quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Presidente do PT acusa Moro de atuar por transferência de Lula


THAIS ARBEX, ANGELA BOLDRINI E DANIELLE BRANT
Folhapress, 07 de agosto de 2019

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP - 05.08.2019: Deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do PT, durante o primeiro debate preparatório para o 7º Congresso 'Democracia x Capitalismo' na Fundação Perseu Abramo, São Paulo. (Foto: Zé Carlos Barretta/Fotoarena/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), afirmou nesta quarta-feira (07.08.2019) que o ministro da Justiça, Sergio Moro, atuou para que fosse autorizada a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de Curitiba para uma unidade prisional em São Paulo.
"Não temos dúvidas que o está acontecendo com o presidente Lula é fruto de uma atuação do agora ministro da Justiça, Sergio Moro, que já atuou de maneira militante e política para julgar, condenar e mandar prender o ex-presidente", disse Gleisi em ato na Câmara.
A juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena Lula determinou nesta quarta que o petista seja transferido da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
"Mais uma vez o presidente Lula é vítima de Sergio Moro. Foi a Polícia Federal que pediu a transferência de Lula e a Polícia Federal é subordinada a Moro. Ele está sempre atuando politicamente para perseguir e prejudicar o presidente", disse Gleisi. 

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Por Previdência, governo envia projeto que libera R$ 3 bi para emendas

(Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

THIAGO RESENDE, ANGELA BOLDRINI E DANIELLE BRANT
Folhapress, 06 de agosto de 2019

BRASÍLIA, DF, 06.08.2019 – RODRIGO-MAIA: O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fala com a imprensa sobre a votação do 2º turno da reforma da Previdência, em Brasília, nesta terça-feira (6). 



Cumprindo promessa feita a deputados, o governo enviou nesta terça-feira (6) um projeto ao Congresso para garantir recursos para o pagamento de emendas negociadas na votação em primeiro turno da reforma da Previdência.
Esse é mais um capítulo da negociação política em busca de apoio para a Câmara aprovar a restruturação das regras de aposentadoria e pensão.
O objetivo do governo é abrir a sessão até 20h, derrubar a articulação de oposicionistas para atrasar a votação e aprovar o texto-base até a madrugada.
Mas líderes partidários já admitem que essa votação -a principal- possa ser adiada para a tarde de quarta (07.08.2019).
Na semana de análise da reforma em primeiro turno, o presidente Jair Bolsonaro liberou diversos lotes de emendas parlamentares, beneficiando bases eleitorais de deputados federais principalmente na área de saúde.
À época, ele negou que a liberação seja uma prática da "velha política", criticada por bolsonaristas.
Agora, às vésperas da votação em segundo turno, o presidente enviou ao Congresso um projeto de lei que abre espaço no Orçamento para diversos ministérios no valor de R$ 3 bilhões.
Cabe aos Congresso autorizar a abertura desse crédito. Esses recursos são necessários para que o governo cumpra o acordo feito com deputados favoráveis à reforma da Previdência.
Apesar de ter sido eleito com o discurso de que acabaria com o fisiologismo no Congresso, o Planalto fez promessas de liberação que somam mais de R$ 5 bilhões para as emendas -que tratam de obras e investimentos nos redutos eleitorais dos congressistas.
Isso foi feito em troca de voto, um dos clássicos componentes do toma lá dá cá.
A exigência, durante o primeiro turno, era que o governo enviasse um projeto de lei para liberar mais dinheiro a ministérios, como Educação, Saúde e Desenvolvimento Regional. Assim, haveria espaço no Orçamento para o pagamento das emendas prometidas a deputados que apoiarem a reforma da Previdência.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Patrões e Gerentes


