sexta-feira, 26 de julho de 2019

PT apresenta notícia crime contra Moro por acesso a inquérito sob sigilo

© Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press


Renato Souza



O PT apresentou uma comunicação de crime contra o ministro da Justiça, Sérgio Moro, nesta sexta-feira (26.07.2019). No documento, enviado à Procuradoria Geral da República (PGR), a legenda alega que Moro cometeu crime ao acessar inquérito que corre sob sigilo na Polícia Federal.
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Na peça, assinada pela presidente da sigla, Gleisi Hoffmann e pelo deputado Paulo Pimenta, o partido destaca que Moro informou alvos de hackeamento que eles tiveram os celulares invadidos, o que indica que ele teve acesso a investigação, mesmo sem ser parte no caso.

"Inicialmente, cumpre destacar o espantoso fato de o Ministro da Justiça ter acesso a dados de uma investigação sigilosa recém-instaurada pela Polícia Federal", destaca um trecho do documento.
Os autores alegam ainda que Moro afirmou ao presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Otávio Noronha, que destruiria diálogos apreendidos com hackers. O PT pede a prisão de Sérgio Moro e o afastamento do cargo público.


quinta-feira, 25 de julho de 2019

Juarez Cirino dos Santos: The Intercept, um tsunami contra a Lava Jato

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Arte: Justificando

Yahoo Notícias, 25 de julho de 2019
Esta é uma série especial de artigos elaborados especialmente para o Justificando. 






Nesta série de três conteúdos, o renomado professor Juarez Cirino dos Santos faz uma análise aprofundada sobre os desdobramentos da Vaza Jato que expôs o conluio entre Juiz Sergio Moro e procuradores do MPF nos casos da Lava Jato.
A notável parcialidade do ex-Juiz Moro
A atitude parcial do Juiz Sergio Moro na condução do caso Lula, a espinha dorsal da Operação Lava Jato da 13ª VCF de Curitiba, era um fato conhecido dos advogados que atuavam na defesa de acusados nessa operação. A parcialidade do Juiz Moro era cantada em prosa e verso pelos corredores do prédio da Justiça Federal de Curitiba, ou nos cafés frequentados por criminalistas de todo Brasil.
A convicção íntima de uma condenação anunciada em mínimos detalhes, ou em grandes destaques comportamentais do Juiz Moro, era manifestada por estudiosos da academia e por profissionais do sistema de justiça criminal. Por exemplo:
- o significado de eventos sociais ou políticos em que o magistrado aparecia ao lado de inimigos pessoais de Lula, como João Dória, Prefeito e hoje Governador de São Paulo;

- ou na mensagem subliminar de prêmios e honrarias de entidades adversárias de Lula (ou das políticas sociais de Lula), como o Prêmio Faz Diferença do Jornal O Globo;

- ou a festiva cumplicidade com inimigos políticos de Lula, como a sorridente intimidade da foto com Aécio Neves, em outra solenidade de entrega de prêmios - comportamentos inexplicáveis, exceto pelo partidarismo político, com favoritismo do setor político conservador e predisposição ou preconceito contra Lula, violando o princípio da imparcialidade da magistratura (art. 8º, inc. III, do Código de Ética da Magistratura);

- ou a discriminação ostensiva contra advogados de defesa de acusados da Operação Lava Jato - exceto advogados de delações premiadas, que construíam condenações criminais futuras mediante vantagens -, em especial, a agressividade contra os advogados de defesa de Lula, registrada em episódios notáveis da mídia brasileira - certamente, o sinal mais relevante da escancarada parcialidade do Juiz Moro, que parecia brotar dos poros do personagem, como o suor brota da pele, infringindo outra dimensão do princípio de imparcialidade, que impõe o dever de igualdade no tratamento das partes, proibindo tratamento discriminatório (art. 9º, inc. III, do Código de Ética da Magistratura).
A Psicanálise ajuda a explicar Moro?

PT diz que inquérito contra hackers é 'armação' de Moro

© Adriano Machado/Reuters 

Veja.com - Diego Freire

O Partido dos Trabalhadores (PT) classificou como uma “armação” o inquérito que investiga a invasão do celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e outras autoridades. Quatro pessoas foram presas até aqui na operação e um dos advogados de defesa disse que o objetivo do grupo seria vender as mensagens ao PT.

