quarta-feira, 16 de março de 2022

Genial/Quaest: Lula lidera corrida presidencial com 44%; Bolsonaro sobe para 26%

 

© Ricardo Stucker / Instituto Lula / Reuters

Estadão Conteúdo 

 

O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT) estão empatados na disputa pelo terceiro lugar, novamente com 7% das intenções cada um.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 16, mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nas intenções de voto para a Presidência no primeiro turno, com 44% na pesquisa estimulada - no levantamento anterior ele tinha 45%. O presidente Jair Bolsonaro (PL) continua em segundo lugar, com 26%, três pontos percentuais a mais do que na última amostragem.O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT) estão empatados na disputa pelo terceiro lugar, novamente com 7% das intenções cada um. 

A margem de erro da amostra é de 2 pontos percentuais.A lista segue com João Doria (PSDB) e André Janones (Avante) empatados no quinto lugar, com 2% das intenções. Em seguida está Simone Tebet (MDB), com 1%. O pré-candidato do Novo, Luiz Felipe D'Ávila (Novo), não pontuou nesta pesquisa.O governador do Rio Grande do Sul, o ainda tucano Eduardo Leite, que é o nome aventado pelo PSD para disputar o Planalto após desistência do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), aparece com 1% e 3% em dois cenários da pesquisa estimulada. 

No último cenário, há um número reduzido de candidatos. 

Segundo turno

Nas projeções para segundo turno, Lula manteve a liderança sobre os demais candidatos em todos os cenários testados. Contra Bolsonaro, o petista teria 54% dos votos e o presidente, 32%.Em um suposto segundo turno com Moro, Lula registra 53% à frente dos 26% do ex-ministro. Contra Ciro Gomes, o ex-presidente atinge 51% das intenções de voto, e o pedetista 23%. Na disputa contra Doria, Lula pontua 56% e o tucano, 15%. Contra Leite, o ex-presidente fica com 57% e o governador, 15%.No levantamento, foram entrevistadas 2 mil pessoas acima de 16 anos, de forma presencial, entre os dias 10 e 13 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob número BR-06693/2022.

terça-feira, 15 de março de 2022

A guerra militar na Ucrânia é também consequência do uso da estratégia de guerra híbrida

Por Larissa Ramina (*)

 

A Rússia não pode levar o rótulo de ser a violadora exclusiva do direito internacional, e tampouco de ser a causadora exclusiva do conflito armado

15 de março de 2022

(Foto: Irina Rybakova/Serviço de Imprensa das Forças terrestres ucranianas/via Reuters)

As violações ao direito internacional a partir da Segunda Guerra Mundial foram variadas e frequentes. Muito longe de querer justificar a agressão russa contra a Ucrânia, é importante lembrar que EUA, União Europeia (UE) e OTAN protagonizaram inúmeros atentados à legalidade internacional, colaborando para enfraquecer o já fragilíssimo ordenamento jurídico internacional, e colocando a manutenção da paz e da segurança internacionais à prova. Por óbvio, isso não significa, nem de longe, que a Rússia estava autorizada a partir para a agressão militar, ainda que pudesse ter preocupações legítimas de segurança. Significa, sim, que a Rússia não pode levar o rótulo de ser a violadora exclusiva do direito internacional, e tampouco de ser a causadora exclusiva do conflito armado.

Há que se falar, portanto, em responsabilidade coletiva pela guerra na Ucrânia, que cabe à Rússia, mas também cabe a todos aqueles que alimentaram a fogueira do confronto militar à beira de suas fronteiras, tentando integrar a Ucrânia à OTAN, inclusive a partir de métodos espúrios. O processo de desestabilização do Estado ucraniano não começou agora.Descrição: .

No que diz respeito à violação do princípio internacional basilar da proibição da ameaça e do uso da força, para ficarmos só na história recente, basta lembrar dos bombardeios liderados pelos EUA na Sérvia, que não foram autorizados pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU e que foram duramente criticados pela Rússia, sua aliada histórica. Por isso, a declaração de independência do Kosovo é um precedente que a Rússia invoca com frequência para justificar sua intervenção na Crimeia, já que naquele caso a independência do Kosovo foi rapidamente reconhecida pelos EUA e pela maioria dos membros da UE. 

segunda-feira, 14 de março de 2022

Petrobrás: o mais perverso resultado da guerra híbrida

Por Henrique Matthiesen (Bacharel em Direito)

Bastou unificar a máquina propagandista às elites subalternas, para em nome da moral, esquartejarem a Petrobrás e as grandes empresas brasileiras

Petrobrás (Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil)

Darcy Ribeiro costumava dizer que nossa classe dominante sofrera a antropofagia da alma, pois seu grau de vassalagem aos interesses não pátrios é absurdo. Esta mentalidade colonizada sempre esteve a serviço de nossos entraves para desenvolver-nos, como um instrumento da desestabilização política e das mais espúrias estratégias para a rapinagem de nosso povo.

Ensejo de cobiça imperialista, a Petrobrás sempre esteve no centro do xadrez político – para o bem e para o mal. Assis Chateaubriand , dono dos Diários Associados, por exemplo, liderou a campanha de vassalagem contra Getúlio Vargas e contra a Petrobras. Ao ser interpelado por um emissário de Getúlio Vargas, respondeu : “Olha, não tenho nada contra o Dr. Getúlio, basta ele desistir da Petrobrásque no dia seguinte os Diários Associados estarão a sua disposição”. Relato este feito pelo jornalista José Augusto Ribeiro, autor da trilogia “A Era Vargas”. Evidente que Getúlio Vargas não aceitaria a chantagem, foi levado ao suicídio e denunciou as aves de rapina em sua Carta-Testamento.

Gregório Bezerra - Feito de ferro e de flor

Neste dia, 13 de março de 1900, nascia Gregório Bezerra, no sítio Mocós, no município de Panelas no agreste pernambucano. 

Ele viveu o que grande parte da população trabalhadora viveu e vive, o trabalho infantil, aos 4 anos de idade, ajudando a família na lavoura, criança abandonada nas ruas do Recife, aos 10 anos, carregador de frete, vendedor de jornais, ajudante de pedreiro, sua sonhada profissão. Em 1917 participa da greve geral que ganhou grande parte do país, pela jornada de 8 horas de trabalho e condições de trabalho digno, na sua participação do movimento grevista ele enfrenta a violência policial e é preso, ainda aos 17 anos de idade, onde fica por mais de cinco anos encarcerado na Casa de Detenção do Recife, hoje Casa da Cultura de Pernambuco.

A classe trabalhadora brasileira ainda vive grande parte dessas agruras que mutilam as populações camponesas, quilombolas, indígenas e moradoras das periferias das cidades brasileiras. É o que assistimos nos presídios brasileiros, onde se tem como seus inquilinos cerca de 90% da população negra e pobre das periferias, que ficam anos aguardando processos e decisões que ficam nas gavetas do judiciário, em grande parte vinculado aos interesses das elites e das pessoas dos “bens”. 

No dizer do poeta Ferreira Gullar que escreveu um poema onde destacou a trajetória deste herói, denominado de “História de um Valente”, ele conseguiu sintetizar essa figura extraordinária do movimento de luta dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileira, dizendo: “(...) Valentes, conheci muitos,/ E valentões, muito mais,/ uns só Valente no nome/ uns outros só de cartaz,/ uns valentes pela fome,/ outros, por comer demais,/ sem falar dos que são homem/ só com capangas atrás./ (...) Mas existe nessa terra/ muito homem de valor/ que é bravo sem matar gente/ mas não teme matador,/que gosta de sua gente/e que luta a seu favor,/ como Gregório Bezerra,/ feito de ferro e de flor. (...)”.

Tem outro monumento que concebemos, sonhamos e solicitamos a um dos seus camaradas, o grande arquiteto, dos maiores do mundo, Oscar Niemeyer, que o doou em forma de concepção, e que junto com outro arquiteto seu colaborador e companheiro de escritório, Jair Valera, transformaram em projeto de arquitetura, que é o “Memorial Gregório Bezerra”, para ser construído na sua cidade natal, em Panelas, Pernambuco. Esse Memorial foi concebido no ano do Centenário de nascimento de Gregório, em 2000. A gestão do atual prefeito se comprometeu em retomar esse projeto, para garantir que em sua terra, além da Escola que carrega seu nome, também abrigue a sua memória, sua história e que possa servir de exemplo para as atuais e futuras gerações como exemplo e inspiração.

É importante se lembrar  de Gregório todos os dias, especialmente no mês em que o PCB comemora seu centenário de existência, que tem nele, um de seus mais destacados quadros militantes, que enche de orgulha a todos e todas, especialmente a juventude que se organiza e segura firmemente o bastão da luta socialista. 

Gregório Bezerra foi eternizado como herói do povo brasileiro, não por seu desejo e vontade, mas foi se transformando pela sua bravura, dedicação incondicional a luta da classe, a sua fidelidade à luta popular, a resistência nos seus 22 anos de prisão, nos anos de luta clandestina, no exílio, nos seus mais de 50 anos de militância no Partido Comunista Brasileiro, lutando pela revolução socialista.

Gregório continua presente na luta pela reforma agrária, que foi uma de suas principais bandeiras, onde carregava sua raiz camponesa, continua presente na voz do que lutam por habitação, pela igualdade de gênero, que não aceitam qualquer forma de discriminação, seja de raça, LGBTQIA+, de etnia, continua presente nos encarcerados e torturados, nos sem terra, sem teto, sem direitos humanos garantidos, e, está presente nos que resistem e lutam como as populações indígenas, os trabalhadores e trabalhadoras, os servidores e servidoras, os/as ambientalistas, que defendem uma sociedade igualitária, sem exploração do homem pelo próprio homem, com sustentabilidade ambiental, justiça social e igualdade econômica. 

(Texto e foto – Roberto Arrais – Jornalista e membro do CC do PCB)


domingo, 13 de março de 2022

Empresário Ricardo Semler pede voto da elite em Lula e diz que se Bolsonaro vencer Brasil será pária internacional

 

O empresário brasileiro Ricardo Semler

Brasil 247 em 13 de março de 2022

"Empresários, é hora de união para evitar o pior", escreveu


 

247 – O empresário Ricardo Semler fez um apelo a seus pares e pediu união em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar que o Brasil se torne um pária internacional em caso de vitória de Jair Bolsonaro. Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, ele afirma que "o que espanta é ver colegas da elite não se mobilizando para terminar com o reinado em vigor".

"Há alguns anos estava óbvio que a elite seria omissa, o que levaria a um Brasil humilhado, mais pobre e de baixo QI. A ideia de que Paulo Guedes, de pouca competência e alta vaidade, seria o porto seguro dos empresários já era risível. Agora, a obstinada procura míope pela terceira via continua criando um risco substancial à nação", prossegue. 

"Lula (PT) segue líder nas pesquisas, mas há sinais de que sua vitória pode estar em perigo. A jogada do Auxílio Brasil, obtida com ampla corrupção no Congresso, ainda não fez efeito — nem o fim da pandemia, com o aumento de empregos que virá junto", acrescenta. Semler também alerta que se ele [Bolsonaro] se reeleger, o Brasil vai para a categoria de "rogue country" — pária institucional. Descrição: .

"Repete-se a ladainha do perigo vermelho e outras posições ignorantes —ora, o PT nada mais é do que um socialismo brando europeu. A opção, aliar-se ao que o Brasil tem de mais corrupto e sórdido, o centrão, é miopia medonha", diz ainda o empresário. "É hora de negociar com Lula um Arminio Fraga, um Pedro Malan ou um Pérsio Arida. Hora de financiar um caminho saudável, manifestar-se contra a barbárie burra em que nos metemos por falta de visão", pontua ainda o articulista.

EM TEMPO: Os empresários inteligentes sabem que Lula é o melhor candidato para a população brasileira, por ser conciliador e que, eleito, terá um papel importante na Paz Mundial, hoje carente de um líder mundial que lute pela harmonia internacional. Há indicativo que a ex-Chanceler da Alemanha, a Angela Merkel, exercia esse papel, onde até agora não surgiu um substituto, apesar das tentativas de Macron, Presidente da França.  O que a população não deve, de forma alguma, é eleger um maluco e, pior, de extrema-direita, a exemplo de Bozo. Observe o caso da Ucrânia onde elegeram um maluco de extrema-direita, aliado dos neonazistas. Sem esquecer que Bozo é, também, simpático aos neonazistas. 

sábado, 12 de março de 2022

Não à mineração em terras indígenas!

 

PL 191/2020: mais exploração e extermínio!

Fração Nacional Indígena do PCB

A pretexto de regulamentar disposição da Constituição Federal de 1988, o governo de Jair Bolsonaro impulsiona no Congresso Nacional, desta feita via projeto de lei ( PL ) n° 191/2020, cuja urgência de tramitação recentemente foi aprovada pela Câmara, normativa esta que versa sobre “condições específicas para a realização da pesquisa e da lavra de recursos minerais e hidrocarbonetos e para o aproveitamento de recursos hídricos para geração de energia elétrica em terras indígenas e institui a indenização pela restrição do usufruto de terra indígenas”.

Esse PL é uma das iniciativas que se insere na agenda legislativa retrógrada e dilapidadora de direitos do governo do neofascista de plantão. A falsa narrativa utilizada para mais essa incursão contra os direitos dos povos originários assenta-se no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, querendo fazer crer que este gerará uma escassez de potássio, mineral essencial à produção de insumos agrícolas, afetando, com isso, o agronegócio nacional.

Para além da extremada dúvida sobre a existência ou não de reservas relevantes desse minério em territórios indígenas já demarcados ou por demarcar, o fato é que o projeto se põe em perfeito acordo com os mercadores da morte, os grandes agentes do capital nacional e internacional, uma vez que pretende também autorizar a prospecção e exploração de hidrocarbonetos (petróleo e derivados) e hidroeletricidade nessas áreas.

Os que acompanham esse debate há alguns anos sabem que existem milhares de pedidos de autorização de pesquisa e lavra para a mineração pousados nas agências e órgãos do Estado, aguardando a normativa legal que permita que avancem sobre mais de 200 terras indígenas demarcadas / identificadas. Ou seja, esse projeto, caso aprovado, será o permissivo necessário ao aprofundamento da tragédia, à continuidade do extermínio dos povos originários, valendo o exemplo do que vem ocorrendo com certas comunidades indígenas na Colômbia (Guajira, província ) e Peru ( Loreto, região ) onde a mineração e exploração de petróleo, respectivamente, vêm gerando, há anos, prejuízos incalculáveis ao modo de ser e viver e à própria sobrevivência de pessoas indígenas.

quinta-feira, 10 de março de 2022

Para uma autocrítica da Europa

 

(Foto: Boaventura)

Por Boaventura de Sousa Santos - Sociólogo português.

10 de março de 2022

A Europa empobrece e desestabiliza-se por não ter tido líderes à altura do momento. Ainda por cima, apressa-se a armar nazis

Porque não soube tratar das causas da crise da Ucrânia, a Europa está condenada a tratar das suas consequências. A poeira da tragédia está longe de ter pousado, mas mesmo assim somos forçados a concluir que os líderes europeus não estavam nem estão à altura da situação que vivemos. Ficarão na história como as lideranças mais medíocres que a Europa teve desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Esmeram-se agora na ajuda humanitária, e o mérito do esforço não pode ser questionado. 

Mas fazem-no para salvar a face ante o escândalo maior deste tempo. Governam povos que nos últimos setenta anos mais se manifestaram contra a guerra em qualquer parte do mundo. E não foram capazes de os defender da guerra que, pelo menos desde 2014, germinava dentro de casa. As democracias europeias acabam de provar que governam sem o povo. 

Esta guerra estava a ser preparada há muito tempo tanto pela Rússia como pelos EUA. No caso da Rússia, é notória a acumulação de imensas reservas de ouro nos últimos anos e a prioridade dada à parceria estratégica com a China, nomeadamente no plano financeiro, com vista à fusão bancária e à criação de uma nova moeda internacional, e no plano de trocas comerciais onde são enormes as possibilidades de expansão com a nova Rota da Seda, conhecida como Belt and Road Iniciative, por toda a Eurásia. 

Nas relações com os parceiros europeus, a Rússia revelou-se um parceiro credível, ao mesmo tempo que foi tornando claras as suas preocupações de segurança. Preocupações legítimas, se por um momento pensarmos que no mundo das superpotências não há bons nem maus, há interesses estratégicos que devem ser acomodados. Foi assim na crise dos mísseis de 1962 com a linha vermelha posta pelos EUA a não querer mísseis de médio alcance instalados a 70 km da sua fronteira. Não se pense que foi apenas a União Soviética a ceder. Os EUA também desistiram dos mísseis de médio alcance que tinham na Turquia. Cedência recíproca, acomodação, acordo duradouro. Porque não foi possível o mesmo no caso da Ucrânia? Vejamos a preparação do lado dos EUA. Descrição: .

terça-feira, 8 de março de 2022

Pela liberdade imediata dos comunistas ucranianos!

 

8 de março de 2022

 

Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Na noite de ontem, a Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD) foi informada sobre a prisão do primeiro secretário da organização ucraniana membro da FMJD, a União da Juventude Comunista Leninista da Ucrania, Mikhail Kononovich, e seu irmão, Aleksander Kononovich, pelo regime neofacista ucraniano nas últimas horas. Ambos foram acusados de serem espiões russo e bielorusso. Possivelmente serão mortos nas próximas horas. O Burô da FMJD, no espírito da solidariedade internacional, contatou todas as organizações membro para desempenhar tarefas de pressão internacional pela liberdade dos camaradas, ao que foi prontamente atendido no Brasil pela União da Juventude Comunista (UJC), Juventude do PCB e organização fundadora da FMJD.

Não é a primeira vez que os camaradas Mikhail e Aleksander são perseguidos pela extrema-direita ucraniana. Desde o golpe de estado em 2014, já tinham sido atacados e espancados nas ruas de Kiev, detidos ilegalmente e tiveram seus parentes e amigos ameaçados. A União da Juventude Comunista Leninista da Ucrânia seguiu, em todos esses momentos, com suas lutas e denúncia do avanço do fascismo em seu país, apresentando a alternativa revolucionária socialista à barbárie iniciada com o Euromaidan, mesmo sob todo tipo de violência, perseguição e calúnia.

O Partido Comunista Brasileiro (PCB), trabalhando pela solidariedade internacionalista e em defesa da vida de valorosos camaradas comunistas, chamam a todos os e todas as lutadores e toda a juventude e povos do mundo a denunciar essa situação, exigir sua liberdade e protestar contra o regime neofascista ucraniano para assim buscar usar da pressão para impedir seu possível assassinato. Faremos uma ampla agitação contra mais esse ato do governo de extrema-direita de Zelensky, em nossos blocos nos atos do 8 de Março em todo país, para denunciar e exigir a liberdade imediata dos camaradas.

Além disso, convocamos todos e todas para somarem esforços nas mobilizações que ocorrerão no dia 09 de março, nas cidades de Brasília (DF), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Blumenau (SC), nas representações diplomáticas ucranianas, com atos simbólicos e entrega de cartas de reivindicação da liberdade imediata de Mikhail e Aleksander, assim como de todos os presos políticos na Ucrânia que ousam desafiar a extrema-direita e seus governos.

LOCAIS E HORÁRIO DOS ATOS PELA LIBERDADE DOS COMUNISTAS UCRANIANOS

Brasília – DF
09/03 – 17:00
SHIS, QІ-05, Conjunto-04, Casa-02, LAGO SUL

São Paulo – SP
09/03
Local e horário a confirmar

Curitiba – PR
09/03 – 10h
Em frente ao Consulado da Ucrânia (Rua Marechal Deodoro, 211 – Centro).

Blumenau – SC
09/03
Local e horário a confirmar

Como a Rússia contra-golpeará a Declaração de Guerra dos EUA e da União Européia

(Foto: Reuters)

"Somente a autossuficiência permite a total independência. E o Quadro Maior também foi profundamente entendido pelo Sul Global", escreve Pepe Escobar


 Por Pepe Escobar (*)


(Publicado originalmente no site The Saker, traduzido e adaptado por Rubens Turkienicz)

Um dos temas-chave subjacentes à matriz Rússia/Ucrânia/OTAN é que o Império das Mentiras (copyright de Putin) foi sacudido até o fundo pela capacidade combinada dos mísseis hipersônicos da Rússia e um escudo defensivo capaz de bloquear os mísseis nucleares vindos do Ocidente – terminando, assim, com a Destruição Mutuamente Assegurada (M.A.D. - Mutually Assured Destruction).Descrição: .

Isso levou os estadunidenses a quase arriscarem uma guerra quente para serem capazes de colocar nas fronteiras ocidentais da Ucrânia os mísseis hipersônicos que estes ainda não têm, ficando assim a três minutos de Moscou. Obviamente, para isso, eles precisam da Ucrânia, bem como da Polônia e da Romênia na Europa Oriental.

Na Ucrânia, os estadunidenses estão determinados a lutar até a última alma europeia – caso isso seja necessário. Esta pode ser a última jogada do dado (nuclear). Portanto, este pode ser o penúltimo suspiro para coagir a Rússia à submissão, ao usar a arma de destruição em massa restante dos EUA: o SWIFT.

No entanto, esta arma pode facilmente ser neutralizada pela rápida adoção da autossuficiência.

Contando com a colaboração essencial do inestimável Michael Hudson, eu esbocei as possibilidades de a Rússia superar a tormenta das sanções. Isto sequer levou em consideração a extensão completa da “caixa preta de defesa” russa.

China pede que EUA divulguem 'o mais rápido possível' detalhes sobre laboratórios biológicos na Ucrânia

 

Zhao Lijian (Foto: Xinhua)

Moscou acusa Washington de cooperar com Kiev no desenvolvimento de armas biológicas

8 de março de 2022

 


247, com Xinhua - O Ministério das Relações Exteriores da China pediu na terça-feira que os Estados Unidos divulguem detalhes gerais de seus laboratórios biológicos na Ucrânia e instou as partes relevantes a garantir sua segurança. 

"Nas circunstâncias atuais, em razão da saúde e segurança dos ucranianos, regiões vizinhas e além, chamamos todos os lados relevantes para assegurar a segurança destes laboratórios. Em particular, os EUA, como o lado que melhor conhece os laboratórios, devem revelar informações específicas o mais rápido possível, incluindo quais vírus estão guardados e que tipo de pesquisa foi conduzido", disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Zhao Lijian. 

>>> Rússia acusa Ucrânia de desenvolver armas biológicas para os EUA

As atividades de fortalecimento das propriedades patogênicas, que estão sendo empenhadas na Ucrânia, são uma violação ucraniana e dos EUA da convenção da ONU sobre a proibição de armas biológicas e à base de toxinas, afirmou o diretor das Forças de Defesa Química, Biológica e de Radiação da Rússia, Igor Kirillov. As forças estão constantemente analisando a situação biológica no território da Ucrânia.

EM TEMPO: A "polícia" do mundo, os EUA,  está presente na maioria dos conflitos e dos golpes de Estado, os quais ocorrem no mundo afora, inclusive no golpe de 2014 que derrubou o Presidente da Ucrânia  pró-Moscou. 

Por um 8 de março massivo, anticapitalista e anti-imperialista!

Coordenação Nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro

Todo poder à classe trabalhadora!

Nos aproximamos do 8 de Março – Dia Internacional de Luta das Mulheres – em um momento extremamente adverso para toda a classe trabalhadora no mundo, especialmente para as mulheres. Mais do que nunca, a concretização desta data como um dia de Greve Internacional, com atos massivos de rua e paralisações do trabalho produtivo e reprodutivo, é imperativo. 

As mulheres trabalhadoras e toda nossa classe estão sendo massacradas por uma pandemia gerada pela relação predatória do capital com a natureza, que ainda se estende devido à condução indevida dos Estados capitalistas e a desigual vacinação em nível global em prol da lucratividade burguesa. Para além disso, temos sofrido e morrido nas guerras imperialistas, em abortos clandestinos, nas filas do sistema de saúde, no genocídio do povo negro, no extermínio dos povos indígenas, nas imigrações e nos trabalhos mais precarizados.

O aprofundamento da crise mundial do capital em sua fase monopolista é acompanhado por guerras entre capitalistas pelo controle de fontes energéticas, mercados e massas de trabalhadores/as. A crise na Ucrânia, que chegou a seu auge no dia 24 de fevereiro, quando a Rússia iniciou operações militares no território ucraniano, tem como pano de fundo a expansão da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para o leste europeu, o avanço de governos reacionários e de cunho fascista pelo mundo, a luta pela independência das Repúblicas de Donetsk e Lugansk, que enfrentam há oito anos os ataques fascistas de Kiev e as disputas capitalistas na região. 

Os interesses dos EUA e da União Europeia em conter o fortalecimento internacional do bloco China – Rússia se expressa na expansão da OTAN, que já está presente em 14 países da região, formando um cerco militar nas fronteiras russas. A reação do antissoviético Putin, apresentada como se tivesse fins humanitários, pode ser importante para derrubar os fascistas de Kiev, porém, representa os interesses capitalistas e expansionistas russos na região. A única solução para esse conflito passa pela luta independente da classe trabalhadora em nível mundial contra o imperialismo dos EUA, da OTAN e o sistema capitalista.

sábado, 5 de março de 2022

Ucrânia: Um tsunami de mentiras tenta afogar a verdade


Por
Wevergton Brito Lima, Brasil 247

"A poderosa campanha midiática intimida e leva desorientação e confusão a setores do campo progressista", escreve o jornalista Wevergton Brito

5 de março de 2022



Batalhão Azov, milícia nazifascista ucraniana, ignorada pela mídia (Foto: Reuters)

No shopping Boulevard, em Vila Isabel, vejo um casal diante de um banner eletrônico da CNN. Com a foto de Putin escolhida a dedo fazendo cara de mau e a manchete: “Putin: objetivo é destruir o Estado Ucraniano”. O casal saiu balançando a cabeça, indignado com tamanha crueldade do novo vilão. Detalhe irrelevante, neste caso: Putin jamais pronunciou tal frase, que foi, na verdade, dita por Dmytro Kuleba, um funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, que atribuiu tal intenção ao chefe de estado russo.

O detalhe é irrelevante porque o objetivo da máquina de propaganda pró-imperialista, incluindo neste caso toda nossa mídia hegemônica (Grupo Globo et caterva) é suscitar emoções que impeçam o raciocínio crítico. O episódio em que um jornalista da Globo News interrompe histérico um professor que levantava fatos históricos sobre as causas do conflito não foi um destempero, foi um aviso: neste caso só admitimos um enfoque sobre o conflito: a Rússia é a culpada e o Putin um bandido.

Quando a belíssima Belgrado, uma cidade europeia banhada pelo Danúbio, foi bombardeada pela Otan em 1999 o que se assistia na TV era apenas um show de luzes distantes. O território da então Iugoslávia, da qual Belgrado era a capital, foi bombardeada impiedosamente por quase 80 dias consecutivos. Não se via imagens das escolas em chamas, hospitais sendo evacuados, residências destruídas. 

Não se entrevistavam os residentes para saber o que estavam passando e perguntar de quem sentiam raiva. O pretexto para o ataque foi a “defesa” da região “separatista” do Kosovo. A Iugoslávia, uma nação soberana membro da ONU que não havia agredido ninguém, foi destruída e deixou de existir. O Brasil, presidido naquela época pelos tucanos, votou contra uma resolução no Conselho de Segurança condenando o crime, atendendo aos apelos dos criminosos: EUA/Otan.

quinta-feira, 3 de março de 2022

O mundo já não será o que era

3 de março de 2022

Por José Goulão

ABRIL ABRIL

A partir de agora o mundo nunca mais voltará a ser o que foi desde o início da década de noventa do século passado, quando os Estados Unidos assumiram isoladamente o comando planetário.

De tanto esticar, a corda rebentou. Ao cabo de um longo processo de cerco e humilhação, a Rússia decidiu extirpar militarmente o tumor russófobo ucraniano, circunstância que está deixando os dirigentes ocidentais e a propaganda social em estado de choque, mas sem a decência de assumirem as responsabilidades que têm na situação. Durante oito anos, sem dar mostras de quaisquer escrúpulos, os Estados Unidos, a OTAN e a União Europeia apoiaram o regime ucraniano sustentado por esquadrões da morte nazistas saudosos de Hitler e aproveitaram essa cobertura para tentar criar uma imensa base militar que, uma vez incorporada à OTAN, estrangularia militarmente a Rússia.

A intervenção desencadeada por Moscou contra as estruturas militares e repressivas do regime ucraniano, tendo em vista igualmente criar condições que interrompam o massacre contínuo das discriminadas populações de origem russa, pretende liquidar essa estratégia atlantista. Principalmente cortando pela raiz a manobra para a integração de Kiev na Aliança Atlântica e deixando também definido o padrão de comportamento do Kremlin caso a OTAN insista na integração da Geórgia. Sem esquecer as recentíssimas advertências à Suécia e à Finlândia.

A partir de agora o mundo nunca mais voltará a ser o que foi desde o início da década de noventa do século passado, quando os Estados Unidos assumiram isoladamente o comando planetário, sem poderem ser contestados, aproveitando a extinção da União Soviética. Nestes dias, e apesar de ainda não se ter dissipado o nevoeiro de guerra, acabou a era da impunidade das ações imperiais e coloniais para implantação unilateral de um globalismo absolutista a serviço de uma casta abrigada em nichos de riqueza criados à custa de toda a humanidade.

Começou, provavelmente, a era do multilateralismo, aquela em que o domínio absoluto dos Estados Unidos, flanqueado pelos aliados, passa a ser verdadeiramente contestado. A resposta militar russa à transformação da Ucrânia numa base militar da OTAN quebra pela primeira vez o cerco e o ciclo de intimidação e contenção montado pela aliança contra um inimigo fabricado artificialmente e do qual necessita para sobreviver. O maior exército do mundo já não tem o poder absoluto, confirmando-se assim, na atual crise e com maior significado, o que já sucedera no Iraque, no Afeganistão e, de certa forma, na Síria.

terça-feira, 1 de março de 2022

Bernie Sanders diz que posição dos EUA sobre a crise na Ucrânia é 'hipócrita'

Bernie Sanders (Foto: REUTERS/Caleb Kenna)


O senador norte-americano afirmou que os EUA estão condenando uma política externa que eles mesmo praticam por meio da Doutrina Monroe



Portal Vermelho - O senador norte-americano Bernie Sanders, parlamentar independente do estado de  Vermont, advertiu que o mundo poderá  enfrentar “a pior guerra europeia em mais de 75 anos”, e conclamou os EUA a “fazerem todo o possível para tentar encontrar uma solução diplomática para o que poderia ser um conflito enormemente destrutivo”. 

Sanders não isenta Putin de responsabilidade pela crise, mas também disse que Moscou tinha “preocupações legítimas” com a expansão da OTAN para o leste em direção à Rússia e que a rejeição das preocupações russas por parte dos EUA era “hipócrita”. Sanders expressou preocupação com “as batidas familiares dos tambores em Washington” e advertiu contra a “retórica belicosa que se amplifica antes de cada guerra”.

O senador por Vermont, uma liderança progressista no Capitólio, disse que o reconhecimento das “raízes complexas das tensões” na região é fundamental para promover uma resolução pacífica da crise. “É bom conhecer alguma história… A invasão pela Rússia não é uma resposta; nem a intransigência da OTAN”, disse Sanders. “Também é importante reconhecer que a Finlândia, um dos países mais desenvolvidos e democráticos do mundo, faz fronteira com a Rússia e escolheu não ser membro da OTAN.Descrição: .

“Putin pode ser um mentiroso e um demagogo, mas é hipócrita para os Estados Unidos insistir que não aceitamos o princípio de ‘esferas de influência'”, disse Sanders. Ele apontou a  longa tradição da política externa dos EUA ser baseada na Doutrina Monroe, que diz que os EUA podem essencialmente fazer o que quiserem, especialmente no continente americano. Sanders observou que ela tem sido usada para derrubar “pelo menos uma dúzia de governos”.

Ele disse que mesmo que a Rússia não fosse governada por “um líder autoritário corrupto” como Putin, o governo russo “ainda teria interesse nas políticas de segurança de seus vizinhos”. “Alguém realmente acredita que os Estados Unidos não teriam algo a dizer se, por exemplo, o México fosse formar uma aliança militar com um adversário norte-americano?” perguntou Sanders.

 “Os países deveriam ser livres para fazer suas próprias escolhas de política externa, mas fazer essas escolhas sabiamente requer uma séria consideração dos custos e benefícios”, acrescentou Sanders. “O fato é que os EUA e a Ucrânia entrando em uma relação de segurança mais profunda provavelmente terá alguns custos muito sérios para ambos os países”.

Guerra na Ucrânia: informação fidedigna e análise objetiva não combinam com preconceito e cacofonia


Por José Reinaldo Carvalho (*)

1 de março de 2022 

"A propaganda imperialista pôs a seu serviço uma cobertura ideológica sobre a queda do muro de Berlim. Faz o mesmo na Ucrânia", escreve o editor José Reinaldo

Presidentes Volodymyr Zelensky (Ucrânia), Vladimir Putin (Rússia) e a região insurreta de Donetsk (Foto: Reuters)

José Reinaldo Carvalho, 247 - "Se você não conhece as causas profundas do conflito, a paz é uma palavra de ordem vazia", afirmou a ex-presidente Dilma Rousseff, em histórica entrevista à TV 247 no último sábado, em que mais uma vez revelou sua estatura de estadista. Suas opiniões, estudadas, ponderadas, amadurecidas, bem que podiam inspirar aqueles que, ao opinarem sobre o conflito em curso no Leste Europeu, incorrem involuntariamente, talvez, no erro mais grave de quem labuta no jornalismo: a desinformação e a difusão de notícias falsas, base para uma agitação e propaganda fanáticas.

É absolutamente natural que se adotem critérios de análise a partir de concepções filosóficas e geopolíticas distintas. Alguém pode ser realista ou idealista e dar o melhor de si à causa a que dedicam suas vidas. Mas há um certo tipo de jornalismo que exibe sem disfarces o propósito de servir aos quartéis-generais que movem os cordéis dos governos, academias e veículos de comunicação, cujos princípios nada têm a ver com a ética, porquanto são mestres em desinformação, cacofonia e preconceito.  

Há posições políticas sobre o conflito em curso na Europa Oriental que são expendidas a partir da contextualização correta, partem do curso da vida, transmitem um fio de coerência histórica porque se baseiam no elementar princípio de que a verdade está nos fatos. Há outras, entretanto, preconceituosas, que vêm de par com os interesses de domínio do mundo por uma superpotência genocida, os Estados Unidos.