quarta-feira, 17 de abril de 2019

Todo apoio à professora Camila! Não à militarização das escolas!


17 de abril de 2019

PCB de Goiás
Vivemos em tempos nos quais defensores do movimento do Escola sem Partido têm criado um ambiente hostil nas escolas e nas universidades.
Há uma intensa criminalização de professores/as, assim como a tentativa de proibir a liberdade de expressão na escolha do conteúdo dado em sala de aula, garantido pela Constituição brasileira. As condições das escolas e das universidades já andam muito difíceis e, além disso, os/as professores/as se veem obrigados a lidar com própria a perda da vontade de lecionar e do sofrimento psíquico aliado a esse clima de perseguição.
Não bastasse isso, o governo Bolsonaro defende a militarização das escolas. Goiás tem sido um forte exemplo a ser seguido. À primeira vista, pode parecer que a comunidade escolar e universitária estaria mais segura com a presença da força policial, entretanto, na prática, o que acontece é o contrário.
Um exemplo recente e flagrante ocorreu no dia 15 de abril pela manhã no Campus do Instituto Federal (IFE) em Águas Lindas/Goiás. A professora Camila Marques, militante da Intersindical e da direção do SINASEFE, exercia suas atividades em sala de aula quando percebeu que havia policiais agindo de forma truculenta com alunos. Preocupada com a abordagem violenta, Camila começa a filmar a operação policial, é impedida e levada presa sob alegação de desobediência aos policiais juntamente com três alunos com atitudes ditas suspeitas.
Vamos pensar como ficará o clima dentro do IFG de Águas Lindas depois do ocorrido. Normalmente, os/as professores/as já são perseguidos/as por oferecem uma educação crítica nas salas de aula. Agora eles/as devem se preocupar com a possibilidade de serem presos/as pelo fato de defenderem os direitos mais básicos de seus/uas alunos/as. As pautas bolsonaristas de criminalização dos/as professores/as e de militarização das escolas procuram transformar esses espaços em locais onde os/as filhos/as da classe trabalhadora aprendam, na verdade, a temer e a se calar, em vez de entenderem o mundo em que vivem para transformá-lo.
Felizmente podemos contar com a camarada e professora Camila Marques na trincheira de luta da educação!
O Partido Comunista Brasileiro se solidariza com a luta da professora na certeza de que superaremos tempos tão difíceis!


Governo Bolsonaro: 100 dias de retrocessos e ataques aos nossos direitos


17 de abril de 2019


Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

A chegada do centésimo dia do governo Bolsonaro trouxe à tona inúmeras análises a respeito de suas primeiras iniciativas. Os balanços encontrados nas redes sociais e mídias empresariais, no geral, contêm muitas críticas ao Palácio do Planalto. Chama atenção, nesse contexto, o rápido desgaste da imagem do capitão reformado, demonstrada no crescimento das avaliações negativas dos eleitores em relação ao desempenho do poder executivo federal.
Quando comparado aos presidentes que o precederam desde o início do assim chamado processo de redemocratização, Bolsonaro figura entre os mais impopulares governantes da Nova República. Tal cenário tem levado alguns comentaristas a já falarem, inclusive, na possibilidade de Jair Messias ser afastado do cargo. Contudo, o fenômeno em questão exige dos trabalhadores uma leitura mais atenta. Como temos alertado, o governo PSL tem um caráter ultraliberal, reacionário e de extrema direita. Seu objetivo central é retirar direitos dos trabalhadores, criando condições para intensificar a exploração da nossa classe e elevar as taxas de lucro dos capitalistas. Por mais que as frações da classe dominante possuam divergências entre elas sobre como atingir tais objetivos, não se deve subestimar os interesses comuns que podem mantê-las coesas.
As políticas do governo recém iniciado já vêm despertando insatisfações de segmentos bastante diversos da sociedade brasileira, desde determinadas frações burguesas até as diferentes camadas proletárias. Neste contexto, é importante distinguir as pautas políticas, os interesses e os conteúdos de classe presentes neste jogo cotidiano de ações e reações ao que ocorre em Brasília.

