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| Batalhão Neonazista Azov |
21 de março de 2022
Por Nikos Mottas, editor da
página In Defense of
Communism
O processo da chamada
“descomunização” na Ucrânia foi introduzido durante os primeiros anos da restauração
do capitalismo na URSS e incluiu a calúnia e o apagamento de qualquer coisa
relacionada ao período soviético e à construção do socialismo. Este termo
também foi usado pelo presidente da Rússia capitalista de hoje, Vladimir Putin,
em sua declaração anticomunista antes da invasão, dizendo caracteristicamente
que “estamos prontos para mostrar a vocês o que a descomunização genuína
significa para a Ucrânia”.
Não é coincidência
que o anticomunismo seja uma característica comum tanto do regime neonazista de
Kiev como da liderança da Rússia capitalista, em um momento em que os dois
lados estão travando uma guerra sangrenta contra o povo em nome de suas classes
burguesas. É claro que as bases para a ascensão do anticomunismo foram lançadas
antes mesmo da vitória da contrarrevolução, através do renascimento do
nacionalismo e de sua promoção por forças contrarrevolucionárias dentro do
Partido Comunista da União Soviética, bem como pelos imperialistas ocidentais.
Inicialmente, eles usaram a mentira de que a Ucrânia estava dando muito mais à
União Soviética do que estava recebendo de volta e, portanto, era necessário um
curso mais “autônomo”. Em seguida, adotaram o argumento de que a “economia de
livre mercado” e a “descomunização” proporcionariam novas oportunidades para o
“desenvolvimento nacional”.
Após a restauração do
capitalismo no início da década de 1990, uma das principais preocupações da
classe burguesa em ascensão era apagar as enormes conquistas que a construção
socialista trouxe para o povo da Ucrânia. Ao mesmo tempo, o Estado e os
capitalistas – muitos dos quais eram ex-membros do aparelho estatal e do PCUS
que enriqueceram com o tsunami de privatizações – começaram a espalhar todas as
mentiras usadas na Segunda Guerra Mundial pelos nacionalistas e colaboradores
dos nazistas, como as notórias gangues de Stepan Bandera, especialmente no que
diz respeito à grande fome de 1932-33, que eles retrataram como uma “tentativa
consciente do estado soviético de exterminar o povo da Ucrânia”.

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