Em nota divulgada na noite desta quarta-feira 24, o partido diz que Moro “comanda” o inquérito da Polícia Federal e que seu propósito é “produzir mais uma armação contra o PT”. O texto afirma, ainda, que as investigações da Polícia Federal “confirmam a autenticidade das conversas ilegais e escandalosas que Moro tentou desqualificar nas últimas semanas”.

O posicionamento da legenda é assinado por sua presidente nacional, Gleisi Hoffmann; o líder do partido na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta; e o líder no Senado Federal, Humberto Costa.

Mais cedo, Ariovaldo Moreira, advogado de um dos detidos, o DJ Gustavo Henrique Eias Santos, declarou para veículos de imprensa que seu cliente afirmou, em depoimento, que a intenção de Walter Delgatti Neto – apontado como o hacker responsável pelas invasões – seria vender a mensagens obtidas ao PT.

A nota divulgada pelo PT considera “criminosa a tentativa de envolver o partido num caso em que é Moro que tem de se explicar e em que o maior implicado é filiado ao DEM”. A direção da legenda afirma que tomará medidas judiciais a respeito do caso.

Na terça-feira, a Polícia Federal prendeu, na Operação Spoofing,quatro pessoas suspeitas de integrarem uma “organização criminosa” responsável por “violar o sigilo telefônico de diversas autoridades públicas brasileiras via invasão do aplicativo Telegram”, conforme decisão proferida pela Justiça Federal de Brasília. Segundo a PF, mais de 1.000 pessoas foram vítimas do suposto grupo hacker, entre elas os ministros Sergio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia), desembargadores, procuradores, entre outros.

Veja, abaixo, a íntegra da nota do Partido dos Trabalhadores sobre o caso:

terça-feira, 23 de julho de 2019

“Future-se”: o Futuro como sinônimo de Retrocesso!


Por F. Bezerra

A sequência lógica e perversa da política do Governo Bolsonaro para a educação, após o anúncio de cortes para custeio de despesas das Universidades Públicas e Institutos Federais anunciados pelo MEC há cerca de dois meses, foi apresentada à imprensa nesta quarta, dia 17 de julho.
Batizando o projeto de “Future-se”, a cúpula do MEC anunciou o maior pacote de medidas que visam privatizar e restringir o potencial da pesquisa e extensão das universidades públicas no Brasil a prestadoras de serviços, a empresas e ao mercado. Sob o pretexto de manter investimentos sociais nas universidades e assegurar o seu “compromisso com a sociedade”, “mantendo o respeito à autonomia universitária”, o ministro da Educação Abraham Weintraub apresentou uma série de iniciativas que celebram a privatização das IFES, através de contratos de gestão privado, criação de fundos patrimoniais, promoção e concessão de créditos para startups e cessão de espaços públicos para a propaganda de empresas, como se aqueles espaços passassem a ser propriedade particular.
Com uma mão o Governo Bolsonaro e seus lacaios criminosamente retiraram recursos de custeio, sob o pretexto de contingenciamento de verbas em resposta à crise econômica, aprofundando mais ainda o sucateamento de todo o Ensino Superior Público. Com a outra mão, coloca as Instituições Federais de Ensino (IFEs) em estado de alerta, ao oferecer o modelo de parcerias público-privadas, impondo na prática a perda de autonomia política destas instituições, que deixarão de exercer o papel de avaliar e decidir quais devem ser e como se processarão pesquisas e políticas de extensão, promovendo uma drástica inversão do sentido e do compromisso que as IFEs, há cerca de 80 anos, vêm mantendo com o Brasil.
Essa proposta teve um precedente que, no passado, acabou por abrir a porteira para a privatização da ciência e do desenvolvimento tecnológico, quando, em janeiro de 2016, ainda no Governo Dilma, foi promulgado o Marco Regulatório da Ciência e Tecnologia, que em suma, flexibilizava e regularizava as condições para o estabelecimento de empresas privadas via fundações ou Organizações Sociais (OSs) nas instituições de ensino federal.
Ensino e pesquisa a serviço dos interesses capitalistas

segunda-feira, 22 de julho de 2019

‘Retrocesso lamentável’, diz diretor de entidade excluída do Conad

© Reprodução/Facebook


Veja.com - André Siqueira

Representantes das entidades públicas e científicas que foram retiradas do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), por decisão do presidente Jair Bolsona-ro, classificaram a medida como um “retrocesso”. 

