sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

"A derrota da Ucrânia representa uma humilhação cósmica para o Império", diz Pepe Escobar

(Foto: Laura Aldana | Reuters )

 







Correspondente internacional também prevê o abandono do presidente ucraniano Zelensky por seus aliados ocidentais

15 de dezembro de 2023

247 – Em uma entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, o correspondente internacional Pepe Escobar compartilhou suas opiniões sobre a situação na Ucrânia e seu impacto global. Escobar, conhecido por suas análises perspicazes sobre geopolítica, não poupou palavras ao descrever o que ele vê como a derrota da Ucrânia e suas implicações. Escobar inicia a entrevista destacando a natureza da guerra na Ucrânia como uma "guerra civil entre irmãos", como definiu o presidente russo Vladimir Putin.

Pepe Escobar não poupou críticas ao "Império", ao afirmar que o ano de 2023 termina de maneira desastrosa para o bloco ocidental. Ele aponta que o maior revés foi o fracasso da contraofensiva ucraniana, o que sugere que a estratégia do imperialismo na região teve resultados adversos. Escobar também definiu a derrota da Ucrânia como uma "humilhação cósmica" para o Império e disse que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já está sendo abandonado ou traído por seus apoiadores internacionais. O correspondente internacional destaca as declarações de Putin, que relacionam as guerras na Ucrânia e na Palestina e menciona o apoio global à causa palestina, citando a estatística de que 88% do Sul Global se posiciona contra o "genocídio na Palestina". Assista:

https://www.youtube.com/watch?v=JS0bOKjRJhc&t=3s  TV 247 em 14.12.2023. Leonardo Attuch entrevista Pepe Escobar, o qual explica por que 2024 será o ano dos BRICS.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Sônia Guajajara diz que irá judicializar decisão do Congresso restabelecendo marco temporal

Congresso Nacional rejeitou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um segmento do projeto de lei

14 de dezembro de 2023

Ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara (Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara)



247 - O Ministério dos Povos Indígenas disse nesta quinta-feira (14) que irá acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) para derrubar o restabelecimento do marco temporal pelo Congresso Nacional. A promessa vem após o deputados e senadores rejeitarem, nesta quinta-feira (14), em uma sessão conjunta, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um segmento do projeto de lei que propunha a data da promulgação da Constituição como marco temporal para a demarcação de terras indígenas.

Na Câmara dos Deputados, o resultado foi de 321 votos contra o veto e 137 a favor. No Senado, 53 senadores votaram pela derrubada do veto, enquanto 19 optaram pela sua manutenção. Com a eventual promulgação, entrará em vigor a norma que determina que os povos indígenas terão direito à demarcação apenas das terras que ocupavam tradicionalmente na data da promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988.

A ministra Sônia Guajajara afirmou em sua conta na rede social X (antigo Twitter) que a decisão do Congresso "desrespeita a Constituição" e que a ação busca garantir o cumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Em 27 de setembro deste ano, o STF fixou a tese de repercussão geral no Recurso Extraordinário (RE) 1017365, em que a corte rejeitou a possibilidade de adotar a data da promulgação da Constituição como marco temporal para definir o direito à ocupação tradicional da terra pelas comunidades indígenas. 

Além de rejeitar a definição do período para a demarcação de novos territórios indígenas, o presidente Lula vetou a exploração econômica das terras indígenas, inclusive em cooperação ou com contratação de não indígenas. Ele também rejeitou trecho que garante que “não haverá qualquer limitação de uso e gozo aos não indígenas que exerçam posse sobre a área, garantida a sua permanência na área objeto de demarcação”. 

No mesmo sentido, o presidente rejeitou trecho que ampliava as possibilidades de indenização às ocupações de boa-fé. Para a Presidência, “ao alargar as hipóteses de casos indenizáveis, o dispositivo pode gerar incentivo à ocupação e à realização de benfeitorias após a expedição da portaria declaratória, ampliando eventuais custos com pagamento de indenizações a cargo da União”, explica. 

