quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Sobre os acontecimentos no Afeganistão

19 de agosto de 2021

DECLARAÇÃO DA SECRETARIA DE IMPRENSA DO KKE – PARTIDO COMUNISTA DA GRÉCIA

Os rápidos desenvolvimentos no Afeganistão após o colapso do governo fantoche, que havia surgido no país com a intervenção imperialista dos EUA, da OTAN e de seus aliados, e a ascensão ao poder do movimento obscurantista Talibã, um movimento que contou com o apoio inicialmente dos EUA e de outras potências capitalistas, mostram que o sofrimento do povo afegão é interminável.

Está evidentemente demonstrado que a intervenção dos Estados Unidos em 2001, levada a cabo sob o pretexto do “combate ao terrorismo” e em resposta ao ataque às Torres Gêmeas, na realidade tinha outros objetivos e, em particular, o controle do “ponto fraco” da Rússia e da China, no contexto do antagonismo desses países com os EUA.

O governo Biden ainda mente, apresentando “a economia de recursos financeiros do povo” como razão da retirada das forças militares estadunidenses do Afeganistão. Seus objetivos são diferentes, como desviar a atenção dos EUA para outras “frentes”, a exemplo da região do Pacífico, assim como a intenção de criar um “clima de instabilidade” na Ásia Central, para o que lhes é conveniente a “instrumentalização” dos desenvolvimentos no Afeganistão. É por meio dessa competição interimperialista que o Talibã parece ser favorecido hoje.

Desde o primeiro momento, o KKE condenou a intervenção no Afeganistão; rejeitou os pretextos dos EUA, da OTAN e da UE; denunciou as responsabilidades de todos os governos gregos (ND, SYRIZA, PASOK, etc.), que desde 2001 até hoje apoiaram o envolvimento do nosso país e das forças armadas gregas no Afeganistão. Por todos os meios possíveis, exigiu a retirada das forças gregas do Afeganistão e de qualquer outra missão imperialista no exterior.

Agora, as várias administrações burguesas estão derramando lágrimas de crocodilo pela situação do povo no Afeganistão, especialmente pela posição das mulheres. São as mesmas equipes que apoiaram e continuam a apoiar regimes que adotaram medidas semelhantes contra as mulheres em seus próprios países. São os mesmos estados-maiores que em outras épocas históricas (como na década de 1980) apoiaram veementemente o movimento obscurantista Mujahideen (por meio do qual surgiu o Talibã), que lutou contra a Revolução Popular e a ajuda militar internacionalista soviética.

Abordam também com a mesma hipocrisia acerca do esperado aumento do número de refugiados, quando os próprios acontecimentos provam o que todos querem esconder, a saber, que os refugiados são, em última instância, vítimas das guerras e intervenções provocadas pelo imperialismo. Hoje se destaca a necessidade da luta popular contra qualquer força reacionária e obscurantista, inextricavelmente ligada à luta contra o sistema capitalista e as forças e planos imperialistas que os originam e deles se utilizam. 

terça-feira, 17 de agosto de 2021

XP/Ipespe: No segundo turno, Bolsonaro perderia de Lula, Ciro, Moro e Mandetta

Anita Efraim

ter., 17 de agosto de 2021

Presidente Jair Bolsonaro aparece em segundo lugar no primeiro turno, atrás de Lula (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)





·         Presidente Jair Bolsonaro perderia em um eventual segundo turno para Lula, Ciro Gomes e Mandetta

·      Doria e Eduardo Leite, que disputam a vaga no PSDB para concorrerem à presidência, aparecem melhor que Bolsonaro, mas vantagem está dentro da margem de erro

·          Lula aparece em primeiro lugar no primeiro turno, em dois cenários diferentes

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) perderia em um eventual segundo turno para diversos candidatos, como Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), além do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro. Os dados são da pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta terça-feira (17).

