quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Dino desmonta nova armação de Moro sobre decisão histórica de Toffoli no STF


Ex-juiz suspeito acusou o ministério da Justiça de prestar informações falsas à suprema corte, mas foi prontamente desmentido pelo ministro Flávio Dino

13 de setembro de 2023

Sergio Moro e Flávio Dino (Foto: Pedro França/Agência Senado | Geraldo Magela/Agência Senado)

247 – Após a decisão histórica do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a imprestabilidade das provas obtidas a partir das delações da Odebrecht e apontou a prisão do hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma armação judicial, o ex-juiz suspeito Sergio Moro tentou tumultuar o cenário político nacional, ao acusar o ministério da Justiça de prestar informações falsas à suprema corte.

"O Ministério da Justiça de Flavio Dino produziu informações falsas para o STF sobre a cooperação da Lava Jato com a Suíça no caso Odebrecht. Com isso enganou um Ministro e obteve uma decisão favorável a Lula e que prejudicou centenas de investigações. Não satisfeitos, o MJ e a AGU abriram, com base no engano, investigações por “crime de hermenêutica” contra procuradores e juízes. Revelada a farsa pela ANPR, o MJ teve que que se retratar. Poderia isso ser mais escandaloso?", escreveu Moro, em seu X (antigo Twitter).

O ex-juiz suspeito, no entanto, foi rapidamente desmentido pelo ministro da Justiça, que deixou claro que não houve cooperação formal entre autoridades do Brasil e da Suíça nas investigações sobre a Odebrecht. "Quem deve explicações sobre atos judiciais de 2016 e 2017 é o ex-juiz, declarado suspeito e incompetente pelo STF. Sobre informações prestadas ao STF, o citado senhor devia lembrar que isso sequer tramita pelo gabinete do Ministro da Justiça. Tudo encontra-se devidamente exposto ao ministro relator no STF, que vai apreciar os fatos. Que o ex-juiz explique lá como utilizaram em 2016 provas que só foram objeto de procedimento formal em 2017. Boa sorte e boa viagem", escreveu Dino, com uma ponta de ironia.

domingo, 10 de setembro de 2023

Relatório da Abin aponta participação de reservistas em grupo extremista acampado junto ao QG do Exército

10 de setembro de 2023

Relatório datado de 27 de dezembro de 2022, que lança luz sobre o grupo extremista conhecido como "boinas vermelhas", foi encaminhado à CPMI dos Atos Golpistas


Militares do Exército e terroristas bolsonaristas (Foto: ABR | REUTERS/Adriano Machado)

247 - Um relatório sigiloso elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), datado de 27 de dezembro de 2022, lança luz sobre o grupo extremista conhecido como "boinas vermelhas", que seria formado por militares da reserva das Forças Armadas e que marcou presença no acampamento montado por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, com o objetivo de questionar o resultado da eleição presidencial e defender um golpe de Estado.

O documento, obtido com exclusividade pelo site Congresso em Foco, foi encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas, que apura a intentona golpista do dia 8 de janeiro, quando militantes bolsonaristas e de extrema direita invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

De acordo com a reportagem, o relatório da Abin aponta que o grupo “boinas vermelhas” está ligado a diversas manifestações bolsonaristas por meio de organização, incitação e conexão com outros grupos propensos à violência, como no caso tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, no setor comercial norte de Brasília, na noite de 12 de dezembro de 2022.Tradicionalmente, a boina bordô é associada à Brigada Paraquedista do Exército.

 “A Abin afirma que os membros do grupo adotam discurso de ruptura constitucional e demonstram disposição para envolvimento em ações violentas, além de cultivarem uma imagem de prontidão para uma suposta ordem presidencial para serem acionados. O texto ainda levanta a hipótese do grupo ter feito um estoque de combustível na tenda que usava em frente ao Quartel General do Exército de Brasília e de promover risco de ataques durante a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, destaca a reportagem. 

“A presença do grupo na Capital Federal eleva o risco de ocorrência de ação violenta com potencial de impactar a posse do presidente eleito. Avalia-se que o grupo tem a capacidade, a motivação e os meios para planejar, executar ou prestar suporte a um ato extremista violento. Ademais, pode atuar como indutor de atos de vandalismo e obter a adesão de participantes da ocupação que originalmente não demonstravam propensão à violência”, aponta um trecho do documento.