Ney Nunes – Membro do Comitê Central do PCB

Um olhar mais atento para a história recente do Brasil, no que tange aos ocupantes da cadeira presidencial, poderá ser de grande valia para termos uma compreensão do que está se passando na atualidade do nosso país. Fazendo um breve retrospecto, desde o fim da ditadura militar-empresarial imposta com o golpe de 1964, veremos no cargo de primeiro mandatário da nação figuras bastante díspares, considerando suas características pessoais, sociais e políticas. Mas, apesar disso, e algumas vezes até contrariando expectativas, todos cumpriram, no essencial, uma determinada tarefa.
Examinando o perfil pessoal de José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula, Dilma Roussef e Temer, encontraremos traços distintos, variando entre a simpatia e a arrogância, a prudência e o açodamento, a lealdade e o cinismo; além desses, muitos outros ainda poderiam ser atribuídos. As origens sociais também são as mais diversas: nelas encontraremos desde o funcionário público, o intelectual, o operário e até um playboy. No aspecto político, as trajetórias também guardam distância: temos aqueles que serviram à ditadura e outros que fizeram oposição a ela, uns eram considerados de direita, alguns de centro e outros de esquerda.
Quando voltamos nossa atenção para o atual presidente, verificamos que o seu perfil pessoal, social e político difere em muitos aspectos dos antecessores. Temos hoje um presidente de personalidade transtornada, adorador de torturadores e assassinos, obcecado por servir aos EUA, despejando diariamente nas mídias verdadeiras diarreias verbais. Trata-se de um ex-militar, quase expulso das fileiras do Exército, que virou político profissional e líder de um clã familiar de extrema direita. Mas, apesar dessas terríveis peculiaridades, ele também cumpre uma tarefa em comum com os anteriores.
A essa altura os leitores já devem estar se perguntando: que tarefa em comum será essa? Observem que todos os mandatos que citamos, incluindo o atual, não promoveram ou tentaram promover nenhuma mudança estrutural no sistema econômico e político a que estamos submetidos. Os pilares desse sistema foram e são mantidos, em que pesem as agruras que causam à esmagadora maioria do povo brasileiro. A exploração do povo trabalhador, a submissão diante das potências imperialistas e a corrupção dos recursos públicos, essas três irmãs siamesas, seguem aprofundando a desigualdade e a miséria, colocando nosso país no rumo da barbárie.
Quanto a tarefa em comum, esta é designada pelos verdadeiros donos do poder, o grande empresariado e seus sócios imperialistas. Ela consiste no gerenciamento do sistema político, promovendo o essencial, ou seja, a continuidade do capitalismo e sua máxima rentabilidade. Nisso reside a diferença fundamental entre o patrão e o gerente: o primeiro determina o objetivo, ao segundo cabe encontrar os meios de alcançá-lo. Não cultivemos ilusões; para os verdadeiros donos do poder, desde que o objetivo seja alcançado, pouco importam quais sejam os gerentes e os meios utilizados.
Às favas os patrões e os gerentes!
EM TEMPO: Como ficará o nosso Brasil com mais três anos e meio de entrega/venda do nosso patrimônio, de agressão ao meio ambiente, de submissão a Donald Trump, de perda das conquistas sociais, de desemprego, de baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), de ataque a educação, de insegurança, de ataque a saúde através do corte de verbas e da liberação do uso de agrotóxicos nas plantações, de entrega aos EUA da Base Militar de Alcântara no Maranhão, de atrito com  alguns governantes estrangeiros, dentre outros?  


Os aproveitadores da guerra


por Dmitry Orlov

No interior da vasta burocracia do Pentágono existe um grupo encarregado de monitorar o estado geral do complexo militar-industrial e a sua capacidade contínua de cumprir os requisitos da estratégia de defesa nacional. O gabinete para a aquisição e manutenção e o gabinete para a política industrial gastam cerca de US$100 mil por ano para produzir um Relatório Anual ao Congresso. Ele está disponível para o público em geral. Está disponível até para o público em geral e especialistas russos divertiram-se muito a examiná-lo.
De fato, o relatório encheu-os de otimismo. Como se sabe, a Rússia quer a paz, mas os EUA parecem desejar a guerra e continuam a fazer gestos ameaçadores contra uma longa lista de países que se recusam a cumprir suas ordens ou simplesmente não compartilham seus “valores universais”. Mas agora verifica-se que aquelas ameaças (e sanções econômicas cada vez mais sem garra) são quase tudo o que os EUA ainda são capazes de oferecer – isto apesar dos níveis absolutamente astronômicos dos gastos com defesa. Vamos ver com o que parece o complexo militar-industrial dos EUA através de lentes russas.
É importante observar que os autores do relatório não pretendiam forçar legisladores a financiar algum projeto específico. Isso o torna mais valioso do que inúmeras outras fontes, cujo principal objetivo dos autores é encher a barriga com o orçamento federal e que, portanto, tendem a ser ligeiros acerca de fatos e fortes em publicidade. Sem dúvida, a política ainda desempenha um papel na forma como vários pormenores são retratados, mas parece haver um limite para o número de problemas que seus autores podem eliminar e ainda assim fazer um trabalho razoável de análise da situação e de formulação de recomendações.

domingo, 4 de agosto de 2019

VOCÊ ESTÁ COMENDO VENENO


© Divulgação
ISTO É - André Vargas

Há uma tripla bomba-relógio armada para atingir o Brasil devido ao descaso e o imediatismo do governo, dos parlamentares da bancada ruralista e da cadeia produtiva do agronegócio. É inegável que o uso de pesticidas aumenta a lucratividade das safras nas monoculturas, mas urge planejamento e prevenção. O sinal de alerta já foi aceso: são sucessivos os casos de morte por intoxicação de trabalhadores rurais e agricultores. 

