terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Enquanto governo silencia sobre ato contra Congresso, general dá nome aos bois: má fé e irresponsabilidade



 Matheus Pichonelli,  Yahoo Notícias 


General Carlos Alberto dos Santos Cruz. Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images

“Não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Foda-se”.
Oficialmente, a declaração do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, foi dita extraoficialmente, em uma conversa com Paulo Guedes e Luiz Augusto Ramos captada, sem querer, durante uma transmissão ao vivo.
A polêmica levou o ministro a se justificar. “Externei minha visão sobre as insaciáveis reivindicações de alguns parlamentares por fatias do orçamento impositivo, o que reduz, substancialmente, o orçamento do Poder Executivo e de seus respectivos ministérios. Isso, a meu ver, prejudica a atuação do Executivo e contraria os preceitos de um regime presidencialista. Se desejam o parlamentarismo, mudem a constituição. Sendo assim, não falarei mais sobre o assunto”, prometeu Heleno no Twitter.
Vazada ou não, a conversa dá o tom da beligerância de parte do governo Bolsonaro com o Congresso -- como se apenas um dos representantes dos poderes tivesse sido escolhido pelo voto popular em 2018. 
Como quem recebe uma ordem, apoiadores do governo iniciaram nas redes uma campanha para levar às ruas uma manifestação contra os presidentes da Câmara e do Senado. “Vamos às ruas em massa. Os generais aguardam as ordens do povo. Fora Maia e Alcolumbre”, diz a convocação para um ato no dia 15 de março que estampa as fotos de Heleno entre outros militares.
Heleno não se pronunciou sobre a manifestação. Nem para endossar nem para pedir, a exemplo dos atores marcados numa postagem recente da ministra da Cultura Regina Duarte, que fosse incluído fora dessa.
Quem se manifestou publicamente sobre o assunto foi outro general, Carlos Alberto dos Santos Cruz, que já integrou o governo Bolsonaro e saiu se queixando da quantidade de bobagens produzidas pelo time do capitão.

Bolsonaro é alfinetado em desfile de escolas de samba no Rio

Foto: Bruna Prado/Getty Images


 Por Leonardo Benassatto  e Sebastian Rocandio

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Escolas de samba do Rio de Janeiro desfilaram na segunda noite de apresentações o Carnaval carioca, na segunda-feira, apimentando a fusão de música, dança e figurinos com cutucadas no presidente Jair Bolsonaro.

As últimas seis das 13 principais escolas de samba da cidade levaram ao Sambódromo muitos passistas e músicos vestidos com trajes coloridos, alguns com pouca roupa, em meio a enormes carros alegóricos elaborados.
Os desfiles de segunda-feira, que ocorreram até a manhã desta terça, abordaram muitos temas, entre eles o presidente Bolsonaro.
O ator e comediante Marcelo Adnet estrelou o desfile da São Clemente. Vestido com terno azul brilhante e gravata verde-amarela, ele zombou de Bolsonaro ao fazer flexões e gestos como se estivesse disparando uma arma imaginária, imitando o presidente.
O carro alegórico da São Clemente também exibia cartazes com as frases "Tá ok", muito usada por Bolsonaro, e "a culpa é do Leonardo DiCaprio", uma referência a Bolsonaro culpando o ator de Hollywood pelos incêndios na Floresta Amazônica no ano passado.
Desde a posse de Bolsonaro em janeiro de 2019, os brasileiros estão fortemente divididos entre os que o apoiam, creditando a ele uma rápida queda na criminalidade e melhora na economia, e os que o criticam, denunciando seu racismo, sexismo e postura em relação ao meio ambiente.
No domingo, a famosa escola de samba Mangueira abordou o fervor religioso de direita e o aumento da violência policial, principalmente no Rio, nos primeiros 14 meses de Bolsonaro no poder.
O samba-enredo da Mangueira incluía trecho que dizia "Não tem futuro sem partilha nem Messias de arma na mão", uma referência a Bolsonaro, cujo nome do meio é 'Messias' e que defende a ampliação da posse de armas.
Os figurinos, carros alegóricos e coreografias das escolas de samba carioca podem mudar, mas são sempre brilhantes e espetaculares, custando milhões de reais a cada ano.
A apuração com as notas dos jurados ocorre na quarta-feira de cinzas.
(Reportagem de Leonardo Benassatto e Sebastian Rocandio no Rio de Janeiro, e Jamie McGeever em Brasília)


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Hillary Clinton afirma que Trump é um 'perigo para a democracia'



 AFP 
Hillary Clinton, ex-chefe da diplomacia americana.

