quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Transparência Internacional e o lavajatismo: aliança que arruinou o Brasil sobrevive e tem juiz em posto-chave

Os homens da Transparência e da Lava Jato: Bruno, Ugaz, Moro e Danilo (Foto: Justiça Federal)









O magistrado que assumiu o lugar de Appio é aliado de Moro, e ambos se reuniram com a ONG estrangeira em 2016, ano em que Dilma foi derrubada.

Por Joaquim de Carvalho (Jornalista do Portal 247)

31 de janeiro de 2024

A foto que ilustra este artigo é uma prova de que o lavajatismo sobrevive no Judiciário e na imprensa corporativa, que podemos chamar de velha imprensa ou imprensa entreguista. É uma aliança entre jornalistas e agentes públicos que sabotam todo projeto de soberania nacional. Mas vamos à foto, tirada em 2016, ano do golpe contra a presidente Dilma Rousseff. O homem de barba à esquerda é Bruno Brandão, executivo da Transparência Internacional que ajudou Deltan Dallagnol a formatar seus negócios com dinheiro da Petrobras e da Odebrecht.

Também orientou procuradores no acordo de colaboração da JBS. Seria uma espécie de sócio de Dallagnol em projetos bilionários. Ao lado dele, está José Carlos Ugaz, que foi juiz no Peru e presidia a Transparência Internacional. Na época, a ONG com sede em Berlim se consolidava no Brasil graças à articulação de Josmar Verillo, que representava os interesses de uma multinacional que se aproveitou do cerco à JBS para tentar comprar a fábrica de celulose Eldorado, um negócio que é contestado hoje na Justiça.

Ao centro, está o notório Sergio Moro, e ao lado dele, Danilo Pereira Júnior, também juiz federal. É sobre Danilo que se pretende jogar o foco neste artigo. O homem da ponta é um servidor administrativo da Justiça Federal em Curitiba. Danilo era colega de Moro e foi denunciado por Tony Garcia, na série de entrevistas que deu à TV 247 e também nos depoimentos que prestou na investigação determinada pelo ministro Dias Toffoli, do STF.

Danilo era advogado do consórcio Garibaldi, em 1994, quando houve a intervenção do Banco Central por irregularidades graves. Uma delas era o sorteio fraudulento de carros, e uma das beneficiadas foi a esposa de Danilo. Mais tarde, Danilo fez concurso e entrou na Justiça Federal, quando o processo criminal estava adormecido. Em 2003, depois que assumiu a Vara de Crimes Financeiros de Curitiba, Sergio Moro resgatou o processo e foi atrás de Tony Garcia.

Para isso, o papel de Danilo foi decisivo. Ele procurou seu antigo chefe no consórcio, Agostinho Souza, e o orientou a prestar depoimento de colaboração a Moro, Danilo já era juiz. O depoimento contém uma declaração que mais tarde o próprio Agostinho desmentiu, quando foi processado por Tony Garcia. Agostinho disse a Moro que tinha sido ameaçado de morte por Tony, mas na Justiça Estadual do Paraná, onde corria o processo por crime contra a honra, chorou e admitiu que não era verdade. Mas, para Tony, já era tarde. 

Com base no depoimento de Agostinho, Moro enviou ofício ao Superior Tribunal de Justiça, e pressionou para que o habeas corpus que trancava a ação contra Tony Garcia fosse cassado, e ele pudesse retomar o processo. Cassado o habeas corpus, Tony foi preso e fez um acordo que o tornou agente infiltrado de Moro, cometendo crimes em série para satisfazer o magistrado, segundo contou. Moro usou Tony não no processo do Garibaldi, mas para atingir outros alvos. Danilo foi poupado na ação, e a esposa dele nem sequer foi intimada a depor.

Procurei Danilo para que ele se manifestasse sobre essas questões, mas ele optou pelo silêncio. Algumas semanas depois, Danilo pediu para assumir como titular a vara que foi de Moro e concentra os processos e arquivos da Lava Jato. Danilo só assumiu o cargo depois que Eduardo Appio foi, na prática, obrigado a se transferir para outra vaga. Juiz é inamovível, mas a alternativa de Appio seria enfrentar um processo administrativo que poderia provocar sua aposentadoria compulsória.

A presença de Danilo na 13a. Vara pode se tornar um problema para o Judiciário, não só porque foi um longa manus de Moro, mas porque, antes de se candidatar à vaga, ele votou pela suspeição de Appio quando substituiu um desembargador na 8a. Vara do Tribunal Regional Federal da 4a. Região. Esse voto dele pode gerar pedidos de suspeição em série nos casos da Lava Jato, já que contribuiu para inviabilizar a permanência de Appio na 13a. Vara. Que interesse ele tem? Preservar os arquivos que podem comprometer Moro e Gabriela Hardt? 