Professora é presa após filmar ação policial no Instituto Federal de Goiás


Giorgia Cavicchioli,  Yahoo Notícias
 
Foto: Reprodução/Sinasefe
“Tempos difíceis”, diz professora em vídeo publicado em página de sindicato. 

Depois de ter sido detida nesta segunda-feira (15) dentro do campus do IFG (Instituto Federal de Goiás) em Águas Lindas, a professora Camila Marques fez um vídeo para se pronunciar sobre a ação policial que resultou na sua prisão por desobediência. Segundo ela, o episódio mostra que estamos vivendo “tempos difíceis” no Brasil.

“Eu fui presa no meu local de trabalho. Eu fui presa na defesa dos meus alunos que estavam sofrendo violência policial”, diz a educadora que também é coordenadora geral do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica).
No vídeo, ela aparece com um dos braços imobilizado. Segundo ela, o procedimento foi necessário depois de ter sido agredida por um dos policiais que fizeram parte da ação. De acordo com o relato da professora, os agentes abordaram três de seus alunos, que são menores de idade, e teriam começado a agir de forma truculenta.

terça-feira, 16 de abril de 2019

General explica a paranoia dos militares


16 de abril de 2019
 
O general Bolívar em três momentos distintos: ainda cadete, em 1964 e hoje
Fotos: Arquivo Pessoal/Reprodução











Extra Classe
ENTREVISTA | BOLIVAR MARINHO SOARES DE MEIRELLES
Por Marcelo Menna Barreto
Com a propriedade de quem veio de uma família com tios participantes do movimento tenentista, um que foi lutar na Guerra Civil Espanhola e outro que participou do levante da Aliança Nacional Libertadora em 1935, o general de Brigada reformado Bolivar Marinho Soares de Meirelles diz: “Eu acho que eu entrei pra escola de cadetes já rebelado”. Expulso do Exército seis meses após o golpe de 1964, por não concordar com a ruptura institucional, fez sua carreira fora das Forças Armadas até ter o reconhecimento de sua patente devida pelo Supremo Tribunal Federal. Uma carreira, aliás, bem extensa. Licenciado em Ciências Sociais, mestre em Administração Pública, doutor em Ciências em Engenharia e pós-doutor em História Política, o general Bolivar diz ter uma dívida com o povo brasileiro: apresentar com clareza o que foi o período de exceção vivido no Brasil de 1964 a 1985. “Quem me fez general, na realidade, foi o povo. Foi dentro das instituições da democracia e do Estado de Direito que eu cheguei a general”.
Extra Classe − Como o senhor viu a determinação do presidente Bolsonaro para que os quartéis comemorassem a data do 31 de março? 
Bolivar Meirelles − Eu acho que isso foi um absurdo! Inclusive utilizando recursos do povo brasileiro para festejar algo que foi nitidamente um golpe de Estado, reconhecido por quase todos os historiadores. É uma vergonha para o Brasil esse “festejo” aí do capitão Bolsonaro. Mas o absurdo e a vergonha para o Brasil também é internacional e caracterizou-se no repúdio à visita que ele fez ao Chile, relembrando os tempos do Pinochet, festejando, não é? E no Paraguai também com aquele eterno ditador, o Strossner. Um homem que disse que queria 30 mil mortos no Brasil e defende tortura, e torturador é um retrocesso muito grande.
EC – O senhor diz que é de uma época que ainda existiam militares nacionalistas. O que aconteceu com eles? 
Meirelles − Foi feita uma raspagem ideológica com o golpe de 1964 que expulsou das Forças Armadas, por reforma, por demissão, vários quadros militares. Eu saí como segundo-tenente, com 24 anos de idade. Quer dizer, o Brasil investiu em mim e eu fui fazer a minha carreira que chegou a general de Brigada aqui fora, reconhecido pelas leis brasileiras até no Supremo Tribunal Federal. Por isso eu tenho uma dívida com o povo brasileiro: colocar essas questões com clareza porque quem me fez general, na realidade, foi o povo. Foi dentro das instituições da democracia e do Estado de Direito que eu cheguei a general.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Prefeito de Nova York pede boicote ao prêmio de Bolsonaro nos EUA

© Isac Nóbrega/Agência Brasil Bolsonaro e Trump durante coletiva de imprensa na Casa Branca

Redação de CATRACA LIVRE

Não se tem notícia de uma manifestação semelhante a um governante brasileiro. O Pre-feito da mais importante cidade do mundo – Nova York – está propondo um boicote a Jair Bolsonaro. 

