível de esgoto da extrema direita, transformando a disputa eleitoral em um festival de insultos e baixarias de todo tipo, em vez de um momento privilegiado para a confrontação de projetos e politização da sociedade. Fecha parênteses.

Mas tudo tem limite.

A história mostra que deixar ataques calhordas sem resposta não é o melhor caminho. O dito popular “quem cala consente” é muito presente no imaginário das pessoas. O golpe que apeou Dilma Rousseff do poder foi precedido por uma onda de ofensas, calúnias e difamações contra a presidenta, sua gestão e seu partido poucas vezes vista na história do país.

E, na grande maioria das vezes, sem resposta à altura. Deu no que deu.

Voltando aos dias que correm, se a reação diplomática do Brasil às seguidas agressões do moleque que preside a Argentina foi no tom adequado, chamando de volta o embaixador brasileiro no país vizinho – o que na diplomacia significa rebaixar a relação -, foi um erro político Lula ser chamado de ladrão e corrupto por Milei e não responder.

Por óbvio, não seria aconselhável contra-atacar com as mesmas armas sujas usadas por Milei, mas uma resposta dura, enérgica, no bom português, um chute na canela bem dado, seria importante.

Mas prevaleceu o silêncio, sob o questionável argumento de não dar palanque a Milei.

Alvo em todas as eleições presidenciais de 2010 para cá, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teve três inquéritos abertos pela banda lavajatista da Polícia Federal em menos de um semana. Todos com ausência de elementos concretos, apenas movidos pela vaga acusação de tráfico de influência.

Aí a pergunta que não quer calar é a seguinte: as cobranças por parte das lideranças da esquerda e de membros graduados do governo para que avancem na PF as várias investigações envolvendo Flávio Bolsonaro foram ou não tímidas e pontuais, deixando a desejar?

Campanha é timing e reação rápida. O empréstimo que o ex-chefe de gabinete de Lula pediu a uma lobista dominou de forma soberana o noticiário durante pelo menos dois dias. Bastou, porém, Lula participar de um podcast  (falando inclusive sobre outros assuntos) para o caso Marcola perder força na mídia.

Vale destacar que são absolutamente compreensíveis as limitações impostas por razões de governo e de Estado.

Modestamente, apenas quero lembrar que estamos em guerra.

sábado, 8 de agosto de 2026

Lula centra fogo em Rubio e mantém janela para diálogo com Trump

Presidente afirma que secretário de Estado descumpriu acordos firmados entre Brasil e Estados Unidos e o chama de “bolsonarista” que não gosta do Brasil

Conteúdo postado por:  Redação Brasil 247

Publicado em 8 de agosto de 2026



Mark Schiefelbein/Pool via Reuters | Ricardo Stuckert/PR

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da SilvLula centra fogo em Rubio e mantém janela para diálogo com Trumpa endureceu nesta sexta-feira (7) suas críticas ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ao acusá-lo de descumprir acordos estabelecidos diretamente entre ele e o presidente norte-americano, Donald Trump. Ao mesmo tempo, Lula preservou a figura de Trump como interlocutor, deixando aberta a possibilidade de diálogo direto entre os dois chefes de Estado.

A informação é da Reuters. Segundo a agência, Lula afirmou que Rubio contrariou entendimentos firmados quando ele e Trump se reuniram em maio deste ano.

Lula acusa Rubio de romper acordos

A crítica de Lula foi direta.

O presidente afirmou que Marco Rubio descumpriu acordos selados entre Brasil e Estados Unidos durante o encontro realizado com Trump em maio.

Ao fazer essa distinção, Lula concentrou sua crítica no secretário de Estado norte-americano, e não no próprio presidente dos Estados Unidos.

A sinalização política é relevante porque preserva a possibilidade de interlocução direta com Trump mesmo em meio ao agravamento das tensões entre os dois países.

“Bolsonarista”

Lula também elevou o tom ao definir Rubio como um cidadão “bolsonarista”.

