quinta-feira, 20 de maio de 2021

Gaza: notas sobre uma chacina

Imagem: Raneen Sawafta / REUTERS

Os bombardeIos de Israel causaram 126 mortos na Faixa de Gaza até dia 14 de maio de 2021, dos quais 20 mulheres e 31 crianças

José Goulão

ABRIL ABRIL

As forças armadas sionistas que participam em exercícios atlantistas são as mesmas que fazem jorrar o sangue de civis indefesos na Palestina, impedidos de escapar das suas bombas.

Israel está cometendo mais um ato no mais alto grau da chacina a que vem submetendo impunemente a população da Faixa de Gaza – e da Palestina em geral – durante as últimas décadas. Os alvos não são «os túneis do Hamas», como informa o regime sionista, mas dois milhões de pessoas que vivem enclausuradas num imenso campo de concentração do qual não podem escapar. Não se trata de um «confronto»: é uma barbárie.

Algumas notas sobre o que está se passando.

1) O principal responsável pelo massacre não é Israel: é a chamada comunidade internacional

A Faixa de Gaza e a respectiva população são um alvo que Israel tem sempre à mão quando necessita de recorrer a manobras de diversionismo por causa da degradação política interna, como acontece no momento atual, em que se misturam a prolongada indefinição governativa, a corrupção em alto nível do regime e a polêmica gestão da pandemia – por sinal, insolitamente elogiada no plano internacional.

Os dirigentes sionistas não duvidam, nem por um instante, de que podem utilizar o instrumento da guerra contra Gaza porque sabem que a chamada comunidade internacional o permite. As instâncias internacionais, com a ONU à frente, e as grandes potências, com destaque para os Estados Unidos e a União Europeia, permitem tudo a Israel sem assumir uma única medida para conter a barbárie. Há mais de 70 anos que a comunidade internacional vem adotando instrumentos legais para fazer respeitar os direitos inalienáveis do povo palestino e há mais de 70 anos que eles são interpretados como letra morta. 

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Secretária de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Garanhuns pede demissão e faz críticas à atual gestão municipal

 

Texto extraído do Blog V&C
 

O Governo Sivaldo Albino sofreu sua primeira baixa no 1º escalão. A secretária de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Lucimar Oliveira, pediu demissão do cargo na manhã desta quarta, 19 de maio. Através de uma carta de renúncia ela fez críticas, sobretudo a uma suposta  interferência da Secretaria de Obras e Serviços Público, comandada por Fá Albino, irmão do prefeito na pasta que ela comandava até ontem. 

"Acreditei, ingenuamente, que no ambiente da Secretaria haveria alguma autonomia, mas me surpreendi ao ser limitada a indicar apenas duas pessoas para compor minha equipe. Logo na primeira semana, percebi que a situação era muito grave, ao constatar que os equipamentos e máquinas operadoras, locadas na SDRMA para realização de serviços de aração de terras, limpeza de barragens, barreiros e recuperação de estradas estavam sendo utilizadas pela Secretaria de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos, a qual é gerida por Sinval Albino e que vem detendo o  controle sobre as mesmas, bem como, também, vem exercendo o controle sobre os Operadores e a coordenação dos trabalhos realizados na área rural, além de destinar o uso desses equipamentos a maior parte do tempo, para ações na zona urbana, na Operação Carga Total, e atualmente, denominada Operação Reconstrução. 

Esse modelo de gestão exclui o papel da SDRMA, evidenciando o desvio da finalidade dos equipamentos, que deveriam estar à serviço da população do campo'', disse Lucimar que é presidente municipal do PT.

Em outro trecho da carta Lucimar diz que a falta de autonomia da própria pasta ocasiona uma sobreposição de ações, causando um claro prejuízo para a zona rural de Garanhuns, que tem ficado sem a prestação de serviços essenciais como recuperação de estradas, limpeza de barreiros e barragens, que quando é feito acontece de forma reduzida e sem monitoramento. 

Ela ainda disse que tal situação compromete o trânsito nas estradas da zona rural e o escoamento da produção de agricultores/as e até gerado conflitos entre agricultores/as. Ainda segundo Lucimar,  a Secretaria de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos desvia os Operadores de Máquinas para realizarem arações fora da rota estabelecida pela SDRMA, para atender interesses não previstos no planejamento e que não estava encontrando canal para resolver o impasse

"Apesar das inúmeras tratativas, com o Secretário de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos e mesmo com a pessoa do senhor Prefeito, buscando o diálogo, marcando reuniões, telefonando, trocando mensagens via o aplicativo WhatsApp ou mesmo através de ofícios, a situação permaneceu praticamente inalterada, apenas sofrendo uma leve mudança após intervenção do vice prefeito, Dr. Pedro Veloso", disse a agora ex-secretária.