É sabido que a correição que sacudiu a Justiça Federal no sul só foi aberta no Conselho Nacional de Justiça depois que Appio comunicou a suspeita de desvio bilionário. Algumas semanas depois, caiu. São fatos graves que a velha imprensa, aliada do lavajatismo, omite ou não procura saber. É por isso que, sim, o lavajatismo sobrevive, e é inimigo dos interesses nacionais.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

"O Império ficará mais perigoso depois de perder as guerras na Ucrânia e em Gaza", diz Pepe Escobar

(Foto: Brasil247 | Reuters )



"Há uma solidão ideológica do Império, que fica evidente na Palestina", disse ainda o analista geopolítico




247 – Em uma entrevista à TV 247, o analista geopolítico Pepe Escobar lançou luz sobre as complexidades das guerras na Ucrânia e em Gaza, destacando não apenas as perdas territoriais e políticas, mas também as ramificações ideológicas que reverberarão pelo cenário global. Em suas declarações, Escobar alertou para um futuro mais perigoso após as derrotas do Império, ressaltando a solidão ideológica que se torna evidente na Palestina.

O ano de 2024 marca um ponto crítico na geopolítica mundial, onde as batalhas na Ucrânia e em Gaza têm consequências profundas. A recente decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre a denúncia da África do Sul contra Israel intensificou as discussões sobre os direitos humanos e as ações de guerra na região. Em uma decisão sem precedentes, a CIJ exigiu que Israel tomasse medidas imediatas para prevenir o genocídio palestino, além de garantir assistência humanitária urgente na Faixa de Gaza. Contudo, a ausência de um cessar-fogo ressalta a complexidade do conflito e a persistência das hostilidades.

Durante sua entrevista à TV 247, Pepe Escobar emitiu uma série de declarações incisivas, destacando os desafios iminentes que o Império enfrenta:

  1. O Império vai se tornar ainda mais perigoso, ao perder as guerras em Gaza e na Ucrânia: Escobar adverte que as derrotas militares não enfraquecerão necessariamente o Império, mas sim o tornarão mais agressivo em suas abordagens futuras.
  2. 2024 é o ano da Grande Decisão. Pode ser o ano da derrocada final do Império: As batalhas em andamento representam uma encruzilhada histórica, onde o destino do Império pode ser selado.
  3. Há uma solidão ideológica do Império, que fica evidente na Palestina: Escobar aponta para a desconexão entre os valores proclamados pelo Império e suas ações reais, particularmente visíveis no conflito palestino.
  4. Sionistas expressam hoje uma psicopatia bíblica: Essa afirmação aponta para as complexidades ideológicas e religiosas que permeiam o conflito em Gaza, onde narrativas históricas se misturam com interesses contemporâneos.
  5. Porta-vozes do imperialismo apontam Trump como o colapso da civilização ocidental. A razão de existir do imperialismo são as guerras eternas: Uma crítica contundente à instrumentalização das guerras como uma estratégia de poder global.

As análises de Escobar ecoam em um momento crucial, onde as potências globais se confrontam não apenas em termos militares, mas também ideológicos e humanitários. Enquanto o mundo observa atentamente os desdobramentos na Ucrânia e em Gaza, as palavras do analista geopolítico ressoam como um lembrete das apostas extraordinárias que estão em jogo. Assista:

https://www.youtube.com/watch?v=pGfi1AlzhFY&t=9s 

domingo, 28 de janeiro de 2024

A polícia brasileira está cada vez mais evangélica, autoritária e violenta

 

Policiais prendem manifestantes na capital paulista (Foto: Lucas Martins, no Brasil de Fato)






28 de janeiro de 2024

Consequência de um cristianismo que nasceu como sistema político e não como religião.

Escreve: Ricardo Nêggo Tom (Cantor, compositor, produtor e apresentador do programa Um Tom de resistência na TV 247

Você já se perguntou o porquê de só três séculos após a sua morte Jesus Cristo ter sido entronizado oficialmente como o salvador da humanidade? O Concílio de Nicéia pode nos ajudar a entender tal questionamento quando, a partir da romanização de um culto que, até então, era primitivo, foi estabelecido que um só Deus ao mesmo tempo seria três pessoas. Pai, filho e espírito santo. Algo que foi duramente contestado pelas igrejas reformadas e por outras religiões monoteístas, como o Judaísmo e o Islamismo, que não creem no caráter divino de Jesus Cristo como segunda pessoa da Santíssima Trindade. 

A questão é que tal conceito de Trindade divina já existia na religiosidade de outras civilizações, como, por exemplo, o Egito, cuja tríade era formada por Hórus, Ísis e Osíris, e na Índia por Brahma, Vishnu e Shiva. O que nos leva, na melhor das hipóteses, a deduzir que a doutrina da Igreja Católica Romana instituída após o referido concílio eclesiástico, 325 anos depois de Cristo, é uma apropriação cultural.