Veja os resultados para o segundo turno:

·         Lula 51% x 32% Bolsonaro; branco/nulo: 17%

·         Ciro Gomes 44% x 32% Bolsonaro; branco/nulo: 24%

·         Sergio Moro 36% x 30% Bolsonaro; branco/nulo: 35%

·         Luiz Henrique Mandetta 38% x 34% Bolsonaro; branco/nulo: 28%

Bolsonaro ainda aparece atrás de João Doria (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB), mas dentro da margem de erro. Os tucanos disputam internamente para decidir quem será o candidato à presidência do partido em 2022.

·         João Doria 37% x 35%; branco/nulo: 28%

·         Eduardo Leite 35% x 33% Bolsonaro; branco/nulo: 32%

Além disso, segundo a pesquisa, Lula venceria qualquer outro candidato em um eventual segundo turno. 

Foram realizadas 1.000 entrevistas em todo o país entre 11 e 14 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Primeiro turno 

Campanha de Bolsonaro contra urna eletrônica 'afeta decisão de investir', diz ex-presidente da Fiesp

Mariana Schreiber - @marischreiber - Da BBC News Brasil em Brasília

ter., 17 de agosto de 2021

Para Lafer Piva, campanha do presidente contra legitimidade das eleições tem efeitos 'de curto, médio e longo prazo, na política, economia, e na saúde mental da sociedade'

A campanha do presidente Jair Bolsonaro contra o Poder Judiciário e a legitimidade das eleições brasileiras "desarticula as instituições, cria tensões, afeta a capacidade e desejo de consumo e a decisão de investir, inclusive por agentes externos", disse à BBC News Brasil o industrial Horácio Lafer Piva, acionista da Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do país.

Ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Piva foi um dos grandes empresários que assinaram no início do mês o manifesto "Eleições serão respeitadas". Embora não cite diretamente Bolsonaro, a iniciativa foi uma clara reação às falas do presidente de que não haverá eleições no país sem a adoção do voto impresso, proposta que foi barrada na última semana no Congresso.

"O princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos. (…) A sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias", afirma o manifesto. No sábado (14/08), Bolsonaro voltou a elevar a temperatura da crise, ao anunciar que pedirá ao Senado o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, este último também atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em entrevista à BBC News Brasil, Piva diz que a batalha presidencial em torno do voto impresso "tem uma dimensão de curto, médio e longo prazo", cujos efeitos se sentirão não apenas na economia, mas na "política e na saúde mental da sociedade". "Este governo segura o Brasil que quer avançar, aproveitar oportunidades, sair da pobreza, otimizar sua diversidade e o destino de potência ambiental. Lamentável", disse ainda.

'Parte da elite se afastou de Bolsonaro e não vai embarcar em aventura', diz herdeira do Itaú


  • Thais Carrança
  • Da BBC News Brasil em São Paulo

Sem uma tradição de se manifestar politicamente, o empresariado brasileiro viu no questionamento das eleições pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) um ponto de virada que levou parte do setor privado a romper seu costumeiro silêncio.

"Na hora em que você questiona o sistema eleitoral, você está questionando a democracia e gerando uma possível instabilidade que sempre assusta o mercado", diz Maria Alice Setubal, conhecida como Neca. Aos 70 anos, a presidente do conselho curador da Fundação Tide Setubal e herdeira do conglomerado Itaú, foi uma dos 267 signatários iniciais de um manifesto em defesa do sistema eleitoral e da ordem democrática, que posteriormente reuniu milhares de apoiadores.

Publicado em página inteira nos principais jornais do país na última quinta-feira (5/8), o documento reuniu nomes de peso do setor empresarial como Luiza e Frederico Trajano (Magazine Luiza), Jayme Garfinkel (Porto Seguro), Guilherme Leal (Natura), Horácio Lafer Piva (Klabin) e Carlos Jereissati Filho (Iguatemi Shopping Centers), além de figurões do setor financeiro — Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal (Itaú Unibanco), José Olympio Pereira (Credit Suisse), Daniel Leichsenring e Luis Stuhlberger (Verde Asset), entre outros.