A ex-senadora americana Hillary Clinton disse nesta segunda-feira em Berlim que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um "perigo para a democracia".
"Vou apoiar o candidato do nosso partido", quem quer que seja nas eleições de novembro, uma vez que "nosso presidente é claramente um perigo para a democracia e o nosso futuro", disse Clinton na abertura do festival de cinema de Berlim, onde apresentou "Hillary", uma minissérie documental sobre sua vida.
Contudo, não revelou qual pré-candidato das primárias do Partido Democrata é seu favorito para enfrentar o republicano Trump nas eleições presidenciais de novembro, acrescentando que esta é uma decisão dos "eleitores".
No documentário, apresentado em janeiro no festival de cinema de Sundance, ex-candidata presidencial derrotada por Donald Trump ataca Bernie Sanders, favorito nas primeiras prévias dos democratas.
"Esteve no Congresso durante anos, apenas teve o apoio de um senador. Ninguém o quer, ninguém quer trabalhar com ele, ele não fez nada", declarou na produção.
Nesta segunda-feira, Clinton justificou este comentário: "A política é um esporte de combate, muitas coisas são ditas. É claro que muitas coisas foram ditas sobre mim", disse à AFP.
Por outro lado, Clinton pediu "vigilância" contra informações erradas (as "fake news"), depois de acusações de interferência russa a favor de Trump e Sanders.
"Aqueles que tentam negar (interferência russa, vivem em um mundo imaginário", alertou.
"Cada vez mais", as potências estrangeiras tentarão influenciar as eleições na Europa e nos Estados Unidos, acrescentou.
"Se não protegermos nossa democracia, entregamos armas ... e perdemos o controle", concluiu.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Mesmo liberado, família de Adriano da Nóbrega decide não sepultar o corpo


Vinicius Sassine
Extra

Adriano da Nóbrega e sua mulher, numa fazenda na Bahia

A interferência política no caso da morte de Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) morto em ação da polícia na Bahia no último dia 9, atrapalha a elucidação do caso e dificulta o esclarecimento da suspeita de execução do ex-policial, acusado de comandar uma milícia no Rio. É o que diz a defesa da família de Adriano, que tenta manter a conservação do corpo, apesar da decisão da Justiça do Rio determinando que o Instituto Médico-Legal (IML) libere o corpo do ex-PM.
A liberação pelo IML está prevista para esta terça-feira. Mesmo assim, o corpo será preservado numa funerária pelos próximos dias, segundo decisão inicial da família, comunicada pelos advogados em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta terça.
Os defensores pediram tanto à Justiça no Rio quanto à Justiça na Bahia a realização de uma perícia independente no corpo, no local da morte em Esplanada (litoral norte da Bahia) e a conservação dos restos mortais até a realização dessa perícia. Entre idas e vindas da Justiça, prevaleceu uma decisão que determina a retirada do corpo do IML do Rio.
A defesa conta com uma decisão favorável da Justiça em Esplanada, ainda pendente de deliberação. Se isto ocorrer, e caso o corpo já tenha deixado o IML, ele voltaria para o local.
Adriano já foi homenageado pela família Bolsonaro. A mãe e a mulher do ex-policial foram empregadas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, antes de ele ser eleito senador da República. Os empregos e a distribuição do dinheiro passaram a ser investigados no suposto esquema de “rachadinha” que operava no gabinete de Flávio, investigado pelo Ministério Público do Rio.

