quarta-feira, 9 de outubro de 2019

TRÉPLICA A MATÉRIA DIVULGADA, EM 08.10.2019, PELO JORNALISTA E BLOGUISTA ROBERTO ALMEIDA, QUANDO O MESMO REPRODUZ A MINHA CARTA E FAZ A SUA NOTA CONFORME DESCRIÇÃO A SEGUIR EPIGRAFADA.


Blog do Roberto Almeida diz em 08.10.2019 no formato de réplica:


NOTA DO BLOG: Na verdade não afirmamos que Sivaldo, Pedro, Hélder e Luizinho são de esquerda. Dissemos, a partir do título, que os referidos nomes estão à esquerda no processo político local, em relação a outros nomes e/ou partidos, como o Silvino Duarte, Haroldo Vicente,  DEM, PTB, PSL. 

Há uma diferença sutil nisso aí que não foi percebida pelo Paulo Camelo que na prática avalia o PT, o PSB e o PC do B como de direita”.

MINHA TRÉPLICA:
Caro conterrâneo Roberto Almeida,


Em meu artigo observe que no primeiro parágrafo não fiz menção ao médico Pedro Veloso, porque ele  domina melhor as letras e pode ser considerado Progressista. Agora Sivaldo é tão "Direitista" e "Amostrado", quanto o Izaías e companhia. Agora existe a possibilidade  dos "Capas Preta" do PT Estadual, o senador Humberto Costa e companhia, pavimentarem o caminho para o PT Municipal, ir para os braços do PSB de Sivaldo. O que seria um duro golpe na Esquerda local. 

Por isso digo que a esquerda em Garanhuns, por enquanto, se resume ao PCB e o PSOL, haja  visto que nas Eleições Municipais de 2016, o PT se aliou com o seu "carrasco bolsonarista"  Izaías Régis. Esta é que é  a questão central. Temos que pensar nas próximas eleições para se contrapor aos candidatos da burguesia. Se der bobeira a cada eleição para o Parlamento,  Sivaldo,  Izaías e companhia, drenam a maioria dos votos  de Garanhuns/PE  para os políticos com domicílio eleitoral noutras cidades.

EM TEMPO:  Tanto faz você dizer a expressão “À Esquerda" ou "De Esquerda", uma vez que a ordem dos fatores não altera o resultado do produto direitista. 

Saudações Garanhuenses, Paulo Camelo.



terça-feira, 8 de outubro de 2019

Chega de privatizações e de ataques ao povo trabalhador!



Comitê Regional do PCB-RJ

O Brasil vive a conjuntura mais difícil e complexa desde o final da ditadura, com uma ofensiva contra os direitos e garantias dos trabalhadores, além de uma crise econômica e social que é responsável por mais de 26 milhões de trabalhadores desempregados. E ainda temos um presidente que conta com o apoio da burguesia para promover a retirada de direitos da classe trabalhadora – reforma da previdência e flexibilização e fragilização das relações de trabalho.
O governo Bolsonaro declarou guerra à educação! Sua política ataca os direitos dos trabalhadores e da juventude, intervindo em reitorias e cortando os recursos, projetos e bolsas que atingem a vida dos estudantes do ensino privado, público e a pós-graduação. O governo defende uma proposta militarizada para a educação, promove um ataque às pesquisas climáticas, ambientais e socioeconômicas, ao desqualificar resultados de instituições como IBGE, INPE e IBAMA. Ameaça a formação da juventude ao atacar os institutos tecnológicos e universidades públicas, responsáveis por 95% de todas as pesquisas científicas em nosso país e onde se formam profissionais das mais diferentes áreas de atuação.
A Petrobras, principal empresa brasileira, está sendo esquartejada e vendida para o capital internacional a preço de banana, um cruel ataque ao Estado brasileiro, que visa deixar sob o controle estrangeiro as maiores fontes de riqueza e de energia do país. O governo pretende aprofundar o leilão do Pré-sal, obrigando a Petrobras a repassar ao cartel internacional do petróleo dezenas de bilhões de barris descobertos por ela. O feirão pretende abocanhar ainda 8 das nossas 13 refinarias! Isso irá deixar o preço dos combustíveis e derivados ainda mais fora de controle! O projeto aplicado é para destruir o país!
Após nove meses de Wilson Witzel à frente do governo do Rio de Janeiro, a lógica do confronto passou a ser a principal política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Nas últimas semanas moradores de favelas vivem momentos de terror com as operações policiais.
A brutalidade vivida cotidianamente por nós, trabalhadores, é agora escancarada em um projeto de Estado terrorista e criminoso, que controla na base da bala o alto nível de opressão, necessária ao aumento da exploração, que garante os lucros capitalistas. Esta política de (in)segurança pública cada vez mais vitima jovens, pobres e negros, filhos da classe trabalhadora e moradores do subúrbio, das periferias e favelas. Os comunistas brasileiros defendem o direito à vida, e não a licença para matar. Os direitos coletivos e individuais da população devem estar acima das políticas de defesa do patrimônio da classe dominante. Nenhuma situação pode ou deve ser justificativa para a violação dos direitos à vida!
CONTRA O DESMONTE DA PETROBRAS!
EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA! NÃO AO FUTURE-SE!
BASTA DE GENOCÍDIO DO POVO TRABALHADOR!
PELO PODER POPULAR!
Comitê Regional do PCB no Estado do Rio de Janeiro.


