sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Em carta a Biden, 31 congressistas dizem que EUA devem se preparar caso Bolsonaro rejeite resultado

 



BBC News

Em carta a Biden, 31 congressistas dizem que EUA devem se preparar caso Bolsonaro rejeite resultado© Itamaraty

 

A menos de 48 horas do início da eleição presidencial no Brasil, 31 congressistas dos Estados Unidos enviaram, na manhã desta sexta-feira (28/10) uma carta ao presidente americano Joe Biden em que expressam "preocupação crescente" em relação à disputa eleitoral no Brasil e recomendam que a Casa Branca reconheça o resultado da eleição assim que anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite do próximo domingo (30/10). 

Na carta, os congressistas — independentes ou democratas — dizem que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou o primeiro turno na frente de Jair Bolsonaro (PL), que atrelou o reconhecimento dos resultados a um relatório das Forças Armadas. Depois de pronto — e sem encontrar indícios de fraude — o relatório dos militares não foi divulgado.

O Ministério da Defesa afirmou que pretende tornar público o material apenas após o segundo turno eleitoral. Além dos militares, o Tribunal de Contas da União (TCU) e observadores internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), não encontraram qualquer indício de irregularidades na votação e apuração dos votos no primeiro turno.

"Dada a recusa do presidente Bolsonaro em admitir que respeitará o resultado da eleição e, na ausência de denúncias fundamentadas de irregularidades por observadores eleitorais independentes credíveis, os Estados Unidos e a comunidade internacional devem estar preparados para reconhecer prontamente os resultados anunciados pelo autoridade em 30 de outubro", escreveram os parlamentares a Biden, às vésperas do pleito no Brasil.

Entre os signatários da carta estão estrelas da política americana, como os presidentes das Comissões de Relações Exteriores do Senado, Bob Menendez, e da Câmara, Gregory Meeks.

Bolsonaro tem insistido na possibilidade de fraude — mesmo sem evidências — e agora afirma que nem mesmo os militares podem certificar a lisura do processo.

"O que nos traz certa confiança é que as Forças Armadas foram convidadas a integrar uma comissão de transparência eleitoral. E elas têm feito um papel atuante e muito bom neste sentido", disse, há alguns dias, quando questionado sobre a confiabilidade do pleito. "Contudo, eles me dizem que é impossível dar um selo de credibilidade, tendo em vista ainda as muitas vulnerabilidades que o sistema apresenta", completou.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Lula lança carta com propostas para eventual governo

27/10/2022

Por Julia Duailibi  (*)

Lula divulga carta com propostas

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lançou uma carta com propostas para um eventual governo.

O texto se divide em 13 eixos, como: "Democracia e liberdade", "desenvolvimento econômico com investimentos", "desenvolvimento sustentável e transição ecológica", "reindustrialização do Brasil" e "agricultura sustentável".

Na abertura da carta, a campanha petista diz que "esta não é uma eleição qualquer" e que estão em jogo dois projetos completamente diferentes para o país. “Temos consciência da nossa responsabilidade histórica e, junto com amplas forças que apoiam a democracia brasileira, a partir de um permanente processo de diálogo e escuta da sociedade, apresentamos nossas principais propostas para a reconstrução do país”, diz o documento.

Bolsa Família

Lula afirma que quer o retorno do programa Bolsa Família, transformado em Auxílio Brasil pelo governo Bolsonaro no ano passado.

Segundo o ex-presidente, o programa de transferência de renda continuará a pagar R$ 600 aos beneficiários. A cada criança com menos de seis anos na família. haverá um adicional de R$ 150. “O Bolsa Família tem condicionante. Não é um dinheiro dado aleatoriamente”, acrescentou.

Responsabilidade fiscal

Sem mencionar o teto de gastos, que limita o crescimento das despesas públicas, a carta afirma que a política fiscal do eventual governo petista deve seguir “regras claras e realistas, com compromissos plurianuais, compatíveis com o enfrentamento da emergência social que vivemos e com a necessidade de reativar o investimento público e privado para arrancar o país da estagnação”.

