sábado, 14 de outubro de 2023

Jovem Pan censura Breno Altman em debate sobre a guerra

 

Jovem Pan e Breno Altman (Foto: Reprodução | Brasil 247)

14 de outubro de 2023

"Nunca presenciei, em quarenta anos de jornalismo, um comportamento tão baixo e deplorável", disse o editor do Opera Mundi sobre a atuação da emissora que apoiou Jair Bolsonaro


247 - O jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi, denunciou neste sábado (14) ter sido vítima de censura por parte da emissora de TV Jovem Pan em programa sobre a guerra de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza. Em publicação nas redes sociais, Altman relatou que foi convidado a participar de um debate no programa "Linha de Frente", transmitido pela JP News, o canal de televisão da Jovem Pan. De acordo com Altman, poucas horas antes da exibição do programa, ele e sua equipe do Opera Mundi receberam uma mensagem da apresentadora Elaine Keller informando que houve um problema na edição e que parte do conteúdo gravado havia sido perdido. A solução proposta pela emissora foi a regravação do programa com urgência, mas surpreendentemente, a participação de Breno Altman não seria incluída na versão refeita.

O jornalista alega que os outros três participantes do debate, todos com ligações à extrema-direita, foram convidados para a regravação que supostamente ocorreu na noite da sexta-feira, 13 de outubro. Altman, no entanto, não recebeu um novo convite. O jornalista relata que o debate original foi marcado por argumentos que ele considera desonestos e repletos de erros históricos e factuais, todos em defesa do Estado de Israel e de sua ação na Faixa de Gaza. Segundo Altman, seus colegas de bancada pareciam mais comprometidos com a causa sionista e com a extrema-direita brasileira do que com a busca pela verdade.

O jornalista não poupou críticas à atitude da Jovem Pan, qualificando-a como "absurdamente antiética, antidemocrática e antiprofissional." Em suas palavras, ele declarou que nunca presenciou, em seus quarenta anos de jornalismo, um comportamento tão "baixo e deplorável."

Breno Altman, que é judeu, tem se notabilizado por defender posições pró-Palestina em suas manifestações e tem sido atacado nas redes sociais em função disso. Ao ponto do jornalista Samuel Pancher, do site Metrópoles, defender a censura contra Altman. O fato foi repudiado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Leia o texto de Breno Altman na íntegra: 

CENSURA NA JOVEM PAN: EXTREMA-DIREITA ALIADA AO SIONISMO

Fui convidado a participar, na última quinta-feira, dia 12 de outubro, de uma gravação para o programa Linha de Frente, apresentado pela JP News, o canal de televisão da Jovem Pan. Durante mais de duas horas, debati a guerra de Israel contra os palestinos. Segundo a emissora, a edição deveria ir ao ar às 16h30 deste sábado, 14 de outubro.

Para minha surpresa, poucas horas antes da exibição, a redação de Opera Mundi recebeu a seguinte mensagem: “Tivemos um problema na edição de ontem [13/10] à tarde e perdemos parte do que havia sido gravado. Tivemos que regravar com urgência. Infelizmente a participação do Breno não vai ao ar.” A mensagem foi enviada por Elaine Keller, apresentadora do programa.

Os outros três participantes, vinculados ao pensamento de extrema-direita, foram convidados para a regravação, eventualmente ocorrida na sexta-feira, dia 13, à noite. Eu não. Meus colegas de bancada, na gravação original, eram o deputado federal Delegado Palumbo (MDB-SP), o comentarista Alessandro Negão e o jornalista Luis Kawaguti. Bastante despreparados e desinformados, o trio fez de tudo para defender incondicionalmente o Estado colonial de Israel e sua agressão criminosa contra a Faixa de Gaza, com a aquiescência da apresentadora.

Procurei rebater os argumentos e falsidades repetidos à exaustão, a maioria com erros históricos e factuais extravagantes. O compromisso de meus interlocutores, afinal, não estava alinhado à verdade, mas com o sionismo e a extrema-direita brasileira. O resultado final deve ter levado o comando da Jovem Pan a decidir pela censura. Por desonestidade, inventaram uma história sem pé nem cabeça, e não me convidaram para a suposta regravação.

Trata-se de uma atitude absurdamente antiética, antidemocrática e antiprofissional, além de mentirosa. Nunca presenciei, em quarenta anos de jornalismo, um comportamento tão baixo e deplorável. Mas diz muito acerca do que é a Jovem Pan: porta-voz da extrema-direita, especializada em mentira e desinformação, com profissionais submissos escolhidos a dedo, e disposta a qualquer coisa para defender o neofascismo e seu primo, o sionismo.

