quinta-feira, 23 de março de 2023

MORRE O GARANHUENSE DEDÉ SEIXAS

 

Dedé Seixas com Vânia Costa


Texto extraído do Blog de RA

 

Acabo de conversar com a radialista Vânia Costa, da FM Sete Colinas, que confirma a morte de Dedé Seixas, de 71 anos. Ele estava em casa, sentiu uma dor e caiu, falecendo na hora. 



Muito conhecido na cidade, contribuiu com jornais, escreveu livros e militou politicamente, chegando a disputar a prefeitura do município. 

Era um homem do povo que amava profundamente Garanhuns.

Lamentável sua perda inesperada. 

domingo, 19 de março de 2023

Há indícios da relação entre joias de Bolsonaro e venda da Rlam, diz Ricardo Berzoini

 

Ricardo Berzoini (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Por Aquiles Lins

19 de março de 2023

Ex-ministro entende que compra da Refinaria Landulpho Alves pelo fundo Mubadala é suspeita


Rede Brasil Atual -  O ex-ministro Ricardo Berzoini entende que pode haver relação direta entre a venda pela Petrobras da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) e as joias enviada pelos árabes sauditas como presente para a família Bolsonaro. “Há, no mínimo, um indício dessa relação entre as joias e a venda da refinaria”, afirmou o também ex-deputado federal em entrevista concedida para o programa Revista Brasil TVT, da Rede TVT, na noite deste sábado (18). A Rlam foi comprada pelo fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos, com preço muito abaixo do estimado.

 “Quando você tem a venda de uma refinaria como a da Bahia é óbvio que a suspeita, por conta desses presentes, merecem uma investigação. Claro, não há provas ainda, a investigação é justamente para produzir provas, mas há muita suspeita. Devemos tratar com rigor”, disse Ricardo Berzoini.

>>> MPF vai investigar Jair Bolsonaro e Michelle por peculato no escândalo das joias

 A venda da Landulpho Alves, a primeira refinaria instalada no Brasil, foi concluída no final de 2021 pelo valor de US$ 1,65 bilhão. A Petrobras havia definido preço de US$ 3,04 bilhões e o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Naturais e Biocombustíveis (Ineep), além de bancos de investimento como XP e BTG, apontou que as instalações valiam entre US$ 3 e 4 bilhões.

 Na quarta-feira (15), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) revelou que a Petrobras pretende abrir investigação interna para apurar possível relação entre a venda da refinaria e as joias sauditas que o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou se apropriar ilegalmente. Fontes da empresa ligadas à federação dizem que a estatal deve iniciar as apurações no mês que vem, após a troca do Conselho de Administração e a posse da nova diretoria.

 Cinco anos de impunidadeDescrição: .

 O Revista Brasil TVT falou também com a vereadora do Rio de Janeiro Mônica Benício (Psol), viúva de Marielle Franco. O assassinato de Marielle completou cinco anos no dia 14 de março. Mônica Benício afirmou que cinco anos “é muito tempo para um crime como esse não ter sido elucidado”.

 A vereadora, porém, mostrou-se mais otimista com o esclarecimento completo sobre o crime. “Nesse atual momento político, com esse novo governo federal, com um ministro da Justiça, que na sua fala de posse, diz que é uma questão de honra a elucidação desse caso, nos animou muito”, disse. “A gente confia, e porque confia continua cobrando das instituições como Ministério Público, como a Polícia Civil. A gente confia também nesse novo governo e nesse novo momento político.”

 Do governo do Rio de Janeiro, porém, poucas expectativas. Mônica Benício conta que se recusou a participar de uma reunião com o governador Cláudio Castro. Argumentou que o encontro não acrescentaria nada e ainda mostraria um falso comprometimento com o esclarecimento desse caso. “Há um ano essa reunião aconteceu, também num dia 14. O governador disse que o Allan Turnowski, então secretário de polícia, era seu homem de confiança e no mesmo ano Allan Turnowski foi preso com envolvimento no jogo do bicho. Também tiveram várias mensagens vazando pela imprensa mostrando que o Allan era admirador e amigo pessoal do Ronnie Lessa, acusado de ser o atirador que assassinou a Marielle”, explicou.

 Quem mandou matar?

 Marielle foi assassinada na noite do dia 14 de março de 2018. Foi atingida dentro de um carro por três tiros na cabeça e um no pescoço. O motorista, Anderson Gomes, também foi morto com ao menos três tiros nas costas. As investigações levaram à prisão de dois executores. O policial militar reformado Ronnie Lessa, por ter atirado na vereadora, e o motorista e ex-policial militar Elcio de Queiroz. Os motivos e os mandantes do crime, porém, seguem sem elucidação.

