segunda-feira, 24 de julho de 2023

'Derrotamos Bolsonaro, mas não derrotamos os bolsonaristas ainda', diz Lula em evento com metalúrgicos

História por ARTUR RODRIGUES – Folha de São Paulo

SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Lula (PT) retomou promessas de campanha, como picanha para a população, e xingou o suspeito de hostilizar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes durante discurso neste domingo (23) em São Bernardo do Campo (SP). As declarações foram feitas em evento de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, encabeçada por Moisés Selerges.

O evento terminou com a Maria Rita cantando "Como Nossos Pais", com Lula, a primeira-dama Janja e os ministros no palco. Lula chorou. Durante discurso, Lula afirmou ser preciso recuperar a civilidade no país após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) e lembrou o caso de hostilidade relacionado ao magistrado. "No aeroporto de Roma, um canalha não só ofendeu ele [Moraes] como bateu no filho dele", disse Lula, lembrando que o PSD, de Gilberto Kassab, expulsou o suspeito.

O empresário Roberto Mantovani e sua família são investigados no caso. Eles afirmam que houve uma confusão não relacionada ao ministro e que Mantovani apenas afastou o filho do magistrado após ofensas a sua esposa. O presidente também afirmou ter entregue o nome do homem ao chanceler alemão, uma vez que o suspeito havia atuado como distribuidor de uma empresa alemã. O discurso do presidente teve tom que buscou animar a militância para o embate contra o bolsonarismo.

"Nós derrotamos o Bolsonaro, mas não derrotamos os bolsonaristas ainda. Os malucos estão na rua, ofendendo pessoas, xingando pessoas. E nós vamos dizer para eles que nós queremos fazer com que esse país volte a ser civilizado", disse.

Ainda em um aceno contra uma bandeira dos bolsonaristas, ele citou a restrição ao acesso a armas, medida anunciada na última sexta (21). "Eu agora proibi a venda de pistola 9 mm, porque esse negócio de liberar armas é para favorecer o crime organizado a comprar armas. O que nós precisamos é baratear o preço do livro, é abrir biblioteca em cada conjunto habitacional." Lula estava acompanhado de ministros como Márcio França (Portos e Aeroportos), Silvio Almeida (Direitos Humanos), Márcio Macedo (Secretaria Geral da Presidência) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), além da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Rosa Quidute pode Disputar a Prefeitura em 2024, diz Paulo Camelo

TEXTO EXTRAÍDO DO BLOG DO CARLOS EUGÊNIO | 
SEXTA-FEIRA, 21 DE JULHO DE 2023

O engenheiro Paulo Camelo, que já disputou diversas eleições para o cargo de Prefeito em Garanhuns, defende o nome da Ex-vice-prefeita Rosa Quidute como candidata à Prefeitura de Garanhuns nas eleições de 2024. Camelo também registrou em contato com o Blog que o nome de Quidute também é defendido pela líder quilombola Ana do Timbó. 




Segundo Camelo, que está filiado ao PSOL, Rosa, que integra a Rede, é uma “terceira via que está se consolidando para detonar o domínio eleitoral exercido pelo triunvirato formado por Izaías; Sivaldo e Zaqueu”, destacou o Político.



Além de Rosa, o Ex-prefeito Bartolomeu Quidute também integra a Rede. De acordo com Camelo, o empresário Fernando Vavá Moraes, que também se apresenta como opção ao eleitorado local, vem conversando e pode se filiar a Rede, legenda que integra a Federação juntamente com o PSOL. Rosa exerceu o cargo de Vice-prefeita entre os anos de 2013 e 2016. Já Bartolomeu, governou Garanhuns entre 1993 e 1996. Vale destacar que Rosa Quidute nunca externou publicamente o desejo de disputar a Prefeitura de Garanhuns no próximo ano. (@blogcarloseugenio – www.blogdocarloseugenio.com.br. Com imagens do Instagram e enviadas por Paulo Camelo)

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Gleisi reage às negociações secretas de Dallagnol com os EUA e diz que Moro sabia: "tudo era acertado com o russo"


Novas mensagens revelam que o então procurador conduziu negociações secretas para definir a divisão dos valores que seriam cobrados da Petrobrás em multas e penalidades

20 de julho de 2023

 

247 - A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), usou as redes sociais para afirmar que as novas mensagens da Operação Spoofing que revelaram as negociações secretas entre o ex-procurador e deputado federal cassado Deltan Dallagnol com autoridades dos Estados Unidos para dividir o dinheiro arrecadado com multas e penalidades impostas à Petrobrás comprovam “mais um dos desmandos da Lava Jato”