O prefeito Bill De Blasio pediu oficialmente ao Museu Americano de História Natural que cancele um evento em que Jair Bolsonaro deve receber o prêmio de personalidade do ano.

Bolsonaro foi escolhido para receber o prêmio “Personalidade do Ano” da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, com sede em NY, em seu jantar de gala no dia 14 de maio.

“Acredito na Primeira Emenda”, disse o prefeito na rádio WNYC na sexta-feira, acrescentando: “Se você está falando de uma instituição apoiada publicamente e está falando de alguém que está fazendo algo tangivelmente destrutivo, estou desconfortável com isso.”

De Blasio apontou para os planos de Bolsonaro para desmatar a Amazônia, que ele alertou que poderia colocar em risco o planeta, bem como seu “racismo evidente” e a sua “homofobia”.

Ativistas ambientais também estão pressionando o Museu de História Natural.
Em nota publicada no Twitter, a administração do museu disse que o “evento externo e privado, no qual o atual presidente do Brasil será homenageado foi reservado no museu antes de o homenageado ser escolhido”.

“Estamos profundamente preocupados, e estamos explorando nossas opções”, acrescentou.

Na quarta-feira, um grupo de representantes de povos indígenas publicaram uma carta aberta no jornal francês “Le Monde” dizendo que a política ambiental de Bolsonaro os deixa às portas de “um apocalipse”.

A premiação é concedida há 49 anos e busca homenagear dois líderes, um brasileiro e um americano, reconhecidos por melhorar as relações entre EUA e Brasil. O jantar de gala para mais de mil convidados custa US$ 30 mil por pessoa –todas as entradas já estão esgotadas.
No ano passado, Sergio Moro –hoje ministro da Justiça– foi o brasileiro agraciado.  Em 2017 foi o tucano João Doria.

A escolha de Bolsonaro já havia sido divulgada no começo de fevereiro, antes da viagem que o presidente fez aos Estados Unidos e da decisão de isentar os turistas americanos da necessidade de vista para entrar no Brasil.

domingo, 14 de abril de 2019

Imediata liberdade para Julián Assange!


14 de abril de 2019

Partidos, organizações e personalidades latinoamericanas exigem liberdade de Assange

Resumen Latinoamericano
As organizações e personalidades abaixo assinadas expressamos nossa solidariedade internacional com Julián Assange, que revelou importantes e necessárias informações para a humanidade toda acerca das atrocidades e brutalidades cometidas pelo Império em todo o mundo.
De igual modo repudiamos a atitude subserviente e traidora do nefasto presidente do Equador Lenin Moreno. Esta não é mais que uma absurda manobra de submissão à Coroa Britânica e ao presidente dos EUA Donald Trump.
A luta contra o Império, pela justiça e pela igualdade mundial nos irmana.
Exigimos a imediata liberdade e o respeito aos direitos humanos. E que não seja extraditado para os Estados Unidos.
Adesões: Solidaridad.assange@gmail.com
Primeiras assinaturas:
Nora Cortińas, Madres de Plaza de Mayo, Linea Fundadora
Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da paz
Mel Zelaya, ex presidente de Honduras
Alicia Muñoz ex ministra de governo da Bolívia
Piedad Córdoba, ex candidata a presidenta da Colômbia
Graciela Palacio de Lois, Fundadora de Familiares de Desaparecidos e Detidos por Razões Políticas Argentina.
Atilo Boron, analista internacional
Stella Calloni, jornalista, escritora

Reinaldo Azevedo sobre Moro: o iluminista das trevas

Crédito: Alan Santos/PRSergio Moro, assume cargo como ministro da Justiça e Segurança Publica do governo Bolsonaro.