EM TEMPO: Convém lembrar que há forte oposição dos israelenses, bem como de alguns  jornalistas,  ao governo de extrema-direita de Israel. Está havendo manifestações em diversas partes do mundo em defesa dos direitos dos palestinos. Classificar o Hamas como terrorista, não anula o terrorismo de Estado ora praticado pelo governo de Israel. 

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Mestre em geopolítica diz que sionismo já pode ser comparado ao nazismo e deve ser criminalizado

 

Yoav Gallant (Foto: Reprodução Twitter)


Vinicios Betiol fez a declaração depois que o ministro Yoav Gallant ameaçou matar todos os palestinos, ao impedir a entrada de água, alimentos e remédios



247 – O analista geopolítico Vinicios Betiol, autor do livro "A arte da guerra online" e mestre pela UFRJ, defendeu que o sionismo seja equiparado ao nazismo, depois que o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, ameaçou matar toda a população palestina, com o bloqueio da entrada de água, alimentos e remédios.

"O ministro da defesa de Israel, Yoav Gallant, anunciou o bloqueio à Faixa de Gaza para impedir a entrada de água, comida e remédios. A ação pode MATAR TODOS os palestinos de fome. Caso consiga exterminar a população de Gaza (não só o Hamas) na base da fome, o sionismo israelense precisa ser comparado ao nazismo e criminalizado. Não dá para aceitar que a história do holocausto se repita. Pior, essa ação está vindo justamente de um povo que sofreu isso no passado", disse ele.

O ministro de assuntos militares de Israel, Yoav Gallant, ordenou um "cerco total" à Faixa de Gaza e disse estar lutando contra "animais humanos". "Eu ordenei um cerco completo à Faixa de Gaza. Não haverá eletricidade, comida ou combustível; tudo está fechado. Estamos lutando contra seres humanos desumanizados e agiremos de acordo", disse ele.

Enquanto isso, o Ministro de Energia de Israel, Israel Katz, afirmou que este plano de bloqueio afetará também o fornecimento de água, que será interrompido "imediatamente".

EM TEMPO: A população precisa ser mais politizada e exigente na ocasião da votação para evitar que figuras como Bozo, Trump, Zelensky, Netanyahu, dentre outros sejam eleitos e provoquem sérios prejuízos e crimes contra   a humanidade. 

terça-feira, 10 de outubro de 2023

'Israel está convertendo em cinzas a população de Gaza no maior ato terrorista do mundo', diz embaixador palestino no Brasil


 

10 de outubro de 2023




Embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, e região da Faixa de Gaza após ataques de Israel (Foto: Reprodução | REUTERS/Amir Cohen)

"Ou se morre por guerra, destruição e bombardeio, ou se morre por falta de água e de medicamentos", denunciou Ibrahim Alzeben sobre os ataques de Israel na Faixa de Gaza

247 - O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, expressou sua preocupação pelo bem-estar dos 25 brasileiros que se encontram atualmente na Faixa de Gaza e que tentam deixar a região em direção ao Cairo, Egito. Durante conversa telefônica de Ramallah, na Cisjordânia, onde se encontra no momento, com a coluna de Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Alzeben enfatizou que essas pessoas estão em perigo, dadas as circunstâncias desafiadoras na região, mas destacou que a Embaixada da Palestina no Brasil não possui acesso direto aos pedidos de ajuda, que estão sendo tratados em coordenação com o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Brasil na Palestina.

Ibrahim Alzeben se recusou a rotular como terrorismo a operação conduzida pelo Hamas contra Israel, que serviu como estopim para o atual conflito. "O maior [ato] terrorista do mundo, para mim, agora, é uma atitude do Estado de Israel, que está convertendo em cinzas todo um território com sua gente, na Faixa de Gaza. O desespero que o nosso povo tem é resultado da atitude dos sucessivos governos de Israel. Assinamos um acordo de paz com Israel, e esse acordo não foi respeitado. Faz mais de 30 anos, [foi selado em] 13 de setembro de 1993", afirmou.

O embaixador palestino disse ainda que Gaza está sendo submetida a ataques por ar, por terra e por mar. "É uma população que está condenada à morte, não somente pelo bombardeio. Cortaram água, luz, medicamentos e alimentos. Ou se morre por guerra, destruição e bombardeio, ou se morre por falta de água e de medicamentos. É lamentável", afirmou.

