terça-feira, 18 de agosto de 2020

A desigualdade do ensino básico de Garanhuns no contexto pandêmico

 

UJC - União da Juventude Comunista.

Que a cidade de Garanhuns é marcada pela desigualdade escolar entre o setor privado e público, isso já não é novidade. No entanto, com a pandemia da covid-19, pudemos ver como isso se deu na questão da flexibilidade e meios para garantir ao menos a prática escolar.

Devido ao momento grave em que o mundo passa, a educação pública precisou ser encarada somente como prática escolar doméstica não obrigatória, já as escolas privadas não mediram esforços para não perder seus “clientes”, já que nesse âmbito a educação se torna uma mercadoria. Em relação às aulas, as maiores escolas particulares da cidade conseguiram retomar de forma remota suas atividades desde o mês de abril, o que só veio ser possível, de forma tímida, no setor público do fim de maio ao início de junho.

No que diz respeito ao conteúdo programático, o ensino público remoto de Garanhuns seguiu apenas o modelo adotado pelo governo do estado: o de fechar parceria com a Fundação Lemann para disponibilizar conteúdos produzidos pela mesma em um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Já os colégios privados, por sua vez, criaram seus próprios “ambientes virtuais” com conteúdo elaborado pelo próprio corpo docente ou utilizaram de suas filiais.

Chamamos atenção ao fato do governo do Estado aceitar o ingresso do ensino público numa plataforma privada e com um programa de ensino elaborado por uma entidade privada, demonstrando pouca atenção para esse fato, em vez de unir todo corpo docente estadual e municipal e criar sua própria plataforma de ensino, baseada nas especificidades de cada escola e com cada professor das mesmas.

Será que Paulo Lemann, um dos homens mais ricos do país e que declarou em abril que ‘crises são ótimos momentos de oportunidade’, é tão conhecedor do ensino quanto o corpo docente das escolas? O maior sintoma dessa desigualdade poderá ser sentida somente após o fim da pandemia, onde é provável que boa parte dos estudantes do ensino privado já iniciem em turmas diferentes e no ano correto em 2021, enquanto no ensino público ainda estaria repondo o ano letivo de 2020.

Apoio: PCB de Garanhuns/PE

EM TEMPO: Evidentemente que o poder público está muito aquém de atender as reais  necessidades da população juvenil no que diz respeito a oferta de uma boa qualidade do ensino, seja por falta de interesse, seja por não valorizar o professor, seja pela escassez de verba federal para educação e pelo desmonte do ensino público e gratuíto. Convém lembrar que no próximo ano a verba federal para a área militar será bem maior do que a que será destinada para educação. Além da expansão das Escolas Militares de cunho ideológico para atender os reclamos da Burguesia em detrimento do senso crítico e da formação curricular, preparando o aluno para a vida, independente do Mercado. Agora durmam com essa bronca

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

China aprova primeira patente de vacina contra coronavírus

 

© nevodka/istock Coronavirus COVID-19 single dose small vials and multi dose in scientist hands concept. Research for new novel corona virus immunization drug.








CATRACA LIVRE - Redação 

A China aprovou sua primeira patente de uma vacina contra o novo coronavírus. Com isso, o país abre caminho para uma eventual produção em massa caso a terceira fase de testes em humanos apresente resultados positivos.

No ensaio de fase 2, o imunizante, que foi nomeado de Ad5-nCoV e é produzido pela empresa CanSino Biologics, mostrou-se seguro e induziu uma resposta imunológica. A informação foi publicada pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua News. A pesquisa envolveu 320 voluntários saudáveis com idades entre 18 e 59, dos quais 96 participaram de estudos clínicos de fase 1 e 224 de estudos de fase 2.

A vacina, que é feita de adenovírus recombinante, está sendo testada no Canadá, e, segundo a empresa, há negociações para levá-la a outros países, como Arábia Saudita, Brasil, Chile e Rússia.

Corrida global por uma vacina

Além desse imunizante da CanSino Biologics, a China tem outras três potenciais vacinas em estágio avançado de testes. São elas: duas do grupo farmacêutico Sinopharm (sendo uma de Pequim e outra de Wuhan) – e a Coronavac, da Sinovac Biotechs, que está sendo testada em voluntários no Brasil, em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no momento, existem 29 vacinas ao todo em testes em humanos no mundo todo. Seis delas estão na última etapa antes da aprovação.