Por: Gilberto Dimenstein |


Irritado com o resultado da pesquisa sobre seu pacote anticrime, o ministro Sergio Moro (Justiça) foi ao Twitter para desqualificar o Datafolha, responsável pelo levantamento.
A pesquisa publicada na quinta-feira (11) revela que a maioria dos brasileiros é contra pontos-chave do pacote anticrime apresentado por Moro ao Congresso em fevereiro.
Para o jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna na Folha, o ministro recorre às redes sociais para inflar as milícias digitais pró-governo.
“Parece que não gostou de ver as suas propostas, transformadas em perguntas, sem as fantasias diversionistas da linguagem burocrática. Postas as suas proposições a nu, em particular as mudanças que pretende fazer nos artigos 23 e 25 do Código Penal —que confeririam licença explícita para matar—, o homem se zangou”, escreveu.

“É paliativo”, diz Dilma sobre revogação do reajuste do diesel

© José Cruz A ex-presidente Dilma Rousseff


Lembrada em meio à crise gerada pelo recuo do aumento de 5,7% no diesel por ação do presidente Jair Bolsonaro, a ex-presidente Dilma Rousseff publicou neste domingo (14.abr.2019) 1 texto em sua página na internet na qual ataca a atual política de preços da estatal. 

A questão não é recuar do aumento de 5,7%”, escreveu. “É impedir que a lógica da gestão da Petrobras seja submetida à lógica de curto prazo da especulação financeira.” Para ela, a suspensão do reajuste foi uma medida “paliativa pois o problema é a submissão do governo aos desígnios do ‘deus-mercado’.”

A fórmula que define os preços dos combustíveis é o tema da reunião que Bolsonaro convocou para 3ª feira (16.abr.2019). Ele quer saber da diretoria da Petrobras como os valores são calculados e por que o diesel subiu mais do que a inflação projetada para este ano.

Antes  disso, já na 2ª feira (15.abr.2019), Bolsonaro vai reunir-se com o ministro da Economia, Paulo Guedes e o diesel deverá ser um tema do encontro. No sábado (13.abr.2019) disse que é possível “consertar” uma decisão “não muito razoável” do Presidente.

Para Dilma, o erro está na atual política de preços dos combustíveis. No governo Michel Temer, eles passaram a acompanhar a cotação de mercado do petróleo. Por isso, os valores hoje mudam em função do preço do petróleo e do dólar, com frequência diária em alguns períodos.

É o contrário do que se fez no governo anterior, quando a estatal absorveu por longos períodos os aumentos em seu custo de produção. Ao explicar sua ação, Bolsonaro frisou que não seria “intervencionista” como se fez no passado. Ainda assim, o valor de mercado Petrobras caiu R$ 32,4 bilhões na 6ª feira (12.abr.2019).

No artigo, Dilma diz ainda:

  • Consumidores – “Se depender dos especuladores do mercado financeiro, os preços do diesel, da gasolina e do gás de cozinha subirão sem qualquer parcimônia e respeito aos consumidores.
  • Aumentos – no governo Temer, houve cerca de 250 aumentos nos preços dos combustíveis, 16 vezes mais do que nos 13 anos dos governos do PT.
  • Aepet – Ela cita dados da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobrás) para desmentir que a estatal foi prejudicada pela política de seu governo.
  • Não é o mercado – “É uma tolice acreditar que o preço do petróleo no mundo e dos combustíveis em cada país flutuem livremente”, afirmou. “O preço internacional do petróleo sempre oscila por influência de interesses geopolíticos.
  • Funções estratégicas da Petrobras –“zelar pelo desenvolvimento nacional, pela eficiência no funcionamento da economia e pelo acesso dos consumidores a preços tão módicos quanto possível.
  • Do avesso – seguindo o mercado, a lógica de atuação da Petrobras “vira do avesso e acaba a visão estratégica de longo prazo, no qual é possível à empresa desenvolver tecnologia – como a de águas profundas – e descobrir reservas – como o pré-sal."
 NOSSO COMENTÁRIO: Falta informar que as Refinarias precisam voltar a  operar  100% da capacidade de refino  para baratear o custo do combustível. uma vez que o Brasil já produz mais de 90% do óleo necessário para consumo interno. O Sistema Capitalista é cruel

