quinta-feira, 11 de março de 2021

150º aniversário de Rosa Luxemburgo

Por Brinda Karat [*]

 

O dia 5 de março de 2021 marcou o 150º aniversário do nascimento de Rosa Luxemburgo. Luxemburgo, conhecida pelos seus camaradas como a Rosa Vermelha, foi uma brilhante teórica marxista, internacionalista, revolucionária e ativista nas lutas práticas da classe operária. Uma mulher de vontade indômita, a força e a coragem de Rosa lançou o medo nos corações cruéis dos exploradores. 

Era uma mulher que invadiu muitos redutos num mundo dominado pelos homens e cujo trabalho e exemplo se mantêm cem anos depois da sua morte brutal pelos traidores do movimento da classe operária, agentes das classes dirigentes.

Rosa Luxemburgo nasceu de pais polacos judeus, numa família da classe média na cidade polaca de Zamoœæ. Quando jovem adoeceu gravemente, e as marcas dessa doença, uma grave deformação da anca e da perna, condenaram-na a viver com dores físicas durante toda a vida. Mas a sua fragilidade aparente e as enfermidades físicas não perturbaram a sua enorme energia alimentada pela sua dedicação pelo socialismo.

A vida política de Luxemburgo começou aos dezesseis anos, quando ela aderiu ao Partido do Proletariado na Polônia, num momento em que o Partido sofria uma grande repressão. Entre as suas primeiras ações conta-se a sua participação na greve geral que mobilizou milhares de operários. O governo executou quatro dos líderes do partido. Rosa e outros reuniam-se em segredo, já que muitos deles constavam na lista da polícia. Um camarada aconselhou-a a partir para a Suíça, o que ela fez em 1889.

A Suíça nessa época era o centro de muitos emigrados da Rússia e da Polônia – incluindo o grupo Emancipação do Trabalho dos marxistas russos, fundado em 1883 por Georgi Plekhanov, Vera Zasulich e Leo Deutsch. Rosa entrou para a Universidade de Zurique (juntamente com Leo Jogiches, o marxista lituano que seria seu companheiro até ao fim da vida). Uma aluna brilhante, Rosa escreveu a sua dissertação de doutoramento sobre “O Desenvolvimento Industrial da Polônia”. Com Jogiches, fundou o Partido Social Democrático do Reino da Polônia e da Lituânia – o principal partido dos marxistas polacos e lituanos.

Lula agradece apoio do presidente argentino, do papa e outros líderes

 

AFP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, em 10 de março de 2021


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu nesta quarta-feira (10) a "solidariedade" do presidente argentino, Alberto Fernández, e do papa Francisco nos últimos anos, quando enfrentou várias acusações que o levaram para a prisão.

Fernández "foi a primeira pessoa a me telefonar após a decisão judicial" que restaurou seus direitos políticos e lhe permite ser uma opção eleitoral nas presidenciais de 2022, disse Lula em um discurso no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, periferia de São Paulo.

Ele também destacou o apoio do papa Francisco. "Não só porque me enviou uma carta com uma pessoa que foi me visitar (...), mas também porque ele teve a coragem de me receber no Vaticano, onde tivemos uma longa conversa sobre a desigualdade" em fevereiro de 2020, acrescentou.

Lula descreveu o ex-presidente uruguaio José 'Pepe' Mujica como "uma das pessoas mais extraordinárias que já conheci".

Também mencionou o ex-presidente boliviano Evo Morales, o senador norte-americano Bernie Sanders, o ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo.

Depois de seu discurso, e em resposta a um jornalista, também incluiu na lista os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel.

Referindo-se a Maduro, Lula reiterou sua posição de que "o problema da democracia venezuelana é do povo venezuelano".

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, por falhas de procedimento, as condenações contra Lula no âmbito da operação 'Lava Jato' sobre propinas pagas por empreiteiras a políticos em troca de contratos na Petrobras.

A decisão não significou sua absolvição, apenas indicou que o ex-presidente deve ser julgado pela Justiça Federal em Brasília.

Em seu discurso, Lula se disse "vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história" no Brasil.

pr/js/dga/mvv

Elegível, Lula tira de Bolsonaro o centro gravitacional do debate

 

Yahoo Notícias -  Matheus Pichonelli

qui., 11 de março de 2021 9:05 AM·6 minuto de leitura

O ex-presidente Lula em seu pronunciamento na sede do sindicato em São Bernardo. Foto: Miguel Schincariol/AFP (via Getty Images)

Até a última segunda-feira, Jair Bolsonaro era atleta e juiz do próprio jogo.

