sábado, 12 de fevereiro de 2022

PSOL aprova pontos programáticos para construção da unidade das esquerdas nas eleições de 2022

Em reunião da sua Executiva Nacional nesta sexta-feira (11), o PSOL decidiu pela abertura de negociações com o PT e demais partidos de esquerda para firmar uma aliança eleitoral nas eleições de 2022 em torno da candidatura do ex-presidente Lula. Para isso, aprovou os pontos programáticos que nortearão as conversas. A abertura oficial das discussões ocorrerá em um ato dia 16, em Brasília, e contará com coletiva de imprensa e presença dos presidentes de partidos.

Os três principais itens programáticos aprovados para basear as negociações com o PT e apoio à candidatura de Lula foram o apoio à revogação das medidas implementadas após o golpe de 2016 (reforma trabalhista, reforma da previdência e Teto de Gastos); o enfrentamento à crise climática com medidas para financiar a transição energética, defesa de um novo modelo de desenvolvimento da Amazônia, desmatamento zero, garantia de direitos aos povos indígenas, tradicionais e quilombolas; e a proposição de uma reforma tributária que diminua a taxação no consumo de bens essenciais e populares e foque na taxação de renda e propriedade, incluindo a criação de impostos dos super-ricos/bilionários.

De acordo com as resoluções, o PSOL tem como principal tarefa a derrota de Bolsonaro. Para isso, reconhece como necessária a unidade dos partidos de esquerda e a criação de um programa capaz de enfrentar a crise que o Brasil vive.

“Vencer as eleições é só o primeiro passo. Além disso, precisaremos de um programa que derrote, ao mesmo tempo, o neoliberalismo e a extrema-direita. Para ser implementado, esse programa enfrentará a resistência de setores poderosos, o que vai exigir disposição para o conflito e a mobilização popular”, afirma Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, que comporá a comissão de negociação junto com a deputada federal Talíria Petrone e Guilherme Boulos.

No dia 16 de fevereiro, às 10h, será feito, em Brasília, o ato “Direito ao futuro: diálogos do PSOL para reconstruir o Brasil”, com coletiva de imprensa. Durante o evento serão lançados oficialmente os eixos programáticos e abertos os debates com a militância, o conjunto das esquerdas, representada pelos presidentes de partidos, e movimentos sociais sobre as medidas necessárias para a superação da crise no país.

Federações

Durante a reunião da Executiva Nacional também foi aprovada uma resolução sobre federações, prorrogando em 15 dias as atividades do grupo de trabalho formado para debater a questão. “Já estamos bem avançados nas conversas com a Rede, mas ainda há um importante caminho a ser percorrido, especialmente no que diz respeito à tática eleitoral nacional e nos estados”, afirma Medeiros.

De acordo com o documento, o PSOL não abdica de ter, no âmbito da federação, uma definição comum sobre a eleição presidencial, preservando a soberana prerrogativa de cada partido para tomar definições complementares na orientação a seus filiados.

EM TEMPO: É uma importante iniciativa do PSOL. Temos que agir no terreno das reivindicações. Muitas delas são tão lógicas  que sequer  têm questionamentos. Acrescentaria a anulação das vendas das Refinarias da Petrobrás, o impedimento de privatizar a Eletrobrás, Correios, BB, CEF, dentre outros. Também incluiria o fortalecimento do SUS, do combate a COVID,  da Educação, etc. Quer dizer temos muitas reivindicações para fazer ao próximo governo Lula, uma vez que o governo Bozo vai deixar o país em terra arrasada. Para  Garanhuns, incluindo as cidades   que se localizam à margem do Rio Mundaú, vamos lutar pela implantação da CODEVAM (Companhia de Desenvolvimento do Vale do Mundaú), cuja proposta já foi aprovada na CLP (Comissão de Legislação Participativa) da Câmara dos Deputados. Outra coisa a considerar é que o próximo governo Lula não deve cair na armadilha de nomear pessoas para cargos de confiança que não rezem na cartilha do governo. Outro assunto é a questão dos agrotóxicos e lutarmos contra a "Lei do Veneno". É isso aí moçada!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Gabinete do Ódio apoia organização criminosa que espalha fake news, diz PF

 


Segundo reportagem do jornal O Globo, relatório preliminar da Polícia Federal aponta que milícia digital bolsonarista usa estrutura do gabinete que funciona dentro do Palácio do Planalto

Sítio do PT em  11/02/2022

PF enxerga elo direto entre Planalto e ataque à democracia

Investigação da Polícia Federal aponta que os ataques à democracia feitos pela milícia digital bolsonarista utiliza a estrutura do Gabinete do Ódio, grupo formado por assessores de Jair Bolsonaro que trabalham dentro do Palácio do Planalto e é fortemente ligado ao vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro. As informações são do jornal O Globo.

Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (11) pelo jornal, a constatação dessa relação direta entre o Gabinete do Ódio e a milícia digital está em um relatório parcial enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela delegada Denisse Ribeiro. A investigação faz parte do inquérito sobre as fake news, aberto no ano passado por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes e no qual Bolsonaro foi incluído.

“Identifica-se a atuação de uma estrutura que opera especialmente por meio de um autodenominado ‘gabinete do ódio’: um grupo que produz conteúdos e/ou promove postagens em redes sociais atacando pessoas (alvos) – os ‘espantalhos’ escolhidos – previamente eleitas pelos integrantes da organização, difundindo-as por múltiplos canais de comunicação, em atuação similar à já descrita outrora pela Polícia Federal, consistente no amplo emprego de vários canais da rede mundial de computadores, especialmente as redes sociais”, afirma um trecho do relatório, segundo o jornal.

Tratamento precoce

Ainda de acordo com O Globo, no relatório, produzido para apresentar um panorama das investigações das milícias digitais até o momento, a PF também sustenta que a organização criminosa digital foi usada  para disseminar notícias falsas sobre medicamentos ineficazes contra a Covid-19, o chamado “tratamento precoce”.

“A análise em curso aponta também para existência de eventos que, embora não caracterizem por si tipos penais específicos, demonstram a preparação e a articulação que antecedem a criação e a repercussão de notícias não lastreadas ou conhecidamente falsas a respeito de pessoas ou temas de interesse. Como exemplo, entre outros, pode-se citar a questão do tratamento precoce contra a COVID-19 com emprego de hidroxicloroquina/cloroquina e azitromicina, bem como a menção à elaboração de dossiês contra antagonistas e dissidentes, inclusive com insinuação de utilização da estrutura de Estado para atuar ‘investigando todos’”, diz outro trecho do documento reproduzido pela reportagem.

Da Redação

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Câmara aprova projeto de lei que flexibiliza entrada de mais agrotóxicos no Brasil

 

ESTADÃO - André Borges

© Dida Sampaio/Estadão O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, no plenário durante votação do Projeto de Lei que flexibiliza o uso de agrotóxicos no Brasil 

 

BRASÍLIA – O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 9, o projeto de lei que flexibiliza a entrada de novos agrotóxicos no País. Após forte resistência da oposição, o texto base foi submetido à votação pelo plenário da Casa e acabou aprovado por 301 votos a favor e 150 votos contrários à proposta. Agora, o texto de relatoria do deputado federal Luiz Nishimori (PL-PR) segue para discussão e votação no Senado.

Desde o ano passado, a oposição tentou impedir o avanço do PL 6299/02, cunhado pelos ambientalistas como o “PL do Veneno”. A forma de definir os agrotóxicos, inclusive, foi uma das preocupações da bancada ruralista, que determina que, oficialmente, esses produtos químicos não sejam mais chamados de agrotóxicos, mas sim de “pesticidas”.

Durante as discussões que antecederam a votação, o próprio relator Nishimori chegou a afirmar que ele mesmo gostaria que o País só consumisse alimentos orgânicos, mas que o mercado para isso ainda era muito pequeno. “Se fosse só alimento orgânico, seria melhor, mas ele é só 1% do mercado”, disse, durante a sua exposição e defesa de sua proposta.

Ambientalistas são taxativos em demonstrar, tecnicamente, que as novas regras enfraquecem a atuação do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama no controle e autorização dessas substâncias. Pelo texto, essa missão passa a ficar concentrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“É gravíssimo que a Câmara tenha aprovado um projeto de lei que permitirá que se coloque mais veneno no prato dos brasileiros. Se virar lei, iremos à Justiça para proteger a vida dos brasileiros e evitar que milhares e milhares de brasileiros venham a morrer de câncer”, disse ao Estadão o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

Em 2018, o Ibama e a Anvisa apontaram que a proposta aprovada é inconstitucional e possui falhas que prejudicariam a fiscalização dos produtos, colocando em risco a saúde da população. O Ministério da Agricultura e a Frente Parlamentar da Agricultura, no entanto, afirmam que o tema é tratado com "preconceito e ideologia" e que precisa ser modernizado. O mesmo argumento foi sustentado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que defendeu a legalidade do projeto de lei.