EM TEMPO: Ótima notícia. Rússia e China são os pioneiros na imunização. Sendo a Rússia em primeiro lugar, causando ciúme nos demais países do mundo ocidental. O Brasil também está pesquisando e inovando com o "soro do plasma do cavalo". Por sinal o Brasil tem ótimos cientistas e bons centros de pesquisa, a exemplo da FIOCRUZ, Instituto Butantã, etc. Agora o "negacionista" Bozo está a procura da vacina, esquecendo-se que recentemente atacou a ciência. Agora durmam com essa bronca, mas desrespeitem o Bozo, usando máscara, álcool gel 70 e mantendo o distanciamento social e dormindo bastante (rsrsrs)

domingo, 16 de agosto de 2020

Delação de Palocci sobre BTG e Lula não tem provas e foi baseada em notícias de jornais, diz PF

 

MÔNICA BERGAMO

Folhapress, 16 de agosto de 2020

 

*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, BRASIL, 07-06-2011: O ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). (Foto: Lula Marques/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Policia Federal concluiu que as acusações feitas pelo ex-ministro Antonio Palocci, da Fazenda, sobre um caixa milionário de propinas para Lula administrado pelo banqueiro André Esteves, do BTG, não têm provas e foram todas desmentidas pela investigação –inclusive em depoimentos de testemunhas e de delatores que incriminaram o PT em outros processos.

Na semana passada, o delegado Marcelo Daher encerrou o inquérito sem indiciar os acusados e afirmando que as informações dadas por Palocci em sua delação "parecem todas terem sido encontradas em pesquisas de internet", sem "acréscimo de elementos de corroboração, a não ser notícias de jornais".

De acordo com Daher, "as notícias jornalísticas, embora suficientes para iniciar o inquérito policial, parece que não foram corroboradas pelas provas produzidas, no sentido de dar continuidade à persecução penal". Ele encaminhou o resultado ao Ministério Público Federal. O inquérito foi aberto para investigar declarações de um dos anexos da delação premiada de Palocci homologada pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribuna Federal).

Palocci havia dito que, a partir de fevereiro de 2011, André Esteves "teria passado a ser o responsável por movimentar e ocultar os valores recebidos" por Lula, "a título de corrupção e caixa dois, em contas bancárias abertas e mantidas no BTG Pactual S/A, em nome de terceiros". O banqueiro teria depositado para Lula, num primeiro momento, R$ 10 milhões "de vantagens indevidas" para garantir influência no governo federal.

Em troca, receberia informações privilegiadas de decisões do Banco Central sobre taxas de juros. E depois dividiria parte dos lucros bilionários em operações com Lula, depositando os recursos em contas de terceiros. O esquema, segundo Palocci, teria sido bolado em 2009, em uma reunião informal "em uma mesa ao lado da piscina do Palácio da Alvorada". Nela estariam Lula, o então ministro da Fazenda Guido Mantega e o pecuarista José Carlos Bumlai.

sábado, 15 de agosto de 2020

Bolsonaro 'levou o povo brasileiro a um precipício', diz ex-ministro da Saúde

 

ESTADÃO - Redação

 

© Dida Sampaio/Estadão.  Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde

Em entrevista ao jornal The Guardian, Mandetta acusou o presidente brasileiro de desempenhar um papel "fundamental" na condução do Brasil para uma catástrofe. "Bolsonaro jogou política com a vida dos cidadãos em um momento de crise global", disse ele.

O Brasil hoje tem mais de 105 mil mortes relacionados a covid-19. Atrás somente dos Estados Unidos, tanto em número de casos e óbitos. Mandetta, que insinuou que vai desafiar Bolsonaro para a presidência em 2022, tornou-se um nome familiar nos estágios iniciais da pandemia deste ano. Ele arrancou elogios da esquerda e da direita por seus alertas acessíveis e baseados em ciência sobre a ameaça do coronavírus durante conferências diárias de imprensa.

O médico ortopedista foi nomeado ministro da saúde em novembro de 2018, logo após a eleição de Bolsonaro. Mas ele foi demitido em meados de abril, depois de ser desafiado publicamente por Bolsonaro em relação ao distanciamento social. No dia em que Mandetta foi demitido, o número de mortos de covid-19 no Brasil era cerca de 2 mil. Quatro meses depois, subiu para mais de 105 mil. O ex-ministro é um dos muitos que culpam Bolsonaro pela escala da tragédia.