 “Mais áudios da Operação Spoofing revelam que o cassado Deltan Dallagnol negociou em sigilo com os EUA acordo pra dividir o dinheiro cobrado da Petrobrás em multas e penalidades. É mais um dos desmandos da Lava Jato, que feriu o Estado de Direito e a democracia brasileira com o ex-juiz parcial no comando. E é claro que ele sabia desse acordão pois como já vimos tudo era acertado com o russo. Quem bajulou Moro e cia, contribuindo com o bolsonarismo, devia estar agora com muita vergonha”, postou Gleisi no Twitter. A postagem faz referência ao ex-juiz suspeito e atualmente senador Sergio Moro (União Brasil-PR), que na época era o magistrado titular da 13ª Vara Federal em Curitiba, responsável pelos processos da Operação Lava Jato. 

O caso foi revelado nesta quinta-feira (20) por meio de uma reportagem dos jornalistas Jamil Chade, do UOL, e Leandro Demori, que aponta que por mais de três anos Dallagnol, conduziu negociações secretas com as autoridades dos Estados Unidos para estabelecer um acordo sobre a divisão dos valores que seriam cobrados da Petrobrás em multas e penalidades decorrentes de casos de corrupção,. As tratativas, porém, não contaram com a participação da CGU (Controladoria-Geral da União), órgão competente por lei para tais questões. 

Lava Jato: Dallagnol negociou em sigilo com os Estados Unidos divisão de dinheiro cobrado da Petrobrás

As conversas ocorreram por meio do aplicativo Telegram e não foram oficialmente registradas, envolvendo procuradores suíços e brasileiros. Tais interações foram motivadas pelo papel das autoridades de Berna na busca, confisco e detalhamento das contas utilizadas como destino para as propinas investigadas no âmbito da Operação Lava Jato. No entanto, ambos os lados consideraram estratégico envolver também a Justiça dos Estados Unidos, que estava conduzindo sua própria investigação sobre o caso.

Os diálogos foram apreendidos pela Polícia Federal durante a operação Spoofing, uma investigação relacionada ao hackeamento de procuradores e de Moro, no caso amplamente conhecido como Vaza Jato.Descrição: .

Também pelo Twitter, Dallagnol se pronunciou, alegando que "negociações de acordos sempre foram tratadas de modo confidencial por várias razões de interesse público, que incluíam preservar os interesses da investigação e da recuperação de ativos, assim como promover, na forma e tempo apropriado de acordo com a lei das sociedades anônimas, a divulgação de informações ao mercado.

terça-feira, 18 de julho de 2023

Solidariedade com os irmãos Kononovich

 


 

Partido Comunista da Irlanda

O Partido Comunista da Irlanda se une aos partidos comunistas e outras forças progressistas e de esquerda em todo o mundo para condenar as ameaças de morte, perseguições e outras formas de intimidação contínua contra os jovens líderes comunistas Aleksander Kononovich e seu irmão Mikhail Kononovich, que estão em prisão domiciliar na Ucrânia.

Após o início da guerra por procuração da OTAN contra a Rússia na Ucrânia, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) arrastou para a prisão os irmãos Kononovich, líderes da União da Juventude Comunista Leninista da Ucrânia (LKSMU), em Kiev, no dia 6 de março de 2022. A prisão desencadeou protestos generalizados de grupos progressistas e comunistas na Europa e em todo mundo, que denunciaram a medida como parte do expurgo iniciado pelas autoridades ucranianas apoiadas pela UE-OTAN contra comunistas, socialistas e outros críticos do regime de Zelensky em nome da “segurança nacional”.

Em julho de 2022, um julgamento espalhafatoso dos irmãos Kononovich começou no Tribunal Distrital de Solomensky em Kiev. Eles foram colocados em prisão domiciliar em Kiev – embora não tenham cometido crime algum, exceto se posicionarem em oposição à guerra genocida e à destruição de seu país para servir aos interesses imperialistas dos EUA.

No início da última semana, os irmãos Kononovich, em um apelo, afirmaram que o regime do presidente Volodymyr Zelensky estava tentando assassiná-los. Eles relataram que um policial, Yevgen Kravchuk, havia repetidamente visitado sua casa e ameaçado matá-los. O mesmo policial também fez uma postagem no Facebook fazendo uma chamada pública para o assassinato e revelando o endereço de sua casa.

Diante dessas ameaças, o Partido Comunista da Irlanda reitera o pedido de libertação imediata dos irmãos. Mesmo antes do início da atual guerra na Ucrânia, o regime pós-golpe de Zelensky havia iniciado uma política de ‘descomunização’ e perseguição aos comunistas. Em maio de 2015, as leis de descomunização entraram em vigor na Ucrânia, o que significa que o Partido Comunista da Ucrânia (KPU) não pode usar símbolos comunistas ou cantar a Internacional. O KPU foi proibido de disputar eleições em 2015. O jornal Rabochaya Gazeta foi banido, e líderes e membros do Partido sofreram a repressão policial e os ataques de grupos de extrema-direita.