A Frente Parlamentar Agropecuária comemorou a votação e declarou que o projeto traz “o aperfeiçoamento e a modernização do que se tem hoje, além de igualar o Brasil às maiores potências agropecuárias do mundo, com mais rigor científico e desburocratização dos trâmites”.

Numa comparação do veneno com as vacinas contra a covid-19, a FPA declarou que “vacinas salvam vidas, pesticidas salvam as lavouras”. Segundo a frente da bancada ruralista, “os pesticidas são vacinas para as plantas e a salvaguarda nos plantios”, além de “garantia de remédios de qualidade e eficiência para as produções e a certeza de alimentos ainda mais seguros”.

Kenzo Jucá, assessor legislativo do Instituto Socioambiental (ISA), classifica a aprovação como “uma catástrofe” à sociedade e ao meio ambiente. "As consequências negativas são diversas, desde as mais visíveis, como aquelas relacionadas ao aumento do número de pacientes com câncer, consequência direta do consumo de substâncias tóxicas que seriam comercializadas sem a devida regulação sanitária e ambiental”, afirmou.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Lula atinge 45% contra 23% de Bolsonaro em nova pesquisa

Yahoo, Redação Notícias

qua., 9 de fevereiro de 2022

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga o pleito. Foto: REUTERS/Carla Carniel.





·         Levantamento foi realizado pela Quaest/Genial

·       Nenhum outro candidato pontuou dois dígitos

·         Lula ganha em todos os cenários de segundo turno

Com 45% das intenções de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com possibilidade de vitória em primeiro turno na corrida eleitoral de 2022, conforme demonstrou a pesquisa Quaest/Genial, divulgada nesta quarta-feira (9). A pesquisa levantou também que mais da metade dos entrevistados considera sua decisão de voto definitiva, o que explica a pouca diferença entre as pesquisas eleitorais nos últimos meses.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fica em segundo lugar, com 23% das intenções de voto. Nenhum outro nome incluído na pesquisa pontuou mais de dois dígitos. Em todos os cenários de segundo turno simulados, o ex-presidente Lula segue levando a vitória. Contra Bolsonaro, ganharia com 54% dos votos, contra 30% do atual mandatário. Contra o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), seria 52% a 28%. Ciro Gomes (PDT), 51% a 24%. Contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), 55% a 16%. E André Janones (Avante) 56% a 14%.

Simulações de primeiro turno

Na pesquisa espontânea - aquela que os entrevistados dizem o nome de seu candidato, sem escolhê-lo de uma lista -, Lula fica com 28% dos votos, seguido de Bolsonaro com 16%, enquanto todos os outros candidatos teriam 4%. Nesse caso, quase metade (48%) diz estar indeciso, enquanto 4% afirma que anularia ou votaria em branco. Com os nomes apresentados, o petista lidera com 45%, enquanto Bolsonaro tem 23% das intenções de voto. Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (Podemos) empatam na terceira posição, com 7% cada.

João Doria (PSDB) e André Janones (Avante) tiveram 2% cada, e Simone Tebet (MDB) marcou 1%. Rodrigo Pacheco (PSD) e Felipe D’Ávila (Novo) não pontuaram. Já nulos e brancos somam 8%, e os indecisos são 5%. Com isso, o petista marca 3 pontos percentuais a mais que a soma dos votos de seus adversários.

Voto decidido

A Quaest também indagou sobre as decisões definitivas de voto. Dos entrevistados, 58% afirmam que não irão mudar de candidato, contra 40% que dizem que podem trocar, caso algo aconteça. Bolsonaro e Lula têm os eleitores mais fiéis. Dos que votarão no atual presidente, 65% afirma que a escolha é definitiva. Já entre o petista a certeza é ainda maior: 74% diz que não mudará seu voto.

Ciro vem em seguida, com 38% de seus eleitores decididos. Moro conta com 30% de seus eleitores totalmente decididos. Doria, com 27%. Foram entrevistados presencialmente 2 mil eleitores, de 16 anos ou mais, nas 27 unidades da Federação, entre os dias 3 e 6 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95% (se 100 pesquisas fossem realizadas, 95 apresentariam os mesmos resultados dentro da margem de erro). A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-08857/2022.

EM TEMPO: Pelo andar da carruagem Lula está melhor posicionado, nas pesquisas, do que nas Eleições de 2002 e 2006. Há um ditado popular que diz: "um dia é do caçador, outro dia é da caça". 

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Vacine seus filhos, derrube o presidente e lute pelo SUS

 

Por Ana Karen Oliveira

Nos últimos dias, o novo embate entre o campo científico e político com os setores negacionistas e genocidas do governo de Bolsonaro está relacionado à vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a COVID – 19. As afirmações do presidente de que a mortalidade de crianças é quase zero não é real. 