Falava o que bem queria e sentava de camarote à espera da repercussão. “Gripezinha”, “e daí”, “não sou coveiro”, “vachina do Doria causa morte e invalidez”, “a região norte está imunizada porque toma cloroquina para malária”, “maricas”, “parem de frescura”, “vamos chorar até quando?”

A regra era clara.: quanto maior o absurdo, maior a repercussão. Maior também o engajamento de um produto com permanência garantida no centro da vitrine, das atenções e das discussões.

Steve Bannon fez escola.

Sob Bolsonaro, os elementos de comunicação do noticiário político tinham a lógica de uma barata voando. No meio da correria para capturar o bicho, muitos se revoltavam, alguns aplaudiam e outros gritavam “mito”.

A medição nas redes é em tempo real. No esquema tentativa-e-erro, o presidente confundia e voltava atrás quando forçava a mão e alguma fala pegava mal. Na dúvida, dizia que nunca disse o que acabava de dizer. O louco era você — que não ouve direito ou está mal intencionado.

Entre patadas, reações a patadas e notas de repúdio com a força de um track de quermesse, Bolsonaro monopolizou assim as atenções e abriu caminho para 2022 como o grande favorito Os outros apenas corriam atrás, como ficava claro cada vez que corriam para responder ao presidente, que assim garantia as rédeas do jogo e da conversa.

Para o bem ou para o mal, era dele que todo mundo falava quando desobedecia as recomendações sanitárias, provocava aglomerações, se negava a fazer o básico, declarava guerra contra máscaras e medidas de isolamento ou criava uma crise desnecessária com grupos sociais específicos ou algum auxiliar recém-mandado ao paredão. Qual seria a notícia, afinal, se ele se comportasse como todos e obedecesse as regras básicas de convívio?

quarta-feira, 10 de março de 2021

GARANHUNS PERDE O CARISMA E A INTELIGÊNCIA DE MARIA EMÍLIA VALENÇA CALADO


Morreu nessa quarta-feira 10, no Hospital Português, no Recife, a garanhuense Maria Emília Valença, 70 anos, esposa do empresário e Secretário de Turismo de Garanhuns, Givaldo Calado de Freitas.

Filha de Amílcar Valença, prefeito do município em dois mandatos, e de Deolinda Silvestre Valença (Dona Dora), Emília deixa os filhos Givaldo Filho, Germana e Giovanna. As duas moram nos Estados Unidos. 

Emília foi vítima de câncer. Lutou contra a doença 10 anos, foi ao Recife e São Paulo muitas vezes para tratamento. Fez rádio e quimioterapia, mas hoje não resistiu tendo nos deixado por volta das 14h40.

Seu corpo será velado na Funerária Padre Cícero, a partir das 21h e será sepultado em Garanhuns, possivelmente amanhã.

Pedro Jorge, Celso e Adiza Valença são os três irmãos de Emília.

Emília Valença participou das lutas políticas de Garanhuns, sempre ao lado de Givaldo, tendo sido candidata a deputada estadual e a vice-prefeita, numa chapa à época encabeçada por Izaías Régis.

Ela participava da Rede Feminina de Combate ao Câncer, do Lions Garanhuns e da Sociedade Brasil Estados Unidos.

Sempre esteve ao lado do seu companheiro Givaldo Calado na administração do Palace Hotel, situado na Avenida Rui Barbosa. 

A cidade está de luto. A conterrânea Emília era uma mulher de personalidade, de grande carisma, que junto com Givaldo sempre contribuiu com sua terra.

Neste momento de tristeza nos solidarizamos com seus familiares e amigos (as) desta notável mulher.

Texto extraído do Blog de Roberto Almeida. 

terça-feira, 9 de março de 2021

O cálculo de Fachin: os bastidores da decisão que pode beneficiar Lula e Moro ao mesmo tempo

 

BBC NEWS

 

© Presidência da República/AFP Tanto Lula quanto Moro podem ser beneficiados por decisão

À primeira vista, a decisão do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia parecer uma vitória do petista sobre o ex-juiz Sergio Moro. Mas, na realidade, é a ideia de preservar a Operação Lava Jato que teria pesado na decisão de Fachin, segundo apurou a BBC News Brasil.