Em outras oportunidades na campanha, Lula defendeu explicitamente a revogação do mecanismo instituído em 2017.

Faixa de isenção do Imposto de Renda

No campo tributário, o petista repetiu que pretende elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas para R$ 5 mil. Atualmente, estão isentos brasileiros com rendimentos mensais menores que R$ 1.903,98.

Crédito

O candidato também detalhou o programa “Desenrola Brasil”, apresentado pela campanha ainda no primeiro turno. Segundo a proposta, o governo vai facilitar a negociação de dívidas registradas nos nomes de brasileiros que recebem até três salários mínimos. O projeto se assemelha ao defendido por Ciro Gomes, candidato do PDT derrotado à Presidência.

O ex-presidente também quer lançar um programa com oferta de novas linhas de crédito para micro e pequenas empresas. A proposta, intitulada “Empreende Brasil”, tem sido veiculada à exaustão pela campanha no horário eleitoral. Em outras ocasiões, Lula indicou que deverá criar um ministério independente para o fomento de micro e pequenas empresas.

Nova versão do PAC

O petista afirma também que um eventual novo governo deve contar com uma nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lançada em 2007, primeiro ano do segundo mandato de Lula, a iniciativa previa estímulo a investimentos públicos e privados em projetos de infraestrutura no país.

Habitação

Ao mesmo tempo, o ex-presidente diz que deve investir na retomada do Minha Casa, Minha Vida. O programa foi criado por Lula em 2009 com o objetivo de reduzir o déficit habitacional no Brasil. Em 2020, o governo Jair Bolsonaro (PL) rebatizou a iniciativa para Casa Verde e Amarela e promoveu alterações no escopo do programa.

'Paz e diálogo'

No fim da carta, Lula diz que o país precisa de paz, democracia e diálogo.

"Ao longo dessa campanha, vi a esperança brilhando nos olhos do nosso povo. A esperança de uma vida melhor num país mais justo. O Brasil precisa de um governo que volte a cuidar da nossa gente, especialmente de quem mais necessita. Precisa de paz, democracia e diálogo. É com a força do nosso legado e os olhos voltados para o futuro que dirijo esta carta ao povo brasileiro.

 (*) Julia Duailibi é comentarista de política e economia da GloboNews.

New York Times faz documentário sobre importância mundial das eleições no Brasil

 












New York Times faz documentário sobre importância mundial das eleições no Brasil© Divulgação/The New York Times

Pipoca Moderna

O jornal The New York Times produziu um minidocumentário, especialmente para sua versão online e redes sociais, sobre a importância da eleição presidencial de domingo (30/10) no Brasil para o futuro dos EUA e do mundo, tomando partido de Luiz Inácio Lula da Silva. Embora seja conhecido por seus fortes posicionamentos em defesa da democracia, o tema escolhido pelo jornal para definir seu apoio e o tom de alerta da produção foi o meio-ambiente e a preservação da floresta Amazônica.

Para o New York Times, Bolsonaro representa uma ameaça à natureza, aos povos indígenas brasileiros e, por extensão, ao mundo inteiro, considerando a devastação que seu governo causou na Amazônia e a importância da floresta para equilibrar o clima mundial. “Todos nós precisamos desesperadamente de um novo presidente brasileiro que não queime tudo”, diz a narração do vídeo.

Além da narração em inglês, o curta de pouco mais de 6 minutos dá voz à jovem líder indígena Txai Suruí, coordenadora do Movimento da Juventude Indígena e única brasileira que discursou na COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021, realizada em Glasgow, na Escócia.

O New York Times já tem uma sólida tradição em documentários. Dois deles foram fundamentais para chamar atenção sobre os abusos cometidos contra Britney Spears, ajudando, no ano passado, a encerrar a tutela judicial a que a artista estava submetida desde 2008.