Segundo o presidente, o secretário de Estado norte-americano não gosta do Brasil.

A caracterização associa Rubio diretamente ao campo político de Jair Bolsonaro e reforça a percepção do governo brasileiro de que parte da pressão vinda de Washington possui também uma dimensão ideológica e política.

Lula não apresentou, nessa declaração, uma crítica genérica ao governo dos Estados Unidos, mas direcionou sua fala especificamente ao secretário de Estado.

Trump continua como interlocutor

Ao dizer que Rubio rompeu entendimentos construídos entre os dois presidentes, Lula deixou implícito que considera os compromissos acertados com Trump como ainda relevantes.

Essa diferença ajuda a explicar a postura adotada pelo governo brasileiro: endurecimento contra integrantes da administração norte-americana, mas sem fechar completamente a porta para uma negociação presidencial.

A mensagem é que o Brasil pode reagir às medidas adotadas por Washington sem abandonar o canal político de mais alto nível.

Lula contesta justificativas para tarifas

O presidente também voltou a rejeitar os argumentos usados pelos Estados Unidos para justificar a imposição de tarifas sobre exportações brasileiras.

Segundo Lula, as razões apresentadas pelo governo norte-americano não são verdadeiras.

A declaração reforça a posição do Planalto de que as medidas comerciais impostas ao Brasil não se sustentam nos argumentos apresentados por Washington.

O governo brasileiro vem tratando as tarifas como uma pressão política e econômica que exige resposta diplomática e comercial.

Crise ganha dimensão política

A fala de Lula evidencia que a disputa entre Brasil e Estados Unidos já ultrapassou o terreno estritamente comercial.

Ao acusar Rubio de romper acordos firmados entre presidentes e qualificá-lo como “bolsonarista”, Lula introduz diretamente a dimensão política no conflito.

Ao mesmo tempo, evita responsabilizar Trump nos mesmos termos.

Essa diferenciação preserva espaço para uma eventual retomada de negociações diretas entre os dois presidentes, enquanto o governo brasileiro sustenta uma postura de enfrentamento às pressões que considera injustificadas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

A semana confirma que é difícil “isolar” o Brasil

Após novos ataques de Milei contra o presidente Lula, o governo argentino disse que o Brasil está se “isolando”. Mas os fatos mostram o contrário. 

pOR Marcia Carmo

Jornalista e correspondente do Brasil 247 na Argentina. Mestra em Estudos Latino-Americanos (Unsam, de Buenos Aires), autora do livro ‘América do Sul’ (editora DBA).

Publicado em 6 de agosto de 2026.

Lula e Javier Milei.  Crédito: Brasil 247 / Dall-E










O presidente Lula recebeu, nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do governo da líder mexicana Claudia Scheinbaum, Roberto Velasco. Na véspera, uma comitiva do governo chileno tinha participado de reuniões bilaterais em Brasília. Os dois encontros confirmam que é difícil “isolar” um país com as dimensões econômicas, populacionais e territoriais como o Brasil, o maior país da América Latina.

Comunicado argentino

Nesta semana, logo após os novos ataques de Milei contra o presidente Lula, durante uma entrevista ao canal LN+, no domingo à noite, o chanceler argentino Pablo Quirno disse que “lamentava” que o governo brasileiro tenha rebaixado a relação diplomática bilateral, ao deixar a embaixada do Brasil em Buenos Aires sem o embaixador Júlio Bitelli, que está no Brasil, e comandada por um segundo no posto. “Lamentamos a decisão (do Brasil) de continuar se isolando da região por questões puramente ideológicas”, diz o comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Argentina. O chanceler argentino Pablo Quirno disse, por sua vez, em entrevista ao Infobae, de Buenos Aires, que a decisão do Brasil foi “unilateral e excessiva”. “Não vamos entrar em briga. Não vamos romper relações”, disse Quirno.

