quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Fome se alastra na maior potência do planeta

CRÍTICA DA ECONOMIA

Quase 30 milhões de pessoas nos EUA não tiveram o suficiente para comer na semana passada. A fome absoluta – chamada de “insegurança alimentar” nas estatísticas oficiais – atingiu seu nível mais alto desde que o US Census Bureau começou a rastrear os dados em maio deste ano, com quase 30 milhões de pessoas relatando que não tinham o suficiente para comer em algum momento nos sete dias até 21 de julho.

Na pesquisa semanal do órgão, o Household Pulse Survey, aproximadamente 23,9 milhões dos 249 milhões de entrevistados indicaram que “às vezes não têm o suficiente para comer” na semana encerrada em 21 de julho, enquanto cerca de 5,42 milhões indicaram que “frequentemente não têm o suficiente para comer”. A pesquisa, que começou com a semana encerrada em 5 de maio, foi publicada nesta quarta-feira (28).

O número de entrevistados que às vezes tinham comida insuficiente estava no ponto mais elevado das 12 semanas da pesquisa. O número de pessoas que muitas vezes experimentaram insuficiência alimentar estava no máximo desde a semana que terminou em 26 de maio. Esse quadro resulta, em primeiro lugar, das condições estruturais de crescente miséria absoluta (correspondente à mais-valia absoluta) nos EUA, depois de vários períodos de crise e de recuperação do capital nas últimas décadas na maior potencia econômica mundial.

Nos últimos dez anos, no decorrer do último período de expansão global, ocorreu no interior do território dos EUA e no das demais economias dominantes do mercado mundial uma inacreditável multiplicação de espaços de produção de mais-valia absoluta como forma de valorização do capital nacional. Uma “terceiro-mundialização” no interior das metrópoles imperialistas.

Covid-19 nas prisões: tragédia anunciada

   
Detento da penitenciária de Guareí (SP), em março deste ano | Foto: Daniel Arroyo/Ponte

Com prevenção ineficiente, agentes morrem e espalham coronavírus nas prisões

por Caê Vasconcelos

Ponte

Segundo CNJ, 65 servidores morreram de Covid-19 em todo o país e entre os presos, são mais de 11 mil infectados e 74 mortos; para especialista, desencarcerar é solução

Dos 110 mil agentes penitenciários do sistema prisional brasileiro, 5.854 estão infectados pelo coronavírus e 65 morreram em decorrência da doença. É o que aponta o boletim semanal do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), divulgado nesta quarta-feira (29/7). Os dados divulgados são de 27 de julho. Já entre as pessoas presas, dos 812 mil que formam a população carcerária brasileira, 11.269 estão infectadas pelo coronavírus e 74 morreram. Os dados do CNJ divergem dos dados do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão subordinado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Atualizados na última quarta-feira (29/7), os números do Depen apontam para 11.386 infectados, 73 óbitos, 7.045 recuperados, 3.027 casos suspeitos e 32.514 testes nas prisões brasileiras.

No sistema socioeducativo brasileiro, 1.793 confirmados servidores estão infectados e 16 morreram. Entre os adolescentes, 627 casos foram confirmados. O Sudeste lidera o número de mortes nacionais, com 51,4% dos 74 óbitos. O estado com mais mortes é São Paulo, com 19 detentos mortos, segundo dados do Depen, além dos 2.512 infectados, 128 com suspeita e 1.203 recuperados.

A apuração do Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo) aponta que SP registrou 26 mortes de agentes penitenciários até a manhã desta quinta-feira (30/7), além de 387 servidores infectados e 97 com suspeita da doença. Neste boletim, o CNJ começou a lançar os dados de São Paulo com informações da SAP-SP (Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo), que separa o número dos infectados por tipo de testagem.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Pressão sobre Aras é um dos trunfos da Operação Lava-Jato

Augusto Aras - © Fornecido por Correio Braziliense 

Correio Braziliense - Jorge Vasconcellos

 

As pressões sobre o procurador-geral da República, Augusto Aras, aumentaram a expectativa da Lava-Jato em Curitiba de que não haverá mudanças na estrutura da operação. Em setembro, o PGR terá de decidir se renova a atuação da força-tarefa por mais um ano — há um projeto no órgão para reunir todos os grupos de trabalho do Ministério Público Federal sob comando único, sediado em Brasília. Após reagir com irritação às críticas de colegas na sessão virtual do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) da última sexta-feira, o procurador-geral baixou o tom em novo encontro ontem.