Assista o vídeo:

https://twitter.com/nytopinion/status/1585611894571913216?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1585611894571913216%7Ctwgr%5E54a08707ef20005fff74d00697a59c896db7fd58%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fpipocamoderna.com.br%2F2022%2F10%2Fnew-york-times-faz-documentario-sobre-importancia-mundial-das-eleicoes-no-brasil%2F

Cinegrafista da Jovem Pan entrega Tarcísio e diz que filmou segurança do candidato disparando tiros na farsa de Paraisópolis









Abin, Paraisópolis e Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São Paulo (Foto: Reprodução/Abin | Marcello Casal Jr/Agência Brasil | Jorge Maruta/Jornal da USP)

Marcos Andrade afirmou que a campanha de Tarcísio cobrou sua demissão, relatou pressão da Jovem Pan para apoiar o candidato e disse estar com medo de sofrer retaliações

27 de outubro de 2022

247 – O repórter-cinematográfico Marcos Andrade, da Jovem Pan, concedeu uma entrevista bombástica ao jornalista Artur Rodrigues, da Folha de S. Paulo, em que denunciou a campanha do candidato bolsonarista Tarcísio de Freitas, que preparou uma farsa em Paraisópolis para que o candidato vendesse a falsa narrativa de que teria sido vítima de um atentado quando fez campanha na região. Na entrevista, Andrade disse que filmou um agente da Abin e policiais à paisana, da equipe do próprio Tarcísio, disparando tiros em Paraisópolis, numa ação que matou um jovem desarmado chamado Felipe Silva de Lima, de 28 anos. 

O cinegrafista também afirmou que a campanha de Tarcísio pediu sua cabeça, cobrando a sua demissão da Jovem Pan, e relatou pressões da própria emissora, que teria pedido que ele gravasse um vídeo em apoio ao candidato. Por fim, Marcos Andrade disse estar com medo: 'você não sabe com quem está lidando'.

"Eu começo a escutar uns disparos de arma de fogo, a impressão que eu tinha era umas rajadas de metralhadora. Eu fui para a janela, e olhando para o lado direito eu vi umas motos passando. Coisa de dez minutos depois as motos deram a volta pelo quarteirão, foram para a rua de cima, e começa o novo tiroteio. Aí eu pego a câmera e vou para janela. Inclusive, todo mundo falava 'se abaixa', e houve um pânico generalizado. E eu fui para a janela. Só que aí eu vejo umas pessoas à paisana na parte de baixo, na porta da escola, disparando arma de fogo no sentido da rua de cima. 

Eu vejo o Tarcísio com o pessoal saindo do prédio e indo para o estacionamento. Eu fiz essas imagens, tanto essas como das pessoas embaixo atirando. Desci. Chego na calçada e vejo lá na esquina, na parte de cima no meio da rua, uma pessoa caída e uma moto no chão. Eu me abrigo até uma coluna. Quando eu chego para gravar esse corpo e a moto que está no chão, chega uma pessoa falando para eu não gravar", relata o cinegrafista.

"Na hora que eu vou para a parte de cima, onde o corpo e a moto está caída, eu vejo o rapaz que eu tinha conversado a respeito de pedir reforço. Eu vejo ele armado e com distintivo da Abin [Agência Brasileira de Inteligência]. E outro rapaz que tenta me impedir também está com distintivo, mas eu não consigo ver bem o que era o distintivo dele", acrescentou, apontando a participação de agentes federais de segurança na campanha de Tarcísio.

EM TEMPO: - Os fascistas são cruéis; - Você que tem parente em SP, estimule o voto no 13 para Governador e para Presidente. Ok, Moçada! 

Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=eeRAv3j5d8E&t=1s


 

Terras de Lula e Bolsonaro têm eleitores com sonho de virada no 2º turno e guerra de rejeições

Como o texto não traz uma foto, eis a nossa


Folha de São Paulo - JOSÉ MATHEUS SANTOS E JOELMIR TAVARES 

GARANHUNS, PE, E ELDORADO, SP (FOLHAPRESS) - A disputa acirrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) ganhou proporções diferentes na reta final do segundo turno nas cidades de origem de cada candidato.

Em Garanhuns, onde o ex-presidente teve 72,1% dos votos válidos no primeiro turno, a dianteira folgada ajuda a explicar a mobilização tímida de apoiadores do filho ilustre do município pernambucano. Também contribui para o clima morno o fim das campanhas dos candidatos a deputado, já eleitos.

Em Eldorado, o racha do eleitorado empurra para a luta os entusiastas do presidente, que recebeu 50,3% dos votos na cidade paulista onde passou a juventude, e também os de Lula, que veem brecha para superar o patamar de 44,1% de votos obtidos no município pelo líder nacional das pesquisas.

As duas localidades são acompanhadas desde julho pela Folha de S.Paulo em uma série de reportagens sobre o desenrolar da eleição presidencial nos berços de ambos os candidatos. A situação do petista entre os conterrâneos é mais confortável do que a do atual mandatário no lugar onde viveu dos 11 aos 18 anos.

Sem a campanha de rua dos postulantes a deputado, o ritmo da campanha do PT em Garanhuns diminuiu nas últimas semanas, o que empolga a minoria bolsonarista na cidade.

A coordenação local da campanha do presidente avalia que Lula perderá fôlego pela abstenção maior de sua base e pela migração de uma parte dela para o lado oposto.

A mobilização lulista agora é puxada pela candidata a governadora Marília Arraes (Solidariedade), mas com algumas adversidades, já que a arrecadação de recursos dela minguou.

"As pesquisas sempre erram e colocam Bolsonaro para baixo. O presidente está crescendo na região e vai passar dos 20 mil votos em Garanhuns", diz um de seus articuladores locais, o vereador Thiago Paes, 37 (PL).

Paes considera a cidade "ainda muito apegada ao passado", mas profetiza a subida de Bolsonaro graças ao empurrão de indecisos. Para ele, o presidente será reeleito.

O discurso do vereador é o de que eleitores que votaram em Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT), ou preferiram votar nulo ou em branco, agora "estão partindo para Bolsonaro porque ele vai governar com honestidade".

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Eleição está sendo roubada, fraudada e corrompida

(Foto: Marcos Corrêa/PR | Exercito Brasileiro)


"Bolsonaro e as cúpulas partidarizadas das Forças Armadas estão roubando a eleição", afirma Jeferson Miola (Articulista)



Por Jeferson Miola, para o 247

A eleição está sendo roubada, fraudada e corrompida. Esta não é, definitivamente, uma eleição limpa e, tampouco, republicana e democrática. Bolsonaro e as cúpulas partidarizadas das Forças Armadas estão roubando a eleição com expedientes impressionantes de fraude, abusos, corrupção, terrorismo e compra de votos. Com os bilhões de reais desviados do orçamento e outros aportes milionários de empresários criminosos, eles financiam toda sorte de abusos, métodos fascistas e práticas absolutamente ilegais e inconstitucionais.

A máquina do governo é usada descaradamente – e livremente, sem ser molestada pelo TSE, STF, PGR e instituições de fiscalização e controle – como comitê eleitoral. As repartições públicas viraram quartéis-generais do alto comando fascista. O orçamento público foi convertido em agência bancária para práticas corruptas de clientelismo vulgar, distribuição de favores, aliciamento eleitoral e compra de votos.

Além do orçamento secreto, que é o maior esquema de corrupção mundial, segundo a senadora Simone Tebet, o governo militar lança mão, também, de inúmeros mecanismos corruptos para a compra de consciências com medidas demagógicas. Nas redes sociais o antro fascista propaga calúnias, mentiras e ofensas contra Lula e o PT em escala industrial. Para Felipe Neto, “o que está acontecendo agora na deepweb bolsonarista de fakenews é o maior escândalo de crime eleitoral da história”.