Ainda conforme a Abin, o relatório aponta que o grupo extremista também teria participado de outras manifestações na capital federal  e que no feriado do Dia da Independência, em 2021, e nos dias que se seguiram, os integrantes do movimento radical teriam incitado manifestantes a forçar passagem pelas barreiras de contenção montadas pelas forças de segurança na Esplanada dos Ministérios.

De acordo com o registro, em certos momentos, integrantes do grupo buscaram assumir a liderança das manifestações, coordenando a segurança das pessoas e por vezes mediando a comunicação com representantes do governo federal, do governo do Distrito Federal e das forças de segurança.

As lideranças identificadas no relatório incluem o militar da reserva Marcelo Soares Corrêa, conhecido como Cabo Corrêa, e Ricardo Arruda Labatut Rodrigues, conhecido como coronel Labatut. Corrêa é apontado como um dos líderes do grupo, organizando manifestações contrárias à mudança de governo e sendo associado a eventos semelhantes ocorridos em outros países. O relatório também revela que políticos, como Hamilton Mourão e Jair Bolsonaro, tiveram ligações com membros do grupo. 

sábado, 9 de setembro de 2023

Delação de Mauro Cid é "ponto de não-retorno" para investigação sobre Bolsonaro, diz Helena Chagas

Helena Chagas e Jair Bolsonaro (Foto: Brasil 247 | Reuters)

Jornalista afirma que Cid irá entregar elementos importantes que implicam Jair Bolsonaro

9 de setembro de 2023





247 - A jornalista do 247 Helena Chagas foi ao X (antigo Twitter) comentar sua avaliação sobre a homologação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que se deu neste sábado (9). Ela prevê que novas revelações virão em breve e de forma acelerada.

Segundo Chagas, tudo indica que Cid irá entregar elementos importantes que implicam Jair Bolsonaro, e o processo agora entra em um "ponto de não-retorno". "Apertem os cintos que vem muita coisa por aí. E num ritmo acelerado. Moraes homologou colaboração e mandou soltar Mauro Cid hj mesmo. Agora, Ministério Público e PF — que deu o primeiro passo — disputam o comando da delação premiada do tenente coronel. Acima de tudo, o que esse conjunto da obra quer dizer? Que o ex-ajudante de ordens já sinalizou que vai entregar muitos elementos importantes para a investigação envolvendo Jair Bolsonaro. Processo entra agora num ponto de não-retorno. TIC TAC….", postou. 

delação de Mauro Cid, que está preso desde maio, é de suma importância para diversas investigações em curso. Entre os assuntos que poderiam ser expostos está o polêmico caso das joias árabes que deveriam ter sido incorporadas ao patrimônio da União, mas que foram revendidas nos Estados Unidos.

Mauro Cid foi preso em uma operação da PF que investiga fraudes e adulterações em cartões de vacinas contra a Covid-19 envolvendo o ex-presidente e pessoas próximas a ele. O seu celular foi apreendido, fornecendo material para outras frentes de investigação, incluindo o caso das joias árabes e da tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro.

EM TEMPO: É isso aí  Bozo, "um dia é do caçador, outro é da caça". Pode adoecer a vontade Bozo, uma vez que uma parcela  dos seus   subalternos estão "acordando pra jesus" e pulando fora do barco furado. Ok, Moçada!

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Ana Moser diz que sua demissão representa o “Abandono dos esportes”

 

Texto extraído do Blog de Magno Martins

- Edição de Jameson Ramos

 

A ex-ministra do Esporte Ana Moser afirmou à CNN, nesta quinta-feira (7), que sua saída do Ministério do Esporte foi uma decisão política e representa um abandono do esporte no país.

“Foi uma decisão política, pena para o esporte. É um abandono do esporte, mas faz parte da política”, afirmou a ex-jogadora da seleção de vôlei à reportagem no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo

Em nota, o Planalto afirmou na quarta-feira que os deputados federais André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) aceitaram o convite para assumir, respectivamente, os ministérios do Esporte e dos Portos e Aeroportos. Com a mudança, Ana Moser deixa a pasta assumida por Fufuca.

A ex-ministra já havia dito, em nota divulgada na quarta-feira (6), que via “com tristeza e consternação a interrupção” da política que vinha tocando à frente da pasta, que classificou como inclusiva, democrática e igualitária. A nota foi divulgada na noite desta quarta-feira (6) após deixar o cargo.

Ela lamentou que “as promessas de campanha [de Lula], de um esporte para toda a nação, tenham tido tão pouco tempo para que se desenvolvessem na retomada da gestão do Ministério”. “Tivemos pouco tempo para mudar a realidade do Esporte no Brasil”, disse Moser.