sexta-feira, 12 de abril de 2019

O império move-se a petróleo



ABRIL ABRIL – Por José Goulão

O controle dos fluxos de energia permite dominar o mundo, sobretudo se não tiver absoluta confiança na supremacia militar. Os EUA travam uma guerra para domesticar o mercado dos combustíveis fósseis.
Sempre que os Estados Unidos da América desencadeiam uma guerra há um exercício prático que pode fazer-se para identificar motivações, prever desenvolvimentos e avaliar consequências: seguir o rastro do petróleo.
Certamente que é uma prática um pouco primária e redutora; outros – provavelmente a esmagadora maioria, tendo em conta o nível de contaminação de ideias e consciências atingido pela informação mainstream – dirão que se trata de estabelecer a democracia, proteger direitos humanos e instaurar uma verdadeira democracia de mercado.
A cada qual as suas razões. Que não se perca de vista nos cálculos e análises, contudo, a existência de uma elaborada política energética a serviço do complexo militar, industrial e tecnológico que governa os Estados Unidos da América, que vem sendo aprofundada e afinada durante as administrações Obama e Trump. Essa estratégia tem hoje amplitude mundial e traduz o apogeu do globalismo do ponto de vista energético. Nesse domínio, Washington manipula os cordéis que realmente contam e ainda não tem rivais, razão pela qual fez da luta pelo controle das fontes de combustíveis fósseis a mãe de todas as estratégias – à qual se submete, de bom grado, o aparelho militar imperial.

O ataque de Bolsonaro à comunicação pública


Por Antonio Lima Júnior, jornalista e militante do PCB e da Unidade Classista

Na última terça-feira (09), o diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicou uma portaria por meio da qual estabelece que a programação da TV Brasil e da TV Nacional Brasil (NBR) serão apresentadas em um só canal. Significa, em linhas gerais, que a EBC passa a virar um canal de propaganda do governo federal, extinguindo seu caráter de comunicação pública e independente.
Além de beneficiar os interesses do monopólio das grandes mídias privadas, a imposição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) fere a constituição ao mudar o caráter da EBC e favorece o setor militar do governo, na figura do general Santos Cruz, responsável pela Secretaria de Comunicação Social (Secom). Na nova programação, estão previstos programas que atenderão ao agronegócio, à defesa da reforma da Previdência e aos setores militares (Exército, Marinha e Força Aérea), com programas de entrevistas e reportagens.
A portaria também fala sobre a “otimização das equipes de trabalho”, através do que os funcionários da EBC serão “aproveitados nas diversas atividades demandadas”, o que mostra o grau de precarização do funcionalismo público, aplicando uma lógica da iniciativa privada dos veículos de comunicação, onde muitos jornalistas cumprem várias funções, desde a produção e a edição até a cobertura das matérias.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Eleições em Israel: “não à paz e sim à ocupação”