Enfrentando todas essas dificuldades, membros do KPU e da LKSMU continuaram a organizar protestos contra a descomunização, as políticas agrárias em favor das corporações, o apoio do governo a grupos neonazistas, o aumento dos preços da eletricidade e da água e o expansionismo da OTAN. Eles também organizaram campanhas pedindo uma solução pacífica para o conflito Rússia-Ucrânia.

O PC da Irlanda exorta todas as forças progressistas na Irlanda e no exterior a prestarem solidariedade e apoio aos nossos camaradas comunistas na Ucrânia e compartilha a seguinte declaração dos irmãos Kononowicz:

“Nós, os irmãos Kononowicz, comunistas ucranianos e antifascistas, apelamos à Federação Mundial da Juventude Democrática, aos comunistas, a todos as organizações de esquerda e antifascistas da Europa e do mundo. Declaramos oficialmente que o regime de Zelensky está preparando nosso assassinato. O regime, liderado pelo atual policial Yevgen Kravchuk, nos ameaçou pública e repetidamente, alertando sobre o nosso assassinato.

O policial escreveu chamados no Facebook pelo nosso assassinato e divulgou nosso endereço residencial, sabendo que estamos em prisão domiciliar e não podemos ir a lugar nenhum, então estamos presos. Somente um policial da ativa pode fazer esses tipos de declarações e apelações em público sem medo de ninguém.

Fomos banidos oficialmente e deixam claro que ninguém será punido por nos matar. É a prática da Alemanha nazista na década de 1930, quando comunistas e antifascistas foram colocados fora da lei. O regime de Zelensky quer encenar uma execução na forma de espetáculo.

Camaradas, por favor, protestem contra as embaixadas e consulados da Ucrânia, os escritórios de representação da União Européia, a OSCE e outras autoridades e organizações internacionais exigindo das autoridades ucranianas “não permitir o assassinato dos antifascistas Kononowicz”. Por favor, nos apoiem e não permitam nosso assassinato pelo regime de Zelensky.”

Em solidariedade

Comitê Executivo Nacional do Partido Comunista da Irlanda

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)


EM TEMPO: Não sei se isso aconteceu, mas convém lembrar que o recente Congresso da UNE deveria ter aprovado uma Moção de Apoio aos jovens comunistas da Ucrânia, os quais  estão sendo presos, perseguidos e ameaçados de morte pelo governo nazifascista de Zelensky. E, não, se preocuparem  com o discurso do ministro do STF, Roberto Luiz Barroso. Ok, Moçada! 

Roberto Campos Neto é um "terrorista financeiro" a serviço do bolsonarismo, diz Jeferson Miola


As declarações do analista da TV 247 vêm na esteira da queda de 2% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) referente ao mês de maio

18 de julho de 2023



Jeferson Miola e Roberto Campos Neto (Foto: Divulgação | ABR)

247 - O analista Jeferson Miola, em participação na TV 247, condenou a conduta do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que mantém a taxa de juros reais mais alta do planeta no Brasil a despeito dos indicadores inflacionários apresentarem sinais de melhora. Segundo o comentarista, Campos Neto age como um "terrorista financeiro" a serviço da extrema direita. Ele lembrou que o chefe da autoridade monetária é bolsonarista. 

As declarações de Miola vêm na esteira da queda de 2% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) referente ao mês de maio em comparação a abril, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a queda da prévia é reflexo da manutenção dos juros altos no país.

"Roberto Campos Neto, um bolsonarista instalado na presidência do Banco Central por Bolsonaro e protegido com esse mandato que vai até 2024 por conta da lei aprovada pelo Senado da República, é um sabotador. Está mais que caracterizado. Ele é um agente político, não tem o exercício de uma função técnica nem mesmo pela ortodoxia econômica... Ele faz escolhas político-ideológicas, é um combatente ideológico. É um Mantovani, que agrediu o Moraes, do Banco Central. É um militante bolsonarista no terreno da economia, um terrorista financeiro, que asfixia nossa economia. Ele faz isso com esse propósito. É uma estratégia da extrema direita inviabilizar o governo Lula", disse Miola. 

