segunda-feira, 13 de maio de 2019

Justiça do Rio autoriza a quebra de sigilos de Flávio Bolsonaro e Queiroz


 
AP Foto/Silvia Izquierdo
Da FOLHAPRESS


A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.
A decisão, do dia 24 de abril, foi divulgada nesta segunda (13) pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha de S.Paulo.
A autorização atinge também 88 ex-assessores de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), a mulher e a empresa do senador, pessoas e firmas que fizeram transações imobiliárias com ele.
A quebra de sigilo bancário e fiscal é o primeiro passo judicial da investigação sobre Queiroz após quase 500 dias do relatório do Coaf apontar uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta bancária do ex-assessor de Flávio.
Segundo o jornal, o período da quebra é de 2007 a 2018, período em que Queiroz esteve vinculado ao gabinete.
Fazem parte do rol dos investigados as filhas do ex-assessor, Nathalia e Evelyn Queiroz, ambas ex-assessor de Flávio. Também tiveram quebrados os sigilos Raimunda Veras Magalhães e Danielle Nóbrega, mãe e mulher do ex-PM Adriano da Nóbrega, foragido acusado de comandar uma milícia no Rio de Janeiro.
Queiroz se tornou alvo de investigação em janeiro de 2019 após o Coaf apontar uma movimentação na sua conta. Além do volume, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo.
As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Alerj, onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos.
Em fevereiro, Queiroz admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado.
A reportagem apurou que o caso Queiroz é visto no Ministério Público como em um estágio inicial de investigação. Uma das dificuldades apontadas é a falta de vínculo direto entre as comunicações do Coaf sobre Queiroz e o senador.
A versão dada por Queiroz, na avaliação de investigadores, já dá brecha para o oferecimento de ação civil pública contra ambos. A apuração, contudo, visa confirmar ou não as explicações oferecidas pelo ex-assessor.
Em outra frente de investigação, a Justiça também autorizou a quebra de sigilo dos norte-americanos Glenn Dillard, Paul Maitino e Charles Eldering, ligados a dois imóveis em Copacabana adquiridos e vendidos pelo senador. Na transação, ele lucrou R$ 813 mil num período menor do que um ano e meio.
Também é alvo do procedimento a MCA Participações e seus sócios. Como a Folha de S.Paulo revelou em 2018, o senador vendeu para a empresa salas comercias adquiridas 45 dias antes, com um lucro de mais de 200%.
Em nota, o senador Flávio Bolsonaro disse que seu "sigilo bancário já havia sido quebrado ilegalmente pelo MP-RJ, sem autorização judicial".
"Tanto é que informações detalhadas e sigilosas de minha conta bancária, com identificação de beneficiários de pagamentos, valores e até horas e minutos de depósitos, já foram expostas em rede nacional", afirma a nota.
"Somente agora, em maio de 2019 --quase um ano e meio depois-- tentam uma manobra para esquentar informações ilícitas, que já possuem há vários meses. A verdade prevalecerá, pois nada fiz de errado e não conseguirão me usar para atingir o governo de Jair Bolsonaro", diz o comunicado do senador.
A defesa de Queiroz e sua família afirmou que "recebe a notícia com tranquilidade uma vez que seu sigilo bancário já havia sido quebrado e exposto por todos os meios de comunicação, sendo, portanto, mera tentativa de dar aparência de legalidade a um ato que foi praticado de forma ilegal".