"Nós somos vítimas do terrorismo, independentemente da declaração do governo do Brasil. E os brasileiros sabem que nós somos vítimas do terrorismo", acrescentou o embaixador palestino. Alzeben instou o povo palestino a permanecer em sua terra natal e não buscar refúgio em outros países, argumentando que a Palestina é o lar dos palestinos. 

Ele ressaltou que a embaixada está em contato com a comunidade palestina no Brasil e disposta a responder a quaisquer pedidos de assistência. Alzeben compartilhou sua perspectiva sobre a tragédia que tem sido vivenciada em Gaza desde sua chegada há uma semana, destacando o papel central do Estado de Israel no conflito. Ele também defendeu o direito do povo palestino de permanecer em sua terra natal, apesar das dificuldades, enfatizando que a Palestina é para os palestinos.

'Cerco total' de Israel a Gaza é proibido pelo direito humanitário internacional, diz Alto Comissário da ONU



10 de outubro de 2023





Palestinos carregam corpo de militante assassinado pelo exército de Israel (Foto: Mohammed Salem/Reuters)

A Organização Mundial da Saúde apela pela instalação de um corredor humanitário em Gaza para garantir a entrada de elementos essenciais aos civis.

247 - O "cerco total" promovido por Israel à Faixa de Gaza é “proibido” pelo direito humanitário internacional, destacou o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, em comunicado divulgado à imprensa nesta terça-feira (10). "A imposição de cercos que põem em perigo a vida de civis, privando-os de bens essenciais à sua sobrevivência, é proibida pelo direito humanitário internacional", declarou Türk, segundo o jornal O Globo>>> Netanyahu deixa 600 mil palestinos sem água e pode provocar uma das maiores catástrofes humanitárias de todos os tempos

Nesta segunda-feira (9), o Exército de Israel anunciou a recuperação do controle de áreas no sul do país que haviam sido alvo de ataques por parte do Hamas, nas proximidades da Faixa de Gaza. Essa ação ocorreu em resposta à ofensiva sem precedentes realizada pelo grupo, resultando na imposição de um "cerco total" à região. O ministro israelense da Defesa, Yoav Gallant, em um vídeo, disse que o país luta contra "animais". "Estamos impondo um cerco total à Gaza. Sem eletricidade, sem comida, sem água, sem gás, tudo bloqueado. Estamos lutando contra animais e agimos em conformidade". >>> Israel diz ter retomado territórios e anuncia "bloqueio total" a Gaza

A Organização Mundial da Saúde fez um apelo para a criação de um corredor humanitário em Gaza, com o objetivo de assegurar o fornecimento de itens essenciais à população civil. "A OMS apela pelo fim da violência... Um corredor humanitário é necessário para alcançar pessoas com suprimentos médicos", disse o porta-voz da entidade, Tarik Jasarevic.

EM TEMPO: Será que o Tribunal Internacional de Haia, com base no Estatuto de Roma, vai julgar Netanyahu por Genocídio com a mesma rapidez que julgou Putin? 

domingo, 8 de outubro de 2023

Responsabilidade pela guerra em Israel é de Netanyahu, diz jornal Hareetz em editorial

Benjamin Netanyahu (Foto: REUTERS/Ammar Awad)


Netanyahu "ignora abertamente a existência e os direitos dos palestinos", escreve o jornal em editorial

8 de outubro de 2023


247 - O jornal israelense Haaretz não poupou críticas em seu último editorial, apontando diretamente para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como o responsável principal pela eclosão da guerra em Israel

De acordo com o Haaretz, a tomada de decisões questionáveis, incluindo a nomeação de Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir a posições-chave, configura-se como um "governo de anexação e desapropriação". Esse cenário político culminou em uma política externa que "ignora abertamente a existência e os direitos dos palestinos". Essa negligência tem repercussões claras no modo como as forças armadas israelenses percebem e, consequentemente, subestimam seu oponente e suas capacidades militares ofensivas, argumenta o periódico. 

O editorial ressalta que os primeiros sinais de um possível confronto tiveram início na Cisjordânia, onde a crescente pressão das políticas israelenses começou a ser mais sentida pela população palestina. "Os palestinos começaram a sentir a mão mais pesada do ocupante israelense", enfatiza o jornal.

No último sábado, Israel sofreu um ataque sem precedentes vindo da Faixa de Gaza. Segundo relatos do exército israelense, mais de 3.000 foguetes foram disparados pelo Hamas. Adicionalmente, o exército também reportou infiltrações de dezenas de tropas do Hamas em áreas de fronteira no sul de Israel. Em resposta, Israel mobilizou suas tropas para o sul com o objetivo de retomar territórios e iniciou ataques contra posições do Hamas em Gaza.

