quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Elza Soares foi dona de uma ginga performática


Elsa Soares, a qual nos deixou aos 91 anos em 20.01.2022 no Rio de Janeiro

 

ESTADÃO - Matheus Lopes Quirino 

 

Elza Soares, ainda moça em flor, arrebatou a platéia ao performar De Amor ou Paz no festival de música popular da Record, em 1966. Ano antes, o hit veio no álbum Um Show de Elza, em que ela interpretou clássicos, como Ocultei, de Ary Barroso ao Samba da Minha Terra, popularizado nas vozes de João Gilberto e Dori Caymmi (que a compôs). Acrobática, Elza interpretava nos palcos como uma rainha com cílios postiços, explosão de cores e malemolência. O vigor da juventude se manteve, mesmo como tímida chama, em shows incendiários dos útlimos anos, como quando a cantora cantava sentada, até mesmo deitada, como na performance A Carne na turnê de A Mulher do Fim do Mundo (vídeo abaixo): https://www.youtube.com/watch?v=7kyk3qQZ6x4




© José Pinto/ Estadão Elza Soares se apresenta  no IV Festival de Musica Popular Brasileira, na TV Record. São Paulo, SP, 10/12/1969. 

 

 

A Elza dos últimos anos, uma diva pop com cabeleira arroxeada e figurinos arrojados que viraram álbum (A Mulher do Fim do Mundo) a pôsteres veio de encontro com uma nova geração, os Millenials, que a abraçaram pelo movimento da cantora de se manter atemporal.

Elza, já senhorinha, sentava-se no trono e fazia um coro jovem vibrar, ao começarem os acordes de Malandro, clássico absoluto em sua voz. Das músicas que permanecem eternizadas em sua interpretação, Aquarela Brasileira é um capítulo à parte. Cantada em um Globo de Ouro de 1980, Elza Soares, Martinho da Vila, Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione, Nelson Rufino, Benito Di Paula, Jair Rodrigues, João Nogueira e Chico da Silva cantam o hit escrito pelo poeta Martinho da Vila.

Elza Soares teve a voz emprestada a múltiplas produções, como novelas e propagandas. Das que marcaram geração, Façamos, em parceria com Chico Buarque, foi tema de abertura de Desejos de Mulher (2002), da rede Globo. Nos últimos anos, Elza viajou com a turnê Deus é Mulher (2019), participou de Rock in Rio (2017) e teve diversas aparicções na televsão, em shows curtos, como nos programas de Pedro Bial (2017) e Serginho Groisman no Altas Horas (2018).

EM TEMPO: Elza Soares da Conceição iniciou sua carreira musical ainda nos anos 1950. De lá para cá, gravou 34 discos. Ela teve oito filhos e foi casada com o jogador de futebol Garrincha, que faleceu em 20 de janeiro de 1983, há exatos 39 anos.

Assista o videoclipe "O QUE SE CALA": https://www.youtube.com/watch?v=PFBzfCf2Uic  

Lula é convidado a palestrar na Inglaterra pela Cambridge Union


FOLHApress - MÔNICA BERGAMO

qui., 20 de janeiro de 2022

 

SÃO PAULO, SP, 17.01.2020 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante reunião do diretório nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), em São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado a palestrar na Câmara da Cambridge Union Society, associação estudantil da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

O grupo foi fundado em 1815 e já recebeu figuras como Winston Churchill, Margaret Thatcher, Bill Gates, Stephen Hawking e Bernie Sanders. Os debates organizados pela Cambridge Union começam a ser realizados neste mês e vão até março.

"É uma honra para nós receber o presidente Lula que, sucedendo a visita de Michelle Bachelet na condição de Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, será o primeiro líder latino-americano a palestrar na Câmara", afirmou a Cambridge Union em carta.

O petista ainda não confirmou sua ida, mas já é listado entre os palestrantes no material de divulgação do evento, mesmo sem data para a eventual presença do brasileiro. O convite ocorre após sua viagem à Europa, em novembro do ano passado, quando o ex-presidente foi aplaudido pelo Parlamento Europeu e recebido pelo presidente francês, Emmanuel Macron.