Durante sessão administrativa, que antecede a reunião ordinária, Aras adotou postura conciliatória e exortou os subprocuradores a evitarem “embates desnecessários”, já que as pressões sobre o MPF já são “muito fortes”. “Estamos todos no mesmo barco. Se esse avião afundar ou cair, todos nós caímos juntos”, disse o procurador-geral aos colegas. Possivelmente por falha técnica, parte da sessão administrativa foi transmitida ao vivo e, logo depois, interrompida.

Na noite da última sexta, em reunião virtual para votar o orçamento de 2021, os conselheiros expressaram, por meio da leitura de uma carta, oposição às críticas públicas de Aras ao funcionamento do Conselho e ao trabalho da Lava-Jato (leia Saiba mais). Em resposta, o PGR subiu o tom e acusou colegas de fazerem “oposição sistemática” a ele e de plantarem notícias falsas contra sua gestão e sua família, de forma anônima e “covarde”.

“Todas as matérias que saem na imprensa, é um procurador ou uma procuradora que fala. O anonimato mais do que inconstitucional e ilegal, é covarde. Eu não tenho medo de enfrentar nenhum argumento, eu tenho o costume de enfrentar tudo o que faço e digo e não tenho receio de desagradar”, afirmou Aras na ocasião. “Quando tivermos condições de conversar com a dignidade, sem a fake news, sem a covardia, sem a traição, sem a mentira propiciada por aqueles que estão aqui na Casa, eu acho que teremos paz”, continuou.

Também na sessão de sexta-feira, o procurador-geral disse ter provas das afirmações sobre irregularidades internas no MPF, como supostos “desvios” da Lava-Jato, e que elas já foram encaminhadas para a apuração dos órgãos competentes.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

07/08: Dia de Luta contra o Governo Bolsonaro/Mourão

Comissão política Nacional do PCB

O Brasil se aproxima dos 100 mil mortos pela Covid-19 e a tendência é o aumento contínuo do número de mortos. Há semanas o Brasil acumula mortes diárias de mais de mil pessoas. Perdemos amigos, familiares, conhecidos, famílias foram devastadas por uma doença que encontrou, aqui no país, depois de décadas de sucateamento da saúde pública, a precarização das condições de vida dos trabalhadores e a redução drástica de direitos, um terreno fértil para a disseminação de doenças graves, ressaltando-se que o atual governo é responsável pela maior tragédia sanitária da história brasileira.

O negacionismo e o comportamento anticientífico desse governo de extrema direita, comprometido com o que há de mais atrasado, conservador e reacionário no país, foram responsáveis por ampliar ainda mais a atual barbárie experimentada pelo povo trabalhador brasileiro. A política genocida camuflada por bravatas irresponsáveis e criminosas levou ao quadro atual de mortes e à situação que se aproxima rapidamente dos 3 milhões de contaminados, em um cenário de reconhecida subnotificação.

O Governo Bolsonaro e seus aliados zombam da dor do povo brasileiro: dificultam o acesso ao fundo emergencial, desmantelam políticas públicas, aceleram o desmonte da saúde, intensificam a retirada de direitos e empurra, atendendo ao pedido dos ricos e poderosos, milhões de trabalhadores para a forca, ao pressionar pela abertura indiscriminada das atividades econômicas não essenciais. Comprovando o grau de aprofundamento das desigualdades sociais no país, segundo dados do IBGE, mais de 10 milhões de brasileiros estão afastados do trabalho por causa da COVID-19 e cerca de 30 milhões de trabalhadores(as) tiveram seus rendimentos reduzidos. A renda da metade da população caiu 18%. A previsão é de que o PIB brasileiro caia em torno de 10%.