O Brasil já tem 311 crianças de 5 a 11 anos mortas por Covid-19 desde o início da pandemia, número elevado em comparação a parâmetros internacionais, uma carga de doenças relevante entre essa população e milhares de internações. Além disso, as crianças muitas vezes são assintomáticas e estão transmitindo para adultos e idosos; podem ter sequelas neurológicas, renais e cardíacas da doença e estão sujeitas a quadros de potencial gravidade, como a COVID-19 longa e a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P).

O aumento da transmissibilidade da doença gerado pela variante Ômicron está diretamente relacionado com as novas ondas nos EUA e na Europa. Mesmo países com uma alta vacinação, como a Inglaterra, com 70% de sua população vacinada, estão com um número alarmante de novos casos. A vacinação auxilia a diminuir a transmissão e os casos graves e provavelmente estaríamos em um estado muito pior se alguns países não tivessem vacinado amplamente suas populações. 

Essas novas ondas nos mostram a necessidade de vacinarmos nossas crianças, bem como lutarmos para que a vacinação seja um direito de toda a população mundial e não um produto para conferir lucros bilionários para as grandes indústrias farmacêuticas. Por outro lado, é necessário ressaltar que a vacinação não é uma atividade individual, mas sim uma ação pela coletividade. Quando nos vacinamos estamos realizando uma medida de proteção populacional.

A obrigatoriedade da vacinação para crianças no Brasil e a aprovação da Anvisa das vacinas contra a Covid – 19 nessa faixa etária reforçam os apontamentos anteriores. Vários estudos internacionais demonstraram a eficácia e efetividade da vacinação neste grupo. Mais de cinco milhões de doses da Comirnaty foram aplicadas em crianças de 5-11 anos nos Estados Unidos da América (EUA) e em outros países, com dados de farmacovigilância não revelando eventos adversos de preocupação. No Brasil, as sociedades brasileiras de Pediatria, Imunologia, Infectologia e Medicina de Família e Comunidade emitiram notas se posicionando favoráveis à vacinação.

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Justiça suspende abate de jumentos no Brasil

Postado por Magno Martins às 10:00

Com edição de Ítala Alves

A Justiça Federal decidiu suspender o abate de jumentos no Brasil para exportação à China. A medida foi tomada por 10 dos 13 desembargadores da Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, na noite da quinta-feira (3/2).

Desde 2016, o Brasil passou a exportar a couro do animal para a produção de um remédio conhecido como ejiao, bastante popular na China. Não há comprovação científica de que ele funcione, mas, no país asiático, o ejiao é utilizado com a promessa de tratar diversos problemas de saúde, como menstruação irregular, anemia, insônia e até impotência sexual. Ele é consumido de várias maneiras, como em chás e bolos.

Para fabricar o produto, os animais são recolhidos da caatinga e de zonas rurais do Nordeste em grande volume, sem que exista uma cadeia de produção que renove o rebanho, como ocorre com o gado. Ou seja, eles são abatidos em uma velocidade maior do que a capacidade de reprodução, o que acendeu um alerta de que a população de jegues pode ser eliminada nos próximos ano no Nordeste.

No final de dezembro, uma reportagem da BBC News Brasil mostrou que cidades do centro-sul da Bahia se tornaram dependentes economicamente do abate de jumentos. No entanto, o setor cresceu em consonância com o aumento da fome e da pobreza em uma região historicamente já castigada por esses problemas, além de denúncias de maus-tratos, contaminação de animais por mormo (uma doença mortal), trabalho análogo à escravidão e abandono de jegues à morte por inanição.

A decisão do TRF-1 é mais um passo jurídico de uma ação que corre desde 2018, quando entidades de defesa do direito dos animais entraram com um processo solicitando a proibição. Em um primeiro momento, a Justiça da Bahia concedeu uma liminar proibindo os abates no Estado.

Em 2019, porém, a medida foi suspensa por Kassio Nunes Marques, hoje ministro do STF e à época desembargador do TRF-1. Ele voltou a liberar os abates atendendo a um pedido dos governos estadual e federal, além prefeitura de Amargosa, onde funciona o maior frigorífico de abates de jegues do país.