A saída de Lucimar, da forma como ocorreu, pode ocasionar um desgaste na aliança do PSB com o PT que possibilitou a eleição de Sivaldo Albino em 2020, tendo como vice o médico Pedro Veloso, que é do PT. 

Confira a íntegra da carta clicando http://www.vecgaranhuns.com/p/carta-de-demissao-de-lucimar-oliveira.html

EM TEMPO: O PT   passou quase 1 ano discutindo com o PCB a possibilidade de coligação, chegando a ex-presidente Lucimar a acenar com a aliança cerca de 1 mês antes das convenções municipais para as Eleições 2020. Não aconteceu. Mas, podemos assim dizer que naquela época o PT era feliz e não sabia. O PT local não se corrige, pois levou porrada do ex-prefeito Izaías, durante 8 anos,  e agora está sem força no governo Sivaldo Albino. Por exemplo: Não é do nosso conhecimento que  o vice-prefeito Pedro Veloso, do PT, tenha pelo menos seu Gabinete. As atitudes do PT local sempre dificultaram o avanço da esquerda em nosso município. Convém lembrar que foi o médico Pedro Veloso que levou Sivaldo a classe média e aos letrados, os quais  nunca foram  simpáticos a Silvaldo Albino. 

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Armas de Israel matam na Palestina e no Brasil

17 de maio de 2021

Com o aprofundamento da crise estrutural do capitalismo, reiteramos que a única saída possível para o fim da exploração e opressão da humanidade, assim como a sua emancipação, é a construção do socialismo. Não há saída civilizatória ou reformas possíveis dentro das amarras do capitalismo e do imperialismo. 

Exemplo do avanço da desumanização de nosso período é a situação de nosso país e a situação do povo palestino, que há mais de décadas se vê em um cenário de extrema brutalidade, retirada de direitos básicos, avanço das barbáries capitalistas e a constante militarização da vida. Unidos por tratados militares, acordos comerciais e financeiros, além de um histórico de genocídio, o Estado Brasileiro e o Estado de Israel seguem favorecendo o capital internacional em seu pacto de sangue.

Exemplo recente disso é mais um avanço da política de limpeza étnica na Palestina por parte de Israel, desta vez perpetrada sobre o bairro de Sheikh Jarrah, na Jerusalém Oriental, e a chacina cometida pela polícia contra a população periférica da favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro. No caso palestino, o Estado sionista vem efetuando despejos forçados de 28 famílias palestinas de suas casas em Sheikh Jarrah, que abriga refugiados palestinos desde 1956, para alocar colonos israelenses em seu lugar. Em resposta a isto, o povo palestino vem protestando e lutando por seus direitos e, visando garantir pela força o processo de colonização, as Forças de Ocupação Israelenses têm se utilizado de seu poderio militar para calar os protestos. 

Já somam-se mais de 176 palestinos feridos e mais de 45 detidos somente em um dos dias de protesto. O caso do Rio de Janeiro é tão brutal quanto: a polícia carioca, conhecida por ser uma das mais letais do mundo, entrou na última quinta-feira, dia 6 de Maio, na comunidade do Jacarezinho e assassinou, em menos de oito horas, quase trinta pessoas (até agora a contagem é de 28 mortos). Muito ressalta-se que esta seria uma operação ilegal, já que operações foram proibidas pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil durante a pandemia, contudo sabemos que este não é uma exceção e sim o Estado burguês operando em sua normalidade racista e genocida.

domingo, 16 de maio de 2021

Engenheiro Civil morre neste domingo em Garanhuns por complicações da Covid-19.