Atriz Alessandra Negrini é defendida por indígenas



 Folhapress 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atriz Alessandra Negrini, 49, publicou uma nota divulgada pela APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) em suas redes sociais, após ser acusada de apropriação cultural. Rainha do bloco Baixo Augusta, em São Paulo, ela causou polêmica ao usar uma fantasia com acessórios indígenas. 
Na nota, a instituição defende a atriz e diz que ela colocou "seu corpo e sua voz a serviço de uma das causas mais urgentes. Fez uso de uma pintura feita por um artista indígena para visibilizar o nosso movimento. Sua construção foi cuidadosa e permanentemente dialógica, compreendendo que a luta indígena é coletiva."
A fantasia escolhida por Negrini virou polêmica entre internautas logo que a musa foi fotografada no bloco. No momento, ela foi questionada pela reportagem. "Hoje para mim a questão indígena é a central desse país. Ela envolve não somente a preservação da cultura deles como a preservação das nossas matas", respondeu a atriz. "A luta indígena é de todos nós e por isso eu tive a ousadia de me vestir assim", completou. 
Negrini estava acompanhada de diversos indígenas, inclusive, da líder e ativista Sônia Guajajara, que também a defendeu.  "Muita gente usa acessórios indígenas como fantasia. Isso a gente não concorda. Mas quando a pessoa usa de uma forma consciente, como um manifesto para amplificar as vozes indígenas, então tudo bem, é compreensível", Guajajara.
Em nota, a APIB afirmou que é preciso dar atenção a outros temas. "Essa semana está tramitando no Congresso uma MP que tenta regularizar a grilagem, o PL da Devastação quer impor a mineração e a exploração das terras indígenas, um evangélico missionário está em um posto estratégico da FUNAI e pode provocar a extinção de povos não contactados. São muitos os ataques. Não nos esqueçamos, o momento é grave e dramático, querem nos dizimar!"
A associação pede que a discussão sobre apropriação cultural seja feita com responsabilidade. "Alessandra Negrini é ativista, além de artista, e faz parte do Movimento 342 Artes, que muito vem contribuindo com o movimento indígena. Esteve conosco em momentos fundamentais. Portanto, ela conta com o nosso respeito e agradecimento."


Segue forte a greve petroleira!



GREVE NACIONAL PETROLEIRA: A MAIS FORTE DA CATEGORIA NOS ÚLTIMOS ANOS
Por direitos, emprego e soberania
Federação Nacional dos Petroleiros
A Petrobras, uma das maiores empresas do mundo, vem passando por um processo de desmonte que perpassa por diversos governos. No entanto, sob o governo de Bolsonaro, esse processo tem sido aprofundado a passos largos.
Sob o fogo de diversos ataques econômicos, o governo busca o fechamento de unidades, demissões, precarização das condições de trabalho através do desrespeito do Acordo Coletivo de Trabalho, sob a cumplicidade do Judiciário que mediou o conflito.
Não é à toa que a categoria ao entrar em greve no último dia 01/02/2020 tomou como uma pauta central a reversão das demissões de mais de mil trabalhadores, consequência do fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados Araucária, no Paraná (FAFEN-PR).
ATOS E VENDA DE GÁS POR PREÇO JUSTO MARCAM UMA SEMANA DE GREVE NO LITORAL PAULISTA
Na segunda-feira (17), dando sequência aos atos unificados, como os já realizados nos terminais de Alemoa, em Santos, Pilões e RPBC, em Cubatão os petroleiros em greve estarão no edifíco sede da Petrobrás, no Valongo, em Santos. Convidamos todos e todas, trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas a se juntarem a mais um grande dia de luta dessa, que já é a maior greve desde 1995!
As bases do Litoral Paulista se mobilizaram nesta sexta-feira (14), em ato unificado de greve, em solidariedade aos trabalhadores da Fafen Araucária-PR, que hoje começam a ser demitidos da fábrica, que será fechada.
Na RPBC, o ato contou com a participação do Sintrajud, Sintracomos, Sindicato dos Jornalistas, Bancários, Sindicato dos Servidores de Santos, Comissão de Desempregados, Metalúrgicos e movimentos sociais, que ajudaram a parar os trabalhadores próprios e terceirizados nas portarias 1 e 10, que participaram da mobilização.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Em carta, 20 governadores criticam Bolsonaro por não contribuir para 'evolução da democracia'




ESTADÃO - Pedro Caramuru


© Gabriela Biló/Estadão O presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada nesta segunda-feira, 17

Após os recentes ataques do presidente Jair Bolsonarovinte governadores assinaram uma carta aberta em que o criticam por fazer declarações que "não contribuem para a evolução da democracia no Brasil". Eles citam os recentes comentários do presidente sobre a investigação em curso do assassinato da vereadora Marielle Franco, em que Bolsonaro, segundo o documento, se antecipa "a investigações policiais para atribuir fatos graves à conduta das polícias e de seus Governadores".

Bolsonaro disse no sábado, 15, que o governador da Bahia, Rui Costa (PT), "mantém fortíssimos laços" com bandidos e que a "PM da Bahia, do PT" era responsável pela morte do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega.

A carta também traz os os comentários de Bolsonaro em que desafiou que os chefes dos Executivos estaduais para que reduzissem, segundo a carta, "impostos vitais à sobrevivência dos Estados". 