Dilma comenta fala de Barroso: "lamento que tenha demorado seis anos para admitir o golpe"

 

(Foto: ABr)
5 de fevereiro de 2022

Em entrevista ao 247, a ex-presidente afirma que o impeachment foi desmoralizado no Brasil, com sua queda sem crime e a proteção aos crimes de Bolsonaro e Temer


247 – A ex-presidente Dilma Rousseff concedeu a quarta entrevista da série sobre seu governo ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, em que falou sobre o setor elétrico, explicou o porquê do custo tão alto da energia que vem sendo cobrada dos brasileiros e também comentou a fala do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, em que ele admitiu que ela não foi afastada por "pedaladas fiscais", mas porque teria perdido sustentação política no Congresso Nacional. Ou seja: na prática, Barroso admitiu que Dilma foi vítima de um golpe de estado.

"Lamento que ele tenha demorado seis anos", disse a ex-presidente, que, em seu governo, fez com que o Brasil alcançasse o pleno emprego, com uma taxa de desocupação de apenas 4,4%, a menor da história do Brasil, no fim de 2014. Depois de sua reeleição, no entanto, Dilma foi vítima da sabotagem do Congresso, liderada pelo ex-deputado Eduardo Cunha, da Lava Jato, comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, que quebrou construtoras brasileiras e destruiu 4,4 milhões de empregos, segundo o Dieese, e de todo o movimento golpista que paralisou a economia, levando à sua queda. Logo em seguida, o usurpador Michel Temer aplicou a "ponte para o futuro", que vem sendo mantida por Jair Bolsonaro, que retirou direitos trabalhistas, empobreceu o Brasil e fez com que milhões de brasileiros voltassem a passar fome.Descrição: . 

"Não se faz um impeachment sem crime de responsabilidade impunemente", diz Dilma, na entrevista, que aponta um processo de total corrosão institucional no Brasil, em que o próprio Barroso aponta os crimes cometidos por Jair Bolsonaro, assim como os de Michel Temer, sem que nada tenha ocorrido a nenhum dos dois. "O impeachment foi desmoralizado no Brasil". Confira, abaixo, a íntegra da sua entrevista (neste domingo, será publicada reportagem sobre o setor elétrico):

https://www.youtube.com/watch?v=xn-3uYFZnL8&t=60s

EM TEMPO:  O que é lamentável é que, mesmo sabendo, o PT de Garanhuns se aliou, nas Eleições de 2020,  com o carrasco e candidato a Prefeito, eleito,  Sivaldo Albino/PSB, o qual em 2016 participou de passeata pelo impedimento da ex-presidente Dilma e detonando o ex-presidente Lula. Hoje, o vice-prefeito Pedro Veloso, do PT, está sendo desprestigiado, como foram outros ex-vice-prefeitos: Rosa Quidute/PT (vice de Zazá), Márcio Quirino (vice de Silvino) e Almir Penaforte (vice de Bartolomeu Quidute e de Luis Carlos). É  uma cena triste  que cabe aos vice-prefeitos.  É uma resenha. O que acha? 


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Pagamento da Alvarez & Marsal a Moro apresenta indícios de crime contra ordem tributária e lavagem

Sergio Moro (Foto: Reprodução/Facebook)

Em 4 de fevereiro de 2022

Por Joaquim Carvalho (*)

Empresa que pagou cerca de R$ 800 mil a Moro tem capital social baixo - apenas 10 mil - e sede acanhada, indícios de que seja apenas fachada ou lavanderia

 

 

O negócio mal explicado entre Sergio Moro e a Alvarez & Marsal pode arrastar a multinacional norte-americana para o centro de um escândalo internacional. É que a empresa, apontada como uma das maiores em consultoria no mundo, tem uma trajetória no Brasil bastante atípica. Se um juiz como foi Sergio Moro estivesse investigando a Alvarez & Marsal, é bom provável que ela já tivesse sofrido pelo menos uma operação de busca e apreensão.

E talvez estivesse com seus bens e os dos  sócios colocados em indisponibilidade.

Segundo registro da Junta Comercial de São Paulo, a Alvarez & Marsal começou a operar no Brasil em 2004, com uma atuação discreta. A partir de 2015, um ano depois do início da Lava Jato, a empresa se multiplicou. Foram abertas outras 14 empresas, tendo como controladora a Alvarez & Marsal Brasil Participações Ltda, representada por Marcelo Luiz Maia Gomes. Hoje, cerca 90% dos clientes da empresa no Brasil, incluindo aquelas que estão em regime de recuperação judicial, foram alvo da Lava Jato.

A empresa que pagou a Sergio Moro R$ 811.980,00 em 17 de fevereiro de 2021, a Alvarez & Marsal Consultoria em Engenharia Ltda., foi constituída em 3 de julho de 2017 e tem capital social de apenas R$ 10 mil. E quase 50 sócios, todos com cota no valor de R$ 1,00 — Moro não aparece entre os sócios. Como uma empresa com capital social tão baixo pode prestar serviços que gerem pagamentos tão vultosos e com caixa para suportar esses pagamentos?

