PALESTRA NO AUDITÓRIO DA CODEAM
quarta-feira, 17 de junho de 2026
terça-feira, 16 de junho de 2026
Celso Amorim defende regulação das big techs e alerta para riscos da inteligência artificial à democracia
Assessor internacional de Lula afirma que Estados não podem abrir mão de sua capacidade regulatória diante do poder das plataformas digitais
16 de junho de 2026
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| Celso Amorim (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil) |
247 - O assessor
especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso
Amorim, defendeu nesta terça-feira (16) o fortalecimento da capacidade
regulatória dos Estados diante do crescente poder das grandes empresas de
tecnologia. As declarações foram feitas durante a XXIII Conferência de
Segurança Internacional do Forte e divulgadas pela CNN Brasil.
Segundo Amorim, os governos precisam
exercer sua autoridade regulatória para garantir que os avanços tecnológicos
estejam alinhados aos interesses coletivos da sociedade. Para ele, o
desenvolvimento de novas tecnologias deve contribuir para objetivos como a
redução da pobreza, a preservação ambiental e a promoção dos direitos humanos.
“Diante do poder das big techs, os Estados não
podem abdicar de sua legitima capacidade regulatória derivada do voto do povo.
Temos que garantir que o desenvolvimento tecnológico esteja direcionado para
bens comuns, como a diminuição da pobreza, a proteção do meio ambiente e a
garantia dos direitos humanos”, afirmou.
Durante sua participação no evento, o
ex-ministro das Relações Exteriores também demonstrou preocupação com o avanço
acelerado da inteligência artificial. Embora tenha reconhecido que toda
inovação tecnológica traz oportunidades e desafios, avaliou que o cenário atual
inspira cautela. “Os riscos parecem maiores do que as oportunidades”, declarou.
As falas de Amorim ocorrem em um
momento de intenso debate sobre a regulação das plataformas digitais no Brasil.
Em maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos que ampliaram
os mecanismos de fiscalização sobre conteúdos publicados na internet.
Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa recursos apresentados
por empresas de tecnologia contra decisões relacionadas ao Marco Civil da Internet.
O julgamento discute a ampliação das
hipóteses de responsabilização das plataformas por conteúdos publicados por
usuários, tema que tem mobilizado autoridades, empresas e especialistas em
liberdade de expressão e governança digital.
Na avaliação de Amorim, a
concentração tecnológica em poucos países representa um desafio adicional para
as democracias, especialmente para nações que não ocupam posição de liderança
no desenvolvimento de inteligência artificial.
“Temos que ter a consciência de que a
concentração de poder em alguns países, em matéria de inteligência artificial,
tem o poder de minar a democracia e agravar profundamente a desigualdade. É o
caso das big techs que recusam qualquer tipo de regulação”, completou.
O assessor relacionou a ausência de
mecanismos regulatórios à ampliação das desigualdades globais e ao
enfraquecimento de processos democráticos, defendendo que os países mantenham
instrumentos capazes de supervisionar a atuação das grandes plataformas
digitais.
Com divergências entre os ministros, o STF deve
concluir na quarta-feira (17) o julgamento dos recursos apresentados pelas
gigantes da tecnologia, em uma decisão que poderá influenciar o futuro da
regulação das redes sociais e da responsabilização das plataformas digitais no
Brasil.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
A derrota política de Israel no acordo Trump-Irã
"A derrota mais relevante não é americana. É israelense"
Por João Lister (Advogado)
Benjamin Netanyahu (Foto: ILIA YEFIMOVICH/Pool via
REUTERS)
O acordo anunciado por Donald Trump com o Irã não
deve ser lido apenas como mais um capítulo da diplomacia instável do Oriente
Médio. Ele revela algo mais profundo: a erosão da ideia de que Israel, sob
Benjamin Netanyahu, pode conduzir sua política regional como se os Estados
Unidos fossem uma extensão automática de sua estratégia militar.
À primeira vista, pode parecer que quem saiu
derrotado foi Washington. Afinal, os Estados Unidos entraram na guerra com a
pretensão de impor ao Irã uma rendição estratégica, limitar definitivamente seu
programa nuclear, reorganizar o tabuleiro regional e reafirmar sua supremacia
militar no Oriente Médio. Ao final, o que surge é um acordo negociado, mediado
por terceiros, com concessões práticas ao Irã, reabertura do Estreito de
Hormuz, alívio econômico e postergação das questões nucleares mais sensíveis
para uma etapa futura. Isso não é vitória imperial. É administração de danos.
Mas a derrota mais relevante não é americana. É
israelense.