Convocado pelo Imperador romano Constantino I, o Concílio de Nicéia foi o divisor de águas da fé cristã. Diria até que a fé das pessoas foi lançada por água abaixo após a politização da espiritualidade dos fiéis em benefício do Estado. Com o objetivo de obter um consenso na Igreja com relação à natureza divina de Jesus e organizado aos moldes do senado romano, o Concílio determinou a construção da primeira parte do chamado Credo Niceno, uma profissão de fé dos 318 bispos que participaram da reunião. Uma simbologia imitada nos dias de hoje pela Igreja Universal de Edir Macedo e a sua “reunião dos 318 pastores". 

Igreja como negócio e igreja como extorsão: o que fazer diante do mercado da fé?

(Foto: Reprodução)

"Não há argumento racional, político ou ético que se possa alegar contra o pagamento de impostos por parte de líderes religiosos", diz Marcia Tiburi (Filósofa, Escritora e Professora)


 

A norma que dava isenção fiscal a líderes religiosos foi derrubada pela Receita Federal há alguns dias. A isenção, concedida por Bolsonaro, colocou pastores em guerra contra o governo que, na verdade, não pode fazer nada diferente se quiser colocar a democracia em prática. 

Todo cidadão paga impostos, ou seja, também os fiéis das igrejas pagam impostos e os pastores e padres não são diferentes até porque vivem do dinheiro dos fiéis. Não há argumento racional, político ou ético que se possa alegar contra o pagamento de impostos por parte de líderes religiosos que não possa ser usado por qualquer outro cidadão para deixar de pagar os seus próprios impostos. 

Para além disso, as igrejas tem assumido sua vocação empresarial, há muito tempo se fala em igrejas de mercado que tem escondido o que de fato fazem que é comercializar a fé, transformando Deus e Jesus em uma mercadoria barata. O que Jesus Cristo chamou de “vendilhões do templo” nunca deixaram de existir, aliás eles se especializaram. Vemos pastores usando caríssimas roupas de marca, comprando carros luxuosos, casas luxuosas, tudo com o dinheiro dos fiéis que, na maioria das vezes, são coagidos ou chantageados a pagar o dízimo e o fazem com muito sacrifício. 

Há poucos dias uma pastora, cujo investimento em estética corporal e facial deve ter custado muito dinheiro dos fiéis que pagam atualmente as igrejas com pix, pedia valores relacionados à idade das pessoas, quem tem 18 anos paga 18, quem tem 40 paga 40, e assim por diante. Ela criou o milagre da idade, um golpe de marketing em que a fé é manipulada  teopsiquicamente sem vergonha nenhuma. Um pastor, igualmente tatuado e sarado, vendendo-se como “macho”, criou justamente uma igreja para “machos” em que pretende restaurar o que seria o “macho bíblico”. 

O pastor inaugura o pós-fundamentalismo estético, pois até onde se pode ler na Bíblia, as indumentárias eram bem diferentes. Com sua “machonaria” ele passa a fazer parte de um nível avançado da performance do ridículo político, tendência maior da política rebaixada à publicidade e, também ela, a mercado. Ou o Brasil assume o Estado Laico, ou não haverá país nenhum.

EM TEMPO:  Considere ainda  o envolvimento político partidário em nome de Deus. 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Monitoramento de promotora do caso Marielle tem forte indício de obstrução à investigação, diz Pedro Serrano

(Foto: Divulgação)

Investigação da Polícia Federal revelou que mais de 30 mil pessoas, incluindo a promotora do caso Marielle, foram espionadas ilegalmente pela Abin paralela de Bolsonaro

26 de janeiro de 2024


247 - O jurista Pedro Serrano usou a sua conta no X (antigo Twitter) nesta sexta-feira (26) para levantar um questionamento sobre o monitoramento da promotora responsável pela investigação do assassinato da vereado Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.

Segundo Serrano, a espionagem ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sob o comando de Alexandre Ramagem (PL-RJ), revelada em operação da Polícia Federal (PF), mostra “forte indício de obstrução à investigação do assassinato”. Serrano sugere que PF rigor na investigação.

 “O monitoramento ilícito da Promotora do caso Marielle oferece forte indício de obstrução à investigação por autoridades federais da época . A PF deve investigar de imediato e com rigor”, escreveu

"Água mole em pedra dura tanto bate até que fura", diz Joaquim de Carvalho, após Globo conectar o escândalo da Abin à "facada"

Bolsonaro levando facada e Joaquim de Carvalho (Foto: Reprodução)






Globo repercutiu denúncia feita pelo jornalista do 247: a de que os integrantes da Abin paralela eram também ligados ao evento ocorrido em Juiz de Fora com Jair Bolsonaro

26 de janeiro de 2024

247 – O jornalista Joaquim de Carvalho, autor do documentário "Bolsonaro e Adélio, uma fakeada no coração do Brasil", celebrou o fato de o jornal O Globo conectar o escândalo da Abin à "facada" de Juiz de Fora, na campanha presidencial de 2018. "Jornalistas não podem ignorar que a Abin paralela nasceu no evento de Juiz de Fora. Meus cumprimentos ao Lauro Jardim", postou Joaquim de Carvalho.