“O governo está expurgando a opinião que seja diferen-te da dele”, disse a VEJA o diretor da Sociedade Brasilei-ra para o Progresso da Ciência (SBPC), Sidarta Ribeiro. 


Além da SBPC, deixarão de participar do Conad a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Psicologia (CFP), o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Conselho Federal de Educação (CFE) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

“O que preocupa é que esta não é uma medida isolada. O governo Bolsonaro tem feito isso, o desmonte, em vários conselhos, como no Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), por exemplo. Trata-se da insistência em políticas governamentais anticientíficas”, disse Sidarta Ribeiro. “É uma série de ações equivocadas. O governo tem agido como aquela pessoa que, quando com febre, briga com o termômetro, quando deveria buscar o diagnóstico”, acrescentou.

Ele explica que o governo federal já tinha maioria na formação do conselho “para aprovar quaisquer pautas”. “Ainda que de forma minoritária, havia divergências dentro do Conad, porque é do interesse de qualquer governo escutar opiniões divergentes”, afirmou Ribeiro, que é professor de neurociências e diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Agora, trata-se de um rolo compressor. Não haverá nem a voz contrária.”

Em nota, a Comissão Especial de Segurança Pública da OAB expressou sua “preocupação com a exclusão dos representantes da sociedade civil e especialistas da discussão e elaboração de políticas públicas formuladas” no âmbito do Conad. A OAB afirma que as políticas públicas sobre drogas representam um “tema de grande complexidade e gravidade”, ressaltando o número de jovens que sofrem com a dependência química.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) lamentou a decisão tomada pelo governo Bolsonaro, vista como prejudicial à “elaboração de políticas públicas melhores ambientadas pela experiência da população e de profissionais que pesquisam o tema”.


domingo, 21 de julho de 2019

Deltan sugeriu que Moro protegeria Flávio Bolsonaro em investigação de corrupção

Foto Fábio:Teixeira/AFP/Getty Images

Redação Notícias,Yahoo Notícias 

Flávio Bolsonaro é investigado por esquema de corrupção envolvendo Queiroz, um ex-assessor da época de deputado estadual no RJ 

O coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, concordou com a avaliação de procuradores do Ministério Público Federal de que Flávio Bolsonaro mantinha um esquema de corrupção quando foi deputado estadual do Rio. Pelo menos é o que mostram as novas mensagens vazadas pelo The Intercept Brasil neste domingo (21).
Dallagnol afirmou que o hoje senador, filho do presidente, seria implicado no esquema, mas tinha uma preocupação: que Moro não preseguisse a investigação por pressões políticas.
"Moro deve aguardar a apuração e ver quem será implicado. Filho certamente. O problema é: o pai vai deixar? Ou pior, e se o pai estiver implicado, o que pode indicar o rolo dos empréstimos?", escreveu o coordenador no dia 8 de dezembro de 2018, após compartilhar uma reportagem do UOL sobre o envolvimento de Flávio e dos repasses suspeitos de Michelle Bolsonaro ao ex-assessor Queiroz.
A situação com Sergio Moro fez Deltan questionar outros procuradores em chats privados sobre como falar, caso fossem questionados sobre as investigações. O próprio chegou a dar sugestões, mas concluiu que "só pode ser lido como chapa branca.”
O procurador Roberson Pozzobon concluiu: “O silêncio no caso acho que é mais eloquente".
Caso Queiroz: Flávio Bolsonaro tinha ex-assessor laranja?
Um Relatório do Coaf, finalizado em janeiro de 2018, mostrou que Fábrio Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro quando deputado estadual, movimentou R$ 1,2 milhão de janeiro de 2016 a janeiro de 2017.
Entre junho e julho de 2017, foram feitos depósitos no valor de R$ 2 mil. O fato de terem sido feitos de forma fracionada desperta a suspeita de ocultação da origem do dinheiro, segundo o Coaf.
O mesmo documento identificou 48 depósitos em um mês na conta de Flávio, no total de R$ 96 mil. As movimentações financeiras atípicas apontadas pelo Coaf ocorreram durante o mandato de Flávio como deputado estadual.
Na última terça-feira (21), o presidente do Supremo Dias Toffoli suspendeu todos os inquéritos que tenham partido de dados detalhados compartilhados por órgãos de controle, como o Coaf.
A decisão paralisou a investigação do caso.