Os Estados Unidos, mesmo quando recuam, continuam
sendo uma potência global capaz de converter impasses militares em narrativas
diplomáticas. Trump venderá o acordo como gesto de força, como contenção do
Irã, como vitória pessoal e como prova de sua capacidade de negociar onde
outros apenas guerrearam. O império sabe transformar retirada em coreografia.
Israel, porém, sai exposto em sua dependência.
O ponto central é este: Netanyahu parece ter
apostado que a aliança com os Estados Unidos seria incondicional, inclusive
para sustentar suas idiossincrasias políticas, seus cálculos internos de
sobrevivência e sua estratégia de guerra permanente. Essa aposta encontrou um
limite. Trump, ainda que por pragmatismo, e não por princípio humanitário,
sinalizou que não aceitará ser arrastado indefinidamente para aventuras
militares que possam desorganizar os mercados, elevar o preço do petróleo,
comprometer rotas globais de comércio e produzir desgaste político interno.
Esse é o dado novo. A relação EUA-Israel permanece estrutural,
estratégica e profunda. Não se rompeu. Mas deixou de parecer ilimitada. O
acordo com o Irã mostra que Washington pode, quando seus próprios interesses
assim exigem, separar a segurança de Israel da agenda pessoal de Netanyahu. E
essa distinção é devastadora para o primeiro-ministro israelense.
Netanyahu construiu parte substancial de sua força
política sobre a ideia de que só ele seria capaz de garantir a segurança de
Israel, porque só ele manteria controle privilegiado sobre Washington. Sua autoridade
interna depende da imagem de estadista indispensável, de comandante cercado por
inimigos, de líder que fala diretamente ao centro do poder americano. Quando
Trump negocia com Teerã, apesar das objeções israelenses, e quando deixa
transparecer irritação com ações militares capazes de sabotar o acordo, essa
imagem sofre uma fratura.
Israel não perdeu porque tenha se tornado
irrelevante. Perdeu porque descobriu que sua relevância tem limites. Perdeu
porque a doutrina da pressão máxima contra o Irã não produziu a submissão
esperada. Perdeu porque a guerra não resultou em uma arquitetura regional
desenhada exclusivamente a partir de Tel Aviv. Perdeu porque o Irã, mesmo
pressionado, bombardeado, sancionado e bloqueado, chegou à mesa de negociação
não como ator destruído, mas como parte necessária para estabilizar a região.
Essa é a dimensão simbólica da derrota israelense:
o inimigo que deveria ser isolado tornou-se interlocutor obrigatório.
O acordo também revela o fracasso de uma premissa
cara à direita israelense: a de que força militar contínua pode substituir
política. Durante anos, Netanyahu apostou na fragmentação regional, na
demonização absoluta do Irã, na associação entre segurança nacional e expansão
militar, e na transformação de toda crítica externa em ameaça existencial. Esse
modelo funcionou enquanto encontrou guarida automática em Washington. Mas,
quando a guerra passou a ameaçar interesses globais mais amplos, a Casa Branca
voltou a agir como potência imperial, não como gabinete auxiliar do governo
israelense.
É nesse ponto que a derrota de Israel se torna mais
profunda do que uma derrota militar. Trata-se de uma derrota de método. O
método Netanyahu pressupõe escalada permanente, captura emocional da opinião
pública ocidental e fusão entre interesses de Estado e sobrevivência pessoal no
poder. O acordo Trump-Irã, se consolidado, impõe outra lógica: contenção, custo
econômico, negociação e limite.
Não há ingenuidade aqui. Trump não se converteu em
pacifista. Os Estados Unidos não abandonaram sua política de poder. O Irã não
se transformou em parceiro confiável aos olhos do Ocidente. E Israel continuará
recebendo apoio militar, diplomático e financeiro americano. Mas o episódio
indica uma fissura importante: a política externa dos Estados Unidos pode até
proteger Israel, mas não necessariamente protegerá Netanyahu de Netanyahu.
Essa distinção muda o tabuleiro.
Para Israel, o dano maior é político e estratégico.
O país passa a conviver com a percepção de que sua margem de ação regional será
menor quando colidir frontalmente com interesses econômicos e eleitorais
americanos. Netanyahu, por sua vez, perde a aura de intocabilidade
internacional. Seu governo poderá continuar agressivo, mas agora sob o risco de
isolamento relativo, inclusive diante de aliados tradicionais.
No fundo, o acordo anunciado por Trump expõe uma
verdade incômoda: os Estados Unidos podem perder guerras sem deixar de ser
potência; Israel, porém, não pode perder a ilusão de que Washington estará
sempre disponível para legitimar todos os excessos de seu governo. Essa ilusão
foi atingida.