"Não é da tradição brasileira empresários ou o setor produtivo — o 'mercado' — se manifestar politicamente, diferente de outros países, especialmente os Estados Unidos", observa Neca. "Isso acontece porque o governo federal tem uma influência muito grande nas empresas, nos diferentes setores, na alocação de recursos e na prioridade das políticas, o que gera dificuldade de manifestação pública com alguma crítica a posicionamentos governamentais", avalia a educadora e socióloga.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Omar Aziz diz que mensagem de Bolsonaro a apoiadores é “factoide”: “Está fissurado na eleição”

 

Yahoo Notícias, Redação - Gabriel Melloni

seg., 16 de agosto de 2021

Senador Omar Aziz em entrevista ao Yahoo! Notícias (Foto: Reprodução)

 

Omar Aziz afirmou que Bolsonaro age apenas pensando na eleição do ano que vem

·         Segundo o senador, o presidente vive criando factoides para desviar atenção de seu governo

·         Bolsonaro teria convocado apoiadores para uma manifestação em 7 de setembro

Presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que a mensagem de Jair Bolsonaro (sem partido) a apoiadores não passa de um “factoide”. Por meio do WhatsApp, o presidente falou sobre a necessidade de um “contragolpe” e convocou bolsonaristas para uma manifestação em 7 de setembro. “Estamos vivendo momento difícil no Brasil, muito complicado. Taxa alta de desemprego, inflação em dois dígitos, problemas na saúde, segurança pública, educação... E o presidente criando factoides", declarou em entrevista ao Yahoo!.

A suposta manifestação citada na mensagem, revelada pelo portal Metrópoles, teria como objetivo mostrar que tanto Bolsonaro quanto as Forças Armadas têm apoio suficiente para uma possível ruptura institucional. Segundo o Metrópoles, Bolsonaro enviou a mensagem do número pessoal dele, diretamente para integrantes do governo e amigos. O texto é assinado por um grupo bolsonarista no Facebook, chamado “Ativistas direitas volver”.

Para Aziz, porém, trata-se de mais um artifício utilizado pelo presidente já mirando a eleição do ano que vem. Bolsonaro estaria agindo para desviar o foco de questões como a própria CPI e os escândalos recentes protagonizados por ele e sua família. "O presidente usa isso para desviar o foco do que deveríamos discutir. É mais um factoide, uma fuga do debate político com conteúdo, para levar para o lado que interessa a ele, que é só a eleição. Ele está fissurado na eleição. As pautas dele são todas de cunho político, partidário e eleitoral."

"Essas pautas não interessam ao Brasil"

Outro "factoide" citado pelo senador foi a promessa de Bolsonaro de pedir o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Aziz, inclusive, cobrou que Bolsonaro atue de forma mais firme em questões como o combate à Covid-19.  "Ele quer manifestação em 7 de setembro para que? Falar ainda sobre voto impresso? Disse que vai ao senado pedir impeachment dos dois ministros. Essas pautas não interessam ao brasil. O que interessa é se conseguimos conter a Covid-19 e vacinar as pessoas. Ninguém está vendo o salário melhorar. Essas são pautas que o presidente deveria debater", argumentou.

sábado, 14 de agosto de 2021

NÃO À PEC 32!

 

Unidade Classista Nacional

A Unidade Classista está ao lado dos trabalhadores na luta contra a aprovação da PEC 32!

Seguindo as promessas falaciosas, governantes e governistas, parlamentares, empresários e a mídia burguesa correm para endossar a urgência da Reforma Administrativa e responsabilizar os servidores pelo déficit orçamentário e pelas mazelas no serviço público. O Governo Bolsonaro visa acabar efetivamente com serviços essenciais, como o SUS, sucateando a área da Segurança Pública e inviabilizando o pleno funcionamento das Escolas, Institutos Federais e Universidades Públicas.

Para o governo de Bolsonaro, Mourão e Guedes, representando os interesses dos capitalistas, os funcioná rios públicos sempre foram um fator que cria difi culdades ao prosseguimento de sua política genocida. A PEC 32/2020 é uma ferramenta que propõe extinguir o direito à estabilidade e o Regime Jurídico Único, instituído pela Lei 8.112/1990. Com o fim da estabilidade do serviço público, as funções de Estado entram no grande balcão de negócios do toma-lá-dá-cá do governo e seus aliados. Transforma os cargos públicos em aparelhos da ação clientelista de políticos oportunistas, dando fim à garantia de acesso universal aos direitos sociais básicos, prejudicando acima de tudo o povo trabalhador, que mais necessita dos serviços públicos.

