sexta-feira, 15 de março de 2019

Banqueiros são os maiores defensores da Reforma da Previdência




Por  MARIA LUCIA FATTORELLI

A proposta de Reforma da Previdência apresentada por Bolsonaro ao Congresso representa a destruição do regime de solidariedade que foi aprovado por unanimidade pelos constituintes de 1988.
As principais justificativas para tal destruição é a falácia do déficit e a longevidade da população, argumentos que já foram completamente desmontados, mas que precisamos repetir. O governo também fala em combate a privilégios. Vamos falar disso também.
Para começo de conversa, sequer se deveria falar em déficit da Previdência, como se não fosse obrigação do Estado garantir o direito sagrado a uma aposentadoria digna para a classe trabalhadora, que de fato é a que produz a riqueza real do país; produz todos os bens e serviços colocados à disposição da população; alimenta todas as famílias; garante a própria vida da população e movimenta a economia do país.
Mas se querem falar em números, vamos lá. Historicamente, as contribuições sociais previstas na Constituição Federal (COFINS; CSLL; PIS; contribuição ao INSS pagas por trabalhadores e empregadores; sobre produção rural; importações; loterias etc.) foram mais que suficientes para cobrir toda a despesa da Seguridade Social (que engloba a Previdência, a Saúde e a Assistência Social) e ainda sobraram recursos que foram destinados para outros fins, em especial para o pagamento de juros da chamada dívida pública.
A partir de 2015 houve uma queda brutal da arrecadação das contribuições sociais, devido à “crise” que levou milhares de empresas de todos os setores à falência, provocou desemprego recorde e paralisação da economia brasileira. Nesse cenário de “crise”, o governo ainda concedeu diversas desonerações fiscais e liberou diversos setores de contribuir para a Seguridade Social, afetando ainda mais a arrecadação.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Suzano: discurso de ódio incentiva violência


Para pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência, da USP, autoridades violentas na forma de comunicar estimulam o aumento da violência no Brasil

Por Marcelo Menna Barreto
Foto: Reprodução Facebook
Em um primeiro momento é difícil não tentar estabelecer um paralelo entre a tragédia ocorrida nessa manhã na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP) com a realidade análoga dos Estados Unidos, um país cujo histórico de chacinas em estabelecimentos de ensino são datadas desde 1764, quando ainda era uma colônia inglesa.
Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, invadiram a escola da Região metropolitana de São Paulo e mataram cinco alunos e duas funcionárias.
No entanto, para Renan Theodoro de Oliveira, mestre em sociologia e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP), “Isso acontece lá há muito tempo. Há pelo menos 30 anos notícias sobre isso naquele país são divulgadas aqui. A grande pergunta é por que isso começa a acontecer no Brasil?”.
Oliveira, que no momento de sua conversa com o Extra Classe estava no NEV monitorando o acontecimento em Suzano, afirma ser impossível fazer uma análise “sob o arrepio dos acontecimentos”, mas aponta três elementos para uma importante reflexão: escola, suicídio e aceitação da violência para a resolução de conflitos.
A instituição escola, na reflexão do pesquisador, tem nos últimos anos sido constantemente vítima dos mais variados ataques que a torna um ambiente que pode virar explosivo. “A escola é lugar de convivência. A Escola não combina com violência”, destaca. Atos como as tentativas de descrédito de professores, bullyings, com certeza para Oliveira são elementos fortes no quebra cabeças.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Marielle e Anderson: PRESENTES!


O 14 de março de 2019 marca um ano do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, no Rio de Janeiro, sob a intervenção militar. 

Após um ano de gastos com a intervenção no estado do Rio de Janeiro, percebe-se a ineficiência na diminuição da violência, além da criminalização do trabalhador pobre, do racismo institucionalizado e da ausência de combate às milícias.