Ala dominante do Psol critica Lula e 'governabilidade a qualquer custo'


Intitulado "Por um Psol Popular", o texto a ser entregue ao Congresso da sigla também defende uma postura de "solidariedade ativa" em relação ao governo Lula

18 de julho de 2023

Lula, Guilherme Boulos, Juliano Medeiros e Sonia Guajajara (Foto: Reuters | ABR | Divulgação)

247 - A corrente majoritária dentro do Psol, composta por algumas de suas principais lideranças políticas, criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um documento preparado para o próximo congresso da sigla. Segundo os dirigentes, o chefe de Estado está optando pela "governabilidade a todo custo". O texto é assinado pelo presidente da legenda, Juliano Medeiros, pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e pelo líder da bancada na Câmara, Guilherme Boulos (SP). As informações são da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo

Intitulado "Por um Psol Popular", o texto também defende que o partido adote uma postura de "solidariedade ativa" em relação ao atual governo, mas sem um alinhamento automático. "Lula repete características de seus governos anteriores governando dentro dos limites da correlação de forças dada e dos acordos parlamentares possíveis", diz o documento.

O Psol vem se posicionando de forma contrária ao governo em votações relevantes na Câmara, como a do arcabouço fiscal e a reforma tributária, atraindo críticas de governistas. O partido conta com 12 deputados. No caso do arcabouço, votaram integralmente contra o projeto. Já na reforma tributária, três se abstiveram. 

Em maio, Boulos assegurou que seu partido constituia a base do governo do presidente Lula. Há um acordo entre os dois partidos para que Boulos seja o líder da chapa que concorrerá à Prefeitura de São Paulo e o PT indique o vice. No entanto, algumas lideranças do PT criticam fortemente a aliança, defendendo uma candidatura separada. Vereadores chegaram a pedir para a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, avaliar a possibilidade de trazer Boulos para o PT. 

EM TEMPO: É importante que se tenha um partido político que faça algumas observações sobre a política governamental, mas é preciso verificar se é possível promover algumas mudanças em um Congresso Conservador. O dep, federal Boulos, permanecendo no PSOL fica  mais forte do que se ele mudar para o PT, assim como era Marcelo Freixo que trocou o PSOL pelo PSB e por último  foi para o PT. Portanto, o Marcelo Freixo fez o "caminho da perdição". Ok, Moçada!

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Dirigentes da Juventude Comunista da Ucrânia alertam que o regime ucraniano prepara o seu assassinato

 

Juventude Comunista da Ucrânia (Foto: Reuters)


“O regime de Zelensky deu luz verde para a nossa eliminação”, afirmam os irmãos Kononovich

13 de julho de 2023


José Pedro Faya, de Lisboa, 247 - Mikhail Kononovich, primeiro-secretário da União da Juventude Comunista Leninista da Ucrânia, e seu irmão Aleksander, ambos em prisão domiciliar, divulgaram um vídeo nesta semana no qual alertam sobre os planos do regime ucraniano para os assassinarem.

Segundo os irmãos, foram visitados repetidas vezes em sua casa pela polícia e ameaçados de morte. Funcionários da polícia têm utilizado as redes sociais para apelar ao assassinato dos dois jovens, divulgando também ao público o endereço da sua residência.

Os dirigentes foram presos em março de 2022 pelos Serviços de Segurança da Ucrânia sob falsas alegações de espionagem e sem apresentação de provas de ilegalidade cometida. Após meses em detenção, na qual alegam terem sido vítimas de torturas e impedidos de se comunicar com o exterior, os irmãos foram colocados em prisão domiciliar.

Os dirigentes afirmam que estão em uma armadilha, visto que não podem sair de casa. “O regime de Zelensky deu luz verde para a nossa eliminação”, afirmam os jovens.

Os irmãos endereçam a Federação Mundial da Juventude Democrática, os comunistas e os representantes de esquerda da Europa e de todo o mundo, pedindo que se concentrem junto às embaixadas e consulados da Ucrânia, e também junto das representações oficiais da União Europeia, da ONU, e de outras organizações internacionais e que divulgam o seu apelo nas redes sociais e outros meios.

O Partido Comunista da Ucrânia foi ilegalizado e tiveram seus bens confiscados pelo regime ucraniano. Para além do Partido Comunista, diversos outros partidos de oposição também foram ilegalizados.

EM TEMPO: Aqui no Brasil deve haver uma mobilização popular que apresente a devida reivindicação a Embaixada da Ucrânia no Brasil, bem como  em outros países. 

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Professores rejeitam proposta de 0% de reajuste oferecida pela Prefeitura de Garanhuns, ironiza sindicato



 Texto extraído do Blog V&C em 06.07.23

 

A governadora Raquel Lyra e o prefeito Sivaldo Albino estão em palanques opostos e a relação entre os dois não é das melhores, embora Sivaldo tente manter um grau mínimo de civilidade institucional com o Governo do Estado. Mas Lyra e Albino têm algo em comum nas suas gestões. Ambos enfrentam o descontentamento dos professores por conta de problemas no pagamento do piso nacional da educação.