15 de maio: greve nacional dos trabalhadores da educação


Jornal O Poder Popular

Segundo informações disponíveis na página da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em todo o Brasil trabalhadoras e trabalhadores em educação, estudantes e comunidades escolares estão se mobilizando, por meio de assembleias, paralisações e manifestações contrárias às medidas anunciadas pelo Governo Bolsonaro de cortes nos orçamentos das instituições do ensino superior público e se preprarando, desta maneira, para a Greve Nacional da Educação de 15 de Maio, uma das resoluções do III Encontro Nacional da Educação, realizado entre 12 e 14 de abril, em Brasília.
A Greve Nacional será um grande protesto contra a proposta de reforma da previdência que representa o fim da aposentadoria para os mais pobres e trabalhadores/as rurais, com imensos prejuízos para o magistério; contra os sucessivos cortes nas políticas educacionais (ensino superior e educação básica) e a ameaça de acabar com a vinculação constitucional que assegura recursos para a Educação (Fundeb e outras políticas).
Faz parte da pauta deste movimento, que congrega as demais entidades nacionais representativas dos trabalhadores da educação, como o ANDES – Sindicato Nacional e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), o fim do patrulhamento ideológico nas universidades, contra a Lei da Mordaça e todas as políticas que impõem retrocessos políticos e sociais e destruição dos direitos historicamente conquistados por meio de muita luta. Outras categorias de trabalhadores e trabalhadoras também vêm aderindo à proposta de Greve Nacional neste 15 de Maio, a exemplo dos petroleiros.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Em defesa da educação pública e da aposentadoria!



UNIDADE CLASSISTA CONVOCA TODAS E TODOS À GREVE GERAL DA EDUCAÇÃO, DIA 15 DE MAIO, E A CONSTRUÇÃO DA GREVE GERAL, DIA 14 DE JUNHO
Coordenação Nacional da Unidade Classista
O governo Bolsonaro vem acelerando e aprofundando os ataques à educação, em especial, à educação pública. Dando continuidade à política econômica de ajuste fiscal para o setor e implementando sua política reacionária de censura e perseguição ideológicas, anunciou cortes orçamentários para área de humanas e corte de 30% no orçamento de todas as universidades federais do país, além de incentivar o ódio ao conhecimento e o desrespeito aos profissionais da educação, orientando que filmem professores/as em seu local de trabalho, sem autorização dos/as mesmos/as.
Neste cenário, temos ainda mais uma proposta de reforma da previdência que, na prática, irá extinguir a previdência pública e dar a capitalização. A reforma atingirá não só os profissionais da educação como o conjunto da classe trabalhadora e a população mais pauperizada do país que depende dos recursos da seguridade social, um direito histórico tão duramente conquistado pelos/as trabalhadores/as. Por isso é necessário nos somarmos às lutas unitárias em defesa dos trabalhadores, da educação e, em especial, da educação pública, laica e de qualidade.
Assim, a Unidade Classista convoca todas e todos a construir e participar da Greve Geral da Educação, no dia 15 de maio!
Apontada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) e reafirmada pelo III Encontro Nacional de Educação (III ENE) e pelo Fórum Sindical, Popular e de Juventude pelos Direitos e pelas Liberdades Democráticas – importante espaço de unidade de ação que viemos construindo desde o ano passado como parte do processo de reorganização da classe trabalhadora – esta é e deverá ser uma data preparatória para a greve geral do dia 14 de junho, já convocada pelas centrais sindicais.
Devemos empenhar todo esforço possível nestes dois dias, 15 de maio e 14 de junho, para estar na rua, na luta, em unidade com a juventude, movimentos populares e sociais, a fim de começarmos a construir não só nossa resistência, mas uma ofensiva contra este governo fascista a serviço do capital e do imperialismo.
Todos e todas às ruas! Rumo a Greve Geral!
Pela Construção do poder pouplar!
Unidade Classista, futuro socialista!


quarta-feira, 8 de maio de 2019

Ex-ministros alertam para desmonte no Meio Ambiente, com 'risco real de descontrole no desmatamento'

© NELSON ALMEIDA via Getty Images



Um comunicado divulgado nesta quarta-feira (8) por oito ex-ministros do Meio Ambiente faz uma série de críticas à atual gestão do ministro Ricardo Salles e alerta para riscos na área.  Eles ressaltam que o ministério passa a ideia “falaciosa” de que o desmatamento é essencial para o sucesso na agropecuária — “um erro que custará caro”.

“Estamos diante de um risco real de aumento descontrolado do desmatamento na Amazônia. Os frequentes sinais contraditórios no combate ao crime ambiental podem transmitir a ideia de que o desmatamento é essencial para o sucesso da agropecuária no Brasil. A ciência e a própria história política recente do país demonstram cabalmente que isso é uma falácia e um erro que custará muito caro a todos nós.”