Foi somente há dois dias que a investigação instaurada para responsabilizar os assassinos de Marielle e Anderson trouxe os primeiros resultados ao identificar o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz como os praticantes deste crime. 
No entanto, precisamos saber mais do que nunca QUEM MANDOU MATAR Marielle. Sem isso, permaneceremos sem respostas sobre o assassinato de Marielle Franco, vereadora socialista, negra, moradora da Maré e ativista LGBT e, também, relatora da comissão que investigaria a Intervenção. Há, diante disso, fortes indícios de que esse assassinato seja produto da rede que liga milícias, polícia e política. Rede que se expande, nacionaliza e ganha corpo no governo Bolsonaro.
As recentes denúncias feitas pela grande mídia a respeito das relações entre o senador Flávio Bolsonaro, investigados por prática de milícias e o esquema de laranjas são a ponta de um iceberg que chega à própria sustentação de poder do atual Presidente da República. O Governo Bolsonaro constrói sua política se apropriando da – nunca realmente superada – Doutrina de Segurança Nacional, que fundamentou e justificou a ditadura empresarial militar e buscou, nas palavras do ditador Castello Branco, a unidade da elite civil e militar contra os “inimigos internos”. A ideia de inimigo interno é uma criação ideológica do conjunto da classe dominante brasileira, unindo o “anticomunismo”, a criminalização do trabalhador pobre e o racismo.
O general vice-presidente celebra para a imprensa o “branqueamento da raça”, o hoje senador Flávio Bolsonaro homenageou, na Assembleia Legislativa do Rio, investigados de práticas de milícia e o Governo Federal defende e torna impune a prática de execuções e chacinas policiais. Após um ano de uma impunidade gritante, é necessário que aqueles que foram identificados pela elite como “inimigos internos” se unam e construam um outro tipo de poder, o Poder Popular! Só assim, manteremos viva a memória de Marielle, Anderson e de todos os mortos e desaparecidos que lutaram contra as injustiças, a exploração e todas as formas de opressão sobre os trabalhadores.
Por Marielle e Anderson, pelo Poder Popular!
Coletivo Negro Minervino de Oliveira
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro
União da Juventude Comunista
Unidade Classista

terça-feira, 12 de março de 2019

Por trás da cortina de fumaça do bolsonarismo




A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E A NOVA FASE DO NEOLIBERALISMO BRASILEIRO

Michael Boccadio – professor e militante do PCB – Ceará
1. Os primeiros sessenta dias do governo Bolsonaro ou cinquenta tons de laranja
Sancionado pelas eleições de 2018, o Golpe de abril de 2016 agora veste o manto da institucionalidade constitucional para garantir sua inconstitucionalidade congênita. Exaltando a Constituição em seu primeiro discurso após o resultado das eleições, Bolsonaro, a cada ato seu, faz dos princípios constitucionais letra morta. Alegando lutar contra a “ideologia de partido” e de “gênero”, seus asseclas no ministério da Educação e da Família e Direitos Humanos declaram em alto e bom som a sua política do Santo Sínodo e o retorno do Tribunal do Santo Ofício, através de políticas como o Escola “Sem Partido”.
Mas, certamente, a contradição mais flagrante do bolsonarismo – contradição esta servida com suco de “laranja” – é a sua propaganda de combate à corrupção com a qual se elegeu e a sua prática política essencialmente corrupta. Esta prática, para além da contradição fiscal dos assessores de seus filhos e de empregados do próprio Presidente Bolsonaro, aparece relacionada também com a própria moralidade, no mínimo duvidosa, de grande parte do seu ministério.
Mas enganam-se aqueles que acham que este espetáculo de horrores com o qual nos assaltam todos os dias há quase três meses seja algo totalmente aleatório. As notícias que mais repercutem nas redes sociais e que imediatamente se transformam em memes e hastags, por mais que nos dividam entre o asco e o riso, exercem um efeito de cortina de fumaça, encobrindo a repercussão sobre o conjunto de políticas que realmente formam o núcleo do seu programa de governo.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Venezuela é peça-chave no atual xadrez geopolítico


Caio Andrade

Quanto mais se aprofunda a crise política na Venezuela, mais fica evidente a importância mundial dos acontecimentos naquele país. O conflito em questão vai muito além de uma simples disputa pelo poder entre o Nicolás Maduro, Presidente da República reeleito em maio do ano passado, e Juan Guaidó, líder da oposição, presidente da Assembleia Nacional e, desde 23 de janeiro, autoproclamado chefe do poder executivo. 
Há muitos outros elementos envolvidos neste processo. Além do mais, a clara vinculação entre a luta de classes na Venezuela e a evolução da ordem internacional, bem como as preocupações com o destino do país não são exatamente fenômenos recentes.
Com efeito, desde o final da década de 1990, a Venezuela tem se tornado objeto de atenção especial por parte das tradicionais potências do Ocidente. Naquele período, a grande burguesia ainda comemorava a derrota do assim chamado socialismo real, proclamando o que Francis Fukuyama designaria como “O Fim da História”. Acreditava-se que, com a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), teria chegado ao fim a busca por uma sociedade mais avançada e o slogan There Is No Alternative ¹, atribuído a Margareth Tatcher, passou a ser o lema da Nova Ordem Mundial. Ou seja, a combinação entre democracia liberal e economia de mercado representaria o ápice da evolução humana, sendo inútil ou mesmo prejudicial insistir na procura por novos modelos.