A importância do Brasil e da China

O Brasil é o principal sócio comercial da Argentina. Em segundo lugar está a China. As exportações argentinas para o mercado chinês saltaram quase 60% no primeiro semestre deste ano, segundo dados compilados pela imprensa local. E a China acaba de assinar a renovação de um acordo financeiro que fortalece as reservas do Banco Central da Argentina. Mas Milei não tem planos de visitar o país asiático. Nos Estados Unidos, porém, já esteve 16 vezes – a maioria para encontros da extrema-direita.

Brasil, difícil de ficar isolado

Às declarações feitas pela presidenta do Peru, Keiko Fujimori, para quem “o Brasil e o presidente Lula são os únicos que podem unir o continente”, como disse num encontro com embaixadores da América Latina, e à fala pública do presidente chileno José Antonio Kast, para quem “se o Brasil vai bem, o Chile vai bem”, somou-se nesta quinta-feira a ratificação da sintonia explícita entre os governos brasileiro e mexicano.

Lula e Scheinbaum e a democracia na América Latina

Nesta quinta, no Palácio do Planalto, Lula e o chanceler do governo de Claudia Sheinbaum conversaram sobre política e sobre economia. No encontro, eles debateram a situação da  democracia na América Latina. Em suas redes sociais, Lula postou que tinha pedido a Velasco que ratificasse o convite para que a presidenta mexicana visite o Brasil. Lula e Scheinbaum têm “sintonia” nas pautas governamentais e compartilham visões similares em relação à América Latina e Caribe (incluindo Cuba) e a preocupação sobre a ‘Era Trump’.

Trump

Ela atua como uma “equilibrista” frente as investidas econômicas (tarifas) e policiais de Trump. O México destina grande parte de suas exportações ao mercado norte-americano e tem uma das maiores comunidades de imigrantes no país governado por Trump. Scheinbaum, ao mesmo tempo, olha cada vez mais para o Brasil governado por Lula, com quem tem “excelente” relação, como os dois costumam dizer e foi relembrado pelo chanceler mexicano.

“Soberania”

Nesta quinta-feira, o ministro do governo Scheinbaum participou ao lado do chanceler brasileiro Mauro Vieira da VI Reunião da Comissão Binacional Brasil-México. Na agenda bilateral, estão a cooperação entre a Petrobras e a Pemex, o debate sobre o crime transnacional e a determinação sobre a “soberania” dos países e seus povos. O chanceler deixou esta afinidade clara em uma mensagem em suas redes sociais: “Defendemos princípios comuns como a soberania, o desenvolvimento com justiça social, a solução pacífica de controvérsias e somos aliados naturais na construção de uma região mais prospera, justa e solidária para nossas sociedades.”

Extrema-direita

O encontro ocorreu pouco depois da visita da comitiva chilena, capitaneada pelo chanceler do país andino Francisco Pérez Mackenna, que também busca intensificar a relação com o Brasil. As conversas entre os chanceleres do Brasil e do Chile incluíram o Corredor Bioceânico, a cooperação na área de minerais críticos, a segurança e o comércio, segundo o governo chileno.

Fúria de Milei – ‘leão’ e ‘tigre’

As séries de reuniões da comitiva chilena e mexicana ocorreram após as novas declarações furiosas de Milei contra Lula e a poucas horas da posse do presidente colombiano Abelardo de la Espriella nesta sexta-feira. Espriella, que gosta de ser chamado de “o tigre” tem afinidade com o “leão” Milei – eles se chamam assim entre eles e têm a mesma visão do Estado mínimo e da aliança intensa com Trump. Abelardo, como também é chamado, recebeu apoio de Trump para ser eleito. A diferença de votos entre ele e o candidato da esquerda, o filósofo e senador Iván Cepeda, aliado de Petro, foi de menos de 1%. Além disso, a esquerda tem maioria no Congresso.