A próxima viagem prevista pela equipe de Lula será ao México, no mês que vem. Ele irá ao país a convite do presidente de esquerda Andrés Manuel López Obrador, com quem deve se encontrar. O roteiro incluirá ainda compromissos com representantes de partidos e do Parlamento.

A situação da Covid, com o avanço da variante ômicron, é monitorada pela comitiva do petista, já que imprevistos relacionados à pandemia poderão alterar o cronograma no México e outras eventuais missões dele ao exterior.

EM TEMPO: Chora Bozo e Bolsominios e Moro e Moristas. 

Lula chama Moro de 'canalha' e ex-juiz rebate: 'Você será derrotado'

Yahoo Redação Notícias

qui., 20 de janeiro de 2022

 

Lula chama Moro de 'canalha' e ex-juiz rebate: 'Você será derrotado' (Fotos: Alberto Wu/Paulo Lopes/Futura Press)



·         Lula chama Moro de 'canalha' e ex-juiz rebate: 'Você será derrotado'

·         Declaração do ex-presidente foi feita nesta quarta-feira (19)

·         Moro rebateu ofensas de Lula no Twitter

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou, nesta quarta-feira (19), durante entrevista para sites independentes, Sergio Moro (Podemos) de “canalha”. O ex-juiz e ex-ministro Moro rebateu a ofensa de Lula e escreveu em sua página oficial do Twitter que o ex-presidente “financiou ditaduras”.

“Eu, graças a Deus, consegui desmontar o canalha que foi o Moro no julgamento dos meus processos, o [Deltan] Dallagnol, a mentira, o fake news”, afirmou Lula na entrevista. Logo depois, Moro respondeu no Twitter: “Canalha é quem roubou o povo brasileiro durante anos e quem usou nosso dinheiro pra financiar ditaduras. E quadrilha é o nome do grupo que fez isso, colocado por você, Lula, na Petrobras. Você será derrotado. Só ofende pois não tem como explicar a corrupção no seu Governo.”

A discussão entre os dois acabou sendo um dos assuntos mais comentados na rede social e a hashtag #LulaCanalha apareceu nos trends topics da plataforma. No Twitter, o Movimento Brasil Livre (MBL) saiu em defesa de Sergio Moro e os integrantes do grupo escreveram na rede social que Lula usou o dinheiro dos brasileiros para agradar seus "ditadores de estimação".

"Lula usou o dinheiro dos trabalhadores brasileiros para financiar obras fora do país apenas para agradar seus ditadores de estimação. Hoje é o povo brasileiro que paga essa dívida. Não esquecemos", diz a publicação. Em 2018, Lula foi condenado no âmbito da Lava Jato pelo então ex-juiz Sergio Moro. No ano passado, em 2021, porém, o ex-presidente da República teve suas sentenças anuladas, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a atuação de Moro no processo foi parcial.

EM TEMPO: Chora Moro. Afinal tu és a segunda via do "Bolsonarismo". 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

2022: o ano do Centenário do PCB

O Partido Comunista Brasileiro (PCB), legítimo herdeiro do centenário movimento que, no Brasil, no ano de 1922, dá início à trajetória da mais longeva e coerente organização partidária associada às lutas da classe trabalhadora e em defesa do socialismo/comunismo, prepara uma série de atividades para comemorar essa gloriosa data. 

Por meio de lançamentos de livros, seminários, programas no Canal do Poder Popular, atos públicos, pronunciamentos, artigos em nossos meios digitais e impressos, além de um documentário, vamos promover, em todos os cantos do país, por intermédio da aguerrida militância comunista e dos coletivos do PCB, o resgate histórico dessa heróica legenda, presente, desde o início do século XX até os dias atuais, em todas as lutas do povo brasileiro por direitos sociais, liberdades democráticas, soberania popular, justiça e igualdade.

A trajetória do Partido Comunista Brasileiro (PCB), fundado em 25 de março de 1922, é parte constitutiva da história do Brasil. Se, na sua gênese, convergiram os ideais libertários do nascente proletariado, no seu desenvolvimento e consolidação foram sintetizados os processos de maturação de uma organização política que busca busca até hoje conjugar em suas fileiras os mais destacados militantes das lutas da classe trabalhadora, dos movimentos populares e representantes da intelectualidade e da cultura brasileira.