E quando uma potência regional descobre que seu
principal aliado não é incondicional, não se trata apenas de revés diplomático.
Trata-se de mudança histórica de posição.
Netanyahu queria demonstrar que Israel podia
arrastar os Estados Unidos até onde fosse necessário. O acordo com o Irã sugere
o inverso: há um ponto em que Washington para, calcula, negocia e deixa Israel
sozinho com as consequências políticas de sua própria escalada.
Essa é a verdadeira derrota.
EM TEMPO: Atualmente a humanidade se encontra muito indefesa diante dos desmandos ditatoriais ora cometidos pelos seus governantes. A ONU não consegue ser obedecida pelos ditadores, mesmo que hajam eleições em seus países.
domingo, 14 de junho de 2026
Terras Raras: a defesa da soberania popular
Por Lucas Silva, jornalista e membro do Comitê Central do PCB
Publicado no Jornal O
Poder Popular nº 105 (maio de 2026) – Atualizado em 27/05
Traduzido para o portal International Communist Press, dirigido pelo TKP
(Partido Comunista da Turquia): https://icp.org.tr/articles/rare-earths-defense-national-and-popular-sovereignty
A crise de hegemonia
dentro do bloco imperialista ganha novos contornos, não somente com a agressão
ao Irã, mas também na disputa por recursos estratégicos. No centro dessa
disputa, as terras raras e o Brasil ganham atenção especial. A tentativa do
governo Trump de impor altas taxas sobre produtos brasileiros esconderam um
interesse voraz sobre a posse das terras raras e minerais críticos brasileiros.
O que são as terras
raras? De acordo com o portal GGN, “As chamadas terras raras concentram
minerais críticos que são importantes para o uso e desenvolvimento de
indústrias de energia limpa, eletrônica e medicina, pelo seu uso na fabricação
principalmente de baterias.” Também são fundamentais na produção militar. São
“um conjunto de minérios pesados e leves de alto valor, em um total de 17
elementos, como o lantânio (La), cério (Ce), praseodímio (Pr), neodímio (Nd),
térbio (Tb), disprósio (Dy), entre outros.”
O Brasil só possui
menos reservas do que a China, com 44 milhões de toneladas, e o Vietnã, com 22
milhões de toneladas. Brasil e Rússia ocupam o terceiro lugar, com cerca de 21
milhões de toneladas, de acordo com o levantamento do Serviço Geológico dos
Estados Unidos, realizado em 2023.
Um capítulo dramático
na disputa sobre as Terras Raras ocorreu em 20 de abril, quando a estadunidense
USA Rare Earth comprou 100% da companhia Serra Verde, por 2,8 bilhões de
dólares, em acordo criminoso articulado pelo neofascista Ronaldo Caiado. A
Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única de argilas
iônicas em atividade no Brasil. É também a única produtora das 4 terras raras
pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia.
Movimentos populares, lideranças e parlamentares de esquerda como o
camarada Glauber Braga denunciaram
esse crime contra nossa frágil soberania, defendendo o monopólio estatal e a
criação de uma empresa pública para cuidar do setor. Porém, o governo Lula,
atendendo à sua composição de classe (dominada pelas frações da grande
burguesia), fez um discurso crítico e tomou algumas medidas judiciais, mas não
executou nenhum movimento concreto em defesa da criação da Terrabrás; ao
contrário, desautorizou as iniciativas dos parlamentares petistas.
Após o caso da Serra Verde, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 2780/2024 que institui a Política
Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com elementos
perigosos para nossa frágil soberania e também para o meio ambiente. O PL em questão, que atualmente se encontra
no senado, tem vários pontos problemáticos: 1 – descarta a criação da
Terrabrás, 2 – mistura intencionalmente os minerais críticos com os chamados
“minerais estratégicos”, abrindo brechas para a inclusão de ferro e bauxita
nesse guarda-chuva, ou seja, mais benefícios, isenções fiscais e subsídios para
os setores parasitários que destroem o meio ambiente e o reforço do Brasil como
exportador de matérias primas, 3 – ao ampliar a lógica da exportação de
minérios de baixa complexidade, o PL joga no lixo a possibilidade de
industrialização de minérios mais complexos e estratégicos, ou seja, o refino
fica prejudicado e pior, terceirizado para grandes monopólios internacionais, 4
– protagonismo do setor privado nacional e internacional entre outras coisas.