Uma coluna do jornalista Lauro Jardim no jornal O Globo nesta sexta-feira (26) repercutiu as revelações que o jornalista Joaquim de Carvalho tem feito no Brasil 247 e na TV 247 acerca do evento de Juiz de Fora (MG) durante a campanha presidencial de 2018.

A reportagem confirma o que já havia sido noticiado por Joaquim de Carvalho: integrantes da equipe de segurança que atuou em Juiz de Fora – e que em tese teriam falhado se a narrativa oficial for verdadeira – foram promovidos e colocados na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Isso seria o equivalente a marcar um gol contra num jogo de futebol e receber um prêmio pago pela diretoria do time.

Nas investigações sobre a Abin, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, afastou nesta quinta-feira (25) dois policiais federais que atuaram no evento de Juiz de Fora: Marcelo Bormevet e Luiz Felipe Barros Felix. Os dois trabalhavam diretamente com Alexandre Ramagem no órgão de inteligência, o que deixa a pergunta no ar: por que seguranças que "falharam" em Juiz de Fora passaram a ocupar uma posição tão estratégica no núcleo bolsonarista. Abaixo, o tweet de Joaquim de Carvalho. 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Abin paralela: general fantoche?

 

Jair Bolsonaro (à esq.) e Alexandre Ramagem. Foto: Divulgação

25 de janeiro de 2024

"É necessário aprofundar as investigações e dar uma satisfação à sociedade que acaba de resistir a uma tentativa de golpe de estado", escreve Kakay (Antônio Carlos de Almeida Castro – Advogado Criminalista)  

Em um voo de Sevilha para Paris leio, estarrecido, o despacho do Ministro Alexandre de Moraes sobre a “Abin paralela.” A investigação trata de uma rede de proteção aos filhos do presidente Bolsonaro, da tentativa de fazer ligações falsas e criminosas de Ministros do Supremo com o PCC, de monitoramento ilegal de Ministros e Parlamentares e cidadãos, enfim, de uma organização criminosa que se apoderou do Estado. Boa parte do  que ouvíamos sobre a bandidagem estruturada no governo Bolsonaro está exposto na manifestação do Ministério Público e na decisão de Sua Excia o Ministro do Supremo.

É um momento grave da consolidação da democracia. As medidas, ainda que vigorosas, tomadas pelo Ministro do Supremo, não parecem suficientes para conter o verdadeiro ânimo golpista que ainda parece coordenar este grupo terrorista. 

É necessário aprofundar as investigações- não estou afirmando que isto não está sendo feito- sobre o general que coordenava a Abin. É possível imaginar uma teia tão grave de insurreição sem o conhecimento do general Augusto Heleno? Afinal ele se dizia tão atento e pressuroso do seu poder. Era um general de fachada? Um fantoche? Tudo de tão grave passava sob suas barbas e ele desconhecia? Que general é este que desonra assim o exército brasileiro com uma incompetência brutal? Desconhecia tudo? Ou ele se apresenta como assistente de acusação ou vai deixar muito mal o exército.

É necessário aprofundar as investigações e dar uma satisfação à sociedade que acaba de resistir a uma tentativa de golpe de estado. Mais uma vez o Poder Judiciário, em regra patrimonialista e reacionário, assume a responsabilidade pela estabilidade democrática. Urge que o Congresso se manifeste pois , ao que consta, parlamentares foram criminosamente investigados. E todos nós, cidadãos que nos aliamos pela consolidação da democracia, temos que acompanhar e cobrar uma investigação deste escândalo. A democracia continua em risco. Até porque há uma sombra a ser desvendada de certo grupo do atual governo ter trabalhado para o não esclarecimento dos crimes. Grave!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Irã desmascara Israel na ONU e explica por que o estado sionista não cessa o genocídio em Gaza

Hosein Amir Abdolahian (Foto: FIRAS MAKDESI/Reuters)
24 de janeiro de 2024

O Irã responsabiliza os Estados Unidos por bloquear a paz em Gaza e afirma que Washington, em vez de pedir moderação, deve obrigar Israel a interromper a guerra



247 - "Os Estados Unidos, como apoiador prático e cúmplice principal do regime israelense em seus crimes, impediram que este organismo [o Conselho de Segurança da ONU] cumprisse efetivamente seus deveres inerentes de deter o genocídio de uma nação e estabelecer um cessar-fogo na Faixa de Gaza", denunciou na terça-feira o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Hosein Amir Abdolahian, em sua intervenção em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU). informa o canal HispanTV.

Ele considerou "inaceitável" a incapacidade do Conselho de Segurança em abordar os crimes de Israel e responsabilizá-lo pela morte de mais de 25.490 palestinos durante mais de três meses de bombardeios implacáveis contra Gaza.