De acordo com fontes do STF, entraram no cálculo do ministro um recado da ministra Cármen Lúcia e a intenção do ministro Gilmar Mendes de levar nesta semana a julgamento uma ação da defesa de Lula que questiona a parcialidade de Moro.

Ao anular as condenações de Lula, Fachin decidiu que outros recursos do petista não precisariam mais ser julgados, inclusive o habeas corpus que questiona a imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro ao julgar seus processos. Esse recurso também é relatado pelo ministro, mas estava há mais de dois anos parado no gabinete do ministro Gilmar Mendes devido a um pedido de vista.

Após a decisão, no entanto, ministros críticos à Lava Jato reagiram e Gilmar Mendes decidiu pautar para esta terça (9/3) o julgamento do habeas corpus, ignorando a decisão de Fachin de que os recursos do petista "perderam o objeto".

Fachin tentou adiar esse julgamento, propondo que o caso fosse analisado pelo plenário da corte, mas a maioria da Segunda Turma decidiu julgar a suspeição de Moro nesta terça.

A decisão de Fachin

Na segunda (8/3), numa decisão que surpreendeu até os colegas de tribunal, Fachin, que é relator dos processos da Lava Jato, declarou a incompetência da Justiça Federal do Paraná para julgar quatro ações contra Lula e anulou todas as condenações do ex-presidente. Na prática, Lula deixa inclusive de ser réu, já que o processo volta para antes do recebimento da denúncia.

segunda-feira, 8 de março de 2021

Antibolsonarismo favorecerá Lula em 2022, diz cientista político

 

Felipe Souza - @felipe_dess - Da BBC News Brasil em São Paulo

seg., 8 de março de 2021 9:05 PM

Decisão do ministro do STF Edson Fachin tornou Lula elegível

Após o ministro Edson Fachin anular os processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato nesta segunda-feira (8/3), ressurgiu a possibilidade do ex-presidente concorrer à presidência em 2022.

O cenário causaria o inédito embate direto entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro, tidos como dois dos principais personagens da recente polarização política vivida no país nos últimos anos.

Para o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Claudio Couto, o antipetismo, apontado como alavanca para a eleição de Bolsonaro, hoje está enfraquecido. No ponto de vista dele, o espaço foi ocupado pela aversão ao atual presidente.

"O Lula é hoje mais competitivo do que seria em 2018. A experiência ruim com o bolsonarismo esfriou o antipetismo. Mesmo com todas as suas mazelas, se tiver Lula e Bolsonaro as pessoas votam no Lula ou em qualquer outro partido porque lidaríamos com um governo normal. Hoje, estamos num obscurantista e negacionista. Ainda tem a demora com a vacina e quem votou no Bolsonaro em 2018 está vendo isso", afirmou Couto.

Para ele, o Brasil está num cenário onde "comparar Bolsonaro com o PT é favorável para o PT".

"O Lula teve um governo bem avaliado. Ele saiu do mandato com 80% de aprovação. E esse governo bem avaliado lá atrás explica por que ele continua forte até hoje", diz o professor.

A soltura do ex-presidente e as recentes decisões a favor dele, como esta que considera que a 13ª Vara não tinha competência para julgar os casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula favorecem o pestista. De acordo com o cientista político, a polarização que Bolsonaro ajudou a construir hoje começa a se voltar contra ele mesmo.

"O eleitor pensa: 'Eu quero o oposto disso que está aí hoje'. E na medida em que o governo Bolsonaro se desgasta, ser anti-Bolsonaro por excelência favorece Lula. Pois nada mais anti-Bolsonaro que o PT. A diferença é que Bolsonaro é extremista e o Lula pragmático, mas são dois polos", afirmou.

O professor da FGV lembra que uma pesquisa do Ipec, divulgada esta semana, aponta que Lula supera Bolsonaro em potencial de voto para 2022.

"Bolsonaro está numa tendência de queda na popularidade, principalmente por conta da inflação e do modo como ele lida com a pandemia. Uma coisa era o Bolsonaro em 2018 que não tinha um governo no currículo e não poderia ser avaliado. Hoje, estar no governo pesa negativamente para ele", afirmou o professor.

domingo, 7 de março de 2021

8M: pela vida das mulheres trabalhadoras!

8 de março – Derrubar o governo Bolsonaro para barrar o genocídio da população brasileira!