Além disso, há registro de contaminação do abastecimento de água em mais de mil cidades. São quantidades ínfimas, porém constantes, de contaminantes suspeitos de causar câncer. Hoje, amostras aleatórias dos principais alimentos dos brasileiros, como arroz e feijão, apresentam níveis de elementos químicos centenas de vezes superiores aos tolerados em países desenvolvidos. E sequer os cidadãos têm como saber o que estão ingerindo. Por fim, há o risco econômico. Com o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, as exportações de parte das commodities agrícolas brasileiras destinadas, principalmente, a servir de ração animal, podem ir para consumo humano. Mas só se estiverem livres de agrotóxicos. Ou seja, parte dos US$ 10 bilhões em exportações para o bloco europeu na próxima década não estão garantidos, caso continuemos aspergindo veneno por campos e cerrados sem critério.
© Fornecido por Três Editorial Ltda

© Fornecido por Três Editorial Ltda

Impacto na população 

Não se trata de queixas de ambientalistas radicais. Entre 2014 e 2017 foram registradas 1.186 mortes no Brasil por intoxicação com pesticidas, aponta um relatório do Ministério da Saúde. O problema é maior no Paraná, com 231 vítimas fatais. A estimativa é que para cada uma das 30 mil intoxicações registradas nos últimos anos, outras 50 pessoas apresentem problemas crônicos por diferentes níveis de contato com inseticidas, herbicidas, fungicidas e afins. Esta grave questão de saúde pública, que ainda não recebeu a devida atenção, é só um dos vértices da política descuidada de liberação de defensivos. Só neste primeiro semestre 236 produtos foram permitidos, com 93 deles chegando ao mercado. 

sábado, 3 de agosto de 2019

PM entra em sindicato durante reunião do PSOL em São Paulo


 Redação VEJA São Paulo
© Twitter/Juliano Medeiros/Divulgação
A Polícia Militar entrou no Sindicato do Ensino Municipal de SP, na Luz, Centro da capital, enquanto ocorria um evento do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) na manhã deste sábado (03.08.2019).






O presidente nacional da legenda, Juliano Medeiros, disse no Twitter que as autoridades chegaram ao local “pedindo documentos e afirmando que o evento está ‘monitorado’ pela PM”.



Ele disse ainda que ocorria ali A Plenária de Mulheres, “um evento preparatório ao Encontro Nacional de Mulheres do PSOL, que acontece há anos e elege o Setorial de Mulheres do partido. Evento político de caráter reservado às filiadas do PSOL, totalmente amparado pelo direito à livre organização partidária“.

Para Medeiros, que prometeu cobrar uma explicação do governador João Doria sobre a ação, trata-se de um “grave ataque ao direito de livre organização partidária”. Em nota, a PM afirma que os patrulheiros, que faziam o policiamento na região, foram ao local para verificar concentração de pessoas que se iniciava.”

Veja a íntegra da nota da PM:
A Polícia Militar esclarece que os patrulheiros, que faziam o policiamento na região, foram ao local para verificar concentração de pessoas que se iniciava. Ao tomar ciência de que eram cidadãos ligados a partido político e em reunião para realização de plenária, questionaram se as pessoas, após as discussões, iriam sair em ato democrático, que pudessem tomar vias públicas. Tudo visando às providências da Polícia Militar para a segurança do evento. Como os presentes disseram que o evento se consistia em reunião interna, os patrulheiros deixaram o local.