“A ministra e a equipe do Ministério do Esporte vão continuar trabalhando e contribuindo para a política pública de esporte no Brasil, mantendo o sonho de todos que acreditaram no trabalho deste grupo”, continuou o texto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou a ela sua decisão pela exoneração na tarde desta quarta-feira (6), no Palácio do Alvorada. Na ocasião, Moser apresentou ao presidente as ações implementadas, disse a nota.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou, nesta quinta-feira, que os compromissos assumidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o esporte serão mantidos apesar da reforma ministerial.

“Todos os compromissos que o presidente Lula afirmou e que foram anunciados no início do nosso governo em relação ao esporte brasileiro serão cumpridos ao longo desse governo. Podemos estar tendo uma mudança dos jogadores que estão em quadra, mas não muda a estratégia, o plano tático e os objetivos do time”, declarou Padilha ao chegar para o desfile de 7 de Setembro, em Brasília.

EM TEMPO: É  compreensível a necessidade do governo Lula em ter maioria no Congresso Nacional, mas tudo tem seu limite. Não era  aconselhável nem tirar a Ana Moser do Ministério dos Esportes  e nem tão pouco admitir a substituição da  Presidente da CEF. Lembrando que uma boa parcela da população brasileira precisa melhorar a qualidade do voto, votando  em pessoas mais capacitadas, democráticas  e independentes para o Congresso Nacional. Ok, Moçada!

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Toffoli cita diálogos extraoficiais de procuradores da Lava Jato com FBI ao anular provas da Odebrecht

Sergio Moro, FBI, Deltan Dallagnol e a Polícia Federal (Foto: Reuters)


Segundo o ministro do STF, a empreiteira também não formalizou acordos de cooperação jurídica internacional

6 de setembro de 2023

 

247 - Na decisão que determinou a anulação das provas obtidas no acordo de leniência da Odebrecht, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli citou conversas entre procuradores após diálogos reproduzidos na reclamação proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra decisões da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, na Operação Lava-Jato, que tinha o atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR) como juiz de primeira instância jurídica e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) como coordenador e procurador do Ministério Público Federal (MPF-PR). Os trechos das conversas tornaram-se públicos durante a Operação Spoofing, quando um grupo de hackers teve acesso ao conteúdo armazenado em telefones de autoridades. 

Nas mensagens, procuradores discutem com membros do Federal Bureau of Investigation (FBI), o departamento de inteligência e segurança dos Estados Unidos. De acordo com informações publicadas nesta quarta-feira (6) pelo jornal O Globo, no despacho, o juiz do Supremo citou a falta de formalização de acordos de cooperação jurídica internacional, que devem ser estabelecidos pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), da Secretaria Nacional de Justiça. 

As tratativas com o FBI a fim de que profissionais estrangeiros transmitissem ou recebessem dados teriam acontecido sem a formalidade do procedimento padrão e legal pelo DRCI, ligado ao Ministério da Justiça. Integrantes do PT planejam cobrar do Judiciário uma apuração sobre a suposta cooperação irregular entre Moro e a CIA - a Central Intelligence Agency, CIA ou Agência Central de Inteligência, serviço civil de inteligência estrangeira norte-americano. 

O ministro do STF argumentou não ter havido nas investigações a preservação da chamada cadeia de custódia, termo que, segundo o Código de Processo Penal, é referente à manutenção da história cronológica dos vestígios coletados em locais de crimes, de seu reconhecimento até o descarte. O magistrado cita o acesso clandestino dos investigadores ao sistema Drousys, usado pelo setor de Operações Estruturadas da empresa para controlar os pagamentos de propina a autoridades e políticos. Para justificar sua decisão, o juiz do Supremo também

As conversas dos procuradores reproduzidas na decisão de Toffoli citaram a suposta falta de cuidado no transporte das provas apreendidas. Promotores é que teriam carregados os materiais, inclusive o sistema Drousys. “Jerusa, não quero me meter, mas levamos o drousys numa sacola de supermercado mesmo para Brasília. O que foi feito na SPEA (Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise), aí já é outra história, mas não acredito que tenham sido tão amadores…”, afirmou um dos diálogos.

Em sua decisão, Toffoli também criticou a prisão do presidente Lula, ocorrida em 2018 no âmbito da Lava-Jato. Em 2021, o STF declarou a suspeição de Moro nos processos contra o petista. Para o ministro, a detenção foi "um dos maiores erros judiciários da história do país", mas "foi muito pior". "Tratou-se de uma armação fruto de um projeto de poder de determinados agentes públicos em seu objetivo de conquista do Estado por meios aparentemente legais”.