Segundo ele, a luta contra a covid-19 foi fatalmente comprometida pelo "desprezo absoluto pela ciência" de Bolsonaro – que menosprezou a doença como uma "pequena gripe" e apoiou diversas vezes tratamento sem eficácia comprovada, como a cloroquina e hidroxicloroquina"É interessante que ele rejeite totalmente a ciência e zombe de todos aqueles que falam de ciência. No entanto, quando há qualquer perspectiva de uma vacina ele é o primeiro a vir bater na porta da ciência ... como se uma vacina iria redimi-lo de sua marcha desconcertante através desta epidemia", disse ele ao jornal britânico.

Anvisa deve receber pedido de registro de soro de cavalos em 10 dias

 

© divulgação/Instituto Vital Brazil

CATRACA LIVRE - Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

 

Nos próximos cinco a dez dias, será encaminhado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pedido do grupo de pesquisadores de várias instituições científicas para continuidade do projeto que desenvolve um produto à base de soro de cavalos para o tratamento da covid-19. A informação foi dada hoje, 14, à Agência Brasil pelo coordenador do projeto, Jerson Lima Silva, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ao longo da próxima semana, os pesquisadores vão pedir à Anvisa uma reunião oficial sobre o projeto que envolve também o Instituto Vital Brazil (IVB), o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Jerson Lima Silva disse que a Anvisa está correta ao destacar que sem o pedido de condução de estudo ou de registro de produto feito a partir do soro de equinos para tratamento da covid-19 não é possível para a agência fazer qualquer avaliação ou pronunciamento em relação à qualidade, segurança e eficácia desse produto. De acordo com a Anvisa, não é possível também fazer qualquer afirmação sobre expectativa de aprovação e de tempo antes que haja uma solicitação formal sobre o produto em questão.

Testes clínicos

Silva afirmou que o encaminhamento do pedido e sua aprovação são condições essenciais para que sejam iniciados os testes clínicos com pacientes com diagnóstico confirmado de covid-19 que estejam internados, mas não se encontram em unidades de terapia intensiva. Os testes vão comparar quem recebeu o tratamento com quem não recebeu. Esses estudos clínicos serão efetuados em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor).

Os trabalhos dos pesquisadores foram iniciados em maio deste ano com cavalos do Instituto Vital Brazil (IVB) e confirmaram que soros produzidos por equinos para o tratamento da covid-19 têm, em alguns casos, até 100 vezes mais potência em termos de anticorpos neutralizantes do vírus gerador da doença.

Anvisa

Sindicância vai apurar perda de prazo para recurso contra foro privilegiado de Flávio

 


ESTADÃO - Roberta Jansen

© WILTON JUNIOR / ESTADAO.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) 


RIO - O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu uma sindicância interna para apurar por que o órgão perdeu o prazo de recurso no caso que investiga a prática de rachadinha no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ). A sindicância vai levantar o histórico de acessos ao processo no sistema eletrônico. Um deles, no dia 2 de julho, ativou a contagem do prazo para recurso, à revelia do MPRJ.

“No fim da tarde de sexta-feira, 14, a procuradora de justiça Soraya Gaya encaminhou à chefia institucional um expediente solicitando a adoção de providências para elucidar quem teria acessado o sistema eletrônico que gerou a fruição do prazo para impetração dos recursos”, disse o MP, em nota.

A procuradora já fez várias postagens nas redes sociais em apoio à família Bolsonaro e chegou a dar decisões favoráveis à defesa de Flávio no caso das rachadinhas, mas garantiu que não foi ela quem acessou o sistema eletrônico, gerando a fruição do prazo. A própria procuradora solicitou a abertura da sindicância para determinar quem teria feito isso.

No fim de junho, o MPRJ anunciou que ia recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) a favor do foro privilegiado para o caso de Flávio Bolsonaro. Desembargadores da 3ª Câmara Criminal tinham reconhecido o foro privilegiado do senador, tirando o caso da 1ª instância e passando para a 2ª instância — o que mudou o juiz responsável pelo caso.

O MP, no entanto, interpôs o recurso em 20 de julho, três dias depois do prazo final, segundo a terceira vice-presidente do TJ Elisabete Filizzola Assunção. O prazo teria sido aberto em 3 de julho e terminado no dia 17.

