domingo, 19 de julho de 2026

Espanha vence a Argentina e é bicampeã da Copa do Mundo

Atacante marca na prorrogação, seleção espanhola vence a Argentina por 1 a 0 e conquista o segundo título da Copa do Mundo

Conteúdo postado por: Redação Brasil 247

Publicado em 19 de julho de 2026

Crédito: Reuters


247 – A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Ferran Torres marcou o gol da final de 2026 após uma partida dominada pelos espanhóis e levou a seleção europeia ao segundo título de sua história.

O gol saiu no começo do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro levantou a bola na área, Nico Williams escorou de cabeça e Ferran Torres finalizou de canhota para superar Emiliano Martínez. A jogada encerrou a resistência argentina depois de mais de 100 minutos de pressão espanhola.

Com o resultado, a Espanha voltou a levantar a taça mundial após 16 anos. O primeiro título havia sido conquistado em 2010, na África do Sul, com vitória sobre a Holanda. A Argentina, campeã em 1978, 1986 e 2022, perdeu a oportunidade de alcançar o tetracampeonato.

Espanha controla a decisão

A equipe espanhola teve maior posse de bola, ocupou o campo ofensivo durante a maior parte da final e criou as oportunidades mais perigosas. A Argentina adotou uma postura defensiva, encontrou dificuldades para manter a bola e praticamente não ameaçou Unai Simón.

A primeira grande chance ocorreu em uma combinação entre Lamine Yamal e Dani Olmo. O jovem atacante recebeu na área e finalizou de canhota, mas Emiliano Martínez fez a defesa com a perna.

A Espanha continuou circulando a bola e explorando os lados do campo. Mikel Oyarzabal, Marc Cucurella e Dani Olmo também finalizaram, enquanto a equipe argentina tentou reduzir os espaços diante da área. O primeiro tempo terminou sem gols, com três chutes espanhóis e nenhuma finalização da Argentina.

Dibu Martínez mantém a Argentina no jogo

O cenário permaneceu semelhante depois do intervalo. A Espanha aumentou o ritmo, pressionou a saída adversária e obrigou Emiliano Martínez a trabalhar repetidamente. O goleiro defendeu finalizações de Dani Olmo, Ferran Torres, Pedri, Pau Cubarsí, Nico Williams e Aymeric Laporte.

A Argentina respondeu com marcação intensa e poucas transições ofensivas. Lionel Messi tentou organizar os ataques, mas recebeu a bola distante do gol e encontrou dificuldades para superar o sistema defensivo espanhol.

Em uma das principais oportunidades da etapa final, Lamine Yamal avançou pela direita, passou por dois marcadores e cruzou para Ferran Torres. O atacante cabeceou, mas Dibu Martínez segurou a bola.

A pressão espanhola aumentou nos minutos finais. Cubarsí arriscou de fora da área e obrigou o goleiro argentino a espalmar. Pedri também encontrou espaço na entrada da área, mas finalizou nas mãos de Martínez.

Enzo Fernández é expulso

A situação argentina ficou ainda mais complicada perto do encerramento do tempo regulamentar. Enzo Fernández, que já havia recebido cartão amarelo, voltou a ser advertido e acabou expulso. A seleção sul-americana passou a jogar com dez atletas justamente no período de maior pressão da Espanha.

Nos acréscimos, Lamine Yamal cobrou uma falta perigosa e Dibu Martínez espalmou para escanteio. A defesa argentina resistiu, manteve o empate por 0 a 0 e levou a decisão para a prorrogação.

Gol espanhol é anulado na prorrogação

A Espanha manteve o controle da partida no tempo extra. Pedri encontrou Nico Williams com um passe por cobertura, e o atacante desviou para uma defesa de reflexo de Emiliano Martínez.

Na sequência, Mikel Merino disputou a bola com o goleiro dentro da área. Nico Williams aproveitou a sobra e completou para o gol vazio, mas o árbitro anulou o lance ao marcar falta do meio-campista espanhol sobre Martínez.

Merino ainda ficou perto de abrir o placar ao cabecear um cruzamento de Nico Williams rente à trave. Lamine Yamal também tentou uma finalização de canhota, mas mandou para fora.

Ferran Torres marca o gol do título

A superioridade espanhola finalmente se transformou em gol na etapa derradeira da prorrogação. Pedro Porro cruzou para a segunda trave, Nico Williams devolveu a bola para o centro da área e Ferran Torres bateu de primeira, com a perna esquerda, para fazer 1 a 0.