EM TEMPO: Um dos objetivos da "Lava-Jato"  era o de quebrar a ODEBRECHT, uma das principais empresas de engenharia do mundo. Estima-se que mais de 100 mil trabalhadores foram demitidos. Além é claro de lançar Moro e Deltan no mundo da política, de impedir Lula de ser candidato nas Eleições 2018 e de  fortalecer  os fascistas via Bozo. Ok, Moçada!

sábado, 2 de setembro de 2023

EUA tentaram barrar cooperação da França com Brasil por submarino nuclear, diz Sarkozy

Nicolas Sarkozy e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

 

Em seu livro de memórias, ex-presidente da França também exalta o presidente Lula: "não é um homem que se pode destruir ou reduzir"

2 de setembro de 2023


247 - O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy revelou em seu recém-lançado livro de memórias 'O tempo de combates' que os Estados Unidos tentaram barrar a cooperação da França com o Brasil pela obtenção dos submarinos nucleares pela Marinha brasileira. Ele conta que ignorou a pressão americana para fechar o acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

"Eu transgredi as regras habituais e ignorei a oposição dos Estados Unidos, aceitando ajudar os brasileiros a adquirir submarinos com propulsão nuclear", relata Sarkozy. 

Observando que os submarinos nucleares nada têm a ver com bombas atômicas, Sarkozy também afirma que as negociações com o Brasil pela compra de caças Rafale provocou tensão com Washington. Segundo ele, os americanos "se bateram até o fim para fazer esse projeto fracassar". No final das contas, o Brasil optou por comprar os caças suecos F-39 Gripen. 

"Os americanos não aceitam bem a menor recusa de alinhamento sistemático, que é imediatamente percebida como uma traição", escreve Sarkozy. 

No livro, Sarkozy relembra bons momentos que teve com o presidente Lula, e exalta a simpatia que guarda pelo líder brasileiro. "Lula não é um homem que se pode destruir ou reduzir. É uma rocha. Confesso admirar esse homem sem fazer julgamento sobre seus 'casos’, dos quais ignoro tudo’’. 

Iniciado em 2008 através de um acordo entre Brasil e França, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) é um projeto da Marinha do Brasil que utiliza-se da troca tecnológica entre as duas nações. O programa visa ao desenvolvimento de quatro submarinos convencionais inspirados no modelo francês da classe Scorpéne. Além disso, o Prosub também tem como objetivo a conclusão do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, planejada para o ano de 2029, com seu lançamento subsequente agendado para 2033. (Com informações do Valor Econômico

EM TEMPO: Quem quiser chorar pode chorar, mas só um estadista como Lula pode conseguir tamanha proeza. As Forças Armadas lucraram bastante nos governos Lula e continuam obtendo bons resultados com o novo PAC. 

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

GDias, ex- GSI de Lula, dá forte depoimento na CPMI do Golpe, admite falhas na segurança do Planalto e deixa oposição inerte

(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Ex-ministro deu os nomes dos generais José Carlos Penteado e Feitosa Rodrigues como possíveis “facilitadores” das ações de vândalos golpistas no Palácio do Planalto em 8/01

31 de agosto de 2023

 


Da sucursal do 247 em Brasília - Leia a seguir a íntegra do texto que o general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional do presidente Lula, leu em primeira pessoa no início de seu depoimento:

“Sou General de Divisão do Exército Brasileiro. Concluí a Academia Militar das Agulhas Negras na arma da Infantaria em 1975. Possuo cursos de Forças Especiais, de Comandos, de Guerra na Selva, de Paraquedista, Aperfeiçoamento de Oficiais, Curso de Comando e Estado Maior, Curso de Política Estratégia e Alta Administração do Exército e de Segurança Presidencial.

Com muita honra, prestei serviços às forças de segurança da ONU na América Central, por um ano e meio, no início dos anos 1990.

Entre os anos de 2003 e 2010, coordenei a segurança da Presidência da República.

Em 2011, como General de Divisão, comandei a 6ª Região Militar em Salvador, na Bahia.

Em dezembro de 2022, fui convidado para assumir o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Tomei posse em 1º de janeiro de 2023. Pedi afastamento do posto em 19 de abril. Saí por causa da divulgação imprecisa e desconexa de vídeos gravados no interior do Palácio do Planalto durante a invasão ao prédio, em 8 de janeiro de 2023. Naquele dia foram cometidas agressões impensáveis à Democracia brasileira.