Quando se tornou um verdadeiro partido de dimensões nacionais, o PCB revelou-se como a instância de universalização de uma vontade política que fundia o mundo do trabalho com o mundo cultural. Destacados intelectuais como Astrojildo Pereira (um de seus fundadores), Octávio Brandão, Patrícia Galvão (Pagu), Caio Prado Jr., Graciliano Ramos e Mário Schenberg, dentre muitos outros, vinculavam-se a projetos e perspectivas que tinham nas camadas proletárias o sujeito real da intervenção social.

Se a história do PCB foi marcada por uma sistemática repressão, que o compeliu à clandestinidade por mais da metade de sua existência e que entregou ao povo brasileiro boa parte de seus maiores heróis do século XX, nem por isto o PCB foi um partido marginal. Ao contrário: da década de 1920 aos dias atuais, os comunistas, com seus acertos e erros, mas especialmente com sua profunda ligação aos interesses históricos das massas trabalhadoras brasileiras, participaram ativamente da dinâmica social, política e cultural do país. Por isso mesmo, resgatar a história do PCB é recuperar a memória de um Brasil insurgente, que, no combate permanente às imposições do modo de produção capitalista e do imperialismo, comprova que só pode fazer futuro quem tem lastro no passado.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Gleisi rebate ataques de Ciro Nogueira ao PT: "faz de tudo para não discutir a situação do Brasil"

 


Para a presidente do PT, o ministro bolsonarista tenta desviar o foco do desastre que é o governo: "não adianta mudar de assunto. O Brasil não esquecerá"

18 de janeiro de 2022, 11:26 h   

   

Gleisi Hoffmann e Ciro Nogueira (Foto: Gustavo Bezerra/PT | Marcos Corrêa/PR)

247 - Presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) usou o Twitter nesta terça-feira (18) para rebater os ataques do ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP-PI), contra o partido. Para a parlamentar, tudo não passa de cortina de fumaça para esconder o desastre que é o atual governo.

"Ciro Nogueira, porta-voz de Bolsonaro, faz de tudo para não discutir a situação do Brasil: desemprego, queimadas, isolamento internacional, inflação, carestia, sonegação de vacinas, 620 mil mortes. O Brasil não esquecerá", escreveu.

A deputada ainda provocou: "quer discutir o PT, Ciro Nogueira? 20 milhões de empregos, aumento real de salário, Minha Casa Minha Vida, Prouni, cotas, mais crescimento e menos desigualdade, respeito internacional. O Brasil não esquece".Descrição: .

"Quer falar de escândalos, Ciro Nogueira? Comece pelo orçamento secreto que você comanda. Quer falar de combate aos desvios? Criação da CGU, Portal da Transparência, Lei de Acesso à Informação, legado do PT", continou.

Gleisi afirmou que serão frustradas as tentativas de Bolsonaro e companhia de desviar o foco do real debate a ser feito no Brasil durante as eleições deste ano. "Não adianta mudar de assunto: nesta eleição o povo brasileiro vai escolher entre um modelo que melhorou o país e a vida das pessoas e o modelo que atrasou o país, trouxe morte e pobreza para o povo. Será um debate pra quem não tem medo da verdade".

TCU determina que Ministério Público tenha acesso integral a contrato de Moro com consultoria Alvarez & Marsal

 


O caso envolve os honorários do ex-juiz suspeito pagos pela empresa de consultoria dos EUA, responsável pela administração da recuperação judicial da Odebrecht

18 de janeiro de 2022,

 

Sérgio Moro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Severino Goes, Conjur - O caso envolvendo os honorários recebidos pelo ex-juiz Sérgio Moro quando prestou serviços à consultoria Alvarez & Marsal ganhou novos desdobramentos. Em despacho datado desta terça-feira (18/1), o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), garantiu ao Ministério Público de Contas, representado pelo subprocurador Lucas Furtado, "acesso integral" às informações do contrato.

"Não há razões para impedir o amplo acesso ao acervo documental do processo", escreveu o ministro em seu despacho. Bruno Dantas atendeu, deste modo, representação de Lucas Furtado que, na segunda-feira (17/1), solicitou acesso às informações do contrato entre a empresa e o ex-juiz, atualmente pré-candidato à presidência da República. 