Solidariedade ao Acampamento Quilombo dos Palmares


NOTA DE SOLIDARIEDADE ÀS MULHERES E FAMÍLIAS DO MST – ACAMPAMENTO QUILOMBO DOS PALMARES

O Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro se coloca em solidariedade às mulheres e famílias do MST que estão sendo despejadas do acampamento Quilombo dos Palmares, região de Londrina-PR.
Desde a manhã deste dia 30/07, 300 famílias e não 30, como divulgou a imprensa local, estão sendo despejadas do acampamento que promove a reforma agrária na região há 4 anos. São 120 crianças e adolescentes e, segundo levantamos junto a lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, não há conselho tutelar acompanhando a operação, que realizou um cerco das famílias acampadas numa operação com mais de 200 policiais, viaturas do Choque e da PM, helicópteros, drones, entre outros aparatos de força da segurança pública, na defesa da propriedade privada de pessoas ligadas à família Janene.
As brigadas do MST estão organizadas para atendimento das demandas imediatas das famílias, que serão acolhidas em outro local ocupado pelo MST. Instâncias de defesa dos direitos humanos e Ministério Público também estão acompanhando a tensa situação pela qual as famílias estão passando.
Estamos em estado de alerta, movendo esforços para que nenhuma atrocidade, além do despejo, seja cometida contra nossas valorosas companheiras e suas famílias do MST.

Pela defesa intransigente da reforma agrária!
Por pão, trabalho, terra e moradia!
Pelo Poder Popular!

Fraternalmente,
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro – Londrina


Um governo que semeia a morte dos trabalhadores



Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

De elogio à ditadura militar ao projeto de liberar geral as péssimas condições de trabalho que adoecem e matam, Bolsonaro escancara o objetivo de seu governo: aos patrões lucros e riqueza, à classe trabalhadora desemprego, fim dos direitos e morte
Depois de tentar colocar em dúvida mais um assassinato cometido contra indígenas que lutam por seu direito de viver com dignidade e de acordo com sua cultura na terra em que habitam, depois de comemorar o assassinato de um jovem trabalhador morto nos porões da ditadura militar, Bolsonaro anuncia a essência de seu projeto: acabar com todas as regras, leis e normas que impeçam o Capital de aumentar ainda mais a exploração e a carnificina contra a classe trabalhadora.
O presidente imbecil funcional e servil aos interesses da burguesia, tenta com suas declarações esconder a essência de seu projeto, que é combater a luta dos trabalhadores contra as consequências de uma sociedade dividida em classes. A fala de Bolsonaro na terça-feira dia 30/07, em que diz que a luta de classes é mais do que ser homo ou hetero, nordestino ou sulino, branco ou preto, tenta camuflar o que de fato é a luta de classes que escancara a existência de uma parcela muito pequena da sociedade que se farta com a riqueza produzida através da exploração e da miséria da maioria dos seres humanos.
A essência da fala de Bolsonaro está em tentar ressignificar o que é de fato a luta de classes. Com o discurso hipócrita que é muito difícil ser patrão no Brasil, o governo quer acabar de vez com qualquer norma, lei e regra que impeça os patrões de ampliar o ataque contra os trabalhadores em seus direitos e suas vidas.

Greve contra a venda das refinarias



Petroleiros próprios e terceirizados da RPBC cruzam os braços.

Petroleiros diretos e terceirizados da RPBC, em Cubatão, amanheceram de braços cruzados nesta quarta-feira (31), atrasando o início do expediente por mais de duas horas nas portarias 1 e 10 da unidade. Com grande adesão, desde as primeiras horas da manhã os principais focos do protesto foram a venda do parque de refino nacional; a famigerada reforma da previdência e a tentativa de desmonte de direitos e salários dos trabalhadores pela alta direção da companhia.
A mobilização, que também envolveu a UTE Euzébio Rocha, é parte do calendário nacional de lutas definido de forma unitária pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e Federação Única dos Petroleiros (FUP). Dirigentes dos sindicatos de metalúrgicos, construção civil e Comissão de Desempregados também participaram do ato e, mais do que um gesto de solidariedade, a presença dessas entidades é uma resposta unificada do movimento sindical à tentativa de privatização da Petrobrás e desmonte dos direitos de toda a força de trabalho da companhia.
Neste Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), por exemplo, os ataques da gestão Roberto Castello Branco não se restringem aos petroleiros concursados. Além de propor reajuste salarial de 1%, implantação de banco de horas para todos os regimes de trabalho e outros ataques, a alta direção tenta retirar do atual acordo toda e qualquer obrigação com os terceirizados.
Diante dos inúmeros calotes e irregularidades cometidas pelas empreiteiras com os trabalhadores, isso sem citar a redução salarial de até 50% e corte de benefícios em muitas empresas, a direção da Petrobrás propõe lavar as mãos. Um exemplo concreto é a tentativa de exclusão da cláusula 101 do atual ACT, na qual “a companhia compromete-se em exigir das (…) contratadas (…) comprovante de caução, pagamento de seguro-garantia, fiança bancária ou outra garantia suficiente e adequada, para cobertura de verbas trabalhistas e rescisórias (…)”. Por isso, uma reivindicação deste ACT é a criação de um ‘fundo garantidor’ com saldo suficiente para, no mínimo, pagar os dias trabalhados.