A empresa, que deve ter faturamento elevado para poder fazer esse pagamento, também funciona numa sede relativamente acanhada, na rua Surubim, 577, Cidade Monções, em São Paulo. Aliás, todas as 15 empresas do grupo funcionam no mesmo andar, o 20o. É um indício de que sejam empresas de papel, ou seja, de fachada, mas essa comprovação só seria possível com uma investigação.

O que se sabe é que, pelo menos no caso de Moro, a julgar que ele tenha efetivamente prestado serviço, houve crime contra a ordem tributária, já que Moro recebeu como pessoa jurídica por serviços que prestou como pessoa física. Esse é o entendimento do subprocurador Lucas Furtado, do Tribunal de Contas da União, que pediu nesta sexta-feira a desconstituição de personalidade jurídica da empresa do ex-juiz, a Moro - Consultoria e Assessoria em Gestão de Riscos Ltda.

Ao saber que o capital social da empresa é de apenas R$ 10 mil, Lucas Furtado disse ao 247: "Coisa muito estranha".

Outra pergunta ainda sem resposta é quem teria se beneficiado da consultoria de Moro, já que a Alvarez & Marsal é uma empresa de consultoria em Engenharia. Se foi a própria Alvarez & Marsal, como ela contrata uma consultoria a preço de ouro se o capital social dela é pequeno?

Se a Alvarez & Marsal foi biombo do verdadeira cliente, é preciso saber quem precisa de uma consultoria em engenharia em valor tão elevado?

No Brasil, são poucas as empresas com essa capacidade financeira, e praticamente todas elas foram investigadas ou processadas pela Lava Jato, como a Odebrecht, a OAS, a Camargo Correia e a Queiroz Galvão. Nesse caso, se Moro prestou serviços a uma dessas empresas, o conflito de interesses (para não dizer corrupção) é evidente, já que foi  juiz (sic) da causa. Se não houve prestação de serviços a ninguém, então a fraude está caraterizada. Moro, se não der explicação convincente, precisa ser preso, anda que o critério da justiça seja menos rigoroso do que aquele que o ex-juiz usou quando arruinou o Brasil.

Colunista do 247, foi subeditor de Veja e repórter do Jornal Nacional, entre outros veículos. Ganhou os prêmios Esso (equipe, 1992), Vladimir Herzog e Jornalismo Social (revista Imprensa). E-mail: joaquim@brasil247.com.br

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Contra o racismo, a xenofobia e o capitalismo: Moïse Kabamgabe, presente!

 

Nota Política do Comitê Central do PCB

O Partido Comunista Brasileiro vem a público expressar seu mais amplo e profundo repúdio ao assassinato do trabalhador congolês Moïse Kabamgabe, bem como expressar profundas condolências e solidariedade de classe a sua família.

Moïse foi espancado e morto por cinco homens na segunda-feira (24/01), no Posto 8 (RJ) após cobrar pagamentos devidos pelo quiosque de praia em que trabalhava. Como se a situação toda já não fosse um absurdo, a família afirma que encontrou o corpo de Moïse sem os órgãos, dado como indigente em menos de 72h, ao ir ao IML para reconhecimento.

Situações como essa não são casos isolados. O Brasil desponta, dia após dia, como um dos países em que cresce a violência contra negros e imigrantes, fomentada por figuras como Bolsonaro. Esse tipo de ação só revela o caráter antiproletário e xenofóbico da própria sociedade capitalista, na qual o Estado, apesar de sua aparência de neutralidade, cumpre o papel de violar corpos e não oferecer condições de trabalho para trabalhadores vindos de outros países, traços típicos do capitalismo. Além disso, já começam a se levantar suspeitas do envolvimento das milícias no assassinato de Moïse.

O Partido Comunista Brasileiro reafirma que nenhum tipo de violência contra a classe trabalhadora deverá ser tolerada, em especial a violência perpetrada contra os setores mais oprimidos de nossa classe, dentre os quais estão a população negra e imigrante. Qualquer tentativa de justificar, com discursos xenofóbicos, essa violência (ou a situação de emprego precário em que vivia Moïse e outros milhares de imigrantes que buscam o Brasil por melhores condições de vida) nada mais é do que um subproduto ideológico do capitalismo, uma narrativa que divide a classe trabalhadora por raça, por nacionalidade etc. e prejudica nossa luta unificada contra a burguesia e o Estado.