Lula decidiu vetar ainda trecho que impedia a ampliação de terras indígenas já demarcadas, previa a adequação de processos administrativos de demarcação não concluídos nas regras da nova lei e possibilitava a retomada de áreas reservadas aos indígenas quando verificada a "alteração dos traços culturais da comunidade ou por outros fatores ocasionados pelo decurso do tempo". A equipe técnica da Presidência alega que o dispositivo descumpre a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho sobre Povos Indígenas e Tribais, bem como a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (2007). (Com informações da Agência Senado).

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Dilma dá invertida em bolsonarista que tentou intimidá-la em avião: "sou presidente de banco, querida" (vídeo)

Uma mulher não identificada tentou intimidar a ex-presidente por estar viajando em um voo de primeira classe da companhia aérea Fly Emirates. Assista

13 de dezembro de 2023

A ex-presidente Dilma Rousseff (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


 

247 - A ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT), atual chefe do Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos Brics, deu uma invertida em uma bolsonarista não identificada que tentou intimidá-la em um voo de primeira classe da companhia aérea Fly Emirates.

O vídeo ganhou repercussão ao ser compartilhado pela empresária Renata Barreto, famosa entre os bolsonaristas. As imagens mostram a presidente Dilma sendo abordada por uma mulher que diz, em tom irônico: "de primeira classe?"

Dilma, então, responde: "lógico, querida, eu sou presidente de banco, querida. Ou você acha que presidente de banco viaja como?" A bolsonarista, então, ficou calada e encerrou o vídeo. Assista abaixo: 

https://www.brasil247.com/geral/dilma-da-invertida-em-bolsonarista-que-tentou-intimida-la-em-aviao-sou-presidente-de-banco-querida-video

EM TEMPO: É isso aí Moçada: "quem diz o que quer ouve o que não quer". A propósito, alguém sabe me dizer qual foi o político de Garanhuns que participou de uma passeata, em meados de 2016,  pela cassação da ex-presidente Dilma, extensivo ao detonar o presidente Lula? Convém lembrar que o BRICS+ é composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e mais cerca de 10 novas adesões de países, a exemplo da Arábia Saudita, Irã,  Egito,  Emirados Árabes, Etiópia, dentre outros. Há mais de 20 países que já pediram para aderirem ao BRICS. A Argentina do maluco Milei caiu fora  da ascensão do Sul Global. Continuando, lembro que os países que formam os BRICS têm cerca de 40% da população mundial e em 2023 estará superando o PIB do G7 (Alemanha, EUA, Itália, França, Inglaterra, Japão e Canadá), isto é, dos sete países ocidentais mais ricos do mundo. Ok, Moçada!

Conheça as principais doenças que causam deficiência visual ou cegueira e como evitá-las

(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

Exames de rotina poderiam evitar a maioria dos casos; até 2050, metade da população mundial será míope

13 de dezembro de 2023

 





Por Úrsula Neves, da Agência Einstein - Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a cada cinco segundos, um adulto perde a visão no mundo. A cada minuto, uma criança enfrenta o mesmo problema. No Brasil, há pelo menos um milhão de pessoas cegas, e quatro milhões têm deficiências visuais, possuindo até 30% da capacidade de visão, conforme dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. No Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, celebrado nesta quarta-feira (13), os especialistas fazem um alerta crucial: de 60% a 80% desses casos poderiam ser evitados com diagnósticos precoces.

Atualmente, as principais causas de cegueira no mundo, segundo a Agência Internacional de Prevenção à Cegueira, são os erros de refração não corrigidos (miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia), a catarata, a degeneração macular relacionada à idade e o glaucoma. Outra causa significativa é a retinopatia diabética (lesão na retina causada pela diabetes).