A nível estadual, uma greve geral da Rede de Educação foi marcada para iniciar dia 25 de julho, data do retorno dos alunos das férias do meio do ano. Aqui no município a situação não é muito diferente. Os educadores reclamam da falta de reajuste como cumprimento do piso. 

Em assembleia realizada no final de junho, professores se reuniram e resolveram manter o estado de greve, um alerta ao Governo Municipal de que, se não houver um avanço nas negociações em torno do pagamento do reajuste, a categoria partir para uma greve geral, tal como farão seus colegas, os professores estaduais. 

Em nota, o Sinpro ironizou o atual momento vivido pelos professores do município: "Na última assembleia, ocorrida no dia 29 de junho, a categoria rejeitou a proposta ofertada pela prefeitura, na ordem de 0% de reajuste. PAGUE MEU DINHEIRO, NÃO A ZERO DE REAJUSTE. ZERO É A NOTA DA Secretaria de Educação", alfinetou o Sinpro

Ainda o sindicato, o Governo Municipal estaria esperando uma possível resposta do FNDE sobre a ampliação de recursos voltados a Garanhuns para poder decidir sobre o reajuste dos educadores

 "Frente a essa infeliz realidade e descaso com a educação no município, a categoria segue em Estado de Greve, utilizando assim, dos expedientes necessários, democráticos e legais, para que a prefeitura de Garanhuns pague o que é de direito, o reajuste de 14,95%," completou o Sinpro

 

Professores da rede estadual decretam Greve em protesto contra Piso apresentado por Raquel Lyra

 

Texto extraído do Blog V&C em 06.07.23

 

Decretada Greve na Rede Estadual para deflagração em 25 de julho

 

O Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco) realizou uma assembleia geral da categoria nesta quarta-feira (5) que decretou Greve na Rede Estadual de Ensino de Pernambuco, com deflagração para o dia 25 de julho, o primeiro dia do retorno dos trabalhadores em educação (professores e demais servidores) às aulas, após o recesso de julho. A greve foi decretada por unanimidade dos cerca de 1,2 mil trabalhadores em educação presentes na assembleia e recebeu forte apoio dos mais de 1 mil trabalhadores que estavam acompanhando a assembleia no Youtube e Instagram.  

“A Rede Estadual de Ensino de Pernambuco decretou greve. Essa greve foi decretada em defesa do nosso plano de cargos e carreira, em defesa do piso salarial do magistério, da valorização e da escola pública”, disse Ivete Caetano, presidenta do Sintepe. 

A decretação da greve, realizada hoje (5), é o início da greve que será oficializada ao Governo do Estado por meio de ofício. A deflagração (início efetivo da greve) será no dia 25 de julho, porque a rede estadual de ensino encontra-se em sua grande maioria em recesso escolar.  

O Sindicato reivindica reajuste de 14,95% para todos os servidores da Secretaria de Educação de Pernambuco: professores, analistas educacionais e assistentes administrativos, com repercussão em toda carreira da educação. O índice de 14,95% é referenciado na atualização do Piso Salarial Nacional do Magistério, corrigido todo ano por lei federal.

EM TEMPO: Raquel Lyra, Priscila Krause, Sivaldo Albino e Izaías Régis, são semelhantes e representantes dos interesses da burguesia. Ok, Moçada!

quarta-feira, 5 de julho de 2023

NÃO ao “Marco Temporal”!


  

Em defesa dos direitos dos povos originários!

Fração Nacional Indígena do PCB

A história dos povos indígenas não começou em 1988, ano da promulgação da Constituição da República, e a história dos povos indígenas muito menos começou em 1500. O direito originário sobre a terra (Artigo 231 da Constituição Federal brasileira) dialoga com a inalterável declaração do revolucionário peruano José Carlos Mariátegui lançada há quase cem anos: “la vida viene de la tierra” (“a vida vem da terra”, em Sete Ensaios de Interpretação da Realidade Peruana – mas que poderia ser a brasileira -, Biblioteca Amauta, pg. 54).

O que está posto na mesa no processo com repercussão geral na Suprema Corte – a mal cunhada tese do ‘marco temporal’, cujo objetivo central é restringir a proteção constitucional dos povos indígenas – não é simples interpretação de um direito à terra ou ao território, é o próprio direito de existir ou não de acordo com um modo de ser que se contrapõe ideologicamente ao ideário eurocêntrico, desde a ocupação de Pindorama, e que a burguesia brasileira, associada internacionalmente aos interesses do capital, mantém dominante até os dias de hoje.

