segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Globo ironiza relação de Trump e Bolsonaro: 'O amor dele por você não existe'



Redação, Yahoo Notícias 

REUTERS/Adriano Machado

A Rede Globo ironizou a relação entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o quadro de humor “Isso a Globo não mostra”, exibido no Fantástico.
A TV disparou dizendo que a admiração demonstrada por Bolsonaro pelo dirigente americano não é correspondida: "O amor dele por você não existe", em uma paródia com a música Palpite, de Vanessa Rangel.
Histórico:
A piada foi motivada, conforme a própria TV Globo explicou, pela sobretaxa de importação anunciada pelo governo dos EUA ao aço e ao alumínio brasileiro, anunciada no início da semana passada, e também pela promessa de inclusão do Brasil na OCDE, que não foi cumprida.
A esquete ainda lembrou a acusação de Bolsonaro contra o ator Leonardo DiCaprio de financiar ONGs que realizariam queimadas na Amazônia. O Fantástico mostrou um meme de uma árvore em chamas com a legenda de que seria a árvore de Natal de DiCaprio.
A ação da Polícia Militar no baile da 17 em Paraisópolis, que resultou na morte de 9 jovens e adolescentes, também foi citada. Usando um discurso de Chico Anysio durante um episódio original da Escolinha do Professor Raimundo, a sigla PM é traduzida para “Polícia Matadora”.

EM TEMPO: É o chamado "amor platônico". Na realidade a maioria dos políticos, especialmente os de Direita, são "testa de ferro" da Burguesia. Alguns poucos já fazem parte da própria Burguesia. No caso os grandes empresários dos setores produtivo e financeiro. Portanto, Bolsonaro a nível nacional e Izaías a nível municipal, são meros representantes dos interesses dos poderosos. Se engana quem quer. Agora durma com essa bronca/realidade.


domingo, 8 de dezembro de 2019

Organizar a resistência com os trabalhadores, o movimento popular e a juventude!



Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

A radicalização do neoliberalismo em escala internacional é a resposta encontrada pela burguesia para sair da crise colocando todo o ônus na conta dos trabalhadores. Tal cenário resulta da combinação de pelo menos dois elementos centrais. Os capitalistas não podem e, aparentemente, não precisam oferecer nenhuma alternativa à humanidade. Não podem porque o processo de acumulação de capital é cada vez mais irracional, predatório e antagônico às necessidades humanas; não precisam porque, desde a década de 1990, com a desagregação da União Soviética, o socialismo não representa, por ora, uma ameaça imediata à ordem estabelecida.
Entretanto, a classe trabalhadora nunca deixou de reagir às agressões capitalistas. Ainda nos anos 1990, a América Latina se tornou um caldeirão de lutas contra o neoliberalismo, alterando a correlação de forças na luta de classes e abrindo espaço para a ascensão de governos reformistas e progressistas na região.
Apesar do caráter heterogêneo deste movimento, é possível afirmar que, no geral, estes governos não levaram adiante um programa efetivamente anticapitalista. Ao contrário, com mais ou menos autonomia política, assumiram uma tarefa impossível: administrar o capitalismo, ao mesmo tempo em que promoviam algumas reformas e políticas sociais compensatórias.
A crise aprofundada a partir de 2008 reduziu radicalmente as margens de manobra dos governos progressistas, causando profundo desgaste para um amplo campo político assim chamado de esquerda. Como já ocorrera em diversos períodos históricos, a crise do capital foi percebida pela maior parte da sociedade como uma crise dos governos de plantão, desmoralizando o setor político que se propôs a promover determinadas mudanças sociais e políticas em favor da maioria da população, mas tentando gerir a ordem burguesa em vez de denunciar e enfrentar suas contradições fundamentais.
Nesse contexto, associado ao prolongamento da crise econômica global e ao aprofundamento das desigualdades sociais, os capitalistas passaram a operar uma verdadeira reconfiguração do Estado. A institucionalidade burguesa assume, cada vez mais, feições despóticas, recrudescendo o viés repressivo, exacerbando a simbiose com grupos paramilitares, esmagando direitos históricos dos trabalhadores e abolindo liberdades democráticas.
O bolsonarismo é a expressão deste processo no Brasil, atuando como vanguarda da extrema direita na América Latina. Mais do que um simples fenômeno político passageiro, a “Aliança Pelo Brasil” veio para ficar e, independentemente do resultado das eleições de 2020, este grupo político continuará funcionando como cão de guarda do neoliberalismo senil, pronto para atender ao chamado de seus patrões burgueses.