O texto assinado por Ricardo Ricupero, Gustavo Krause, José Sarney Filho, José Carlos Carvalho, Marina Silva, Carlos Mini, Izabella Teixeira e Edson Duarte dispara: “A governança socioambiental no Brasil está sendo desmontada, em afronta à Constituição”.

Os ex-ministros também afirmam que é “urgente que o Brasil reafirme a sua responsabilidade quanto à proteção do meio ambiente e defina rumos concretos que levem à promoção do desenvolvimento sustentável e ao avanço da agenda socioambiental, a partir de ação firme e comprometida dos seus governantes”.

E acrescentam: “Não há desenvolvimento sem a proteção do meio ambiente. E isso se faz com quadros regulatórios robustos e eficientes, com gestão pública de excelência, com a participação da sociedade e com inserção internacional. Reafirmamos que o Brasil não pode desembarcar do mundo em pleno século 21”.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Paulo Guedes na corda bamba


Paulo Kliass*

A situação de Paulo Guedes no governo do capitão já não pode mais ser caracterizada com a tranquilidade típica de um céu de brigadeiro – expressão com que os pilotos de aeronaves costumam se referir a um voo sem turbulências pela frente. A força do superministro seria inquestionável, a se levar em conta a forma pela qual ele vinha sendo tratado, até bem pouco tempo atrás, pela maior parte dos grandes meios de comunicação.
No dizer dos editorialistas, Bolsonaro e sua turma mais íntima podem até ser meio excêntricos, mas o Guedes é o cara que segura a onda. Na verdade, só se deixou enganar quem quis ou quem não tinha informações suficientes a respeito das condições objetivas do desastre em que se encontra a economia brasileira e dos postulados doutrinaristas do ex “Chicago boy”. O tal do “mercado” resolveu apostar todas as suas fichas na boa performance do consultor do mercado financeiro, que não havia tido até então uma única passagem pelo setor público de nosso País registrado em seu extenso currículo profissional.
O neo todo-poderoso tem, ao contrário, uma extensa folha corrida muito bem remunerada por bons serviços prestados aos interesses do financismo. Ou seja, o Ministro da Economia sempre demonstrou muito conhecimento e experiência em atender às demandas dos bancos, das consultorias e de todas as frações que ganham muito dinheiro com a especulação do parasitismo rentista.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Governo quer destruir a educação superior pública


MANIFESTO NACIONAL UNIFICADO

O atual Ministro da Educação, Abraham Weitraub, concretiza o plano de Bolsonaro e Guedes de tratar a educação como inimiga. Somado com sua política obscurantista contra a ciência, a favor da censura e da ditadura, o governo anunciou um corte de 30% na UFF, UnB e UFBA acusando-as de promoverem balbúrdia. Em seguida anunciou que o corte se estende a todas as universidades e institutos federais.
Este governo não esconde o que quer: acabar com nossos direitos trabalhistas, aprovar o fim da previdência pública, aumentar o desemprego e sugar o orçamento da educação para privatizar nossas universidades, deixando o ensino superior apenas para as elites e a nossa produção de ciência e tecnologia na mão de grandes conglomerados privados, nacionais e internacionais. Sabem que para consolidar o seu projeto autoritário é necessário destruir os espaços que promovem a ciência e o pensamento crítico e farão isso subordinando ainda mais nosso país aos interesses estrangeiros.
É HORA DE O MOVIMENTO ESTUDANTIL DAR UMA RESPOSTA A ALTURA!
Nós que estivemos nas ruas nos momentos mais decisivos do país precisamos organizar nossas universidades para dar um passo adiante e agir imediatamente. Só a mobilização permanente de baixo para cima, a partir dos cursos, dos Centros Acadêmicos, dos coletivos, grupos de pesquisa é capaz de barrar esse desmonte. Precisamos construir um levante em defesa das universidades públicas e da ciência. Realizar assembleias, unificar ações com professores, técnicos e terceirizados, dialogar e convocar toda sociedade a estar ao nosso lado. O apoio da população será decisivo para mostrar as mentiras que Bolsonaro conta sobre nossas universidades.
As entidades nacionais, bem como os CAs, DAs, DCEs devem estar a serviço dessa luta e convocar imediatamente de forma democrática a construção de um plano de lutas unitário. Nossa agenda imediata deve passar por fortalecer todas as iniciativas construídas em cada local, como os atos em defesa das universidades já marcados para o dia 8 de maio, em defesa de uma educação pública, gratuita, de qualidade e popular, afinal balbúrdia é esse governo!
O dia 8 será nosso primeiro passo para esquentar a luta com ações no bandejão, panfletagens, passagens em sala, debates, assembleias e muito mais. Com isso queremos ampliar e fortalecer a convocatória do dia 15 de maio, dia de Greve Nacional da Educação. Vamos juntar todos a caminho de uma grande mobilização que defenda a universidade, o direito a aposentadoria e pare o plano de destruição de Bolsonaro, Weintraub, Guedes e seu governo.
União da Juventude Comunista (UJC)

