quarta-feira, 4 de outubro de 2023

General alvo da PF dirige instituto que lançou "projeto de nação" com Villas Bôas

(Foto: Reprodução/Exército do Brasil)


O projeto do Instituto Sagres e dos institutos Villas Bôas e Federalista previa o fim da gratuidade na saúde e na educação e exploração de terras indígenas

4 de outubro de 2023


247 - Alvo de uma operação da Polícia Federal na última sexta-feira (29), sob suspeita de apoiar os eventos ocorridos em 8 de janeiro, o general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes é diretor do instituto que colaborou na criação de um "projeto de nação" para o país em parceria com o general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército. >>> General Ridauto Lúcio Fernandes, alvo da Operação Lesa Pátria era um kid preto, com tática de guerra irregular

Ridauto Lúcio Fernandes, segundo relata o UOL, atua como diretor de Defesa e Segurança no Instituto Sagres, uma organização fundada em 2004 por coronéis da reserva. No início de agosto, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os eventos de 8 de janeiro determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Instituto Sagres, bem como de três de seus líderes, todos eles militares.

Em maio de 2022, a cinco meses das eleições, o Instituto Sagres lançou um "projeto de nação" em colaboração com os institutos Villas Bôas e Federalista. Esse documento foi apresentado em um evento realizado em Brasília com o apoio do general Hamilton Mourão, que na época era vice-presidente e agora é senador.

É importante observar que o projeto não possui uma ligação formal com as Forças Armadas, porém, foi concebido e revisado por militares. A proposta inclui medidas como o fim da gratuidade na saúde e nas universidades, a defesa da exploração de terras indígenas e a referência à necessidade de "limitar a interferência do movimento globalista", entre outros pontos.

O governo Jair Bolsonaro (PL) desempenhou um papel ativo na elaboração do projeto, com o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva coordenando o trabalho. Ele afirmou que ministérios da gestão anterior distribuíram questionários em todo o país para contribuir com a produção do texto.

Três líderes do Instituto Sagres estão sob investigação da CPMI. Além de Ridauto Fernandes, que participou dos eventos de 8 de janeiro, a comissão está focando em Rocha Paiva, diretor de Geopolítica e Conflitos do Sagres, e no general reformado Raul Sturari, atual presidente da entidade. Procurado, o Instituto Sagres não se manifestou.

Vale destacar que o general Rocha Paiva é ex-presidente da ONG Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), fundada por apoiadores da ditadura militar. A entidade está desativada atualmente. Ela publicamente defendia figuras como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi condenado por tortura (ele faleceu em 2015).

Em março de 2021, Rocha Paiva publicou um manifesto intitulado "aproxima-se o ponto de ruptura", no qual criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou as condenações do presidente Lula (PT) e declarou que as Forças Armadas "ficarão unidas e ao lado da Nação" em caso de conflito entre os Poderes. Em 2018, o ex-comandante do Exército também emitiu uma mensagem com um tom intimidatório em relação ao STF, na véspera do julgamento que determinou a prisão injusta de Lula. Rocha Paiva é um dos fundadores do Instituto Villas Bôas.

EM TEMPO: O golpe não ocorreu porque a Casa Branca não apoiava. 

terça-feira, 3 de outubro de 2023

A eleição dos Conselhos Tutelares, a pasmaceira do campo progressista e o risco contra a democracia


Conselhos Tutelares em todo o Brasil vem sofrendo um ataque organizado e sequencial de uma estratégia política que tem dois fenômenos

Por Toninho Kalunga (*)

 


Ministro Silvio Almeida (Direitos Humanos e Cidadania) (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

No começo de agosto deste ano, fiz um artigo publicado neste site, falando sobre a falta de organização do campo progressista brasileiro no processo eleitoral dos Conselhos Tutelares no ano de 2023. Agora, com as eleições terminadas, penso que cabem algumas reflexões sobre este processo de organização. Em meu ponto de vista, no que tange ao resultado eleitoral, será uma tragédia para a luta deste campo de atividade dos defensores dos direitos humanos.

Os direitos das crianças e adolescentes irão sofrer o maior ataque desde que foi criado, em 1990, o ECA, - Estatuto da Criança e do Adolescente. Os defensores dos direitos da criança e do adolescente têm à sua frente uma tarefa árdua. Formar novas lideranças, formar gente que compreenda a necessidade de defender estes direitos e assegurar o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente em sua integralidade.