Entre 42 ações, Toffoli priorizou caso Flávio Bolsonaro, diz jornal


Exame.com   -  Da redação


© Ueslei Marcelino/Reuters Presidente do STF Dias Toffoli: despacho foi concedido no mesmo dia em que o pedido da defesa de Flávio foi protocolado






São Paulo – Antes de beneficiar o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) em uma liminar publicada na segunda-feira (15), o presidente do STF, Dias Toffoli, atuou por dois anos em um caso que também tratava de compartilhamento de dados fiscais sem autorização judicial.

Contudo, Toffoli não viu motivo para determinar a suspensão de investigações pelo país, como fez no caso do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), segundo uma matéria do jornal Folha de S. Paulo publicada neste domingo.

Em abril de 2018, o caso semelhante ao de Flávio foi considerado de “repercussão geral” pelo STF, o que significa que seu desfecho serviria como referência para outros casos semelhantes.

Desde então, segundo análise da Folha, 42 outros processos, que tratam principalmente de crimes de sonegação fiscal, foram colocados como dependentes dessa definição. Entre eles, quatro são relatados por Toffoli.

Por se tratar de um caso de repercussão geral, já no ano passado o ministro já poderia ter suspendido as ações e investigações questionadas até um julgamento definitivo do STF.

Mas a decisão de Toffoli só foi tomada após a defesa de Flávio apresentar pedido para suspender as investigações. O caso de Flávio foi incluído em um recurso relatado por Toffoli e o despacho foi concedido no mesmo dia em que o pedido foi protocolado.

O filho do presidente é investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


Bolsonaro tomou atitude pusilânime e covarde, diz diretor do Inpe


© Jose Caldas/Brazil Photos/LightRocket/Getty Images Desmatamento na Floresta Amazônica

Estadão Conteúdo


Acusado pelo presidente Jair Bolsonaro de estar agindo “a serviço de alguma ONG”, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Magnus Osório Galvão, disse que ficou escandalizado com as declarações que, para ele, parecem mais “conversa de botequim”. O diretor afirmou ainda que o presidente tomou uma atitude “pusilânime e covarde”.

Galvão, que dirige o instituto desde setembro de 2016, se manifestou neste sábado, 20, sobre os comentários feitos na sexta-feira 19 por Bolsonaro em café da manhã com a imprensa estrangeira. Na ocasião, o presidente questionou os dados fornecidos pelo Inpe sobre as taxas de desmatamento da Amazônia e disse que eles são mentirosos.

“Se toda essa devastação de que vocês nos acusam de estar fazendo e ter feito no passado, a Amazônia já teria sido extinta seria um grande deserto”, disse Bolsonaro.

“A questão do Inpe, eu tenho a convicção que os dados são mentirosos”, afirmou. “Até mandei ver quem é o cara que está à frente do Inpe para vir se explicar aqui em Brasília, explicar esses dados aí que passaram na imprensa”, disse. “No nosso sentimento, isso não condiz com a realidade. Até parece que ele está a serviço de alguma ONG, que é muito comum.”

As declarações do presidente ocorreram um dia depois de a imprensa destacar que dados do sistema Deter-B, do Inpe, que faz alertas em tempo real de focos de desmatamento para orientar a fiscalização, mostraram que a área perdida de floresta até meados deste mês já é a segunda maior da série histórica, medida desde 2015.

Galvão optou por não responder na própria sexta para primeiro “arrefecer o estado de ânimos”, mas hoje deu sua posição. “A primeira coisa que eu posso dizer é que o sr. Jair Bolsonaro precisa entender que um presidente da República não pode falar em público, principalmente em uma entrevista coletiva para a imprensa, como se estivesse em uma conversa de botequim. Ele fez comentários impróprios e sem nenhum embasamento e fez ataques inaceitáveis não somente a mim, mas a pessoas que trabalham pela ciência desse país”, afirmou.

“Ele tomou uma atitude pusilânime, covarde, de fazer uma declaração em público talvez esperando que peça demissão, mas eu não vou fazer isso. Eu espero que ele me chame a Brasília para eu explicar o dado e que ele tenha coragem de repetir, olhando frente a frente, nos meus olhos”, continuou o engenheiro, que iniciou a carreira no Inpe em 1970, fez doutorado em Física de Plasmas Aplicada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e é livre-docente em Física Experimental na USP desde 1983.