A Política Nacional
de Minerais Críticos e Estratégicos, da maneira que foi aprovada na câmara e do
jeito que se encontra no Senado, só reforça a divisão internacional do
trabalho, cujo centro imperialista empurra o Brasil para a condição de país
explorado, exportador de matérias primas, com pouquíssima proteção ambiental,
com empresas dominadas pelo grande capital internacional, demonstrando mais uma
vez o projeto entreguista e subalterno da burguesia brasileira, nas suas mais
variadas frações (tanto as que apoiam Flávio Rachadinha Bolsonaro quanto as que
apoiam Lula). Mas a batalha não está perdida. Em tempos turbulentos como
vivemos, mais do que nunca ter o controle soberano e popular das terras raras
está na ordem do dia.
Não apenas para
usufruirmos dos lucros da exploração das terras raras para uso em serviços
públicos e direitos sociais, mas também para termos a opção de extrair ou não,
de como extrair e refinar, de minimizar os impactos ambientais decorrentes
dessa atividade produtiva, de usar esses minerais para alavancar políticas de
industrialização e criação de empregos de qualidade, entre outras coisas.
A soberania sobre as
terras raras através de uma empresa estatal cumpre papel decisivo no acúmulo de
forças para fortalecer a nossa soberania e conscientizar o povo trabalhador
sobre a importância da nacionalização dos recursos estratégicos. Mas isso
somente será possível por meio de uma grande campanha popular em defesa do
monopólio estatal das terras raras, conectando esta batalha com a luta estratégica
pela verdadeira independência e soberania popular diante do grande capital
nacional e imperialista, a luta pela construção de um estado proletário e
socialista, a única garantia real de soberania do nosso país.
O Minério é Nosso!
Pelo monopólio estatal das terras raras!
Recomendação de
leitura: “A Política Nacional de Minerais Críticos não será um instrumento de
soberania” – Artigo do economista Diógenes Moura Breda
sábado, 13 de junho de 2026
Prefeito de Nova York exalta Sócrates e a Democracia Corinthiana em vídeo sobre a Copa do Mundo
Zohran Mamdani destacou o legado político da Democracia Corinthiana e a atuação do ex-jogador contra a ditadura
13 de junho de 2026
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| Zohran Mamdani (Foto: REUTERS/Eduardo Munoz |
247 - O prefeito de Nova
York, Zohran Mamdani, citou o ex-jogador Sócrates e o movimento Democracia
Corinthiana em um vídeo publicado nas redes sociais para informar a população
sobre mudanças no trânsito provocadas pela realização da Copa do Mundo. No
vídeo, Mamdani explicou alterações na circulação de veículos em razão da
partida entre Brasil e Marrocos, disputada em Nova Jersey, região vizinha a
Nova York.
Segundo o jornal O Globo, após tratar das questões operacionais, o prefeito
abordou o papel do futebol na sociedade e relembrou a experiência liderada por
Sócrates no Sport Club Corinthians Paulista durante os anos 1980. Ao comentar o
tema, Mamdani afirmou: "Enquanto esperamos o Brasil contra Marrocos, tenho
pensado muito sobre Sócrates. Não o filósofo grego, mas o maestro brasileiro do
meio-campo. Ele jogou nos anos 70 e 80, incluindo a Copa de 1982".
O prefeito de Nova York também
lembrou o contexto político vivido pelo Brasil durante a trajetória de Sócrates
no Corinthians. "Esses foram anos difíceis para o Brasil. Uma ditadura
militar repressiva governou o país, impondo seu domínio pela força. No
Corinthians, o clube do qual ele foi capitão, Sócrates e seus companheiros de
equipe participaram do que os brasileiros sonhavam todos os dias: democracia.
Eles começaram um experimento de autogovernança, chamado Democracia
Corinthiana. Se você era o atacante estrela do time, ou o funcionário da
lavanderia, você tinha o mesmo voto", declarou.
Ao abordar a atuação do ex-jogador contra a ditadura militar, Mamdani ressaltou a forma como a mensagem chegou aos gramados. "E, enquanto a ditadura militar torturava e assassinava seus cidadãos, Sócrates levou os jogadores a campo vestidos com agasalhos em que estava escrito nas costas 'Eu quero votar no meu presidente'", disse Mamdani.
Futebol e transformação social
No mesmo vídeo, o prefeito destacou
alguns dos atletas que estariam em campo na partida entre Brasil e Marrocos.
Ele mencionou o goleiro marroquino Yassine Bounou e os atacantes brasileiros
Vinícius Júnior e Raphinha. Mamdani também ressaltou a dimensão social do
futebol e sua capacidade de mobilizar comunidades em diferentes partes do
mundo.