Em desvantagem, a Argentina avançou suas linhas e buscou o empate. Messi participou das últimas investidas, cobrou escanteios e colocou bolas na área. Em uma delas, Giuliano Simeone recebeu pelo lado direito e cruzou rasteiro, mas Merino afastou.

O próprio Simeone teve uma das derradeiras oportunidades argentinas. Após cobrança de escanteio de Messi e desvio de Nicolás Tagliafico, o atacante finalizou por cima do travessão.

Nos instantes finais, Messi cobrou uma falta em direção à área, mas Unai Simón saiu do gol e segurou a bola. Pouco depois, o árbitro encerrou a partida e confirmou a Espanha como campeã mundial de 2026.

O triunfo também desempatou o histórico do confronto. Antes da decisão, Espanha e Argentina haviam disputado 14 partidas, com seis vitórias para cada seleção e dois empates. No 15º encontro, a equipe europeia obteve a vantagem e transformou o equilíbrio histórico em seu segundo título da Copa do Mundo.

EM TEMPO: Em termos estritamente esportivo a Seleção da Espanha é a melhor da atualidade. Ao passo que a da Argentina é altamente indisciplinada, não é a melhor em termos de futebol, violenta em campo e foi beneficiada pela FIFA e as arbitragens. Politicamente,  a Espanha não é aliada de Israel e nem permitiu que os EUA utilizasse  seu território para bombardear o  Irã. Além do mais o governo espanhol, presidente Pedro Sánchez, é aliado do governo Lula. Já o governo da Argentina, do maluco presidente Milei,  é a favor de Israel e dos EUA e contrário ao governo Lula. Além de ser de Extrema Direita. Ok, Moçada!

sábado, 18 de julho de 2026

Pepe Escobar: Trump fracassou no Irã e a estratégia agora é ditada pelo eixo da resistência

Analista detalha como a nova dinâmica militar no Oriente Médio, a união inédita entre Irã e Iraque e o controle estratégico do Estreito de Ormuz impuseram uma derrota histórica ao imperialismo e ao petrodólar

Conteúdo postado por Redação Brasil 247

Publicado em 17 de julho de 2026

 
Crédito: Brasil 247


247 – O Oriente Médio está diante de uma reconfiguração tectônica em sua geopolítica, e os Estados Unidos perderam definitivamente a capacidade de ditar as regras do jogo. Esta é a avaliação central do jornalista e analista internacional Pepe Escobar, em uma contundente entrevista concedida ao cientista político norueguês Glenn Diesen. Segundo Escobar, a tentativa de Washington de aplicar a clássica cartilha do “dividir para governar” contra o Eixo da Resistência gerou o efeito oposto: uma consolidação regional sem precedentes que colocou o império contra a parede.

Escobar aponta que a fragilidade estratégica da Casa Branca, sob uma liderança marcada por impulsos erráticos e pela ausência de assessoria qualificada, arrastou o Ocidente para um beco sem saída. “Eles perderam no front geopolítico, no front militar e no front geoeconômico”, disparou o jornalista, desenhando o cenário de uma derrota que ele classifica como “praticamente irreversível”.

O consenso de Teerã e a união espiritual do Eixo

O ponto de virada desta nova fase do conflito, explica Escobar, ficou evidente nos impressionantes ritos fúnebres realizados recentemente em memória das lideranças iranianas assassinadas. O analista destaca que as procissões não apenas mobilizaram mais de 40 milhões de pessoas, mas unificaram espiritualmente e politicamente xiitas no Iraque — em cidades sagradas como Najaf e Karbala — e no Irã (Teerã, Qom e Mashhad).

Essa demonstração de solidariedade transfronteiriça sela, de acordo com fontes internas acessadas por Escobar, um consenso absoluto e inabalável no topo do Conselho de Segurança Nacional do Irã e entre os comandantes do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC): a era das concessões ou acomodações diplomáticas com os Estados Unidos acabou.

A liderança iraniana, agora sob a firme e discreta condução de Mojtaba Khamenei, opera sob a premissa de que qualquer diálogo com o Ocidente é uma armadilha. A visão predominante é a de que Washington utiliza acordos e memorandos apenas para ganhar tempo, reabastecer arsenais e preparar ataques surpresa. Se os EUA cruzarem novas linhas vermelhas, o Irã já tem desenhado o seu “Plano B”: a saída formal do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

A resposta de um dia: o fator Iêmen e a nova dissuasão

Um dos episódios mais ilustrativos dessa mudança na correlação de forças foi a resposta das forças iemenitas (Ansarallah) ao recente bombardeio da pista do Aeroporto Internacional de Sana’a, que visava interromper um voo humanitário da companhia iraniana Mahan Air.