Para tentar reverter a decisão que concedeu foro privilegiado ao Flávio Bolsonaro, o MP do Rio depende agora do julgamento de uma reclamação feita ao STF logo depois do julgamento. Na reclamação, o MP alega que a decisão da 3ª Câmara Criminal diverge do entendimento do STF que restringiu o foro privilegiado.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Queiroz deixa prisão domiciliar para fazer exames em clínica

 

Yahoo Notícias, 14 de agosto de 2020

Queiroz deixa o apartamento em que cumpre prisão domiciliar para fazer exames

O ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz deixou a prisão domiciliar, por volta das 11h30 da manhã desta sexta-feira (14), para realizar exames em um laboratório. Ele chegou em um carro do poder Judiciário e permaneceu na clínica particular por aproximadamente 1 hora.

A saída já estava agendada e foi autorizada pelo desembargador Milton Fernandes de Souza. do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio. Queiroz deve operar o ombro e a defesa pediu autorização para a realização do exame. Na noite de quinta, o ministro Felix Fischer, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), revogou a prisão domiciliar de Queiroz e da mulher dele, Márcia de Aguiar. Embora o ex-assessor possa voltar para a cadeia a qualquer momento, a saída desta sexta-feira nada tem a ver com a decisão de ontem e já estava prevista. A previsão é que os novos mandados de prisão sejam expedidos ainda hoje pelo Tribunal de Justiça do Rio.

QUEIROZ TRABALHOU PARA DESTRUIR PROVAS, DIZ JUIZ

Em sua decisão de 39 páginas, Félix Fischer apontou que existem indícios de que Queiroz e a mulher Márcia Aguiar "supostamente já articulavam e trabalhavam arduamente, em todas as frentes, para impedir a produção de provas e/ou realizar a adulteração/destruição destas". Com base nos elementos dos autos, Fischer concluiu que a "única medida apropriada" para o caso é a de prisão preventiva, não cabendo a utilização da prisão domiciliar, que havia sido decretada durante o recesso do Judiciário pelo presidente do STJ João Otávio Noronha.

O ensino remoto e a tragédia da educação

 


Unidade Classista do Ceará

A pandemia de Covid-19 afetou drasticamente as relações sociais, culturais e econômicas da atualidade, acentuando cada vez mais a crise social já instalada, fruto da desordem promovida pelo avanço do capitalismo de tipo imperialista e financista. No Brasil, desde o início do registro de contaminação, manteve-se uma política precária de distanciamento social, por meio da ação de governos estaduais e municipais, na contramão do próprio Governo Federal, que minou qualquer possibilidade de uma política nacional de quarentena.

Neste sentido, as primeiras instituições a terem suas atividades suspensas foram as de ensino, da educação infantil à superior. Entretanto, a alguns meses, os governos estaduais e municipais vêm gradualmente cedendo às pressões das grandes empresas para a flexibilização das políticas de distanciamento social, tendo liberado atividades de vários setores da produção e do comércio. Neste contexto de flexibilização da quarentena, os órgãos dirigentes das Instituições de Ensino Superior (IES), tanto na esfera pública quanto privada, vêm crescentemente pautando (e em alguns casos executando) a possibilidade de retorno às aulas por via remota. Adiantando-se neste aspecto, várias IES privadas mantiveram-se em atividade mesmo no auge do período de quarentena pela via do ensino virtual.

Em ambos os casos (seja nas IES públicas, seja nas privadas), a continuidade das aulas por ensino remoto vem sendo propagandeada como a única saída viável no contexto da pandemia e do precário distanciamento social, sem que se tenha em vista o alcance das consequências desta forma de ensino para o conjunto da comunidade acadêmica.

De acordo com dados recentes , cerca de 25% de brasileiros(as) não têm acesso à internet. Essa situação de desigualdade social traz um enorme prejuízo para estudantes tanto das universidades públicas quanto privadas que são diretamente afetados pela exclusão digital, sendo imediatamente excluídos/as da Universidade, através da institucionalização do ensino remoto. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Caixa 100% Pública: O Brasil inteiro é contra a privatização do banco


A Medida Provisória 995, que permite o desmembramento e venda das áreas estratégicas do banco público, provoca reação das entidades e dos parlamentares com mais de 400 emendas

O Brasil quer a Caixa 100% Pública. Isso ficou claro com pressão e mobilização de entidades representativas dos trabalhadores e da sociedade civil que resultou em 412 emendas apresentadas por deputados e senadores contrários à Medida Provisória do governo. A MP 995 abre caminho para a privatização da Caixa Econômica Federal (CEF).