A Polícia Civil teve cinco delegados responsáveis pelo caso e, no Ministério Público Estadual, três equipes diferentes atuaram no caso durante esses anos. A última mudança aconteceu há 10 dias, quando o procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos, escolheu sete novos promotores para integrar força-tarefa do Gaeco. As trocas constantes de comando receberam críticas de familiares e movimentos sociais nesses cinco anos, e levaram a suspeitas de obstrução nas investigações. No dia 22 de fevereiro, Ministério da Justiça e Segurança Pública colocou a Polícia Federal no caso após abertura de inquérito.

sábado, 18 de março de 2023

Petroleiros querem que Petrobras abra auditoria interna para apurar vendas



Dinheiro Rural - História

 

 

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) quer que a Petrobras investigue internamente as vendas realizadas pela estatal nos últimos sete anos, e informou que já entregou ao presidente da empresa, Jean Paul Prates, um requerimento de auditoria interna.

“É necessário e urgente que sejam investigadas todas as vendas de ativos da estatal ocorridas entre 2016 e 2022. Há muitas negociações suspeitas, com casos escandalosos de venda do patrimônio da Petrobras a preço vil”, afirma a advogada da FNP, Raquel Sousa. 

Segundo ela, as vendas de importantes ativos da estatal iniciadas em 2016, no mandato de Michel Temer, se intensificaram a partir de 2019, no governo de Jair Bolsonaro, com destaque para três negociações: BR Distribuidora, Transportadora Associada de Gás (TAG) e Nova Transportadora do Sudeste (NTS). De acordo com o Observatório Social do Petróleo (OSP), mantido pela FNP, durante o governo Bolsonaro foram vendidos 54 ativos da Petrobras, alcançando a marca de R$ 175 bilhões, ou 62,3% do total de vendas realizadas pela empresa em oito anos.

Conforme a advogada, a venda da BR não considerou a importância estratégica que a empresa tinha para a estatal e o preço foi menor do que deveria, já que se tratou de uma operação na bolsa de valores. “A Petrobras vendeu o controle acionário da BR na bolsa de valores disfarçada de uma simples venda de ações, cujo resultado foi receber um valor aviltante”, afirma.

Para ela, também não havia sentido na venda das empresas de gasoduto, TAG e NTS, para as quais hoje a Petrobras paga para utilizar. “Eram duas empresas totalmente operacionais, com receita fixa e lucratividade”, argumenta.

A privatização das duas subsidiárias de gás, de acordo com Raquel, foi um péssimo negócio para a Petrobras. A estatal deixou de ter independência no transporte da sua produção e passou a pagar aluguel a preço de mercado pelo uso dos dutos que eram de sua propriedade.

“Hoje, a Petrobras é refém da Brookfield e Engie, donas da NTS e da TAG, respectivamente. Elas ditam o preço de quanto vão cobrar para transportar o gás da estatal. É um negócio da China e que não tem qualquer justificativa do ponto de vista financeiro”, afirma.

Outro caso na lista, e que deve ser investigado na avaliação da FNP, é a venda da Petroquímica Suape, em Pernambuco. Negociado em 2018, o ativo foi vendido por 16% do valor gasto na sua construção e a Petrobras ainda pagou um empréstimo ao BNDES, cuja soma era maior do que o montante recebido pela venda. “Foi uma sabotagem. A estatal teve um prejuízo grande com esse negócio, gastou bilhões para construir a unidade e não recebeu um tostão de volta”, afirma.

Reforçar as provas

A auditoria interna solicitada pela FNP, segundo a advogada, vai reforçar as provas das ilegalidades na venda de ativos e o rombo causado nas contas da Petrobras.

“Existem vários indícios e provas, inclusive, de vendas que foram lesivas à estatal e ao País, sendo que algumas delas, a exemplo da TAG e NTS, continuam causando prejuízos. A investigação vai confirmar o crime que foi cometido na Petrobras e as provas devem ser levadas ao judiciário”, diz.

Além da investigação, a FNP também cobra a reversão das vendas irregulares de ativos e punição a todos os envolvidos nas transações ilegais.

“O novo governo tem o dever de rever e tomar medidas contra tudo o que foi feito em prejuízo ao País, para beneficiar poucos em detrimento do interesse público, e obrigação moral de reverter às vendas indecorosas”, ressalta a advogada.

