sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Atos de 12/09: armadilha para a classe trabalhadora

 

Por: Marcelo Bamonte, militante do PCB e da UJC.

Os massivos atos da oposição a Jair Bolsonaro no dia 7 de setembro deixaram um claro recado: a classe trabalhadora não aguenta mais a política de genocídio e extermínio. O PCB, a UJC e seus coletivos estiveram presentes nas mobilizações, mostrando que, mesmo diante de uma grande desmobilização por parte da esquerda institucional, a construção do poder popular se dará com o combate nas ruas.

Durante todo o processo de preparação do setor bolsonarista para o Dia da Independência, o setor revolucionário à esquerda ressaltava que a conjuntura política exigia uma forte posição nas ruas. Acuado, Bolsonaro injetou seus esforços nos atos das capitais, buscando observar a reação dos setores da oposição, que foram variadas e permitiriam a ele um vislumbre tático das possibilidades que apareceriam à sua frente. Como sabemos, se um inimigo, no campo de batalha, faz provocações e não encontra resistência, pode se dar a batalha como vencida.

Com tal movimentação, parte tentativa da desmobilização dos atos de rua partiu do campo do progressismo liberal, que buscou, de todas as maneiras, fazer com que o foco de agitação focasse no dia 12 de setembro, deixando as ruas livres para o bolsonarismo. De acordo com seus argumentos, não seria momento de um enfrentamento aberto com o grupo de apoiadores bolsonaristas, dado o perigo do confronto, visto que os mesmos defendiam ações mais extremas como a invasão do STF, com radicais buscando até um golpe aberto. Tal visão errônea, que desconsidera o caráter dinâmico e contínuo da luta de classes, concluía: devemos nos furtar da luta à ameaça golpista, já que a institucionalidade dará conta do recado não apenas agora, mas em 2022, com as eleições.

Mas o que os atos do dia 12 reivindicam até o momento?

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Recuo de Bolsonaro após atos golpistas surpreende integrantes do governo e desagrada militância

 

O GLOBO - Jussara Soares e Evandro Éboli 

qui., 9 de setembro de 2021

BRASÍLIA — O recuo do presidente Jair Bolsonaro após insuflar a militância com falas antidemocráticas durante os atos de 7 de Setembro surpreendeu integrantes do primeiro escalão do governo e desagradou apoiadores. A “declaração à nação” foi construída com a ajuda do ex-presidente Michel Temer e um pequeno grupo de auxiliares do Planalto. O presidente foi convencido como o único caminho para estancar o agravamento da crise política. A medida, porém, foi avaliada como drástica por contrariar a base mais fiel do presidente, que já protesta nas redes sociais.

Agora, o Palácio do Planalto espera que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, também faça um gesto pela pacificação. Antes da divulgação do texto, Bolsonaro chegou a conversar por telefone com Moraes em uma ligação intermediada por Temer. Como mostrou o colunista Lauro Jardim, Bolsonaro e Moraes ficaram de se encontrar em breve.

Responsável pelo inquérito das fake news, Moraes determinou a prisão de aliados do presidente e se tornou o principal alvo da militância. O ministro do STF havia sido chamado de “canalha” por Bolsonaro na manifestação da Avenida Paulista na terça-feira. Nesta quinta-feira, Bolsonaro, no texto divulgado, disse que suas “palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum."

O ex-presidente foi o responsável pela indicação de Moraes ao STF e, no ano passado, já havia sido procurado pelo próprio Bolsonaro para receber conselhos. No mês passado, o chefe da Casa Civil, ministro Ciro Nogueira, já tinha procurado Temer em meio ao acirramento da crise com o Judiciário pedindo que ele atuasse para reconstruir as relações entre os Poderes.

Bolsonaro nega intenção de atacar STF e diz que falou 'no calor do momento' no 7 de Setembro

qui., 9 de setembro de 2021

BBC NEWS BRASIL

 

Bolsonaro recua após chamar Moraes de 'canalha' e ameaçar não cumprir suas decisões

Após dias de ataques inflamados ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro baixou o tom por meio de uma nota oficial nesta quinta-feira (09/09). No comunicado, o presidente disse que autoridades não têm o direito de "esticar a corda" e que não teve intenção de agredir outros Poderes.