Em sua representação, Furtado defendeu que, no Estado Democrático de Direito, "a transparência é a regra, e o sigilo a exceção. Essa premissa inclusive configura princípio fundante expresso da Administração estatal (art. 37, Constituição Federal). De certo, existem casos em que o sigilo deve ser aplicado, porém, o sigilo nunca pode servir como suposta blindagem e/ou ocultação de informações", escreveu. Descrição: .

No final do ano passado, o ministro Dantas determinou que a Alvarez & Marsal deveria revelar quanto pagou ao ex-juiz Sergio Moro depois que ele deixou a empresa, em outubro de 2021.  

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Bolsonaro deixará bomba inflacionária para próximo governo com pedalada na conta de luz, diz instituto

Folhapress - JULIO WIZIACK

seg., 17 de janeiro de 2022

 

***ARQUIVO***SOROCABA, SP, 25.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a inauguração do Centro de Excelência em Tecnologia, no Parque Tecnológico de Sorocaba, no interior paulista. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

"Bozo: estás rindo de quem? (grifo do Blog)"

 

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro chegará ao último ano de seu mandato como o que entregou a energia mais cara aos brasileiros, desde a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. Sem contar as bandeiras tarifárias da escassez hídrica, a conta de luz sob Bolsonaro já subiu 2% acima da inflação medida pelo IPCA. Entre janeiro de 2019 até outubro de 2021, a inflação aumentou 18%, enquanto a tarifa de energia subiu praticamente o dobro, 35%.

Os cálculos são do ICS (Instituto Clima e Sociedade) e, segundo o físico Roberto Kishinami, coordenador sênior de Energia, não levam em conta as bandeiras tarifárias e as medidas para contornar a crise hídrica que, em ano eleitoral, serão deixados como herança para o próximo governo. Levando-se em consideração somente a estrutura do preço da energia (tarifa e impostos), em valores médios, a luz subiu 1,32% acima do IPCA durante os oito anos do governo Lula; 1,1% ao longo dos 5,7 anos na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff; 2,4% sob Michel Temer (2,3 anos) e 2% em 2,3 anos de Bolsonaro.

No entanto, nos cálculos, foram incluídas todas as bandeiras tarifárias e custos extras carregados de gestões anteriores, o que não ocorreu com Bolsonaro que, segundo estimativas do iCS, deixará um passivo superior a R$ 140 bilhões a ser repassado para os consumidores em 2023 –o que deve colocá-lo na dianteira.

Em debate promovido pelo iCS nesta segunda-feira, especialistas disseram que as "pedaladas" de Bolsonaro no setor elétrico deixarão uma bomba inflacionária para o próximo governo, quando a conta de luz vai incorporar empréstimos a concessionárias, subsídios e contratos para a compra de energia mais cara, produzida por combustíveis fósseis e poluentes, o que ainda contribui para agravar as mudanças do clima.

Servidores federais de mais de 40 categorias vão às ruas nesta terça, 18, em busca de reajustes

ESTADÃO - Guilherme Pimenta e Thaís Barcellos

 

BRASÍLIA - Às vésperas do prazo final para sanção do Orçamento deste ano aprovado pelo Congresso Nacional, servidores de mais de 40 categorias vão às ruas nesta terça-feira, 18, e prometem paralisar temporariamente alguns órgãos federais em protesto ao governo de Jair Bolsonaro (PL), na tentativa de reajuste salarial e reestruturação de carreiras.

Bolsonaro tem até sexta-feira, 21, para sancionar a lei orçamentária de 2022, que tem previsão de R$ 1,7 bilhão para aumento do funcionalismo, inicialmente prometido para policiais, que fazem parte de sua base de apoio. O presidente, entretanto, tem sido pressionado a recuar e não conceder reajuste a nenhuma categoria.

Dois atos estão previstos para serem realizados: às 10h, em frente à sede do Banco Central, em Brasília, e às 14h, em frente ao prédio do Ministério da Economia, na Esplanada dos Ministérios. O Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) estima que cerca de 1.000 servidores devem comparecer aos protestos em Brasília, além das manifestações virtuais.