Teremos quatro anos pela frente muito duros. Desde o final da primeira década deste século, os Conselhos Tutelares em todo o Brasil vem sofrendo um ataque organizado e sequencial de uma estratégia política que tem dois fenômenos:

O primeiro foi a arregimentação por parte das Igrejas do campo evangélico, para fazer de Conselheiro Tutelar, cabo eleitoral das candidaturas de suas respectivas Igrejas para vereador, deputado estadual e federal. Basta ver o esforço que os vereadores fazem para eleger “os seus” candidatos  para uma vaga de conselheiro tutelar. É o caminho mais fácil para ter alguém para prestar serviços ao gabinete - e não necessariamente à criança -  ou frear as ações dos Conselheiros Tutelares quando existe um abuso por parte do poder público no que tange o direito da Criança e do Adolescente.

O Segundo foi a aproximação destas mesmas Igrejas Evangélicas do campo da Extrema Direita, que ofereceu a estes Conselheiros Tutelares uma dose de veneno ideológico para a pratica de sua atividade que deveria ser a da defesa dos direitos da criança e do adolescente e que está se convertendo numa proposta clara de retirada destes direitos e no lugar, a orientação de tudo aquilo que a extrema direita defende como forma de orientação ao convìvio social: Diminuição da maioridade penal, endurecimento de regras e punições ao invés de orientação e busca de oportunidades, encarceramento, passar pano para tortura fisica e psicológica praticada por policiais e não combater a pena de morte como forma de punição aos que cometem crimes.

Como consequência estes mesmos Conselheiros e Conselheiras Tutelares, vão para os conselhos, com duas tarefas e uma pauta: 1) seguem a orientação política na execução da tarefa de ser um misto de Conselheiro Tutelar/Cabo eleitoral e 2) Seguem a orientação da Igreja no que se refere a orientação familiar com a premissa de sua visão religiosa e não a percepção da lei e do Estatuto da Criança e do Adolescente. E com a pauta do que convencionaram a chamar de Pátria, Deus e Família, seja lá o que signifique isso, pois esta compreensão é larga e cabe muitas contradições dentro dela, haja vista as consequências do que ocorreu no Brasil entre 2016 e 2022.

domingo, 1 de outubro de 2023

Lava Jato: é hora de a História acertar contas com a mídia tradicional, que rejeita mea-culpa

1 de outubro de 2023

Houve um conluio criminoso entre o juiz suspeito, os procuradores que usaram o Estado e veículos que cometeram atentados contra a democracia, diz o jornalista Luis Costa Pinto


Moro ladeado por João Roberto Marinho e Ascânio Seleme (Foto: Reprodução/Globo)

 “A não ser que nos salvemos, dando-nos as mãos agora, eles nos submeterão à República. Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.”

Tancredi Corbera, Príncipe de Falconeri, em O Leopardo

Memorável, o mais célebre trecho da obra permanente do escritor italiano (siciliano, da vero) Giuseppe Tomasi di Lampedusa encerra sem sobras o exercício que a mídia tradicional brasileira sempre fez para se dissociar da adesão estrutural que deu, historicamente, a todos os golpes destinados a solapar, suspender ou retardar o avanço da consolidação da Democracia no Brasil e a necessária construção de alternativas sólidas e sustentáveis destinadas a reduzir as injustiças sociais e a despudorada e enviesada má distribuição de renda do País. 

Desde o último sábado, 30 de setembro, quando o site Consultor Jurídico expôs diálogos travados entre procuradores da famigerada e finada “República de Curitiba”, tramando a forma como exporiam na Rede Globo, na GloboNews, no jornal Folha de S. Paulo e no portal UOL, usando a conexão e a linha direta com astros e estrelas do jornalismo desses veículos lançando mão de falsas tessituras de meias-informações que compunham um colcha de retalhos de denúncias destinadas a expor criminalmente o agora (e novamente) presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o tema ganhou tração mais uma vez. 

Tendo sido sócia risonha e franca do processo devastador desencadeado pela “Operação Lava Jato”, que destruiu setores inteiros da economia brasileira - como a indústria de construção pesada, de infraestrutura, naval - e urdiu o golpe parlamentar-jurídico-classista que se consumou com a deposição de Dilma Rousseff em 2016 com um impeachment sem crime de responsabilidade e nos lançou na aventura de extrema-direita e fascistóide de Jair Bolsonaro, a mídia tradicional brasileira se vê face a face com o fantasma que não conseguiu exorcizar. 

Falo das Organizações Globo e seus canais como GNews, CBN e G1; da Folha de S Paulo e UOL; de O Estado de S Paulo e seu portal; da Band, da Record, do SBT e de veículos menores ainda resilientes à redução paulatina de lucratividade como RBS, Jornal do Commercio (Recife), O Povo (Fortaleza), Correio (Salvador), Correio Braziliense e Metrópoles (Brasília), entre outros.