Moro tentou interferir na eleição ao julgar Lula, diz Lewandowski

PODER 360 - Nathan Victor


© Nelson Jr./SCO/STF Ricardo Lewandowski disse que Lula foi constrangido ilegalmente pelas decisões de Moro

A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta 3ª feira (4.ago.2020), por 2 votos a 1, excluir a delação do ex-ministro Antonio Palocci de inquérito da Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O petista é acusado de receber propina da Odebrecht na forma de 1 terreno para a construção do Instituto Lula em São Paulo. Ao proferir a decisão, os 2 ministros do placar vencedor, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, rechaçaram a atuação do então juiz responsável pelo caso, Sergio Moro. Ficou vencido o ministro Edson Fachin. Em seu voto, Lewandowski foi incisivo nas críticas a Moro. Rechaçou a decisão do ex-magistrado de homologar a delação da Odebrecht 3 meses antes da eleição. A atitude foi vista pelo ministro como proposital, para influenciar no pleito. O ex-juiz viria a integrar o governo eleito, no ano seguinte.

Eis a íntegra  do voto de Lewandowski.

Segundo o ministro, Lula foi constrangido ilegalmente. “A juntada, de ofício, após o encerramento da fase de instrução, com o intuito de gerar, ao que tudo indica, 1 fato político, revela-se em descompasso com o ordenamento constitucional vigente. Assim, demonstrado o constrangimento ilegal imposto ao paciente, acolho o pedido de desentranhamento do termo de colaboração”.

O ex-presidente do Supremo citou, também, certa “extravagância” de Sergio Moro.

“Apesar de ter consignado que a medida era necessária para ‘instruir esta ação penal’, o aludido juiz assentou, de modo completamente extravagante, que levaria em consideração, quanto aos coacusados, ‘apenas o depoimento prestado por Antonio Palocci Filho sob contraditório na presente ação penal’.”

Lewandowski disse ver, ainda, 1 teor “heterodoxo” no entendimento de Moro sobre o caso. Deu pistas da divergência que deve influenciar na discussão a ser realizada pela 2ª Turma sobre a suspeição do ex-juiz nos processos contra Lula na Lava Jato.

“Com essas e outras atitudes que haverão de ser verticalmente analisadas no âmbito do HC 164.493/PR, o referido magistrado – para além de influenciar, de forma direta e relevante, o resultado da disputa eleitoral, conforme asseveram inúmeros analistas políticos, desvelando um comportamento, no mínimo, heterodoxo no julgamento dos processos criminais instaurados contra o ex-Presidente Lula -, violou o sistema acusatório, bem como as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa.”

Gilmar Mendes foi na mesma linha. Para ele, a demora para juntar a delação à ação penal foi “cuidadosamente planejada”.

Acordo de leniência da Odebrecht

Mais cedo, Lula conseguiu outra vitória junto ao Supremo. Obteve direito ao acesso parcial a 1 acordo de leniência firmado pela Odebrecht com o MPF (Ministério Público Federal) no valor de R$ 3,8 bilhões.

O inquérito apura envolvimento do ex-presidente em suposto esquema de favorecimento da empreiteira em contratos com a Petrobras.


Vacina de Oxford apresenta “resultados promissores”, diz reitora da Unifesp

© Tânia Rêgo/ Agência Brasil/Divulgação


Redação VEJA São Paulo

 

Soraya Smaili, reitora da Unifesp, afirmou durante entrevista para a GloboNews nesta terça-feira (4) que a vacina contra a Covid-19 da Universidade de Oxford, que está sendo testada na instituição brasileira, é um imunizante seguro e uma candidata muito forte para uma campanha de vacinação.

“Temos resultados promissores. Temos uma candidata a vacina que provavelmente terá muita segurança”, disse para a emissora. Ela afirmou também que os testes nos primeiros voluntários foram bem sucedidos e não houve apresentação de reações adversas graves, apenas alguns pacientes relataram dores leves no local da aplicação. Outros experimentaram dores de cabeça, mas de acordo com Soraya, “tudo isso [era] mais ou menos previsto”.

A Unifesp conduz agora a terceira e última fase de testagem da vacina, uma das primordiais do processo: são realizadas aplicações em larga escala, com milhares de pessoas. A etapa ocorre também no Reino Unido e na África do Sul: 50 000 pessoas vão receber a vacina. 5 000 são brasileiros, divididos entre os estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro.