O QUE SIGNIFICA TODA ESSA REFORMA NA PRÁTICA

Significa, na prática, o fim do serviço público como conhecemos. Afinal, não há serviço público sem segurança jurídica para trabalhar, para divergir de um superior, sem impessoalidade nas tratativas entre servidores. Não há serviço público eficiente, impessoal, transparente, regido pela moralidade, pela legalidade e pela publicidade se aos trabalhadores e trabalhadoras não é assegurado o vínculo estável com o Estado. São essas condições que asseguram um serviço público com independência funcional e com um compromisso de longo prazo do servi dor com sua função. Com o fim da estabilidade, passará a existir a submissão aos desmandos dos governos e políticos inescrupulosos, que agem unicamente a serviço dos interesses burgueses, como pretendem os defensores da PEC 32/2020.

Conselho da PGR recebe pedido para investigar Aras por prevaricação em inquéritos contra bolsonaristas

 

O GLOBO - Aguirre Talento

sáb., 14 de agosto de 2021

BRASÍLIA - Um grupo de subprocuradores-gerais da República aposentados, dentre eles o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, enviou ao Conselho Superior do Ministério Público Federal um pedido de investigação criminal contra o atual procurador-geral Augusto Aras por suspeitas de prevaricação em sua conduta à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), com o objetivo de blindar o presidente Jair Bolsonaro. Procurado, Aras afirmou por meio de nota que possui independência em sua atuação funcional e que essa é uma das garantias da instituição (leia ao final).

A discussão chega ao órgão em um momento de desgastes e cobranças a omissões de Aras em sua atuação. Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes apontou que a PGR não respondeu no prazo estipulado a um pedido de prisão contra o ex-deputado Roberto Jefferson, aliado de Bolsonaro, gerando mais um foco de atrito com a PGR.

Aras foi escolhido por Bolsonaro para o comando da PGR por fora da lista tríplice, formada por votação interna da categoria, e foi indicado no mês passado para um novo período de dois anos à frente do órgão. Sua recondução ainda precisa ser aprovada no Senado.

Essa representação foi apresentada no último dia 9 de agosto e recebida pelo vice-presidente do Conselho Superior, o subprocurador-geral da República José Bonifácio Borges de Andrada. Na sexta-feira, Bonifácio proferiu um despacho determinando o prosseguimento do caso, com o sorteio de um relator para a análise do pedido.

Supremo e TSE têm 7 apurações ligadas a entorno de Bolsonaro

FOLHApress - MARCELO ROCHA E MATHEUS TEIXEIRA

sáb., 14 de agosto de 2021

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O STF (Supremo Tribunal Federal) analisa atualmente cinco inquéritos que miram o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos ou apoiadores na área criminal. Já no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tramitam outras duas apurações que envolvem o chefe do Executivo. Apesar de a maioria estar em curso há mais de um ano, essas investigações foram impulsionadas nos últimos dias.

Na apuração mais recente, determinada nesta quinta-feira (12) pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes, o mandatário será investigado por suposto vazamento de informações sigilosas de inquérito da Polícia Federal instaurado em 2018 para averiguar invasão hacker a sistemas eletrônicos da Justiça Eleitoral. A apuração foi proposta pelo TSE. Na sequência de atos das últimas semanas, Moraes determinou a retomada da apuração sobre a suposta interferência do presidente no comando da PF, um inquérito que estava parado havia quase um ano. O ministro é o relator da maioria dos casos em tramitação no Supremo. 

Também em reação às falas de Bolsonaro, o ministro incluiu o presidente como investigado no inquérito das fake news, a pedido do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. Moraes e Barroso são atualmente os alvos preferenciais das críticas bolsonaristas. Há pendente um pedido do corregedor-geral eleitoral, Luís Felipe Salomão, para o compartilhamento de provas dos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos com a ação que pode levar à cassação do presidente no TSE.