Escobar relata que, enquanto o Irã historicamente adota uma estratégia de paciência e respostas calculadas a longo prazo, o Iêmen alterou radicalmente essa dinâmica. Em menos de 24 horas após o ataque em Sana’a, as forças iemenitas responderam na proporção de “dois para um”, atingindo alvos militares e de infraestrutura na Arábia Saudita.

Essa velocidade de retaliação enviou uma mensagem cristalina a Riade e a Washington: qualquer agressão será respondida imediatamente e com poder destrutivo severo. Não por acaso, aponta o jornalista, a monarquia saudita tem demonstrado pânico e extrema cautela, ciente de que suas instalações petrolíferas e a estabilidade de seus megaprojetos econômicos estão ao alcance direto dos drones e mísseis hipersônicos do Iêmen.

A “bomba nuclear” de Teerã: o controle absoluto das artérias comerciais

Mais do que o desenvolvimento de ogivas, a verdadeira “bomba nuclear” do Irã no tabuleiro global é geográfica e estratégica: o controle definitivo do Estreito de Ormuz.

Diesen e Escobar convergiram no diagnóstico de que o conflito atual mudou de patamar. O que começou como uma tentativa ocidental de promover uma “mudança de regime” em Teerã transformou-se em uma batalha desesperada pelo controle das rotas marítimas que oxigenam a economia global. A retórica de Washington de impor taxas de trânsito ou bloqueios na região colide com a realidade militar de que a Marinha do IRGC é quem dita as coordenadas no Golfo Pérsico.

“O Estreito de Ormuz é, a partir de agora, um ponto de estrangulamento sob controle iraniano, ponto final”, afirma Pepe Escobar.

O analista adverte que uma ação combinada entre o Irã em Ormuz e o Ansarallah iemenita no Estreito de Bab al-Mandab tem o potencial de paralisar o comércio internacional. Se o fluxo de petróleo for interrompido, os preços do barril podem saltar rapidamente para a faixa de 150 a 200 dólares. O resultado prático seria o colapso sistêmico das economias ocidentais e o golpe de misericórdia no padrão do petrodólar, pilar de sustentação da hegemonia financeira norte-americana.

A falência da diplomacia ocidental e a emergência de um novo guarda-chuva regional

Diante do cenário em que os Estados Unidos são vistos globalmente como uma entidade “incapaz de cumprir acordos” — vide o abandono unilateral do JCPOA no passado e o esvaziamento recente do Memorando de Entendimento de Versalhes —, o Oriente Médio começa a desenhar sua própria arquitetura de segurança, à revelia de Washington.

Pepe Escobar revelou detalhes de uma intensa atividade diplomática de bastidores liderada pelo Paquistão. Islamabad, que mantém um sólido pacto militar com a Arábia Saudita e, ao mesmo tempo, canais de comunicação diretos e de alto nível com Teerã, desponta como o articulador de um novo arranjo regional.

Este projeto de segurança integraria potências como o próprio Paquistão, Arábia Saudita, Turquia, Catar e Egito. O objetivo central é criar um mecanismo de estabilização interna que minimize a necessidade — e a interferência — das forças do Comando Central dos EUA (CENTCOM). Trata-se do Sul Global construindo suas próprias salvaguardas contra o caos promovido pelo Ocidente.

A miopia histórica dos impérios e a resiliência dos Estados-Civilização

Ao concluir a análise, Pepe Escobar e Glenn Diesen enfatizaram o erro crasso e repetitivo da mídia corporativa ocidental, que insiste em vender a narrativa de que bombardeios estrangeiros seriam “recebidos com festa” pelas populações locais para derrubar seus governos.

O Irã, lembra Diesen, é uma fortaleza geográfica cercada por cadeias montanhosas, com uma população de 93 milhões de pessoas que compreende o conflito atual em termos existenciais: capitular significa o destino trágico de destruição total visto na Líbia ou na Síria. Além disso, a cultura política local é profundamente moldada por uma teologia de resiliência e justiça de longo prazo, onde o conceito de reparação histórica transcende o imediatismo das agendas eleitorais americanas.