Caso a Corte opte pela tese anti-indígena, ratificará o esbulho violador e violento ocorrido contra os povos originários, danos incomensuráveis se anteveem, dentre os quais a possível anulação de inúmeras demarcações havidas no passado recente. Essa é uma tese considerada perversa, porque legaliza e legitima as violências a que os povos indígenas foram submetidos até a promulgação da Constituição Federal de 1988, especialmente durante o período da ditadura empresarial-militar, período em que ocorreram massacres contra os indígenas e a pilhagem de seus territórios.

Além disso, é muito possível que ocorra o desaparecimento de povos em isolamento voluntário, que são cerca de 89 ainda fora do alcance de qualquer proteção estatal, é algo que também se põe em linha com essa esdrúxula tese, dada sua invisibilidade factual e jurídica que obviamente contrasta com a possibilidade de comprovação física em tal ou qual território. Não há dúvidas ainda de que os conflitos se acirrarão, haverá óbvia sinalização para novas invasões em territórios indígenas e terras por demarcar, assim como haverá a consolidação dos ataques, roubos e pilhagens praticados em face dessas terras.

Mobilização popular para barrar o Marco Temporal

Para piorar a situação dos povos originários, o presidente da Câmara, Artur Lira, pôs em votação na noite do dia 24/05, regime de urgência para a aprovação do PL 490, tentando transformar em lei a tese do marco temporal. Visa retirar direitos aos territórios, acabar com a consulta prévia, livre e informada e flexibilizar o garimpo em terras indígenas, abrindo brecha também para a invasão nos territórios dos povos isolados. É o genocídio legislado!

O Partido Comunista Brasileiro vem a público para defender de modo enfático e intransigente o direito inaliável dos povos originários aos seus territórios, rechaçando de forma taxativa qualquer tese ou posicionamento que signifique tolher ou restringir os direitos constitucionais e convencionais dos povos indígenas.

É preciso que as organizações democráticas e os movimentos populares se mobilizem para pressionar em favor de uma decisão de rechaço a essa tese pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento que será retomado no dia 7 de junho. E para que o PL 490 seja barrado! Que isto seja também um exemplo internacional a ser seguido por outros países em compasso com as lutas dos povos originários que se dão mundo afora.

BASTA DE GENOCÍDIO!
PELA DEMARCAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS!

terça-feira, 4 de julho de 2023

PCV denuncia sequestro de dirigentes sindicais


 





Tribuna Popular – Partido Comunista da Venezuela

O Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da Venezuela (PCV) denunciou, na última segunda-feira, dia 19 de junho, o desaparecimento de dois dirigentes sindicais da Siderúrgica del Orinoco (Sidor), detidos arbitrariamente há mais de uma semana após os protestos massivos frente à estatal.

No dia 06 de junho, os trabalhadores da Usina Pellas de Sidor empreenderam novas ações para enfrentar as violações dos compromissos adquiridos pelo empregador e os ataques sistemáticos aos seus direitos salariais e trabalhistas. No quarto dia de protesto, o governo militarizou a área e lançou uma ofensiva policial e judicial para neutralizar os trabalhadores em luta.

“Ratificamos a nossa condenação às práticas de criminalização das lutas operárias que o Governo Maduro está promovendo. Está se configurando uma situação em que se suspende o exercício dos direitos democráticos do povo venezuelano, o direito de se defender das investidas dos patrões e do próprio governo com políticas anti trabalhadoras e antipopulares”, declarou Pedro Eusse, Secretário do Movimento Operário e Sindical do PCV.

Eusse denunciou que “neste momento há dois dirigentes sindicais presos e desaparecidos”. São os casos de Leonardo Azócar, secretário de Trabalho e Denúncias do Sindicato Único dos Trabalhadores da Siderurgia e Similares (Sutiss) e do delegado sindical departamental Daniel Romero. “Foram sequestrados pelo Estado venezuelano. É um fato gravíssimo que nos lembra os momentos mais terríveis da repressão dos anos 1960 e as práticas de violência e criminalização indevidas aplicadas pelas ditaduras na América do Sul com presos e desaparecidos”, acrescentou.

Azócar e Romero “foram detidos sem respeito ao devido processo e até agora nem seus familiares, nem seus colegas sindicais, nem seus colegas de trabalho sabem onde estão”, explicou. Além dessas detenções, foi imposta uma medida judicial emitida por um tribunal a pedido do empregador, que “estabelece um precedente extremamente perigoso contra o exercício das lutas dos trabalhadores em Guayana e em toda a Venezuela”, informou Eusse.