O resultado desse acirramento nos conflitos é devastador. Os ataques do Hamas resultaram na morte de 700 pessoas em território israelense, enquanto as ações retaliatórias de Israel causaram a morte de mais de 400 palestinos.

O Haaretz conclui seu editorial com uma observação contundente: "O preço foi pago pelas vítimas".

sábado, 7 de outubro de 2023

As dúvidas sobre a morte dos médicos, por um policial do Rio

 



Tese do engano foi abraçada pela mídia e todo mundo agora segue atrás, inclusive os milicianos e traficantes que buscam dominar a narrativa

Jornal GGN – Por Luis Nassif

 

Recebi essa mensagem de um policial civil do Rio de Janeiro, que já trabalhou em São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e Macaé, cidades com grande densidade demográfica e altos números de homicídios. 

“Nesse tempo todo, nunca vi grupo de traficantes, narco-milicianos ou milicianos descendo de carro, com pistolas, ainda mais supondo que um inimigo (o alvo) estivesse com seus seguranças. Bandido de facção, ou milícia, nesse caso, atira de fuzil, varre a área e depois desce, quando é o caso para conferir. Outra coisa foram as informações que foram se acumulando, como se montassem uma versão: primeiro Dino disse que poderia ser o parentesco com deputados do PSOL, e depois, a tese do engano.

Essa tese foi abraçada pela mídia (como no caso Bodega e Escola Base) e todo mundo agora segue atrás, inclusive os milicianos e traficantes, que na guerra entre eles, buscam dominar a narrativa para causar danos aos inimigos. E aí, seguem “conferências” entre bandidos, tribunais do tráfico, e milagrosamente, sem que ninguém pudesse identificar nas imagens do vídeo quem eram, salvo por um áudio que vazou de um processo sigiloso, que não diz nada, os caras aparecem mortos.

Pois bem, lembra do Sérgio Cortes, INTO e máfia das próteses? Lembra que teve caso semelhante no hospital da FAB? Eu não afirmaria que as vítimas, ou uma, ou duas delas estavam envolvidas em falcatruas, mas podem ter descoberto algo, e aí sim, seus algozes, com medo de que seus laços com parlamentares projetassem essas notícias, resolveram dar o recado…

Outra coisa engraçada, disseram todo tempo que os caras são amadores, atiraram a esmo, é mentira: eram quatro alvos, e eles três acertaram os 4, e três foram atingidos com disparos agrupados, o que é raro, e não houve bala perdida, e dado o ambiente, isso é muito difícil, ou seja, quem atirou sabia o que fazia, e atirou 9 mm, todos, o que indica que são policiais ou ex-policiais, e não são do Rio.

Daí a presença do terceiro atirador, de bermuda, ao contrário dos demais , esse sim atira a esmo, e parece ser o único que destoa, e de fato, ele deve ter sido recrutado pelos paulistas para vigiar os alvos e mostrar a cidade. O carro usado não é comum de ser roubado, um Nissan Kicks…na verdade, em setembro e outubro só 4 foram roubados, 3 na área da 16ª DP, e um na área da 38ª DP (Barra da Tijuca e Brás de Pina, respectivamente)…

É possível que os paulistas já estivesse na cidade e ali perto, e seria o caso de checar os hotéis próximos…e claro, eles vieram de carro legalizado… Usaram pistolas porque era difícil trazer fuzil clandestino de carro. Três policias com armas curtas e de porte não causam problemas, mesmo que a arma seja fria.

Para você ter um exemplo: essa noite, um grupo de traficantes se deslocou de Macaé e atacou um bar, atiraram a esmo, na cidade de Rio das Ostras, e o fizeram como vingança pela morte de seus comparsas por traficantes daquele bairro atacado. Dois carros, armas usadas, pistolas, fuzis…Dois mortos e três feridos… Ou seja, quando esses grupo saem de “bonde” em território adversário ou para atacar inimigo, eles não vão de pistola e um carro apenas…

Vai ser mais um caso Marielle, onde todo mundo quis fazer palanque com a morte, incluindo a família, e os Bolsonaro, que imaginavam que iam colocar terror nos demais, e não se chegou a lugar algum, e ela estava mexendo com a máfia do transporte público e seus vínculos promíscuos com o setor público.

Quando trabalhei em escutas, quando os telefones não eram smartphones, e nem havia plataformas criptografadas, o normal é o seguinte:

– Colocamos plantonistas que monitoram (ouvem os alvos) ao vivo, quando as chamadas eram desviadas (desvio duplo) e quando havia algum crime para ser cometido, como entrega de drogas, a gente mandava uma equipe, e na maioria das vezes pedia à PM, para não levantar suspeitas nos alvos, e materializava a prova que havia sido mencionada no meio de prova (escuta).