Oxford já havia divulgado na revista científica The Lancet que os resultados da fase 1 e 2 mostraram que a vacina é capaz de desenvolver anticorpos contra a Covid-19.


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Bolsonaro veta indenização a profissionais do SUS incapacitados por covid-19

Poder360

 

© Sergio Lima/Poder360 

Presidente Jair Bolsonaro também vetou duas parcelas do auxílio emergencial para mães e pais solteiros

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o Projeto de Lei 1.826/2020. O texto estipulava indenização a profissionais da saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) que ficassem permanentemente incapacitados durante a pandemia de covid-19. A decisão foi divulgada em nota oficial nesta 2ª feira (3.ago.2020). Eis a íntegra (266 KB). O veto deve ser publicado no Diário Oficial da União de 3ª (4.ago).

O governo alega “problemas jurídicos” e lista 3 motivos para o veto:

  • O artigo 8 da Lei Complementar 173. O dispositivo proíbe a criação de benefícios indenizatórios para agentes públicos, bem como “despesa continuada em período de calamidade”;
  • Falta de estimativa do impacto financeiro das indenizações no projeto de lei, o que pode imputar em crime de responsabilidade fiscal;
  • Inconstitucionalidade formal. Cabe ao presidente a iniciativa de criar benefícios a servidores do governo federal, e não ao Congresso.

O PL 1.826 também estipulava suporte financeiro ao cônjuge, companheiro, dependentes ou herdeiros necessários, no caso de morte do profissional de saúde. O texto dispensava ainda o empregado de comprovar a doença por 7 dias durante a crise sanitária desencadeada pelo novo coronavírus. A nota do governo ressalta que “a decisão final sobre esses vetos cabe ao Parlamento”.

Na última 4ª feira (29.jul), Bolsonaro barrou outro projeto relacionado à pandemia. Ele vetou o PL que permitia a pais ou mães solteiros receber duas cotas do auxílio emergencial. Cada parcela tem o valor de R$ 600. A justificativa também foi a falta de projeção do impacto da medida nos cofres públicos.

EM TEMPO: Rapaz "bom" esse Bolsonaro. Alguém quer levá-lo para casa para terminar de criá-lo e educá-lo para ser  gente algum dia? Agora durmam com essa bronca. 


Reorganizar a classe e criar o poder popular

Coordenação Nacional da Unidade Classista

Nos últimos meses, com a crise sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus, ficaram ainda mais expostas às debilidades estruturais do capitalismo e sua face mais cruel.

Apesar de todos estarem expostos a uma doença que ainda não tem cura, as formas de enfrentamento têm sido absurdamente distintas, pois alguns países tiveram a capacidade de mobilizar e organizar a população para desenvolver respostas econômicas e sanitárias eficientes, reduzindo drasticamente as mortes, as contaminações e as projeções de queda nas taxas de crescimento e de outros indicadores econômicos e sociais, tais como a China, Cuba, o Vietnã, entre outros.

Já nos demais casos, com destaque para os EUA, o Brasil e a maioria dos países da Europa, assistimos exatamente o contrário, com o aumento diário e avassalador de casos e mortes, agora inclusive, com novas “ondas de contaminação”. Do ponto de vista econômico entre os trabalhadores já contabilizamos milhões de demissões, congelamentos e reduções de salários, destruição de acordos coletivos e retiradas de direitos e entre as empresas já são milhões de falências, já temos números comparáveis aos da crise de 1929 e do pós-guerra.

Vivemos o chamado “novo normal”, com a banalização das mortes, da perda de empregos, do rebaixamento de salários, da retirada de direitos e tudo isto tem sido propagado pela burguesia em suas mídias como algo natural e inevitável. E para piorar a situação em todo o mundo e mais recentemente no Brasil, vemos a retomada da atividade dos chamados setores “não essenciais” da economia e a genocida reabertura das escolas públicas e privadas, para definitivamente acabar com as frouxas “quarentenas”.