Texto extraído do Blog V&C

 

Faleceu neste domingo, de Covid, na UPA da Cohab 2, aqui em Garanhuns, o engenheiro civil Gaetano Sanfilipoo. Ele era inspetor regional do CREA-PE para Garanhuns e esposo da advogada Elizabeth Gomes de Souza. Em nota, a OAB Garanhuns prestou solidariedade à família enlutada, a qual subscrevemos

EM TEMPO: Nosso sentimento a todos os familiares e amigos(as) do colega engenheiro Gaetano Sanfilipoo

Datafolha: 50% dizem nunca confiar em falas de Bolsonaro, mas 14% ainda acreditam

Foto: Andressa Anholete/Getty Images

Yahoo, Redação Notícias

dom., 16 de maio de 2021


·         Pesquisa Datafolha mostra que 50% dos brasileiros dizem nunca confiar em falas do presidente Jair Bolsonaro

·         A taxa de confiança plena é a menor desde agosto de 2019; a desconfiança total é a maior do período

·         Para 58%, Bolsonaro não tem capacidade de liderar o Brasil, maior índice desde abril de 2020

Pesquisa do instituto Datafolha mostra que 50% dos brasileiros dizem nunca confiar nas declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), enquanto 34% afirmam acreditar às vezes e 14% sempre confiam no chefe do Executivo; 1% não sabe.

A taxa de confiança plena é a menor desde agosto de 2019. Já a desconfiança total é a maior do período. Em março, a taxa de brasileiros que nunca confiam nas declarações do chefe do Executivo estava em 45% (era de 41% em janeiro). Os que sempre acreditam eram 19% em janeiro e 18% em março. Os que confiam às vezes caíram de 38% para 35%.

Entre os cidadãos que declaram intenção de votar em Lula, a fatia dos que nunca confiam nas palavras do atual mandatário chega a 74%. Embora 46% dos eleitores de Bolsonaro digam sempre crer nele, a maioria (51%) responde que só confia no presidente às vezes, o que indica uma fragilidade mesmo entre apoiadores.

O percentual dos homens que sempre acreditam em Bolsonaro salta para 17% (fica em 11% entre a população feminina) e o dos que nunca confiam cai para 46% (é de 54% entre as mulheres). O ceticismo é maior nas regiões Nordeste e Sudeste (onde, respectivamente, 59% e 51% dos entrevistados afirmam nunca confiar nele), ao passo que é menor nas regiões Centro-Oeste/Norte e no Sul (com taxas, respectivamente, de 44% e 41% que nunca confiam).

Entre pessoas pretas, 56% dizem nunca confiar em Bolsonaro e só 8% sempre levam em conta o que o presidente expressa.

Para 58%, Bolsonaro não tem capacidade de liderar o Brasil

sábado, 15 de maio de 2021

MORRE O PEDIATRA GARANHUENSE JURANDIR PESSOA

 


Texto extraído do Blog de R.A

 

Morreu hoje o pediatra Jurandir Pessoa, médico que cuidou de milhares de crianças de Garanhuns e cidades da região, ao longo de décadas.

Ele era pai do também pediatra Marconi Pessoa.

Querido por pais, mães, colegas de profissão, sua morte foi lamentada por centenas de moradores da cidade, que usaram as redes sociais para expressar seus sentimentos,  com muitos depoimentos destacando sua dedicação à profissão e o jeito gentil de atender a todos.

Abaixo alguns depoimentos a respeito de Dr. Jurandir:

Kezia Cristina Almeida Lopes: Sei que está em um bom lugar, médico exemplar, humano, foi pediatra meu, e de meus filhos, um ser de luz

Ivan Gomes Jr.: Um dos homens mais admirados de Garanhuns. Perdemos um médico e um homem e o céu ganhou um anjo em forma médico.

Jeanne Monteiro Duarte: É como se perder um pai .... De tantos filhos que salvou, inclusive o meu... gratidão é o que posso dizer.

Eris Lúcia: Ocorrido na manhã de hoje, 15/05, de causas naturais, em Caruaru-P. O corpo será velado hoje a partir das 16 horas na Funerária Padre Cícero e o sepultamento será amanhã, domingo 16/05, às 9 horas.

Gal Barbosa: Tratou da minha asma. Eu amava ele! Vá com Deus, meu querido, jamais o esquecerei. Você era gentil, bom, delicado!

EM TEMPO: Bom médico, dedicado a profissão, o qual, juntamente com Dr.  Marconi, acompanhou o crescimento e a saúde das minhas três filhas. Meus sentimentos aos seus familiares. 

“Voto impresso é retrocesso”, diz presidente do TSE

 

Extraído do Blog de Magno Martins às 18:30. Em 14.05.2021.

Com edição de Ítala Alves

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou, hoje, que a introdução do voto impresso seria um “retrocesso” capaz de provocar a judicialização” das eleições.

A Câmara dos Deputados instalou, ontem, uma comissão especial para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que obriga a impressão de votos em eleições, plebiscitos e referendos.