Paula Coradi é eleita nova presidente do Psol

Paula Coradi (Foto: Tuane Fernandes/PSOL)

Paula Coradi foi eleita com o voto de 67% dos 451 delegados e delegadas presentes no 8º Congresso Nacional do partido

1 de outubro de 2023




247 - Neste domingo (1), o Psol encerrou seu 8º Congresso Nacional com a eleição de Paula Coradi como a nova presidenta nacional do partido, um marco que sinaliza uma mudança de liderança após seis anos sob o comando de Juliano Medeiros. Paula Coradi foi eleita com o voto de 67% dos 451 delegados e delegadas presentes. 

O processo congressual do Psol teve início em julho, com plenárias municipais que envolveram mais de 53 mil filiados e filiadas, culminando neste fim de semana com a etapa nacional realizada em Brasília (DF). Além da eleição da nova liderança, o congresso aprovou resoluções abordando diversos temas, como Conjuntura Nacional, Conjuntura Internacional, Eleições 2024 e Balanço e Organização do Partido.

Paula Coradi, 38, é natural de Vila Velha, Espírito Santo, e se filiou ao Psol em 2009. Sua trajetória política teve início na Universidade Federal do Espírito Santo, onde se formou em História. Atualmente, é professora licenciada da Rede Estadual de Ensino do Espírito Santo, atuando no Ensino Fundamental.

Ao longo de sua carreira política, Paula Coradi desempenhou papéis importantes no Psol. Antes de integrar a Executiva Nacional do partido em 2017, após o 6º Congresso do Psol, ela ocupou cargos de destaque nos níveis municipal e estadual. Como Secretária de Movimentos Sociais, trabalhou ativamente para estreitar os laços entre o partido e as organizações populares.

Em 2018, Paula Coradi coordenou a campanha de Guilherme Boulos à Presidência da República, e dois anos depois, desempenhou um papel fundamental na coordenação da campanha que levou Boulos ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

No 7º Congresso do Psol, realizado em 2021, assumiu a Secretaria de Organização do partido e liderou esforços para aumentar o número de filiados e fortalecer o papel político-eleitoral da sigla, resultando na eleição da maior bancada federal do partido em sua história.

Paula Coradi assumirá a presidência do Psol até 2026, com um foco claro em ampliar a base social do partido e fortalecer ainda mais as relações com os movimentos sociais, com vistas às eleições de 2024.

 “Sou fruto de um processo coletivo. O Psol incentiva a participação das mulheres nas instâncias partidárias. Isso resulta em um número expressivo de parlamentares mulheres e em instâncias partidárias. Agora, é seguir como nosso trabalho de ampliação da nossa base social, e estreitar ainda mais os laços com os movimentos sociais para estarmos ainda mais fortalecidos nas eleições de 2024", comentou Paula Coradi após sua eleição.

EM TEMPO: Sucesso minha Presidente. 

domingo, 24 de setembro de 2023

Bolsonaristas criam cortina de fumaça com pautas de costumes no Congresso, diz Jandira Feghali



Deputada afirma que o objetivo é “manter uma base que está caindo”: “Bolsonaro perde seguidores aos milhões todos os dias"

Deputada Jandira Feghali (PCDOB - RJ) (Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara )

247 — A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), em entrevista à TV247, apontou que a pauta de costumes em discussão no Congresso Nacional, por exemplo em relação ao casamento homoafetivo, é utilizada pelos bolsonaristas para desviar a atenção das denúncias envolvendo Jair Bolsonaro e para tentar manter uma base que vem perdendo apoio. 

"A pauta de costumes tem dois sentidos. Uma é criar debate nesse momento intenso dentro do Congresso Nacional para nublar tudo o que está ocorrendo com os bolsonaristas e o próprio Bolsonaro. (...) O segundo é manter uma base que está caindo. Bolsonaro perde seguidores aos milhões todos os dias", afirmou a deputada. 

Feghali destacou a dificuldade de avançar em questões como a descriminalização do aborto no Congresso Nacional e ressaltou a importância de entender o problema como uma questão de classe e de saúde pública. Ela defendeu que a descriminalização não implica em uma obrigação, mas sim em oferecer uma escolha às mulheres em determinadas condições. "A possibilidade de uma mulher em determinadas condições poder se fazer valer de aborto não é aqui no Congresso Nacional já. Nós já passamos por muito espaço de dificuldades em relação a esse tema. É muito difícil aprovar esse tema no Congresso Nacional, por isso que isso acabou chegando no Supremo", explicou a parlamentar. 