domingo, 5 de maio de 2019

Produção industrial: um corpo que cai

CRÍTICA DA ECONOMIA
por Jorge Arnaldo e José Martins
A tendência de queda da economia brasileira continua mais firme do que nunca. Um corpo que cai. Os donos da propriedade privada capitalista e seus eunucos economistas não são capazes de reverter esse processo.
Ao contrário. Tudo que eles estão fazendo na política econômica e nas decisões econômicas em geral só reforça o cenário mais provável de uma economia marcada para morrer.
Irreversivelmente. A realidade econômica dá uma surra política nas parasitárias classes dominantes e imperialistas do país. Aqui começa o verdadeiro e decisivo jogo da luta de classes. Por pura necessidade.
Vamos aos fatos do mundo real. Com a queda de 1,3% em março, a indústria nacional levou um tombo de 2,2% no primeiro trimestre/2019, com perdas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 16 de 26 atividades investigadas.
A metástase se propaga velozmente. É o que informa a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. 
Na comparação com março de 2018, o setor industrial recuou 6,1%! É muita coisa. Resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas, 22 dos 26 ramos, 60 dos 79 grupos e 63,7% dos 805 produtos pesquisados.
Entre as atividades, indústrias extrativas (-14,0%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-13,3%) foram os que mais caíram.
Outras contribuições negativas relevantes foram: produtos alimentícios (-5,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-23,7%), máquinas e equipamentos (-7,8%), outros equipamentos de transporte (-22,1%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,8%), produtos de borracha e de material plástico (-6,7%), impressão e reprodução de gravações (-30,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-7,7%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-11,8%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-9,5%) e de móveis (-11,6%).
O mais importante destes dados referem-se à média móvel trimestral da indústria, que recuou 0,5% no trimestre encerrado em março de 2019. 

Esta média móvel trimestral, que melhor antecipa a evolução da indústria e, portanto, da economia como um todo, para os próximos trimestres, mantém a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018.
“É como se a gente estivesse em janeiro de 2009”, resumiu o gerente da pesquisa do IBGE.
Lembrando que em janeiro de 2009 a última crise periódica global de superprodução do capital atingia seu ponto mais baixo em todas as grandes economias do mundo.
O Brasil já retornou àquela pior situação da crise global, mesmo que o restante da economia mundial ainda continue na fase de recuperação e crescimento do ciclo.
Ou seja, a economia brasileira vai sofrer proximamente o maior choque global do pós-guerra no seu ponto mais baixo do último período de crise. Vai sobrar alguém para contar a história?
Confirma-se nos fatos reais a precisão teórica da economia crítica da classe trabalhadora. Os parasitas do sistema e seus economistas estão falando cada vez mais fino. Perderam seu discurso. Ficar falando só de reforma da Previdência não cola mais. O papo da herança maldita do PT tampouco. Tem cada vez mais gente desempregada.
Eles podem esconder e manipular tudo, menos isso: a produção industrial caiu bonito no primeiro trimestre de 2019. E o desemprego aumentou e piorou de qualidade. E é aqui que eles caem do cavalo.
A opinião pública – incluindo os evangélicos seguidores da pastora Damares “Goiabeira” Alves – já começa a exigir que a equipe econômica faça alguma coisa. O desemprego fala mais alto que Jesus!
Os estelionatários da “reforma da previdência” prometem um pacote econômico para as próximas semanas. Já conhecemos essa história.
Consequência política imediata. Se essa tendência de queda não for estancada imediatamente, o desemprego da força de trabalho continuará aumentando e as turbulências políticas ficarão insuportáveis para a continuidade do simpático governo burguês de plantão em Brasília.