O ministro afirmou que, se aprovado, o voto impresso será implementado pelo TSE. Mas argumentou que impressão tem “inconveniências”, entre as quais o custo, de mais de R$ 2 bilhões, e a própria declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo, pela quebra de sigilo do voto.

“Isto é um retrocesso no sentido de que piora o sistema. Em 2002, foi feita uma tentativa de voto impresso em cerca de 6% das urnas. Não funcionou bem. Houve filas, atrasos, aumento de votos brancos e nulos, emperramento das impressoras. Simplesmente não foi uma boa experiência”, disse Barroso durante o lançamento de campanha do TSE sobre a segurança do voto.

Para o ministro, também “há um risco de judicialização das eleições”. “Imagine se um percentual pequeno resolver impugnar o resultado, pedir recontagem, contratar os melhores advogados eleitorais para achar alguma incongruência e ir ao Poder Judiciário para pedir suspensão, anulação, sustação de posse? Esse é o risco que nós vamos introduzir”, declarou.

“Por último, acho que seria inútil relativamente ao discurso da fraude. Porque esse é um discurso político”, declarou Barroso.

Em junho de 2018, o STF decidiu de forma liminar (provisória) barrar a medida e confirmou o entendimento em 2020, em julgamento no plenário virtual, quando considerou o voto impresso inconstitucional. Para o plenário, o sistema trazia risco ao sigilo do voto.

A impressão do voto é propalada pelo presidente Jair Bolsonaro, que costuma lançar suspeitas de fraude em relação ao voto eletrônico. Barroso afirmou que não é papel ele “polemizar com o presidente” e que o TSE cumpre a Constituição, a lei e as decisões do Supremo. “Neste momento, no Brasil, inexiste voto impresso. Meu papel é demonstrar como o sistema funciona”, afirmou.

Para o ministro, “não há possibilidade de se desrespeitar o resultado das eleições”. “As instituições brasileiras são consolidadas”, afirmou.

EM TEMPO: O presidente Bolsonaro é muito autoritário, senão vejamos:

1 - Quer o "voto impresso" para que os políticos "compradores de voto" e as "milícias" tenham o controle da população, acabando com a votação secreta;

2 - Quer armar a população com até seis armas e munições a vontade para estimular a "guerra civil". Portanto, é um Presidente simpático a morte da população;

3 - Ora, achar que houve fraude na Eleição de 2018 significa dizer que o próprio presidente não acredita que foi eleito. É como se dissesse: será que esse povo brasileiro é tão bobo que me elegeu Presidente da República?;

4 - Outro agravante é que o Presidente, desde já, tende a imitar o Trump, ex-presidente dos EUA, e não aceitar a derrota


sexta-feira, 14 de maio de 2021

Governo ignora recomendação da Anvisa para que Brasil impeça entrada de pessoas da Índia

 


sex., 14 de maio de 2021

Anvisa, chefiada por Antonio Barra Torres, alertou governo federal sobre medidas de prevenção mas ainda não teve resposta (Foto: REUTERS/Adriano Machado)




·         Anvisa recomendou que Brasil barre entrada de pessoas que chegam da Índia

·         Recomendação foi feita em 4 de março pela Anvisa

·         Governo federal não respondeu à orientação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez uma recomendação para que o governo federal proíba voos e viajantes que saem da Índia e chegam ao Brasil. O país vive situação de calamidade em função do coronavírus e é o novo epicentro mundial da covid-19.

No entanto, após 10 dias, o governo ignora a recomendação feita pela agência. A informação é do blog do jornalista Gerson Camarotti, do G1.

Em nota técnica, a Anvisa recomenda que todos os viajantes estrangeiros e brasileiros que cheguem ao Brasil, independente da procedência, sejam submetidos a uma quarentena. A recomendação foi enviada ao Comitê de Crise para a Supervisão e Monitoramento dos Impactos da COVID-19, coordenado pelo ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.

A nota data de 4 de maio e está há 10 dias sem resposta. Segundo Camarotti, os técnicos da Anvisa estão preocupados com a demora na análise das recomendações. Isso se deve ao fato de que o Ministério da Saúde da Argentina identificou a variante indiana do coronavírus em dois viajantes que chegaram à capital, Buenos Aires.

Situação da Índia

Epicentro mundial da covid-19 e enfrentando um colapso sanitário por causa do vírus, a Índia vive semanas de desespero. Na última terça-feira, voltou a quebrar seu recorde de mortos pela doença em 24 horas. A situação é tão caótica que corpos têm aparecido flutuando no rio Ganges.