O recuo retórico veio após caminhoneiros bolsonaristas travarem dezenas de rodovias no país em apoio aos ataques do presidente contra o Poder Judiciário. Bolsonaro, porém, ficou preocupado com o impacto dessa mobilização na economia e pediu na noite de quarta-feira que seus apoiadores liberassem as estradas.

"Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar", diz o comunicado.

Após chamar o ministro do STF Alexandre de Moraes de "canalha" em discurso na Avenida Paulista durante ato em seu apoio no feriado de 7 de setembro, Bolsonaro indicou ter se excedido.

"Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de 'esticar a corda', a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia", diz ainda o comunicado.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Segurança do STF ganha reforço da tropa de elite da Polícia Federal e vive dia de 'guerra'

 


Dependências da Corte foram vigiadas por agentes fortemente armados e esquema de segurança poderá ser prorrogado

G1 - Mariana Muniz

08/09/2021 

Segurança do STF é reforçada após ameaça dos apoiadores do governo Bolsonaro Foto: Cristiano Mariz/O Globo

BRASÍLIA — Os ataques dirigidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) por parte do presidente Jair Bolsonaro a seus apoiadores e os movimentos em Brasília que seguiram após a manifestação do 7 de setembro fizeram com que a Corte estivesse em estado de segurança máxima nesta quarta-feira — quando não só o Supremo reagiria às falas de Bolsonaro como retomaria o julgamento sobre o marco temporal indígena.

O GLOBO apurou que o forte esquema de segurança montado desde a véspera do feriado pelo Dia da Independência, quando a presidência suspendeu o expediente como medida de proteção, deverá ser mantido até o final da semana. Interlocutores da Corte afirmam que o setor de segurança do Supremo também não descarta prorrogar o reforço na proteção por mais dias, caso haja a avaliação sobre a permanência do ambiente de instabilidade.

Nesta quarta-feira, cinco dos atuais dez integrantes do Supremo estiveram na sessão de julgamentos do plenário de maneira presencial: Luiz Fux, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso. Um motivo a mais de alerta para a segurança.

Após ameaças golpistas de Bolsonaro, Fux fala em crime de responsabilidade e garante: "Ninguém fechará essa Corte"



Yahoo Notícias, Ana Paula Ramos

qua., 8 de setembro de 2021

Presidente do STF, Luiz Fux, faz discurso para responder ameaças de Bolsonaro (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)



·         Presidente do STF, Luiz Fux, disse que desprezar decisão judicial é crime de responsabilidade

·         Ministro ainda garantiu que "ninguém fechará a Corte"

·         Pronunciamento foi em resposta às falas golpistas do presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro

Em pronunciamento nesta quarta-feira (8), na abertura da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, respondeu aos discursos do presidente Jair Bolsonaro nos atos golpistas de terça (7)O STF e os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso foram os principais alvos de Bolsonaro, que chegou a dizer que não cumpriria mais ordens de Moraes, por exemplo.

Fux fez questão de destacar em sua fala que a desobediência a decisões judiciais configura crime de responsabilidade, o que deve ser analisado pelo Congresso Nacional. "Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do chefe de qualquer dos poderes, essa atitude, além de representar atentado à democracia, configura crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional".

 “Este Supremo Tribunal Federal jamais aceitará ameaças à sua independência nem intimidações ao exercício regular de suas funções. Ninguém fechará essa Corte. Nós a manteremos de pé”, afirmou o ministro. "A convivência entre visões diferentes sobre o mesmo mundo é pressuposto da democracia. Nesse contexto, o Supremo jamais se negará ao aprimoramento em prol do nosso amado país. A crítica institucional não se dá com a descredibilidade como vem sendo feito pelo chefe da nação. Incitar a população a propagar, a descumprir ordens judiciais, são intoleráveis com o juramento que fizemos".