Ele alertou que os Estados Unidos devem assumir a responsabilidade por suas ações desestabilizadoras na região, incluindo o apoio inabalável à "máquina de guerra do regime israelense" e "violação da soberania do Iêmen" com ataques às infraestruturas do país árabe.

"Em vez de pedir a outros que ajam com moderação, os Estados Unidos devem obrigar o regime israelense a interromper a guerra e sair da armadilha que o regime israelense armou para arrastar os Estados Unidos para um conflito direto", sublinhou o chefe da diplomacia persa.

O chanceler iraniano exigiu o cessar imediato do massacre de civis no enclave costeiro palestino, enfatizando que "a guerra não é a solução. A segurança não pode ser alcançada recorrendo ao uso da força e cometendo o crime de genocídio em Gaza". Ele considerou o objetivo declarado de Israel na guerra em Gaza - a "destruição total do HAMAS" - como um sonho e uma meta que nunca será alcançada, argumentando que, "nos últimos 80 anos, a vontade de aço desta nação não enfraqueceu".

Amir Abdolahian também aproveitou o púlpito do organismo mundial para advertir que os recentes ataques dos Estados Unidos e do Reino Unido ao Iêmen podem fazer com que o conflito em Gaza reverbere por toda a região do Oriente Médio.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Acampamentos golpistas 'foram tolerados por orientação militar', diz presidente do STM


Francisco Joseli Parente Camelo disse que os acampamentos "foram tolerados" graças a um “entendimento" transmitido pelo governo Jair Bolsonaro

23 de janeiro de 2024


Tenente-Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo | Acampamento a favor de Bolsonaro (Foto: FAB | Reuters)

Por Caio de Freitas Paes, Agência Pública - Passado mais de um ano do 8 de janeiro, não há sinal de punições militares a oficiais que permitiram a manutenção de acampamentos golpistas em frente aos quartéis antes do ataque extremista em Brasília (DF). Em entrevista à Agência Pública, o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Francisco Joseli Parente Camelo, admitiu que os acampamentos “foram tolerados por orientação dos chefes” das Forças Armadas – segundo ele, graças a um “entendimento transmitido pelo próprio governo [Bolsonaro]”.

A nota dos comandantes militares defendendo a “manifestação crítica aos poderes constitucionais” em plena crise golpista reforça tal impressão, mas o presidente do STM não vê chance de desdobramentos ou punições a oficiais envolvidos. “Pode ser que haja um caso ou outro de omissão… mas acredito que dificilmente teremos crimes militares”, afirmou.

A fala do presidente do STM chama atenção porque todo delito cometido em áreas administradas pelas Forças Armadas é considerado crime militar. O Brasil todo viu bolsonaristas pregarem, por mais de dois meses, intervenção e golpe em frente ao Comando Militar do Planalto e ao Quartel-General do Exército. Além disso, o fracassado atentado a bomba na capital segue sob suspeita de ter sido arquitetado no acampamento em frente ao QG.

Golpe de estado e insurreição, conceitos usados por pesquisadores para explicar a crise que culminou no ataque de 8 de janeiro, não são considerados crimes no Código Penal Militar. O texto-base do atual código entrou em vigor em 1969, pouco tempo depois do Ato Institucional nº 5, que marcou a época mais violenta da ditadura.

 “Foi uma lição importante, mas agora vamos olhar para frente e não cometer os erros do passado”, disse à Pública o presidente do STM, Joseli Parente Camelo.

À Pública, Camelo ainda negou que tenha colaborado com a equipe de transição do governo Lula na seara militar – o ministério da Defesa foi o único a não constituir um grupo de trabalho à época. “Talvez pela relação que construí com o presidente, disseram que influenciei, que falei com ele na transição. Mas não, só conversei com o presidente no dia da diplomação [12 de dezembro de 2022], e após eu ter tomado posse na presidência [do STM]”, disse.

O atual presidente da Justiça Militar é tenente-brigadeiro da Aeronáutica, posto mais alto da Força Aérea Brasileira. Responsável pelo comando do avião presidencial por 12 anos, Joseli Camelo pilotou a aeronave nos primeiros mandatos de Lula e Dilma Rousseff (PT), somando mais de 10 mil horas de voo no período. Ele virou ministro do STM logo depois, em 2015, indicado pela então presidenta Dilma Rousseff. O presidente do STM recebeu a equipe da Pública em Brasília em seu gabinete, em 15 de janeiro passado.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Saiba como se proteger de raios durante tempestades

 

Raio no estado de SP (Foto: Amanda Peropelli / Reuters)

22 de janeiro de 2024

Oito pessoas foram atingidas por um raio na Praia da Vila Caiçara, no município de Praia Grande (SP)



Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil - São Paulo

Em casos de tempestades com raios, há algumas opções mais seguras para se evitar que pessoas sejam atingidas. Em praias, a recomendação Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é evitar ficar dentro da água, não caminhar em áreas descampadas e não permanecer embaixo de guarda-sol, tenda nem quiosque.