Rebanho de gado do país é o maior do mundo mas a carne é cara, critica Lula


Poder360




© Reprodução/YouTube/Lula Petista publicou vídeo criticando política econômica do governo
Bolsonaro

O ex-presidente Lula reclamou neste domingo (8.dez.2019) do preço da carne no país. “Não é possível que o Brasil seja o país com o maior rebanho de gado do    mundo e o povo pobre não pode comprar carne. No meu tempo de governo o povo tinha orgulho de poder comprar picanha pro churrasco e hoje não consegue comprar meio quilo de carne moída”, falou.

Desde janeiro de 2019, a carne bovina teve 1 aumento de preço de 5% a 26%, dependendo do corte, impulsionado pelo aumento das exportações do produto para a China –que cresceram 54,5% de 2018 a 2019.

A peste suína africana levou à perda de 40% do rebanho de suínos do país asiático. Com isso, os chineses estão comprando mais carne bovina de muitos países, incluindo o Brasil. Estimativa da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) divulgada na semana passada mostra que o preço deve continuar alto em 2020.

“Não desanimem nunca! Em vez de ficar em casa se escondendo, lamentando, se escondendo, temos que ir para a rua e dizer: o Brasil é nosso! Não é do presidente da República, não é de general, não é de economista. O Brasil é do povo brasileiro! Não temos o direito de consumir aquilo que produzimos. Não adianta a Bolsa estar alta se o povo não tem dinheiro. Não adianta o PIB crescer se não tem distribuição de dinheiro. Não adianta a gente falar em economia se a gente não fala em desenvolvimento, geração de emprego e distribuição de renda, em salários e benefícios para o povo”, disse Lula.

Lula também elogiou o Congresso por não ter aprovado o projeto anticrime da forma como queria o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública). O petista disse que o projeto era quase uma ordem para “matar negro e pobre no Brasil”.

“Ainda tem gente que não compreende, mas foi importante o comportamento dos setores de esquerda no Congresso Nacional, que votaram o projeto principal com as mudanças e depois votaram emendas não permitindo que o projeto fosse aprovado como o Moro queria. Porque o Moro queria 1 projeto em que ele e a polícia pudessem tudo e o povo não pudesse nada”, disse.
O ex-presidente parabenizou os congressistas de esquerda. Segundo ele, diminuíram “o apetite miliciano” do projeto de combate ao crime.

EM TEMPO: A escolha de um candidato a Deputado Federal e Senador deve ser muito criteriosa, porquê é no Congresso Nacional que as leis são aprovados e os representantes das Classes Dominantes do país sempre votam contra os interesses da maioria da população brasileira. 