EM TEMPO: Evidentemente, que tem muito mais ocorrência de negociação prejudicial ao patrimônio público, a exemplo da venda indevida da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, para o Grupo Mubadala – fundo financeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes – pelo valor de US$ 1,6 bilhões (Fonte: Agência Câmara de Notícias). Será que as joias milionárias que foram doadas ao casal Bozo, tem algo haver com alguma venda de algum ativo da petroleira? Será, Moçada?   

sexta-feira, 10 de março de 2023

MP do TCU recorre de decisão e pede entrega de joias por Bolsonaro em até 5 dias

Folha de SãoPaulo - História por CONSTANÇA REZENDE 

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) O subprocurador-geral do Ministério Público do TCU (Tribunal de Contas da União) Lucas Furtado entrou com recurso contra a decisão da corte sobre os artigos de luxo enviados pelo governo da Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Furtado argumentou que as joias e demais itens de luxo não podem permanecer no acervo privado de Bolsonaro. 

A medida cautelar assinada pelo ministro do TCU Augusto Nardes nesta quinta-feira (9) proibiu o ex-presidente de usar ou vender os itens dados a ele como presente -mas não determinou sua restituição ao patrimônio da União.

No recurso, Furtado argumentou ser imprescindível que a prova material de supostos crimes esteja sob o escrutínio da autoridade policial para fins periciais, e não na posse do investigado.

Por isso, ele pediu que os supostos presentes dados pela Arábia Saudita sejam restituídos à guarda da União em até cinco dias.

"Dessa forma, os bens podem ser reincorporados ao patrimônio da União e serem devidamente periciados para os fins criminais que se façam necessários", disse.

Caso a medida não seja cumprida, Furtado sugere a retenção da remuneração que Bolsonaro receberia como ex-presidente da República. Apesar da manifestação do procurador, Bolsonaro não recebe salário como ex-presidente. Ele tem direito a uma equipe de assessores, veículo oficial e determinados tipos de reembolso.

Por ser capitão reformado do Exército Brasileiro, o ex-presidente tem uma aposentadoria das Forças Armadas. Também possui outra pelo tempo de serviço como parlamentar.

Furtado recomenda ainda que armas recebidas como presentes por Bolsonaro sejam confiadas ao Exército ou à Polícia Federal e as joias expostas em algum museu público, ou do TCU, "tomadas as devidas providências de segurança".

Conforme o portal Metrópoles, em 2019 Bolsonaro retornou de uma viagem oficial ao Oriente Médio com uma pistola e um fuzil, presenteados pelo governo dos Emirados Árabes Unidos.

Furtado propõe como alternativa que os bens sejam colocados à venda em leilão, com a destinação dos recursos arrecadados em prol dos programas sociais do atual governo, como Minha Casa Minha Vida ou o Bolsa Família.

O subprocurador argumentou que, a cada novo dia, ele "acorda e se depara com os mirabolantes desdobramentos dessa história dos supostos presentes árabes recebidos pelo casal Bolsonaro".

O caso das joias, segundo ele, "se revela cada vez mais escabroso e com sucessivos capítulos que vão se tornando mais complexos e com a inserção de novos elementos e suspeitas", tendo a impressão de estar imerso em um filme do diretor americano Quentin Tarantino.

"Ressalto que não estou aqui dizendo que os gestores públicos envolvidos nos fatos sob investigação nos processos em epígrafe tenham uma atuação no mundo real igual a dos personagens de Tarantino. Estou apenas ressaltando a semelhança entre os filmes do diretor e a história das joias e presentes supostamente ofertados pela Arábia Saudita à família Bolsonaro do estrito ponto de vista dos elementos estilísticos contidos nesses filmes, tais como a presença recorrente, nas tramas, de objetos tais como joias e armas e a sucessão de fatos novos", diz.

Em outubro de 2021, o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque liderou uma comitiva para um evento internacional na Arábia Saudita. No retorno, um assessor do então ministro teve apreendidos na Receita no aeroporto de Guarulhos (SP) itens de luxo que incluíam colar, brincos, anel e relógio da marca suíça Chopard. O valor desses objetos foi estimado em cerca de R$ 16,5 milhões.

Eles seriam presentes do governo saudita à então primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Um segundo estojo ingressou no país sem declaração à Receita e foi incorporado ao acervo pessoal de Bolsonaro. Ele continha relógio, caneta, abotoaduras, um tipo de rosário e anel, também da marca suíça Chopard. Não há estimativa de valor deste segundo pacote.

Bolsonaro acumulou em sua passagem pela Presidência da República um acervo com 44 relógios, 74 facas, 54 colares, 112 gravatas, 618 bonés, 448 camisas de futebol e 245 máscaras de proteção facial, além de munição e colete à prova de balas.

O acervo privado do presidente da República, segundo a legislação, pode até ser vendido, desde que respeitado o direito de preferência da União após avaliação de eventual interesse público.

Em sua decisão, Nardes disse que os indícios relatados "revelam-se de elevada gravidade, seja pelo valor dos objetos questionados, seja pela relevância dos cargos ocupados pelos eventuais autores das irregularidades tratadas".