sábado, 4 de maio de 2019

Prefeito de NY comemora cancelamento da viagem de Bolsonaro: ‘Ele correu’


                                           Da redação - VEJA
Prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio

 © Lucas Jackson/Reuters 

O prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, comemorou o cancelamento da viagem do presidente Jair Bolsonaro à cidade, onde ele receberia o prêmio Pessoa do Ano, promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

“Jair Bolsonaro aprendeu do jeito difícil que nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós expusemos sua intolerância. Ele correu. Não fiquei surpreso – valentões geralmente não aguentam um soco. Seu ódio não é bem-vindo aqui”, escreveu ele.

Em um segundo post, Blasio continuou a crítica: “O ataque de Jair Bolsonaro a direitos LGBTQ e seus planos destrutivos para o nosso planeta se refletem em líderes demais – incluindo no nosso país. Todos devem se levantar, falar e lutar contra esse ódio temerário”.


Na última sexta-feira, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, afirmou por meio de nota que Bolsonaro cancelou a ida aos EUA por causa dos protestos: “Em face da resistência e dos ataques deliberados do prefeito de Nova Iorque e da pressão de grupos de interesses sobre as instituições que organizam, patrocinam e acolhem em suas instalações o evento anualmente, ficou caracterizada a ideologização da atividade”, disse.

Mas este não foi o único motivo. Conforme relevou o blog Radar On-line, de VEJA, a gota d’água se deu quando Bolsonaro descobriu que o secretário de estado americano, Mike Pompeo, não compareceria ao evento. Pompeo seria o homenageado pelo lado dos Estados Unidos (todo ano um representante de cada lado é escolhido). Ele, no entanto, recebeu de uma última hora uma missão de Donald Trump na Rússia.

Em abril, Blasio já havia ido ao Twitter para agradecer ao Museu de Nova Iorque por ter se recusado a sediar o evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, onde a cerimônia normalmente é realizada.


sexta-feira, 3 de maio de 2019

PCB repudia a tentativa de golpe na Venezuela


O povo venezuelano enfrentou, nesse dia 30 de abril, uma tentativa de golpe de Estado contra o governo constitucional e legitimamente eleito de Nicolás Maduro. A ação, que incluiu a movimentação de grupos armados, bloqueios de estradas e a convocação à população para ir às ruas contra Maduro, foi liderada principalmente por Juán Guaidó – deputado autoproclamado presidente do país – e Leopoldo López – um militante de ultradireita que estava em prisão domiciliar por conta de outras ações golpistas realizadas recentemente, e recebeu o apoio declarado e descarado do governo dos Estados Unidos. 

Guaidó e López representam grupos econômicos que lucram com a crise econômica, que fazem contrabando e outros negócios escusos à custa do sofrimento dos trabalhadores. Atuam de forma servil ao imperialismo e querem submeter o povo venezuelano aos interesses dos Estados Unidos, não escondendo seu propósito de controlar as reservas de petróleo do país e de fazer retroceder o processo bolivariano, cujas características mais marcantes são a defesa da soberania nacional, o compromisso em buscar atender as necessidades básicas das camadas mais pobres da população e o incentivo à organização popular, com significativos avanços nas condições de vida e nas conquistas de direitos civis e sociais obtidos nos últimos 20 anos.