sábado, 7 de dezembro de 2019

80% dizem ao menos desconfiar de declarações de Bolsonaro, segundo Datafolha


Foto: Nayra Halm/Fotoarena/Sipa USA via AP Images

Cerca de 80% da população afirmam ao menos desconfiar das declarações do presidente Jair Bolsonaro. Os dados são de uma pesquisa recente do Datafolha.
De acordo com um levantamento nacional realizado na última quinta-feira (5) e sexta-feira (6), 43% dos entrevistados disseram que nunca confiam em afirmações do presidente, e 37% declararam confiar às vezes. Por outro lado, os que dizem confiar sempre são 19% dos entrevistados. 1% não soube responder.
A pesquisa ouviu 2.948 pessoas em 176 municípios em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Em novembro, a Folha de S. Paulo realizou um levantamento que mostra que o presidente dá ao menos uma declaração imprecisa ou falsa a cada quatro dias.
Na pesquisa citada, o Datafolha também questionou os participantes sobre as atitudes de Bolsonaro, levando em consideração que ele ocupa o cargo máximo do país.
28% afirmaram que em nenhuma situação ele se comportou como um presidente deveria se comportar. Outros 28%, no entanto, dizem que ele se comporta em conformidade com o cargo que ocupa.
Para 25%, em algumas situações ele se comporta adequadamente, mas, na maioria, não. Outros 14% veem Bolsonaro adequado ao cargo que ocupa “em todas as ocasiões”.
A faixa dos participantes com 60 anos ou mais ou que possuam renda familiar mensal entre cinco e dez salários mínimos é a que mais demonstrou apoio ao presidente. A aprovação do presidente cai quando se trata de entrevistados que residem na região Nordeste.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Que amigo é esse?


ISTO É - Vicente Vilardaga


© Tom Brenner RETALIAÇÃO Ao mesmo tempo em que pressiona o Brasil com sobretaxas e traições, Trump consegue vantagens comerciais.

O Brasil afaga os Estados Unidos, mas só recebe punhaladas em troca. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro faz declarações de fidelidade e de alinhamento de interesses com os americanos, o presidente Donald Trump reage com desprezo e retaliações comerciais. Sua última demonstração de que considera o Brasil um parceiro de negócios secundário e submisso veio de um tuíte publicado na segunda-feira 2, quando declarou que irá estabelecer sobretaxas de 25% para o aço e de 10% para o alumínio produzidos em países latino-americanos.

Trump alegou que a medida, totalmente arbitrária, se deve à desvalorização do real e do peso. “Brasil e Argentina desvalorizaram fortemente suas moedas, o que não é bom para nossos agricultores”, justificou ele. “Por isso, com vigência imediata, restabelecerei as tarifas de todo aço e alumínio enviados aos Estados Unidos por esses países”. Embora ainda não tenha sido oficializado, o anúncio causou enorme perturbação no mercado. “O malefício está feito e todas as negociações estão paralisadas”, disse o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes. “A sobretaxa de 25% inviabiliza nossas exportações”.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Massacre em Paraisópolis: o avanço da barbárie




Ney Nunes – membro do Comitê Central do PCB

A morte brutal de nove jovens, com idades entre 14 e 23 anos, que se divertiam num baile funk na favela de Paraisópolis, em São Paulo, no último domingo, não pode ser considerada um fato isolado. Estamos vivendo um crescimento de ações truculentas e covardes das forças policiais em quase todas as grandes cidades do país, resultando, com frequência, em mortes de pessoas inocentes.
O cerco e o espancamento dos participantes do baile em Paraisópolis que resultaram em nove mortos e dezenas de feridos são mais uma evidência de que a democracia burguesa, diante da crise estrutural capitalista, envereda pelos métodos repressivos típicos do fascismo. Governantes eleitos pelo voto popular, prometendo paz e prosperidade, fazem do massacre nas áreas pobres sua política de segurança pública.
Quando as forças de segurança do Estado incorporam os métodos de milicianos e traficantes, com aval de governadores, do presidente da república e do seu ministro da justiça, os dois últimos empenhados em aprovar o “excludente de ilicitude”, ou seja, carta branca para assassinos com distintivo policial, é sinal de que a barbárie não é apenas uma ameaça no horizonte da decadência capitalista em que vivemos. Muito além disso, ela já começa a entrar na rotina da sociedade.
Exigir a completa apuração desse massacre e a punição dos seus executores e mandantes é correto e necessário, mas não basta. Se quisermos evitar a repetição infindável desses fatos, extirpando a barbárie, temos que empreender uma luta decisiva contra a burguesia, suas instituições apodrecidas e seu sistema econômico que promove a exploração e a miséria: o capitalismo.