"Enquanto nos preparamos para
sediar uma Copa do Mundo, estamos celebrando um esporte que deu muito a milhões
pelo mundo. Um senso de pertencimento, de solidariedade, conexão com
comunidades. Futebol criou movimentos, enfrentou ditaduras. E, por 90 minutos,
nos permite não só esquecer dos problemas do mundo, mas achar formas de
enfrentá-los", afirmou.
Simplesmente o prefeito de Nova York
citando CORINTHIANS, SÓCRATES e DEMOCRACIA CORINTHIANA no discurso de hoje
sobre a Copa do Mundo pic.twitter.com/m0kCxpTsal https://t.co/7IQr346h0t
— Atlas 1910 (@Atlas_1910) June 13, 2026
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Correia cobra CPMI por possível elo entre fintech investigada por ligação com PCC e filme sobre Bolsonaro
Deputado aponta gravidade de transações envolvendo Gold Style, ligada à principal facção criminosa do Brasil, e repasses ao longa Dark Horse.
11 de junho de 2026
Por Leonardo Lucena
247 - O deputado
federal Rogério Correia (PT-MG) cobrou a instalação da CPMI do Dark Horse após
a revelação de transações envolvendo o fundo Gold Style, uma fintech apontada
como "banco paralelo" do Primeiro Comando da Capital (PCC), e a
empresa ligada a repasses para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro (PL).
"Vai dar cadeia, queda na
pesquisa e não adianta fazer censura de instituto de pesquisa. Filme ligado a
organização criminosa que eles chamam de terroristas. O que tem que ser feito é
a CPMI Dark Horse", afirmou Correia.
O caso envolve o Gold Style Fundo de
Investimento em Direito Creditório, administrado pela Reag Trust. Segundo
a Folha de S.Paulo, a gestora aparece em investigações da
Polícia Federal sobre a engrenagem financeira montada pelo Banco Master para
fraudar carteiras de crédito e inflar ativos.
O Banco Central liquidou o Master em
novembro, e a Reag Trust, em janeiro. Segundo relatórios do Conselho de
Controle de Atividades Financeiras (Coaf), entre as movimentações identificadas
estão transações entre o fundo com a BK Bank, fintech investigada na Operação
Carbono Oculto.
A apuração conduzida pela Polícia
Federal, Receita Federal e Ministério Público de São Paulo investiga a
infiltração do PCC no mercado financeiro por meio de empresas e instituições
que teriam facilitado a circulação de recursos sem transparência.
Os registros analisados indicam
transferências de R$ 133,6 milhões da BK Bank para o Gold Style em 2023, além
de outras operações realizadas em 2024 e 2025 que somam R$ 12,9 milhões. No
total, as movimentações entre as duas instituições alcançam pelo menos R$ 146,5
milhões.
Banco Master
financiou filme sobre Jair Bolsonaro
A produção de Dark Horse, filme
biográfico sobre Jair Bolsonaro, entrou no centro da controvérsia depois que
vieram à tona informações sobre negociações financeiras conduzidas pelo senador
Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele tratou diretamente com Daniel Vorcaro, dono do
Banco Master, de um financiamento de R$ 134 milhões para investir no filme.
Desse total, ao menos R$ 61 milhões seguiram para a estrutura ligada à
produção.
Vorcaro está preso e negocia delação
premiada após a Operação Compliance Zero. A PF (Polícia Federal) investiga um
esquema de fraudes financeiras que, segundo a corporação, movimentou pelo menos
R$ 12 bilhões. A polêmica ganhou novo capítulo nesta terça-feira (9), quando
documentos revelados pelo Intercept Brasil apontaram que Vorcaro participou de
uma operação financeira para enviar recursos aos Estados Unidos destinados ao
financiamento de Dark Horse. Outro ponto sensível envolve a compra de um imóvel
milionário no Texas.
Um fundo ligado a Paulo Calixto,
advogado do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados
Unidos, adquiriu uma casa avaliada em R$ 3,6 milhões em Arlington. O imóvel
entrou para o patrimônio do Mercury Legacy Trust, fundo privado de gestão
patrimonial usado para administrar bens em nome de terceiros. Calixto também
administra o Havengate Development Fund, estrutura que recebeu parte dos R$ 61
milhões enviados por Vorcaro em 2025.
Mais detalhes do
fundo
Dados públicos da Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) mostraram que o Gold Style surgiu em abril de 2020, com
aporte inicial de R$ 480,1 milhões, segundo a Folha de S.Paulo. Em maio de
2024, o patrimônio líquido do fundo chegou a R$ 1,84 bilhão. Nos registros do
órgão regulador, o fundo aparece como "em funcionamento normal".