 “Na população infantil, a principal causa de cegueira é o erro refrativo não corrigido. Estima-se que 2% a 10% das crianças apresentam erro refrativo significativo. Outras causas de cegueira infantil são infecções congênitas [rubéola, sarampo e toxoplasmose congênita], retinopatia da prematuridade, catarata congênita e distrofias retinianas”, informa a médica oftalmologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Érika Sayuri Yasaki, especialista em retina e vítreo pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

Uso excessivo de telas prejudica a visão

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Novas sublinhagens do coronavírus circulam no Brasil e Ministério da Saúde orienta reforço na vacinação

 

(Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Ag. Brasil)


Pasta reitera que vacinação é a principal forma de proteção. Doses disponíveis atualmente são eficazes contra variantes


Agência Gov - Após a identificação de duas novas sublinhagens de uma variante da Covid-19 no Brasil - a JN.1 e a JG.3, o Ministério da Saúde reitera que a vacinação é o principal meio de proteção contra a doença. A pasta recomenda nova dose de reforço da vacina bivalente para pessoas com 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos de idade que tenham recebido a última dose do imunizante há mais de 6 meses. É importante que todos os brasileiros atualizem o esquema vacinal com as doses recomendadas para cada faixa etária, incluindo o reforço bivalente. 

O Ministério da Saúde ressalta que todas as vacinas disponíveis atualmente no Sistema Único de Saúde (SUS) são eficazes contra variantes que circulam no país, prevenindo sintomas graves e mortes. Além disso, também está disponível no SUS, gratuitamente, o antiviral nirmatrelvir/ritonavir para o tratamento da infecção pelo vírus em idosos com 65 anos ou mais e imunossuprimidos com 18 anos ou mais, logo que os sintomas aparecerem e houver a confirmação de teste positivo.

A JN.1, inicialmente detectada em exames realizados no Ceará, vem ganhando proporção global, correspondendo a 3.2% das detecções no mundo. Já a sublinhagem JG.3, também verificada recentemente no estado nordestino, vem sendo monitorada pelo ministério nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás nos últimos meses. As subvariantes já foram encontradas em 47 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Ministério da Saúde segue alinhado com todas as evidências científicas, com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) mais atualizadas para o enfrentamento da Covid-19, incluindo o planejamento para vacinação em 2024, que já está em andamento. A Pasta garante que o SUS sempre terá disponível as vacinas mais atualizadas, seguras e eficazes aprovadas pela Anvisa.

domingo, 10 de dezembro de 2023

Biden ameaça guerra direta com a Rússia e Medvedev responde

 

Dmitry Medvedev (Foto: Sputnik/Yulia Zyryanova/Pool via Reuters)

Biden disse que os EUA podem acabar se envolvendo em uma guerra com a Rússia se o pacote de ajuda militar para a Ucrânia não for aprovado. "Chantagem primitiva", diz Medvedev


 

RT - As recentes declarações do presidente dos EUA, Joe Biden, sobre a possibilidade de um confronto direto com a Rússia são uma "chantagem primitiva" ao Congresso americano, algo que "não é novidade" para Washington e tem precedentes históricos, declarou nesta sexta-feira (8) o ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitri Medvedev.

O que disse Biden? - Na quarta-feira, o líder americano afirmou em uma coletiva de imprensa que se o pacote de ajuda militar para a Ucrânia, solicitado pela Casa Branca, não for aprovado, os EUA acabarão se envolvendo em uma guerra com a Rússia. "Qualquer interrupção nos fornecimentos para a Ucrânia claramente fortalece a posição do [presidente russo Vladímir] Putin", indicou Biden.

Biden esclareceu que se a Rússia atacar um membro da OTAN, os EUA estão "comprometidos como um aliado" da Aliança "a defender cada polegada do território" do bloco militar. "Então teremos algo que não estamos procurando e que não temos hoje em dia: as tropas americanas combatendo contra as tropas russas", acrescentou.