domingo, 10 de março de 2019

Sim-sim e nem-nem: a submissão sem máscaras ao imperialismo


Jorge Cadima
ODiario.info
A História comprova à saciedade que o imperialismo se acha no direito de impor o seu poder planetário por todos os meios: guerras, subversões, golpes de Estado, embargos, bombas atômicas, armas químicas, campos de concentração, tortura, assassinatos. Sempre «justificados» por mentiras de destruição em massa. Para o imperialismo, soberania, vontade dos povos ou Direito Internacional são meros entraves a serem ignorados se a correlação de forças o permitir. Ao seu estilo, o governo Trump torna tudo descarado e oficial. Deixa cair o véu hipócrita, mostrando a verdadeira e eterna face do imperialismo.
O governo dos EUA proclama abertamente que pondera uma intervenção militar na Venezuela. Aplica sanções às chefias militares por não aderirem ao golpe e ameaça as suas famílias. Ameaça Cuba e Nicarágua. Pela voz de Bolton invoca a Doutrina Monroe de 1823, que declarava o hemisfério ocidental um quintal dos EUA. Ameaça levar para o campo de tortura de Guantánamo o presidente eleito e constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro. Confessa abertamente a «grande diferença que faria, no plano econômico, para os EUA», se pudesse botar a mão ao petróleo da Venezuela (Fox News, 28.1.19). Já começou a roubar os bens do país.

sábado, 9 de março de 2019

Parlamentares americanos pedem que EUA defendam direitos humanos no Brasil



MARINA DIAS, Folhapress 

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Parlamentares americanos enviaram na segunda-feira (4) uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, para pedir que o governo de Donald Trump defenda os direitos humanos no Brasil.
No texto de quatro páginas, os congressistas afirmam que o presidente Jair Bolsonaro "ameaça as minorias" e "coloca em risco o futuro democrático do país" e se dizem "desapontados" com os elogios feitos por integrantes do governo americano ao brasileiro. 
"Desde a eleição de Bolsonaro como presidente, estamos particularmente alarmados com a ameaça da agenda de Bolsonaro à comunidade LGBTQ+ e outras minorias, mulheres, sindicalistas e dissidentes políticos no Brasil. Estamos preocupados porque, ao visar direitos políticos e sociais duramente conquistados, Bolsonaro está colocando em risco o futuro democrático a longo prazo no Brasil", diz a carta assinada por trinta parlamentares.
Os congressistas americanos afirmam ainda que, após medidas do novo governo brasileiro como o decreto que ampliou o acesso a armas no país, ficou claro que a violência contra a mulher, por exemplo, "não será prioridade" de Bolsonaro e sua equipe.

sexta-feira, 8 de março de 2019

8 de março: resistir aos ataques e ao medo com ousadia e criatividade



Coordenação Nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro

O Dia Internacional de Luta das Mulheres foi fruto de muitas lutas das comunistas.
Herdamos essa importante data da organização internacional das mulheres socialistas, protagonizada por Clara Zetkin, Alexandra Kollontai e outras centenas de lutadoras. 
Clara Zetkin sugeriu, em 1910, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, uma data específica para dar visibilidade à situação das mulheres na época. 
O dia 8 de março foi escolhido para homenagear a chama revolucionária das operárias russas, que em 1917 tomaram as ruas de Petrogrado e marcaram a história das trabalhadoras e trabalhadores de todo mundo. 
Surgia a Revolução Russa, a qual trouxe à vida das mulheres avanços jamais vistos na história da humanidade.
Desde então, historicamente, o Dia Internacional de Luta das Mulheres foi palco de lutas das comunistas pelo mundo todo. Em 2019, o 8 de março não pode ser diferente! Devemos promover a luta unificada de trabalhadoras e trabalhadores contra os todos os ataques às nossas vidas.
Acompanhamos, nos últimos anos, o aprofundamento da crise mundial do capital, com uma intensificação de uma economia liberal conservadora, o crescimento de políticas fascistas, o ataque aos direitos e à vida da classe trabalhadora. Uma consequência direta deste processo foi o ressurgimento de governos fascistas – a exemplo da Ucrânia – e ultraconservadores, como é o caso de Estados Unidos e Brasil. Apesar das crises, o capitalismo em sua fase monopolista mantém sua expansão, a expropriação e exploração de trabalhadoras em diferentes partes do mundo. Em busca de mercados, fontes energéticas e efetivação do capital, os países imperialistas e seus aliados engendram guerras de rapina, como têm feito na Venezuela, e promovem políticas de austeridade.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Vídeo publicado por Bolsonaro pode causar impeachment, diz jornal