Alcione critica fala de Bolsonaro sobre o nordeste: "Respeite o povo brasileiro"

Foto: Reprodução/ Instagram @alcioneamarrom)
 Redação Vida e Estilo,Yahoo  

Alcione rebateu as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o Nordeste, neste sábado (20.07.2019). 

Segundo áudio gravado na última sexta-feira (19), o presidente disse que "dos governadores da Paraíba, o pior é do Maranhão", durante café da manhã com jornalistas. A conversa foi registrada pela TV Brasil e viralizou.










A cantora, que é maranhense, usou sua conta no Instagram para postar um vídeo, vestindo uma camiseta com a bandeira do Maranhão, em que pede ao presidente respeito ao povo nordestino e brasileiro. “Presidente Bolsonaro, eu não votei no senhor e não me arrependo", revela.
“Eu sou uma brasileira que não torço contra o governo, não sou burra. Eu sei que se torcer contra, estou torcendo contra o meu país. Agora meu pai sempre me dizia, que meu avó já dizia para ele: ‘Quem quer respeito, se dá. E o senhor não está se dando respeito. O senhor precisa respeitar o povo nordestino. Respeite o Maranhão", pede a cantora.
“O senhor tem medo de facada, tem medo de tiro, mas o senhor precisa ter medo do pensamento. O pensamento é uma força. Pense em mais de 30 milhões de nordestinos pensando contra o senhor? Comece a nos respeitar. Respeite o povo brasileiro”, finaliza.
Assista ao vídeo na íntegra:
EM TEMPO: Na realidade essas besteiras ditas pelo presidente Bolsonaro, servem como "cortina de fumaça" para esconder o remédio amargo relativo aos cortes de direitos econômicos e sociais conquistados duramente pela classe trabalhadora. Como também serve para encobrir a submissão ao imperialismo norte americano, as privatizações e a entrega do nosso patrimônio. Além, é claro, da benevolência a  agressão ao meio ambiente e a liberação de agrotóxicos de diversas variáveis nocivas a nossa saúde. 

LEMBRETE: Na hora de votar escolha sempre os melhores

sábado, 20 de julho de 2019

Humberto questiona fim do BPC para crianças com microcefalia




Postado por Magno Martins
  
Líder do PT no Senado, Humberto Costa, disse que vai cobrar explicações do governo Jair Bolsonaro sobre o cancelamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) de dezenas de famílias pernambucanas com crianças com microcefalia.  Segundo o senador, o corte é cruel e perverso e mostra o descaso do governo com a população.

“É inaceitável que famílias que tenham um tipo tão dramático de situação sejam alvos de uma ação tão perversa desse governo, sem que haja qualquer justificativa para isso. São crianças que precisam de assistência 24 horas e mães que largaram as suas profissões  para se dedicar à maternidade e aos cuidados constantes que necessitam os filhos com microcefalia. O governo deve explicações. Não podemos permitir que essa gestão nefasta condene famílias à miséria extrema. Muitas mães criam os filhos sozinhas e, sem o dinheiro, não têm quem recorrer. Muitas sequer conseguem pagar as despesas de alimentação”, afirmou.  
Segundo a União de Mãe de Anjos (UMA), entidade de apoio às crianças com microcefalia, até agora 22 famílias em Pernambuco já tiveram o benefício cortado desde maio. Mas a expectativa é de que, nos próximos meses, o número aumente ainda mais. O benefício dado aos portadores das doenças foi assegurado ainda no governo de Dilma Rousseff. O valor é de um salário mínimo e é um direito de todas as crianças com a síndrome congênita provocada pelo zika vírus, cuja família tenha renda familiar mensal de até um quatro de salário mínimo por pessoa.
Em 2015, o país viveu uma grande epidemia do zika vírus e Pernambuco foi um dos principais estados afetados. A doença deixou sequelas em mais de 400 crianças no Estado. “Vamos cobrar explicações por tamanho descaso. Não iremos sossegar até que o benefício dessas famílias esteja restabelecido”, disse 




O Poder Judiciário está refém das Forças Armadas

Arte: André Zanardo


Por Frederico Rocha Ferreira  - Justificando
Decisões do presidente, controles de pauta e respostas midiáticas demonstram o quanto o STF está sujeito às vontades das Forças Armadas.

