CRÍTICA DA ECONOMIA
Quase 30 milhões de
pessoas nos EUA não tiveram o suficiente para comer na semana passada. A fome
absoluta – chamada de “insegurança alimentar” nas estatísticas oficiais –
atingiu seu nível mais alto desde que o US Census Bureau começou a rastrear os
dados em maio deste ano, com quase 30 milhões de pessoas relatando que não
tinham o suficiente para comer em algum momento nos sete dias até 21 de julho.
Na pesquisa semanal
do órgão, o Household Pulse Survey, aproximadamente 23,9 milhões dos 249
milhões de entrevistados indicaram que “às vezes não têm o suficiente para
comer” na semana encerrada em 21 de julho, enquanto cerca de 5,42 milhões
indicaram que “frequentemente não têm o suficiente para comer”. A pesquisa, que
começou com a semana encerrada em 5 de maio, foi publicada nesta quarta-feira
(28).
O número de entrevistados que às vezes tinham comida insuficiente estava no ponto mais elevado das 12 semanas da pesquisa. O número de pessoas que muitas vezes experimentaram insuficiência alimentar estava no máximo desde a semana que terminou em 26 de maio. Esse quadro resulta, em primeiro lugar, das condições estruturais de crescente miséria absoluta (correspondente à mais-valia absoluta) nos EUA, depois de vários períodos de crise e de recuperação do capital nas últimas décadas na maior potencia econômica mundial.
Nos últimos dez anos,
no decorrer do último período de expansão global, ocorreu no interior do
território dos EUA e no das demais economias dominantes do mercado mundial uma
inacreditável multiplicação de espaços de produção de mais-valia absoluta como
forma de valorização do capital nacional. Uma “terceiro-mundialização” no
interior das metrópoles imperialistas.