Para Escobar, elites ocidentais falham por serem “historicamente analfabetas” em relação ao que ele conceitua como “Estados-Civilização”, como o Irã e a Rússia. A história demonstra que tentativas externas de subjugar essas nações produzem o efeito inverso: elas enterram suas divisões internas, coalescem e emergem muito mais fortes, ricas e unificadas. Ao ignorar as lições da história, o império caminha a passos largos para acelerar sua própria ruína geoeconômica.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Institutos criticam proposta do TSE de criar “selo de acurácia” para pesquisas eleitorais

 

Empresas do setor afirmam que levantamentos medem o momento do eleitorado e não podem ser avaliados apenas pela proximidade com o resultado das urnas

Conteúdo postado por  Paulo Emílio

Publicado em 14 de julho de 2026

Nunes MarquesCrédito: Gustavo Moreno/STF








247 – A proposta do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, de instituir um selo de qualidade para institutos de pesquisa eleitoral provocou forte reação entre empresas do setor. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, representantes de grandes institutos consideram que a iniciativa parte de uma compreensão equivocada sobre a natureza das pesquisas eleitorais, que, segundo eles, registram a intenção de voto em determinado momento e não têm caráter preditivo.

Apresentada pelo ministro durante reunião realizada nesta terça-feira (14) com representantes de institutos de pesquisa, a proposta prevê a criação do chamado “Selo Acurácia Eleitoral”, destinado às empresas cujos levantamentos apresentarem maior proximidade com os resultados oficiais das eleições. O encontro ocorreu dias após uma decisão de Nunes Marques suspender a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa eleitoral, medida que foi classificada por empresas do setor como um ato de censura.

Como funcionaria o selo proposto pelo TSE

Segundo a reportagem, o selo teria como objetivos “contribuir para a precisão entre os dados levantados pelas pesquisas e os resultados oficiais das eleições”, “incentivar o aprimoramento contínuo da qualidade metodológica das pesquisas eleitorais” e “conferir visibilidade às empresas com melhor desempenho”.

A certificação seria concedida nos anos de eleições gerais, após o segundo turno, contemplando pesquisas para os cargos de presidente da República e governador. A avaliação consideraria exclusivamente pesquisas de boca de urna e levantamentos realizados nos sete dias anteriores à votação, desde que registrados no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) e divulgados ao público.

Associação vê erro conceitual na proposta

A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) reagiu duramente à iniciativa. Em nota, a entidade afirmou que o projeto parte de uma premissa incorreta ao tratar pesquisas como previsões eleitorais.

“Pesquisas medem a intenção de voto no momento em que são realizadas. Não são previsões nem promessas de resultado. Entre a entrevista e a votação, eleitores mudam de opinião, deixam de votar ou alteram seu comportamento. Exigir que uma pesquisa ‘acerte’ o resultado é confundir ciência com bola de cristal”, declarou a associação.

A Abep também argumenta que a proposta pode gerar efeitos indesejados sobre o mercado de pesquisas. Segundo a entidade, a medida cria um “incentivo perverso”, permitindo que empresas sem rigor metodológico ajustem seus números às pesquisas já divulgadas por institutos consolidados apenas para aumentar suas chances de receber a certificação.

Além disso, a associação criticou a possibilidade de a Justiça Eleitoral assumir o papel de avaliadora da qualidade das pesquisas com base exclusivamente na proximidade dos resultados.

“Causa especial preocupação que a Justiça Eleitoral pretenda assumir o papel de árbitro da qualidade das pesquisas a partir de um critério tecnicamente equivocado. A avaliação da qualidade de um levantamento deve considerar metodologia, desenho amostral, transparência, execução do campo e aderência às boas práticas científicas — não apenas a proximidade entre um retrato da opinião pública e um resultado que ainda estava por acontecer quando a pesquisa foi realizada”, afirmou.

Especialistas apontam risco de desestimular pesquisas

O fundador do instituto Ideia, Maurício Moura, também criticou a proposta. Ele afirmou que o selo não contribuiria para aumentar a transparência das pesquisas e poderia reduzir a divulgação de levantamentos nos dias que antecedem a eleição.

Pesquisa não é um modelo preditivo, é um retrato do momento. Não dá para comparar um levantamento feito cinco dias antes da eleição com outro realizado na véspera. Essa comparação é impossível. E, mesmo que fosse feita, como considerar a margem de erro, que é um aspecto altamente técnico? Não me parece uma boa saída. Acho que isso pode desestimular os institutos a registrar pesquisas nos últimos sete dias de campanha, porque eles ficariam sujeitos a uma métrica bastante inadequada“, afirmou.