Reafirmamos uma vez mais nossas condolências e solidariedade à família de Moïse Kabamgabe, bem como levantamos suspeitas sobre o papel do IML e conclamamos à mais rápida investigação sobre o caso. Assim, convocamos a todos os trabalhadores e trabalhadoras, assim como toda a nossa militância e a militância organizada, a cerrar fileiras conosco no sábado, dia 05/02, às 10h, no Posto 8, em frente ao Quiosque Tropicália, no Rio de Janeiro; em São Paulo, às 10h, no Vão Livre do MASP; e em todas demais manifestações a serem definidas nos próximos dias.

CONTRA O RACISMO E A XENOFOBIA DE ESTADO!

MOÏSE KABAMGABE PRESENTE!

Comitê Central do PCB

Sobre a crise na Ucrânia

Por Humberto Carvalho

Nós, comunistas, vemos com extrema preocupação o desenrolar da assim chamada crise ucraniana.

Os EUA, após o fim da União Soviética, em dezembro de 1991, esperava transformar nosso planeta, até então caracterizado pela bipolaridade no que tange à hegemonia mundial, num mundo unipolar, sob o comando exclusivo do imperialismo americano nos campos econômico, militar, da política internacional e da ideologia.

Mas surgiram fatos históricos como o desenvolvimento sem precedentes da China, liderada pelo PCCh, e, ainda, o reaparecimento da Rússia pós-soviética como potência mundial que não garantiram a unipolaridade pretendida pelo imperialismo yankee e sim traduziram a multipolaridade que caracteriza os tempos atuais, acrescida da crise sistêmica do capitalismo e de um enfraquecimento letal da hegemonia americana.

Diante dessa situação, visando recuperar sua liderança mundial, os EUA trataram de expandir a Organização do Tratado do Atlântico Norte, o braço militar do imperialismo, trazendo para compor a aliança militar até algumas ex-repúblicas soviéticas, ou aliadas como, por exemplo: a Hungria e a Polônia, em 1999; a Bulgária, a Eslováquia, a Eslovênia, a Estônia, a Letônia, a Lituânia e a Romênia, em 2004; a Croácia e a Albânia, em 2009; e outros países como Montenegro, em 2017; e, a Macedônia, em 2020.

Se olharmos para o mapa dessa região, concluiremos que a Rússia está cercada a leste por aqueles países e mais ao sul, pelo Japão, tradicional aliado dos EUA, contando, ainda, com a presença da frota americana do Pacífico.

Não se pode esquecer que, após a invasão da Polônia pelo exército hitlerista, em 1939, bem como da Finlândia e outros países fronteiriços à URSS, houve o cerco e a invasão do país soviético, pela Alemanha de Hitler, em 1941, o que levou ao sacrifício de centenas de milhares de homens, mulheres e crianças, para não falar nas grandes perdas materiais da pátria do socialismo. Há essa terrível experiência na história mais recente da Rússia, sem mencionar a invasão dos países capitalistas durante a Guerra Civil após a Revolução de Outubro de 1917.

Então, a Rússia não só sabe, como também se sente cercada pelo braço militar do imperialismo, a OTAN.

Por isso, a Rússia exige que a Ucrânia não seja incorporada à OTAN porque está muito próxima, geograficamente, da Rússia. A Ucrânia, uma vez na OTAN, sob o pretexto de reincorporar ao seu território a península da Criméia ou os territórios das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk que se separaram da Ucrânia, apoiada pela OTAN e com os armamentos enviados ou facilitados pelos EUA, pode invadir, ou atacar com mísseis, a Rússia.

Os comunistas são, também, internacionalistas. Como internacionalistas, entendemos que as divisões que ocorrem no mundo não decorrem de nacionalidades diferentes, diversidade de culturas ou raças, mas sim da diversidade/desigualdade das classes econômicas e as guerras são produzidas pela concorrência econômica inerente ao capitalismo.

Por tais razões, os comunistas lutam pela paz, não só por razões humanitárias, mas porque, também e principalmente, é uma forma de lutar contra o capitalismo e o imperialismo. E nós, comunistas brasileiros, queremos e lutamos pela paz, exigindo o cumprimento dos Acordos de Minsk para findar os conflitos da Ucrânia com as Repúblicas Populares de Lugansk e Donetsk. Os movimentos sociais, nessas circunstâncias, também devem lutar pela paz no mundo.

Humberto Carvalho é militante da Célula Internacionalista do PCB-RS

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

“Por um projeto que preserve a independência de classe”.

Via Jornal Combate Socialista

Entrevista com Sofia Manzano, membra do Comitê Central do PCB, economista, mestre em Economia pela UNICAMP, doutora em História Econômica pela USP, professora de economia da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia).