A MP foi editada na noite da última sexta-feira (7). Considerada uma privatização disfarçada da Caixa, por fatiar o banco e tirar do Estado suas áreas mais rentáveis, a medida provocou reação imediata da sociedade organizada e do Legislativo.

Parte das emendas contrárias à proposição do Executivo é resultado da mobilização que as entidades representativas dos empregados da Caixa fizeram, no Congresso Nacional, com o objetivo de sensibilizar os parlamentares sobre os efeitos prejudiciais da iniciativa do governo Bolsonaro.

Em seus dois artigos, a MP autoriza as subsidiárias do banco público a incorporar ações de outras sociedades empresariais e a aquisição do controle societário ou participação minoritária em empresas privadas. O texto tem validade de 60 dias e pode ser prorrogada por mais 60.  Por se tratar de MP, as ações já estão em vigor.

O foco do governo é a venda de subsidiárias como Caixa Seguridade, quarto maior grupo segurador do país, e Caixa Cartões. Mas, estão também na mira privatista do ministro Paulo Guedes e do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a abertura de capital das Loterias, Gestão de Ativos de Terceiros e o Banco Digital.

Sindicato dos Bancários repudia privatização do BB

 


Entidade garante que lutará pela continuidade do banco como empresa pública


Com o objetivo de acelerar a política de governo de desestatização, a equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro tem recorrido à estratégia de vender parte das empresas públicas, a exemplo do que já está acontecendo na Petrobras e com pretensões de se estender para o Banco do Brasil. Neste caso, o governo já sinalizou com a possibilidade de se desfazer do BB DTVM, braço do banco que realiza a gestão de recursos de terceiros e administra fundos de investimentos de clientes da empresa. Diante disso, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) escreveu uma carta, endereçada ao presidente Jair Bolsonaro, solicitando que não seja feito nenhum tipo de privatização do banco, ou de partes dele, sem a decisão passar pela análise do Congresso Nacional.

Em Sergipe, o Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/ SE) está atento a esta situação. De acordo com a presidente da entidade, Ivânia Pereira, o sindicato não medirá esforços na luta contra a privatização do Banco do Brasil. “O Banco do Brasil é um banco sólido, centenário. O país não pode prescindir de uma empresa como o Banco do Brasil, nesse sentido é temerária a ideia de privatizar a empresa.

O movimento sindical bancário se coloca contrário à possibilidade de privatizá-lo e não medimos esforços para fazer a defesa da continuidade do banco como uma empresa pública de economia mista como é no momento”, afirma Ivânia Pereira. Segundo informações fornecidas pelo Seeb/SE, no primeiro semestre de 2020 o lucro líquido ajustado do Banco do Brasil foi de R$ 6,7 bilhões. No trimestre o lucro foi de R$ 3,3 bilhões, com redução de 2,5% em relação ao 1º trimestre do ano.

Faltam insumos para casos graves de Covid-19 em mais de 84% dos estados brasileiros

 

(Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

João de Mari

Yahoo Notícias13 de agosto de 2020

 

Há relatos de hospitais tendo que recusar pacientes e médicos usando morfina em substituição aos medicamentos apropriados.

Faltam insumos para atendimento de casos graves do novo coronavírus em mais de 84% dos estados brasileiros e o Distrito Federal. Segundo levantamento do Uol, dos 26 estados do Brasil, 22 deles estão com seus estoques de medicamentos para intubação de pacientes graves no vermelho.

O levantamento usou dados de 1.500 hospitais de referência para o tratamento da Covid-19 tanto da rede pública quanto privada, até o dia 9 de agosto. A classificação por cores vem sedo utilizada em estados para definir a duração dos estoques de medicamentos nos hospitais. O vermelho, por exemplo, significa que o estado têm estoque de duração para cinco dias ou menos. Segundo Uol, outros três estados, Paraná, São Paulo e Espírito Santo, estão em amarelo. Ou seja, com uma cobertura prevista para até 15 dias. Minas Gerais é o único estado que não haveria emergências com insumos.