Com fim do recesso, PGR pede ao STJ para restabelecer prisão de Queiroz e da mulher

Aguirre Talento

O Globo, 3 de agosto de 2020

Fabrício Queiroz, personagem central do esquema da rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, em banho de sol durante a prisão domiciliar na sacada de seu apartamento, na Taquara, Rio de Janeiro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um pedido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter a soltura do ex-assessor Fabrício Queiroz e de sua mulher Márcia Oliveira de Aguiar, concedida liminarmente pelo presidente do STJ João Otávio Noronha em regime de plantão.

Com o fim do plantão do Judiciário, o pedido da PGR foi destinado ao relator do habeas corpus, o ministro Félix Fischer, e à Quinta Turma do STJ. A manifestação é assinada pelo subprocurador-geral da República Roberto Luís Oppermann Thomé. Ele aponta a "inexistência de ilegalidade" na prisão preventiva de Queiroz, cita que a jurisprudência impede a concessão de benefícios para alvos foragidos, como era o caso de Márcia Aguiar, e solicita que seja restabelecida a prisão deles.

"Conquanto cediços cultura jurídica e espírito público do ínclito Ministro Presidente, sua v. decisão monocrática, ora agravada, merece integral reforma para que se respeite até mesmo a percuciente, abalizada e escorreita fundamentação lavrada em oito de dez laudas pela inexistência de ilegalidade alguma na necessária constrição judicial cautelar, e mesmo se resgate o respeito à iterativa jurisprudência pátria que rechaça concessão de benesses a pessoas que se encontrem foragidas da Justiça", escreveu o subprocurador.

Ao final da manifestação, ele solicita que Fischer conceda monocraticamente a reforma da decisão ou leve o assunto para a Quinta Turma do STJ. "Ante o exposto, o Ministério Público Federal respeitosamente espera que seja por Vossa(s) Excelência(s), de modo monocrático pelo ínclito Ministro relator ou colegiado por esta colenda Turma, provido este agravo regimental/interno/pedido de reconsideração para resgatar a dignidade da função jurisdicional e o respeito devido às decisões prolatadas por juízos competentes e o bom nome e conceito da Justiça", escreveu.

Em 9 de julho, durante o plantão, o presidente do STJ João Otávio Noronha concedeu prisão domiciliar para Queiroz e sua mulher, alegando questões de saúde do ex-assessor e que a prisão preventiva foi proferida por juiz sem atribuição para o caso, já que o Tribunal de Justiça do Rio decidiu enviar a investigação para o órgão especial do TJ.


domingo, 2 de agosto de 2020

“Novo normal”: a banalização do genocídio

Em frontal contradição com a situação objetiva da epidemia de coronavírus, a burguesia brasileira ligou definitivamente o “foda-se” e orientou seus agentes políticos a decretar um “novo normal”. Ao oficializarem a flexibilização de uma quarentena que, desde o início, nunca foi arquitetada para a totalidade dos brasileiros, os governantes, em nome do capital, começam a convocar estudantes e trabalhadores para o abate.

A decisão de flexibilizar a quarentena não decorre do controle da epidemia. Com taxa de contágio superior ao índice 1 há mais de dez semanas, a circulação do coronavírus persiste, ainda que de maneira desigual, em todas as regiões do país. Com uma média de mais de 1.000 óbitos por dia, o Brasil é recordista em número diário de mortos por COVID-19. E não há luz no fim do túnel. A expectativa do presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde é que, nos próximos quatro meses, mais de 60.000 vidas sejam perdidas, totalizando cerca de 150.000 óbitos até o final de 2020.

A operação ideológica do “novo normal” tem como objetivo banalizar a barbaridade que significa o genocídio sanitário. A naturalização da morte requer manter a população na mais absoluta ignorância em relação à gravidade da pandemia e à falta de perspectiva de curto prazo para sua solução.

A ideia de que algumas regiões – como Manaus – teriam alcançado a imunização coletiva, defendida por alguns porta-vozes do capital, não passa pelo crivo da ciência. Epidemiologistas são praticamente unânimes em afirmar que ainda não se sabe qual seria o limiar de contaminação que garantiria a imunização de rebanho. E, mesmo que se soubesse, tal limite seria muito superior aos cálculos de que, até o momento, não mais de 5% da população brasileira teria sido contaminada pelo coronavírus.