Não se trata de liberdade de expressão ou de crítica política legítima, mas de crimes graves, perpetrados meticulosamente para forçar o aumento da rejeição a Lula, que subiu cerca de 30% em menos de 15 dias.  Empresários criminosos debocham das multas da Justiça do Trabalho se esse for o preço maior a pagar para continuarem intimidando e coagindo trabalhadores a votarem em Bolsonaro. Charlatães religiosos viajam para todos os cantos do país em aviões da FAB para fazerem pregações antipetistas, atacarem Lula e propagarem mentiras e ódio religioso.

Um agente da Abin matou um cidadão e Tarcísio apagou as provas, diz Alex Solnik


26 de outubro de 2022

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reprodução/TV Globo)

 



"Um agente da Abin, que estranhamente estava lá, pois agentes deste porte não fazem segurança de campanhas estaduais, matou um cidadão, isso deve ser investigado", cobrou Solnik

247 - O jornalista Alex Solnik, em participação no Bom Dia 247 desta quarta-feira (26), questionou por que a campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São Paulo, omitiu que o autor do disparo que matou Felipe Silva de Lima em Paraisópolis era um agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Segundo o jornalista, foi uma clara demonstração de que o suposto tiroteio foi plantado.

“Em Paraisópolis aconteceu um homicídio, um assassinato. Um integrante da campanha de Tarcísio, que é um agente da Abin e estranhamente estava lá, pois agentes deste porte não são designados para fazer segurança de campanhas estaduais, matou um cidadão. Agora a campanha está escondendo as provas. A campanha foi denunciada porque mandou apagar um vídeo da Jovem Pan que flagrou esse episódio”, disse. 

Solnik destaca que Tarcísio trouxe violência para São Paulo e tentou vender a história como um ataque contra ele, mas não foi o que realmente aconteceu. “Foi um ataque da campanha dele contra os paulistas. Este cidadão [Felipe Silva de Lima, homem morto pela polícia em Paraisópolis] que simplesmente estava em uma moto nas proximidades, apareceu morto sem nenhum motivo. Ele, inclusive, estava desarmado”, destacou.  Descrição: .

O jornalista destaca, ainda, que o pedido da equipe de Tarcísio para apagar as imagens que foram gravadas pelo cinegrafista da Jovem Pan no momento em que o agente da Abin matou Felipe deve ser alvo de investigação. “Isso que a campanha de Tarcísio fez, mandando apagar as provas, pode constituir vários crimes como obstrução de justiça, favorecimento pessoal, supressão de documentos, fraude processual e coação. Isso precisa ser investigado profundamente”, finalizou. 

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o soldado Henrique Gama dos Santos, apontado no B.O. do dia do tiroteio como autor do disparo, há alguns meses foi treinado pela Escola de Inteligência da Abin em Barbacena, cidade que fica a 103 quilômetros de Juiz de Fora.

O boletim informa que Henrique pertence ao "comando do QG da PM, atuando na área da inteligência/P2”. No entanto, não traz informações sobre o treinamento na Abin, órgão que recebeu em 2019 pelo menos três agentes da Polícia Federal que atuaram na segurança de Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, naquele 6 de setembro de 2018, quando Bolsonaro sofreu a facada ou suposta facada.

PF abre novo inquérito para investigar ameaça de morte a Lula recebida por e-mail











O GLOBO - Jeniffer Gularte

A Polícia Federal abriu um novo inquérito para apurar uma ameaça de morte ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT ao Palácio do Planalto. A investigação foi aberta a pedido da equipe de polícias federais que faz a segurança do petista na campanha, chefiada pelo delegado Andrei Rodrigues, a partir de um e-mail enviado ao Instituto Lula.

Malu Gaspar diz: Empresário bolsonarista pratica tiro ao alvo com imagem de Lula.