No Banco Central, por exemplo, metade dos 3.500 servidores do órgão devem paralisar as atividades entre 10h e 12h, segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal). Os serviços essenciais serão mantidos, mas o presidente do sindicato, Fábio Faiad, afirma que alguns outros serviços podem ser afetados, como atendimento ao público, distribuição de dinheiro e acesso dos bancos a sistemas de informação.

Além do Banco Central, participam da mobilização carreiras da Receita FederalTesouro Nacionalprofessores, auditores fiscais agropecuários, entidades ligadas aos Poderes Legislativo e Judiciário e outras. Como há uma promessa de reajuste à polícia, categorias ligadas à segurança não vão aderir ao movimento.

domingo, 16 de janeiro de 2022

O golpe já foi dado contra Bolsonaro


"O único golpe possível já está em andamento. Foi o anunciado e previsível golpe do centrão", escreve Moisés Mendes, do Jornalistas pela Democracia

16 de janeiro de 2022

   

 

Bolsonaro com políticos do PP, partido do "Centrão". Da direita para a esquerda: Ricardo Barros, Ciro Nogueira e Arthur Lira (Foto: Reprodução)

Não são poucos na grande imprensa os emissários dos avisos dos generais de que nada vai acontecer se Lula vencer a eleição. É uma espécie de habeas corpus preventivo (nos deixem fora dessa) tornado público pelo jornalismo que se presta a levar recados. Temos um verão com um jogral de avisos. Os generais tentam passar a imagem de que agora são legalistas, mas a essência encoberta do recado é outra. Estão admitindo que não há como segurar um golpe imaginado e comandado por Bolsonaro.

Os militares não têm nem vontade nem força para aplicar e manter um golpe. E talvez a vontade não exista porque sabem que não têm força, mesmo que golpes, com seus mais variados formatos, sejam bichos imprevisíveis. Até porque ninguém sabe como seria um golpe hoje. O último e mais próximo de nós, na Bolívia, foi um desastre. Não tentem fazer em casa o que os generais, policiais, latifundiários e milicianos bolivianos fizeram em 2019. Os recados dos militares no Brasil pretendem deixar claro que, se Bolsonaro seguir em frente, o projeto é apenas dele. Mas fica sempre a dúvida se, com a mesma presteza dos que saltariam fora, há os que desejam continuar dentro.

É difícil medir a convicção dos que continuam ao lado de Bolsonaro até o limite da loucura completa e de uma ruptura. Mas que ruptura? Foi para esses, e não só para Bolsonaro, que Lula escreveu no Twitter que “a democracia brasileira sairá mais forte de 2022, e todos terão que aceitar o resultado das eleições”. Dois movimentos pessoais recentes de figuras do meio militar oferecem informações que chegam em primeira mão a Lula e depois a todos nós. São movimentos que parte das esquerdas prefere pisotear.

As mensagens que passam são diretas e por isso mesmo incomodam os que se consideram  intérpretes espertos de gestos considerados traiçoeiros dos militares. O general Fernando Azevedo e Silva e o almirante Antonio Barra Torres deram os mais incisivos recados do ano. Azevedo e Silva, sem dizer nada publicamente, aceitou ser o secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral.

Barra Torres, dizendo tudo, numa carta que pôs Bolsonaro de joelhos, desafiou o sujeito a apontar a insinuada corrupção na Anvisa ou a se calar. Bolsonaro acovardou-se de novo e se calou. Azevedo e Silva aceitou ser o muro militar cravejado de cacos de vidro do TSE contra a possibilidade de golpe, porque conhece sua turma. Estarei aqui contra os que atentarem contra as eleições, é o que ele manda dizer. E Barra Torres afronta Bolsonaro como almirante que manda um recado a um tenente que apenas passou pelo Exército.

Bolsonaro fez reunião secreta com novos investigadores do caso Adélio e quer culpar a esquerda por suposta facada


Reunião aconteceu em dezembro e não constou da agenda oficial de Jair Bolsonaro; documentário de Joaquim de Carvalho aponta furos na versão oficial

16 de janeiro de 2022

   

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(Foto: Reprodução | REUTERS/Ricardo Moraes)

247 – O polêmico caso da "facada de Juiz de Fora", que foi objeto de um documentário de Joaquim de Carvalho que registrou mais de 1,5 milhão de visualizações, em que o jornalista aponta os furos da versão oficial, pode ganhar novos rumos, depois que Jair Bolsonaro promoveu o delegado que havia investigado o caso e fez com que a Polícia Federal apontasse um outro delegado para promover uma nova investigação.