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

PAPA PEDE RESPEITO A POVOS INDÍGENAS DA AMAZÔNIA EM INÍCIO DE SÍNODO DE 3 SEMANAS



                                                                    REUTERS - Por Philip Pullella

© Reuters/REMO CASILLIPapa Francisco participa do sínodo da Amazônia no Vaticano 

O papa Francisco disse nesta segunda-feira a uma assembleia de bispos convocada para debater a região da Amazônia que a sociedade moderna não deveria tentar impor suas regras aos povos indígenas, mas respeitar sua cultura e deixá-los planejar o próprio futuro.

Francisco, que é argentino, discursou na abertura da primeira sessão de trabalho de um sínodo de três semanas sobre o futuro da Igreja Católica na Amazônia, incluindo a possibilidade de ordenar padres casados. O papa disse que os povos da Amazônia não deveriam ser "abordados com um tipo de anseio empresarial que procura lhes dar programas preconcebidos que visam discipliná-los" e às suas história e cultura. "A colonização ideológica é muito comum hoje... (vamos dizer) 'não' a esse anseio de domesticar povos originais", disse.

Francisco, que já pediu perdão em nome da Igreja pelos erros de missionários europeus que acompanharam os primeiros colonizadores, disse que, durante muito tempo, muitos da Igreja tiveram uma atitude "depreciativa" em relação a povos nativos e suas culturas, e que alguns ainda têm. "Fiquei muito triste de ouvir, bem aqui, um comentário debochado sobre aquele homem pio que trouxe oferendas com penas na cabeça", contou, falando de um nativo da Amazônia que participou de uma missa papal no domingo.

"Digam-me: que diferença existe entre ter penas na cabeça e o chapéu de três pontas usado por algumas autoridades dos nossos (departamentos do Vaticano)?"

O sínodo de três semanas debaterá a disseminação da fé na Amazônia, um papel maior para as mulheres, a proteção ambiental, a mudança climática, o desmatamento, os povos indígenas e seu direito de manter suas terras e tradições. Ele acontece no momento em que a Amazônia está sob os holofotes de todo o mundo por causa dos incêndios devastadores no Brasil. Na missa de abertura de domingo, Francisco disse que os incêndios foram ateados intencionalmente por grupos de interesse.

Presente ao encontro, o cardeal brasileiro Claudio Hummes disse em seu discurso à reunião de cerca de 260 pessoas --a maioria bispos de países amazônicos-- que a Igreja tem que estar aberta à mudança.
"A Igreja não pode permanecer inativa dentro de seu próprio círculo fechado, focada em si mesma, cercada por muros de proteção, e ainda menos olhar nostalgicamente para o passado", afirmou.