Manifestações pró-Bolsonaro em Brasília tiveram pelo menos sete tentativas de invasão ao STF

Yahoo Notícias, qua., 8 de setembro de 2021

Prédio do STF teve proteção adicional durante manifestações pró-Bolsonaro em Brasília (Foto: Luiz Souza/NurPhoto via Getty Images)





·          Em atos em Brasília, apoiadores de Bolsonaro tentaram invadir o STF pelo menos sete vezes

·         STF e ministros da Corte foram principais alvos de  Bolsonaro em discursos em Brasília e em São Paulo

·         Luiz Fux deve abrir sessão do STF hoje com  resposta a fala de Bolsonaro

Durante as manifestações a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Brasília, chefes das forças de segurança identificaram pelo menos sete tentativas reais de invasão ao prédio do Supremo Tribunal Federal. A informação foi revelada pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

Autoridades do Distrito Federal ainda temem que algo possa acontecer nesta quarta-feira (8), já que alguns apoiadores do presidente Bolsonaro acamparam em Brasília. A expectativa é que hoje o presidente do Supremo, Luiz Fux, abra a sessão com uma resposta aos discursos de Bolsonaro, feitos nos atos de 7 de setembro.

De acordo com a Folha, duas tentativas de invasão ao STF aconteceram pela parte de trás do prédio, mas forças de segurança conseguiram interceptar a ação. Bolsonaristas também derrubaram grades ao redor do Supremo e outros ameaçaram entrar no prédio pelo caminho em frente ao Itamaraty. Policiais chegaram a usar bombas de gás para impedir invasões. Autoridades descreveram que entre os manifestantes mais radicais, estavam os caminhoneiros e os chamados “boinas vermelhas”.

Bolsonaro discursou contra o STF

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Discurso de Bolsonaro mostra político 'medíocre e sem noção dos limites constitucionais', afirma Celso de Mello

 

O GLOBO - Mariana Muniz

ter., 7 de setembro de 2021

BRASÍLIA - O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello afirmou ao GLOBO que os discursos proferidos pelo presidente Jair Bolsonaro no 7 de setembro mostram um "político medíocre e sem noção dos limites éticos e constitucionais" e disse que ele "não está à altura do cargo que exerce".

"Os discursos de Bolsonaro, em Brasília e em São Paulo, revelam a triste figura (e a distorcida mente autocrática) de um político medíocre e sem noção dos limites éticos e constitucionais que devem pautar a conduta de um verdadeiro Chefe de Estado que seja capaz de respeitar o dogma fundamental da separação de Poderes!", afirmou, por escrito, o antigo decano da Corte, que se aposentou no ano passado.

Para o ex-ministro, Bolsonaro "é um político que não está, como jamais esteve, à altura do cargo que exerce, pois lhe faltam estatura presidencial e senso de estadista". Os discursos do presidente foram classificados por Celso de Mello como "ofensivos e transgressores da autonomia institucional do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal", além de "incompatíveis com os padrões mais elevados da Constituição democrática que nos rege".

"Bolsonaro degradou-se, ainda mais, em sua condição política de Presidente da República e despojou-se de toda respeitabilidade que imaginava possuir", afirmou Celso de Mello. Na avaliação do ex-ministro, caberá ao Poder Judiciário repelir "os ensaios autocráticos e os gestos e impulsos de subversão da institucionalidade praticados por aqueles que exercem o poder".

"As tentações autoritárias e as práticas governamentais abusivas que degradam e deslegitimam o sentido democrático das instituições e a sacralidade da Constituição traduzem justa razão para a cidadania, valendo-se dos meios legítimos proporcionados pela Constituição da República, insurgir-se , por intermédio dos Poderes Legislativo e Judiciário, contra os excessos governamentais e o arbítrio dos governantes indignos", concluiu Celso de Mello.

Randolfe entra no STF com notícia-crime contra Bolsonaro por manifestações

Yahoo, Redação Notícias

ter., 7 de setembro de 2021

Randolfe Rodrigues na CPI da Covid no Senado (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Randolfe Rodrigues (Sustentabilidade-AP) entrou com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas manifestações desta terça (7), dia da independência do Brasil.