Amigos, amigos... negócios à parte: 6 vezes que Trump puxou o tapete de Bolsonaro


Redação Notícias, Yahoo
 as imagens
Ações do presidente americano indicam que Trump é mais protecionista do que amigo de Bolsonaro (AP Photo/Evan Vucci)

Um dos trunfos de Jair Bolsonaro, desde a campanha presidencial, era um sintonia com a administração do republicano Donald Trump, que desde 2016 preside os Estados Unidos, maior economia do planeta. Enquanto o presidente brasileiro defende a cartilha liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, seu colega norte-americano vem tomando medidas cada vez mais protecionistas para seu país, constrangendo o governo Bolsonaro. 
Tarifação do aço e do alumínio brasileiro, veto à carne, indecisão de apoio ao Brasil para entrar na OCDE e aumento de visto para empreendedores brasileiros indicam que Trump  é mais protecionista do que amigo de Bolsonaro. 
O retorno das tarifas de aço e alumínio brasileiro
Nesta segunda, 2 de dezembro, Trump postou em seu Twitter que a desvalorização das moedas argentina e brasileira afetava os agricultores americanos, logo ele teria que retomar uma tarifa sobre o aço e o alumínio de ambos os países de forma a equilibrar essa balança.
Os EUA são os principais importadores dessas matérias primas e a tarifa está sendo considerada um desastre para indústria brasileira, que necessita obter avanços no comércio mundial. Em março de 2018, durante o governo de Michel Temer, Trump estabeleceu tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio importados ao seu país. Temer acreditou que a medida era desmedida e o norte-americano voltou atrás já em agosto do mesmo ano. A desvalorização da moeda ajuda na exportação de produtos, uma vez que eles ficam mais baratos tornam-se mais competitivos no exterior. 
Com a medida, Bolsonaro, que não vê retaliação do colega norte-americano, correu para Paulo Guedes. Disse que, se necessário, vai telefonar para Trump. 
Casa Branca retirou o apoio à entrada do Brasil na OCDE
Em março, Bolsonaro fez diversas promessas de apoio à política externa de Donald Trump e recebeu a promessa de apoio ao ingresso na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). 
No mundo real, em outubro deste ano, secretário de Estado americano, Mike Pompeo, frustrou as expectativas do Brasil ao ao apoiar publicamente somente Argentina e Romênia. Trump, em seguida, declarou que ainda apoiava o Brasil na OCDE e que as declarações de Pompeo eram falsas. O apoio formal ainda não ocorreu. 

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Bolsonaro abriu mão de privilégios na OMC 
Em troca do apoio ao Brasil na OCDE, Trump exigiu pautas caras do governo brasileiro, como a isenção de visto na entrada de americanos no país (caso que não será correspondido) e a saída da posição privilegiada do Brasil na OMC (Organização Mundial do Comércio), como país emergente. A posição defende os interesses de países em desenvolvimento em negociações com nações ricas, com sua saída a balança comercial brasileira ficará desfavorável, disputando preços de produtos em mercados mais consolidados. Bolsonaro acatou ambas as propostas. 
A carne brasileira continua proibida nos EUA
Desde 2017 os Estados Unidos proíbem a importação de carne bovina brasileira sob o pretexto da qualidade do produto não atender a suas expectativas sanitárias. Com a posse de Bolsonaro e seu alinhamento com a política do presidente Donald Trump, a pecuária nacional acreditou que este quadro estava perto de mudar. Em reunião com o americano, Bolsonaro requisitou que o embargo fosse revogado, ao que Trump respondeu enviando analistas para investigar se o controle de qualidade do produto havia melhorado. Os sanitaristas negaram melhorias e o veto se manteve.
O aumento do preço para o visto de empreendedor
Depois de passar 29 anos sem reajustes, o programa de Green Card para empreendedores  estrangeiros nos Estados Unidos subiu 80%, passando de US$ 500 mil para US$ 900 mil. A medida afeta diretamente os empreendedores brasileiros que pretendem abrir negócios nos EUA.
Política externa “moderada” com a Argentina
Diferentemente de Bolsonaro, Donald Trump parece não se importar com a volta da esquerda na Argentina, inclusive, parabenizou o vitorioso Alberto Fernández no país que é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil. O brasileiro, por sua vez, repudiou a eleição de Fernández, negou presença em sua posse e ameaça deixar o bloco comercial Mercosul por conta do argentino ser de esquerda.