– Pois bem, quando era um homicídio a gente ia para prevenir o crime, e nem se preocupava que a operação fosse revelada.

No caso dos médicos, a mídia disse que a polícia ouviu um áudio dos assassinos,  e a polícia nada fez? Como assim? Não pediram a uma equipe da PM para passar no local?

Nas escutas da PF eles sempre dão os flagrantes para a PM, por exemplo, no nosso caso, a maioria das vezes a gente vai pela disputa entre as polícias, mas como eu disse antes, às vezes tem que ser com PM mesmo, e isso acontece muito no interior, onde a Civil quase não tem ninguém.

Na Capital, operação contra milícia que já dura meses, e não tem equipe de pronto emprego? E a mídia engole e não pergunta nada?

Então, Nassif, eu posso estar alucinado, não ouso dizer que estou certo, mas acho que essas perguntas têm que ser feitas…”

EM TEMPO: Evidentemente  que todas as hipóteses precisam de ser analisadas. Resta saber  se os criminosos sabiam que as vítimas eram indefesas. 

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Cappelli diz que execução de médicos no Rio deve ser tratada 'sem precipitações'


Uma das vítimas é irmão da deputada federal Sâmia Bomfim

5 de outubro de 2023

Ricardo Cappelli e cena do crime (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil | Reprodução/TV Globo)

247 - O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança  Pública Ricardo Cappelli, disse que o ataque que resultou no assassinato de três médicos, além de um outro ferido,  em um quiosque na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (5), dever ser tratado “sem preceitações”. Uma das vítimas é o médico Diego Ralf Bomfim, irmão da deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP).  

Em conversa com o jornalista Marcelo Auler, do Brasil 247, Cappeli disse que irá aproveitar a viagem já programada para o Rio de Janeiro - para destravar o apoio da Força Nacional à polícia fluminense após questionamentos do Ministério Público Federal (MPF) -  para acompanhar as investigações sobre o caso. >>> Dino presta solidariedade a Sâmia Bomfim após execução de irmão e determina investigações

Mais cedo, o ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou que determinou à Polícia Federal (PF) que "acompanhe" as investigações sobre as execuções. O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta quinta-feira (5) que “não tem duvidas” de que que o assassinato do médico Diego Ralf Bomfim foi uma execução, mas que ainda é cedo para falar que o crime tenha sido cometido por razões políticas. >>> 'Não há dúvidas de que foi execução, mas é cedo para falar em crime político', diz governador do Rio sobre execução de médicos

Também no início da manhã, o deputado Glauber Braga (Psol-RJ), marido de Sâmia, conversou com o ministro Dino sobre a possibilidade de que o caso venha a ser federalizado. >>> Deputados avaliam pedir federalização sobre assassinatos de médicos em quiosque no Rio.

EM TEMPO: Nossa solidariedade aos camaradas e deputados federais Sâmia e  Glauber Braga, extensivo  aos familiares e amigos de todos os médicos que foram barbaramente  assassinados  em mais um crime com suposta conotação política. 

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

General alvo da PF dirige instituto que lançou "projeto de nação" com Villas Bôas

(Foto: Reprodução/Exército do Brasil)


O projeto do Instituto Sagres e dos institutos Villas Bôas e Federalista previa o fim da gratuidade na saúde e na educação e exploração de terras indígenas

4 de outubro de 2023


247 - Alvo de uma operação da Polícia Federal na última sexta-feira (29), sob suspeita de apoiar os eventos ocorridos em 8 de janeiro, o general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes é diretor do instituto que colaborou na criação de um "projeto de nação" para o país em parceria com o general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército. >>> General Ridauto Lúcio Fernandes, alvo da Operação Lesa Pátria era um kid preto, com tática de guerra irregular

Ridauto Lúcio Fernandes, segundo relata o UOL, atua como diretor de Defesa e Segurança no Instituto Sagres, uma organização fundada em 2004 por coronéis da reserva. No início de agosto, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os eventos de 8 de janeiro determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Instituto Sagres, bem como de três de seus líderes, todos eles militares.

Em maio de 2022, a cinco meses das eleições, o Instituto Sagres lançou um "projeto de nação" em colaboração com os institutos Villas Bôas e Federalista. Esse documento foi apresentado em um evento realizado em Brasília com o apoio do general Hamilton Mourão, que na época era vice-presidente e agora é senador.