Ao abordar a atuação do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, a deputada manifestou incerteza quanto ao resultado final do julgamento. Ela pontuou a importância de uma decisão progressista que esteja em sintonia com avanços já ocorridos em países da América Latina e do Sul. "A América Latina e a América do Sul inteira já evoluíram. Só falta o Brasil chegar numa posição melhor para reduzir o número de mortes de mulheres ou de complicações para elas e não permitir que uma mulher que tenha outros filhos deixe esses filhos órfãos pela ilegalidade do procedimento do aborto", concluiu Feghali. 

A deputada também abordou a obstrução bolsonarista ao funcionamento da CPMI do 8 de Janeiro e as estratégias adotadas para avançar nas investigações. Ela ressaltou a importância dos depoimentos e da obtenção de dados por meio da quebra de sigilos para a conclusão do relatório. "Eu acho que não precisa alongar a CPMI para essa investigação porque não são só os depoimentos, são os dados que chegam também. Sigilos telemáticos, quebrados, telefônicos, quebrados, sigilo bancário quebrado", destacou a parlamentar.

Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=OP8NqaUvc70&t=4401s  TV 247 em 20.09.23. Helena Chagas, Sara Goes  e Florestan Fernandes, entrevistam  a deputada federal  Jandira Feghali. 

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Lula volta como um cometa sobre Manhattan para sacudir as lamúrias da mídia "profissional"

19 de setembro de 2023

No Brasil, a quem o discurso de Lula se destinava, a mídia "profissional" é obrigada a registrar conteúdos desagradáveis para ela.

Por Mario Vitor Santos – jornalista.


Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante abertura do Debate Geral da 78º Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Lula reapareceu no plenário da assembleia geral da ONU para reafirmar sua condição de figura central do sistema solar brasileiro. Um sol muito sabotado, mas capaz de resistir e vencer  ocupando aquela situação instável em que viveu. Ele é a própria "condensação da polarização" brasileira.

Uma história improvável de sobrevivência contra os medos suscitados pela vaca de extrema-direita que sacode os sistemas políticos em todo planeta. No Brasil, Lula os derrotou e isso é extraordinário, gera imensa curiosidade para aplacar os medos dos acossados pela emergência avassaladora da extrema-direita turbinada pela resiliência da opinião que a apoia nas redes.

No Brasil, a quem o discurso de Lula se destinava, a mídia "profissional" é obrigada a registrar conteúdos desagradáveis para ela. Eleito, o presidente Lula tem o direito de ocupar por meia hora a tribuna da ONU para falar por meia hora sem interrupções. Faz-se silêncio para ouvir palavras que vão contra tudo que esta midia propagou neste século e no fim do anterior:

"O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e política que hoje assola as democracias. Seu legado é uma massa de deserdados e excluídos. Em meio aos seus escombros, surgem aventureiros de extrema direita que negam a política e vendem soluções tão fáceis quanto equivocadas".

Magistral pela concisão,  o trecho pode ser visto também como uma descrição da história do Brasil nos últimos anos, encarnada pelas desventuras de Lula, Dilma e tantos outros, sacrificados no altar da mídia de direita, a mesma que agora finge que não é com ela. Desconcertados pela benção de Arthur Lira a Lula, faltam referências internas para alavancar seus arautos.

A esperança é aguardar algum sinal dos patrões  maiores, a Casa Branca e o Departamento de Estado. Lula governa em tensão interna permanente com o mercado financeiro, que não gosta de nada,que Lula fez neste terreno, como aponta pesquisa Quaest.

Ao reunir-se Lula com o ucraniano Volodimir Zelensky, a mídia conservadora alinhada a Washington extrair elementos para tentar retornar à sua zona de conforto. Poderá manifestar decepção por Lula ser excessivamente autônomo aos desejos do velho senhor do Norte, guardião do "mundo livre", dos valores do "Ocidente".

Se Lula não rezar por inteiro pela cartilha, esta mídia redobrará sua ladainha de reparos e conselhos ridículos (pela pretensão) e constrangedores (pela ignorância e subestimação do público). A velha ordem unipolar foi explodida não só na geopolítica mundial, mas também no monopólio da informação. Isso inclui a ruptura dessa exclusividade no Brasil, ainda mais sacudida momentaneamente pela passagem rasante desse  cometa Lula que volta à ilha de Manhattan gerando tanta turbulência na formação de opinião.

Assista  o vídeo do discurso do presidente Lula na ONU: 

https://www.youtube.com/watch?v=V7zIY_hJsWs&t=186s 

domingo, 17 de setembro de 2023

Multidão protesta nas ruas de Praga contra apoio militar à Ucrânia e OTAN

(Foto: AFP Michal Cizek)


Os manifestantes também rechaçam a política econômica do governo com a alta inflação

16 de setembro de 2023


Sputnik - Estima-se que cerca de dez mil pessoas foram às ruas hoje (16) em Praga para protestar contra o governo do país, criticando sua gestão econômica, seu apoio militar à Ucrânia e apoio para Kiev aderir à OTAN, informou a agência de notícias CTK citada pela Reuters.