EM TEMPO: É um verdadeiro desastre a atual política externa brasileira. Lembrando que no governo Lula, a proposta mais importante a nível de geopolítica foi a implantação do BRICS (Órgão regional de desenvolvimento econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)


De 'noivos' a 'contato cordial': 7 vezes em que Bolsonaro 'forçou a amizade' com Trump


Redação Notícias,  Yahoo 
Bolsonaro declarou, nesta quarta, que possui um 'contato cordial' com Trump. (Foto: AP Photo/Manuel Balce Ceneta)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (4) que não tem amizade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas sim “um contato bastante cordial”. A declaração acontece um dia depois de Trump anunciar o aumento nas taxas de importação do aço e alumínio brasileiro, e acusar o Brasil de ter “aumentando artificialmente” o valor do dólar frente ao real.
 “Eu acredito no Trump, não tenho uma idolatria por ninguém, tenho uma amizade. Não vou falar amizade, não frequento a casa dele, mas temos um acordo com contato bastante cordial”, disse. “Não tem decepção porque não bateu o martelo ainda. Não é porque um amigo meu falou grosso numa situação qualquer que eu já vou dar as costas para ele”, acrescentou Bolsonaro.
Apesar da declaração do presidente se distanciando de Trump, o Yahoo Notícias reuniu ao menos sete momentos em que Bolsonaro forçou a aproximação entre eles.
·      * ‘ESTAMOS NOIVOS’
A primeira e mais evidente de todas foi quando Bolsonaro disse, em tom de brincadeira, que está ‘noivo’ do presidente dos Estados Unidos ao comentar sua relação com Trump, em julho deste ano.
Na ocasião, o mandatário do Brasil citou a conversa com Trump em sua visita ao G20, no Japão, e o convite que fez para que ele viesse ao Brasil. “Estamos noivos, saindo por aí, conversando. Talvez ele, como propus no Japão, venha aqui para a América do Sul. A gente vai reunir os presidentes de Argentina, Paraguai, Chile, Peru, Colômbia, porque realmente, pelo que eu sinto, temos um problema chamado Venezuela. Não tem data, não”, afirmou Bolsonaro.
·      *   ‘I LOVE YOU’
Outro momento foi a declaração - literalmente - que Bolsonaro fez a Trump quando se encontrou com o presidente dos EUA durante a 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, em setembro. Segundo o colunista Lauro Jardim, de “O Globo”, o presidente brasileiro teria dito “I love you”, mas em resposta teria ouvido do presidente americano um frio “Bom te ver novamente”.
·     *  CHÁ DE CADEIRA DE 1 HORA
Depois de discurso de pouco mais de 30 minutos, Bolsonaro aguardou cerca de 1 hora para se encontrar com Trump. No entanto, o encontro entre os dois foi extremamente breve. Quando Trump apareceu, deu apenas 17 segundos a Bolsonaro, um aperto de mão, uma foto e um envio de parabéns a seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “Ótimo discurso”, disse Trump ao presidente brasileiro, já logo o dispensando novamente. Trump não assistiu presencialmente à fala de Bolsonaro, pois ficou em um saguão externo, dando entrevistas.
·       MESMO HOTEL E ‘VÁCUO’
Um dia antes do famigerado “I love you” e da longa espera, Trump e Bolsonaro ficaram no mesmo hotel em Nova York por 2 horas. O presidente do Brasil chegou no local às 16h40, e o dos Estados Unidos saiu por volta das 18h40. No entanto, os dois não se encontraram – Trump só se reuniu com os líderes da Coreia do Sul e do Egito.
·       CONVITE VIA MINISTRO
Ainda em setembro, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foi o porta-voz de Bolsonaro para convidar Trump para uma visita ao Brasil, reforçando o chamado que já tinha feito em julho. O convite de Bolsonaro, via Araújo, foi transmitido ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo.
·      *   ASTRONAUTA NA FESTA DE INDEPENDÊNCIA
Na celebração da Independência dos EUA, no dia 4 de julho, Bolsonaro aproveitou as comemorações e decidiu, em gesto incomum, ir pessoalmente à embaixada dos Estados Unidos em Brasília. O ex-capitão do Exército participou de um coquetel, foi a uma sessão de fotos e se vestiu de astronauta para o clique ao lado do ministro — conhecido por ser o primeiro astronauta brasileiro.
Na festa da Independência dos EUA, Bolsonaro compareceu à embaixada em Brasília e chegou a fazer foto com astronauta.