De acordo com o Uol, a lista de remédios em falta inclui 22 sedativos, anestésicos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares, o chamado "kit intubação”. Esses insumos são usados em pacientes que precisam de máquinas para respirar com o objetivo de não acordarem ou sentirem dor quando intubados. Por esse motivo, segundo o jornal, há relatos de hospitais tendo que recusar pacientes e médicos usando morfina em substituição aos medicamentos apropriados.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Gabinete de Jair Bolsonaro alimentou 'rachadinha' , indicam extratos bancários

 

(Foto: Reprodução/Instagram)
Redação Notícias, Yahoo 12 de agosto de 2020

Nathália Queiroz fez repasses ao pai de salários recebidos quando era funcionária do gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. 

Extratos bancários obtidos pelo jornal Folha de São Paulo indicam que Nathália Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, repassava parte de seus salários ao pai quando era empregada no antigo gabinete do agora presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

Dados da quebra de sigilo bancário de Nathália autorizada pela Justiça mostram que ela transferiu R$ 150.539,41 para a conta de Fabrício Queiroz entre o período de janeiro de 2017 a setembro de 2018, época em que esteve lotada no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro. 

O valor representa 77% do valor que a personal trainer recebeu da Câmara dos Deputados.

Segundo o jornal, a dinâmica da movimentação do dinheiro é a mesma descrita pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) sobre o suposto esquema de “rachadinhas” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro, quando ocupava o cargo de deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). No suposto esquema na Assembleia fluminense, os promotores identificaram que Nathália repassou, no mínimo, 82% de seus salários recebidos no período em que foi funcionária do gabinete de Flávio, entre dezembro de 2007 e dezembro de 2016. 

As movimentações, via transferência ou depósitos, ocorriam sempre em até uma semana após a servidora ter recebido seu salário. Quando foi funcionária vinculada ao gabinete de Jair Bolsonaro, não foi diferente. Segundo o jornal, quase todos os repasses de Nathália ao pai ocorreram entre os dias 21 e 24 de cada mês, data em que os servidores costumam receber os vencimentos.

A defesa de Queiroz afirmou, em nota, que os repasses seguiam a lógica de “centralização das despesas familiares na figura do pai”. A Presidência da República respondeu, em nota enviada ao jornal, que não iria comentar o caso.

EM TEMPO: Só tem gente "boa" nesse desgoverno Bolsonaro. Acho que Bolsonaro vai ser "canonizado" e denominado "São Messias Bolsonaro". Agora durmam com essa bronca. 

Kamala Harris culpou Bolsonaro por queimadas na Amazônia no ano passado

(Foto: Reuters)
ADRIANO MANEO. 

Folhapress, 12 de agosto de 2020

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Anunciada nesta terça (11) como candidata a vice-presidente de Joe Biden na corrida pela Presidência dos EUA, a senadora pela Califórnia Kamala Harris culpou o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, pelas queimadas na Amazônia em 2019 e afirmou que ele deveria responder pela devastação.

Em sua conta no Twitter, Kamala publicou em três dias diferentes de agosto do ano passado questionamentos sobre a postura de Bolsonaro em relação aos incêndios e defendeu que os Estados Unidos suspendessem negociações de acordos comerciais com o Brasil. Nos primeiros oito meses da gestão de Jair Bolsonado, o Brasil havia registrado o maior número de incêndios para o mesmo período desde 2010. Em agosto, o pior mês da década até então, as queimadas na Amazônia tiveram ampla repercussão internacional.

No dia 23 de agosto, Kamala Harris tuitou que Bolsonaro deveria "responder pela devastação".

Segundo ela, a Amazônia "gera 20% do oxigênio do planeta e é o lar de 1 milhão de indígenas." "Qualquer destruição afeta a todos nós", escreveu. Em 24 de agosto, Kamala insistiu no tema, afirmando que Bolsonaro era similar a Trump e não agia contra garimpeiros e madeireiros que destruíam a terra. A senadora ligou o assunto à negociação de um acordo comercial que acontecia entre os dois países naquele momento, afirmando que Trump não deveria tratar do tema até que Bolsonaro revertesse "as políticas catastróficas" e lidasse com os incêndios. "Precisamos da liderança americana para salvar o planeta", escreveu a senadora.