De acordo com informações da Reuters, dezenas de cadáveres foram vistos nas margens do Ganges nos últimos dias. No fim de semana, foram ao menos 40 corpos registrados nestas condições, segundo autoridades locais. A imprensa indiana, porém, garante que o número pode passar de 100.

O certo é que o sistema funerário do país já não consegue lidar com o número de corpos. Nem mesmo as cremações coletivas, adotadas nas últimas semanas diante da alta nas mortes por Covid-19, está dando conta.

Os corpos encontrados à beira do Ganges estavam parcialmente queimados, o que indica que teriam chegado ao rio após a cremação. Segundo moradores da região, porém, a falta de lenha para o ritual tem impedido que ele seja completado.

EM TEMPO: Depois o Bozo não quer ser chamado de GENOCIDA e contra ataca por meio da LSN (Lei de Segurança Nacional) com auxílio da PF (Polícia Federal). Perguntar não incomoda: Alguém quer levar Bozo para concluir sua educação ? 

Arma de Bolsonaro para perseguir opositores é revogada pela Câmara

 


Matheus Pichonelli,  Yahoo Notícias, sex., 14 de maio de 2021




Em meio ao furacão da CPI da Covid no Senado, a Câmara dos Deputados revogou a Lei de Segurança Nacional, resquício do período da ditadura militar (1964-1985) e que vem sendo usada com mais frequência nos últimos anos como arma para perseguir opositores ao governo de Jair Bolsonaro.


Entre janeiro de 2019 e o início de abril deste ano, segundo informações da PF, foram 84 inquéritos instaurados com base na lei. Quase o dobro dos quatro anos anteriores, período que inclui os mandatos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).

Entre os alvos do governo Bolsonaro com base na LSN, estão nomes de destaque como o youtuber Felipe Neto, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), e o colunista da Folha de S.Paulo, Hélio Schwartsman.

Mas também foram investigados e perseguidos anônimos como o sociólogo Tiago Costa Rodrigues, responsável pelos outdoors que estampavam Bolsonaro e a expressão "não vale um pequi roído", no interior do Tocantins.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Movimento negro realiza protestos em capitais contra o racismo, chacinas e ‘genocídio sem fim’

ESTADÃO - Marco Antônio Carvalho

 

© TABA BENEDICTO/ ESTADAO Em São Paulo, a mobilização ocorreu na Avenida Paulista, na região central, onde centenas se reuniram em marcha

 

Coalizão Negra por Direitos, coletivo que reúne entidades do movimento negro de todo o País, realizou protestos em diferentes capitais nesta quinta-feira, 13, como São Paulo, Rio, Brasília e Salvador. A data, que marca a abolição formal da escravidão no Brasil em 1888, foi lembrada em manifestações contra o racismo, contra a violência policial e o “histórico de genocídio negro avança no Brasil de uma forma sem limites”, como divulgou a coalizão.

Em São Paulo, a mobilização ocorreu na Avenida Paulista, na região central, onde centenas se reuniram em marcha. No Rio, o ato ocorreu na Cinelândia, no centro, e em Brasília o protesto foi na Praça dos Três Poderes. Em Salvador, a manifestação se deu na Praça da Piedade. Os atos transcorreram sob o lema de “Nem bala, nem fome e nem covid, o povo negro quer viver”.

A operação policial que deixou 28 pessoas mortas no Jacarezinho, na quinta-feira, 6, foi lembrada e tratada como “chacina”, com pedidos de responsabilização para os autores das mortes. “Vidas e histórias exterminadas pelas forças do Estado, sem respeito a nenhum direito previsto em lei. Corpos cuja humanidade e cidadania são negadas na vida e na morte”, reforçou uma carta da coalizão que convocava para os atos.

“Seja pelo coronavírus, seja pela fome, seja pela bala, o projeto político e histórico de genocídio negro avança no Brasil de uma forma sem limites e sem possibilidade concreta de sobrevivência do povo negro”, destacaram os organizadores no documento. A gestão do presidente Jair Bolsonaro também foi alvo de críticas dos integrantes dos protestos.