Partido Comunista de Israel

O presidente palestino, Mahmoud Abbas (Abu Mazen) disse, nesta quarta-feira, 10 de abril, que ele está acompanhando os resultados das eleições parlamentares de Israel, que ocorreram na terça-feira. Abbas falou na inauguração de um novo departamento de oncologia do Hospital Istishari, perto da cidade de Ramallah, na Cisjordânia.
Abbas enfatizou: “Eles (Israel) devem entender que a paz é do nosso interesse tanto quanto deles e de todo o mundo. Por essa razão, eles precisam ir à mesa de negociações. Nossa mão é sempre estendida para negociações, mas não vamos abandonar nossos direitos. Abbas reiterou que não aceitará o chamado para o “Deal of the Century” (Acordo do Século) dos Estados Unidos, dizendo: “Seja o que for, nós o rejeitamos porque ele ignora nossos direitos legitimados pela comunidade internacional”.
O líder palestino acrescentou: “se eles concordarem em seguir a legitimidade internacional, então nossas mãos serão estendidas para alcançar a paz. Se não o fizerem, então permaneceremos firmes aqui”. Em referência à inauguração do novo departamento hospitalar, Abbas disse que “o que vimos aqui hoje neste grande hospital nos deixa muito orgulhosos e promete um futuro melhor”. Concluiu: “Se tivermos a oportunidade, estaremos em pé de igualdade com o restante dos povos do mundo, se não melhores, porque temos o potencial e as capacidades que oferecemos para o nosso grande povo”.
Saeb Erekat, secretário geral do Comitê Executivo da OLP, disse em um tweet na noite de terça-feira que os israelenses votaram não à paz. “O que os resultados sugerem é que os israelenses votaram para preservar o status quo. Eles disseram não à paz e sim à ocupação. ”Ele acrescentou:“ Apenas 14 dos 120 membros eleitos do parlamento israelense apóiam a solução de dois estados nas fronteiras de 1967. ”
Uma declaração do membro do Comitê Executivo da OLP (Organização para Libertação da Palestina), Hanan Ashrawi, apontou: “Lamentavelmente, os israelenses votaram esmagadoramente em candidatos que estão inequivocamente comprometidos em consolidar o status quo da opressão, ocupação, anexação e espoliação da Palestina e da escalada de ataques aos direitos humanos e nacionais dos palestinos. Eles escolheram um parlamento predominantemente de direita, xenófobo e antipalestino para representá-los. Os israelenses decidiram consolidar e expandir o apartheid”.
A declaração de Ashrawi acrescentou: “A agenda extremista e militarista, liderada por Benjamin Netanyahu, foi encorajada pelas políticas imprudentes e apoio cego do governo Trump … O povo palestino vai superar este capítulo obscuro e altamente perigoso e permanecer profundamente enraizado em nossa terra natal”.
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)


quarta-feira, 10 de abril de 2019

Em marcha o desmonte “eficiente” da educação pública




Gabriel Colombo

A segunda baixa na equipe ministerial de Bolsonaro nos cem primeiros dias de governo ocorreu sem implicar em uma guinada nos rumos da política bolsonarista para a educação.
Abraham Weintraub foi empossado como Ministro da Educação neste dia 9 de abril, em Brasília. O currículo de Abraham explicita os motivos que o levaram ao ministério. Trabalhou dezoito anos no Banco Votorantim, onde foi economista-chefe e diretor, isto é, esteve à frente dos negócios de uma das famílias mais poderosas da burguesia brasileira, os Ermírio de Moraes. 
No governo Bolsonaro, era o secretário-executivo da Casa Civil, ou seja, o “número 2” da articulação política do Planalto. Ao mesmo tempo, não representa uma ruptura com a ala ideológica do governo, pois tem filiação declarada a Olavo de Carvalho.
A tarefa de Weintraub é a mesma de Vélez: efetivar o projeto privatizante, precarizante e antidemocrático de Bolsonaro na educação, mas com táticas e recursos diferentes. Assim como é típico da ala ideológica do governo, Vélez fez declarações que nada contribuíram para aprovar as pautas que interessam às classes dominantes, pelo contrário, criaram escândalos e resistências ao ministro e sua política.
Como resultado, Vélez, já acuado pelos movimentos sociais, estudantes e professores que lutam em defesa da educação pública, passou a ser fortemente questionado pelos representantes políticos da burguesia e pelos militares, mais conscientes dos interesses que devem atender no governo.
É necessário lembrar que a Educação é uma área de grande importância para os capitalistas. Nas duas últimas décadas as classes dominantes organizaram importantes aparelhos para disputar a política de educação. É o caso, por exemplo, da “Todos Pela Educação” e da “Fundação Lemann”. Um dos objetivos dessas organizações é criar um consenso em torno da debilidade da educação pública e a necessidade de melhorar sua qualidade a partir da mercantilização, destinando maiores fatias do fundo público para a iniciativa privada, por diversos meios, desde a compra de vagas em escolas particulares com recursos públicos à terceirização da gestão escolar.