* ABANDONO DOS PRIVILÉGIOS DA OMC  
Em troca do apoio ao Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), Trump exigiu pautas caras do governo brasileiro, como a isenção de visto na entrada de americanos no país (caso que não será correspondido) e a saída da posição privilegiada do Brasil na OMC (Organização Mundial do Comércio), como país emergente.
A posição defende os interesses de países em desenvolvimento em negociações com nações ricas, com sua saída a balança comercial brasileira ficará desfavorável, disputando preços de produtos em mercados mais consolidados. Bolsonaro acatou ambas as propostas.

EM TEMPO: Qual a razão dos militares apoiarem um Presidente tão submisso ao Donald Trump, Presidente dos EUA? Além do mais o Bolsonaro foi um militar indisciplinado (assim achava o  ex-presidente e ditador Ernesto Geisel), expulso do exército e como político era do "Baixo Clero" (políticos despreparados que habitam no Congresso Nacional). Na realidade Bolsonaro e os filhos estão deslumbrados em serem fã do Trump e visitarem a Casa Branca. Somente as análises do psicanalista  Freud, para explicar tamanha subserviência e loucura.  


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Acabou o toma-lá-dá-cá? Bolsonaro promete mais de R$ 1 bilhão a deputados para acelerar votações

AP Photo/Eraldo Peres

 Yahoo Notícias 

O governo Bolsonaro prometeu a parlamentares nesta terça-feira (3) liberar recursos de emendas até o fim do ano para garantir as votações no Congresso.


Interlocutores do Palácio do Planalto não falam em valores, mas parlamentares foram informados de que haveria uma execução semanal de R$ 300 milhões, chegando a um total de cerca de R$ 1,2 bilhão até o fim do ano.
No Congresso, há uma revolta com o governo porque não houve liberação dos recursos que haviam sido prometidos em troca da aprovação da reforma da Previdência. Os recursos das emendas parlamentares são utilizados para que deputados e senadores irriguem suas bases eleitorais, o que ganha ainda mais importância às vésperas das disputas municipais de 2020.
O compromisso de executar as emendas até o fim do ano foi anunciado em uma reunião na residência oficial da presidência da Câmara com a participação do chefe da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO). A oferta é uma tentativa de destravar votações no Congresso. Deputados e senadores têm derrubado vetos do presidente Jair Bolsonaro e imposto sucessivos adiamentos das sessões.
Eles ameaçavam agora não votar um conjunto de 24 projetos de lei que, juntos, abrem ao Orçamento Fiscal da União créditos que somam cerca de R$ 20 bilhões para órgãos do Executivo, Judiciário e Ministério Público. A sessão estava marcada para as 11h desta terça. No entanto, a proposta só foi apresentada por volta desse horário, o que levou ao cancelamento da sessão e posterior remarcação para a tarde.
Os sucessivos adiamentos de sessões do Congresso colocam em risco a votação do Orçamento-2020. Se não for aprovado até o dia 22 de dezembro, último dia dos trabalhos do Legislativo, o primeiro Orçamento do governo Bolsonaro pode ser aprovado somente em fevereiro do ano que vem. Auxiliares do governo dizem que a proposta orçamentária será votada em 17 de dezembro.