Polícia Federal: De atiradores de elite a policiais infiltrados na segurança da campanha de Lula

Reação: Após caso Jefferson, campanha de Lula quer ampliar discurso de defesa da paz com foco no eleitor indeciso antipetista

Em mensagem recebida no e-mail do instituto no dia seguinte ao primeiro turno, em 3 de outubro, uma pessoa afirma que espera Lula na sede do instituto para matá-lo com oito tiros de revólver 357. O caso é apurado pela superintendência da PF em São Paulo. A PF já havia aberto dois inquéritos anteriores para investigar ameaças feitas ao petista no primeiro turno. Um deles é apurado em Santa Catarina, onde o empresário bolsonarista Luiz Henrique Crestani usou seu perfil no Instagram para publicar um vídeo praticando tiro ao alvo a uma imagem de Lula. O caso foi relevado pela colunista Malu Gaspar.

O terceiro tramita na Polícia Civil de São Paulo e verifica a conduta do empresário José Sabatini. Em um vídeo, Sabatini aparece lambendo o cano de uma arma longa enquanto está dentro de um carro e diz o nome do presidente Jair Bolsonaro (PL). O mesmo empresário foi investigado em 2021 por divulgar um vídeo na internet onde ameaçava Lula e atirava várias vezes contra alvos.

O andamento dos inquéritos é acompanhado pelos policiais que atuam na proteção de Lula durante a campanha. Outro ponto de atenção envolve a ação violenta do ex-deputado Roberto Jefferson contra policiais no domingo, em Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro. O temor é que a reação do aliado do presidente contra incentive reações violentas a poucos dias do segundo turno. Na visão de petistas, se Jefferson se insurgiu contra policiais, algum outro fanático pode agir contra qualquer um.

Na avaliação de integrantes da equipe, todos os compromissos de Lula nesta reta final são sensíveis e demandarão rigor nas ações de proteção, o que requer manter mais policiais próximos ao ex-presidente e aumentar a rigidez na inspeção dos locais por onde o petista passar. Lula tem apenas uma viagem marcada para esta semana, para o Rio de Janeiro, onde participará para do debate da Globo.

O último ato de Lula deverá ser uma caminhada em São Paulo. Durante o segundo turno, o petista mudou o perfil das agendas na rua. De atos em comícios, passou a fazer caminhadas usando caminhonetes, o que demandou maior planejamento de segurança, com agentes atrás do candidato com pastas balísticas, maior efetivo policial no entorno do veículo que transporta Lula e convocação da militância para auxiliar na proteção do petista.

 

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Lula lança jingle com artistas: “Vou pedir pra você votar”


 

Poder360 

Lula lança jingle com artistas: “Vou pedir pra você votar”© Fornecido por Poder360

 


O ex-presidente e candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, publicou nesta 2ª feira (24.out.2022) um jingle com artistas parodiando a música “Não Quero Dinheiro”, de Tim Maia. A letra da paródia pede para os brasileiros votarem no próximo domingo (30.out), no 2º turno da eleição presidencial. 

“Vou pedir pedir pra você votar. Vou pedir pedir pra você votar. Este ano, vem votar também”, diz trecho da música. “Vou pedir pra você lutar. Vou pedir pra você Lular. Este ano, vem votar com amor. A família inteira, juntos lá votando, todos no domingo, estamos te esperando, povo brasileiro. O voto é secreto. Vamos lá votar, votar, votar”, diz um trecho da música. 

Artistas como Mart’nália, Kleber Lucas, Sandra de Sá, Caetano Veloso, Luisa Sonza e Mosquito aparecem no vídeo, além de políticos como Alessandro Molon (PSB) e Manuela D’Ávila (PC do B-RS).

Assistir na Exibição

https://www.youtube.com/watch?v=2XbKy3ElCr0&t=2s

Lula divulgou a música em seu perfil no Instagram“Vamos juntos no dia 30 votar por dias melhores”, escreveu o ex-presidente. 