Brasil e México

O Brasil e o México são os maiores países da região, em termos econômicos, populacionais e territoriais. E governados por presidentes que são contrários aos recém-eleitos que formam a extrema-direita – Milei, na Argentina, que já governa há dois anos e meio, Kast, no Chile, que tomou posse em março, Noboa, no Equador, que governa desde 2023…Milei os define como “integrantes da onda azul”, numa clara oposição ao que foi definido como onda rosa, em relação ao campo progressista no início deste século 21. Nesta onda azul, ele inclui Abelardo de la Espriella. O presidente argentino quer ser o líder da direita e extrema-direita regional. Mas Keiko e Kast já deixaram claro que não pretendem se afastar do Brasil, sabendo da importância do país no tabuleiro regional e global. Na visão do governo brasileiro, Milei é “o único” que gera “crise”. “Zero problemas na região. O único que gera problema é Milei.”

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Pepe Escobar explica por que Trump recuou da ameaça de ataque ao Irã

Analista geopolítico detalha os bastidores da mensagem devastadora de Teerã aos aliados dos EUA e a virada diplomática impulsionada pelo Sul Global

Conteúdo postado por:  Redação Brasil 247

Publicado em 3 de agosto de 2026

Pepe Escobar  Crédito: Brasil247



247 — Em uma transmissão de emergência no canal Transition Protocol, o jornalista e analista geopolítico Pepe Escobar revelou os bastidores da recente decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de paralisar as operações militares iminentes que visavam alvejar infraestruturas no Irã. Longe do tom triunfalista retórico comumente veiculado pela Casa Branca e pela imprensa ocidental, Escobar explicou que a contenção de Washington resultou de um severo cálculo de forças no terreno e de advertências diplomáticas e estratégicas diretas recebidas de Teerã e dos países do Golfo Pérsico.

Segundo Escobar, a liderança política e militar iraniana não interpretou o recuo de Trump como um movimento genuíno em direção à paz, mas sim como a demonstração cabal de que a capacidade de coerção e a alavancagem dos Estados Unidos na região atingiram um limite crítico. Com o apoio tecnológico de potências do Sul Global e o alinhamento pragmático com nações da região, Teerã conseguiu neutralizar as opções de ataque norte-americanas sem ceder à pressão diplomática.

O aviso catastrófico: a equação da resposta 10 para 1

Um dos pontos centrais revelados por Pepe Escobar envolve uma comunicação diplomática de alto nível entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão. Durante uma conversa telefônica de duas horas, Araghchi detalhou a nova doutrina de dissuasão da República Islâmica perante a ameaça de destruição da sua infraestrutura energética por parte dos EUA.

Até então, o Irã operava sob a lógica de resposta proporcional de dois para um (2:1). Contudo, Araghchi deixou claro que qualquer ataque norte-americano contra as redes elétricas e a infraestrutura de energia iranianas disparará uma contra-ofensiva de 10 para 1 (10:1), direcionada expressamente contra os ativos energéticos de todos os parceiros e aliados dos EUA instalados na região do Golfo Pérsico e arredores.

A mensagem foi intencionalmente transmitida ao Paquistão sabendo-se que seria repassada de imediato aos estrategistas de defesa em Washington. Diante da ameaça real de paralisação imediata da produção e refino de petróleo no Golfo — em um momento em que as Reservas Estratégicas de Petróleo dos EUA enfrentam forte pressão —, o custo econômico e operacional da operação militar revelou-se proibitivo para a administração Trump.

A reviravolta dos países do Golfo e o telefonema dos Emirados

Outro elemento decisivo apontado na análise foi o pânico geopolítico gerado entre os próprios aliados tradicionais dos Estados Unidos no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Percebendo que seriam o alvo principal do desastre em caso de retaliação iraniana, líderes regionais pressionaram diretamente a Casa Branca a interromper qualquer aventura militar.

Escobar revelou em caráter exclusivo que o próprio presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohamed bin Zayed (MBZ), realizou uma ligação telefônica de 40 minutos com o chanceler iraniano Abbas Araghchi. No diálogo, MBZ sinalizou a disposição de Abu Dhabi em estabelecer uma cooperação estável e de longo prazo com o Irã, buscando distanciar-se da postura escalatória defendida por Washington.