No sábado (20), oito pessoas foram atingidas por um raio na Praia da Vila Caiçara, no município de Praia Grande, no litoral paulista. Elas foram socorridas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia. No entanto, uma mulher de 60 anos não resistiu e morreu. As demais vítimas sofreram ferimentos leves e já foram liberadas.

Desde a última sexta-feira (19), quatro pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas que atingiram o estado de São Paulo, segundo informações da Defesa Civil do estado.

O Elat orienta ainda que, durante tempestades, é importante buscar opções mais seguras de abrigo, como veículo não conversível, com portas e vidros fechados, evitando contato com a lataria. Em moradias ou prédios, deve-se manter distância das redes elétrica, telefônica e hidráulica, assim como de portas e janelas metálicas. Outra opção é procurar abrigos subterrâneos, tais como metrôs ou túneis.

Se não houver nenhum abrigo seguro por perto, a orientação é afastar-se de qualquer ponto mais alto e de objetos metálicos, manter os pés juntos, agachar-se até a tempestade passar, e não ficar deitado.

A Defesa Civil do estado de São Paulo reforçou que, se a pessoa estiver em qualquer área aberta durante uma tempestade, como praia, piscina, estacionamento e campo de futebol, deve sair imediatamente do local.

Ao aviso de tempestade ou ao escutar trovões, a orientação é se abrigar imediatamente em uma edificação ou veículo, permanecendo longe de janelas, tomadas e materiais metálicos e evitando árvores ou coberturas metálicas frágeis. Além disso, a recomendação é desconectar aparelhos eletrônicos das tomadas; e não utilizar aparelhos conectados às fiações telefônica e elétrica.

A orientação é manter distância de objetos altos e isolados, como árvores, postes, antenas e caixas d’água; afastar-se de objetos metálicos grandes e expostos, como tratores, escadas, cercas de arame; não soltar pipas e não carregar objetos como canos e varas; evitar dirigir e andar de bicicleta, motocicleta ou a cavalo.

domingo, 21 de janeiro de 2024

O recado do Império, por meio da mídia, a Lula foi claro: não ouse desenvolver o Brasil




"A gritaria despertada pela decisão óbvia de refinar no Brasil o petróleo brasileiro revela que a guerra híbrida ainda não acabou", escreve Leonardo Attuch

21 de janeiro de 2024

 


Lula e Jean Paul Prates na refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (PE) 18/01/2024 (Foto: Ricardo Stuckert)

Bastou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciarem a retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, para que todas as máscaras caíssem. A mídia corporativa brasileira, supostamente democrática e civilizada, cerrou fileiras contra uma decisão elementar tomada pela Petrobras e pelo governo Lula: a de refinar no Brasil o petróleo brasileiro. É uma medida correta por vários motivos. Não apenas porque a obra interrompida pela Lava Jato precisa ser finalizada, como também porque é muito mais eficiente processar derivados no Brasil do que importar de outros países, como Rússia e Estados Unidos. Além disso, estando presente no refino e também na distribuição, como se espera que ocorra em breve, a Petrobras terá melhores condições para praticar preços consistentes com uma estratégia de desenvolvimento nacional e de proteção aos consumidores brasileiros. Em outras palavras, uma estratégia de soberania energética, como definiu o ministro Paulo Pimenta.

A reação uníssona de veículos como Globo, Folha de S. Paulo, CNN e Estado de S. Paulo, assim como de seus colunistas amestrados, sugere que o governo Lula teria entrado em território proibido. Como tais veículos de comunicação são aparelhos ideológicos do imperialismo no Brasil, e que se prestam à defesa de interesses internacionais, e não do povo brasileiro, há uma mensagem clara sendo transmitida: o presidente Lula não pode ousar desenvolver o Brasil, rompendo com o modelo agro-financista que ganhou força no Brasil após o golpe de estado de 2016, interrompido com a volta de Lula ao poder, em 2022.

As forças golpistas, na certa, imaginavam que o presidente Lula, escaldado pelos 580 dias da prisão política de Curitiba, não sairia do script traçado. Faria um governo engessado pelas restrições impostas por um Congresso conservador e pelas medidas aprovadas durante o período Temer-Bolsonaro, como a autonomia do Banco Central e as mudanças no estatuto da Petrobras. Entretanto, com os bons resultados econômicos alcançados no primeiro ano de seu terceiro mandato, Lula conquistou legitimidade para avançar no processo de retomada de investimentos estratégicos e de uma estratégia de desenvolvimento nacional.