Recentemente Bolsonaro havia dito que zeraria os impostos federais sobre combustíveis se todos os governadores abrissem mão do ICMS sobre os produtos.

O texto pede ainda que se observe "os limites institucionais com a responsabilidade que nossos mandatos exigem", e cobra: "Equilíbrio, sensatez e diálogo para entendimentos na pauta de interesse do povo é o que a sociedade espera de nós". Os governadores também convidam Bolsonaro para participar do próximo Fórum Nacional de Governadores, a ser realizado em 14 de abril.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

CHUVA, DESENVOLVIMENTO E RACISMO AMBIENTAL



Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM)
São Paulo está entre as 10 cidades com o maior número de bilionários do mundo, com o décimo maior PIB do planeta, circulando mais de 500 bilhões de reais em bens e serviços por ano. Quando se trata da região metropolitana, esse valor ultrapassa os 600 bilhões.
Na segunda, dia 10/02/2020, ao menos 12 pessoas morreram porque choveu em São Paulo.
Num raio de poucos quilômetros da avenida que é o cartão postal paulistano, barracos e moradias em situação irregular foram destruídos por uma forte chuva. Ruas, avenidas e diversos pontos da cidade ficaram alagadas, ilhando famílias sobre o telhado de suas casas.
Como uma mesma cidade responsável pela movimentação de centenas de bilhões de reais por ano ainda tem gente que morre por causa de chuva?
A forma como um povo habita o espaço geográfico é reflexo direto da organização social do seu tempo. No Brasil, o processo de industrialização na primeira metade do século XX e seu consequente êxodo rural resultou na formação das favelas e periferias nos grandes centros urbanos. Sem a casa própria e com aluguéis caros próximos aos locais de trabalho, restam ao trabalhador duas alternativas: morar em regiões extremamente distantes de onde trabalham ou morar de forma irregular em locais intermediários. Assim, o ambiente urbano, crescendo de forma não planejada e sem amparo do Estado, passa a ter casas e habitações em locais sem estrutura adequada, como saneamento básico, água encanada ou, pior, em locais com risco de desabamento.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Desmatamento começa mais cedo na Amazônia e dobra em janeiro na comparação anual


Por Jake Spring
Caminhão trafega em área desmatada da floresta amazônica no Estado do Amazonas

BRASÍLIA (Reuters) - O desmatamento agressivo da Amazônia está começando mais cedo neste ano, disseram agentes do Ibama, ao passo que nesta sexta-feira dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que a destruição dobrou em janeiro se comparada com um ano atrás.
Mais de 280 quilômetros quadrados da floresta tropical brasileira foram destruídos em janeiro, de acordo com dados preliminares do (Inpe), que só divulgou dados dos 30 primeiros dias do mês, sem dar explicações.
O desmatamento da Amazônia brasileira disparou no ano passado, e ativistas ambientais dentro e fora do Brasil responsabilizaram o presidente Jair Bolsonaro ao apontarem que seu governo está enfraquecendo mecanismos de proteção ambiental e que sua retórica incentiva a ocupação ilegal, a grilagem e a atividade de madeireiros clandestinos.
Bolsonaro diz que o país continua sendo um modelo de conservação e que é demonizado injustamente pelos ambientalistas.
O desmatamento recuou das cifras recordes de mais de 1.000 quilômetros quadrados por mês entre julho e setembro, devido à chegada da estação de chuvas, quando o solo da floresta se transforma em lama, dificultando o transporte terrestre em certos lugares.
Mas ao invés de diminuir para níveis mínimos, como em anos anteriores, três agentes de proteção ambiental disseram à Reuters que o desmatamento continua atipicamente alto para esta época do ano, já que madeireiros clandestinos e grileiros ainda atuam agressivamente.
"Houve uma diferença muito grande", disse um deles. "A gente achou que ia dar uma queda, né? Por conta do clima e tudo mais, mas não ocorreu."

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

#EuNaoSouDespesa: a reação à declaração de Bolsonaro sobre pessoas com HIV




BBC NEWS.

Presidente afirmou que pessoa com HIV é 'uma despesa para todos no Brasil'

Pessoas que vivem com HIV utilizaram a hashtag #EuNãoSouDespesa para criticar declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre o tema.

Durante conversa com a imprensa, na quarta-feira (05/02), enquanto defendia a abstinência sexual proposta pela ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Bolsonaro citou um relato do jornalista Alexandre Garcia, apoiador declarado do presidente.