 Em junho, o Supremo Tribunal Federal negou novamente liberdade ao ex-presidente Lula. A defesa pedia que fosse declarada a suspeição do então juiz Sérgio Moro, com base nas mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil, que vem revelando diálogos comprometedores do ex-juiz com o procurador Deltan Dallagnol, no âmbito da Operação Lava-Jato, particularmente no caso Lula.
 Mas, essa decisão não é novidade. A estranha cumplicidade das instâncias superiores, em particular do STF com as ações arbitrárias, ilegais e inconstitucionais da Lava-Jato contra o ex-presidente sempre gerou perplexidade nos meios jurídicos. No STF a única resistência era o ministro relator,  Teori Zavascki,  que morreria janeiro de 2017, na queda do avião que o levava a Paraty, no Rio de janeiro. As demais manifestações de ministros do STF, ora reconhecendo as arbitrariedades, ora as ilegalidades cometidas pelo ex-juiz Sérgio Moro, nunca passaram do campo teórico. [1]

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Cabral? Cunha? Quem pode se beneficiar da decisão de Toffoli sobre o Coaf

© Carlos Moura-STF

 BBC NEWS

Alvo de polêmica, a decisão do presidente do Supremo Tribunal Dias Toffoli de paralisar investigações iniciadas com dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) pode, se confirmada pelos demais ministros, mudar o destino de grandes nomes da política investigados pela Operação Lava Jato.



Alguns dos inquéritos envolvendo políticos como o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o ex-deputado federal André Vargas, e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entre outros, contaram com relatórios de inteligência financeira elaborados pelo Coaf como meios de prova.

Advogado de Sérgio Cabral diz que vai analisar quais investigações envolvendo o ex-governador do RJ podem se enquadrar na decisão de Toffoli.

A decisão de Toffoli atendeu a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, que passou a ser investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro quando o Coaf detectou transações bancárias suspeitas de seus assessores.

O senador argumenta que seria inconstitucional o compartilhamento de dados desse órgão de controle com o Ministério Público, sem prévia autorização judicial.

Advogados de investigados na Lava Jato ouvidos pela BBC News Brasil confirmam que se mobilizarão para verificar em quais processos ou investigações a liminar do presidente do STF pode beneficiar seus clientes.

E, se o argumento de Flávio Bolsonaro for acolhido pelos demais ministros do Supremo em novembro, quando está previsto o julgamento do mérito do caso, inquéritos, ações penais em curso e até decisões judiciais poderão ser considerados nulos, diz o professor da Universidade de São Paulo (USP) Alamiro Velludo Salvador Netto.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Rejeitar o Acordo de Livre Comércio UE-Mercosul


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Comunicado conjunto do Partido Comunista da Bélgica e das seções do Partido Comunista Francês de Saint-Quentin, Gauchy e Val d’Origny na sequência das suas ações paralelas contra a “liberaliza-ção” do mercado europeu do açúcar.

11 de Julho de 2019
No final de junho, foi assinado um importante acordo de livre comércio entre os países do Mercosul (Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina) e a União Europeia. Terá de ser ratificado em cada país da UE nos próximos meses. Na Bélgica, tal como em França, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para nos opormos.
O acordo não é uma boa notícia para a classe trabalhadora, para os trabalhadores agrícolas e os camponeses de ambos os lados do Atlântico. “Este acordo é um disparate social, energético e ecológico”. Esta má notícia deve impulsionar o fortalecimento do internacionalismo proletário, que requer a organização de nossa classe e em nenhum caso a defesa das “regras europeias” que servem ao grande capital europeu e seus objetivos imperialistas.
Este acordo está em perfeita sintonia com a criação do mercado europeu, que contribuiu para a concentração da terra nas mãos dos proprietários e/ou especuladores, o reforço da agricultura intensiva e a criação de monopólios nos setores agroindustrial e agroalimentar. Os países do Mercosul poderão exportar para a Europa, sem direitos aduaneiros, até 99 000 toneladas de carne bovina, 100 000 toneladas de aves domésticas e 180 000 toneladas de açúcar por ano. De acordo com os agricultores, as cotas de carne que seriam atribuídas ao Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai seriam essencialmente peças de alto valor agregado, como costela e contrafilé. Trata-se claramente de uma morte planejada do setor pecuário na Europa. Isto em troca da abertura do mercado do Mercosul aos automóveis, produtos químicos e medicamentos. Em suma, um acordo quase que em benefício dos imperialistas, nomeadamente dos alemães e dos franceses.