Segundo a mídia, o protesto foi convocado pelo movimento PRO, que não está representado no parlamento e tem assumido posições pró-Moscou e antiocidentais. O líder do PRO, Jindrich Raichl, falou com a mídia e disse não querer mais "um governo fantoche".

"Demos mais um passo hoje para tirar do caminho a rocha que é o governo do senhor [primeiro-ministro Petr] Fiala [...] eles são agentes de potências estrangeiras, pessoas que cumprem ordens, fantoches comuns. E eu não quero mais um governo fantoche", disse Raichl a uma multidão na Praça Venceslau na capital tcheca, acrescentando que Praga deveria vetar qualquer tentativa da Ucrânia aderir à OTAN.

Raichl também saudou as políticas do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, como um modelo e apelou a uma aliança dos países da Europa Central para combater a União Europeia.

Ao mesmo tempo, expressou apoio ao ex-primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, que adotou uma postura firmemente antiocidental antes das eleições de 30 de setembro, escreve a mídia.

Em o outro momento dos protestos de hoje (16), a manifestante Marcela Hajkova, ouvida pela agência britânica, condenou a ajuda militar do governo tcheco à Ucrânia, entre outras políticas.

"Não somos um país soberano, ouvimos Bruxelas. Por que enviar armas para a Ucrânia, por que eles não lutam pela paz?", indagou.

Os manifestantes também criticaram a gestão da economia pelo governo, que sofreu uma inflação de dois dígitos e teve um desempenho inferior ao dos seus pares europeus, com a produção ainda não a regressar aos níveis anteriores à pandemia.

EM TEMPO: Apesar  do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, ser de Direita, as manifestações em Defesa da Paz são importantes, como também faz sentido lutar pela libertação   dos presos políticos na Ucrânia, assim como pelo fim da perseguição a oposição e ao  fechamento dos partidos políticos, especialmente os de Esquerda.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Dino desmonta nova armação de Moro sobre decisão histórica de Toffoli no STF


Ex-juiz suspeito acusou o ministério da Justiça de prestar informações falsas à suprema corte, mas foi prontamente desmentido pelo ministro Flávio Dino

13 de setembro de 2023

Sergio Moro e Flávio Dino (Foto: Pedro França/Agência Senado | Geraldo Magela/Agência Senado)

247 – Após a decisão histórica do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a imprestabilidade das provas obtidas a partir das delações da Odebrecht e apontou a prisão do hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma armação judicial, o ex-juiz suspeito Sergio Moro tentou tumultuar o cenário político nacional, ao acusar o ministério da Justiça de prestar informações falsas à suprema corte.

"O Ministério da Justiça de Flavio Dino produziu informações falsas para o STF sobre a cooperação da Lava Jato com a Suíça no caso Odebrecht. Com isso enganou um Ministro e obteve uma decisão favorável a Lula e que prejudicou centenas de investigações. Não satisfeitos, o MJ e a AGU abriram, com base no engano, investigações por “crime de hermenêutica” contra procuradores e juízes. Revelada a farsa pela ANPR, o MJ teve que que se retratar. Poderia isso ser mais escandaloso?", escreveu Moro, em seu X (antigo Twitter).

O ex-juiz suspeito, no entanto, foi rapidamente desmentido pelo ministro da Justiça, que deixou claro que não houve cooperação formal entre autoridades do Brasil e da Suíça nas investigações sobre a Odebrecht. "Quem deve explicações sobre atos judiciais de 2016 e 2017 é o ex-juiz, declarado suspeito e incompetente pelo STF. Sobre informações prestadas ao STF, o citado senhor devia lembrar que isso sequer tramita pelo gabinete do Ministro da Justiça. Tudo encontra-se devidamente exposto ao ministro relator no STF, que vai apreciar os fatos. Que o ex-juiz explique lá como utilizaram em 2016 provas que só foram objeto de procedimento formal em 2017. Boa sorte e boa viagem", escreveu Dino, com uma ponta de ironia.

domingo, 10 de setembro de 2023

Relatório da Abin aponta participação de reservistas em grupo extremista acampado junto ao QG do Exército

10 de setembro de 2023

Relatório datado de 27 de dezembro de 2022, que lança luz sobre o grupo extremista conhecido como "boinas vermelhas", foi encaminhado à CPMI dos Atos Golpistas


Militares do Exército e terroristas bolsonaristas (Foto: ABR | REUTERS/Adriano Machado)

247 - Um relatório sigiloso elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), datado de 27 de dezembro de 2022, lança luz sobre o grupo extremista conhecido como "boinas vermelhas", que seria formado por militares da reserva das Forças Armadas e que marcou presença no acampamento montado por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, com o objetivo de questionar o resultado da eleição presidencial e defender um golpe de Estado.