Na mencionada sentença proferida por um Tribunal de Puerto Ordaz, “os trabalhadores estão proibidos de exercer o direito de protestar e denunciar publicamente as violações cometidas pelos empregadores contra seus direitos”. “Estes fatos devem ser repudiados, condenados e enfrentados por todos os trabalhadores e trabalhadoras da Venezuela, por todo o movimento sindical venezuelano e pelo sindicalismo classista internacional, que necessariamente tem que se pronunciar diante desses gravíssimos acontecimentos que estão ocorrendo na Venezuela”, disse Eusse.

Solidariedade com os petroleiros

O PCV também se solidarizou com as lutas dos petroleiros da Refinaria Puerto La Cruz e também de várias áreas da PDVSA em Zulia. Os petroleiros exigem o cumprimento do acordo coletivo de trabalho, nomeadamente no que diz respeito ao seguro de saúde. “Isso põe em risco a vida dos próprios trabalhadores e de suas famílias pela falta de atendimento médico”, disse Eusse ao relembrar as péssimas condições de trabalho e que quase 90% da renda são bônus e não salários.

Além disso, a convenção coletiva do setor está vencida há 19 meses. Na época, o PCV denunciou a assinatura deste contrato como irregular, “porque não foi objeto de debate por parte dos trabalhadores”. “A propósito, o governo tem atuado para que os trabalhadores não possam assumir o controle de suas organizações sindicais. Eles não podem renovar suas direções sindicais, especialmente naqueles setores estratégicos. O movimento sindical foi decapitado ou impedido de exercer seu legítimo direito à atividade sindical”, disse.

PCV também denunciou brutal repressão contra o povo Yukpa

O Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da Venezuela (PCV) denunciou também a brutal repressão que está sendo cometida contra o povo Yukpa no estado Zulia. “Já foi divulgado como a força policial tem sido usada para impedir que os irmãos Yukpa façam uso de seu direito de livre circulação. Ou seja, os Yukpa estão sendo proibidos de transitar pelo território nacional, sair de Zulia para comercializar o seu artesanato e até informar o país sobre a realidade em que vivem”, declarou Pedro Eusse, membro da direcção do PCV.

O dirigente acusou o governo nacional de ter imposto o critério que considera os Yukpa como cidadãos de segunda classe ou terceira categoria, sem os mesmos direitos que o resto dos venezuelanos e venezuelanas. “Não só está se desenvolvendo a repressão policial, mas também está sendo promovida uma campanha de estigmatização e de ódio étnico na Venezuela contra o povo Yukpa”, acrescentou Eusse.

Durante o habitual comunicado à imprensa, o PCV também alertou para as tentativas de criminalizar aqueles que assumem a defesa do povo Yukpa, como está acontecendo com o professor Luis Portillo, que é um reconhecido defensor dos direitos dos povos indígenas no estado de Zulia e na Venezuela. “Denunciamos o que está sendo feito contra o professor Lusbi Portillo. Expressamos nossa solidariedade e acreditamos que todas as forças democráticas, populares, revolucionárias e socialmente sensíveis devem condenar toda essa onda de repressão contra o povo Yukpa e contra o professor Lusbi Portillo”, concluiu Eusse.

Tradução: Partido Comunista Brasileiro – PCB

Fonte: https://prensapcv.wordpress.com/2023/06/20/pcv-denuncia-desaparicion-de-dirigentes-sindicales-detenidos-tras-protestas-en-sidor/

EM TEMPO: O presidente Lula precisa ser mais crítico com relação a Maduro e Daniel Órtega, presidentes da Venezuela e Nicarágua, respectivamente. 

sábado, 1 de julho de 2023

Inelegibilidade de Bolsonaro foi esplendor democrático, diz Celso de Mello

(Foto: STF e Reuters)


Jurista elogiou a decisão do TSE que tornou inelegível o líder populista de extrema direita

1 de julho de 2023


247 – O jurista Celso de Mello, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou um artigo no jornal Estado de S. Paulo, no qual comentou sobre a recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível até 2030. Celso de Mello elogiou a medida do TSE, descrevendo-a como uma resposta legítima do Estado àqueles que desrespeitam a ética do Direito e do poder.

Na análise do jurista, o julgamento do TSE foi uma advertência severa àqueles que comprometem a sacralidade da Constituição, representando um veto contundente e uma repulsa enérgica da ordem democrática à disseminação de mentiras, manipulação fraudulenta e distorção perversa da verdade, popularmente conhecidas como "fake news". Ele destacou que o uso abusivo do poder político como meio ilícito para conquistar ou preservar mandatos eletivos não pode ser tolerado.

Celso de Mello ressaltou a importância da regularidade do processo eleitoral, a segurança do sistema de votação e a legitimidade dos resultados eleitorais como valores fundamentais do regime democrático. Para ele, tais valores não podem conviver com práticas que demonstrem abuso de poder político ou utilização ilegal dos meios de comunicação.