"Contudo, à exceção de relatos pesquisados pelos representantes em veículos de grande circulação, não há documentação suficiente para uma conclusão definitiva desta corte a respeito do melhor encaminhamento a ser dado ao presente processo", argumentou.

A suposta resistência do governo em declarar como bem público as joias e relógios contraria frontalmente entendimento fixado pelo TCU em 2016. Na ocasião, o TCU preencheu vácuo legal sobre o tema, o que resultou, inclusive, na devolução ao patrimônio comum da Presidência de cerca de 500 presentes que estavam nos acervos particulares de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT).

EM TEMPO: O ministro do TCU, Augusto Nardes, é o mesmo que afirmou "categoricamente" que os militares iriam dar um golpe e é suspeito para transformar  Bozo em fiel depositário de umas joias que pertencem a União. Por isso seus colegas do TCU pediram a revogação da decisão do golpista Nardes. Ok, Moçada. 


quarta-feira, 8 de março de 2023

A luta internacional da mulher trabalhadora


8 de março de 2023

Federação Sindical Mundial – México

Mulheres sindicalistas, trabalhadoras e organizadas por seus direitos, saudamos, neste 8 de março de 2023, nossas irmãs de classe em todo o mundo: a trabalhador ou a desempregada, autônoma, na cidade ou no campo, jovem mãe, estudante, aposentada, refugiada ou imigrante, trabalhadora da vida diária.

No Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, levantamos mais uma vez as bandeiras do dia 8 de março, proposta da ilustre comunista alemã Clara Zetkin consagrada na Conferência Internacional das Mulheres Socialistas de 1910, como dia de protesto e reivindicação das mulheres trabalhadoras pela melhoria de suas condições de trabalho e de vida, cuja luta entrou em ebulição desde o final do século XIX no contexto da exploração capitalista e da iminente guerra entre potências imperialistas por mercados e territórios coloniais.

Os protestos, greves e mobilizações das trabalhadoras têxteis de Nova York em 1909 e das tecelãs russas em 1917 marcaram, dentre muitos outros, o início do movimento operário feminino para enfrentar os patrões, exploradores que impunham jornadas excessivas, salários miseráveis e condições subumanas de trabalho, e o Estado, que reprimiu de forma sangrenta suas mobilizações para exigir salário igual ao de seus pares.

Hoje reivindicamos o caráter classista e militante do 8 de março, posto que a exploração e a opressão a que o capitalismo nos sujeita não são coisas do passado, mas o presente que vivemos na carne das próprias mulheres da classe trabalhadora. A continuação da barbárie capitalista, que se sustenta no desemprego, no trabalho mal remunerado e na escravidão doméstica, retira nossos direitos trabalhistas duramente conquistados e a possibilidade de um futuro digno para nós e nossas famílias.

No México, historicamente, o desemprego feminino tem sido crescente e cada vez maior a proporção de mulheres empregadas em trabalhos informais e precários em relação àquelas com emprego formal; é ampla a diferença salarial.

A crise capitalista mundial vem se aprofundando, catalisada pela pandemia, e estoura a recessão, frente a qual há um esforço concentrado da classe dominante, da burguesia e seus governos, para evitar perdas transferindo o custo da crise para a classe trabalhadora e as camadas populares. Eles nos impõem a flexibilização das relações laborais, a precarização do trabalho, com consequente deterioração das condições de vida das nossas famílias, enquanto assistimos como os monopólios e grandes corporações aumentam seus lucros estratosfericamente.

As mulheres da classe trabalhadora e popular são hoje a maioria da população pobre e analfabeta no México, sem acesso a educação, saúde, alimentação, água potável e outras necessidades básicas. Milhões carecem de cuidados durante a gravidez, morrem de causas evitáveis ou partos sem cuidados de saúde, muitas mais são forçadas a migrar e emigrar, estamos expostas a terríveis violência de todos os tipos, abuso, tráfico de pessoas e exploração sexual, incluindo feminicídio e o desaparecimento. Nós e nossas famílias sofremos a redução, eliminação e privatização de serviços públicos, como a falta de creches de qualidade para o cuidado de crianças e estadias para os idosos, aumentando o peso do trabalho doméstico sobre nossos ombros.

Os países imperialistas e os monopólios competem ferozmente pelo mercado global e continuam sangrando os povos com o ressurgimento ou início de novas intervenções que levaram o planeta à beira de uma guerra mundial e deslocaram milhões de pessoas de suas casas; e são mulheres e meninas das classes populares, migrantes e refugiadas que, como sempre, pagam o preço final em todos os conflitos.