As declarações do presidente ocorreram em meio às negociações no Senado dos EUA sobre o pacote de mais de 61 bilhões de dólares para a Ucrânia. Os legisladores não chegaram a um acordo sobre o projeto.

Derrota de Biden e "Extorsão" de Dinheiro - A esse respeito, o vice-presidente do Conselho de Segurança Russo lembrou que vários presidentes americanos utilizaram uma tática semelhante para chantagear o Congresso.

sábado, 9 de dezembro de 2023

Raquel Lyra quer minar sectarismo do PSDB contra Lula

Raquel Lyra e Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)


“Governadora de Pernambuco olha para os destroços políticos do partido e pede postura colaborativa com o país”, escreve Aquiles Lins (Colunista do 247)

9 de dezembro de 2023



A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, frustrou os planos do ex-prefeito Gilberto Kassab de vê-la entre os quadros do PSD. Ao menos temporariamente. Em entrevista à Folha de S. Paulo publicada neste sábado (9), garantiu que pretende permanecer no PSDB, partido sob o qual foi eleita a primeira mulher ao comando do executivo estadual. 

E disse mais: com a eleição do novo presidente nacional tucano, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo, Raquel quer que a legenda abandone a oposição automática e sectária ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e adote postura pragmática. “Em relação ao posicionamento nacional do partido, defendo que o PSDB se posicione pela independência, porque é um momento em que a gente precisa de muita cautela no Brasil”, afirmou a gestora. 

O histórico do PSDB na política brasileira nos últimos anos reforça a ponderação da governadora de Pernambuco. Partido que dominou com o PT a política nacional por duas décadas e governou o país por oito anos, o PSDB foi praticamente dizimado, fagocitado pela extrema-direita nas últimas eleições, numa decadência política que se intensificou quando o então candidato presidencial derrotado Aécio Neves não aceitou a derrota nas urnas para Dilma Rousseff em 2014, e engendrou, juntamente com Eduardo Cunha e o lado mais podre da política brasileira, um impeachment sem crime de responsabilidade, o que aqui chamamos de golpe. 

Dos 9 governadores do Nordeste, Raquel Lyra é a única que não é de um partido integrante da base do governo Lula. E governa o estado onde Lula nasceu, o que tem especial sentido ao presidente. Na entrevista à Folha, a governadora apontou no horizonte desafios importantes para o governo tocar sua agenda eleita nas urnas, mas ressaltou os avanços já alcançados. 

“Primeiro ano é sempre ano de arrumação da casa. Acho que ele tem projetos importantes já que as pessoas podem celebrar. Teve o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, um espaço fiscal para investimento em rodovias. Acho que a gente já tem apontamento para políticas públicas fundamentais. Existe um desafio na política também, de poder aprovar os projetos que são apresentados. Ele [Lula] está em processo de negociação, todo mundo assiste a isso. E eu espero que ele consiga alcançar a estabilidade necessária”. 

A declaração é de alguém que não tem apenas relação institucional com o governo, mas que age em sintonia com os interesses do país. É esta visão que a líder política demonstra querer ver na atuação do PSDB. No entanto, para além das ponderações e votos de sucesso na agenda do governo, a governadora pode agir pragmaticamente, orientando sua base a apoiar os projetos essenciais do governo Lula em 2024.

EM TEMPO: Considerando que a governadora Raquel Lyra é firme em seus posicionamentos, porém educada e leal, independente de posição política ideológica, está colhendo  bons frutos com sua aproximação  com o governo Lula, onde o Presidente é um verdadeiro "Paizão", como ele foi para o ex-governador Eduardo Campos, in memorian". Porém, Eduardo Campos se precipitou e quis disputar a eleição presidencial contra a ex-presidente Dilma, e parte considerável  do seu partido, o PSB, votou pela cassação de Dilma. O que falta a Raquel é atender as reivindicações dos servidores público estadual, melhorar as políticas públicas, não se envolver em privatizações e não cair na provocação do Prefeito de Garanhuns, o qual conseguiu aprovar a Lei 5.112 que municipaliza o FIG, mas dar brecha para a privatização via concessões para a iniciativa privada. Esse conselho é extensivo ao dep, estadual  Zazá, o qual não deve ser "cabo eleitoral" de Sivaldo, quando o mesmo  "briga" à toa.  Ok, Moçada!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