É importante observar que o projeto não possui uma ligação formal com as Forças Armadas, porém, foi concebido e revisado por militares. A proposta inclui medidas como o fim da gratuidade na saúde e nas universidades, a defesa da exploração de terras indígenas e a referência à necessidade de "limitar a interferência do movimento globalista", entre outros pontos.

O governo Jair Bolsonaro (PL) desempenhou um papel ativo na elaboração do projeto, com o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva coordenando o trabalho. Ele afirmou que ministérios da gestão anterior distribuíram questionários em todo o país para contribuir com a produção do texto.

Três líderes do Instituto Sagres estão sob investigação da CPMI. Além de Ridauto Fernandes, que participou dos eventos de 8 de janeiro, a comissão está focando em Rocha Paiva, diretor de Geopolítica e Conflitos do Sagres, e no general reformado Raul Sturari, atual presidente da entidade. Procurado, o Instituto Sagres não se manifestou.

Vale destacar que o general Rocha Paiva é ex-presidente da ONG Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), fundada por apoiadores da ditadura militar. A entidade está desativada atualmente. Ela publicamente defendia figuras como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi condenado por tortura (ele faleceu em 2015).

Em março de 2021, Rocha Paiva publicou um manifesto intitulado "aproxima-se o ponto de ruptura", no qual criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou as condenações do presidente Lula (PT) e declarou que as Forças Armadas "ficarão unidas e ao lado da Nação" em caso de conflito entre os Poderes. Em 2018, o ex-comandante do Exército também emitiu uma mensagem com um tom intimidatório em relação ao STF, na véspera do julgamento que determinou a prisão injusta de Lula. Rocha Paiva é um dos fundadores do Instituto Villas Bôas.

EM TEMPO: O golpe não ocorreu porque a Casa Branca não apoiava. 

terça-feira, 3 de outubro de 2023

A eleição dos Conselhos Tutelares, a pasmaceira do campo progressista e o risco contra a democracia


Conselhos Tutelares em todo o Brasil vem sofrendo um ataque organizado e sequencial de uma estratégia política que tem dois fenômenos

Por Toninho Kalunga (*)

 


Ministro Silvio Almeida (Direitos Humanos e Cidadania) (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

No começo de agosto deste ano, fiz um artigo publicado neste site, falando sobre a falta de organização do campo progressista brasileiro no processo eleitoral dos Conselhos Tutelares no ano de 2023. Agora, com as eleições terminadas, penso que cabem algumas reflexões sobre este processo de organização. Em meu ponto de vista, no que tange ao resultado eleitoral, será uma tragédia para a luta deste campo de atividade dos defensores dos direitos humanos.

Os direitos das crianças e adolescentes irão sofrer o maior ataque desde que foi criado, em 1990, o ECA, - Estatuto da Criança e do Adolescente. Os defensores dos direitos da criança e do adolescente têm à sua frente uma tarefa árdua. Formar novas lideranças, formar gente que compreenda a necessidade de defender estes direitos e assegurar o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente em sua integralidade.

Teremos quatro anos pela frente muito duros. Desde o final da primeira década deste século, os Conselhos Tutelares em todo o Brasil vem sofrendo um ataque organizado e sequencial de uma estratégia política que tem dois fenômenos:

O primeiro foi a arregimentação por parte das Igrejas do campo evangélico, para fazer de Conselheiro Tutelar, cabo eleitoral das candidaturas de suas respectivas Igrejas para vereador, deputado estadual e federal. Basta ver o esforço que os vereadores fazem para eleger “os seus” candidatos  para uma vaga de conselheiro tutelar. É o caminho mais fácil para ter alguém para prestar serviços ao gabinete - e não necessariamente à criança -  ou frear as ações dos Conselheiros Tutelares quando existe um abuso por parte do poder público no que tange o direito da Criança e do Adolescente.

O Segundo foi a aproximação destas mesmas Igrejas Evangélicas do campo da Extrema Direita, que ofereceu a estes Conselheiros Tutelares uma dose de veneno ideológico para a pratica de sua atividade que deveria ser a da defesa dos direitos da criança e do adolescente e que está se convertendo numa proposta clara de retirada destes direitos e no lugar, a orientação de tudo aquilo que a extrema direita defende como forma de orientação ao convìvio social: Diminuição da maioridade penal, endurecimento de regras e punições ao invés de orientação e busca de oportunidades, encarceramento, passar pano para tortura fisica e psicológica praticada por policiais e não combater a pena de morte como forma de punição aos que cometem crimes.