Morte de 9 jovens em Paraisópolis ocorreu após um mês de ameaças da PM

Imagem, postada no Facebook com que o comando da PM anunciou início de operações em Paraisópolis | Foto: Reprodução/Facebook

Por Arthur Stabile e Fausto Salvadori
ação da Polícia Militar que terminou com nove jovens mortos na madrugada deste domingo (1/12) na favela de Paraisópolis, na zona sul da cidade de São Paulo, deixou os moradores chocados, mas não chegou a ser uma surpresa. Conforme relatos de mais de uma dezena de moradores ouvidos pela Ponte, as mortes ocorreram após um mês em que policiais militares fizeram ameaças diárias aos habitantes da favela, por conta da morte do sargento da PM Ronald Ruas Silva, ocorrida em 1º de novembro de 2019.
Ruas, de 52 anos, morreu após ser baleado na barriga durante uma troca de tiros na avenida Professor Alcebíades Delamare, nas imediações de Paraisópolis. No dia seguinte, sem mencionar a morte do sargento, o comandante geral da PM, coronel Marcelo Vieira Salles, postou nas redes sociais que a comunidade seria alvo de “uma Operação Saturação”, como são chamadas ações com a presença massiva de policiais. No comunicado, Salles dizia que “centenas de policiais militares” de diferentes unidades intensificariam o policiamento no bairro, “sem previsão de término”.

Desde então, as operações da PM no local passaram a ser diárias, com bloqueios de ruas, revistas de pessoas, entradas em casas e comércios, além de ameaças. “Vamos tocar o terror em Paraisópolis” passou a ser um refrão usado por muitos deles, segundo falas dos moradores.
O músico Marcos Forlan, o MC Sacana, conta que foi abordado por dois policiais, há duas semanas, quando entrava num supermercado de camiseta e chinelo. “Eles perguntaram o que eu fazia e eu fui falando. Quando eu falei que era ator e MC, eles já me ameaçaram naquele tom: ‘MC também morre de vez em quando'”, conta. Segundo o músico, os policiais deixavam claro que sua atitude era uma vingança contra a favela por causa da morte do colega. “A polícia é assim: quando morre um policial, a polícia toda para para resolver isso, mas quando morre um favelado, nem liga.”
A reportagem da Ponte esteve em Paraisópolis em 10 de novembro e ouviu diversos relatos de ameaças e agressões feitas por policiais. Um morador entregou um vídeo de uma das abordagens feitas neste período, que mostra pelo menos quatro PMs agredindo uma pessoa em plena rua até serem contidos por um oficial.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O Partido e a Lei de Jair “Bonaparte”



por Pedro Marin

Revista Opera

Em julho de 2017, o general Villas-Bôas, àquele momento Comandante do Exército, declarou que “reconhecia como positivo” o governo repensar o uso das Forças Armadas em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), já que tal uso, nas palavras do general, “é inócuo e, para nós, é constrangedor.” Vinte e três dias depois, o presidente Michel Temer anunciava um novo decreto de GLO para o Rio de Janeiro, para depois, em fevereiro de 2018, decretar a intervenção federal no Estado, colocando sua Segurança Pública sob comando do general Walter Souza Braga Netto, chefe do Comando Militar do Leste.
Braga Netto não o desejava. Considerava-a uma medida extrema, substituível pela já em vigor Garantia de Lei e da Ordem. Ainda assim, o interventor foi ao gabinete do presidente, acompanhado de Villas-Bôas, fazendo três solicitações: mais recursos para a intervenção, mandatos coletivos de busca e apreensão e flexibilização das regras para a tropa, dentre as quais a autorização para atirar contra indivíduos com “intenção hostil.”
Quase dois anos depois, é o presidente Jair Bolsonaro quem atende a uma das demandas dos generais, expandindo-a. Durante o lançamento de seu novo partido, o “Aliança Pelo Brasil”, o presidente anunciou ter encaminhado para o Congresso o projeto de lei 6125/2019, composto pelo Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, o da Justiça, Sérgio Moro, e pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, visando isentar de punição militares e policiais que cometam excessos durante operações de Garantia da Lei e da Ordem. Ou, nas palavras do PL, para estabelecer “regras flexíveis” durante tais operações.
Disse o presidente, quando anunciando o PL: “Não adianta alguém estar muito bem de vida se está preocupado com medo de sair na rua com medo de ladrão de celular. Ladrão de celular tem que ir para o pau.” Declarou também: “Vamos depender agora, meus parlamentares, deputados e senadores, de aprovar isso lá. Será uma grande guinada no combate à violência no Brasil. Nós temos como diminuir e muito o número de mortes por 100 mil habitantes no Brasil.”