Na mesma linha, a diretora do Datafolha, Luciana Chong, avaliou que a proposta ignora aspectos fundamentais da metodologia das pesquisas eleitorais.

“Pesquisas são estimativas estatísticas, sujeitas à margem de erro, diferentes metodologias, momentos distintos de coleta e mudanças no comportamento do eleitorado. Não faz sentido reduzi-las a um ranking baseado apenas na proximidade com o resultado final, como se fosse possível medir sua qualidade exclusivamente por esse critério”, declarou.

AtlasIntel manifesta apoio ao selo

Em posição diferente da maior parte dos institutos presentes na reunião, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, manifestou apoio à proposta do presidente do TSE.

Em publicação na rede social X, Roman afirmou que a “AtlasIntel apoia a iniciativa do Ministro Nunes Marques para a criação do selo de qualidade de pesquisas a partir de critérios objetivos de precisão. Estamos à disposição para contribuir na discussão metodológica, a partir de iniciativas semelhantes a nível internacional.”

A proposta ainda deverá ser debatida pelo Tribunal Superior Eleitoral antes de eventual regulamentação para as próximas eleições.

EM TEMPO: O que deve ser feito  é a aprovação de uma Resolução obrigando os Institutos de Pesquisa a entregarem mensalmente a devida Prestação de Contas antes e durante o pleito eleitoral, assim como é obrigatório para os candidatos. Afinal de contas, faz-se necessário saber quem são os "bondosos e gastadores"  financiadores, uma vez que uma pesquisa em Garanhuns é em torno de R$10.000,00. Já a nível estadual é acima de R$30.000,00. Quem financia? Mas, é bom abrir  o debate, porque pesquisa em demasia pode induzir o eleitor ao erro. Ok, Moçada!

segunda-feira, 13 de julho de 2026

O empenho da CBF em destruir o futebol brasileiro

 

Renovar com Ancelotti até 2030, em vez de demiti-lo, é uma decisão com o padrão CBF

Por Bepe Damasco

Jornalista, editor do Blog do Bepe

Publicado em 11 de julho de 2026



O técnico do Brasil, Carlo Ancelotti 13 de junho de 2026 Crédito: REUTERS/Jeenah Moon

Na próxima Copa do Mundo, a ser realizada em Portugal, Espanha e Marrocos, em 2030, o Brasil completará 28 anos sem vencer o torneio, maior jejum ao longo da história do futebol brasileiro. A eliminação para a Noruega fez com que o Brasil amargasse a 11ª colocação, a pior em 92 anos.

Como sempre acontece na competição de futebol mais importante do planeta, o povo se mobilizou, se vestiu de verde e amarelo, ornamentou ruas com os símbolos da seleção canarinho, lotou bares, restaurantes e praças, recebeu os amigos em casa para o churrasco e a cerveja.

Mas a decepção acabou sendo proporcional à mobilização pela conquista do hexa.

A esperança vã pela conquista da sexta Copa pelo Brasil foi cevada pela imprensa esportiva, que, movida a interesse comercial, vendeu a ilusão de que o Brasil era um dos favoritos ao título, algo que nunca foi.

Quem acompanha minimamente o nosso futebol pôde observar, da Copa do Catar, em 2022, para cá o caos administrativo e esportivo provocado pela Confederação Brasileira de Futebol, entidade que se firmou como exemplo de corrupção, incompetência e falta de respeito pela paixão brasileira por futebol. 

O chamado ciclo para a atual Copa foi marcado pelo entra e sai de treinadores e de mudanças em série na presidência da entidade, ao sabor de denúncias, manobras e obtenção de liminares na justiça. Mesmo a classificação do Brasil nas eliminatórias da Copa só aconteceu porque no modelo atual de disputa é praticamente impossível uma seleção com tradição no futebol ficar de fora.

Aí surgiu a ideia de contratar o experiente e vitorioso técnico italiano Carlo Ancelotti. Para os cartolas da CBF, a jogada era perfeita. Um profissional consagrado internacionalmente no comando da seleção teria o condão de não só ofuscar a bagunça irresponsável levada a cabo por eles, mas também de operar o milagre de dotar o time, em cerca de um ano, de condições de disputar o título.