Ao postar a informação em sua conta no Twitter, o senador pontuou três crimes que deveriam ser investigados:

·         Atentado contra a ordem constitucional, o Estado Democrático de Direito e a separação dos Poderes, conforme prevê a Constituição Federal;

·         Investigação sobre eventual financiamento dos atos;

·         Utilização indevida da máquina público, do dinheiro público, helicópteros, em favor desses atos.

Randolfe também pediu que o STF abra um inquérito contra o presidente por "grave ameaça ao livre funcionamento do Judiciário e pelo uso de recursos públicos para financiar seu carnaval golpista", levando em consideração artigos da Lei de Segurança Nacional.

Como foram os discursos de Bolsonaro

O principal alvo foi o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. "Ou esse ministro se enquadra, ou ele pede pra sair", disse Bolsonaro. "A paciência do povo já se esgotou."

Bolsonaro, eleito diversas vezes por meio das urnas eletrônicas, voltou a criticar o sistema de votação utilizado no país e também atacou o ministro Luís Roberto Barroso. "Nós acreditamos e queremos a democracia. A alma da democracia é voto. Não podemos admitir um sistema eleitoral que não traz qualquer segurança. E dizer que não é uma pessoa no TSE que vai nos dizer que esse processo é confiável e seguro."

"Não podemos admitir um ministro do TSE também, usando sua caneta, desmonetizar páginas que criticam esse sistema de votação. Queremos eleições limpas com voto auditável e contagem pública dos votos. Não podemos ter eleições que pairem dúvidas sobre os eleitores", pediu. Bolsonaro enviou à Câmara dos Deputados uma PEC para instaurar o voto impresso, mas a medida não passou. 

"Não vamos aceitar que pessoas como Alexandre de Moraes continua a açoitar a nossa democracia e desrespeitar a nossa constituição", disse o presidente. Ele reclamou da determinação de Moraes de mandar prender Jason Miller, ex-assessor de Trump, ouvido no inquérito dos atos antidemocráticos. "Saia Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha. Deixe de oprimir o povo brasileiro e censurar os seus adversários."

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Ala de policiais civis estará no Grito dos Excluídos amanhã

Texto extraído do Blog do  Magno Martins

Com edição de Ítala Alves

Apesar de ser esperando um número considerável de policiais nos atos a favor do governo federal, um grupo autointitulado "Movimento Policiais Antifascismo" estará amanhã, a partir das 9h30, no Grito dos Excluídos.

Segundo o coordenador nacional do movimento, Áureo Cisneiros, o movimento não é recente. "Estaremos levando a esperança da contrução de uma Segurança Pública Cidadã, pautada na defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos, e, sobretudo, na Defesa da Democracia Brasileira e um País mais justo", afirmou.

sábado, 4 de setembro de 2021

Pandemia, racismo e capitalismo

 

Nego drama

                 Cabelo crespo e a pele escura.                                                           A ferida, a chaga, à procura da cura

Negro drama – Racionais MC’s

COLETIVO NEGRO MINERVINO DE OLIVEIRA

– NÚCLEO MARINGÁ

A pandemia escancarou a lógica de classes da sociedade brasileira e arrancou o véu do mito da democracia racial. O racismo brasileiro é um dos determinantes das mortes por COVID-19, fazendo com que negros sejam os mais infectados e, consequentemente, os que mais morrem. Até julho de 2020, 55% dos negros positivados foram a óbito, em contraposição aos 38% dos brancos. Neste mesmo período, foram 250 óbitos a cada 100 mil habitantes, enquanto o número de brancos estava em 157 a cada 100 mil. A cada dez pessoas que relatam mais de um sintoma de covid, sete são pretas ou pardas.

O mito da democracia racial serviu, em um primeiro momento, para demonstrar um suposto caráter democrático do vírus. Porém, os números de óbitos desmentem essa teoria e comprovam as relações racializadas e como elas provocam relações desiguais.