Ainda de acordo com a reportagem, os
documentos públicos não permitem identificar os donos nem os beneficiários do
Gold Style. Segundo a Polícia Federal (PF), estruturas desse tipo de
investimento e circulação de recursos figuraram entre os mecanismos usados por
Reag e Master em operações voltadas a fraudes e à ampliação artificial de
ativos. O fundo também apareceu em operações com debêntures privadas nas quais
a Reag atuou como emissora, escrituradoura ou agente fiduciário.
Conforme comunicação da B3, a Bolsa
de Valores de São Paulo, ao Coaf, 11 debêntures somaram R$ 3,6 bilhões. Esses
papéis representam títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos
e gerar direitos de crédito a investidores. Como todas as debêntures listadas
no relatório financeiro são privadas e sigilosas, não há identificação pública
dos responsáveis pelas movimentações.
Pesquisa Quaest
A fala de Rogério Correia também fez
referência ao impacto político do caso. Pesquisa Quaest divulgada nesta
quarta-feira (10) apontou o presidente Lula com 44% das intenções de voto em um
eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrou 38%.
Entre os eleitores independentes, o
levantamento indicou vantagem de 13 pontos para o presidente Lula em relação ao
senador da extrema-direita. Correia associou a repercussão das suspeitas ao
cenário eleitoral e à necessidade de investigação sobre o financiamento do
filme.
Facções criminosas
Na publicação, o deputado também
lembrou que os EUA classificaram as facções criminosas Primeiro Comando da
Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. No
Brasil, lideranças progressistas afirmam que essa decisão busca abrir caminho
para sanções contra o governo brasileiro em meio às condenações ligadas a
investigações sobre ações golpistas.
O governo Donald Trump representa a
extrema-direita estadunidense e mantém aliança política com a família
Bolsonaro. No começo do mês, a gestão trumpista anunciou a intenção de aplicar
uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros e criticou o Pix, sem
apresentar provas, ao acusar o Brasil de adotar práticas desleais no comércio.
O governo Lula negocia para evitar a aplicação da medida.
O caso também se conecta à atuação de
Eduardo Bolsonaro em território estadunidense. O STF julgará o ex-parlamentar
em 16 de junho por coação judicial. Ele mora nos EUA e responde à acusação de
articular ações para interferir em processos judiciais brasileiros e favorecer
condenados por ações golpistas. O STF condenou 29 pessoas no inquérito da trama
golpista e determinou mais de 1,4 mil condenações na investigação sobre os atos
golpistas de 8 de janeiro de 2023.
— Rogério Correia
(@RogerioCorreia_) June 11, 2026
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Barrar a ofensiva imperialista contra o Brasil
Nota Política do Partido Comunista Brasileiro (PCB)
As recentes ações do
governo Trump contra o Brasil desmontam definitivamente as ilusões daqueles que
acreditavam ser possível estabelecer uma relação de confiança com o
imperialismo estadunidense. Mais uma vez, confirma-se uma verdade histórica:
como o PCB vem alertando há bastante tempo, o imperialismo não tem amigos,
parceiros ou aliados permanentes. Tem apenas interesses. E seus interesses
significam a submissão dos povos, o controle dos mercados, a apropriação das
riquezas estratégicas e a imposição de governos dóceis aos seus desígnios.
Em poucos dias,
Washington desencadeou uma nova ofensiva contra nosso País. Primeiro,
classificou o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, criando
um perigoso precedente para justificar futuras ingerências em assuntos internos
brasileiros. Em seguida, anunciou novas barreiras comerciais e tarifas contra
produtos nacionais, utilizando argumentos ridículos e arbitrários para atacar
setores da economia brasileira e pressionar o governo Lula.
Não satisfeitos, os
representantes do imperialismo passaram a questionar a nossa soberania,
afirmando que o Brasil representa um desafio para os Estados Unidos porque não
se alinha totalmente aos interesses da política externa estadunidense, deixando
evidente que o verdadeiro problema não é o comércio, a segurança pública ou
qualquer outra justificativa apresentada. O problema é que o Brasil não atende
integralmente os interesses de Washington. Tais medidas, portanto, visam apenas
criar pretextos para chantagear o país e saquear nossas riquezas.
O elemento mais
revelador dessa ofensiva foi a explícita demonstração de apoio político ao
bolsonarismo. Ao elogiar publicamente Flávio Bolsonaro, Trump deixou evidente
que a extrema-direita brasileira continua sendo sua principal aposta para
ampliar a influência dos EUA sobre o Brasil. O imperialismo já escolheu seu
candidato preferencial porque sabe que o bolsonarismo representa a corrente
política mais submissa aos interesses estrangeiros e mais hostil à soberania
nacional e popular.