“Para os Estados do Golfo, que temem ser arrastados para uma conflagração devastadora, o pragmatismo falou mais alto. Eles deixaram claro a Trump que não estão dispostos a pagar a conta nem a sofrer as consequências colaterais de mais uma investida inconsequente dos Estados Unidos”, destacou Escobar.

Soberania tecnológica: precisão impulsionada pelo Beidou chinês

O recuo estratégico dos EUA também se fundamenta no fortalecimento da defesa técnica do Irã. Durante a transmissão, Escobar e o coapresentador “Mr. Z” ressaltaram o aumento expressivo na capacidade de vigilância, aquisição de alvos e resiliência das forças iranianas frente à guerra eletrônica.

Fontes diplomáticas reconfirmaram o envio e a integração acelerada de atualizações e componentes do sistema chinês de navegação por satélite Beidou. O tráfego desses suprimentos de alta precisão foi realizado a partir do porto paquistanês de água profunda em Gwadar — ponto central do Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC) — e transportado por via terrestre para o território iraniano.

Com a atualização do sistema, a precisão dos mísseis e a eficácia das operações de drones iranianos atingiram níveis sem precedentes, inviabilizando tentativas norte-americanas de cegar os sistemas de comando de Teerã. Adicionalmente, a prontidão de forças navais leves (conhecidas como “frota de mosquitos”) na região do Estreito de Ormuz elevou o risco para qualquer movimentação da frota naval ocidental.

Eurasia integrada: o fracasso da estratégia da Casa Branca

Por fim, a análise veiculada no Transition Protocol sublinhou que a atual conjuntura escancara o esgotamento dos objetivos estratégicos fixados por Washington para o Oriente Médio. Em vez de isolar Teerã, a investida da administração Trump acabou por consolidar irreversivelmente a cooperação entre o Irã, a China e a Rússia.

A articulação trilateral entre estas potências abrange não apenas a coordenação militar e defensiva, mas também a construção de rotas comerciais alternativas e a eliminação do dólar nas transações energéticas. Ao se ver sem opções de ataque que não resultem em destruição mútua ou em um choque nas reservas globais de petróleo, Washington encontra-se diante de um único caminho factível: o retorno às vias diplomáticas formais estabelecidas pelo Memorando de Entendimento (MoU).

domingo, 2 de agosto de 2026

Marco Aurélio de Carvalho critica “jornalismo de guerra” e uso político de setores da PF para impactar eleições

Jurista e advogado defendeu, em entrevista à TV 247, uma reação firme diante de qualquer tentativa de interferência nas eleições, seja por agentes externos ou por outros Poderes. Ele também reiterou sua confiança na integridade do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao comentar as acusações contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente…

Conteúdo postado por: Leonardo Sobreira


 

Marco Aurélio de Carvalho. Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

247 – Em entrevista à TV 247, o jurista e advogado Marco Aurélio de Carvalho denunciou o uso político de investigações policiais e o alinhamento da grande mídia no que classificou como “jornalismo de guerra” e tentativa de interferência no processo eleitoral. Comentando a recente abertura de inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, Carvalho destacou que a soberania das urnas deve prevalecer sobre narrativas infladas e manobras investigativas sem justa causa.

Inquérito eleitoral e coincidência midiática

Falando diretamente da convenção política do PSB, Carvalho enfatizou que a investida contra Fábio Luís tem caráter estritamente eleitoral. O advogado destacou a sincronicidade com que os principais veículos da imprensa corporativa estamparam manchetes idênticas sobre o caso, evidenciando uma estratégia coordenada para atingir o governo e o processo democrático.

“Se o Fábio não fosse filho do presidente Lula, esse inquérito nem sequer teria sido instaurado e o anterior teria sido simplesmente arquivado por falta de justa causa”.