Três dias depois, em 27 de agosto, ela afirmou que o presidente brasileiro "encorajou ativamente os incêndios e recusou ajuda do G7 para combatê-los". Na ocasião, Bolsonaro chamou de esmola a ajuda de US$ 20 milhões de dólares (R$ 108,5 milhões) oferecida pelos países do G7 e anunciada pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Segundo ela, Trump prometeu total apoio ao presidente brasileiro e afirmou que o americano falhou "em um momento que o planeta depende da liderança americana".

Também em agosto do ano passado, Joe Biden afirmou no Twitter que uma ação global era necessária para impedir a destruição da Amazônia "antes que seja tarde demais".

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Privatização não é a solução para o sistema carcerário do Brasil, dizem especialistas

(Foto: Divulgação)
Luiz Anversa

Yahoo Notícias, 11 de agosto de 2020

 

Com quase 775 mil presos, o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China. 

O governo federal pretende fazer mudanças no setor. Segundo a secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia, Martha Seillier, a ideia é privatizar presídios e fazer com que os detentos trabalhem para cobrir seus custos.   

O modelo de privatização é adotado nos Estados Unidos, mas sofre críticas há alguns anos. Será que poderia dar certo no Brasil? 

Para Patrick Cacicedo, coordenador-chefe do Departamento de Sistema Prisional do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, o plano proposto pelo governo Bolsonaro é equivocado. "A privatização já é adotada em alguns Estados, avança em outros, em uma política equivocada que não será capaz de melhorar as condições de vida da massa carcerária e nem frear o processo de encarceramento em massa. Pelo contrário, trata-se de uma propaganda política comprovadamente ineficiente em experiências nacionais e internacionais", explica. 

Já Luis Flavio Sapori, coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Segurança Pública e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, avalia que o modelo mais adequado é a parceria público-privado. "Não me parece uma boa medida. Seria entregar a grupos empresariais de acordo com ganho econômico. Geralmente fica muito caro e oneroso para o Estado.  A empresa precisa ser remunerada de acordo com indicadores bem rígidos",  conta. 

Uma crítica que o sistema de privatização de cadeias sofre nos EUA é que as empresas podem ficar "estimuladas" a prender mais para cumprir metas e ganhar mais dinheiro.  

"A empresa que investe nesse setor quer, por óbvio, seu crescimento. Quer mais presos e menos custos para maximizar seus lucros. Com isso, investem em lobby junto aos Poderes da República por um controle penal ainda mais severo para que mais pessoas sejam presas e que suas penas sejam cada vez mais longas, pois com isso lucra mais. O corte de gastos na manutenção das prisões torna aquele ambiente ainda mais precário, como se verificou nos EUA, onde vários Estados começam a reverter esse processo e proibir as prisões privadas. O resultado lá foi trágico", explicou Patrick. 

Empregados da Caixa são contra MP 995

 

Fonte: https://app.redeclipping.com.br/clippings/view/91844

Medida editada pelo governo federal permite que o banco abra o capital das suas subsidiárias, entre elas a de seguros e cartões 

  • Governo Federal edita Medida Provisória 995
  • MP permite abertura de capital de subsidiárias da Caixa entre elas a de seguros e cartões
  • Entidades representativas dos empregados estudam medidas para impedir vendas

Os empregados da Caixa Econômica Federal são veementemente contrários à Medida Provisória (MP) 995, editada pelo governo federal na sexta-feira (7), para permitir que a Caixa abra o capital das suas subsidiárias, entre elas a de seguros e cartões. A MP encaminhada ao Congresso – assinada pelo presidente e ministro Paulo Guedes (Economia) – autoriza as subsidiárias do banco público a incorporar ações de outras sociedades empresariais e a aquisição controle societário ou participação minoritária em empresas privadas.

A MP foi criada para a venda das subsidiárias Caixa Seguridade, quarto maior grupo segurador do país, e Caixa Cartões, voltada para o setor de meios de pagamento. A ideia é que a Caixa continue societária nesses negócios embora a modelagem ainda não esteja definida. Para Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/ Caixa) e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), é mais uma tentativa de enfraquecimento do banco público. “Nossa luta histórica é pela Caixa 100% Pública. Somos contrários a qualquer tipo de venda que possa enfraquecer a nossa instituição, que é uma das mais importantes para o desenvolvimento do Brasil.