"O próprio Alexandre Garcia, ele fala que a esposa dele, que é obstetra, atendeu uma mulher que começou com o primeiro filho com 12 anos. Outro com 15, e no terceiro, que a esposa dele atendeu, ela já estava com HIV. Uma pessoa com HIV, além do problema sério para ela, é uma despesa para todos aqui no Brasil", declarou.

A afirmação do presidente gerou repercussão em entidades que defendem pessoas que vivem com HIV. Coletivos ligados ao tema a classificaram a declaração como "desrespeitosa, superficial e preconceituosa".

A hashtag #EuNãoSouDespesa foi usada diversas vezes nas redes no fim de quarta-feira e nesta quinta. A campanha foi promovida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), que afirma que a iniciativa teve o apoio de ativistas, estudantes, aposentados, jornalistas, assistentes sociais, advogados, médicos, atores e "diversos outros cidadãos e cidadãs que defendem o Sistema Único de Saúde (SUS), contra o estigma, o preconceito e a discriminação".

ICMS: proposta de Bolsonaro de zerar imposto teria impacto na segurança, salários e universidades


Leandro Machado - Da BBC Brasil em São Paulo
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O presidente Jair Bolsonaro desafiou os governadores a zerar o ICMS que incide sobre os combustíveis (mais uma “bravata” do Presidente – grifo do Blog).


O presidente Jair Bolsonaro afirmou na quarta-feira que "zeraria" os tributos federais que incidem sobre os combustíveis caso os governadores façam o mesmo com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) também aplicado ao setor. "Eu zero o federal hoje se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui agora", disse.
O ICMS é responsável pela maior parte da arrecadação dos Estados. Em São Paulo, por exemplo, o tributo representa 84% (R$ 144 bilhões) de tudo o que o Estado recolhe por vias próprias.
Perder parte desse montante seria um golpe duro nos cofres estaduais — e também municipais. Segundo economistas e os próprios Estados, o corte poderia impactar serviços públicos para a população, como segurança, educação e até o salário dos servidores. O presidente não explicou se haveria uma compensação pela perda do tributo.
Nos últimos dias, Bolsonaro tem utilizado a estratégia de culpar os governadores pela alta do preço dos combustíveis, pois, segundo ele, normalmente apenas a esfera federal é responsabilizada pelos aumentos.
"Nós queremos mostrar que a responsabilidade final do preço não é só do governo federal. Nós temos aqui (os impostos federais) PIS, Cofins, Cide. Vai onerar para nós também, mas os nossos governadores têm que ter, obviamente, responsabilidade no preço final do combustível", afirmou ele à imprensa, na manhã de ontem.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Bioterrorismo de estado





Por Inaê Diana Ashokasundari Shravya
LAVRA PALAVRA
Quando mosquitos matam mais que drones
O coronavírus [1] tem causado um certo medo em muita gente, assim como foi com o vírus Ebola, e até mesmo a gripe aviária (variedade do vírus influenza /H5N1) e a famosa doença da vaca louca (encefalopatia espongiforme bovina). As notícias nos jornais auxiliam o desespero com seus informes alarmantes.Se levarmos em conta que o Brasil e os Estados Unidos da América (EUA) têm se tornado aliados, e que EUA e China estão numa disputa ferrenha pelo poderio econômico, o coronavírus acaba servindo como uma ferramenta de bloqueio econômico, ainda que temporário: com medo do vírus, muita gente tá deixando de comprar produtos vindos da China.
Enquanto nos desesperamos com a possibilidade da vinda do coronavírus ao Brasil, temos uma ameaça evidente de bioterrorismo no Estado do Rio de Janeiro, que é a possibilidade de aumento do número de casos de dengue, chikungunya, zika e/ou febre amarela, todas essas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Tá, mas como que se daria esse possível aumento de casos? Explico.
Tão ligados na tal da geosmina? Apesar do alarme todo, ela não é tóxica. Segundo a nota emitida pela UFRJ [2],
“A geosmina, um composto orgânico volátil, é produzida por algumas bactérias heterotróficas ou cianobactérias, que crescem em abundância em ambientes aquáticos com altas concentrações de nutrientes, especialmente em mananciais que recebem esgotos não tratados. Apesar de conferir odor e sabor em intensidade, que causa objeção ao consumo humano,a geosmina não é tóxica. A percepção humana sobre o sabor e odor constitui parâmetro de controle da qualidade da água distribuída, visando, exclusivamente, a não rejeição do consumidor. Não há necessariamente risco sanitário associado, exclusivamente,ao sabor e ao odor da água.”
Como também apresentado na nota, há limites máximos aceitáveis de dois parâmetros (cor e turbidez) para que a água seja considerada potável.