Quatro jovens morreram por asfixia e trauma na coluna em Paraisópolis, dizem atestados

(Photo by Miguel SCHINCARIOL / AFP)
Yahoo Notícias.

Atestados de óbito de quatro das nove vítimas que morreram no último fim de semana após uma desastrosa operação policial em um baile funk na comunidade de Paraisópolis, na zona Sul de São Paulo, apontam asfixia e trauma na medula como a causa do óbito. As informações são do UOL, que teve acesso aos documentos.

De acordo com informações da polícia civil, que realizou o registro da ocorrência baseado no relato da polícia militar, os jovens morreram pisoteados ao final do Baile da DZ7, que é realizado frequentemente nas ruas de uma das maiores comunidades da capital paulista.
A análise dos quatro atestados de óbito indicam estas causas de morte:
- Uma morte por "asfixia mecânica por 'enforcação indireta'"
- Uma por "asfixia mecânica por sufocação indireta"
- Uma morte por "trauma raquimedular por agente contudente"
- Uma morte ainda a ser apurada
Família contesta versão da PM
Para os familiares de algumas das vítimas é estranho que não haja marcas características de pisoteamento como grande feridas ou manchas de sangue.
Ao site Jornalistas Livres, os irmãos de Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos, questionaram a versão da polícia. Para justificarem suas dúvidas, eles exibiram a calça que a vítima usava no momento da operação, que não tinha marcas de pisadas, mas estava suja apenas de barro nos joelhos e na altura das nádegas.

Ver as imagens
Familiares exibem calça de vítima morta após operação policial em Paraisópolis - Foto: Lucas Martins/Jornalistas Livres

"Se passaram por cima do meu irmão, porque a roupa dele está limpa assim?", pergunta um dos irmãos de Denys.


O que é o 'Baile da 17', pancadão em Paraisópolis onde 9 jovens morreram.


BBC NEWS 

© Getty Images Nove jovens morreram durante um baile funk na favela de Paraisópolis, em São Paulo

Nove jovens morreram pisoteados (familiares das vítimas contestam essa versão da PM - grifo deste blog) durante uma ação da Polícia Militar no Baile da 17, uma festa de funk que costuma reunir milhares de jovens em Paraisópolis, segunda maior favela de São Paulo. Entre eles, há um adolescente de 14 anos.

Em entrevista coletiva, o tenente-coronel Emerson Massera, porta-voz da PM, afirmou que um grupo de policiais entrou na comunidade durante uma perseguição a um suposto grupo de criminosos. Os suspeitos teriam roubado motocicletas fora da favela e foram seguidos por policiais, segundo Massera. Durante a perseguição, os agentes entraram em Paraisópolis e se depararam com uma multidão de frequentadores do baile.

"Esses criminosos entraram no baile e usaram as pessoas como escudo", afirmou o porta-voz. Segundo ele, os suspeitos atiraram na direção dos policiais e os frequentadores da festa teriam jogado pedras nos agentes. Os policiais revidaram com bombas de efeito moral e balas de borracha, diz a corporação. Parte do público saiu correndo e, nas vielas estreitas da favela, nove pessoas morreram pisoteadas e ao menos sete ficaram feridas.

Por outro lado, vídeos publicados na internet mostram alguns policiais agredindo com chutes e golpes de cassetete alguns jovens que estavam rendidos e desarmados em um beco — a BBC News Brasil não conseguiu confirmar a autenticidade dos vídeos de forma independente. Em entrevista a jornalistas, uma das frequentadoras, que não quis ser identificada, afirmou que um policial quebrou uma garrafa em sua cabeça, além de machucá-la com um cassetete.