De fato, Ancelotti é um colecionador de títulos importantes pelos times que dirigiu na Espanha, França, Inglaterra e Itália. Contudo, quem tenta enxergar o futebol para além da superfície, sabe que seu estilo reativo, ou seja, de jogar na defesa explorando contra-ataques se choca com a essência do futebol brasileiro.

Quem se espantou com a inacreditável posse de bola de 70% da Noruega contra o Brasil naturalmente não viu ou não se lembra de algumas finais de Champions League, nas quais o Real Madrid treinado por Ancelotti, mesmo recheado de craques, defendeu o tempo todo, mas acabou vencendo em lances fortuitos no fim das partidas.

Considero uma dessas finais, contra o Liverpool, um dos resultados mais injustos da história. O Liverpool massacrou, mas o goleiro belga Courtois, que joga pelo Real, fez defesas tidas como impossíveis, principalmente em conclusões de Mohamed Salah, astro do time inglês.

Os dirigentes da CBF, se entendessem apenas um pouquinho de futebol, e não estivessem apenas à procura de um escudo, veriam que Ancelotti não era o nome indicado, pois a tradição da nossa seleção e o peso da camisa pentacampeã impõem o controle da bola, o jogo ofensivo.

Se era para contratar um treinador estrangeiro, que fosse o espanhol Guardiola, apontado por muitos como o melhor técnico de todos os tempos, e que não abre mão de um estilo de jogo muito próximo do futebol brasileiro.

Mas os deslizes do italiano foram além do plano tático. Além de ter se submetido à palhaçada do megaevento de anúncio dos convocados no Museu do Amanhã, no Rio, ele se curvou à pressão da mídia e incluiu o nome de Neymar, um ex-jogador em atividade, na lista.

Escolheu ainda uma grande maioria de jogadores com passado de derrotas em Copas e perseguiu inexplicavelmente alguns jogadores. Foi o caso de Luiz Henrique, um craque que foi muito bem em todos os jogos antes da Copa, mas de repente foi esquecido por Ancelotti.

Renovar com Ancelotti até 2030, em vez de demiti-lo, é uma decisão com o padrão CBF. Lembra a célebre frase do Barão de Itararé: “De onde menos se espera é que não vem nada mesmo.”

PS: Li que um avião fretado pela CBF, para trazer jogadores e comissão técnica da seleção de volta ao Brasil, tinha apenas dois jogadores. Isso dá bem uma ideia do nível de comprometimento dessa turma com a nossa gente.

EM TEMPO: Criticar técnico e jogadores não é um bom caminho. A crítica tem que ser na raiz, ou seja, contra a estrutura atual da CBF e das Federações. A CBF e as Federações devem ser entidades do Estado Brasileiro e não empresas privadas. Democratizá-las e inibir a ingerência dos patrocinadores, é preciso. Rever o altíssimo salário dos Presidentes e do atual técnico da seleção brasileira. Além dos órgãos de fiscalização e repressão atuarem nos limites da lei, a saber: PF + Ministério Público + COAF + Receita Federal + ...... A melhora do futebol brasileiro virá  em seguida. 

Os Presidentes de Federações e CBF não entendem sequer de futebol. Há inconsistências nas convocações dos jogadores. Por exemplo: Neymar e Ganso não foram convocados por Dunga, quando ambos eram mais jovens  e no auge de suas respectivas carreiras. OUTRA: Não sei se existe, mas na Seleção Brasileira deveria ter um corpo de profissionais devidamente habilitados para orientar a Moçada. Senão vejamos: psicólogos(as) + professores de boas maneiras e educação + professores de português, espanhol e inglês + sociólogos (as) Ok, Moçada!

Brasil envia avião com ajuda humanitária à Cuba

Operação coordenada pelo Itamaraty e pela FAB levará alimentos a Santiago de Cuba em dois voos

Conteúdo postado por Paulo Emílio

Publicado em 13 de julho de 2026



Cidade de Havana, capital de CubaCrédito: REUTERS/Alexandre Meneghini

247 – O governo brasileiro iniciou nesta segunda-feira (13) uma operação de ajuda humanitária destinada a Cuba, com o envio de 48 toneladas de leite em pó para contribuir com o enfrentamento da grave crise de desabastecimento que afeta o país caribenho. 

A ação é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, e conta com alimentos disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O transporte da carga será realizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em dois voos com destino à cidade de Santiago de Cuba.

Primeiro voo já decolou

O primeiro avião partiu às 14h10 desta segunda-feira da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, transportando 16 toneladas de leite em pó. A previsão é que a aeronave chegue a Santiago de Cuba na quarta-feira (15).