Papa critica "interesses" que provocaram incêndios devastadores na Amazônia


RFI

© (Foto: Reuters)
Para o papa Francisco, incêndios como os que recentemente devastaram a Amazônia foram provocados por "interesses destrutivos". A declaração foi feita neste domingo (6) na missa de abertura do Sínodo da Amazônia, que começa oficialmente hoje no Vaticano. "O fogo causado por interesses destrutivos, que devastaram a Amazônia, não vem do Evangelho", disse o papa aos religiosos de nove países da região amazônica. O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros.” Segundo ele, “esse fogo devastador se alastra quando a intenção é apenas defender ideias próprias, constituir um grupo e queimar a diversidade para uniformizar tudo e todos", criticou o pontífice.

Entre janeiro e 19 de setembro desde ano, o Brasil registrou um aumento de 56% dos focos de incêndio florestais em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Cerca de metade deles, 47%, atingem a Amazônia. O alastramento das queimadas, que desencadeou protestos em todo o mundo, foi atribuída em parte à política do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que chegou ao poder em janeiro. Ele é acusado de facilitar a expansão das terras dedicadas à criação de gado e plantações para atividades comerciais, contribuindo desta forma ao desmatamento.

Novo colonialismo

Na sua homília, o papa reconheceu que a igreja participou ao longo da história de “várias formas de colonização violenta em nome da evangelização”, mas alertou para a o risco de um novo colonialismo. Ele também pediu aos bispos que “não sejam apenas funcionários” da igreja, e se dediquem mais à ação missionária concreta. O pontífice espera que o Sínodo, que discutirá propostas inovadoras mas controversas, “renove os caminhos da igreja na Amazônia.”

O documento de trabalho de 80 páginas da assembleia de bispos latino-americanos alerta sobre os problemas ecológicos e humanos da região, crucial para o equilíbrio do planeta. As discussões, que começam hoje, terminam no dia 27 de outubro.


IGREJAS DE GARANHUNS: CENÁRIOS DE “GUERRA SANTA” DOS CONSELHEIROS TUTELARES



 Por Altamir Pinheiro

Cerca de meia dúzia de igrejas pentecostais em Garanhuns participaram da desenfreada corrida da criatura demoníaca “besta-fera”, ou quem sabe: corrida “abençoada” para eleger os seus candidatos ao Conselho Tutelar somente no interesse em ocupar um espaço estratégico na arena política sobre crianças e adolescentes, em razão disto, aconteceu essa desembestada correria. 

Entre os temas que mobilizaram as entidades pentecostais  insinua-se  essa conversa mole ou papo furado  por parte dos religiosos sobre  o controle da abordagem de questões de gênero e sexualidade nas escolas. Fazendo-se uma busca no “Feicibuque” constata-se candidatos que se apresentam como pastores pentecostais — a maioria de igrejas localizadas nos longínquos bairros, favelas  ou ponta de rua. Alguns citam passagens bíblicas no material de campanha e o compromisso que o eleitor tem com Deus. Durma-se com uma ladainha dessa!!!   

Uma das engrenagens pentecostais envolvidas nas eleições para os conselhos é a Igreja Universal do Reino de Deus daquele Bispo pobretão, amigo de Bolsonaro, um tal de Macedo. No último dia  15, a igreja publicou em seu site um artigo que tinha a seguinte manchete "CONSELHO TUTELAR: É NOSSO DEVER PARTICIPAR". "Talvez nunca na história da humanidade crianças e adolescentes tenham precisado tanto de quem defenda seus direitos, que dia a dia são desrespeitados pela mídia que expõe material inapropriado, pelos maiores de idade que os agridem de alguma forma e até pelas próprias famílias que não suprem suas necessidades básicas", diz a Universal. O texto exorta os fiéis a votar em candidatos "que, acima de tudo, tenham compromisso com Deus".  

domingo, 6 de outubro de 2019

Paulo Camelo envia Carta ao Jornalista e bloguista Roberto Almeida

Em decorrência de matéria divulgada no blog do Roberto Almeida, nesta data, intitulada "Garanhuns terá três candidatos à Esquerda", Paulo Camelo, procura dialogar conforme Carta ora enviada. 