Rio de Janeiro sob terror de estado!


Nota da Comissão Política Regional do PCB-RJ

Uma família que ia fazer uma visita num hospital em Guadalupe, na Zona Oeste do Rio de Janeiro teve seu carro metralhado por mais 80 tiros por parte de uma patrulha do Exército. 
O pai, músico, morreu no local. Mãe e filho de 7 anos conseguiram escapar. Um idoso foi baleado. Tudo isso porque os soldados acharam o carro “parecido” com o de bandidos que passariam pelo ponto em que estavam.
Dentre os questionamentos cabíveis a esta ação desastrosa seria o por quê de tamanha violência contra um carro tido por eles, os militares, como suspeito? E mesmo que fosse um carro ocupado por criminosos, esta jamais deveria ser a abordagem. Não existe, pelo menos não formalmente, a pena de morte no país, e mesmo se existisse, não são as forças de segurança, militares ou civis, que efetuam o julgamento. Foi uma execução sumária, um crime bárbaro, injustificável por todos os aspectos.
Este não é um fato isolado. Na última semana um jovem de 19 anos foi morto numa blitz também do Exército no município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, região metropolitana do Estado do Rio. Ele estava na garupa de uma moto quando foi baleado pelas costas por um soldado.
O Exército não tem treinamento para patrulha, nem deveria cumprir esse tipo de missão. Mas os problemas vão além. É preciso buscar as múltiplas motivações responsáveis por esse tipo de ação. Cabe lembrar que ações de militares e órgãos de segurança que terminaram em mortes receberam, nas últimas semanas, congratulações e foram celebradas por Bolsonaro, o presidente e Doria, governador de São Paulo. Além disso, ações como execuções e abates são incentivadas por Witzel, governador do Rio e praticamente estimuladas pelo pacote de “segurança” do ministro Moro, que inclusive, em recente entrevista, declarou que a polícia não precisa agir em legítima defesa para poder efetuar disparos.
Será que essa “tragédia” com mais de 80 tiros contra um carro foi ocasionada por surpresa ou violenta emoção? São justificativas cabíveis segundo o pacote “anticrimes” de Sérgio Moro.
Os comunistas denunciam tais ações que fazem parte de uma política de extermínio da população negra, levada a cabo pelos atuais detentores do poder nas comunidades populares. Visam a intimidar trabalhadores pobres, moradores de favelas e bairros populares e os movimentos sociais e populares que continuam na luta contra o estado de ódio e intolerância, institucionalizado, a partir de 1º de janeiro de 2019, no Brasil e, em particular, no Estado do Rio de Janeiro. Pela desmilitarização da segurança pública! Contra a criminalização dos trabalhadores pobres e moradores de favelas e bairros populares!
ABAIXO A VIOLÊNCIA DO ESTADO BRASILEIRO!


Chilenos exigem fim do sistema de capitalização


Milhares de manifestantes disseram um sonoro não à reforma que o presidente Sebastián Piñera quer implementar 

Diálogos do Sul

Leonardo Wexell Severo – Santiago (Chile) 
Com faixas, cartazes e camisetas condenando o sistema de capitalização implantado pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), e identificando as Administradoras de Fundos de Pensão (AFPs) com “Abuso, Fraude e Pobreza”, uma multidão tomou as ruas de Santiago e das principais cidades do Chile neste domingo para exigir o aumento imediato de 20% nas aposentadorias e um “novo modelo previdenciário digno, com redistribuição solidária”.
“Não quero que o meu futuro seja igual ao presente da minha avó”, denunciou uma jovem, erguendo bem alto sua cartolina. “Parem de nos roubar, acabem com as AFP”, reforçou uma outra. Como elas, milhares de manifestantes disseram um sonoro não à reforma que o presidente Sebastián Piñera quer implementar, mantendo o figurino neoliberal ditado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial.