O Partido Comunista Brasileiro (PCB) vem a público se solidarizar com
todas as trabalhadoras e trabalhadores do Brasil e do mundo atingidas/os na
própria saúde e nas atividades cotidianas pela pandemia de coronavírus.
Ao
mesmo tempo, exige do Estado brasileiro ações cientificamente embasadas e
democraticamente implementadas para conter a escalada do contágio e oferecer
ações de saúde pública universais de qualidade às pessoas atingidas e àquelas
que apresentam maior vulnerabilidade.
O PCB afirma que a
natureza do capitalismo coloca a humanidade em situação mais vulnerável a esta
e outras pandemias, em decorrência da busca pelo lucro a qualquer preço, de sua
crise estrutural e das políticas neoliberais, que desmontam direitos sociais,
diminuem a renda dos trabalhadores, destroem a natureza e invertem valores
humanos.
Nas últimas décadas,
o aumento da integração da economia mundial, realizada sob o domínio dos
interesses das grandes corporações e para satisfação de seus imensos lucros,
multiplicou os riscos de pandemias por ter precarizado as condições de vida da
população, desprezando as necessidades básicas, como os devidos cuidados
sanitários nos níveis de cada nação e do planeta. O resultado tem sido a
multiplicação de epidemias concentradas nos países periféricos e dependentes,
principalmente na África, Ásia e América Latina. Além disso, como o capital não
controla todas as consequências de sua estratégia geopolítica e promove o
sucateamento dos sistemas públicos de saúde, a integração da economia mundial tem
criado várias possibilidades do alastramento global de novos vírus, como está
ocorrendo com o coronavírus.
Diante da pandemia
incontornável, o Estado capitalista, assim como um aprendiz de feiticeiro
vitimado pelas próprias porções, tenta superar a crise diminuindo a atividade
econômica no setor de serviços e o contato presencial entre as pessoas, medidas
corroboradas pelos sanitaristas, mas que, ao mesmo tempo, contraem a econômica
mundial, derrubam as bolsas de valores e aprofundam a crise estrutural do
capitalismo. Uma situação que escancara para amplos setores da classe
trabalhadora, de um lado, o caráter perverso, desordenado e historicamente
ultrapassado do capitalismo e, de outro, a necessidade de uma organização
planejada da produção e da implantação e efetivação de sistemas de saúde
pública que sejam universais, 100% públicos e socialmente referenciados.