O documento, obtido com exclusividade pelo site Congresso em Foco, foi encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas, que apura a intentona golpista do dia 8 de janeiro, quando militantes bolsonaristas e de extrema direita invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

De acordo com a reportagem, o relatório da Abin aponta que o grupo “boinas vermelhas” está ligado a diversas manifestações bolsonaristas por meio de organização, incitação e conexão com outros grupos propensos à violência, como no caso tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, no setor comercial norte de Brasília, na noite de 12 de dezembro de 2022.Tradicionalmente, a boina bordô é associada à Brigada Paraquedista do Exército.

 “A Abin afirma que os membros do grupo adotam discurso de ruptura constitucional e demonstram disposição para envolvimento em ações violentas, além de cultivarem uma imagem de prontidão para uma suposta ordem presidencial para serem acionados. O texto ainda levanta a hipótese do grupo ter feito um estoque de combustível na tenda que usava em frente ao Quartel General do Exército de Brasília e de promover risco de ataques durante a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, destaca a reportagem. 

“A presença do grupo na Capital Federal eleva o risco de ocorrência de ação violenta com potencial de impactar a posse do presidente eleito. Avalia-se que o grupo tem a capacidade, a motivação e os meios para planejar, executar ou prestar suporte a um ato extremista violento. Ademais, pode atuar como indutor de atos de vandalismo e obter a adesão de participantes da ocupação que originalmente não demonstravam propensão à violência”, aponta um trecho do documento.

Ainda conforme a Abin, o relatório aponta que o grupo extremista também teria participado de outras manifestações na capital federal  e que no feriado do Dia da Independência, em 2021, e nos dias que se seguiram, os integrantes do movimento radical teriam incitado manifestantes a forçar passagem pelas barreiras de contenção montadas pelas forças de segurança na Esplanada dos Ministérios.

De acordo com o registro, em certos momentos, integrantes do grupo buscaram assumir a liderança das manifestações, coordenando a segurança das pessoas e por vezes mediando a comunicação com representantes do governo federal, do governo do Distrito Federal e das forças de segurança.

As lideranças identificadas no relatório incluem o militar da reserva Marcelo Soares Corrêa, conhecido como Cabo Corrêa, e Ricardo Arruda Labatut Rodrigues, conhecido como coronel Labatut. Corrêa é apontado como um dos líderes do grupo, organizando manifestações contrárias à mudança de governo e sendo associado a eventos semelhantes ocorridos em outros países. O relatório também revela que políticos, como Hamilton Mourão e Jair Bolsonaro, tiveram ligações com membros do grupo. 

sábado, 9 de setembro de 2023

Delação de Mauro Cid é "ponto de não-retorno" para investigação sobre Bolsonaro, diz Helena Chagas

Helena Chagas e Jair Bolsonaro (Foto: Brasil 247 | Reuters)

Jornalista afirma que Cid irá entregar elementos importantes que implicam Jair Bolsonaro

9 de setembro de 2023





247 - A jornalista do 247 Helena Chagas foi ao X (antigo Twitter) comentar sua avaliação sobre a homologação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que se deu neste sábado (9). Ela prevê que novas revelações virão em breve e de forma acelerada.

Segundo Chagas, tudo indica que Cid irá entregar elementos importantes que implicam Jair Bolsonaro, e o processo agora entra em um "ponto de não-retorno". "Apertem os cintos que vem muita coisa por aí. E num ritmo acelerado. Moraes homologou colaboração e mandou soltar Mauro Cid hj mesmo. Agora, Ministério Público e PF — que deu o primeiro passo — disputam o comando da delação premiada do tenente coronel. Acima de tudo, o que esse conjunto da obra quer dizer? Que o ex-ajudante de ordens já sinalizou que vai entregar muitos elementos importantes para a investigação envolvendo Jair Bolsonaro. Processo entra agora num ponto de não-retorno. TIC TAC….", postou. 

delação de Mauro Cid, que está preso desde maio, é de suma importância para diversas investigações em curso. Entre os assuntos que poderiam ser expostos está o polêmico caso das joias árabes que deveriam ter sido incorporadas ao patrimônio da União, mas que foram revendidas nos Estados Unidos.