Veja as ofertas da Pfizer que foram ignoradas pelo governo Bolsonaro


ESTADÃO - Adriana Ferraz e Matheus Lara

 

© Reprodução/TV Senado Carlos Murillo, ex-presidente da Pfizer no Brasil

  

O ex-presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, que atualmente responde pelo comando da empresa na América Latina, informou aos senadores que integram a CPI da Covid toda a sequência cronológica de ofertas de vacinas feitas pela farmacêutica ao governo Jair Bolsonaro. Segundo Murillo, a gestão federal não se manifestou sobre as propostas realizadas em 2020 nem para aceitar nem para negar.

Segundo afirmou o executivo ao presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), o Brasil deixou de receber ao menos 4 milhões de doses do imunizante neste primeiro semestre de 2021 em função da demora em fechar o negócio. Se o primeiro contrato tivesse sido aceito, o País teria um total de 18 milhões de doses - pelo atual contrato, fechado em abril, o total prevê 14 milhões.

Veja todas as propostas feitas:

14/08/2020 - Proposta de 30 milhões de doses: 500 mil em 2020; 1,5 milhão no 1º trimestre de 2021; 5 milhões no 2º trimestre; 14 milhões no 3º trimestre; 9 milhões no 4º trimeste.

Proposta de 70 milhões de doses: 500 mil em 2020; 1,5 milhão no 1º trimestre de 2021; 5 milhões no 2º trimestre; 33 milhões no 3º trimeste; 30 milhões no 4º trimestre.

18/08/2020 - Proposta de 30 milhões de doses: 1,5 milhão em 2020; 1,5 milhão no primeiro trimestre de 2021; 5 milhões no 2º trimestre; 14 milhões no 3º trimestre e 8 milhões no 4º trimestre.

Proposta de 70 milhões de doses: 1,5 milhão em 2020; 1,5 milhão no 1º trimestre de 2021; 5 milhões no 2º trimestre; 33 milhões no 3º trimestre e 29 milhões no 4º trimestre.

26/08/2020 - Proposta de 30 milhões de doses: 1,5 milhão em 2020; 2,5 milhões no 1º trimestre de 2021; 8 milhões no 2º trimestre; 10 milhões no 3º trimestre; 8 milhões no 4º trimestre.

Proposta de 70 milhões de doses: 1,5 milhão em 2020; 3 milhões no 1º trimestre; 14 milhões no 2º trimestre; 26,5 milhões no 3º trimestre; 25 milhões no 4º trimestre.

11/11/2020 - Proposta de 70 milhões de doses: 2 milhões no 1º trimestre de 2021; 6,5 milhões no 2º trimestre; 32 milhões no 3º trimestre; 29,5 milhões no 4º trimestre.

08/03/2021 - Contrato firmado prevê 100 milhões de doses: 14 milhões no 2º trimestre e 86 milhões no 3º trimestre.

23/04/2021 - Segundo contrato em negociação prevê mais 100 milhões de doses: 30 milhões no 2º trimestre e 70 milhões no 3º trimestre.

“13 de maio não é dia de negro”

(Foto: Getty Images)

Yahoo Notícias, Alma Preta

 


·         No dia seguinte à abolição, que teve como principais articuladores lideranças negras, ex-escravizados acordaram sem trabalho, sem terra e sem educação; assim permanecem seus descendentes

·         Confira a quarta matéria da série “O mito da abolição”, que toma como ponto de partida o 13 de maio para refletir sobre as práticas racistas que perduram na nossa sociedade e demonstram a importância de olhar para o hoje desmistificando mentiras contadas no passado

Texto: Lenne Ferreira

Como falar de abolição no país que manda matar uma vereadora negra em pleno exercício de um mandato em prol de políticas públicas para o povo preto? Como falar de abolição no país onde um adolescente é assassinado em casa por policiais militares durante uma operação? Como falar em abolição em um Brasil cuja população negra ocupa o primeiro lugar dos piores índices? Como falar em abolição 133 anos após a assinatura de uma lei que, além de assinada tardiamente, não representou dignidade para negros (as) e ainda tenta colocar nas mãos de uma personagem branca o que só foi possível graças ao suor e sangue de homens e mulheres sequestrados de África.

Os minguados capítulos dos livros de História não dão conta de toda a articulação protagonizada por lideranças negras até o momento em que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 1888. Aqualtune, Zumbi dos Palmares, Acotirene, Ganga Zumba, Maria Firmina e tantos outros (as) personagens que precisam ser difundidos como centrais na luta pela abolição. Lida por muitos como redentora, a segunda filha de Dom Pedro 2º, Isabel, na verdade, atendeu à pressão de países como a Inglaterra, que, no auge da Revolução Industrial, já não viam sentido em manter o regime escravocrata.