Como consequência estes mesmos Conselheiros e Conselheiras Tutelares, vão para os conselhos, com duas tarefas e uma pauta: 1) seguem a orientação política na execução da tarefa de ser um misto de Conselheiro Tutelar/Cabo eleitoral e 2) Seguem a orientação da Igreja no que se refere a orientação familiar com a premissa de sua visão religiosa e não a percepção da lei e do Estatuto da Criança e do Adolescente. E com a pauta do que convencionaram a chamar de Pátria, Deus e Família, seja lá o que signifique isso, pois esta compreensão é larga e cabe muitas contradições dentro dela, haja vista as consequências do que ocorreu no Brasil entre 2016 e 2022.

domingo, 1 de outubro de 2023

Lava Jato: é hora de a História acertar contas com a mídia tradicional, que rejeita mea-culpa

1 de outubro de 2023

Houve um conluio criminoso entre o juiz suspeito, os procuradores que usaram o Estado e veículos que cometeram atentados contra a democracia, diz o jornalista Luis Costa Pinto


Moro ladeado por João Roberto Marinho e Ascânio Seleme (Foto: Reprodução/Globo)

 “A não ser que nos salvemos, dando-nos as mãos agora, eles nos submeterão à República. Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.”

Tancredi Corbera, Príncipe de Falconeri, em O Leopardo

Memorável, o mais célebre trecho da obra permanente do escritor italiano (siciliano, da vero) Giuseppe Tomasi di Lampedusa encerra sem sobras o exercício que a mídia tradicional brasileira sempre fez para se dissociar da adesão estrutural que deu, historicamente, a todos os golpes destinados a solapar, suspender ou retardar o avanço da consolidação da Democracia no Brasil e a necessária construção de alternativas sólidas e sustentáveis destinadas a reduzir as injustiças sociais e a despudorada e enviesada má distribuição de renda do País. 

Desde o último sábado, 30 de setembro, quando o site Consultor Jurídico expôs diálogos travados entre procuradores da famigerada e finada “República de Curitiba”, tramando a forma como exporiam na Rede Globo, na GloboNews, no jornal Folha de S. Paulo e no portal UOL, usando a conexão e a linha direta com astros e estrelas do jornalismo desses veículos lançando mão de falsas tessituras de meias-informações que compunham um colcha de retalhos de denúncias destinadas a expor criminalmente o agora (e novamente) presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o tema ganhou tração mais uma vez. 

Tendo sido sócia risonha e franca do processo devastador desencadeado pela “Operação Lava Jato”, que destruiu setores inteiros da economia brasileira - como a indústria de construção pesada, de infraestrutura, naval - e urdiu o golpe parlamentar-jurídico-classista que se consumou com a deposição de Dilma Rousseff em 2016 com um impeachment sem crime de responsabilidade e nos lançou na aventura de extrema-direita e fascistóide de Jair Bolsonaro, a mídia tradicional brasileira se vê face a face com o fantasma que não conseguiu exorcizar. 

Falo das Organizações Globo e seus canais como GNews, CBN e G1; da Folha de S Paulo e UOL; de O Estado de S Paulo e seu portal; da Band, da Record, do SBT e de veículos menores ainda resilientes à redução paulatina de lucratividade como RBS, Jornal do Commercio (Recife), O Povo (Fortaleza), Correio (Salvador), Correio Braziliense e Metrópoles (Brasília), entre outros.

Paula Coradi é eleita nova presidente do Psol

Paula Coradi (Foto: Tuane Fernandes/PSOL)

Paula Coradi foi eleita com o voto de 67% dos 451 delegados e delegadas presentes no 8º Congresso Nacional do partido

1 de outubro de 2023




247 - Neste domingo (1), o Psol encerrou seu 8º Congresso Nacional com a eleição de Paula Coradi como a nova presidenta nacional do partido, um marco que sinaliza uma mudança de liderança após seis anos sob o comando de Juliano Medeiros. Paula Coradi foi eleita com o voto de 67% dos 451 delegados e delegadas presentes. 

O processo congressual do Psol teve início em julho, com plenárias municipais que envolveram mais de 53 mil filiados e filiadas, culminando neste fim de semana com a etapa nacional realizada em Brasília (DF). Além da eleição da nova liderança, o congresso aprovou resoluções abordando diversos temas, como Conjuntura Nacional, Conjuntura Internacional, Eleições 2024 e Balanço e Organização do Partido.

Paula Coradi, 38, é natural de Vila Velha, Espírito Santo, e se filiou ao Psol em 2009. Sua trajetória política teve início na Universidade Federal do Espírito Santo, onde se formou em História. Atualmente, é professora licenciada da Rede Estadual de Ensino do Espírito Santo, atuando no Ensino Fundamental.