O Dia Internacional de Luta das Mulheres chega no momento em que vivemos uma das maiores crises humanitárias produzidas no sistema capitalista. A crise sanitária e a pandemia, produtos do sociometabolismo predatório do capital, somam-se à crise econômica que já vinha em curso e foi agudizada pela paralisação do trabalho em alguns setores. 

São as mulheres da classe trabalhadora, principalmente as mulheres negras e indígenas, que mais sofrem com as consequências das crises política, sanitária e econômica. Não podemos esquecer que mais de 70 % dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde são mulheres, bem como somos maioria entre as chefes de famílias, desempregados e terceirizados. Os índices de violência doméstica e de feminicídio aumentaram durante a pandemia e, com o prolongamento da situação tendem a se intensificar ainda mais.

No Brasil, as consequências da pandemia são ainda mais dramáticas com o processo de fascistização do Estado e da sociedade que estamos vivendo sob o governo Bolsonaro-Mourão. A negação da gravidade da pandemia, o contínuo desfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), a perseguição à ciência e às universidades, as medidas de proteção às empresas e perseguição aos trabalhadores (disfarçadas de medidas de garantia dos empregos), coloca o país entre aqueles com pior controle da pandemia e maior número de mortes. Estamos presenciando um verdadeiro genocídio da classe trabalhadora brasileira!

Enquanto na maior parte do mundo, os índices de transmissão da doença e o número de óbitos têm diminuído, o Brasil se encontra no pior momento da pandemia e sem perspectivas de controle. A situação não está ainda mais caótica devido aos profissionais que estão no SU e à luta contra a sua privatização, bem como devido ao auxílio emergencial, proposto e aprovado a partir da bancada de deputados composta por PSOL, PCdoB e PT.

O fim do auxílio emergencial, junto com o elevado preço da cesta básica e o aumento do desemprego, tem tornado as condições de vida ainda mais insalubres. Com a morte de inúmeros idosos, milhares de famílias no país perderam sua renda mínima que era a aposentadoria de avós e pais/mães, o que agravou a insegurança alimentar grave (fome) e prejudicou inúmeras necessidades básicas. É importante ressaltar que, de acordo com pesquisas do IBGE de 2017 – 2018, o Brasil retornou para o Mapa da Fome. Ainda é importante destacar o elevado preço do gás de cozinha, resultado das políticas econômicas de privatização da Petrobrás, com previsões de haver aumentos acima de R$100,00 neste ano.

A consciência cínica

Imagem de Hieronymus Bosch

 


A Terra é Redonda

Por MILTON PINHEIRO*

A consciência cínica sabe que deve se acomodar e permitir o caos controlado e o golpe de Bolsonaro por dentro das instituições

Todos os poderes da república sabem o que os “bolsonaros” fizeram e o que o atual presidente faz. Os chefes das instituições do Estado capitalista brasileiro têm completo conhecimento das ações do agitador fascista. Mesmo aqueles que têm algum tipo de restrição ao modelo do caos controlado que governa o Brasil, passando por muitos que se comportam como vômito leniente, até os operadores do golpe por dentro das instituições…Todos, absolutamente todos, têm conhecimento da lógica político-administrativa do atual governo.

Grande parte da população sabe o que ele fez no “verão passado” e o que ele faz no presente. É público e notório. A imprensa, aquela confiscada pelo suborno oficial, a imprensa, aquela que tenta não entrar no mérito da questão, a imprensa, aquela que se esconde em outras polêmicas porque está de acordo com a destrutiva pauta econômica, a imprensa, aquela que finge ser imprensa. Todos, absolutamente todos, sabem o que representa Bolsonaro.

O Brasil foi deliberadamente colocado no laboratório do neofascismo. São experiências que estão sendo realizadas em vários cenários para testar a elasticidade das instituições, a repercussão da mídia, o envolvimento ou não do conjunto da população, a capacidade de resistência das forças organizadas no campo das diversas esquerdas. Esse projeto burguês obscurantista, agora, faz um dos mais macabros testes: deixar que a Covid 19 dizime uma quantidade absurda de brasileiros/as. O genocídio está sendo televisionado, mas, até agora, nada de novo no front da resistência…

Capitalismo e feminismo não podem coexistir

 

Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro de Porto Alegre – RS

O modelo feminista dominante na conjuntura atual é o feminismo liberal, o qual prega o empoderamento individual das mulheres, esse aliado a uma posição de poder e sucesso no mercado de trabalho.