– Marco Aurélio de Carvalho à TV 247

Disputa interna na Polícia Federal e autonomia institucional

Marco Aurélio ressaltou o contraste entre a gestão atual e o governo anterior, lembrando que o presidente Lula devolveu a independência à PF, retirando-a do loteamento político. No entanto, o jurista alertou que as instituições continuam em disputa e que setores remanescentes tentam aparelhar procedimentos para impactar as eleições.

·         Confiança na Direção-Geral: O advogado reiterou sua confiança na integridade do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

·         Uso Responsável da Autonomia: Ele salientou que a independência institucional deve ser exercida com extrema responsabilidade, sem servir de instrumento para manobras políticas.

‘Fishing expedition’ e vazamentos clandestinos

Ao detalhar os aspectos jurídicos da investigação, Marco Aurélio apontou a prática abusiva de pesca probatória (fishing expedition). A defesa colocou espontaneamente à disposição todas as informações bancárias e fiscais de Fábio Luís; ainda assim, foi decretada a quebra de sigilo.

·         Zero irregularidades: Mesmo após mais de quatro meses de vazamentos clandestinos e ilegais na imprensa, nenhuma ilicitude foi encontrada.

·         Construção de narrativas: Diante da ausência de provas em relação a Fábio Luís, a investigação tentou associá-lo a terceiros sem qualquer vínculo com sua conduta.

Recurso à PGR e defesa das garantias constitucionais

Diante dos abusos, a defesa acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão exerça o controle externo da atividade policial e analise o caso com o devido rigor legal.

“Nós não queremos que ninguém esteja acima da lei, mas não podemos permitir que ninguém esteja abaixo dela”.

O jurista lamentou o forte impacto pessoal e emocional enfrentado por Fábio Luís, classificando a situação como “o peso de um sobrenome no lombo de um cidadão” que cumpre seus deveres tributários e age com absoluta correção.

A soberania popular e a vigília democrática

Por fim, Marco Aurélio reforçou que o destino político do país deve ser decidido exclusivamente pela população brasileira através do sufrágio universal. Fatores externos, pressões de outros Poderes ou ingerências internacionais não podem se sobrepor à vontade soberana do povo. O momento exige estado permanente de alerta e vigília para reagir com altivez e firmeza a qualquer tentativa de golpe ou desestabilização, de acordo com o jurista.

Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=LI93e6fED-g&t=11s

https://www.brasil247.com/entrevistas/marco-aurelio-de-carvalho-critica-jornalismo-de-guerra-e-uso-politico-de-setores-da-pf-para-impactar-eleicoes/

sábado, 1 de agosto de 2026

Aos 80, vitalidade de Lula é barreira física contra extrema direita no Brasil e no mundo

Presidente conhece cada verbo de seu papel na defesa da democracia global, e demonstra preparo físico exemplar para desempenhá-lo

Autor Marco Damiani

Marco Damiani é editor especial do Brasil 247 no Rio de Janeiro

Publicado em 1 de agosto de 2026.



Luiz Inácio Lula da Silva. Crédito: Ricardo Stuckert

Desde maio, quando completou um giro de entregas de obras públicas pelo País, o presidente Lula já cumpriu mais de 50 agendas fora do Palácio do Planalto. Contando com o Ceará, onde esteve na sexta-feira, 31, ele pisou, discursou e confraternizou-se com o público em nada menos que 10 estados diferentes. Perto de completar 81 anos de idade, em 27 de outubro, Lula vai apresentando ao País – e ao mundo – um show de vitalidade que até os bolsonaristas mais empedernidos reconhecem, invejam e, especialmente, temem.

“Enquanto eu viver, a extrema direita não voltará a governar esse país”, cravou o presidente, em Fortaleza, a milhares de pessoas reunidas na convenção estadual do PT cearense, em que o governador Elmano de Freitas foi conduzido à disputa pela reeleição. Ali, Lula fez ontem seu pronunciamento mais enfático sobre o que se deve esperar dele em termos de garra e disposição na defesa da democracia brasileira e mundial.