Caro conterrâneo Roberto Almeida, bom dia,

Acho um exagero você dizer que à Esquerda. em Garanhuns, estaria representada por Sivaldo, Hélder e Luizinho Roldão. 

Não se esqueça que:
1 - Ambos já foram aliados de Izaías;
2 - Nas eleições de 2018 não votaram em candidatos de Esquerda para o Parlamento; 
3 - Izaías fez campanha para Bolsonaro e se hoje o Prefeito não o apóia é porque o Presidente está em queda;
4 - Ser de Esquerda é algo sério e mais abrangente e relativo a defesa da implantação de uma nova sociedade igualitária e socialista. Nenhum dos três nomes acima citados têm essa postura; 
5 - O mais provável é que nas Eleições de 2020, os quatro nomes ora citados (Hélder, Luizinho Roldão, Pedro Veloso e Sivaldo Albino) estejam no mesmo palanque. Afinal quem manda é a "Legião Estrangeira". Nenhum dos quatros  pré-candidatos têm independência política e econômica, suficiente,  para dizerem  que  são pré-candidatos e que irão até o fim. "Prego batido, ponta virada". Mesmo raciocínio vale para Silvino, o qual anda em busca de um "padrinho político". Até agora sem sucesso;
6 - Não descarte a possibilidade de que o prefeito Izaías Régis, possa compor com o candidato do governador Paulo Câmara. Mais um motivo para você não antecipar essa dedução de grupamento de "Esquerda";
7 - Por enquanto, a Esquerda Local, está concentrada entre o PCB e o PSOL, os quais poderão está aliados em 2020;
8 - Por fim, sugiro que você leia o artigo da socióloga canadense Linsey McGoey, exposto em meu blog (www.paulocamelo21.blogspot.com), a qual faz referência ao uso da "Ignorância" como estratégia para dominar a população. 

Saudações Garanhunenses, Paulo Camelo. 

O QUE É A "IGNORÂNCIA ESTRATÉGICA" E COMO PODEROSOS LUCRAM COM ELA SEGUNDO AUTORA CANADENSE.

© Getty Images McGoey define a 'ignorância estratégica' como a 'habilidade de explorar o desconhecimento para ganhar mais poder'


BBC NEWS 

OBS.: NO FINAL DO TEXTO  É FEITA UMA REFERÊNCIA A POLÍTICA LOCAL E  BRASILEIRA. 

Em setembro de 2004, a multinacional farmacêutica Merck retirou do mercado seu remédio Vioxx, indicado para doenças articulatórias, devido ao risco de causar problemas cardiovasculares. A rápida retirada, de maneira voluntária pela empresa, de uma droga que no ano anterior havia gerado U$ 2,5 bilhões (R$ 10 bilhões) em vendas foi elogiada pela prestigiada publicação médica The Lancet como "um exemplo de prática farmacêutica responsável".

Um mês depois, o jornal americano The Wall Street Journal publicou e-mails vazados indicando que os executivos da Merck sabiam dos riscos do remédio havia anos. A Lancet rapidamente retirou seu elogio dizendo que havia sido "prematuro".

Para a canadense Linsey McGoey, autora do livro The Unknowers: How Strategic Ignorance Rules the world ("Os desconhecedores: como a ignorância estratégica rege o mundo", em tradução livre), ainda não traduzido para o português e lançado no mês passado no Reino Unido, o caso Vioxx é um exemplo de como pessoas, empresas e governos optam por ignorar informações para benefício próprio.
McGoey chama esse fenômeno de "ignorância estratégica": "A habilidade de explorar o desconhecimento para ganhar mais poder", disse à BBC News Brasil.

A socióloga e professora da Universidade de Essex foi a primeira pessoa a usar esse termo aplicado a instituições de regulamentação, um trabalho iniciado em sua tese de doutorado na London School of Economics (LSE). Em sua tese, McGoey investiga como indústrias farmacêuticas usam a ignorância como estratégia para aprovar medicamentos sem informar ao público sobre seus efeitos adversos.