"Insuflado por aliados que compartilham da conspiração de que há um mandante para o atentado à faca que sofreu em setembro de 2018, o presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com investigadores no Palácio do Planalto no início de dezembro passado. O objetivo do encontro, nunca revelado na agenda presidencial, era pedir que policiais considerassem novas hipóteses de apuração envolvendo o ex-garçom Adélio Bispo, que esfaqueou Bolsonaro às vésperas do primeiro turno durante uma agenda de campanha em Juiz de Fora (MG)", informa a jornalista Laryssa Borges, em reportagem publicada na revista Veja.

"A Polícia Federal concluiu que Bispo agiu sozinho, mas o presidente nunca se convenceu do veredicto e é constantemente estimulado a exigir nova apuração. Por trás dos pedidos para que o caso volte à tona está a estratégia de bolsonaristas de vincular o autor da facada a partidos políticos de esquerda e usar uma antiga filiação de Adélio ao PSOL como suposto elemento de prova de que Bolsonaro teria sido alvo de uma conspirata de 'comunistas'. Desidratado nas pesquisas de intenção de votos, com parciais de 23% a 24% a depender do instituto que realizou o levantamento, o presidente quer usar o episódio da facada no discurso de campanha e atribuir a esquerdistas posições extremadas, como o atentado que sofreu", prossegue a jornalista.

Jatinho

"No mundo das conspirações bolsonaristas, uma das novas 'linhas de investigação' discutidas na reunião de dezembro foi a hipótese de Adélio Bispo ter utilizado um jatinho com um prefixo frio para se deslocar até a cidade mineira e desferir o golpe de faca contra o presidente. Outra conjectura aventada no passado mas agora revisitada por apoiadores presidenciais é a de que o crime teria tido participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) – desta vez o braço paraguaio da facção. O delegado que atuava no caso Adélio, Rodrigo Morais Fernandes, foi transferido no final do ano passado para um posto em Nova York e substituído por Martin Bottaro Purper, que já atuou em casos envolvendo o PCC", escreve ainda a jornalista.

A hipótese levantada por Jair Bolsonaro foi ridicularizada por Rubens Valente, jornalista e escritor, e colunista do Uol:

uma das “linhas de investigação" discutidas foi a hipótese de Adélio Bispo ter utilizado um jatinho com um prefixo frio para se deslocar até a cidade mineira” e dar a facada. Ora ora o Adélio é praticamente um James Bond! Mas usou uma faca da cozinha da pensão, não uma pistola. 

EM TEMPO: Desta vez está difícil a população acreditar  nessa nova versão às vésperas da eleição presidencial. Chora "Bozo  "Bolsominios". 

sábado, 15 de janeiro de 2022

Atacar Sergio Moro é uma boa estratégia?

 

O pacote criminoso de Sérgio Moro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)







"No campo jurídico esse impasse do cômputo político também aparece, de que críticas podem evidenciá-lo e, ao fim, beneficiá-lo de forma inversa", diz Proner

15 de janeiro de 2022

 Por Carol Proner

Doutora em Direito, professora da UFRJ, diretora do Instituo Joaquín Herrera Flores – IJHF


As últimas pesquisas mostram que Sérgio Moro não convence. Mesmo com padrinhos influentes na mídia, que o sustentam há anos, como se vê agora na sua enésima capa da Veja, o ex-juiz não decola e frustra os planos da terceira via. Como tal, opinam alguns, mereceria ser ignorado. No campo jurídico esse impasse do cômputo político também aparece, de que críticas podem evidenciá-lo e, ao fim, beneficiá-lo de forma inversa. 

O dilema se instalou no meio jurídico após Moro, via twitter, recusar um convite do grupo Prerrogativas para um debate a respeito da Lava Jato. A recusa reavivou uma enxurrada de mensagens e artigos do grupo lembrando da conduta do ex-juiz na chefia da operação farsesca que abalou o curso natural da democracia brasileira.