Alexandre de Moraes manda investigar Bolsonaro por suposto vazamento de dados sigilosos

 

EXTRA - Mariana Muniz

 

BRASÍLIA - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu o pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e determinou a abertura de nova investigação para apurar o cometimento de eventual crime por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na divulgação de informações confidenciais contidas no inquérito da Polícia Federal que investiga o ataque hacker sofrido pela Corte eleitoral em 2018. O ministro encaminhou o pedido para a Procuradoria-Geral da República.

Além de Bolsonaro, o ministro pediu para que sejam investigados também o deputado federal Felipe Barros (PSL) e o delegado da Polícia Federal Victor Neves Feitosa Campo, que conduz as investigações sobre o ataque ao TSE. Na decisão, o ministro também determinou o afastamento do delegado da presidência do inquérito, com requisição ao Diretor-Geral da Polícia Federal de instauração de procedimento disciplinar para apurar os fatos (divulgação de segredo), "que, igualmente, deverá providenciar a substituição da autoridade policial".

O ministro ainda determinou que sejam o delegado e o deputado Felipe Barros sejam ouvidos no prazo máximo de dez dias. Moraes, contudo, não trata do depoimento do presidente da República. No despacho, o ministro afirma que, "sem a existência de qualquer justa causa, o sigilo dos autos foi levantado e teve o seu conteúdo parcialmente divulgado pelo Presidente da República, em entrevista conjunta com o deputado Felipe Barros, no intuito de tentar demonstrar a existência de fraudes nas eleições e ratificar suas declarações anteriores", objeto da primeira notícia-crime encaminhada pelo TSE contra Bolsonaro -- que culminou com sua inclusão no inquérito das fake news.

O pedido de investigação, assinado por todos os sete ministros titulares que integram a Corte Eleitoral, foi encaminhado diretamente na segunda-feira ao ministro Alexandre de Moraes — relator do inquérito das fake news. Além de Bolsonaro, também foram alvo do pedido do TSE o deputado federal Filipe Barros (PSL) e o delegado de Polícia Federal que preside as investigações. Na quinta-feira da semana passada, Bolsonaro divulgou em suas redes sociais a íntegra de um inquérito da Polícia Federal sigiloso que apura ataque ao sistema interno do TSE, ocorrido em 2018.

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Tarcísio Meira morre aos 85 anos por complicações da Covid-19

 

Yahoo, Vida e Estilo - Bárbara Saryne

qui., 12 de agosto de 2021

Ator Tarcísio Meira morre aos 85 anos em decorrência da Covid-19 (Foto: Reprodução/Instagram@_tarcisiomeira)

O ator Tarcísio Meira morreu, aos 85 anos, nesta quinta-feira (12). Ele estava internado desde o dia 6 de agosto no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por complicações da Covid-19. A informação foi confirmada pela Globo e pelo assistente pessoal de Tarcísio e Gloria Menezes, que se internaram juntos. A atriz recebeu alta e o veterano permaneceu intubado, mas não resistiu. Ainda não há informação sobre velório e enterro.

O último boletim médico informava que o ator seguia "com apoio de ventilação mecânica invasiva e diálise contínua". Ele e a esposa foram vacinados com a segunda dose da vacina em março deste ano em Porto Feliz, no interior de São Paulo, local onde residiam. Mocita Fagundes, nora do casal, contou que eles estavam isolados e devem ter se contaminado em um descuido da família.

Antes de iniciar a sessão desta quinta-feira (12), a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado Federal prestou uma homenagem ao ator.

Veterano na dramaturgia, Tarcísio tem recebido uma avalanche de homenagens nas redes sociais

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Urna eletrônica já é auditável: Conheça processo que verifica segurança do voto

Yahoo Notícias, Redação - Anita Efraim

qua., 11 de agosto de 2021

Processo de auditoria das urnas eletrônicas é revisto todos os anos pela área técnica do TSE (Foto: Getty Images)





·         Urna eletrônica passa por processo de verificação de integridade e também de autenticidade no mesmo dia das votações eleitorais

·         Processo de auditagem é revisto anualmente pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelos Tribunais Regionais Eleitoriais

·         Segundo o TSE, o processo de auditoria das urnas custa atualmente R$ 130 mil a cada turno

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e aliados passaram a chamar o voto impresso de “voto auditável”, dando a entender que a urna eletrônica não permite um processo de auditagem. No entanto, essa ideia está errada: as urnas eletrônicas são auditáveis.