Segundo o pensamento hegemônico, bastaria as mulheres conseguirem um bom emprego, exercerem seus direitos de voto, não serem propriedades dos seus maridos e amparadas por algumas leis e normas contra a discriminação.

É evidente a importância de tais conquistas, porém, não podemos deixar de observar que o longo processo para alcançá-las envolveu intensa luta socialista com muitas derrotas e perseguições.

Além disso, não se pode deixar de lado o fato de que a luta feminista não é tão somente uma luta de gênero, mas também uma luta racial e de classes. Trata-se de lutar e criar igualdade e uma vida boa para todos, independentemente de sexo, gênero, raça, etnia, educação, renda, religião ou onde morem. Tais objetivos não podemos atingir dentro do capitalismo, pois este sistema não visa melhorar vidas e sim melhorar os lucros. O capitalismo precisou e sempre irá precisar de desigualdades para sobreviver a crises cíclicas. Como sistema histórico, o sexismo e o racismo têm sido uma parte central das estratégias de acumulação no capitalismo.

É inviável portanto que todas as mulheres tenham, portanto, um trabalho digno, um salário justo, um sistema de saúde gratuito e eficaz, alimentos em todas as refeições dentro de um sistema que se apoia em lucro, desigualdades e pequenas reformas.

O enfrentamento ao patriarcado na ideia feminista liberal, se dá de forma não coletiva, se contentando com as pequenas migalhas oferecidas pelo Estado, sem romper com a principal estrutura que o retroalimenta – o sistema capitalista. Só um projeto coletivo, enraizado na solidariedade e na cooperação, e organizado em torno do princípio de retomar nosso planeta das corporações gananciosas, nos oferecerá uma chance de luta para alterar nossa trajetória atual.

FEMINISMO CLASSISTA
FUTURO SOCIALISTA!

#MulheresTrabalhadoras #MulheradaQueOusaLutar #8m

sábado, 6 de março de 2021

'Tapa na cara de todas as mulheres', diz Isa Penna sobre punição a Cury por assédio

 

O Globo - Guilherme Caetano

SÃO PAULO — Assediada no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) por Fernando Cury (Cidadania) em 16 de dezembro, a deputada Isa Penna afirma que a decisão do Conselho de Ética de abrandar a punição do colega, denunciado por importunação sexual, é um "tapa na cara de todas as mulheres". Nesta sexta-feira, maioria do colegiado optou por reduzir a suspensão de Cury de seis para quatro meses.

O relator do processo, Emídio de Souza (PT), havia sugerido suspender Fernando Cury por seis meses e cortar a verba de seu gabinete durante o período. A sugestão de Wellington Moura, de afastar o deputado por 119 dias e manter o subsídio de seu escritório, acabou prevalecendo com o voto de cinco membros do colegiado.

Penna diz esperar que o caso, que agora vai para plenário, onde precisa de maioria simples dos 94 deputados estaduais para ter a punição confirmada, tenha apoio das mulheres da Casa, inclusive as de direita — espectro político oposto ao seu e do qual é crítica ferrenha.

Como você recebeu a decisão do Conselho de Ética?

Isa Penna: Eu achei um tapa na cara de todas as mulheres. Na verdade é uma não punição. Passa uma mensagem de legalização do assédio, porque é um precedente político e jurídico. A Comissão de Ética é prevista na Constituição Federal, entao é um órgão que tem uma prerrogativa justamente para os deputados não fazerem tudo o que quiserem. Hoje a gente viu como os políticos tratam a nossa Constituição.

O resultado te surpreendeu?

Não. A informação que eu tinha era de que o Estevam (Galvão, corregedor da Alesp), que já tinha se comprometido a votar com o relator (Emídio de Souza, que sugeriu a suspensão de seis meses a Cury), poderia estar sendo pressionado. Isso chegou (a mim) por meio de deputadas mulheres de vários espectros ideológicos.

sexta-feira, 5 de março de 2021

Fôlego antes da tempestade

Ações para derrotar os governos BolsoDoria

Nota Política do PCB – SP

2021 mal começou e a situação da classe trabalhadora brasileira é catastrófica. Enfrentamos um governo federal genocida, que segue com sua pauta ultraliberal, buscando desviar a atenção das contradições provocadas por uma economia estagnada e com altos índices de desemprego, ao mesmo tempo em que visa fortalecer o campo bolsonarista para as eleições de 2022, com um projeto ainda mais reacionário, antipopular e antidemocrático. 