PF desmonta farsa do Mossad e Justiça manda soltar acusados de terrorismo

 


Corporação descartou que os suspeitos fossem ligados ao movimento libanês Hezbollah, contrariando a versão de Israel

6 de dezembro de 2023

PF, Benjamin Netanyahu e Andrei Passos (Foto: ABR | Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados I Reuters)

247 - A Justiça Federal determinou a soltura de dois homens que haviam sido detidos sob suspeita de terrorismo em ligação com planos do movimento libanês Hezbollah. A decisão, emitida pela juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima, da 2ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte, segue um pedido da Polícia Federal (PF) e foi divulgada na noite de terça-feira (5). 

Os indivíduos foram presos durante a Operação Trapiche, iniciada em 8 de novembro, que visava investigar possíveis envolvimentos com grupos extremistas. A operação resultou em mandados de prisão e busca e apreensão em três estados brasileiros.

Posteriormente, a PF concluiu que os suspeitos não mantinham relação com o Hezbollah. Essa descoberta levou à solicitação de libertação dos detidos, com o apoio do Ministério Público Federal (MPF).

A acusação inicial da existência de uma célula terrorista do Hezbollah no Brasil partiu do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O Mossad, serviço de inteligência de Israel, colaborou com a PF na investigação. 

Um dos detidos, Michael Messias, identificado como cantor de pagode, relatou à PF ter visitado o Líbano duas vezes, a convite e com despesas pagas por Mohamad Khir Abdulmajid, cidadão sírio naturalizado brasileiro e procurado pela Interpol. A alegação de envolvimento com o Hezbollah, no entanto, foi descartada pelas autoridades brasileiras, desfazendo a suposta ligação terrorista e levando à liberação dos acusados. (Com informações da CartaCapital). 

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Entenda a origem da disputa entre Venezuela e Guiana

(Foto: VTV)


Neste domingo, a população venezuelana expressou em referendo amplo apoio à anexação de Essequibo ao território de seu país



 

247 - Até então desconhecida para muitos, a disputa em torno da região de Essequibo, localizada na Guiana, envolvendo a Venezuela já tem mais de 180 anos e foi crucial para o posicionamento dos Estados Unidos como potência mundial. Neste domingo (3), a Venezuela realizou um referendo em que constatou apoio amplo da população à anexação de Essequibo ao território venezuelano. Entenda a disputa que já dura quase dois séculos:

A Disputa de Limites da Venezuela, que teve início oficialmente em 1841, marcou um capítulo significativo na história das relações internacionais na América do Sul. O conflito começou quando o governo venezuelano protestou contra a suposta invasão britânica em seu território, especialmente na região conhecida como Guiana Britânica (atual Guiana), adquirida pela Grã-Bretanha em 1814 por meio de um tratado com os Países Baixos.

O tratado em questão não estabelecia um limite ocidental claro, levando os britânicos a designarem Robert Schomburgk, um topógrafo e naturalista, para demarcar essa fronteira. A pesquisa de Schomburgk em 1835 resultou na famosa "Linha Schomburgk", que reivindicava aproximadamente 30.000 milhas quadradas adicionais para a Guiana. Em 1841, a Venezuela contestou essa delimitação britânica, alegando fronteiras territoriais estabelecidas na época de sua independência da Espanha. A Venezuela afirmava que suas fronteiras se estendiam até o rio Essequibo, o que equivalia a uma reivindicação de dois terços do território da Guiana Britânica.