Eu era ministro-chefe do GSI, cabia a mim, funcionalmente e como cidadão brasileiro, preservar a sede do Poder Executivo do Estado Brasileiro, o Palácio do Planalto.

No dia 8 de janeiro, utilizando de todo meu conhecimento agregado pelos cursos que realizei ao longo de mais de 44 anos de serviço, pelas experiências vividas, dentro e fora das funções do Exército, EXERCI EFETIVAMENTE MINHA AÇÃO DE COMANDO NA DEFESA E PRESERVAÇÃO DO PALÁCIO PRESIDENCIAL NO MEIO DE UM LEVANTE ANTIDEMOCRÁTICO.

Foi um ataque único, inédito e inimaginável para todos nós que somos democratas e devotamos respeito à Constituição e às instituições. Tendo conhecimento, agora, da sequência de fatos que nos levaram até aquelas agressões de vândalos; e também da ineficiência dos agentes que atuavam na execução do Plano Escudo, aprovado com a coordenação de diversos órgãos civis, militares e de Segurança Pública; seria mais duro do que fui na repressão. Faria diferente, embora tenha plena certeza de que envidei todos os esforços e ações que estavam ao meu alcance para mitigar danos e o mais importante, PRESERVAR AS VIDAS DE CIDADÃS E CIDADÃOS BRASILEIROS, SEM O DERRAMAMENTO UMA GOTA DE SANGUE, SEM NENHUMA MORTE.

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Líder quilombola da Bahia, Bernadete Pacífico é assassinada

(Foto: Conaq)


Criminosos invadiram o terreiro onde Bernadete estava, relata a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco

18 de agosto de 2023


247 - Bernadete Pacífico, uma respeitada liderança quilombola da Bahia, foi assassinada na noite desta quinta-feira (17). Ela era integrante da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) e foi secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e líder da comunidade quilombola de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, relatou que criminosos invadiram o terreiro onde Bernadete estava. "O racismo religioso mata e produz violências reais", escreveu. "O ataque contra terreiros e o assassinato de lideranças religiosas de matriz africana não é pontual. O racismo religioso é mais uma faceta da conformação racista que estrutura o país e precisa ser combatido por meio de políticas públicas".

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), determinou a ida da Polícia Militar e da Polícia Civil até o local e pediu que os agentes "sejam firmes na investigação".

Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida também deslocou uma equipe até o local do crime.

Bernadete era mãe de Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, diz a Conaq. Líder da comunidade Pitanga dos Palmares, ele foi assassinado há 6 anos. Segundo a entidade, a 'mãe Bernadete' "atuava na linha de frente para solucionar o caso do assassinato do seu filho Binho e bravamente enfrentou todas adversidades que uma mãe preta pode enfrentar na busca por justiça e na defesa da memória e da dignidade de seu filho".

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

'Depois de Delgatti, cadeia para Bolsonaro é apenas questão de tempo', diz Helena Chagas


"Depoimento de Delgatti muda o patamar da investigação golpista. Compromete Jair Bolsonaro de forma irremediável", avalia a jornalista

17 de agosto de 2023


Helena Chagas e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Tânia Rêgo/Agência Brasil)

247 - Depois do depoimento do hacker Walter Delgatti Neto à CPMI dos Atos Golpistas nesta quinta-feira (17), a prisão de Jair Bolsonaro (PL) é apenas uma questão de tempo, avalia a jornalista Helena Chagas. 

>>> Delgatti acusa Bolsonaro e diz que ele prometeu indulto em caso de prisão por ataque às urnas

Segundo ela, o hacker compromete Bolsonaro na trama golpista de forma "irremediável". Para Helena, Delgatti também encrencou os militares. "Depoimento de Delgatti muda o patamar da investigação golpista. Compromete Jair Bolsonaro de forma irremediável, e sua punição por tentativa de golpe contra o Estado democrático — cadeia — é questão de tempo. Mas os militares também estão na lona com todas essas revelações de conluio, envolvendo ministério da Defesa e comando do Exército, para invadir a urna eletrônica e as eleições. Ainda que esses comandantes tenham desistido do golpe mais adiante, vai ficando claro que participaram da articulação comandada pelo então presidente da República.. Não por acaso o assunto do momento é 'Bolsonaro na Papuda.