É difícil esperar que juristas moderem suas críticas porque levamos anos dizendo a mesma coisa e é exasperante que o ex-juiz que feriu gravemente os interesses brasileiros tenha o descaramento de se candidatar. Aliás, essas mesmas críticas foram as que, muito antes da Vaza Jato, sempre identificaram no juiz a intencionalidade de condenar Lula sem provas e de capitanear um novo processo penal no Brasil, imediatamente compreendido pelos especialistas como um processo penal de exceção.

Faço um testemunho do dia em que a sentença condenatória do Triplex do Guarujá foi publicada, um dia trágico para o direito brasileiro. Era uma quarta-feira, 12 de julho de 2017, quando o professor Juarez Tavares me telefonou dizendo que deveríamos nos reunir imediatamente para avaliar a longa sentença, pois à primeira vista lhe parecia grave. Fomos para o escritório e ali, acompanhados dos professores Gisele Cittadino, Gisele Ricobom e João Ricardo Dornelles, decidimos organizar um livro-denúncia contra as aberrações jurídicas prolatadas por Sérgio Moro numa decisão de 217 páginas que é um documento ímpar do arbítrio judicial no Brasil.

Insatisfação de parte dos militares com o governo é, ao mesmo tempo, sinalização a Lula

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Ricardo Stuckert | Reuters)


Na cúpula das Forças, há o pragmatismo de que Lula é o favorito para vencer a eleição

15 de janeiro de 2022

 


 

247 - A crescente insatisfação dos militares com o governo Jair Bolsonaro é, ao mesmo tempo, sinalização a outros candidatos na disputa presidencial, que tem o ex-presidente Lula liderando as pesquisas isolado. 

Segundo a Folha de S.Paulo ouviu de oficiais-generais em altos postos das três Forças, apesar do pouco contato entre o PT e os militares até o momento, "os eventos falariam por si e serviriam para tirar o bode de um golpe militar contra Lula em caso de vitória em outubro", escreve o jornal, neste sábado (15). 

As fontes referem-se aos seguintes fatos: 


1. A determinação, por parte do Exército, do encerramento de todos os 67 exercícios militares programados para o ano. 

2. O lançamento de diretrizes de segurança sanitária que vão contra o negacionismo de Bolsonaro, em particular criminalizando a divulgação de fake news.

3. A dura nota do presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres, contra insinuações de Bolsonaro sobre "interesses" escusos da agência na vacinação infantil. 

O conjunto de eventos estabeleceu uma linha divisória entre o fuzuê do governo e as Forças. Mais que isso, buscou dizer aos candidatos que, independentemente de quem vença, as Forças Armadas se manterão neutras.

Na cúpula, há o pragmatismo de que Lula é o favorito para vencer a eleição. Todos os ouvidos lembram o que chamam de tempos de "vacas gordas" sob Lula, quando a riqueza gerada pelo seu governo permitiu o reequipamento das Forças com programas como o de submarinos, de caças e de blindados.

EM TEMPO:  No governo Lula os militares eram felizes e não sabiam. Além de serem altamente prestigiados, os equipamentos adquiridos vinham acompanhados de treinamento e transferência de tecnologia. Hoje, Bozo não consegue adquirir uma peça de reposição. Para adquirir equipamentos militares é preciso ter prestígio internacional. Chora "bolsominios" (rsrsrs)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Ministra da Espanha diz que vai discutir com Lula reforma trabalhista

 

 


ESTADÃO - André Shalders

 

 

BRASÍLIA - Ministra do Trabalho e Economia Social da Espanha, a advogada trabalhista Yolanda Díaz Pérez, de 50 anos, coordenou as negociações da “contrarreforma” trabalhista lançada recentemente pelo governo local. Ao Estadão, Pérez disse que virá ao Brasil discutir o tema com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), virtual candidato ao Palácio do Planalto em outubro.

A “contrarreforma” espanhola virou tema no Brasil depois de Lula, hoje líder nas pesquisas de intenção de voto, sugerir que pode usá-la como base para rever a reforma trabalhista feita em 2017, no governo de Michel Temer (MDB). No começo desta semana, Lula participou de uma reunião virtual com políticos do Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOE), do presidente espanhol Pedro Sánchez. Durante o encontro, porém, o petista evitou dizer explicitamente que revogaria a reforma de 2017, segundo apurou o Estadão.