Os EUA e a grande mídia mentem descaradamente ao dizer que na Venezuela se vive uma ditadura, sem qualquer menção às dezenas de eleições livres promovidas nas duas últimas décadas e à ampla liberdade de imprensa vigente, que permite inclusive a manifestação da oposição. Tampouco fazem qualquer referência ao criminoso bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos ao país, com sanções e confisco de recursos e mercadorias essenciais à saúde e às necessidades da população.
Guaidó, López e outros opositores tiveram liberdade de divulgar suas ideias na imprensa e de reunir-se, mesmo atacando a paz e a segurança da população. Mas o vergonhoso apoio político e econômico estadunidense à oposição a Maduro não é capaz de fazer com que a direita obtenha respaldo do povo venezuelano, que se mantém firme na defesa da soberania nacional. Daí que crescem as ameaças de Donald Trump em recorrer à intervenção militar. Ao longo do dia, os golpistas foram sendo desmascarados, com muitos militares declararando que haviam sido enganados. A população foi massivamente para as ruas apoiar com decisão o governo e denunciar os golpistas, muitos dos quais se esconderam em embaixadas estrangeiras. A pronta resposta do governo Maduro e do povo mobilizado nas ruas frustrou os planos da direita golpista, do imperialismo e dos governos da região subservientes aos EUA, como os de Bolsonaro e Macri.
Em pronunciamento à nação, Maduro declarou que a ação já está sendo investigada e que os golpistas serão processados legalmente, como manda a Constituição. Os venezuelanos reafirmaram firmemente, mais uma vez, sua opção pelo poder popular, pelo desenvolvimento social, pela democracia. É hora de consolidar o regime, de superar as dificuldades presentes e avançar no rumo da justiça e da igualdade social.
Nesse primeiro de maio, milhares de venezuelanos participaram de grandes manifestações em defesa dos direitos dos trabalhadores, contra as tentativas de golpe da oposição e os ataques do imperialismo e pelo aprofundamento das conquistas da Revolução Bolivariana. O povo venezuelano é senhor de seu destino e saberá buscar as melhores alternativas para superar a crise e os problemas de sua economia para garantir um futuro próspero e soberano, avançando no caminho do Socialismo.
Não ao golpe de Estado na Venezuela! Todo o apoio ao povo e ao governo da Venezuela! Todo repúdio à tentativa de golpe e à ingerência do imperialismo norte-americano na Venezuela!
Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional


quinta-feira, 2 de maio de 2019

Senador dos EUA cria abaixo-assinado para cancelar homenagem a Bolsonaro

Mahila Ames de Lara


Fornecido por Poder360 Jornalismo e Comunicação S/S LTDA.



© Reprodução Uma das pautas do senador americano Brad Hoylman é a defesa da comunidade LGBTQI


O senador norte-americano Brad Hoylman, filiado ao Partido Democrata, criou 1 abaixo-assinado para pressionar o hotel Marriott Marquis a cancelar 1 jantar de gala em homenagem ao presidente Jair Bolsonaro, organizado pela Câmara de Comercio Brasil-Estados Unidos.



documento foi divulgado nesta 4ª feira (1º.mai.2019). Às 14h15 de 5ª (2.mai.2019), contava com cerca de 3.990 assinaturas. O assunto chegou aos trending topics do Twitter.

Em sua conta no Twitter, o senador americano postou uma mensagem lembrando a frase de Bolsonaro de que “preferia ter 1 filho morto do que 1 filho gay”.

“Jair Bolsonaro é um homofóbico notório que uma vez disse que preferia seu filho morrer do que ser 1 homem gay. O Marriott quer sediar 1 evento homenageando-o como homem do ano. Isso é inaceitável”, escreveu.

O caso do jantar de Bolsonaro

A Câmara de Comércio Brasil-EUA divulgou em 11 de fevereiro que entregaria ao presidente Jair Bolsonaro o título de “Pessoa do Ano”. O jantar está marcado para 14 de maio.
A organização do evento é marcada por desistências e controvérsias. A princípio, a cerimônia seria realizada no Museu Americano de História Natural de Nova York; a instituição, no entanto, recusou-se a sediar a solenidade. Em nota, declarou preocupação com os “objetivos declarados da atual administração brasileira” e alegou que, quando o espaço havia sido agendado, ainda não se sabia que Bolsonaro seria 1 dos homenageados.

Agora, o Mariott também é pressionado a não participar.
A cerimônia também perdeu o apoio de pelo menos 3 organizações: a companhia aérea Delta, a consultoria Bain & Company e o jornal Financial Times.