Num país normal, soberano e independente, as iniciativas do governo não apenas estariam sendo celebradas pela imprensa, mas também seriam debatidas em detalhes. Por exemplo, seria natural que a imprensa discutisse uma estratégia de industrialização do Nordeste a partir dos investimentos que estão sendo feitos em Pernambuco. Mas não é assim que a banda toca no Brasil. Num país ainda colonizado, a imprensa corporativa atua como uma força que sabota o desenvolvimento nacional. A propósito, nunca é demais enfatizar que o presidente Lula não foi preso porque deu na telha de um grupo de procuradores e de um ex-juiz suspeito colocá-lo na cadeia. Lula foi preso, com apoio de toda a mídia lesa-pátria, para que um projeto de desenvolvimento nacional fosse derrotado – ou, pelo menos, adiado.

Como Lula, aos 78 anos de idade, convenceu-se de que não tem mais nada a perder e que sua missão de vida é reconstruir tudo aquilo que foi destruído pelo consórcio formado por golpistas e lavajatistas, todo cuidado é pouco. Os editoriais da mídia corporativa deste fim de semana deixam claro que a guerra híbrida contra o Brasil não acabou e será necessário enfrentar, com vigor, todas as forças que se opõem à reconstrução nacional. É preciso informar e educar a população brasileira sobre o que está curso para que não sejamos surpreendidos por um novo golpe, que teria mais uma vez como cerne a questão do petróleo.

MISSA DE SÉTIMO DIA RELATIVA AO FALECIMENTO DA EX-PROFESSORA MABELE, DE QUÍMICA E BIOLOGIA, DOS COLÉGIOS ESTADUAL JERÔNIMO GUEIROS E XV DE NOVEMBRO

Local: Garanhuns/PE

Local: Recife/PE


sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Chora, mídia corporativa, Brasil vai refinar mais petróleo, sim!

 

19 de janeiro de 2024

“RNEST vai gerar 30 mil empregos, faturar US$ 100 bilhões por ano e refinar 260 mil barris de petróleo por dia. Isso é o que importa”, escreve Aquiles Lins (Colunista do Brasil 247)


Raquel Lyra, Lula e Jean Paul Prates (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quinta-feira (18) a retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Ipojuca. Ao lado do presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates, da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), e de ministros e políticos aliados, Lula defendeu a importância da obra para a soberania energética do país e criticou a perseguição política executada pela Lava Jato contra ele e os interesses nacionais. 

A Refinaria Abreu e Lima será a mais moderna do país. Em pleno funcionamento, terá faturamento de US$ 100 bilhões por ano, segundo o presidente. Além disso, serão criados 30 mil postos de trabalho diretos e indiretos com a ampliação da refinaria. Quando as obras estiverem concluídas, em 2028, a RNEST aumentará sua capacidade para processar 260 mil barris de petróleo por dia. 

A obra de ampliação da Refinaria Abreu e Lima é uma pequena revolução na geração de energia do país, depois de seis anos de desmonte, privatizações e esquartejamento da capacidade de produção pela Petrobrás, provocados pelo golpe de 2016. Qualquer ser humano com o mínimo de racionalidade e compreensão da importância da geração própria de energia para um país estaria celebrando a retomada da ampliação da RNEST. Afinal, serão mais de 13 milhões de litros de Diesel S10 adicionados à produção diária nacional, quando estiver com sua capacidade máxima instalada. Significa que o país deixará de importar 13 milhões de litros de diesel por dia, seja dos Estados Unidos, da Rússia ou de quem que seja. 

Apesar de todos esses números, o que o leitor brasileiro leu e assistiu nas manchetes da mídia corporativa foi um festival de viralatismo, choradeira, má fé e generosas pitadas de desinformação. O jornal O Estado de S. Paulo (sempre ele) escreveu editorial nesta sexta-feira (19) protestando contra a retomada das obras de ampliação da Refinaria Abreu e Lima. Abertamente em defesa de um Brasil colônia, o jornal conservador afirma que “o Brasil que está de volta é o Brasil que jamais deveria ter voltado". Vê se pode?! Na CNN, o telespectador assistiu ao jornalista William Waack, que já protagonizou cena racista, dizer que Lula “volta ao lugar símbolo de um crime”. 

Prates: Abreu e Lima é investimento para gerações, inclusive produzindo energia renovável

 



CEO da Petrobrás afirmou que a refinaria em Pernambuco será a mais moderna do continente americano


Lula e Jean Paul Prates na refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (PE) 18/01/2024 (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - O presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates, afirmou nesta quinta-feira (18), na assinatura para a retomada de investimentos na refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (PE), que a instalação durará décadas, uma vez que é compatível com a transição verde, podendo produzir inclusive diesel renovável. 

Ele também afirmou que a refinaria será a mais moderna do continente americano após os investimentos planejados. 'Estamos reconstruindo o projeto de tornar essa refinaria a segunda maior brasileira e a mais moderna e mais nova do continente americano. Essa é a refinaria da volta por cima, do grau máximo de resiliência e capacidade de recuperação. Estamos aumentando o trem 1 para 120 mil barris/dia e o trem 2 para chegar a 260 mil barris/dia de capacidade. 70% de capacidade de conversão de diesel também. Lula nos pediu autossuficiência em diesel, e nos comprometemos a fazer isso', disse Prates em seu discurso.