Exercício dos EUA na Amazônia pode ter sido estágio para base militar na Guiana

 

(Foto: REUTERS/Lucas Jackson | REUTERS/Bruno Kelly)


"O discurso dos militares dos EUA, para penetrarem com 'exercícios' na Amazônia foi o de sempre, mas nada é por acaso", escreve Denise Assis

5 de dezembro de 2023

 


De acordo com um informativo voltado para o meio militar, a aproximação entre as fileiras dos EUA e da Guiana estão sendo estreitadas nos últimos dias. “Coincidentemente”, quando a Venezuela acaba de realizar um referendo (03/12), apontando que 95% da população quer que os 74% do território da região de Essequibo - na Guiana Inglesa -, seja incorporado ao seu país. Nos dias 27 e 28 de novembro ocorreram encontros entre a 1st Brigada de Assistência às Forças de Segurança (SFAB) do Exército dos Estados Unidos que tiveram como objetivo - segundo o Comando Sul estadunidense -, o estreitamento de relações para que seja estabelecida uma base militar na área contestada.

A agenda teve o caráter de “recado” para o presidente Nicolás Maduro, de que os EUA podem tomar o lado da Guiana, caso a Venezuela insista em sua reivindicação e escale para um conflito ou invasão do território almejado.

O SFAB é uma unidade especializada do Exército dos EUA criada para “aconselhar e ajudar as nações parceiras”, segundo eles, evidentemente. Desde 2022, o SFAB realizou vários exercícios de formação conjuntos com o GDF para reforçar a “sua capacidade e a capacidade a nível táctico e operacional”. E, não por acaso, aqui (no Brasil) também.

Desde setembro (ou até mesmo antes disso), a inteligência estadunidense já havia detectado a movimentação venezuelana nesta direção, a de incorporar o território de Essequibo, onde a Exxon (dos EUA) vem explorando rios de petróleo e aumentando abruptamente a arrecadação da Guiana. Estimativas do Banco Mundial dão conta de que só neste ano, a economia da Guiana deve crescer 48%, a taxa mais rápida do planeta. Na mesma época, em setembro, o representante da Venezuela denunciou em uma reunião da ONU que os Estados Unidos estavam decididos a estabelecer uma base militar na região/alvo do litígio no norte da América do Sul.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

O que é o sal-gema e por que sua extração gerou problemas em Maceió?

Produção de sal-gema (Foto: Freepik)

Produto é usado na produção de soda cáustica e bicarbonato de sódio

4 de dezembro de 2023





Agência Brasil – Parte dos moradores de Maceió vivem dias de tensão. Na última quarta-feira (29), a prefeitura da capital alagoana decretou situação de emergência diante do iminente colapso em uma das minas de sal-gema exploradas pela petroquímica Braskem no bairro do Mustange. É mais um capítulo de uma história que se arrasta desde 2018, quando foram registrados afundamentos em cinco bairros. Estima-se que cerca de 60 mil residentes tiveram que se mudar do local e deixar para trás os seus imóveis.

O risco de colapso em uma das 35 minas de responsabilidade da Braskem vem sendo monitorado pela Defesa Civil de Maceió e foi detectado devido ao avanço no afundamento. A petroquímica confirma que pode ocorrer um grande desabamento da área, mas afirma que existe também a possibilidade de que o solo se acomode. Um eventual colapso geraria um tremor de terra e tem potencial para abrir uma cratera maior que o estádio do Maracanã. As consequências, no entanto, ainda são incertas. O governo federal também acompanha a situação.

Mas o que é o sal-gema? Diferente do sal que geralmente usamos na cozinha, que é obtido do mar, o sal-gema é encontrado em jazidas subterrâneas formadas há milhares de anos a partir da evaporação de porções do oceano. Por esta razão, o cloreto de sódio é acompanhado de uma variedade de minerais.