É por isso que hoje também estendemos nosso abraço e esforço solidário às mulheres trabalhadoras da Síria e da Turquia, que além de enfrentar a exploração e opressão da sociedade capitalista em sua vida cotidiana, com os terremotos recentes, sofrem como nós em 1985 e 2017, as consequências da voracidade criminosa das empresas de construção e imobiliárias, da falta de habitação e do trabalho precário, das deficiências dos serviços públicos de saúde e assistência, em suas vidas já dizimadas pela guerra.

Mas hoje vemos surgir a rebelião, a luta e a organização das mulheres trabalhadoras contra esta situação de desigualdade e opressão que sofremos na sociedade capitalista. Por isso os mesmos patrões e governos que nos exploram e violam nossos direitos, promovem e divulgam discursos que buscam mascarar a raiz da situação, apontando como causa de todos os nossos problemas a outra metade da raça humana. As teorias que proclamam a nossa luta como uma “luta gêneros”, e que devemos identificar o homem trabalhador como inimigo, servem para domesticar e conter nossa luta, ao desviá-la de suas demandas mais urgentes.

Não queremos direitos iguais apenas no papel, que só servem para ter mais mulheres governantes e empresárias, enquanto a maioria de nós continua a ser explorada e oprimida, mas a plena satisfação das nossas necessidades contemporâneas e das nossas famílias. É urgente nos unirmos como mulheres trabalhadoras para lutar por tudo o que merecemos, pois com nosso trabalho diário produzimos, junto com os demais trabalhadores, toda a riqueza social.

Unidas e organizadas devemos lutar contra todas as políticas que servem aos monopólios, às corporações empresariais e patronais em geral, para aumentar constantemente seus lucros, e que são a verdadeira causa de cada reforma contra os direitos trabalhistas, cada ataque contra a Previdência Social, de cada redução de salários e benefícios, da diminuição da infraestrutura dos serviços públicos, da expropriação dos territórios e da guerra. Neste sistema está a origem da desigualdade e da opressão, que joga sobre nossas costas o tremendo custo da crise, impondo-nos longas horas de trabalho, ameaçando-nos com o desemprego e a instabilidade laboral, a falta de segurança social, a carestia e a fome, a barbárie da violência.

Hoje, mais do que nunca, o dia 8 de março não é apenas o Dia da Mulher, é um dia de luta da mulher trabalhadora:

por respeito aos direitos trabalhistas duramente conquistados;
por trabalho permanente e estável, em tempo integral e com benefícios;
por aumentos reais de salários e pensões;
pela proteção efetiva da maternidade e lactação;
por creches públicas de qualidade, gratuitas e universais para todas as crianças;
pela aposentadoria universal;
pelo controle de preços em todos os bens e serviços básicos;
por moradia digna;
pelos direitos dos/as trabalhadores/as migrantes;
pela seguridade social e cobertura universal de saúde para todos os/as trabalhadores/as e suas famílias, incluindo independentes ou autônomos;
por serviços públicos eficientes e dignos em saúde, educação e transporte.

Camaradas e companheiras, convocamos a nos encontrarmos e nos organizarmos em cada espaço, para defender os direitos trabalhistas, promover a formação de sindicatos de classe e a participação das mulheres na vida e nos organismos de direção sindical, fortalecer a coordenação e aliança social com o movimento operário e popular.

Vamos lutar juntas contra a precarização do trabalho, contra a desigualdade que nos oprime, contra a violência do sistema, por nossa verdadeira emancipação. Vamos lutar juntas por um presente e futuro melhor para nós e nossos filhos!

Vivas, livres e seguras nos queremos! Unidas somos mais fortes!

Por nossos direitos e emancipação, vamos lutar juntas contra a exploração!

COORDENAÇÃO 8 DE MARÇO DA FSM – COMISSÃO DE MULHERES

terça-feira, 7 de março de 2023

Dilma e Lula devolveram 472 presentes ao patrimônio comum da Presidência

 



 

O GLOBO - Luísa Marzullo

ter., 7 de março de 2023

Cinco anos antes da Receita Federal apreender um conjunto de joias avaliado em R$ 16,5 milhões como um presente do governo da Arábia Saudita à então primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o Tribunal de Contas da União (TCU) proibiu que ex-presidentes ou entidades armazenassem itens do acervo presidencial. A medida, decretada em 2016 em meio a operação Lava-Jato, resultou na devolução de 472 presentes que estavam nos acervos particulares de Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT). Apenas os itens de consumo próprio foram excluídos desta conta. Na época, os dois já não estavam mais no posto.