A propaganda de que o brasileiro deve aguentar firme, que a crise sanitária é passageira, é uma armadilha. Não há nenhum indício de que a pandemia esteja próxima do fim. Ao contrário. A OMS preocupa-se com a possibilidade de uma segunda onda de contágio ainda mais virulenta. Enquanto não houver vacina efetiva e disponível para toda a população mundial – o que, se tudo correr bem, deve acontecer em um intervalo de 18 a 24 meses –, não há nenhuma possibilidade de que a ameaça do coronavírus seja debelada.

Em 02 de agosto de 2020 completa 93 anos da UJC: uma legenda na luta de classes

Milton Pinheiro

CONTRAPODER

Em 1927, o Brasil vivia numa conjuntura de avanço das lutas políticas. No final do ano anterior, por exaustão, o decreto do estado de sítio havia caducado. O PCB crescia e apresentava-se para o debate político com mais militantes e aprofundava uma resolução que construiria o Bloco Operário, posteriormente articulado como Bloco Operário e Camponês (BOC). Essa política organizativa de Frente Única permitia que o partido abrisse um conjunto forte de articulações políticas, inclusive aproximando-se do então deputado Azevedo Lima, que viria depois a ser novamente deputado pelo Bloco.

Nesse mesmo ano, o partido manteve entendimentos com o professor de direito Leônidas Rezende, que era dono do recém fundado jornal diário A Nação, para ocupar um espaço na comunicação com os trabalhadores e anunciar sua linha política e perspectiva teórica.

No começo de 1927, seguindo o planejamento estratégico interno, Astrojildo Pereira convida o jovem pernambucano, estudante de medicina no Rio de Janeiro, militante do partido, Leôncio Basbaum, que ao sair do Recife havia passado por Salvador e tinha conhecimento da vida partidária nessas cidades, para debater a situação do partido no Nordeste. Apesar da parca idade, a partir daí o jovem estudante estaria sempre presente nas reuniões da Comissão Central Executiva (CCE).

Covid-19: Brasil tem 94.104 mortes e 2.733.677 casos confirmados, dizem secretarias de Saúde

Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Yahoo Notícias.

O Brasil registrou 541 novas mortes pelo novo coronavírus e 25.800 novos casos da doença neste domingo (2). Com isso, o total de mortos chegou a 94.104 e o de casos a 2.733.677, de acordo com o painel atualizado pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), um sistema próprio de informações que reúne dados de contaminados e de óbitos em contagem paralela à do governo.

No sábado (01), o país tinha 93.563 mortes e 2.707.877 casos confirmados de Covid-19, de acordo com o conselho.

Prezando pela confiabilidade nas informações, o Yahoo Brasil passou a adotar como padrão, desde 8 de junho, os dados estatísticos divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde através do Conass, e não mais os números apresentados pelo Ministério da Saúde.

Os dados do Conass também viraram referência para o Congresso Nacional, que abandonou a contagem do Ministério da Saúde. A decisão foi anunciada na segunda-feira pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

DADOS CONSOLIDADOS RETORNAM

Na terça, o governo do presidente Jair Bolsonaro voltou a divulgar os dados acumulados de casos confirmados e óbitos no site oficial disponibilizado pelo Ministério da Saúde, que haviam sido omitidos da plataforma na quinta-feira (4).

O recuo acontece após a determinação para retomada da divulgação, decidida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, na noite de segunda-feira (8), ao acatar um pedido protocolado pelos partidos Rede, PSOL e PC do B.

Mais cedo nesta terça, o ministro-interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, voltou a negar que a pasta esteja escondendo dados da Covid-19, e reiterou que os dados retirados seriam recolocados no portal, durante reunião da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de combate à pandemia da Covid-19.


sábado, 1 de agosto de 2020

UJC 93 ANOS: O COMUNISMO É A JUVENTUDE DO MUNDO!



A União da Juventude Comunista (UJC), que hoje está completando 93 anos de luta, mostrou e está a mostrar a possibilidade de se organizar de maneira revolucionária a juventude brasileira.

Mesmo cometendo erros e desvios em sua história, esteve presente em momentos marcantes das lutas da juventude, e em vários momentos, extrapolando as lutas juvenis e assumindo de coração as mais relevantes lutas do povo brasileiro, ao qual ligou seu nome e história, combatendo, abertamente ou nas trevas, sacrificando vidas jovens em prol da causa mais jovem, a causa do amanhã, do vir a ser, do COMUNISMO.