Mauro Cid foi preso em uma operação da PF que investiga fraudes e adulterações em cartões de vacinas contra a Covid-19 envolvendo o ex-presidente e pessoas próximas a ele. O seu celular foi apreendido, fornecendo material para outras frentes de investigação, incluindo o caso das joias árabes e da tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro.

EM TEMPO: É isso aí  Bozo, "um dia é do caçador, outro é da caça". Pode adoecer a vontade Bozo, uma vez que uma parcela  dos seus   subalternos estão "acordando pra jesus" e pulando fora do barco furado. Ok, Moçada!

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Ana Moser diz que sua demissão representa o “Abandono dos esportes”

 

Texto extraído do Blog de Magno Martins

- Edição de Jameson Ramos

 

A ex-ministra do Esporte Ana Moser afirmou à CNN, nesta quinta-feira (7), que sua saída do Ministério do Esporte foi uma decisão política e representa um abandono do esporte no país.

“Foi uma decisão política, pena para o esporte. É um abandono do esporte, mas faz parte da política”, afirmou a ex-jogadora da seleção de vôlei à reportagem no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo

Em nota, o Planalto afirmou na quarta-feira que os deputados federais André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) aceitaram o convite para assumir, respectivamente, os ministérios do Esporte e dos Portos e Aeroportos. Com a mudança, Ana Moser deixa a pasta assumida por Fufuca.

A ex-ministra já havia dito, em nota divulgada na quarta-feira (6), que via “com tristeza e consternação a interrupção” da política que vinha tocando à frente da pasta, que classificou como inclusiva, democrática e igualitária. A nota foi divulgada na noite desta quarta-feira (6) após deixar o cargo.

Ela lamentou que “as promessas de campanha [de Lula], de um esporte para toda a nação, tenham tido tão pouco tempo para que se desenvolvessem na retomada da gestão do Ministério”. “Tivemos pouco tempo para mudar a realidade do Esporte no Brasil”, disse Moser.

“A ministra e a equipe do Ministério do Esporte vão continuar trabalhando e contribuindo para a política pública de esporte no Brasil, mantendo o sonho de todos que acreditaram no trabalho deste grupo”, continuou o texto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou a ela sua decisão pela exoneração na tarde desta quarta-feira (6), no Palácio do Alvorada. Na ocasião, Moser apresentou ao presidente as ações implementadas, disse a nota.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou, nesta quinta-feira, que os compromissos assumidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o esporte serão mantidos apesar da reforma ministerial.

“Todos os compromissos que o presidente Lula afirmou e que foram anunciados no início do nosso governo em relação ao esporte brasileiro serão cumpridos ao longo desse governo. Podemos estar tendo uma mudança dos jogadores que estão em quadra, mas não muda a estratégia, o plano tático e os objetivos do time”, declarou Padilha ao chegar para o desfile de 7 de Setembro, em Brasília.

EM TEMPO: É  compreensível a necessidade do governo Lula em ter maioria no Congresso Nacional, mas tudo tem seu limite. Não era  aconselhável nem tirar a Ana Moser do Ministério dos Esportes  e nem tão pouco admitir a substituição da  Presidente da CEF. Lembrando que uma boa parcela da população brasileira precisa melhorar a qualidade do voto, votando  em pessoas mais capacitadas, democráticas  e independentes para o Congresso Nacional. Ok, Moçada!

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Toffoli cita diálogos extraoficiais de procuradores da Lava Jato com FBI ao anular provas da Odebrecht

Sergio Moro, FBI, Deltan Dallagnol e a Polícia Federal (Foto: Reuters)


Segundo o ministro do STF, a empreiteira também não formalizou acordos de cooperação jurídica internacional

6 de setembro de 2023

 

247 - Na decisão que determinou a anulação das provas obtidas no acordo de leniência da Odebrecht, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli citou conversas entre procuradores após diálogos reproduzidos na reclamação proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra decisões da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, na Operação Lava-Jato, que tinha o atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR) como juiz de primeira instância jurídica e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) como coordenador e procurador do Ministério Público Federal (MPF-PR). Os trechos das conversas tornaram-se públicos durante a Operação Spoofing, quando um grupo de hackers teve acesso ao conteúdo armazenado em telefones de autoridades. 

Nas mensagens, procuradores discutem com membros do Federal Bureau of Investigation (FBI), o departamento de inteligência e segurança dos Estados Unidos. De acordo com informações publicadas nesta quarta-feira (6) pelo jornal O Globo, no despacho, o juiz do Supremo citou a falta de formalização de acordos de cooperação jurídica internacional, que devem ser estabelecidos pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), da Secretaria Nacional de Justiça. 