O segundo voo está programado para decolar nesta terça-feira (14), do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, levando as 32 toneladas restantes. A chegada da segunda remessa também está prevista para quarta-feira.

Decisão foi tomada após reunião no Planalto

A operação foi definida durante reunião realizada em 9 de julho, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiu o envio da ajuda humanitária com integrantes do governo federal.

Participaram do encontro a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior; o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno; e o presidente da Conab, Sílvio Porto.

Segundo o governo, a iniciativa busca responder à situação de insegurança alimentar enfrentada pela população cubana e integra as ações brasileiras de cooperação internacional em caráter humanitário.

Brasil já havia enviado ajuda em 2025

Esta não é a primeira assistência humanitária brasileira destinada a Cuba neste ano. Em 2025, o Brasil realizou uma doação em resposta aos impactos provocados pelo furacão Melissa, cujos efeitos continuam sendo sentidos na região oriental da ilha, especialmente em Santiago de Cuba.

De acordo com o governo federal, novas doações de alimentos e medicamentos seguem em avaliação e poderão ser anunciadas nas próximas semanas, conforme a evolução das necessidades humanitárias no país. 

sábado, 11 de julho de 2026

General ironiza campanha bolsonarista: “nunca mais um Bolsonaro no Planalto”

 

Publicação do general Paulo Chagas ocorreu após o PL confirmar convenção que lançará Flávio Bolsonaro à Presidência

Por Paulo Emílio (Jornalista)




Flávio Bolsonaro  Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado

247 – O general da reserva do Exército Brasileiro Paulo Chagas voltou a direcionar críticas públicas à família Bolsonaro ao compartilhar, em seu perfil na rede social X, antigo Twitter, uma publicação que afirma que nenhum integrante do clã voltará a ocupar a Presidência da República. A manifestação ocorreu poucos dias após o Partido Liberal (PL) confirmar a convenção nacional que oficializará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, marcada para 25 de julho.

Na mensagem, segundo o Metrópoles, Paulo Chagas republicou uma mensagem que se despede politicamente da família Bolsonaro e também faz críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Postagem prevê fim da família Bolsonaro no Planalto

Na publicação compartilhada pelo militar, a mensagem afirma: “Nunca mais teremos um Bolsonaro no Palácio do Planalto. Disso eu tenho certeza. Agora precisamos não ter nunca mais um petista também, começando em 2026.”

O compartilhamento ocorreu em meio às articulações do PL para oficializar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, ampliando a repercussão política da manifestação do general da reserva.

Críticas ao bolsonarismo não são recentes

Esta não é a primeira vez que Paulo Chagas critica Jair Bolsonaro e seus aliados. Em dezembro de 2025 o militar utilizou a mesma rede social para classificar o ex-presidente como um “líder tão estridente quanto vazio”.

Na ocasião, também afirmou que Bolsonaro era “o maior líder de um grupo incapaz de se consolidar como força propositiva” e avaliou que sua liderança surgiu “em meio a um vácuo de representatividade e de confiança no liberalismo e no conservadorismo, mas que nunca teria deixado de ser um projeto de promoção e de poder pessoal”.

O general ainda criticou a atuação política do ex-presidente no Congresso Nacional, afirmando que Bolsonaro, “praticando uma mesmice política da qual dizia estar fora, uniu-se ao Centrão que, em campanha, permitiu que fosse chamado de ladrão, fragilizando não apenas o seu governo, mas toda a direita que nele acreditava”.

Quem é Paulo Chagas

Paulo Chagas é general da reserva do Exército Brasileiro e disputou o Governo do Distrito Federal nas eleições de 2018. Ele terminou a disputa em quarto lugar, com 110.973 votos, o equivalente a 7,35% dos votos válidos.