Pesquisadores: demissão de diretor do INPE é chocante


Postado por Magno Martins em 03.08.2019
FolhaPress - Phillipe Watanabe
Pesquisadores brasileiros dizem que a exoneração de Ricardo Galvão, diretor do Inpe, não é surpreendente, mas ainda assim é chocante e pode prejudicar a imagem externa do país. 

O ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) decidiu exonerar nesta sexta (2) o diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, após críticas a dados sobre desmatamento considerados sensacionalistas pelo governo.
Em nota, Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, uma rede de 47 organizações da sociedade civil, diz que a exoneração é lamentável, mas esperada. "Ele selou seu destino ao não se calar diante das acusações atrozes de Jair Bolsonaro ao Inpe. Ao reagir, Galvão também preservou a transparência dos dados de desmatamento, ao chamar a atenção da sociedade brasileira e da comunidade internacional para os ataques sórdidos, autoritários e mentirosos de Bolsonaro e Ricardo Salles à ciência do Inpe."
Rittl também afirma que a imagem do Brasil fica comprometida pela "cruzada contra os fatos".
Ronald Cintra Shellard, diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, também disse que, apesar de esperada, a exoneração é chocante. Segundo Shellard, a demissão pode prejudicar a imagem do Brasil no exterior. "Esse evento vai trazer uma reputação para o país muito séria. Vai ter consequência muito negativa sobre como o país trata os cientistas."


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

‘The Economist’ aponta risco à Amazônia e pede reação mundial a Bolsonaro

© Reprodução/Reprodução Capa da revista 'The Economist' sobre o desmatamento na Amazônia

 Veja.com - Erich Mafra

Em sua mais recente edição, a revista britânica The Economist produziu uma matéria de capa – sob o título “Velório para a Amazônia – a ameaça do desmatamento descontrolado” –  e um editorial (texto com opinião da publicação) criticando  as políticas adotadas pelo governo Jair Bolsonaro com relação à Amazônia – que sofre com o aumento acelerado do desmatamento desde 2015. “Desde que ele assumiu o cargo em janeiro, árvores vem desaparecendo a uma taxa de duas Manhattans por semana”, relata a publicação, que diz que Bolsonaro é “sem dúvida, o chefe de Estado mais perigoso em termos ambientais do mundo”.

“A maravilha natural da América do Sul pode estar perigosamente próxima do ponto de inflexão além do qual sua transformação gradual em algo mais próximo do estepe não pode ser impedida ou revertida (…). O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está apressando o processo – segundo ele, em nome do desenvolvimento. O colapso ecológico que suas políticas podem precipitar seria sentido com mais intensidade nas fronteiras de seu país, que circundam 80% da bacia – mas também ia muito além delas. Ainda dá para evitar”, afirma a reportagem.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Militarização da Educação: vigilância a serviço do capital


Luiz Guilherme Santos*

O projeto de militarização em curso na rede estadual de ensino do Rio de Janeiro e já anunciado pelo governo federal é mais uma forma do controle e vigilância sobre a juventude negra e pobre do país; uma forma de preparar o país para uma nova fase de acumulação do capital que está em pleno processo de desenvolvimento, cuja retirada dos mais diversos direitos da população é condição necessária para adequação do Brasil na nova divisão internacional do trabalho.


No Estado do Rio de Janeiro, a militarização das escolas avança sob o signo do Projeto Cuidar – que colocará dentro dos colégios egressos do serviço militar para atuar como porteiros, inspetores e psicólogos – e da criação de escolas dirigidas diretamente por autoridades policiais, conforme anunciado pela Secretaria de Educação. Apresentado como forma de resolver os problemas de violência dentro do espaço escolar, este debate não pode de forma alguma ser feito descolado da atual conjuntura política do país, sob o risco de – pela melhor das intenções – estarmos cavando a nossa própria cova, na qual, em poucos anos, estaremos sendo enterrados num aparato de vigilância e controle dentro das escolas, como nos piores momentos da ditadura.