EM TEMPO: Tocaram fogo na mata. E agora?

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Reuniões secretas de Bolsonaro com comandantes militares após derrota nas urnas são reveladas em e-mails

 

(Foto: Marcos Correa/PR)

15 de agosto de 2023

E-mails enviados à CPMI dos Atos Golpistas revelam encontros não registrados no Palácio da Alvorada entre Jair Bolsonaro e comandantes das Forças Armadas, após sua derrota


247 - E-mails recentemente obtidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas revelam uma série de reuniões secretas entre Jair Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas após sua derrota nas urnas para o presidente Lula. De acordo com reportagem do Metrópoles, os encontros ocorreram no Palácio da Alvorada e foram omitidos tanto das agendas oficiais de Bolsonaro quanto dos líderes das três Forças Armadas.

Os e-mails, registrados pelo ex-ajudante de ordens Jonathas Diniz Vieira Coelho, indicam que Bolsonaro teve pelo menos três encontros confidenciais com os comandantes militares nos dias subsequentes à eleição. O primeiro desses encontros aconteceu em 1º de novembro, somente dois dias após a vitória de Lula no segundo turno das eleições. A troca de e-mails citava a presença dos "Comandantes de Força", referindo-se ao general Marco Antônio Freire Gomes, comandante do Exército; almirante Garnier Santos, comandante da Marinha; e tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, comandante da Aeronáutica.

Ainda de acordo com a reportagem, além destes líderes das Forças Armadas, participaram da reunião o vice-presidente da chapa de Bolsonaro, general Walter Braga Netto, e três ministros do governo: general Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça) e Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União - AGU). Intrigantemente, essas reuniões não foram mencionadas nas agendas oficiais divulgadas pelo Planalto.

No dia subsequente, em 2 de novembro, a agenda pública de Bolsonaro permaneceu vazia. Entretanto, os e-mails revelaram que ocorreu uma reunião das 15h30 às 17h15, na qual estiveram presentes Bolsonaro, o general Freire Gomes, o almirante Garnier Santos e o senador Flávio Bolsonaro.

Uma terceira reunião secreta veio à tona em 14 de novembro, quando a agenda pública de Jair Bolsonaro permaneceu sem compromissos durante a tarde. Às 14h30, os e-mails indicaram mais uma reunião com os "Comandantes de Força", bem como os ministros da Defesa, Justiça, AGU, Controladoria-Geral da União, além do vice-presidente Braga Netto e do almirante Flávio Rocha, secretário especial da Presidência.

EM TEMPO: Apesar de   algumas explicações da imprensa brasileira, a verdade é que a comunidade internacional não apoiava o golpe, a exemplo do governo Joe Biden, dos EUA, o qual já tinha enviado seus mensageiros para darem o recado. A CIA já dava sinais contrários a iniciativa golpista. França, Alemanha, Espanha, Portugal e tantos outros países, também não apoiavam e iriam criar dificuldades ao governo golpista, através de sanções econômicas e ameaça de intervenção armada. Donde se conclui que os  militares de alta patente  não estavam coesos quanto a esse tipo de aventura, cujo principal beneficiário  seria um ex-militar, o Bozo, que outrora foi expulso do exército por indisciplina. Ok, Moçada! 

Sangrando Bolsonaro

 



"A estratégia é ir sangrando Jair Bolsonaro até que a opinião pública não tenha mais dúvidas sobre o acerto de uma condenação seguida de prisão", diz Helena Chagas (Jornalista)


Jair Bolsonaro (Foto: Tânia Rego / Agência Brasil)

À primeira vista, as bem circunstanciadas revelações da investigação sobre o desvio e a venda de presentes oficiais para enriquecimento ilícito compõem o enredo da crônica de uma prisão anunciada. Entre integrantes do governo e juristas que acompanham o caso, porém, não há grandes expectativas em relação a esse desfecho no curto prazo. Por ora, a estratégia dos investigadores da PF e do STF parece ser, com a ajuda da CPMI, ir sangrando Jair Bolsonaro até o momento em que a esmagadora maioria da opinião pública não tenha mais dúvidas sobre o acerto de uma condenação seguida de prisão.

Apesar da ansiedade de alguns  — até com justa razão — em ver Bolsonaro na cadeia pelo conjunto da obra, ninguém na esfera jurídica e no governo Lula quer ser acusado de perseguição ou politização indevida das investigações contra o ex-presidente. O primeiro, aliás, a lembrar a necessidade de se seguir o devido processo legal, prevendo amplo direito de defesa ao adversário, tem sido o próprio Lula — que, dia sim, outro também, bate na herança maldita recebida, mas não faz comentários sobre os desdobramentos na esfera policial.