Não à toa o Palácio do Planalto segue tentando intimidar os movimentos de oposição que se articulam em torno do impeachment.

Seguimos num contexto em que a crise sistêmica do capitalismo, que é inflamada pela pandemia da Covid-19, aprofunda as desigualdades sociais, a miséria e a violência contra os trabalhadores, ampliando brutalmente a concentração da riqueza e os lucros dos monopólios privados, de banqueiros e megaempresários. Não à toa que durante a pandemia os bilionários brasileiros ficaram ainda mais ricos [1], principalmente aqueles que são da área da saúde [2].

No âmbito estadual os números não são melhores. É visível a piora nas condições de vida e trabalho da grande maioria da população em todos os âmbitos. Na capital paulista encontra-se a cesta básica mais cara entre as capitais [3], com assustadores R$ 654,15 (mais da metade do valor do salário mínimo), com alta de 3,59% em comparação com dezembro de 2020 e nos últimos 12 meses acumulando um aumento de 26,40%! O detalhe é que o salário mínimo necessário (seguindo os requisitos constitucionais),com base na cesta básica, deveria ser o equivalente a R$ 5.495,52, ou seja, 5 vezes o mínimo de R$ 1100,00.

O governo Dória toma parte no genocídio, e o incentiva em vários aspectos, como nos casos de letalidade policial em que o patamar de mortes se mantém altíssimo [4] (a PM mata em média 2 pessoas por dia, num total de 780 pessoas no Estado, no ano de 2020), despejando várias famílias em plena pandemia [5], cortando R$ 600 milhões da saúde (EM PLENA PANDEMIA!) e aumentando a parte da verba para comunicação institucional em 70% [6].

quinta-feira, 4 de março de 2021

Show de ilusionismo na Petrobras

 

4 de março de 2021

No balcão de negócios da Petrobrás de Bolsonaro, o povo não tem vez

Show de ilusionismo na Petrobrás: sai o 6 e entra o meia-dúzia, mas o povo continua com o 0…

Unidade Classista dos Petroleiros

No dia 19 de fevereiro de 2021 o presidente Jair Bolsonaro anunciou a demissão de Castello Branco do comando da Petrobras por meio de ofício do Ministério de Minas e Energia (MME), solicitando providências a fim de convocar Assembleia Geral Extraordinária, com o objetivo de promover a sua substituição por Joaquim Silva e Luna, um general da reserva de peculiar talento político, que já ocupou cargos chave nos governos de composição com o centrão, tendo sido Ministro da Defesa durante o Governo Temer e presidido Itaipu desde o início de 2019.

Um dos motivos da demissão de Castello Branco, segundo noticiaram diversos meios de comunicação, foi, primariamente, a política de preços da companhia sob Castello Branco, que tem tido impacto significativo sobre o capital político do governo Bolsonaro. Os preços da gasolina e principalmente do Diesel têm provocado descontentamento popular ao repassar as variações da cotação do dólar, e do preço do barril, diretamente ao consumidor final. Caminhoneiros ameaçam greve, donos de postos de combustíveis se preocupam com a queda do consumo, enquanto os trabalhadores, vitimados pelo genocídio do COVID-19 (mais de 250 mil mortes contabilizadas no Brasil), veem seu poder de consumo ser corroído pela aceleração da inflação, que tem como um dos componentes mais importantes o custo dos transportes e do frete.

O mercado, a mídia especializada, e atores políticos ligados à pauta da liberalização econômica correram para expressar seu descontentamento com palavras como “intervencionismo”, “populismo” e, pasmem, até “comunismo”. Mas o descontentamento destes não é com o atual preço do combustível: Para especialistas publicados nas mais diversas mídias especializadas, da Agência Reuters a CNN, o preço ainda está R$ 0,21 (Gasolina) e R$ 0,23 (Diesel) defasado em relação ao preço de equilíbrio internacional. O descontentamento foi em relação a substituição de Castello Branco por Luna, após reclamações de Jair Bolsonaro sobre a alta de preços, fator que ele sabe que diminui sua aprovação e compromete sua permanência no poder até 2022 e além.