“Vou dizer mais: que venha quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia nesse país”, demarcou ele, sem subterfúgios.

Cada passo, gesto e palavra que o presidente tem espalhado pelo País reforçam a barreira ao fascismo que o Brasil – e ele, em pessoa – têm representado, nos últimos quatro anos, desde a derrota de Jair Bolsonaro para o próprio Lula.

Ao mesmo tempo em que sabe de cor e de improviso cada verbo e vírgula de seu papel no chamado teatro das nações, Lula vai apresentando as condições físicas perfeitas para desempenhá-lo. Ajustou o regime alimentar, tornou-se assíduo em atividades físicas e se consolida, hoje, como um exemplo pronto e acabado de força vital que vai além da política. Serve de modelo para toda a população em busca de vida saudável e ativa.

“O presidente demonstra uma condição física e cardiovascular bastante favorável para a sua faixa etária”, atesta o cardiologista Roberto Kalil Filho, médico que acompanha a saúde de Lula nas últimas décadas. “Ele é um exemplo para todas as pessoas dos benefícios que o hábito contínuo de praticar exercício pode trazer como ganho real de densidade óssea, massa magra e controle metabólico.”

No plano político, Lula se destaca nesta campanha como um arauto bem preparado em defesa da democracia. “Eu competi contra o Fernando Henrique Cardoso, contra o José Serra, contra o Geraldo Alckmin”, lembrou o presidente em entrevista recente. “Nunca houve problema, nenhum deles jamais propôs um golpe ou coisa parecida. Mas, depois do Bolsonaro, veio essa radicalização. Não posso admitir que isso prevaleça no nosso Brasil.”

Com uma vida inteira na atividade sindical e política, Lula é, sem dúvida, a celebridade mais conhecida do País. Do alto de seu índice 100% de conhecimento, para usar o jargão das pesquisas eleitorais, ele poderia ter optado por uma campanha com o tradicional fundo biblioteca, em ambientes controlados, enumerando as realizações de sua gestão entre efeitos especiais de vídeo. Ao contrário, está em campo aberto, no meio do povo, exibindo força e vitalidade, com uma presença pessoal que vai se traduzindo em escalada nas preferencias de votos. O fascimo global representado no Brasil pelo bolsonarismo e seus apêndices não chega nem perto desse fôlego todo. Ufa!

EM TEMPO: Infelizmente, à  Esquerda não sabe trabalhar tendo um líder como Lula. O que menos importa é se Lula é de Centro Esquerda ou não. Cada um que faça a sua parte, especialmente ocupando os devidos espaços políticos e apresentando sugestões e reivindicações no próximo mandato do governo Lula. Ok, Moçada!

quinta-feira, 30 de julho de 2026

UEFA veta negociata de Infantino com família de Trump em torno da Copa do Mundo

Entidade europeia conta com apoio de confederações da Ásia e das Américas contra proposta da gestão Infantino considerada irresponsável

Conteúdo postado por:  Redação Brasil 247

Publicado em 30 de julho de 2026

Gianni Infantino  Crédito: Reuters



247 – A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) endureceu sua posição e anunciou um boicote irrestrito aos torneios organizados pela Fifa caso a entidade máxima do esporte prossiga com o plano de criar uma empresa privada para gerir suas competições e comercializar participações a investidores internacionais. A decisão, tomada após uma reunião de emergência convocada pela confederação europeia, conta com o apoio unânime de suas 55 associações-membro.

De acordo com a Reuters, a Thrive Eternal, uma nova estratégia de investimento lançada pela empresa de capital de risco Thrive Capital, deve ser a principal investidora na subsidiária. A estratégia é um veículo de capital permanente focado em realizar um pequeno número de investimentos de longo prazo em franquias e instituições culturais. O veículo foi fundado por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump. O ex-presidente-executivo da Walt Disney, Bob Iger, atua como consultor.

Segundo o New York Post, Trump quer que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se torne o próximo secretário-geral das Nações Unidas após a Copa do Mundo de 2026.