Nas grandes cidades, o maior número de mortes vem dos bairros com maior número de negros. Até julho de 2020, Brasilândia em São Paulo era o bairro com mais mortes e, também, com mais negros (mais de 50%). Na contramão, Moema era o bairro que tinha o menor número de mortes e possuía também o menor número de residentes negros na região, somando apenas 6%. O vírus não discrimina, quem faz isso é a lógica da sociedade capitalista.

No Brasil todo temos 25% mais mortes de negros. Na idade até 29 anos, morreram 4 vezes negros mais que brancos em 2020.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

O presente e futuro das Forças Armadas | Da Ponte pra Cá Ep. 14 - com o coronel Marcelo Pimentel


sáb., 4 de setembro de 2021

Em edição extra do Da Ponte Pra Cá, o editor da Ponte Amauri Gonzo conversa com o coronel da reserva do Exército Marcelo Pimentel Jorge de Souza sobre o presente e o futuro dos militares e das Forças Armadas na prolongada crise política brasileira

Ouça a entrevista por meio do link abaixo:

https://br.noticias.yahoo.com/o-presente-e-futuro-das-030000866.html

Imperialismo dos EUA provoca o caos no Afeganistão

Nota Política do PCB

 

A retomada de Cabul e das principais cidades do Afeganistão pelo Talibã é o ponto culminante do processo de desgaste da ocupação militar do país pelos Estados Unidos, OTAN e seus aliados, a partir de 2001. É uma clara derrota do imperialismo estadunidense naquela região do mundo.

Por sua vez, os Estados Unidos nunca tiveram como objetivo empreender ações sistemáticas para superar a miséria e o desemprego urbano que impera no Afeganistão, um dos mais oprimidos países periféricos do mundo. Efetivaram iniciativas de pequeno alcance, concentradas em Cabul e algumas cidades, como a construção de escolas e o fomento ao pequeno comércio, sem qualquer alteração no cenário de falta de infraestrutura econômica e social. 

O país continuou sendo um dos mais pobres do mundo, com elevadíssimos índices de desemprego e analfabetismo. A ocupação militar manteve o domínio das antigas classes dominantes e lideranças políticas regionais, não conseguindo derrotar o Talibã, que, pouco a pouco, foi reconstruindo alianças políticas e reconquistando territórios.

A economia do país manteve-se em torno da agricultura de subsistência e do cultivo da papoula, que cresceu durante a ocupação imperialista. A papoula é a matéria-prima básica para a fabricação do ópio e da heroína, e a renda auferida na sua produção, organizada como um “capitalismo rural”, vai para os “senhores da guerra” locais, que detêm grande poder político.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Bolsonaro dificulta investigação do ataque em Araçatuba ao revogar portaria de controle de explosivos

 


Yahoo Notícias - Ponte Jornalismo

qui., 2 de setembro de 2021

Explosivo utilizado no ataque em Araçatuba - Foto: Divulgação/Gate PM SP

Por Jeniffer Mendonça

Policiais militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) apreenderam cerca de 98 explosivos em Araçatuba na terça-feira (31/8). A cidade do interior paulista foi atacada por pelo menos 20 assaltantes fortemente armados, que espalharam bombas pelas ruas e fizeram reféns de escudo no início da semana a fim de roubar dinheiro de agências bancárias no dia anterior. 

Três pessoas morreram e um ciclista teve os pés amputados quando passava perto de um desses artefatos. De acordo com o G1, foram 100 kg desses materiais, sendo 32 localizados nas ruas, 18 dentro de uma agência do Banco do Brasil, 29 em um caminhão abandonado junto com 79 cartuchos de emulsão explosiva e 19 artefatos em carros encontrados no município vizinho de Bilac. Ao menos 16 haviam sido desarmados pela polícia.

O gerente de projetos do Instituto Sou da Paz Bruno Langeani explica que os artefatos usados em Araçatuba são conhecidos como IED (Improvised Explosive Devices – artefato explosivo improvisado, em tradução livre) e que não são muito diferentes dos usados por grupos terroristas, a depender do grau de sofisticação. “Eles usam uma emulsão, que a gente chama de dinamite, que é um material que se usa na construção civil para demolir casa, demolir prédio, que se usa em pedreira, em indústria de mineração, e outros itens como o cordel, que é o fio que pluga no explosivo, a espoleta, que é que dá o início da explosão”.