Joias de R$ 16,5 milhões de Michelle Bolsonaro: Veja os próximos passos do caso

Ex-ministro de Bolsonaro: Bento Albuquerque será intimado pela Receita para explicar segundo pacote de joias

A norma do TCU sobre todos itens recebidos pelos presidentes da República nas cerimônias e encontros com outros chefes de Estados. Apenas os itens de natureza pessoalíssima, como medalhas personalizadas, ou de consumo direto (bonés, camisetas, gravatas) foram excluídos desta conta. Neste sentido, a atitude de Jair Bolsonaro (PL) contraria este princípio legal já que, de acordo com o TCU, os presentes não pertencem ao presidente em exercício, mas ao Estado brasileiro.

À princípio, à época, o TCU identificou 568 bens recebidos por Lula e 144, por Dilma que deveriam ser devolvidos. Em seguida, a Presidência da República criou uma comissão especial, integrada por nove servidores, que se dedicou a vasculhar relações de bens no Sistema de Gestão de Acervos Privados da Presidência da República. A partir dessa busca, a comissão constatou que o número correto de objetos levados por Lula e Dilma, que deveriam ser devolvidos à União, era de 434, para Lula, e de 117, para Dilma. Em maio de 2017, os representantes fizeram o resgate dos bens.

No caso de Lula, apenas 360 dos 434 objetos foram encontrados, restando 74 presentes perdidos, com valor calculado em R$ 199.436,04. Já Dilma devolveu 111 dos 117 e informou que os seis faltantes estavam nas dependências da Presidência. Apesar das baixas, os ministros do TCU consideraram os trabalhos cumpridos e o processo que apurava o caso foi arquivado em outubro de 2020 pelo Ministério Público Federal (MPF).

A reformulação na lei

Antes da definição do acórdão do TCU, a lei 8.394/1991, do governo Fernando Collor de Mello, era usada para legislar sobre a preservação dos acervos documentais privados dos presidentes da República.

"Os documentos que constituem o acervo presidencial privado são, na sua origem, de propriedade do presidente da República, inclusive para fins de herança, doação ou venda", dizia trecho.

Sem ter outra previsão legal para tratar especificamente dos presentes, o artigo foi usado, por anos, como uma forma de incorporar o patrimônio público aos bens do mandatário, com exceção dos itens recebidos nas solenidades de troca de presente.

Foi apenas em 2016 que a legislação foi reformulada pelo acórdão do TCU de número 2255/2016, que trazia como base o princípio constitucional de moralidade. No julgamento, os ministros abordaram a falta de previsão legal ou regras para o recebimento de presentes.

O relator do caso, o ministro Wallton Alencar, argumentou, nos autos, que os presentes dados a outros chefes de Estado são pagos pela União. Logo, os itens recebidos também deveriam ser públicos.

"Imagine-se a situação de um chefe de governo presentear o presidente da República do Brasil com uma grande esmeralda de valor inestimável, ou um quadro valioso. Não é razoável pretender que possam incorporar-se ao patrimônio privado do presidente da República, uma vez que ele os recebe nesta pública qualidade", diz Alencar em trecho.

As joias de Michelle Bolsonaro

Na última sexta-feira, o jornal Estado de S.Paulo revelou que, em outubro de 2021, a Receita Federal apreendeu no Aeroporto de Guarulhos (SP) um conjunto de joias avaliado em R$ 16,5 milhões que seria um presente do governo da Arábia Saudita à então primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Segundo a reportagem, um estojo contendo colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes foi encontrado na mochila de um assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. O próprio ministro tentou obter a liberação das joias, expediente repetido outras quatro vezes.

Pela lei, qualquer bem com valor superior a US$ 1.000 precisa ser declarado à Receita Federal ao entrar no país. Por se tratar, segundo alegou Bento Albuquerque, de um presente oficial, o conjunto de diamantes poderia ser liberado do pagamento do imposto de importação, mas nesse caso seria declarado patrimônio da União — e não um bem de Michelle Bolsonaro.

Todos os presentes recebidos de chefes de Estado são catalogados pela Diretoria de Documentação Histórica da Presidência da República, que fica encarregada de preservar o acervo durante o mandato do chefe do Executivo federal que recebeu os itens. Depois de deixar a Presidência, o ex-mandatário passa a ser responsável pela conservação de tudo, recebendo o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para isso.

Se por um lado os ex-presidentes têm poucos meios de usufruir presentes recebidos de chefes de Estado, em geral eles são autorizados a ficar com itens oferecidos por cidadãos, empresas ou entidades organizadas sem que estes sejam incorporados ao patrimônio da União.

EM TEMPO: Convém lembrar que as jóias masculinas, as quais foram destinadas a Bozo, passaram pela fiscalização. Ok, Moçada!