OUTRAS MÚSICAS 

No 1º turno, artistas também divulgaram um vídeo de uma música com um refrão “vira, vira voto”, em apoio ao ex-presidente Lula. Na época, o petista articulava a conquista do voto dos demais concorrentes da disputa por meio do chamado “voto útil”. 

Assista ao vídeo (1m37seg):

https://www.youtube.com/watch?v=BPjcrUQ_uBc&t=21s

Além disso, em 17 de setembro, cantores pró-Lula lançaram uma “canção-manifesto” contra a reeleição de Bolsonaro chamada de “Hino ao inominável”. A música, de mais de 13 minutos, é interpretada por artistas como Bruno Gagliasso, Wagner Moura, Lenine, Chico César e Zélia Duncan.

Ouça (13min45):

Hino ao inominável: https://www.youtube.com/watch?v=OuQKqWIcF1U&t=721s

EM TEMPO: É isso aí "Moçada". Se liga aí até a vitória em 30.10.2022. Lembrando que a luta contra o fascismo é permanente. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Lula tem 50% e Bolsonaro, 43%, aponta Ipec

dw.com 

Nova pesquisa do instituto aponta estabilidade na reta final do segundo turno. Nos votos válidos, Lula aparece com 54%, contra 46% de Bolsonaro.

 

Provided by Deutsche Welle© Evaristo Sa/Miguel Schincariol/AFP


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 50% das intenções de voto, contra 43% do presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira (24/10). A diferença de intenção de voto entre os dois candidatos permanece em sete pontos. Outros 5% responderam que pretendem votar em branco ou nulo, e 2% estão indecisos.

Na pesquisa anterior, divulgada há uma semana, Lula apareceu com os mesmos 50% e Bolsonaro, 43%. Nas intenções de votos válidos, que desconsidera brancos e nulos e os indecisos, Lula tem 54% e Bolsonaro, 46%. Na pesquisa passada, eles também apareceram com 54% e 46%, respectivamente..

A pesquisa foi realizada em 22 a 24 de outubro com 3.008 eleitores em 183 municípios, e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. No primeiro turno, Lula obteve 48,4% dos votos válidos, contra 43,2% de Bolsonaro.

Pesquisas x resultados

O resultado do primeiro turno surpreendeu e gerou críticas a institutos de pesquisa, já que os últimos levantamentos do Datafolha e do Ipec divulgados na véspera do pleito apontavam Lula 14 pontos percentuais à frente de Bolsonaro. Pesquisas anteriores também vinham indicando ampla vantagem do petista. No entanto, após a contagem de votos, a vantagem de Lula foi de cerca de cinco pontos percentuais. Com 100% das urnas apuradas, Lula recebeu 48,43% dos votos, Bolsonaro, 43,2%.

Em entrevista à DW, o diretor de amostragem do Survey Research Center da Universidade de Michigan (EUA) e membro da American Association for Public Opinion Research (Aapor), Raphael Nishimura, disse que tratar as pesquisas eleitorais como oráculo não faz sentido.

"Não tem como a gente dizer que pesquisas pré-eleitorais erram ou acertam o resultado das eleições. Elas são um retrato do momento", explica o estatístico.

Como possíveis explicações para a diferença dos resultados da pesquisa e do que foi visto nas urnas, Nishimura cita que uma parte do eleitorado pode ter mudado o voto em cima da hora, depois das últimas sondagens. O não comparecimento de 20% é outro ponto difícil de considerar nos levantamentos. A terceira hipótese é de um viés de não resposta por parte de eleitores pró-Bolsonaro que desconfiam dos institutos.

jps (ots)

EM TEMPO: O IPEC, QUAEST, IPESPE e DATAFOLHA, são alguns dos institutos de pesquisa confiáveis, mas há os inconfiáveis que buscam agradar os contratantes.