Governadores reagem a bravata de Bolsonaro sobre combustíveis



 Folhapress 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Governadores reagiram às bravatas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao preço dos combustíveis.
"Eu zero o [imposto] federal se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS. Se topar, eu aceito. Tá ok?", disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada nesta quarta-feira (5).
​A proposta não foi bem recebida nos estados.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) qualificou a proposta de irresponsável.
"Se o presidente Jair Bolsonaro convidar os governadores para um diálogo franco, aberto, tecnicamente robusto, os governadores, provavelmente, aceitarão este diálogo. Mas a imposição aos governadores dos estados brasileiros de que cabe a eles a responsabilidade da redução do ICMS e, consequentemente, do combustível, é uma atitude populista e, ao meu ver, pouco responsável", afirmou Doria.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também criticou a posição do presidente.
"Sou a favor da redução de impostos. Mas não sou irresponsável. Pequei um estado quebrado, com rombo de R$ 34,5 bilhões. Nesse momento, Minas não pode abrir mão de arrecadação. É triste, mas a realidade é essa", disse ele em seu perfil no Twitter.
Por meio de nota, o governador do Maranhão, de Flávio Dino (PC do B), disse que aguarda deliberação do Congresso Nacional diante da proposta do governo Bolsonaro para reforma tributária no Brasil.
O governador Reinaldo Azambuja (DEM), do Mato Grosso do Sul, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que "o caminho para tratar a questão do ICMS dos combustíveis deve ser feito pelo diálogo".

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

PSOL quer saber se Bolsonaro teve agenda secreta com setor de armas na Índia



 PATRÍCIA CAMPOS MELLO, Folhapress 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) encaminhou nesta segunda-feira (3) um requerimento para saber se o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com representantes da indústria de armamentos na viagem à Índia.
Mais de 10 empresas de defesa, entre elas a Taurus, acompanharam a comitiva de Bolsonaro em visita oficial ao país, e o presidente abriu uma conferência do setor.
O parlamentar quer saber se Bolsonaro teve reuniões com as companhias de armas, quantas vezes, o que foi discutido e quais compromissos foram assumidos.
Um requerimento de informações apresentado pelo PSOL no ano passado mostrou que, entre janeiro e maio de 2019, houve mais de 29 reuniões entre representantes das indústrias de armas e munições e os ministérios da Justiça e Segurança Pública, Defesa e Casa Civil.
O deputado solicitou ainda dados sobre eventuais encontros entre maio e dezembro de 2019.


sábado, 1 de fevereiro de 2020

Lucélia Santos diz que Regina Duarte é mais comprometida com agronegócio que com as artes


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Morando em Portugal por causa das gravações da novela para TVI, Lucélia Santos, 62, afirmou que tem muita admiração por Regina Duarte, mas que não será bom para a atriz participar da gestão de Jair Bolsonaro.  Ela disse ainda que Regina mudou seus valores de décadas passadas e que hoje a preocupação dela é voltada ao agronegócio e menos às artes. 
Regina Duarte vai assumir o comando da Secretaria Especial da Cultura, após a queda do dramaturgo Roberto Alvim, demitido por ter copiado frases do nazista Joseph Goebbels em um pronunciamento oficial.
"Regina assumiu uma pasta de Cultura que está completamente intoxicada pelos últimos acontecimentos que vieram pelo Roberto Alvim, que já surpreendeu a classe artística, porque tinha um histórico de ser um histórico de ser um intelectual importante. (...) Ele era respeitadíssimo pela classe artística e, de repente, apareceu esse monstro nazista parodiando Goebbels", disse Santos, em entrevista ao programa Conexão Lisboa, da TV 247, na noite desta sexta (31). 
Lucélia Santos afirmou que o governo Bolsonaro, desde a sua campanha, usa uma tônica neofascista, misógina e de ódio às mulheres. "Para esse governo dar porrada em mulher é razoável. As mulheres devem ser mesmo estupradas, só não as feias. É tudo assim em um nível tóxico que é extremamente importante de ser revisto aqui antes de chegar a Cultura. Vem aí a perseguição aos gays, as pessoas que são trans, aos negros e a todas as pessoas que são diferentes da sociedade branca, que ele não gosta muito. É muito semelhante ao que havia de ambiente durante o nazismo."