O posicionamento europeu estabelece que nenhuma seleção nacional filiada à Uefa participará de qualquer competição sob o guarda-chuva da Fifa enquanto o projeto de privatização estiver em pauta. A exigência para o retorno às disputas é o cancelamento definitivo da proposta e a apresentação de garantias vinculativas de que as competições não serão fatiadas com o setor privado.

A reação da Uefa não é isolada. O movimento ganhou a adesão da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e da Confederação Asiática de Futebol (AFC). Juntas, as três entidades somam 143 dos 211 membros filiados à Fifa, constituindo uma ampla maioria capaz de inviabilizar os planos da diretoria executiva da instituição.

Em meio ao impasse, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, divulgou um pronunciamento em vídeo na tentativa de defender a iniciativa. Segundo o dirigente, a ideia é submeter o projeto a uma votação formal com todas as federações filiadas e com o conselho da entidade. A proposta prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária na qual a Fifa manteria o controle majoritário.

A Fifa avalia o valor total da FFE em 20 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 102,3 bilhões). A intenção da entidade é arrecadar 4,2 bilhões de dólares (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a comercialização de ações para investidores privados, que passariam a deter uma participação minoritária na empresa. Na justificativa oficial publicada em seu site, a entidade sustenta que o aporte financeiro externo seria decisivo para “alcançar todo o potencial dos direitos de transmissão e dos patrocínios da Fifa em todo o seu portfólio de competições de futebol masculino, feminino e de base”.

Para seduzir as federações nacionais, a gestão da Fifa acenou com um aumento expressivo no repasse financeiro direto a cada país. Os repasses atuais, fixados em 8 milhões de dólares (R$ 41 milhões), passariam para 20 milhões de dólares (R$ 102 milhões) no ciclo até a Copa do Mundo de 2030. Os valores subiriam para R$ 112,5 milhões no ciclo até 2034 e chegariam a R$ 123 milhões até o ciclo de 2038.

A Uefa, no entanto, publicou um manifesto contundente rebatendo a lógica financeira e criticando a conduta política de Infantino. No pronunciamento, a entidade acusa a Fifa de agir com falta de transparência e tentar impor as mudanças de forma coercitiva.

“A UEFA e suas 55 associações-membro estão unidas. Rejeitamos, de forma unânime e inequívoca, a proposta da FIFA de transferir participações na propriedade da Copa do Mundo e de outras competições da FIFA para investidores privados. A Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento. Ela é um dos maiores legados esportivos do futebol. Foi construída ao longo de gerações por jogadores, seleções nacionais e torcedores de todos os continentes. Nenhuma parte dela deve jamais ser entregue a investidores privados. A Copa do Mundo não está à venda”, destaca a entidade em trecho do manifesto.

A confederação europeia classificou a articulação de bastidores da Fifa como “uma falha profunda de liderança” e um desrespeito à governança do esporte global.

“É irresponsável e indefensável que uma proposta de tamanha importância para o futebol tenha sido concebida em segredo e levada à iminência de aprovação sem qualquer consulta significativa àqueles encarregados de zelar pelo esporte. Isso não é apenas uma falha profunda de liderança, mas uma abdicação do dever da FIFA como guardiã do futebol mundial. 

Associações nacionais de todo o mundo deparam-se agora com um ultimato: aceitar a apropriação irreversível das maiores competições do futebol ou arcar com as consequências. Isso não é uma ‘decisão democrática’, mas uma governança baseada na intimidação — um ato de coerção indigno de uma instituição encarregada de zelar pelo esporte global”, complementou a Uefa, frisando que sua oposição vai muito além de meras divergências processuais e atinge a essência da preservação do futebol como bem público global.

EM TEMPO: Sendo assim, torna-se imperioso que tanto a CBF, como também as Federações, sejam transformadas em entidades do Estado Brasileiro, ao invés de empresas privadas como atualmente. Só assim, a influência dos patrocinadores, incluindo as BET's,   serão reduzidas a zero.