Nos dias de votação, as urnas eletrônicas passam por auditorias de integridade e de autenticidade. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) explica que é feita uma amostragem, “para demonstrar publicamente o funcionamento e a confiabilidade do equipamento”.

A auditoria das urnas, no modelo como acontece hoje, custa R$ 130 mil. A cada ano, o processo é revisto todos os anos pela área técnica do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Câmara derrota Bolsonaro e rejeita PEC do voto impresso

Yahoo, Redação Notícias

ter., 10 de agosto de 2021

Grande bandeira bolsonarista e pauta pessoal do presidente, a PEC previa a adoção do voto impresso no Brasil e era usada para acusar e contestar, se provas, a validade e sigilo das urnas eletrônicas. (Foto: Agência Câmara)

O plenário da Câmara dos Deputados derrubou a PEC do voto impresso, pauta pessoal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que previa a adoção do voto impresso no Brasil. 

Grande bandeira bolsonarista, a discussão encampou as acusações sem provas de Bolsonaro contra as urnas eletrônicas e ameaças à realização das eleições de 2022. O texto rejeitado na noite desta terça-feira (10) já havia sido derrubado na Comissão Especial que tratou do assunto na última semana, mas ganhou sobrevida após o presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL).

No placar eletrônico da Câmara, totalizaram 229 votos "sim" a 218 "não". Eram necessários, no mínimo, 308 votos para aprovar a matéria. Nas últimas semanas, Bolsonaro intensificou os ataques ao processo eleitoral e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso. Em live, o presidente prometeu apresentar provas para sustentar as acusações de que teriam ocorrido fraude nas eleições de 2014 e 2018. Mas ele mesmo admitiu não tê-las, e utilizou vídeos de internet já desmentidos pelo TSE para alimentar as discussões.

Imprensa internacional ridiculariza desfile de tanques de Bolsonaro: “República de Banana”

 

Yahoo - Redação Notícias

ter., 10 de agosto de 2021

Tanques da Marinha em desfile em frente ao Palácio do Planalto nesta terça em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

 

A imprensa internacional ridicularizou o desfile de tanques organizado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (10) em Brasília.

O jornal britânico The Guardian chamou o ato de “desfile de República de Bananas” e ainda comentou que aliados do presidente usaram imagens de desfiles na China em postagens sobre o evento. O jornal também destacou que o ato durou “apenas dez minutos” e que os tanques soltavam fumaça. Ainda cita a baixa presença de apoiadores e que críticos classificaram o desfile de “fiasco”.

O jornal francês Le Monde destacou que o desfile era “inédito” nos 30 anos da democracia, em um momento de queda de popularidade de Bolsonaro diante da morte de 564 mil pessoas no Brasil devido à pandemia da covid-19. Aspas

A publicação afirma que há no Brasil um temor de um “cenário a la Trump”, numa situação de um presidente que se recusa a deixar o poder. "Bolsonaro, que sabe que as instituições de Brasília são mais frágeis que as de Washington, não faz nada para dar garantias”. E lembraram declaração do presidente, em janeiro: “Se não tivermos voto impresso em 2022, teremos um problema pior que nos EUA”.

Em Portugal, Bélgica, Canadá ou Estados Unidos, a imprensa também fez uma relação entre o desfile e a situação pouco confortável de Bolsonaro nas eleições de 2022.

O comboio da Marinha atravessou, nesta terça-feira, a Esplanada dos Ministérios e desembarcou em frente ao Palácio do Planalto para entregar ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, o convite do maior exercício militar da Marinha, a Operação Formosa, no dia 16.

desfile dos tanques das Forças Armadas aconteceu no dia em que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), marcou a votação, em plenário, da PEC do voto impresso, defendida por Bolsonaro.