A carta de Hoylman

Eis a íntegra da carta, traduzida para o português:
“Escrevemos como cidadãos preocupados e aliados LGBTQ para pedir à Marriott e Host Hotels and Resorts, proprietária do New York Marriott Marquis, que cancelem o Jantar de Gala “Personalidade do Ano” da Câmara de Comércio de 2019 em homenagem ao notório e homofóbico presidente brasileiro Jair Bolsonaro, programado para 14 de maio de 2019.

O presidente Bolsonaro tem 1 histórico extremamente perturbador de intolerância, misoginia, racismo e xenofobia. Entre outras coisas, ele disse uma vez que “seria incapaz de amar 1 filho homossexual” e que preferiria que seu filho morresse a ser gay. Além disso, o presidente Bolsonaro disse uma vez que uma deputada brasileira “não vale a pena ser estuprada” porque “ela é muito feia”.

Dado o sórdido histórico de comentários públicos do presidente Bolsonaro, é chocante que 1 negócio na cidade de Nova York abrigue 1 evento em apoio a ele. Estamos profundamente preocupados com a mensagem que tal evento enviaria aos nova-iorquinos, especialmente aos jovens LGBT, muitos dos quais estão lutando com sua identidade e estão observando suas declarações contra eles serem celebradas. Ao sediar este evento, a Marriott está dando ao presidente Bolsonaro uma plataforma que recompensa seu comportamento ultrajante.

Não acreditamos que a Marriott e a Host Hotels possam afirmar serem “cidadãos corporativos responsáveis” ao obrigarem seus funcionários da Marriott Marquis a trabalhar em 1 evento que homenageie 1 fanático bem documentado. Essas corporações ainda têm tempo para provar à comunidade LGBTQ e aos aliados nova-iorquinos que o ódio não tem lugar nesta cidade e estado. Solicitamos à Marriott e à Host Hotels que cancelem imediatamente a Gala de Personalidade do Ano de 2019 da Câmara de Comércio Brasileiro-Americana no Marriott Marquis.”


quarta-feira, 1 de maio de 2019

Silenciar a filosofia é silenciar a democracia


Justificando,Yahoo Notícias 
Arte: Caroline Oliveira
Silenciar a filosofia é censurar quem concebe o mundo de outra forma



Por Felipe Alberti

A criação de explicação para os fenômenos, para acontecimentos sociais, permite ao indivíduo uma compreensão da realidade: compreendendo-a pode agir sobre ela.
É a partir da perspectiva conceitual de algo que se procura justificar uma crença, uma explicação racional da realidade. Diferentes perspectivas sobre a igualdade, por exemplo, terão como resultado diferentes condutas, atos e compreensão da realidade.
Dito de outro modo, da construção subjetiva do mundo – alicerçada em crenças, códigos e normas – surge os motivos para as mais diversas condutas dos indivíduos.
Dessa construção subjetiva, emergem na sociedade grupos de pessoas que não comungam – não pensam – o mesmo mundo. Consequentemente: concepções diferentes de realidade convivem e colidem, já que ordens, regras, códigos e padrões de conduta valorados e percebidos como moralmente bom para certos grupos de pessoas, não o é para o outro.
Diante disso e dos diversos conceitos que transitam na sociedade propondo condutas diversas e compreensões diferentes da realidade, emerge a importância da filosofia: o seu aspecto questionador.
A filosofia não se contenta com conceitos existentes na sociedade por força da moral, da política e da religião. Pelo contrário, a filosofia parte da crítica desses conceitos e da criação de novos – não na busca de um conceito inabalável, mas ambicionando uma reflexão que resulte em crítica e construção da realidade: esta sempre provisória.
Em outras palavras, a filosofia vislumbra a existência de diversos conceitos com base em valores diferentes. Respeitá-los, criticá-los e defendê-los por meio do diálogo e do debate argumentativo é premissa básica de uma democracia.
Portanto, querer silenciar a filosofia: é silenciar as crenças e conceitos sobre a realidade; é silenciar quem concebe o mundo de outra forma; é silenciar a existência do outro e a liberdade dele em construir pelo livre pensar conceitos sobre a realidade; é silenciar a democracia.
 Felipe Alberti é bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR); Licenciado em Letras Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).