Esse episódio revela,
mais uma vez, o papel vergonhoso da extrema-direita como verdadeira quinta
coluna do imperialismo dentro do nosso país. Enquanto posa de patriota diante
das câmeras, conspira nos bastidores contra os interesses nacionais. Enquanto
se enrola na bandeira brasileira, ajoelha-se diante da bandeira dos Estados
Unidos. Enquanto discursa sobre soberania, trabalha para transformar o Brasil
numa colônia subordinada aos interesses de Washington.
Flávio Bolsonaro
encarna essa postura de maneira servil. Em vez de defender o Brasil diante das
agressões externas, busca apoio político junto ao governo dos Estados Unidos,
estimulando pressões contra seu próprio país. Para se safar dos escândalos do
Banco Master, onde foi pego com a boca na botija, correu para o exterior
prometendo entregar o Brasil em troca da proteção estadunidense. Somente um
vassalo e bajulador dessa espécie, representante típico das classes dominantes
e dos setores mais entreguistas da sociedade brasileira, é capaz de pedir que um
governo estrangeiro intervenha na sua própria nação.
A história demonstra
que o imperialismo dos EUA e seus aliados sempre utiliza os mesmos métodos.
Primeiro fabrica pretextos. Depois promove pressões diplomáticas, econômicas e
políticas e até invasão militar. Em seguida financia seus aliados internos com
o objetivo de moldar os rumos da vida política dos países que pretende
controlar. Foi assim na América Latina, na África, no Oriente Médio e em
inúmeras outras regiões do mundo. É assim que está tentando fazer no Brasil.
Diante desse cenário,
torna-se cada vez mais urgente a construção de uma Frente Anti-imperialista e
Anticapitalista, capaz de reunir o movimento sindical, os organizações
populares, a juventude, os setores democráticos e todos os verdadeiros
patriotas, dispostos a defender a soberania nacional e os interesses do povo
trabalhador. Essa Frente será mais forte se conseguirmos formar os Comitês
Populares Anti-imperialistas nos locais de trabalho, estudo, moradia e nas
comunidades, de forma a incorporar todo o povo nesta batalha em defesa da
soberania nacional e popular.
Essa luta não pode se
limitar à defesa abstrata da soberania. A defesa da nação está inseparavelmente
ligada à defesa da pauta dos trabalhadores. Não haverá independência nacional
enquanto o sistema financeiro controlar a economia. Não haverá soberania
enquanto nossas riquezas estratégicas estiverem submetidas ao capital
estrangeiro. Não haverá democracia verdadeira enquanto a maioria do povo
permanecer excluída das decisões fundamentais do país.
Por isso, a luta
contra o imperialismo deve caminhar lado a lado com a luta pelos direitos dos
trabalhadores e das trabalhadoras, pela revogação das contrarreformas,
valorização dos salários, redução da jornada de trabalho sem redução salarial,
pelo controle dos nossos recursos naturais e pela construção de um projeto
popular para o Brasil. A hora exige organização, consciência e mobilização.
Nenhuma conquista
virá das negociações de gabinete. Somente a força e a luta organizada dos trabalhadores,
das trabalhadoras, da juventude e do povo poderá derrotar essa ofensiva
imperialista e de seus agentes internos.
Comissão Política
Nacional do PCB
EM TEMPO: Apesar de toda dificuldade enfrentada pelo governo Lula, deparando-se com um Congresso hostil e de maioria direitista, creio que é possível avançar com políticas que busquem elevar a conscientização/politização das massas populares. Mas, não me parece que o governo Lula tenha dado ênfase a essa tarefa, ocasionando um sério dano a eleição de um Congresso mais alinhado com as causas populares, com a democracia e com a sobernaia nacional. Ok, Moçada!
domingo, 7 de junho de 2026
Após Flávio Bolsonaro trair o Brasil e colocar o Pix em risco, Lula pode vencer no primeiro turno, apontam trackings
Levantamentos internos da oposição indicam queda de até 6 pontos do senador após tarifaço de Trump, associado ao sucesso do Pix
02.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto
Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão - GO. Foto: Ricardo Stuckert / PR
(Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR)
247 – A campanha
presidenciais já possuem novas atualizações de trackings internos que indicam
uma forte queda de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Segundo
informações que circulam nos bastidores, o senador teria perdido entre 4 e 6
pontos após tentar justificar o tarifaço de 25% imposto pelo governo Donald
Trump contra produtos brasileiros, que tem como um dos motivos principais o uso
do Pix pelos brasileiros, que afeta bandeiras de cartões como Visa e
Mastercard.