Designado também por halita, o sal-gema é comercializado para uso na cozinha. Muito comum nos supermercados, o sal extraído no Himalaia, que possui uma tonalidade rosa devido às características locais, é um sal-gema.

domingo, 3 de dezembro de 2023

Confira a íntegra do discurso do presidente Lula na COP28

Presidente Lula destacou que é necessário enfrentar o problema das mudanças climáticas de forma global

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante conferência climática da ONU COP28, em Dubai 01/12/2023 (Foto: REUTERS/Thaier Al Sudani)



247 - Confira, abaixo, a íntegra do discurso do presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Primeira Sessão do Segmento de Alto Nível para Chefes de Estado e Governo da COP 28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, nesta sexta-feira (1).

Íntegra do discurso.

"É uma grande responsabilidade estar aqui em Dubai hoje.

Estamos diante do que talvez seja o maior desafio já enfrentado pela humanidade.

Em vez de unir forças, o mundo trava guerras, alimenta divisões e aprofunda a pobreza e as desigualdades.

O caminho desta COP28 à COP30, no Brasil, ditará nosso futuro.

Aqui faremos o primeiro balanço global do Acordo de Paris.

Na COP 29, definiremos um novo objetivo quantificável de financiamento.

E em Belém formularemos nossas novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

O último relatório do IPCC é categórico sobre o perigo de um aumento na temperatura global superior a um grau e meio.

A meta do Acordo de Paris, de mantê-lo entre um grau e meio e dois, já é insuficiente para conter o aquecimento global em nível seguro.

Temos um problema coletivo de inação, outro de falta de ambição.

As NDCs atuais não estão sendo implementadas no ritmo esperado.

E, mesmo que estivessem, não conseguiriam manter a temperatura abaixo do limite de um grau e meio.

O Brasil ajustou sua NDC e se comprometeu a reduzir 48% das emissões até 2025 e 53% até 2030, além de atingir neutralidade climática até 2050.

Nossa NDC é mais ambiciosa do que a de vários países que poluem a atmosfera desde a revolução industrial no século XIX.

Mantemos o firme compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia até 2030.

Pepe Escobar: EUA precisam da guerra em Gaza para desestabilizar o BRICS e a Grande Eurásia

 

 (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reuters)




 


Pepe Escobar | Joe Biden com Benjamin Netanyahu | Vladimir Putin com Xi Jinping

Ele destacou que esta ação é uma tática diversionista americana para se contrapor à multipolaridade dos BRICS 

3 de dezembro de 2023

247 – De acordo com Pepe Escobar, correspondente internacional analista geopolítico veterano, a administração de Biden necessita de uma vitória israelense em Gaza para minar os BRICS e outras iniciativas de integração econômica lideradas pela Rússia e pela China. Esta informação foi revelada por Escobar no podcast New Rules. O analista destacou que esta ação é uma tática diversionista americana para se contrapor à multipolaridade dos BRICS, especialmente considerando a recente oportunidade de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos se vincularem ao surgimento da nova Eurásia ao tornarem-se membros dos BRICS.

Durante o encontro do G20 em Nova Delhi, em setembro, os Estados Unidos e Israel apresentaram a iniciativa do Corredor Econômico Índia-Médio Oriente-Europa (IMEC). Escobar explicou que o projeto visa contornar a Iniciativa Cinturão e Rota da China e transformar Israel em um importante centro energético e logístico. Além disso, o Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apresentou na Assembleia Geral da ONU um mapa do "Novo Médio Oriente" sem a Palestina, um ato que, segundo Escobar, não foi acidental.

Apesar das crescentes críticas internacionais às ações do governo israelense em Gaza, Escobar prevê que a administração Biden provavelmente não abandonará a iniciativa IMEC. Ele enfatizou a importância da região da Ásia Ocidental para os Estados Unidos, argumentando que a parceria estratégica Rússia-China, por meio de acordos comerciais e projetos de integração econômica, desafia a dominação americana na Eurásia.