No caso da Merck, com o vazamento de e-mails, ficou claro que os executivos da empresa escolheram ignorar os riscos do Vioxx e distorcer resultados de testes para favorecer a sua aprovação junto da Food Drug Administration (FDA), a agência de vigilância sanitária análoga à Anvisa nos EUA. Um teste realizado em 1999 comparando Vioxx com o anti-inflamatório naproxeno apontou que Vioxx apresentava menos efeitos gastrointestinais que o naproxeno, mas também um risco 80% maior de reações cardiovasculares adversas, incluindo risco de morte.

sábado, 5 de outubro de 2019

STF notifica Bolsonaro por relacionar ONGs a queimadas na Amazônia




Veja.com - Da Redação


© Antonio Cruz/Agência Brasil 
O presidente Jair Bolsonaro conversa com homem de cocar de índio


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu notificar o presidente Jair Bolsonaro para que explique a declaração em que atribui a ONGs a responsabilidade por  queimadas na Amazônia. A determinação ocorreu na quarta-feira, 2, e atende a pedido da Associação Civil Alternativa Terrazul, de Fortaleza. A notificação do ministro prevê que Bolsonaro responda a oito questionamentos relacionados a declarações que fez em 21 de agosto ao deixar o Palácio da Alvorada.

Na decisão, Moraes aponta que o pedido tem “pertinência” “em primeira análise”. Além disso, lembra, que esta solicitação de esclarecimentos está prevista no Código Penal e tem o objetivo de esclarecer “situações ambíguas” e “viabilizar o exercício futuro de ação penal condenatória”, “sendo cabível em qualquer das modalidades de crimes contra a honra”. Na ocasião, Bolsonaro insinuou que as queimadas estariam relacionadas à suspensão do repasses do Fundo Amazônia a projetos. “Pode estar havendo, não estou afirmando, ação criminosa desses ‘ongueiros’ para exatamente chamar a atenção contra a minha pessoa, contra o governo do Brasil”, disse na época.

A fala teve repercussão negativa entre ambientalistas e também na imprensa estrangeira. O presidente nunca apresentou qualquer indício do envolvimento de ONGs com os números recorde de queimadas deste ano.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

AGRONEGÓCIO DOMINA REGIÕES DESMATADAS E QUEIMADAS



ABRIL ABRIL

Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o fogo é usado para limpar áreas previamente desflorestadas. Ali, impõe-se o modelo predatório do agronegócio e aumentam os «conflitos no campo».
O Brasil registrou 131 327 queimadas florestais até ao mês de agosto em 2019, sendo que, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), só na Amazônia foram registrados 43 573 focos, destaca uma reportagem publicada no dia 30/09 pelo Jornal Brasil de Fato.
Uma nota técnica realizada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) deixa em evidência a relação entre as queimadas e o desmatamento da Amazônia. Ao comparar os municípios com maior índice de desmatamento com os de maior índice de queimadas, Altamira (Pará), Porto Velho (Rondônia), São Félix do Xingu (Pará), Lábrea (Amazônia), Colniza (Mato Grosso) e Novo Progresso (Pará) estão nas duas listas.
Esta relação entre queimadas e desmatamento não é de agora, sublinha a reportagem, explicando que as queimadas «são uma prática primitiva de limpar terras desmatadas» para as tornar próprias para a prática da agropecuária. «Queimadas e desmatamento [são] práticas bem conhecidas na dinâmica da agricultura extensiva do agronegócio», lê-se no portal brasileiro.
Desflorestar, queimar e soltar o gado
Não é uma coincidência que sete dos dez municípios mais queimados do Brasil este ano estejam também na lista dos mais desmatados. «O desmatamento avança com o fogo avançando em seguida», explica Paulo Moutinho, cofundador do IPAM.

Preso no caso Marielle, lutador postou fotos ao lado de Bolsonaro


Veja.com - Fernando Molica


© Reprodução/Instagram/Insta-gram. O professor de artes marciais Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca, gostava de postar fotos ao lado de políticos em redes sociais

Preso na manhã desta quinta-feira, acusado de ter jogado no mar armas que teriam sido usadas no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o professor de artes marciais Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca, gostava de postar fotos ao lado de políticos em redes sociais. Em duas delas, ele aparece ao lado do hoje presidente Jair Bolsonaro.

