Por: Marcelo Bamonte, militante do PCB e da UJC.
Os massivos atos da
oposição a Jair Bolsonaro no dia 7 de setembro deixaram um claro recado: a
classe trabalhadora não aguenta mais a política de genocídio e extermínio. O
PCB, a UJC e seus coletivos estiveram presentes nas mobilizações, mostrando
que, mesmo diante de uma grande desmobilização por parte da esquerda
institucional, a construção do poder popular se dará com o combate nas ruas.
Durante todo o
processo de preparação do setor bolsonarista para o Dia da Independência, o
setor revolucionário à esquerda ressaltava que a conjuntura política exigia uma
forte posição nas ruas. Acuado, Bolsonaro injetou seus esforços nos atos das
capitais, buscando observar a reação dos setores da oposição, que foram
variadas e permitiriam a ele um vislumbre tático das possibilidades que
apareceriam à sua frente. Como sabemos, se um inimigo, no campo de batalha, faz
provocações e não encontra resistência, pode se dar a batalha como vencida.
Com tal movimentação,
parte tentativa da desmobilização dos atos de rua partiu do campo do
progressismo liberal, que buscou, de todas as maneiras, fazer com que o foco de
agitação focasse no dia 12 de setembro, deixando as ruas livres para o
bolsonarismo. De acordo com seus argumentos, não seria momento de um
enfrentamento aberto com o grupo de apoiadores bolsonaristas, dado o perigo do
confronto, visto que os mesmos defendiam ações mais extremas como a invasão do
STF, com radicais buscando até um golpe aberto. Tal visão errônea, que
desconsidera o caráter dinâmico e contínuo da luta de classes, concluía:
devemos nos furtar da luta à ameaça golpista, já que a institucionalidade dará
conta do recado não apenas agora, mas em 2022, com as eleições.
Mas o que os atos do
dia 12 reivindicam até o momento?