Poder360 - © Sérgio Lima 


Presidente Jair Bolsonaro publicou vídeo polêmico em sua conta oficial no Twitter
O vídeo contendo atos obscenos publicado via Twitter pelo presidente Jair Bolsonaro na última 3ª feira pode configurar quebra de decoro e causar 1 processo de impeachment. A informação é do jurista Miguel Reale Júnior em entrevista ao jornal O Globo.

Em 2015, Miguel foi 1 dos nomes do pedido que ocasionou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

lei 1.079 de 1950 afirma que é crime contra a probidade na administração “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo“. Essa é a lei que define os crimes de responsabilidade do presidente da República.

De acordo com o advogado, o conceito de decoro requer a decência, compostura, respeito ético e moral. Além disso, quem ocupa 1 cargo público necessita ter discrição. A possibilidade de quebra de decoro aumenta pelo caráter desnecessário da publicação.

Caso Bolsonaro realmente quisesse denunciar os responsáveis, o presidente poderia ter pedido a 1 auxiliar para que fizesse uma comunicação oficial à polícia, afirma Miguel.

O que eu destaco é a absoluta desnecessidade de enviar este vídeo abjeto ao povo brasileiro para denunciar algo que tinha sido visto, previamente, por algumas centenas de pessoas. Um auxiliar, reservadamente, poderia fazer isso junto à autoridade policial. Com a divulgação, ele deu exposição a um fato restrito, sem nenhuma necessidade: ou seja, ampliou o ato. Algo que seria visto por algumas pessoas foi visto pelo Brasil inteiro“, disse ao Globo.

Conforme o Código Penal, o crime de praticar ato obsceno em lugar público é considerado menos grave do que sua divulgação. O artigo 234 destaca que a pena para quem pratica esse tipo de delito (ato obsceno em lugar público) é de 3 meses a 1 ano de detenção. Para quem divulga, a pena é de 6 meses a 2 anos.

Além de ser passível de 1 pedido de impeachment, a divulgação do vídeo também viola o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Diversos seguidores do presidente na rede social são crianças e/ou adolescentes. A idade mínima estabelecida pelo Twitter para poder se registrar é 13 anos.

Publicado em  06.03.2019


quarta-feira, 6 de março de 2019

Mangueira: emocionante homenagem a Marielle e ao povo brasileiro





Por Paulo Donizetti de Souza, da Rede Brasil Atual

O samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira no carnaval 2019 levou de volta à Marquês de Sapucaí uma leitura crítica da história do Brasil. Com História pra Ninar Gente Grande, a tradicional escola reconta o processo de ocupação do país desde o descobrimento.
“Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento”, diz o samba composto por Tomaz Miranda, em entrevista recente à RBA. Para ele, manifestações culturais como as que têm sido vistas no carnaval 2019 “vão ter papel fundamental para poder driblar todo autoritarismo e o conservadorismo que a gente vai enfrentar nesses próximos anos”.
Brasil, meu nego Deixa eu te contar A história que a história não conta O avesso do mesmo lugar Na luta é que a gente se encontra
O argumento do enredo é contundente: “Ao dizer que o Brasil foi descoberto e não dominado e saqueado; ao dar contorno heroico aos feitos que, na realidade, roubaram o protagonismo do povo brasileiro; ao selecionar heróis ‘dignos’ de serem eternizados em forma de estátuas; ao propagar o mito do povo pacífico, ensinando que as conquistas são fruto da concessão de uma ‘princesa’ e não do resultado de muitas lutas, conta-se uma história na qual as páginas escolhidas o ninam na infância para que, quando gente grande, você continue em sono profundo”.

terça-feira, 5 de março de 2019

Toda solidariedade ao povo da Venezuela! Abaixo o golpe imperialista!