EM TEMPO: Convém lembrar que o BRICS é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. E que a ex-presidente Dilma foi indicada por Lula para ser a Presidente do BRICS. Ok, Moçada!

sábado, 2 de dezembro de 2023

Israel lança onda de ataques a Damasco. Mísseis são abatidos por sistemas russos de defesa


Sistemas russos Pantsir-S e Buk-M2E abateram os ataques aéreos israelenses

2 de dezembro de 2023

Sírios agitam bandeiras russas e sírias durante protesto contra ataques aéreos liderados pelos EUA em Damasco, Síria, 14 de abril de 2018 (Foto: REUTERS/ Omar Sanadiki)


247 - Quatro caças F-16 da força aérea israelense atacaram os arredores de Damasco, na Síria, nas primeiras horas deste sábado (2), e os sistemas de defesa aérea da Síria conseguiram abater a maioria das bombas.

A confirmação veio do contra-almirante Vadim Kulit, vice-chefe do Centro de Reconciliação de Lados Opostos na Síria, do Ministério da Defesa da Rússia, acrescentando que não houve vítimas.

Ele especificou que os ataques vieram a partir do espaço aéreo das Colinas de Golã ocupadas, utilizando bombas aéreas guiadas.

"As forças de defesa aérea em serviço das forças armadas sírias derrubaram a maioria das bombas aéreas com os sistemas russos Pantsir-S e Buk-M2E", disse o contra-almirante, segundo a agência Sputnik. 

Houve numerosos ataques israelenses na Síria desde o início da guerra de Israel contra os palestinos, começando em 7 de outubro.

EM TEMPO: Apesar da destruição física e humana na Faixa de Gaza, o que se observa é que Israel não está se saindo vitorioso militarmente  nessa guerra, apesar de todo o seu poderio bélico com apoio dos EUA. Israel  tem atacado, com frequência,  a Síria por conta do apoio do Irã. Convém lembrar que tanto os EUA, como também a Rússia, ambos têm base militar na Síria. A base militar dos EUA já está sendo alvo de ataques proferidos por grupos armados. Caso Israel continue com sua agressão a Síria, breve seus caças serão abatidos, uma vez que a Síria é treinada e equipada  militarmente  pela Rússia. Bombardear Gaza indefesa é uma coisa, bombardear a Síria, com sistema de defesa anti-míssel,  é outra coisa. Provavelmente,  deve vim "chumbo grosso" contra Israel. Chega de hipocrisia, "cessar-fogo já" e em defesa da reconstrução de Gaza e da ajuda humanitária. 

Bolsonaro é recebido em Natal sob vaias e gritos de "aqui é 13, é Lula!" (vídeo)

Os moradores de Natal se divertiam enquanto gritavam "Lula" e faziam o tradicional gesto de L com as mãos

2 de dezembro de 2023

Apoiadora de Lula faz o L em protesto contra visita de Bolsonaro a Natal (Foto: Reprodução/X)

 

247 - Vídeo que viralizou nas redes sociais neste sábado (2) mostra apoiadores do presidente Lula protestando contra Jair Bolsonaro em Natal enquanto o ex-ocupante do Palácio do Planalto liderava uma carreata em Natal (RN).

Os moradores de Natal se divertiam enquanto gritavam "Lula" e faziam o tradicional gesto de L com as mãos, mas Bolsonaro decidiu ignorar os manifestantes.

Os bolsonaristas tentaram limpar a imagem da visita de Bolsonaro a Natal, divulgando que o apoio que o ex-ocupante do Planalto teria recebido prova a simpatia que a população local teria por ele. Veja:

https://www.brasil247.com/regionais/nordeste/bolsonaro-e-recebido-em-natal-sob-vaias-e-gritos-de-aqui-e-13-e-lula-video

EM TEMPO: O inelegível forçando a natureza. Acabou a mamata das carreatas golpistas,  financiadas com dinheiro público.