O CEO também destacou que, mesmo com o fim da exploração de petróleo, a refinaria continuará de pé produzindo energia limpa. 'O ministro Alexandre Silveira está divulgando os biocombustíveis em Davos, e estamos aqui reabrindo a possibilidade de produzir muito mais diesel brasileiro a partir de hidrocarbonetos, mas já com a possibilidade de adaptar essa refinaria para o futuro, produzindo diesel de origem vegetal por gerações. O petróleo pode acabar, mas essa refinaria não acaba', disse Prates. 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Lula diz que 'o inferno aguarda' responsáveis por mentiras que levaram a sua prisão injusta

 


18 de janeiro de 2024

Em forte discurso, o presidente criticou a Lava Jato por prejudicar a Petrobrás atendendo aos interesses dos EUA e disse que as pessoas que o acusaram "estão apodrecendo"

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Cerimônia de Retomada das Obras da Refinaria Abreu e Lima. Ipojuca - PE (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

247 - Em um forte discurso no evento de assinatura para a retomada de investimentos na refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (PE), o presidente Lula (PT) desabafou sobre a intensa perseguição que sofreu em seus dois primeiros mandatos. O chefe do Executivo, no entanto, afirmou estar "orgulhoso e alegre" por ter dado a volta por cima e recuperado a dignidade da Petrobrás, dos petroleiros e do povo brasileiro.

Em uma referência à Operação Lava Jato, Lula afirmou que houve uma armação, atendendo a interesses obscuros dos Estados Unidos, para acabar com a Petrobrás e a soberania do Brasil: "a história ainda vai ser contada, porque vocês sabem que muitas vezes demora até séculos para a gente saber da verdade. Mas eu vou dizer uma coisa como presidente da República: tudo que aconteceu neste país foi uma mancomunação entre alguns juízes e procuradores deste país, subordinados ao Departamento de Justiça dos EUA, que queriam e nunca aceitaram o Brasil ter uma empresa como a Petrobrás". 

"Estou orgulhoso de estar aqui. Vocês não têm noção da alegria que estou de estar vestindo essa camisa de cor de abóbora [em alusão ao uniforme dos petroleiros]. Eu cansei de dizer ao Deyvid Bacelar [coordenação da Federação Única dos Petroleiros, a FUP] que eu tinha dó dos camisas laranjas da Petrobras, porque quantas vezes os companheiros entraram em restaurantes para comer e, porque estavam com essa camisa, eram chamados de ladrões. E por que isso acontece? Porque toda vez que você quer ganhar uma disputa, você primeiro destrói moralmente a pessoa, inventa uma mentira e martela ela até se tornar uma verdade na cabeça do povo", disse o presidente. 

Lula cita Getúlio Vargas e condena Lava Jato na retomada da refinaria Abreu e Lima

 

Lula e funcionários da refinaria Abreu e Lima (Foto: Ricardo Stuckert)








Na retomada dos investimentos na refinaria em Pernambuco, presidente também afirmou que os responsáveis pelo processo de destruição da economia nacional estão 'apodrecendo'

18 de janeiro de 2024

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de uma série de autoridades, anunciou nesta quinta-feira (18) um marco na retomada dos investimentos energéticos do país. O evento de assinatura para a retomada de investimentos na refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (PE), foi carregado de declarações fortes e simbolismo, destacando-se não apenas pela retomada da refinaria, mas também pelas referências históricas e críticas às influências externas nas políticas nacionais.

Lula, ao discursar, teceu uma conexão direta entre os desafios que enfrentou e aqueles vivenciados por Getúlio Vargas, mencionando as pressões e interferências dos Estados Unidos, particularmente no contexto da Operação Lava Jato. 'A história ainda vai ser contada de forma verdadeira', disse Lula, criticando a elite por se submeter a interesses estrangeiros e por sua falta de comprometimento com o país. 

'Tudo que aconteceu nesse país foi uma mancomunação entre juízes e procuradores, subordinados ao Departamento de Justiça dos EUA, que não aceitavam que o Brasil tivesse uma empresa como a Petrobrás', disse.

Ele também condenou o processo de destruição das conquistas nacionais, afirmando que os responsáveis estão "apodrecendo" por saberem que mentiram. 'O inferno os aguarda', sentenciou. 

Citando o suicídio de Vargas, Lula disse que 'imaginavam que poderiam ter feito o mesmo comigo'. Ao relembrar sua prisão injusta, ele enfatizou sua determinação e integridade: 'Eu poderia ter dado um tiro na minha cabeça, mas aprendi com minha mãe que dignidade não se compra, e sim se adquire no berço'. 

O presidente também afirmou que a refinaria Abreu e Lima gerará 100 bilhões de dólares por ano.