Nota Política do PCB

O imperialismo foi parcialmente derrotado no último dia 24 de fevereiro, quando os golpistas não conseguiram implementar a estratégia da “ajuda humanitária” e invadir o país para derrubar Maduro e destruir o processo bolivariano. O circo montado pelo governo Trump, através da farsa da “ajuda humanitária”, expediente utilizado pelos EUA em outros países, como o Iraque, a Líbia e a Síria, para justificar a invasão militar e a espoliação das riquezas naturais, no caso da Venezuela evidencia ainda mais a hipocrisia deste “auxílio”, pois as dificuldades vividas hoje pelo povo venezuelano são decorrentes em grande parte do bloqueio econômico promovido pelos Estados Unidos e seus aliados.
A atual escalada de ataques do imperialismo estadunidense e de seus aliados à Venezuela inclui medidas de bloqueio de recursos financeiros em bancos norte-americanos, confisco de ouro depositado no Banco da Inglaterra, boicote à importação de alimentos e medicamentos, forte ofensiva ideológica na mídia internacional contra o governo de Maduro, além de movimentações militares de posicionamento de tropas norte-americanas em bases militares no Caribe. No plano interno, é evidente a presença de “militantes” financiados via Miami para sabotar o regime.
A escalada se dá no momento em que a extrema-direita chega ao poder no Brasil, em que o neoliberal Macri segue governando na Argentina, em que a direita mais beligerante volta ao governo da Colômbia e em que o conservadorismo e as forças fascistas crescem em vários países europeus, governando em alguns deles.
A ação presente se soma a muitas outras que vêm sendo empreendidas contra o processo bolivariano, que, desde o primeiro governo de Chávez, promove reformas populares, coloca a Venezuela no campo anti-imperialista e a retira do papel de fornecedor de petróleo barato aos Estados Unidos, rompendo prática adotada pelos governos anteriores há décadas. Assim, o combate ideológico ao governo bolivariano é resultante da clara intenção dos Estados Unidos de retomar o controle sobre as gigantescas reservas petrolíferas e também as de ouro da Venezuela.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Enredos de escolas de samba trazem temas de luta


Entre os temas do carnaval 2019 aparecem: candidaturas laranjas, lideranças negras históricas, racismo e resistência

Por  Bruna Caetano - Brasil de Fato

O samba, como expressão cultural do povo negro brasileiro, é marcado em sua história pelo símbolo de luta, uma característica também presente na festa mais popular do país: o carnaval. As escolas de samba, com a visibilidade que adquirem nessa época do ano, muitas vezes usam os holofotes sob a festa para pautar questões relacionadas aos grupos marginalizados e à política institucional.
A escola do grupo especial do Rio de Janeiro, Paraíso do Tuiuti, ganhou destaque no carnaval passado ao levar para a Sapucaí o enredo sobre os 130 anos da Lei Áurea, onde questionava se a escravidão está realmente extinta. A escola causou polêmica ao denunciar o golpe de 2016 colocando na avenida um vampiro com faixa presidencial, em alusão a Michel Temer, que ocupava o posto da Presidência da República.
Neste ano, a vice-campeã traz o samba-enredo O Salvador da Pátria, e no último ensaio técnico, exibiu na Comissão de Frente homens engravatados representando políticos, e bailarinas com roupas e perucas na cor mais comentada do ano: a laranja, representando as recentes polêmicas de candidaturas do PSL, partido de Jair Bolsonaro.

A morte do inocente neto de Lula soltou os monstros do ódio



                                                          
 
© Reprodução/Twitter Arthur em imagem
divulgada pelos perfis de Lula nas redes sociais.
EL PAÍS  - 
Por Juan Arias




Sabíamos que no Brasil majoritariamente solidário, sensível à dor alheia e que ama
seus pequenos, existiam monstros de ódio. Confesso, no entanto, que ignorava que fossem tantos e com tanta carga de sadismo. Estão sendo revelados pelos comentários sórdidos e até blasfemos, já que invocam a Deus como motivo da morte de Arthur, de sete anos, neto inocente de Lula, condenado e preso por corrupção.


Uma criança ainda não teve tempo de conhecer a que abismos de cegueira tanto a
política como a ideologia podem conduzir. E cai sobre nossa consciência de adultos a infâmia de transformar em piadas baratas, em ironia e sarcasmo nas redes sociais a dor de um avô pela perda de seu neto. Lula, mesmo condenado e na cadeia, não perdeu nem sua dignidade de pessoa nem seu pedaço de história positiva que deixa escrita neste país.