RAQUEL PRESIDE CERIMÔNIA DE COMEMORAÇÃO DA DATA MAGNA DE PERNAMBUCO

 


Texto extraído do Blog de RA


No dia 06.03.2023 é celebrado os 206 anos da Revolução Pernambucana de 1817, em cuja data a governadora Raquel Lyra comandou, ao lado da vice Priscila Krause, a solenidade em comemoração à Data Magna de Pernambuco, nesta segunda-feira (6), no Palácio do Campo das Princesas. A data representa o estabelecimento do governo republicano no Nordeste e ainda homenageia a memória dos heróis da Revolução.

A chefe do executivo estadual realizou a revista às tropas da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e à Guarda de Honra da Maçonaria. Após o ato, houve o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Pernambuco e da Insígnia do Governo. A cerimônia ainda contou com a aposição de uma coroa de flores no Monumento aos Heróis da Revolução. Criada pelo artista plástico Abelardo da Hora, a escultura está localizada na Praça da República, em frente ao Palácio do Campo das Princesas. Esta é a primeira vez que a cerimônia é comandada por duas mulheres.

Durante o rito, foram entregues à governadora e à vice honrarias de instituições maçônicas do estado: o diploma de benfeitoria da ordem do Grande Oriente Independente de Pernambuco; a medalha do mérito maçônico - Abolicionista Joaquim Nabuco, considerada maior honraria maçônica do estado concedida pelo Grande Oriente de Pernambuco; a moeda Mário Melo, comemorativa dos 90 anos da Grande Loja Maçônica de Pernambuco; a Comenda Eugênio de Mendonça Paes Barreto, 1º grão-mestre da Grande Loja de Pernambuco; e a Comenda Irmão Frei Caneca, líder e mártir das revoluções de 1817 e 1824.

Compareceram à solenidade o vice-presidente do TRE-PE, Adalberto de Oliveira Melo, o comandante Militar do Nordeste, General Richard e o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido. Estiveram presentes ainda os deputados estaduais João de Nadegi, Joãozinho Tenório, Luciano Duque e Rosa Amorim, a prefeita de Camaragibe Nadegi Queiroz; o presidente do Memorial da Democracia, Manoel Morais e a presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, Margarida Cantarelli; além de secretários estaduais.

Fotos: Hesíodo Goes/SECOM.

domingo, 5 de março de 2023

Ministro chama Bolsonaro de “criminoso” e Michelle de “Micheque”




Em 05/03/2023

  • Extraído do Blog do Magno Martins
  • - Edição de Juliana Albuquerque

 

 

 

O ministro Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social) disse serem “robustas” as provas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenha tentado “trazer ilegalmente colar e brincos de diamante de R$ 16,5 milhões para” a então primeira-dama Michelle Bolsonaro.

“As joias foram aprendidas pela Receita Federal em Guarulhos. Bolsonaro, inconformado em pelos menos 4 oportunidades, tentou reaver ‘os presentes’ que tentou trazer escondidos para o Brasil. Denúncia está toda documentada e com provas robustas”, escreveu Pimenta em seu perfil no Twitter. As informações são do Poder360.























EM TEMPO: Alô, Alô, Bolsominios! Tem propina no "colo de Bozo". Ok, Moçada!

sábado, 4 de março de 2023

Moro se cala sobre propina de Bolsonaro e é questionado nas redes

 

Sergio Moro (Foto: Reprodução/Twitter)


Nos últimos anos, a imagem de “paladino contra a corrupção” de Moro, inventada pela imprensa corporativa, foi totalmente desmoralizada

4 de março de 2023


247 — Ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, e ex-juiz da Lava Jato que prendeu Luiz Inácio Lula da Silva ilegalmente em 2018, o senador Sérgio Moro (União Brasil) se calou sobre a propina recebida pelo seu ex-chefe no governo federal. Por isso, ele foi questionado nas redes sociais.

O perfil da Agência Sportlight, por exemplo, escreveu:

“Gostaria muito de perguntar a Sergio Moro: 1 - Um presente de R$ 16 milhões é ato determinado ou indeterminado de corrupção de um presidente? 2 - Quantos pedalinhos cabem em R$ 16 milhões? 3 - Como se sente tendo sido fiel escudeiro de quem guarda R$ 16 milhões na cueca?”

Nos últimos anos, principalmente após a denúncia dos crimes cometidos por ele, a imagem de “paladino contra a corrupção” de Moro, inventada pela imprensa corporativa, caiu totalmente por terra, desmoralizando o ex-juiz da Lava Jato — uma das maiores operações criminosas e de perseguição política da história do Brasil.Descrição: .

Em outubro, um assessor do ex-ministro Bento Albuquerque, das Minas e Energia, tentou trazer ilegalmente para o Brasil joias avaliadas em 3 milhões de euros, o equivalente a R$ 16,5 milhões. O colar, anel, relógio e um par de brincos foram um presente do governo da Arábia Saudita para Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama.