Ao longo de sua carreira política, Paula Coradi desempenhou papéis importantes no Psol. Antes de integrar a Executiva Nacional do partido em 2017, após o 6º Congresso do Psol, ela ocupou cargos de destaque nos níveis municipal e estadual. Como Secretária de Movimentos Sociais, trabalhou ativamente para estreitar os laços entre o partido e as organizações populares.

Em 2018, Paula Coradi coordenou a campanha de Guilherme Boulos à Presidência da República, e dois anos depois, desempenhou um papel fundamental na coordenação da campanha que levou Boulos ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

No 7º Congresso do Psol, realizado em 2021, assumiu a Secretaria de Organização do partido e liderou esforços para aumentar o número de filiados e fortalecer o papel político-eleitoral da sigla, resultando na eleição da maior bancada federal do partido em sua história.

Paula Coradi assumirá a presidência do Psol até 2026, com um foco claro em ampliar a base social do partido e fortalecer ainda mais as relações com os movimentos sociais, com vistas às eleições de 2024.

 “Sou fruto de um processo coletivo. O Psol incentiva a participação das mulheres nas instâncias partidárias. Isso resulta em um número expressivo de parlamentares mulheres e em instâncias partidárias. Agora, é seguir como nosso trabalho de ampliação da nossa base social, e estreitar ainda mais os laços com os movimentos sociais para estarmos ainda mais fortalecidos nas eleições de 2024", comentou Paula Coradi após sua eleição.

EM TEMPO: Sucesso minha Presidente. 

domingo, 24 de setembro de 2023

Bolsonaristas criam cortina de fumaça com pautas de costumes no Congresso, diz Jandira Feghali



Deputada afirma que o objetivo é “manter uma base que está caindo”: “Bolsonaro perde seguidores aos milhões todos os dias"

Deputada Jandira Feghali (PCDOB - RJ) (Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara )

247 — A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), em entrevista à TV247, apontou que a pauta de costumes em discussão no Congresso Nacional, por exemplo em relação ao casamento homoafetivo, é utilizada pelos bolsonaristas para desviar a atenção das denúncias envolvendo Jair Bolsonaro e para tentar manter uma base que vem perdendo apoio. 

"A pauta de costumes tem dois sentidos. Uma é criar debate nesse momento intenso dentro do Congresso Nacional para nublar tudo o que está ocorrendo com os bolsonaristas e o próprio Bolsonaro. (...) O segundo é manter uma base que está caindo. Bolsonaro perde seguidores aos milhões todos os dias", afirmou a deputada. 

Feghali destacou a dificuldade de avançar em questões como a descriminalização do aborto no Congresso Nacional e ressaltou a importância de entender o problema como uma questão de classe e de saúde pública. Ela defendeu que a descriminalização não implica em uma obrigação, mas sim em oferecer uma escolha às mulheres em determinadas condições. "A possibilidade de uma mulher em determinadas condições poder se fazer valer de aborto não é aqui no Congresso Nacional já. Nós já passamos por muito espaço de dificuldades em relação a esse tema. É muito difícil aprovar esse tema no Congresso Nacional, por isso que isso acabou chegando no Supremo", explicou a parlamentar. 

Ao abordar a atuação do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, a deputada manifestou incerteza quanto ao resultado final do julgamento. Ela pontuou a importância de uma decisão progressista que esteja em sintonia com avanços já ocorridos em países da América Latina e do Sul. "A América Latina e a América do Sul inteira já evoluíram. Só falta o Brasil chegar numa posição melhor para reduzir o número de mortes de mulheres ou de complicações para elas e não permitir que uma mulher que tenha outros filhos deixe esses filhos órfãos pela ilegalidade do procedimento do aborto", concluiu Feghali. 

A deputada também abordou a obstrução bolsonarista ao funcionamento da CPMI do 8 de Janeiro e as estratégias adotadas para avançar nas investigações. Ela ressaltou a importância dos depoimentos e da obtenção de dados por meio da quebra de sigilos para a conclusão do relatório. "Eu acho que não precisa alongar a CPMI para essa investigação porque não são só os depoimentos, são os dados que chegam também. Sigilos telemáticos, quebrados, telefônicos, quebrados, sigilo bancário quebrado", destacou a parlamentar.

Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=OP8NqaUvc70&t=4401s  TV 247 em 20.09.23. Helena Chagas, Sara Goes  e Florestan Fernandes, entrevistam  a deputada federal  Jandira Feghali.