VEJA teve acesso a essas fotos no fim de julho. Na época, a reportagem chegou a questionar Djaca e seu advogado, Flávio Beiolchini, sobre as condições em que as imagens foram feitas. Eles prefeririam não se manifestar. Como as investigações envolvendo o professor de artes marciais ainda estavam em curso, optou-se por não publicar as imagens.

Nesta quinta 3, a reportagem tentou, e não conseguiu, ouvir o advogado. A apuração indica que o inquérito da Delegacia de Homicídios não cita uma eventual ligação entre Djaca e Bolsonaro.

Em uma das fotos, o lutador e o político fazem o sinal de positivo. Num outro corte da imagem aparece uma data – 28 de outubro de 2018, dia do segundo turno da eleição presidencial. Não existe uma indicação de que a foto tenha sido feita naquele dia. Ela pode ter sido postada apenas para comemorar a vitória de Bolsonaro.


Também sob a imagem aparece uma curtida feita por Marcio Mantovano, também preso na operação de hoje. Na outra foto, feita em 2017 durante um torneio de luta, Djaca e Bolsonaro estão – de acordo com a legenda – ao lado de um veterinário que é amigo do lutador.

Djaca também publicara fotos ao lado do vereador Marcello Siciliano, que também já foi investigado no caso Marielle. O lutador comentou, na imagem, que o parlamentar era o melhor vereador que já apoiara. Em outra foto, feita na Câmara Municipal do Rio, Djaca está entre algumas pessoas, entre elas, o vereador Carlos Bolsonaro.

© ./Reprodução Djaca e o vereador Marcello Siciliano

O professor de artes marciais vive e dá aulas na região de Rio das Pedras e Muzema, zona oeste do Rio, onde ficam favelas dominadas por milicianos. Em suas redes sociais ele já postou panfletos que fazem propaganda de um serviço de transporte de passageiros apelidado de “Uber da milícia”.                                                        
                                                                                
© ./Reprodução Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca, em foto com Carlos Bolsonaro



Em março, viralizou nas redes uma foto de Bolsonaro com Élcio Vieira de Queiroz, suspeito de ter participado do assassinato de Marielle. O registro havia sido feito em 2011. “Eu tenho fotos com milhares de policiais, do Brasil todo”, disse o presidente a jornalistas.



quarta-feira, 2 de outubro de 2019

02 e 03/10/2019: todos à greve geral da educação!



Coordenações Nacionais da União da Juventude Comunista (UJC) e Unidade Classista (UC).


DERROTAR BOLSONARO/MOURÃO
DEFENDER E LUTAR POR UMA ESCOLA E  UNIVERSIDADE POPULARES
02 E 03 DE OUTUBR0 – TODOS À GREVE GERAL DA EDUCAÇÃO – SÓ NA RUA VENCEREMOS!
Vivemos hoje uma verdadeira disputa sobre os rumos da educação em nosso país. De um lado, Bolsonaro, sua base reacionária de sustentação e os grandes conglomerados da educação privada e, de outro, as categorias em luta, como os técnicos, professores e os estudantes, que estão fazendo um tsunami de mobilização em defesa da escola e universidade públicas, de qualidade e populares, contra os cortes do governo.
O governo Bolsonaro declarou guerra à educação! Sua política ataca os direitos dos trabalhadores e da juventude, mantendo a EC95, intervindo em reitorias e cortando os recursos, projetos e bolsas, o que atinge a vida dos estudantes do ensino privado, público e a pós-graduação – enquanto negocia a anistia e promove a renegociação da dívida de 11 bilhões de reais do agronegócio com o Funrural. Bolsonaro defende uma proposta obscurantista e militarizada para a educação, promove um ataque às pesquisas climáticas, ambientais e socioeconômicas ao descredibilizar resultados de instituições como IBGE, INPE e IBAMA, que colocam em evidência o desmatamento para a expansão do agronegócio e a ineficiência das políticas neoliberais para superar o desemprego e a fome.
Ameaça a formação da juventude ao atacar os institutos tecnológicos e universidades públicas, responsáveis por 95% de todas as pesquisas científicas em nosso país, pela maioria absoluta das teses e dissertações defendidas, onde se realizam trabalhos de extensão de grande significado e se formam profissionais das mais diferentes áreas de atuação.
Para fechar o caixão da educação pública, o ministro da Educação de Bolsonaro, Abraham Weintraub, após os cortes de mais de 2 (dois) bilhões de recursos da educação, apresentou um pacote de medidas privatizantes que visam restringir a pesquisa e a extensão das Universidades Públicas à simples prestação de serviços, para empresas e para o mercado.