De acordo com esses levantamentos internos da própria oposição, com margem de variação de ±1% em relação aos dados de ontem, a associação de Flávio Bolsonaro ao ataque comercial dos Estados Unidos contra o Brasil teria se consolidado de forma negativa. O apelido “TarifLávio” teria colado no senador, e aliados já avaliam que não há, neste momento, uma estratégia capaz de reverter o desgaste.
Tarifaço de Trump atinge Flávio Bolsonaro
A crise se agravou depois que Flávio
Bolsonaro tentou atribuir ao presidente Lula a responsabilidade pela tarifa de
25% anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. A declaração
foi vista por setores políticos como uma tentativa de defender o presidente
Donald Trump, mesmo diante de uma medida que afeta empresas nacionais,
exportadores e empregos no Brasil.
A situação ficou ainda mais sensível
porque, entre as justificativas apresentadas pelo USTR, o Representante
Comercial dos Estados Unidos, aparece o papel do Banco Central do Brasil como
regulador e operador do Pix. O órgão estadunidense classificou essa função como
possível conflito de interesse, colocando o sistema de pagamentos brasileiro no
centro da ofensiva comercial dos Estados Unidos.
A leitura nos bastidores é que Flávio Bolsonaro passou a ser associado não apenas ao tarifaço de Trump, mas também a uma ameaça externa contra o Pix, uma das ferramentas financeiras mais populares do país. A combinação entre ataque comercial, prejuízo potencial às empresas brasileiras e risco ao Pix teria produzido forte reação negativa contra o senador.
“TarifLávio” cola e preocupa a oposição
Segundo os trackings internos, o
apelido “TarifLávio” ganhou tração e passou a sintetizar a percepção de que o
senador teria ficado ao lado de Trump em uma disputa contra interesses
brasileiros. A avaliação feita por integrantes da oposição é que a narrativa se
espalhou rapidamente e dificultou qualquer tentativa de reposicionamento.
O desgaste atinge um ponto sensível
da campanha: a imagem de Flávio Bolsonaro como pré-candidato presidencial. Ao
defender que “não são as empresas brasileiras que estão sendo tarifadas” e que
“quem está sendo tarifado é o presidente Lula”, o senador acabou abrindo espaço
para ataques de adversários, que passaram a acusá-lo de minimizar os efeitos
econômicos da medida dos Estados Unidos.
Flávio também afirmou que a tarifa seria resultado do que chamou de “sentimento anti-americano” de Lula. Para críticos, a fala reforçou a percepção de alinhamento automático com Trump, mesmo diante de uma decisão considerada hostil aos interesses do Brasil.
Lula cresce e pode vencer no primeiro turno
Enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta
queda nos trackings, Lula teria registrado crescimento entre 2 e 4 pontos,
segundo as mesmas informações de bastidores. Os novos números indicariam um
cenário de vitória do presidente já no primeiro turno, caso a tendência se
confirme nas próximas rodadas de pesquisas.
A melhora de Lula estaria ligada à
reação do governo brasileiro ao tarifaço e à defesa da soberania nacional
diante da pressão dos Estados Unidos. Nesta terça-feira, o presidente afirmou
que está “esperando um telefonema de Trump” para tratar diretamente do tema.
“Você me deve uma reunião e eu devo
uma pra você. Porque demos 30 dias para nossos ministros negociarem. Então, eu
to esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência
e na minha ausência”, afirmou Lula.
A fala reforçou a estratégia do Planalto de apresentar o presidente como líder disposto a negociar, mas sem aceitar imposições externas que prejudiquem o Brasil.
Pix vira centro da disputa política
O envolvimento do Pix nas
justificativas dos Estados Unidos adicionou um novo componente à crise. O
sistema, utilizado diariamente por milhões de brasileiros, tornou-se símbolo de
soberania tecnológica e inclusão financeira. A simples possibilidade de o Pix
ser questionado por autoridades estadunidenses provocou reação política
imediata.
Para aliados de Lula, Flávio
Bolsonaro acabou se colocando em uma posição politicamente vulnerável ao tentar
justificar a ofensiva de Trump. A avaliação é que qualquer ataque externo ao
Pix tende a ser interpretado pela população como uma ameaça direta ao cotidiano
econômico dos brasileiros.
Nos bastidores da oposição, o temor é que a crise
deixe de ser apenas uma disputa diplomática ou comercial e passe a ser
percebida como uma escolha entre defender o Brasil ou defender Trump. Nesse
cenário, o apelido “TarifLávio” funciona como síntese do problema enfrentado
pelo senador.