Mas o fato de não ser preso, ao menos no curto prazo, não vai livrar Bolsonaro de enorme desgaste político. A recente operação em cima da organização criminosa fez subir de patamar investigações de que já era alvo e que já têm dezenas se ramificações. Segundo quem acompanha o caso, essa não deve ser a última das acusações.

Mais coisa virá para demolir o discurso anticorrupção que notabilizou Jair Bolsonaro e foi utilizado por ele e seus seguidores para satanizar o PT.  Nas próximas semanas e meses, o país continuará sendo exposto,  via PF e CPMI, a uma quantidade de denúncias, indícios e provas que, na hora em que se chegar ao indiciamento, ao julgamento e à condenação de Bolsonaro, poucos irão se surpreender.

A questão agora, entre aliados e adversários, é tentar projetar qual será o tamanho político do personagem e do que se chama hoje de bolsonarismo quando se chegar lá. 

Embora esta seja a mais forte acusação que pesou sobre ex-presidente no terreno da corrupção, amparada pelo mais completo conjunto de provas já apresentado nas investigações de que é alvo, não é a primeira. Nos casos anteriores, alguns envolvendo inclusive a pandemia que ceifou as vidas de mais de 700 mil brasileiros, Bolsonaro se desgastou, mas não acabou politicamente — e a derrota para Lula por uma diferença pequena dá a medida disso.

É possível imaginar que Bolsonaro, numa estratégia de vitimização, consiga manter o apoio de um núcleo radical de direita que está sempre com ele, cegamente, em qualquer hipótese. São aqueles que correm às redes para postar que é tudo mentira. Essa turma hoje gira em torno de 15% a 20% do eleitorado. Mesmo que passe por certa desidratação, ainda será uma fatia significativa. Tanto é que já estava sendo disputada por políticos como os governadores Tarcísio de Freitas e Romeu Zema desde que o ex-presidente ficou inelegível.

Não por acaso,  nos últimos tempos Tarcisio e Zema caminharam aceleradamente para a direita, em discursos e ações. Podem, porém, ter se precipitado e feito um mau negócio, mais ainda agora depois da revelação sobre a  organização criminosa de venda de jóias e presentes. Se o caso não impressiona muito a direita radical, pode provocar um estrago sem precedentes junto ao eleitorado centrista.

O tema da corrupção, ainda mais daquela flagrada num personagem que enganou a todos durante anos de mistificação, cala fundo, por exemplo, em setores da classe média conservadora. É o centro que foi responsável por sua eleição em 2018, e deu um calor em Lula em 2022, que Bolsonaro se arrisca a perder.  E quem ficar com ele ou se aproximar muito de seus radicais — risco de Tarcisio e Zema — pode ter dificuldades de trazer esse eleitor centrista.

Sem a blindagem da presidência da República e em meio a um escândalo que continuará a ser alimentado midiaticamente pela exibição diária de mensagens, gravações, quebras de sigilo e outras provas, Bolsonaro não vai sair tão cedo do  centro do picadeiro. As consequências disso ainda são nebulosas, mas o silêncio da esmagadora maioria de seus aliados diz muito.

EM TEMPO: É isso aí Bozo: " Um dia é do caçador, outro é da caça". 

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Tentativa de venda de Rolex presenteado mostra que Bolsonaro era maloqueiro, diz Helena Chagas

"O que mais Bolsonaro terá vendido? E recebido em troca?", questionou a jornalista e comentarista da TV 247

4 de agosto de 2023

Helena Chagas e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Tânia Rêgo/Agência Brasil)

 

247 - A jornalista Helena Chagas comentou nesta sexta-feira (4) a troca de e-mails do tenente coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, referente à negociação de um relógio da marca Rolex.

Para Helena, as mensagens indicam o comportamento marginal de Bolsonaro e seu entorno. "Era um governo muito maloqueiro", afirmou a jornalista. "Os e-mails do major Cid sobre a venda - enquanto Bolsonaro ainda era presidente - do Rolex ganho da Arábia Saudita expõe, além da desonestidade de se apropriar de um presente de Estado, um presidente da República muito chinfrim. Quem faz isso ocupando o mais alto cargo do país é indigno de se sentar naquela cadeira. O que mais Bolsonaro terá vendido? E recebido em troca?", questionou Helena. 