Combate Socialista: Qual a sua opinião sobre a frente ampla liderada por Lula/PT?

Sofia Manzano: Ainda não sabemos ao certo qual será a amplitude das alianças eleitorais do PT, uma vez que ainda não oficializaram nem a pré candidatura. No entanto, pelas conversas dos principais dirigentes do partido e do próprio Lula, é uma frente que reedita de forma inoportuna o princípio da conciliação de classes e rebaixa ainda mais as possibilidades de construir um governo que realmente interesse aos trabalhadores e ao desenvolvimento do país. O PT abandonou a perspectiva da centralidade do trabalho no seu horizonte de governo. 

Diante das alianças que estão sendo procuradas pelo Lula, pode-se ter, em caso de vitória eleitoral da aliança petista, um governo centrado, do ponto de vista do discurso, na defesa de uma cidadania difusa, cuja ideia central talvez seja, novamente, reeditar políticas sociais focalizadas. Contudo, a crise brasileira é enorme e sem precedente na nossa história recente, isso demandará medidas radicais de reestruturação do papel do Estado na resolução da crise econômica e social.

CS: Qual o impacto dessa linha de colaboração de classes nas lutas sociais contra Bolsonaro?

SM: Nesses três anos de governo Bolsonaro as maiores manifestações e embates que ocorreram nas ruas não tiveram a participação decisiva dos segmentos que hoje consideram mais importante articular as alianças eleitorais. Um dado importante dessa postura conciliatória é que a campanha pelo impedimento de Bolsonaro não teve a repercussão que esperávamos. A conciliação política tem impedido, inclusive, que as lutas contra as contrarreformas consigam ter maior impacto social e de massas. Quando a centralidade política de um partido importante como o PT está voltada para o processo eleitoral, balizas que precisam ser orientadas nas lutas de classes perdem o seu significado tático, ou seja, imediato.

CS: O que a esquerda deve fazer?

Bolsonaro tentará repetir Trump?



ISTO É - Taísa Szabatura

 

© Fornecido por IstoÉ O presidente Jair Bolsonaro (E), fala enquanto o então colega americano, Donald Trump, observa, durante coletiva no Jardim Rosado da Casa Branca, em Washington, 19 de março de 2019 - AFP/Arquivos

  

Enquanto as investigações norte-americanas avançam para descobrir qual foi a participação de Donald Trump nas alegações de fraude durante as eleições presidenciais, uma revelação chama a atenção: o ex-presidente estava diretamente envolvido em uma manobra que envolveria o exército com o objetivo de apreender as máquinas de votação, retê-las e assim anular os votos ali computados ou simplesmente suspender o resultado do pleito indefinidamente.

Porém, até seus advogados, incluindo o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, aconselharam Trump a não dar a ordem para as forças armadas concretizarem o ato. As consequências seriam imprevisíveis e o impeachment estava certo. Se Trump desistiu de apreender as máquinas com os resultados eleitorais, Bolsonaro mostra que ainda pensa de forma muito semelhante à do presidente americano.

Enquanto todos os institutos de pesquisa prevêem a derrota de Bolsonaro em qualquer cenário, a realidade “à moda norte-americana” se insinua: se perder, Bolsonaro voltará a falar em golpe, repetirá até a exaustão que faltou o voto impresso, saindo do cargo pelas portas dos fundos do Palácio do Planalto? Saber que o atual mandatário terá uma atitude semelhante à de Donald Trump é previsível, mas resta saber se ele terá apoio de alguém nessa empreitada insana.

Afinal, antecedentes não faltam. Bolsonaro já afirmou que as eleições na qual se saiu vencedor em 2018 foram fraudadas e que ele teria vencido no primeiro turno. A “esquerda marxista”, segundo ele, teria manipulado milhões de votos? A população, entretanto, não precisa ficar apreensiva. Se o atual mandatário não conseguir se reeleger, os militares não se envolverão nesse teatro do ex-capitão. O brigadeiro Carlos Almeida Baptista Junior, chefe da Força Aérea Brasileira, por exemplo, disse em entrevista recentemente que os militares obedecerão a Lula ou a qualquer outro que venha a ser eleito presidente. “Prestaremos continência a qualquer comandante Supremo das Forças Armadas”, disse. O pretenso golpe de república de bananas não vai acontecer. Não aconteceu com o milionário Trump e não acontecerá com o tresloucado Bolsonaro.

EM TEMPO: Considerando que o mundo dar muitas voltas, é provável que Bozo e Moro serão processados judicialmente pelos crimes cometidos.