EM TEMPO: O general Paulo Chagas tem todo o direito de se expressar publicamente por está na reserva. Porém, convém lembrar que os governos Lula e Dilma, foram os melhores para as Forças Armadas, equipando-as, não interferindo na caserna e nem criando problema para a atuação dos militares.  Considere que o presidente Lula, por ser um líder mundial de respeito e a favor da preservação do meio ambiente, do combate a fome e lutar pela harmonia entre as nações, só tem a contribuir com o Brasil, num mundo, de hoje, cheio de conflitos bélicos e verbais. Ok, Moçada!

quinta-feira, 9 de julho de 2026

EUA querem desestabilizar o Brasil, diz Reynaldo Aragon

Analista afirma que pressões de Washington miram economia, soberania e estabilidade política brasileira

Redação Brasil 247 Publicado em 9 de julho de 2026



Lula e Donald TrumpCrédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

247 – O jornalista Reynaldo Aragon afirmou, no Giro das Onze, da TV 247, que os Estados Unidos intensificam uma estratégia de pressão contra o Brasil para fragilizar a economia, afetar a confiança internacional no país e atingir a soberania nacional. Em entrevista a Gustavo Conde, ele relacionou a ofensiva de Washington a disputas globais envolvendo China, Rússia, Irã, tecnologia, energia, portos, minerais críticos e rotas comerciais.

Segundo Aragon, a reação norte-americana à decisão brasileira envolvendo Sergei Vladimirovic Cherkasov, apontado pelo FBI como espião russo, deve ser vista dentro de uma tentativa mais ampla de associar o Brasil a países considerados adversários pelos Estados Unidos. “Eles vão utilizar todo tipo de artifício para tentar desestabilizar o Brasil perante o mundo”, afirmou.

Para o jornalista, Washington tenta construir narrativas que apresentem o Brasil como um país hostil, inseguro para investimentos ou próximo do chamado “eixo do mal”. “Agora vai aparecer espião russo, espião chinês, vai aparecer traficante de droga colombiano e brasileiro. Vai aparecer todo tipo de situação que eles possam ir configurando o Brasil como um país hostil”, disse.

Aragon avalia que a ofensiva tende a ocorrer sobretudo no campo econômico, financeiro e institucional, mais do que por meio de confronto militar direto. Ele afirmou que acusações envolvendo espionagem, narcotráfico, contratos com Irã ou China e insegurança jurídica poderiam ser usadas para reduzir a confiança do mercado no Brasil. “Essas agressões vão vir no campo econômico, no campo das finanças, no campo do comércio”, declarou.

Na avaliação do jornalista, o Brasil passou a ser visto como destino relevante de investimentos em meio à instabilidade na Europa, à guerra na Eurásia e à crise política nos Estados Unidos. Por isso, afirmou, Washington teria interesse em reduzir a atratividade brasileira. “O Brasil é o grande porto seguro no mundo hoje. Eles querem acabar com isso”, disse. “Eles querem desestruturar a nossa economia e fazer que o Brasil não seja um país confiável para investimento.”

O jornalista também relacionou a pressão norte-americana à disputa por infraestrutura estratégica. Segundo ele, a guerra contemporânea não se limita à conquista territorial, mas ao controle de fluxos econômicos. “A guerra hoje não é por território, a guerra é por rotas e fluxos comerciais. Quem controla a rota e o fluxo controla a produção”, afirmou.

Aragon citou portos, corredores logísticos, energia e minerais críticos como áreas centrais dessa disputa. Para ele, a presença chinesa em projetos de infraestrutura na América Latina provoca reação dos Estados Unidos, que tentam preservar influência sobre pontos estratégicos do continente.

O jornalista também tratou da possibilidade de Washington usar a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas para justificar maior pressão sobre o país. Ao comentar alertas feitos pelo Itamaraty sobre riscos de uso da força, afirmou: “Se isso chegou ao ponto do Itamaraty, de uma afirmação do Mauro Vieira nisso, é porque existem riscos reais.”

Na frente institucional, Aragon disse que o Judiciário, o TSE e a regulação das plataformas digitais estão no centro da disputa. Para ele, Alexandre de Moraes se tornou alvo de big techs e de setores da extrema direita. “O que está acontecendo agora é muito sério. A gente tem que ficar de olho no Judiciário”, afirmou.

Ao analisar o cenário internacional, Aragon disse que o cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã foi apenas uma pausa militar. “Esse cessar-fogo, na verdade, era uma pausa de reorganização das forças”, declarou. Para ele, a guerra no Oriente Médio e o conflito entre Rússia e Ucrânia integram uma disputa maior contra a China.

Segundo Aragon, Rússia e Irã são peças estratégicas para rotas comerciais, gasodutos, oleodutos e ferrovias ligados à Eurásia. Nesse contexto, afirmou, o Brasil também entra no tabuleiro global. A ofensiva contra o país, concluiu, combina guerra econômica, pressão diplomática, disputa tecnológica e ataques institucionais, exigindo atenção à defesa da soberania nacional.