Primavera Indígena: basta de etnocídio!

Foto: @cicerone.bezerra

DOCUMENTO FINAL DO ACAMPAMENTO LUTA PELA VIDA PRIMAVERA INDÍGENA:

mobilização permanente pela vida e democracia

Em memória dos nossos ancestrais, que entregaram as suas vidas para existirmos. Dos encantados que nos trouxeram até aqui para dar continuidade às suas lutas em defesa dos nossos corpos, terras e territórios, a nossa identidade e culturas diferenciadas, dizemos à sociedade brasileira e internacional que estamos em mobilização permanente em defesa da VIDA e da DEMOCRACIA.

A nossa luta não é apenas para preservar a vida dos nossos povos mas da humanidade inteira, hoje gravemente ameaçada pela política de extermínio e devastação da Mãe Natureza promovida pelas elites econômicas – que herdaram a ganância do poder colonial, mercantilista e feudal expansionista – e de governantes como o genocida Jair Bolsonaro. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) deu início ao acampamento Luta pela Vida, em Brasília, no dia 22 de agosto e reforça nesta carta que seguiremos mobilizados até o dia 2 de setembro de 2021 para lutarmos por nossos direitos. Hoje, essa é a maior mobilização na história dos povos originários, na Capital Federal, e reforça nosso grito:

Nossa história não começa em 1988!

Mesmo colocando nossas vidas em risco, no contexto ainda gravemente perigoso da Covid-19, estamos aqui para dizer aos invasores dos nossos territórios que não passarão, mesmo diante dos intensos ataques aos nossos direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal de 1988. Ocupamos as redes, as ruas, as aldeias e Brasília para lutarmos pela democracia, contra a agenda racista e anti-indígena que está em curso no Governo Federal e no Congresso Nacional e para acompanhar o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que vai definir o futuro dos nossos povos.

Durante o mês de junho de 2021, realizamos o Levante pela Terra, dando inicio às nossas primeiras atividades presenciais, em Brasília, para enfrentarmos o agravamento das violências contra as vidas indígenas. A partir de então, começamos um novo ciclo de jornada de lutas, que desde marco de 2020, aconteceram de forma virtual e dentro dos nossos territórios, devido à pandemia.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Prefeito de Salgueiro critica emendas parlamentares

 

Postado por Magno Martins em  01.09.2021

Com edição de Ítala Alves

Do Blog Alvinho Patriota

Em discurso na 11ª Conferência Municipal de Assistência Social, realizada na cidade de Salgueiro na última segunda (30), no Sertão do Estado, o prefeito de Salgueiro, Marcones Sá, criticou o sistema de destinação de emendas parlamentares aos municípios. Entre outras coisas, falou que essas ações funcionam como um tipo de coronelismo.

“Eu tenho vergonha de emenda parlamentar. (...) É uma prática que a gente vai atrás, mas é uma coisa do coronelismo mais antigo, ultrapassado que tem na Constituição brasileira, no regime administrativo brasileiro”, afirmou.

Justificando a crítica, Marcones argumentou que as emendas não contemplam as políticas públicas de forma igualitária. “Você tem um município que tem agregado senador, deputado, aí vai receber as emendas. Os outros que não têm vão ficar excluídos. E ainda vem a negociata, como se tivessem comprando os cidadãos com aqueles recursos”, acrescentou.

A fala do prefeito foi direcionada ao vereador Flavinho Barros, que discursou antes e falou sobre a importância de se buscar emendas para investimentos na Assistência Social. Para o prefeito, políticas públicas, principalmente da Assistência Social, devem ser financiadas através de repasses fundo a fundo.

EM TEMPO: Até que enfim apareceu um Prefeito para falar a verdade. Alguns deputados se comportam como se fossem os donos do dinheiro público. Além do mais ficam na cola, ou seja, no "cós da calça", do Prefeito em todo o período do mandato do executivo. Tudo isso atrás de voto, é claro. Daí a importância do Prefeito ser independente em todos os aspectos.