Átilla e Paulo Camelo, ambos do PCB, criticam a antecipação do processo eleitoral de 2020


Em entrevista concedida à Rádio Marano, no sábado, dia 21.09.2019, pela manhã, Átilla e Paulo Camelo,  do PCB, criticaram os representantes da burguesia local, os quais, sem  propostas,   tentam animar, antecipadamente, a população como se a eleição pudesse ser comparada a  um Pastoril, numa disputa fantasiosa  entre o “Cordão Vermelho” e o “Azul”. Criticaram, também, a propaganda fora de época, através de out-door, estes  a  cargo do deputado estadual Sivaldo Albino.

Átilla  afirmou que estamos  no caminho de realizarmos uma Coligação na Majoritária com o PSOL, mas que é muito cedo para definirmos os nomes.  Prosseguindo, fez uma abordagem sobre as necessidades do município, nossas carências agrícola e urbana, passando pelo emprego, questão ambiental, incentivo aos nossos atletas e tornar o nosso município  auto sustentável.  Falou que o PCB é o único partido político que tem um Programa de Governo, a exemplo  do Turismo e da criação da CODEVAM (Companhia  de Desenvolvimento do Vale do Rio Mundaú), órgão semelhante a CODEVASF.


Por sua vez, Paulo Camelo, considerou  que  Garanhuns/PE não é uma ilha. Portanto não se pode transformar a eleição numa discussão paroquial, dissociada das questões nacionais que atingem toda a população brasileira pelo desgoverno Bolsonaro, entreguista, agressor do meio ambiente e dos direitos sociais   e  reacionário.  A situação sócio-econômica  da população brasileira é muito preocupante. Portanto, não é educativo só pensar e falar em eleição.

Em determinado trecho da entrevista, Paulo Camelo, denomina  os candidatos Sivaldo e Haroldo, de “Menudos”, não porquê eles sejam  novos na idade, mas porquê eles procuram diariamente  o abrigo dos seus padrinhos políticos, numa clara demonstração de dependência política e econômica. Na realidade  são “Menudos”, porquê estão procurando  serem  emancipados    a categoria de candidatos a Prefeito.  Até o ex-prefeito  Silvino Duarte, está também a procura de um "Padrinho Político".  

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Por que Lula se nega a cumprir sua pena no regime semiaberto?



Apoiadores do ex-presidente Lula em frente ao STF durante julgamento do caso do petista em abril de 2019. Foto: Adriano Machado/Reuters
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou o beneficio da progressão da pena proposto pelo Ministério Público Federal do Paraná. Em carta lida por seu advogado, e compartilhada pelas redes ao longo do dia, ele disse que não aceita barganhar seus direitos e nem sua liberdade. Aposta, em vez disso, no julgamento de suspeição, no Supremo Tribunal Federal, do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e na decisão da Corte sobre as alegações finais dos réus da Lava Jato, que pode anular uma série de condenações tomadas no bojo da operação.
 “Diante das arbitrariedades cometidas pelos Procuradores e por Sergio Moro, cabe agora à Suprema Corte corrigir o que está errado, para que haja justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão. Tenho plena consciência das decisões que tomei neste processo e não descansarei enquanto a verdade e a Justiça não voltarem a prevalecer”, escreveu Lula, da carceragem de Curitiba.
Antes do anúncio, a decisão de Lula sobre a oferta do MPF gerou intensos debates e mobilizações, inclusive de personalidades como Paulo Coelho, que em suas redes aconselhou o ex-presidente a não aceitar “participar da farsa sinistra dos procuradores da lava-jato”. “Aguenta mais um pouco – e saia como inocente”, escreveu o autor de O Alquimista.