Aqueles que se alegram pela perda do neto de Lula, que seria o castigo de Deus por ter apoiado como presidente governos como o da Venezuela que hoje mata de fome suas crianças, como li aqui mesmo neste jornal, estão revelando a que ponto de cegueira e insensibilidade humana pode chegar o soberbo Homo sapiens.

Essa ausência de empatia e decência chegou a infectar até políticos com responsabilidade, como o filho do presidente Bolsonaro, o deputado federal Eduardo, que tudo o que soube escrever na Internet sobre a triste morte do neto de Lula é que este deveria estar "em uma prisão comum, como um prisioneiro comum", sem uma única palavra de piedade ou pelo menos de respeito por seu inimigo político. Como resposta, Fernando Lula Negrão escreveu que as palavras do filho do presidente "eram emblemáticas do caráter, da criação, dos complexos, da falta de misericórdia, dos ódios, das angústias e da falta de amor que é típica dos psicopatas, dos serial killers e dos covardes...” Um duro julgamento que, tenho certeza, tem o aplauso dos milhões de brasileiros que não perderam a capacidade de mostrar solidariedade com a dor dos outros.

sábado, 2 de março de 2019

“Ele podia ter jogado no Corinthians”, comenta Lula em velório do neto


Ex-presidente esteve no velório de Arthur, em São Bernardo do Campo, neste sábado (02.03.2019)
Por Paulo Pinto

 “Deveria ser proibido um pai enterrar o filho, um avô enterrar o neto”. Foi assim que Lula se pronunciou sobre a morte precoce de seu Arthur Araújo Lula da Silva, que aos 7 anos foi vítima de uma meningite meningocócica e morreu nesta sexta-feira (1º).
Lula, que deixou a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, neste sábado (2) chegou ao Cemitério Jardim das Colinas, em São Bernardo do Campo, ṕouco depois das 11h diante de dezenas de pessoas que foram até ali prestar sua solidariedade. Firme, ele desceu do carro escoltado por policiais federais de fuzis.

O ex-presidente caiu em lágrimas quando entrou na sala onde seu neto estava sendo velado. Acompanhado de familiares e amigos próximos, Lula prometeu a Arthur que quando eles se encontrarem no céu ele ia levar o diploma de sua inocência.

Lula prometeu provar sua inocência “por todo bullying que o Arthur sofreu na escola”. O ex-presidente prometeu também provar que o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol mentiram a seu respeito.
A morte prematura de Arthur contraria a ordem natural da vida e Lula comentou também a crueldade de dois avôs e uma avó terem de enterrar o neto.
Muito emocionado, Lula falou que o neto “encontra Dona Marisa no céu” e lembrou de Arthur jogando praticando o seu esporte favorito: o futebol. “Ele podia ter jogado no Corinthians.”

Do lado de fora, a militância encheu o espaço em solidariedade à família, mas a cerimônia ficou restrita aos familiares e amigos, que acompanhavam em oração.

Da Redação da Agência PT de Notícias em 02.03.2019




sexta-feira, 1 de março de 2019

Proposta quer que militares entrem no setor público sem realizar concursos


 Yahoo Finanças 
A ideia é aproveitar militares da reserva para ocupar posições no setor público sem que eles precisem realizar concursos públicos;(Igor Mota/Futura Press)

Uma ideia incluída na proposta de reforma da Previdência pode aumentar o número de militares no governo de Jair Bolsonaro. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a ideia é aproveitar integrantes da reserva para ocupar posições no setor público sem que eles precisem realizar qualquer tipo de concurso. Para isso, os profissionais – que atuariam em áreas que variam conforme sua especialidade – receberiam uma gratificação ou abono.
Como funciona?
Os militares brasileiros passam para a chamada reserva depois de 30 anos de contribuição. Na prática, isso significa que é possível se aposentar com menos de 50 anos de idade. Os militares ficam disponíveis para a convocação em caso de guerra ou ameaça até os 65 anos.
Atualmente, um militar “aposentado” pode trabalhar apenas nas chamadas Tarefas por Tempo Certo (TTC), que possuem um tempo definido e incluem apenas atividades militares. A proposta que estabelece as novas regras sugere que os reservistas possam atuar em qualquer órgão público. A atividade, no entanto, não teria efeitos na aposentadoria já recebida.
Para a ala militar do governo, o objetivo é aproveitar o que há “dentro de casa”, com os mais de 150 mil reservistas que, muitas vezes, continuam trabalhando no serviço privado. Questionado, o Ministério da Defesa não se manifestou sobre o caso.
Publicado em 18.02.2019