O texto capitaneado por Díaz foi apresentado no fim de dezembro passado, após nove meses de negociações envolvendo o governo, os sindicatos patronais e de trabalhadores – as três partes aceitaram formalmente o resultado, embora haja descontentamento de parte do empresariado. O texto tem cinco artigos principais, e ocupa 54 páginas do equivalente espanhol ao Diário Oficial brasileiro. Trata-se de uma nova lei, e não da simples revogação da reforma anterior, de caráter liberalizante, feita em 2012 pelo governo do ex-presidente Mariano Rajoy, do conservador Partido Popular (PP).

Segundo especialistas espanhóis ouvidos pelo Estadão, a reforma tem três objetivos: fortalecer a posição dos sindicatos de trabalhadores durante as negociações coletivas; tentar melhorar as condições dos trabalhadores terceirizados, evitando que ganhem menos que os contratados por via direta; e, principalmente, diminuir o alto percentual de trabalhadores temporários, que hoje chega a 25% – o maior dentre os 27 países da União Europeia.

Alerta contra o negacionismo bolsonarista

© Fornecido por IstoÉ

 

ISTO É - Fernando Lavieri

 


Na medicina tradicional, denominada alopática, há um conceito bem conhecido a respeito do risco/beneficio da utilização de medicamentos e terapias. Ou seja, quando o médico indica um remédio para uma simples dor de cabeça, essa análise já está implícita.

É melhor ingerir o comprimido e a dor passar, mesmo correndo o risco de sofrer seus efeitos colaterais, ou continuar sentindo que a cabeça vai explodir? Evidentemente, toma-se o fármaco, se ele foi receitado pelo seu médico. No caso das vacinas contra a Covid-19 é o mesmo processo.

Devemos nos imunizar apesar de haver a chance de termos alguma debilidade após a aplicação da injeção? Evidentemente que sim, até porque os imunizantes já foram avaliados e aprovados pela Anvisa. Sempre é bom lembrar que o coronavírus já matou mais de 620 mil pessoas no Brasil, o vírus é capaz de deixar graves sequelas, mesmo em pessoas que não desenvolveram a forma mais grave da doença. Além de se ter atenção as medidas não farmacológicas, não há nada que possa garantir mais benefícios contra a Covid que as vacinas.

Por isso, não há o que se questionar. As pessoas devem ser imunizadas, inclusive as crianças. O vírus continua vigente e é perigoso. Não se deve dar ouvidos ao negacionismo bolsonarista, cair na conversa de tomar cloroquina ou qualquer outro remédio indicado pelo presidente da República porque, além de não ter efeito contra o Sars-Cov-2, o leitor pode ter, ai sim, efeitos indesejáveis no corpo.

O bolsonarismo não é confiável. Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, por exemplo, não se cansa de repetir as tolices de seu chefe, apesar do lapso de sensatez que ele demonstrou ao anunciar a chegada de imunizantes para as crianças na segunda-feira 10.

O mesmo Queiroga deu pouca importância ao fato de o vírus já ter vitimado mais de 300 menores durante a pandemia, e também não deu a mínima atenção ao aval da Anvisa para que a imunização fosse colocada em prática. O ministro preferiu não disponibilizar vacinas de forma imediata para a proteção dos pequenos.

Com todos os malfeitos do governo federal, ficou claro que Bolsonaro e sua trupe, seja na administração ou fora, são incompetentes e negacionistas científicos.

EM TEMPO: Bozo tem uma capacidade incrível de tornar as pessoas piores do que eram quando iniciaram a exercer  algum cargo no governo. O médico cardiologista Marcelo Queiroga é um dos maiores exemplos, uma vez que é sabido que ele é um bom médico e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, entidade bastante conceituada no Brasil. Porém, hoje está em declínio mental e profissional, provocando os seus pares a o pressionarem, recentemente, resultando na sua saída da direção da entidade dos cardiologistas, ora presidida pelo médico paulista João Fernando Monteiro Ferreira, do InCor. Tudo isso é resultante da  influência danosa do leigo e negacionista Bolsonaro. O Queiroga levou uma "lavagem cerebral" de Bozo e, hoje, é um médico irreconhecível pelos demais médicos  não negacionistas.