Em 6 de junho de 2022, Cid recebeu um e-mail em inglês de uma interlocutora. Ela expressou: "obrigada pelo interesse em vender seu Rolex. Tentei entrar em contato por telefone, mas não obtive sucesso." Em seguida, questionou: "Qual é o valor que você espera receber por ele? O mercado de relógios Rolex usados está em declínio, especialmente para modelos cravejados com platina e diamante, devido ao alto valor. Quero ter certeza que estamos na mesma linha antes de fazermos tanta pesquisa".

Em resposta, Mauro Cid informou que não possuía o certificado do Rolex, uma vez que "foi um presente recebido durante uma viagem oficial", e ele tinha a intenção de vender o relógio por US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil, conforme a cotação atual). Entretanto, os e-mails não detalhavam as circunstâncias da aquisição do relógio, informa o jornal O Globo.

Durante uma visita à Arábia Saudita em outubro de 2019, Jair Bolsonaro recebeu um conjunto de joias, incluindo um Rolex, um anel, uma caneta e um rosário islâmico, do rei Salman bin Abdulaziz Al Saud. Recentemente, a defesa de Bolsonaro devolveu os itens de luxo após uma investigação da Polícia Federal relacionada a outro conjunto de joias sauditas, no valor de R$ 5 milhões, retido pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Briga por Festival de Inverno de Garanhuns tem pouco a ver com "amor pela cultura"


Confira a coluna Cena Política, edição online,  desta terça-feira (1º), do Jornal do Comércio, assinada pelo jornalista Igor Maciel.

 



Praça Mestre Dominguinhos na segunda noite do 31º Festival de Inverno de Garanhuns - FOTO: FELIPE SOUTO MAIOR/FUNDARPE

 ANÁLISE

Há um claro interesse eleitoral no anúncio feito pelo prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), de que irá assumir o Festival de Inverno de 2024, realizado há mais de 30 anos pela Fundarpe. No ano que vem tem campanha e o atual prefeito deve tentar a reeleição.

Antes de tomar a decisão ele conversou com o deputado Felipe Carreras (PSB). O parlamentar é conhecido por defender empresários da área de eventos, tendo relação familiar, inclusive, com pessoas que exploram o setor em Pernambuco.

Eleição local em jogo

Sivaldo é prefeito desde 2021, foi eleito no meio da pandemia, e quer tentar a reeleição no ano que vem. Por causa da pandemia, ele só teve a oportunidade de vivenciar o evento, como prefeito, em 2022 e agora, em 2023.

No ano passado, com o PSB no poder estadual, tudo acontecia em conjunto entre Sivaldo e o Palácio. Já este ano tudo mudou com a entrada de Raquel Lyra (PSDB).

O líder de Raquel na Assembleia Legislativa é Izaias Regis (PSDB). O deputado tucano é ex-prefeito de Garanhuns, adversário político de Sivaldo e já avisou que disputa a prefeitura em 2024.

Poder e dinheiro

Acontece que a briga para saber quem faz o Festival de Inverno de Garanhuns tem muito mais a ver com dinheiro, capilaridade eleitoral e influência política do que com “amor pela cultura”, como vem sendo divulgado para todos os lados.

Os contratos entre poder público e artistas são sempre muito disputados nesses festivais. Esse poder de atrair investimentos de patrocinadores numa ponta e contratar artistas na outra é algo muito bem vindo num ano eleitoral.

Manda quem pode

O Governo de Pernambuco, dessa vez, agiu rápido. Assim que Sivaldo anunciou que quer fazer o Festival de Inverno por conta própria, o Palácio divulgou as datas do FIG de 2024 como resposta.

Deixou claro que não vai levar a pretensão do prefeito de Garanhuns a sério e se posicionou sem a necessidade de abrir uma guerra de narrativas que poderiam desgastar a relação institucional ainda mais. O FIG será de 18 a 28 de julho.

Quem manda não discute, apenas informa. O governo avisou quem está no comando.

EM TEMPO: Parabéns Igor pela análise precisa. Lembrando que o deputado federal Felipe Carreras é de Direita e era simpático ao governo Bozo. O deputado federal Felipe Carreras precisa se posicionar e informar quais são as suas empresas e se  as mesmas têm como atividade  a realização de eventos, preparação de camarotes, etc. Caso o deputado tenha deixado de ser sócio de alguma empresa que explique também, assim como o nome do(a) seu(sua) substituto(a).  É assim que a música toca. Ok, Moçada!