As tratativas com o FBI a fim de que profissionais estrangeiros transmitissem ou recebessem dados teriam acontecido sem a formalidade do procedimento padrão e legal pelo DRCI, ligado ao Ministério da Justiça. Integrantes do PT planejam cobrar do Judiciário uma apuração sobre a suposta cooperação irregular entre Moro e a CIA - a Central Intelligence Agency, CIA ou Agência Central de Inteligência, serviço civil de inteligência estrangeira norte-americano. 

O ministro do STF argumentou não ter havido nas investigações a preservação da chamada cadeia de custódia, termo que, segundo o Código de Processo Penal, é referente à manutenção da história cronológica dos vestígios coletados em locais de crimes, de seu reconhecimento até o descarte. O magistrado cita o acesso clandestino dos investigadores ao sistema Drousys, usado pelo setor de Operações Estruturadas da empresa para controlar os pagamentos de propina a autoridades e políticos. Para justificar sua decisão, o juiz do Supremo também

As conversas dos procuradores reproduzidas na decisão de Toffoli citaram a suposta falta de cuidado no transporte das provas apreendidas. Promotores é que teriam carregados os materiais, inclusive o sistema Drousys. “Jerusa, não quero me meter, mas levamos o drousys numa sacola de supermercado mesmo para Brasília. O que foi feito na SPEA (Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise), aí já é outra história, mas não acredito que tenham sido tão amadores…”, afirmou um dos diálogos.

Em sua decisão, Toffoli também criticou a prisão do presidente Lula, ocorrida em 2018 no âmbito da Lava-Jato. Em 2021, o STF declarou a suspeição de Moro nos processos contra o petista. Para o ministro, a detenção foi "um dos maiores erros judiciários da história do país", mas "foi muito pior". "Tratou-se de uma armação fruto de um projeto de poder de determinados agentes públicos em seu objetivo de conquista do Estado por meios aparentemente legais”.

EM TEMPO: Um dos objetivos da "Lava-Jato"  era o de quebrar a ODEBRECHT, uma das principais empresas de engenharia do mundo. Estima-se que mais de 100 mil trabalhadores foram demitidos. Além é claro de lançar Moro e Deltan no mundo da política, de impedir Lula de ser candidato nas Eleições 2018 e de  fortalecer  os fascistas via Bozo. Ok, Moçada!

sábado, 2 de setembro de 2023

EUA tentaram barrar cooperação da França com Brasil por submarino nuclear, diz Sarkozy

Nicolas Sarkozy e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

 

Em seu livro de memórias, ex-presidente da França também exalta o presidente Lula: "não é um homem que se pode destruir ou reduzir"

2 de setembro de 2023


247 - O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy revelou em seu recém-lançado livro de memórias 'O tempo de combates' que os Estados Unidos tentaram barrar a cooperação da França com o Brasil pela obtenção dos submarinos nucleares pela Marinha brasileira. Ele conta que ignorou a pressão americana para fechar o acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

"Eu transgredi as regras habituais e ignorei a oposição dos Estados Unidos, aceitando ajudar os brasileiros a adquirir submarinos com propulsão nuclear", relata Sarkozy. 

Observando que os submarinos nucleares nada têm a ver com bombas atômicas, Sarkozy também afirma que as negociações com o Brasil pela compra de caças Rafale provocou tensão com Washington. Segundo ele, os americanos "se bateram até o fim para fazer esse projeto fracassar". No final das contas, o Brasil optou por comprar os caças suecos F-39 Gripen. 

"Os americanos não aceitam bem a menor recusa de alinhamento sistemático, que é imediatamente percebida como uma traição", escreve Sarkozy. 

No livro, Sarkozy relembra bons momentos que teve com o presidente Lula, e exalta a simpatia que guarda pelo líder brasileiro. "Lula não é um homem que se pode destruir ou reduzir. É uma rocha. Confesso admirar esse homem sem fazer julgamento sobre seus 'casos’, dos quais ignoro tudo’’. 

Iniciado em 2008 através de um acordo entre Brasil e França, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) é um projeto da Marinha do Brasil que utiliza-se da troca tecnológica entre as duas nações. O programa visa ao desenvolvimento de quatro submarinos convencionais inspirados no modelo francês da classe Scorpéne. Além disso, o Prosub também tem como objetivo a conclusão do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, planejada para o ano de 2029, com seu lançamento subsequente agendado para 2033. (Com informações do Valor Econômico

EM TEMPO: Quem quiser chorar pode chorar, mas só um estadista como Lula pode conseguir tamanha proeza. As Forças Armadas lucraram bastante nos governos Lula e continuam obtendo bons resultados com o novo PAC.