Ao contrário do início da década, quando o governo Cabral implementou o projeto PROEIS (que colocava PMs dentro das escolas como forma de “bico oficial”), o projeto Cuidar se insere num contexto político de avanço do autoritarismo e gradual desmonte do chamado Estado Democrático de Direito, onde as próprias instituições de Estado cada vez mais abrem mão de cumprir algum tipo de papel republicano e servem explicitamente a interesses políticos e econômicos espúrios.

Nosso repúdio a mais um ataque de Bolsonaro à memória dos que lutaram contra a ditadura!



1 de agosto de 2019
  
Nota Política do Partido Comunista Brasileiro – PCB

Na tarde desta segunda-feira (29/07), Bolsonaro revelou novamente o seu caráter reacionário e desumano, ao produzir um pronunciamento que conseguiu ser ainda mais inescrupuloso e deletério do que já é do seu feitio e de sua índole insana fazer. Dando sequência a ataques direcionados a instituições civis que não se submetem à tutela ideológica do bolsonarismo, agrediu a memória da família do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, dando a entender que sabia como o pai do advogado havia sido “desaparecido” na ditadura.
A fala irascível de Bolsonaro se deu em reação ao fato de a OAB ter apoiado a decisão judicial que resguardava o sigilo telefônico dos advogados de Adélio Bispo, autor daquilo que ficou conhecido como o “atentado de Juiz de Fora”, ocorrido em meio à campanha eleitoral de 2018, como se a decisão em questão tivesse sido uma revanche do atual presidente da entidade, por este ser filho de um ex-militante da Ação Popular Marxista Leninista (APML),  Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, funcionário público e estudante de Direito que atuou contra a ditadura militar nos anos 70 e foi assassinado pelos órgãos de repressão.

Não é resposta que um presidente dê a essas famílias, diz bispo de Altamira sobre Bolsonaro



FABIANO MAISONNAVE

Folhapress, 1 de agosto de 2019


Retrato de Dom Erwin Kräutler, bispo emérito do Xingu em sua residência paroquial em Altamira. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)




ALTAMIRA, PA (FOLHAPRESS) - O bispo emérito do Xingu, dom Erwin Kräutler, 80, está triste com o massacre inédito no presídio de Altamira, cidade onde mora desde 1965, e indignado com a reação do presidente Jair Bolsonaro à morte de 62 internos.
"Leio no jornal que o nosso presidente está falando que a gente deve perguntar às vítimas dos que morreram. Isso não é resposta, pelo amor de Deus, que um presidente dá a essas famílias aí. Cada preso tem mãe, tem pai. As mães estão chorando lá", disse à Folha de S.Paulo, em seu escritório.
Opositor histórico da construção da usina de Belo Monte, dom Erwin diz que as obras, durante o governo Dilma Rousseff (PT), tiveram um grande impacto negativo na cidade. "Altamira se tornou palco de agressões, de violências, arrastões e de homicídios, um atrás do outro", lamentou.
Um dos auxiliares mais próximos do papa Francisco para os preparativos do Sínodo da Amazônia, em outubro, dom Erwin não está imune à violência. Há 13 anos, vive sob proteção policial devido a ameaças de morte.
PERGUNTA - Há poucos anos, Altamira foi a cidade mais violenta do Brasil. Agora é palco de um dos piores massacres em presídios do país. O que explica a escalada?

Blogueiro e radialista morre vítima de infarto fulminante em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.


Nota de Falecimento

Os pais José Luiz Fitipaldi e Alucy, os irmãos Jefson, Jussara, Aldenice e  Aldeneide (Iara), filha, sobrinhos e demais familiares, comunicam aos parentes e amigos o falecimento do radialista e blogueiro JAKSON LUIZ OLIVEIRA FITIPALDI GOMES, vítima de infarto fulminante,  ocorrido as 17h45 de ontem, na casa de Saúde Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Garanhuns.

Ao mesmo tempo convidam todos para o sepultamento hoje (01.08.19).
O corpo está sendo velado na central de velórios Osacre, localizada na Rua São Vicente, Bairro São José, de onde sairá o féretro para o cemitério São Miguel - Bairro Boa Vista - Garanhuns.

Desde já a família enlutada agradece a solidariedade de todos nesse momento de tão grande dor.

Noticiamos o falecimento do radialista e blogueiro JAKSON LUIZ OLIVEIRA FITIPALDI GOMES, (JAKSON FITIPALDI, OPERADOR DE ÁUDIO DA RÁDIO MERIDIONAL), o mesmo tinha 48 anos.

Fonte: Blog Agreste em Alerta