As joias foram apreendidas por agentes da Receita Federal no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, uma vez que é obrigação declarar ao órgão qualquer bem que entre no Brasil que passe de US$ 1 mil. A apreensão ocorreu no dia 26 de outubro de 2021. 

Houve quatro tentativas frustradas de reaver os produtos, envolvendo três ministérios (Economia, Minas e Energia e Relações Exteriores) e militares. No dia 28 de dezembro de 2022, o próprio Bolsonaro enviou um ofício ao gabinete da Receita Federal para solicitar que os bens fossem destinados à Presidência da República.

O Ministério da Justiça, comandado por Flávio Dino, determinará na segunda-feira a abertura de inquérito para investigar Jair e Michelle Bolsonaro pelos crimes de corrupção, contrabando e lavagem de dinheiro no caso das joias de R$ 16,5 milhões recebidas ilegalmente da monarquia saudita, que tem negócios no Brasil.

EM TEMPO: Além de propina, não cai bem a ex-primeira dama ter recebido um presente milionário do Rei da Arábia Saudita, conhecido como misógino, conquistador, além de ditador sanguinário.  O certo seria ter recusado. É verdade que há troca de gentilezas nesses encontros, mas são presentes simbólicos a exemplo de trabalhos artesanais, etc.  

quinta-feira, 2 de março de 2023

Lula diz que Petrobras resolveu 'agraciar' acionistas com dividendos, em vez de investir

 



FOLHAPRESS - MARIANNA HOLANDA E RENATO MACHADO

qui., 2 de março de 2023

 

*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 01-03-2023, 12h00: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, participam de encontro com trabalhadores e trabalhadoras das américas, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta-feira (2), que a Petrobras resolveu "agraciar" acionistas minoritários com a distribuição de dividendos, em vez de investir na indústria do país.

A declaração do petista, dada durante cerimônia de lançamento do novo Bolsa Família, ocorre no dia seguinte ao anúncio da companhia de lucro recorde e da distribuição de cerca de mais R$ 30 bilhões aos seus acionistas.

A elevada distribuição de dividendos pela companhia, que se tornou a segunda maior pagadora do mundo em 2022, era alvo de fortes críticas do PT. Com os novos números, a empresa terá distribuído mais de R$ 200 bilhões em dividendos pelo resultado do ano.

"Não podemos aceitar a notícia de hoje. A Petrobras, ela entregou dividendos de mais de R$ 215 bilhões quando deveria ter investido metade no crescimento econômico desse país, na indústria brasileira, na indústria naval, na indústria de óleo e gás", disse Lula, em seu discurso.

"A Petrobras, ao invés de investir, ela resolveu agraciar os acionistas minoritários com R$ 215 bilhões, tendo um livro de R$ 195 bilhões. E quanto foi o investimento da Petrobras? Quase nada", completou.

A Petrobras fechou 2022 com o maior lucro anual da história das empresas brasileiras: R$ 188,3 bilhões, alta de 76,6% em relação ao resultado de 2021, que havia sido o maior já anunciado pela estatal.

Em sua fala, Lula também comentou o PIB de 2,9% no ano passado, que disse ter sido crescimento de "nada", e voltou a defender o investimento público para melhora na economia e geração de empregos.

"Você [ministro Wellington Dias] vai ter muito mais dinheiro para cumprir com o seu programa se a gente fizer as coisas acontecerem de verdade nesse país. E é importante saber que as empresas brasileiras, os bancos brasileiros, têm que pensar primeiro nas pessoas desse país para depois pensar nos seus lucros e nos seus acionistas", disse o chefe do Executivo.

Durante a campanha, o então candidato do PT já prometia rever a política de preços da Petrobras (PPI). As críticas de Lula neste momento ocorrem na esteira da discussão sobre tributação de combustíveis.

Na terça-feira, o governo anunciou que retomaria a cobrança sobre gasolina e etanol a partir de 1º de março, oito meses após as alíquotas terem sido zeradas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na tentativa de derrubar o preço nas bombas às vésperas da eleição de 2022.

O tema gerou embate dentro e fora do governo, com divergência pública entre a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,

A alíquota de PIS/Cofins vai subir a R$ 0,47 por litro da gasolina e R$ 0,02 por litro do etanol -ou seja, uma cobrança ainda parcial em relação aos patamares cobrados antes da desoneração. A Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) permanece zerada.

Pouco antes do anúncio do governo, a Petrobras já havia anunciado um corte de 3,9% no preço da gasolina em suas refinarias, o que reduz o preço do litro em R$ 0,13. Segundo a estatal, o combustível passará a custar R$ 3,18 por litro a partir desta quarta (1º).