Após TCU, Lewandowski compartilha com STJ cópias de diálogos de procuradores

 

                                                                                 PODER 360 - Nathan Victor

© Assessoria de Comunicação do STF Ministro determinou compartilhamento de diálogos que teriam envolvido ministros do STJ 

 

 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski atendeu, nesta 5ª feira (4.mar.2021), a pedido do presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Humberto Martins, e forneceu cópias de mensagens trocadas entre procuradores da Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro, reveladas na Operação Spoofing.

A determinação de Lewandowski é tomada depois de outra, que deu acesso ao TCU (Tribunal de Contas da União) às mensagens vazadas. Humberto Martins acionou o Supremo para analisar e, eventualmente, incluir  diálogos que citam integrantes do STJ no inquérito aberto na Corte para apurar se os procuradores  estavam investigando integrantes do STJ por movimentação patrimonial sem autorização judicial. Assim como deputados e senadores, os ministros do Superior Tribunal de Justiça têm foro privilegiado. Ou seja, só podem ser investigados com permissão do Supremo Tribunal Federal.

O diálogo em questão envolve o ex-coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol e o procurador Diogo Castor de Mattos. Deltan teria escrito: “A RF [Receita Federal] pode, com base na lista, fazer uma análise patrimonial, que tal? Basta estar em EPROC [processo judicial eletrônico] público. Combinamos com a RF”. Acrescentou: “Furacão 2”. O procurador Diogo Castor de Mattos respondeu: “Felix Fischer [relator da Lava Jato no STJ] eu duvido. Eh um cara serio (sic)”.

Ao acolher o pedido do presidente do STJ, Lewandowski considerou que, embora o material apreendido na Spoofing possa contribuir para a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não há problema que ele seja fornecido ao STJ. “A Constituição Federal garante a todos o direito de “receber dos órgãos públicos informações de seu interesse, ou de interesse coletivo ou geral […], ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade ou do Estado, assegurando-lhes, ainda, a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal”.

VAZA JATO

Após decisão de Ricardo Lewandowski, conversas entre procuradores da operação Lava Jato e o ex-juiz federal Sérgio Moro, apreendidas na operação Spoofing, tornaram-se públicas. Em diversas mensagens, os procuradores da República afirmam que iriam se reunir com Sérgio Moro, que o consultariam ou precisavam ouvir a opinião do juiz sobre algum ponto.

Parte dos diálogos veio a público em 29 de janeiro e revelou Moro orientando os procuradores sobre como apresentar a denúncia contra o petista no caso do tríplex do Guarujá. Diversos outros diálogos também já haviam sido tornados públicos por meio da chamada “Vaza Jato“, série de reportagens do The Intercept Brasil, algumas feitas em parceria com outros veículos, com base nos diálogos.

quarta-feira, 3 de março de 2021

Além da Ford, confira empresas que deixaram o Brasil desde que Bolsonaro assumiu

Ana Paula Ramos – Yahoo Finanças.

qua., 3 de março de 2021 5:37 PM

 

Fábrica da Ford em Camaçari (Photo by Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

No início do ano, a Ford anunciou a saída do Brasil, alegando que a decisão foi tomada “à medida em que a pandemia de covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”.

Duas fábricas da montadora já foram fechadas, em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), e uma em Horizonte (CE) será fechada no final do ano. Em outubro de 2019, a Ford já havia fechados as portas em São Bernardo do Campo (SP).

Desde 2019, ao menos 13 multinacionais de vários setores deixaram o Brasil, num movimento que agrava ainda mais o desemprego no país, que atualmente atinge cerca de 14 milhões de brasileiros.

A crise gerada pela pandemia numa economia já estagnada e a baixa competitividade do país afastam investimento estrangeiro e aceleram a ‘desindustrialização’ do Brasil. Entre 2000 e 2019, a participação da indústria de transformação no PIB (Produto Interno Bruto) passou de 13,1% para 10,1%.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira (3) uma queda de 4,1% no PIB em 2020, com a atividade econômica registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, em 1996. A indústria recuou 3,5% e o setor de serviços despencou 4,5%.

A economia já patinava mesmo antes da pandemia do coronavírus.

Desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu, em janeiro de 2019, deixaram o Brasil:

- Ford

Montadora americana anunciou o fechamento de três unidades no país e a demissão de 5 mil pessoas. Os veículos vendidos no Brasil serão produzidos na Argentina.