domingo, 17 de fevereiro de 2019

“Impeachment branco” tem de isolar Bolsonaro, fazendo-o laranja do próprio governo; tarefa é dos generais; esplanada precisa de uma faxina


Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 16/02/2019 - 7:47


“Se quiser fechar o governo Bolsonaro, você sabe o que faz? Você não manda nem um jipe. Manda um capitão reformado e seu filho malcriado”. Quem tem de ser isolado e tutelado não é Carlos, o filho, mas Jair, o pai. A tal “velha política”, expressão frequentemente empregada por vigaristas e cretinos, e os militares terão de se juntar para neutralizar o presidente da República (foto), num esforço de salvar o seu mandato.

Para quem não se lembra, parafraseio, no primeiro parágrafo, o filho Zero Três, Eduardo, que afirmou, em palestra concedida em julho do ano passado, que um soldado e um cabo constituiriam força suficiente para fechar o Supremo.

A família não tem muito apreço pelas instituições, como restou provado, mais uma vez, nesse episódio envolvendo Gustavo Bebianno, que está sendo chutado com todas as desonras.

É claro que não há como Bebianno continuar. Se fica, corre o risco de não lhe servirem nem mesmo um café no Palácio do Planalto. Não há dúvida de que o PSL, sob o seu comando, fez lambança com a verba do Fundo Eleitoral, que é dinheiro público. Mas é preciso que um presidente da República seja estupidamente irresponsável para dar ao problema a dimensão de uma crise política.

Não existe privilégio nas aposentadorias dos trabalhadores



Economista explica que dos 30 milhões de benefícios pagos pelo Regime Geral da Previdência, 10 mil estão acima do teto.

Cláudia Motta – Rede Brasil Atual
Em 2017, os 34 milhões de aposentados com benefícios ativos no Regime Geral da Previdência Social (RGPS) receberam em média R$ 1.388. Os números deixam claro: não tem privilégio na aposentadoria dos trabalhadores. A afirmação foi feita pela economista Patrícia Pelatieri em debate realizado na sede da CUT, em São Paulo. O debate ocorre um dia depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter anunciado trechos do projeto de reforma da Previdência que o governo pretende levar ao Congresso.
“Dos 30 milhões de benefícios pagos pelo Regime Geral da Previdência, só 10 mil estão acima do teto. E mesmo assim, antigos, porque ganharam alguma coisa na Justiça”, explica a coordenadora de pesquisas do Dieese. “Quem tem vida laboral mais estável consegue contribuir por mais tempo, vai se aposentar mais cedo e se tiver profissão mais bem remunerada, conseguirá receber um valor próximo ao teto. E normalmente aqueles que se aposentam por tempo de contribuição são os que começaram a trabalhar mais cedo”, afirma. “Ou seja, o que chamam de privilégio, não tem nada de privilégio.”
O que existe de privilégio na aposentadoria, segundo e economista, está diretamente relacionado aos privilégios já existentes na ativa: algumas carreiras de servidores federais, no Judiciário, no Legislativo, além dos militares. Esses setores não foram sequer mencionados nas propostas vazadas até agora pelo governo de Jair Bolsonaro para a reforma da Previdência.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

O perdão bilionário que Bolsonaro quer dar ao agronegócio


                                                                             

© imago/ZUMA Press/O Globo
                                                                           Hyury Potter (de Florianópolis)

Se passar pelo Congresso, presidente Jair Bolsonaro deve sancionar anistia

Desde o resultado das urnas nas eleições de 2018, ruralistas aguardam a promessa do presidente Jair Bolsonaro de perdoar o total das dívidas do setor com o chamado Funrural, a contribuição previdenciária feita por produtores e empreendimentos rurais.

"Estamos juntos nessa briga contra o Funrural", disse o então deputado federal e já pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro em dezembro de 2017.

A dívida retroativa está atualmente em R$ 15,3 bilhões, de acordo com a Receita Federal. Especialistas afirmam que, se colocado em prática, o perdão seria contraditório, principalmente por afetar a já deficitária Previdência Social, que está em discussão para uma reforma que deve ampliar o tempo de contribuição da maior parte dos trabalhadores do país.

Um dos principais argumentos citados por Bolsonaro para aliviar a dívida do campo seria o impacto desse tributo no pequeno produtor rural. No entanto, dados de dezembro de 2018 sobre os endividados que se inscreveram no programa de refinanciamento do Funrural (hoje conhecido pela sigla PRR) mostram que apenas 1% do valor total da dívida é de produtores rurais individuais, sem inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Gigantes do agronegócio, principalmente frigoríficos e empresas de alimentos, são os maiores devedores. Além da falta de pagamento em dia, parte dessas grandes corporações tem mais uma coisa em comum: acusações ou condenações na Justiça por crimes de lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público, alguns em operações bem ruidosas como a Lava Jato.

Brumadinho: o modelo mata


Crime da Vale corresponde a uma realidade histórica dentro de um modelo mineral de capital periférico dependente

Beni Carvalho* – Brasil de Fato
O genocídio humano e ambiental criminoso mais uma vez praticado pela Vale, sendo neste momento em Brumadinho, Minas Gerais, além de provocar uma grande comoção nacional, vem provocando reflexões e ações por diversos setores da sociedade. Vem provocando também a solidariedade e consequência política que é dever das organizações populares neste contexto em que a história se repete enquanto tragédia criminosa. É importante endossarmos a reflexão sobre qual é o problema estrutural e histórico que está por trás do rompimento da barragem de rejeito em Brumadinho.
O principal aspecto que devemos considerar, é que o crime da Vale em Brumadinho corresponde a uma realidade histórica dentro de um modelo mineral de capital periférico dependente. Não estamos diante apenas de um rompimento de uma barragem de rejeito, ou diante de uma tragédia anunciada em decorrência da ausência de impunidade da Vale pelos seus crimes históricos, sendo o mais recente o Crime provocado em Mariana e estendido a bacia do rio Doce de extensão ambiental, econômico, social e cultural incalculável.

MINISTRO PODE CAIR. POR NÃO SER MENTIROSO

Presidente Bolsonaro e ministro Bebianno

Texto do jornalista e bloguista Roberto Almeida













O Governo Bolsonaro é instável, ou caótico, como definiu hoje um jornalista da Folha de São Paulo.

Secretário Geral do Presidente, ministro Gustavo Bebianno, esteve para cair, no início da tarde passada foi noticiado que ele permaneceria no cargo e no final do dia já se tinha como certa a sua demissão.

Segundo Josias de Souza, colunista da Folha, a saída do ministro não será por conta das suspeitas de criação de laranjas para desviar dinheiro do fundo partidário e beneficiar o PSL na eleição de 2018.

O motivo, agora, é porque Bebianno teria vazado áudios (inclusive para o Grupo Globo), provando que teve conversas com o presidente Jair Bolsonaro.

Assim, o ministro prova que não é mentiroso, como o classificou o vereador Carlos Bolsonaro e por ter dito a verdade vai ser punido.