A UJC reativa-se na prática, diariamente, atraindo diversos jovens, que veem na UJC, a possibilidade de contribuírem para uma transformação qualitativa da sociedade, potencializando o ser humano na construção não apenas da nova sociedade, mas também na construção do próprio novo homem.

HOJE TEM LIVE DE COMEMORAÇÃO DOS 93 ANOS E DE LANÇAMENTO DA REVISTA O FUTURO

                                                                    

EM TEMPO: Já o PCB (Partido Comunista Brasileiro), carinhosamente denominado de Partidão, por ser  identificado com as lutas do povo brasileiro e por ser o "partido mãe da esquerda brasileira", completou 98 anos de lutas no dia 25 de março de 2020. 

Quem tem de se preocupar com Moro é Bolsonaro, afirma Lula


ESTADÃO - Regina Bochicchio 

© PT / Reprodução Ex-presidente Lula em reunião do Diretório Nacional do PT no dia 9 de abril 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista a um conjunto de rádios do interior da Bahia, que gostaria de participar de um debate com o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, caso o ex-juiz da Lava Jato viabilize sua candidatura à Presidência da República em 2022. O petista disse ainda que o presidente Jair Bolsonaro é quem deve estar preocupado com uma eventual candidatura de Moro.

“Não tenho um pingo de preocupação”, disse Lula, dando a entender que pode ser candidato. “Se tiverem que lançar o Moro como candidato, que lancem. Quem deve estar preocupado com ele é o Bolsonaro”, afirmou o petista, cuja candidatura é impedida com base na Lei da Ficha Limpa.

“Tem gente que acha que Moro deve ser um candidato forte. Eu sinceramente gostaria de ver o Moro disputando uma eleição presidencial. Gostaria de poder participar de um debate com o Moro, cara-a-cara, na televisão, para chamá-lo de mentiroso, olhando na cara dele sem a proteção da toga”.

Lula disse ainda que Moro tem pouco caráter e dignidade. “Ele está fazendo tipo, ele fez tipo no meu processo, ele sabe que ele mentiu. Ele sabia que precisava me condenar. Ele faz parte do jogo sujo, sujando a história do poder Judiciário Brasileiro, ele sabe disso. Eu dizia isso pra ele”. Lula disse que sua condenação foi por “crime indeterminado”. “O Moro deveria escrever num (sic) pedacinho de papel o que é um crime indeterminado”.


Caso Moraes x Facebook se transforma em debate sobre direito internacional

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil

Correio Braziliense - Renato Souza

 

De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, o descumprimento da decisão indica concordância com a continuidade do cometimento dos crimes em apuração

O Facebook descumpriu a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio internacional de contas ligadas a investigados no inquérito aberto para apurar fake news e ataques contra a Corte. Em nota, a rede social afirmou que vai recorrer. Horas após o comunicado da empresa, o magistrado ampliou o valor da multa fixada em caso de descumprimento: passou de R$ 240 mil por dia para R$ 1,2 milhão. Ele também mandou intimar o presidente do Facebook no Brasil, identificado no documento como Conrado Leister.

Tanto Twitter quanto Facebook já tinham bloqueado, no Brasil, as contas dos investigados. No entanto, os suspeitos mudaram a descrição do país em que estavam para burlar a suspensão e voltar com a atividade dos perfis. Moraes, então, expediu nova determinação para que a ordem anterior dele fosse cumprida integralmente, ou seja, que o acesso fosse impedido globalmente. De acordo com o magistrado, o bloqueio apenas parcial caracteriza descumprimento. O Twitter acatou, mas vai recorrer da decisão. Já o Facebook resolveu ignorar. Os gestores da empresa, com sede nos Estados Unidos, avaliam que a determinação do ministro ultrapassa os poderes do Supremo, por atingir outros países, e invade a legislação internacional. No posicionamento divulgado ontem, eles afirmaram respeitar a legislação das nações onde atuam, mas alegou que “a lei brasileira reconhece limites à sua jurisdição e a legitimidade de outras jurisdições”.