O ex-ministro elogiou a atuação firme e imparcial da Justiça Eleitoral, cujas decisões sempre refletem fidelidade absoluta à autoridade da Constituição e às leis da República. Ele destacou que foi essa atuação que garantiu, mais uma vez, o esplendor do regime democrático no caso específico de Jair Bolsonaro, assegurando a soberania da vontade popular e a legitimidade dos resultados eleitorais que foram validamente revelados pelas urnas eletrônicas, consideradas seguras, transparentes e auditáveis.

Celso de Mello encerrou seu artigo exaltando a importância da democracia e da preservação dos princípios fundamentais que a sustentam. Sua análise reforça a relevância da decisão do TSE e destaca a necessidade de combater práticas que comprometem a integridade do processo democrático no Brasil.

Cantor pernambucano Alceu Valença completa 77 anos e ganha biografia

Foto: Leo Aversa/Divulgação


"Pelas Ruas que Andei", escrito por Julio Moura, deverá ser lançado em Belo Horizonte em agosto

Por Paulo Henrique Silva Publicado em 1 de julho de 2023

Cantor não fez concessões ao mercado fonográfico, de acordo com biografia 



Em 1979, Alceu Valença saiu do Brasil pela porta dos fundos do mercado fonográfico. “Ninguém queria contratá-lo na época. Teve até um diretor de gravadora que disse que, ‘em termos de maluco, já tinham Raul Seixas’”, recorda Julio Moura, autor do livro “Pelas Ruas que Andei: Uma Biografia de Alceu Valença”, lançado na última terça-feira, em Recife, na semana em que o cantor pernambucano faz aniversário – 77 anos neste sábado. 

Há pouco mais de quatro décadas, quando ainda era um nome ligado à cena underground, compositor de canções metafóricas e sem gravadora após deixar a Som Livre de maneira atribulada, Valença pegou as malas e passou seis meses numa espécie de autoexílio em Paris, na França, ladeado pelo guitarrista Paulo Rafael e pela empresária Ana Elisa Cesário Alvim. Foi nesse intervalo que um “clique” aconteceu na vida do artista. 

“Ele ficou hospedado na casa de um sociólogo, tendo à disposição uma biblioteca inteira com as obras completas de Gilberto Freyre, além de discos de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Foi um mergulho na própria raiz nordestina”, assinala Moura. Em pouco tempo, Valença compõe “Coração Bobo”, que viria a ser o seu primeiro grande sucesso comercial, título também do álbum lançado em 1980 pela Ariola. 

Para o biógrafo, esse momento de descida ao fundo do poço e subida meteórica é a síntese da carreira do filho ilustre de São Bento do Una, localizada no Planalto de Borborema, de onde saiu para virar advogado e jornalista na capital pernambucana. “Um traço muito forte dele é que jamais fez concessões ao mercado. Isso só reafirmou a identidade dele, mas também trouxe muita controvérsia”. 

A relação de Alceu Valença com o mercado fonográfico foi vitoriosa, mas sempre atribulada, analisa Moura. Tanto é assim que seus primeiros discos não foram sucessos de vendas. A primeira década de sua trajetória musical foi marcada pelo fato de nunca ter vencido um festival da canção sequer, embora tenha participado de vários durante toda a década de 70. 

No Festival Internacional da Canção de 1969, no Maracanãzinho, ele defendeu a música “Acalanto para Isabela” e sofreu a primeira derrota. Depois veio a edição de 1972, em que marcou presença no palco com Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo. Com problemas de som durante a apresentação de “Papagaio do Futuro”, foram desclassificados. 

Nova tentativa no Festival Abertura, em 1975, desta vez acompanhado de um grupo que tinha, entre outros, Zé Ramalho e Lula Cortês. “Aqueles cabeludos incríveis, cangaceiros elétricos, provocaram impacto com a apresentação de ‘Vou Danado pra Catende’. Não ganharam, mas deram para eles uma espécie de prêmio de consolação”, recorda o biógrafo. 

“Alceu lida muito com esses reveses. Foram dez anos até chegar a um patamar de artista de sucesso. Fonograficamente, viveu o seu apogeu na primeira metade da década de 80, com quatro discos lançados pela Ariola – ‘Coração Bobo’, ‘Cinco Sentidos’, ‘Cavalo de Pau’ e ‘Anjo do Avesso’. Mas, depois, mudou de gravadora e passou a lidar com questões mercadológicas, sendo escanteando”, registra. 

Entre altos e baixos, ele pôs no mercado “7 Desejos” (1991), também um dos pilares de sua trajetória. Concebido de forma mais artesanal, na gravadora Odeon, o disco não foi um sucesso instantâneo, “ganhando fôlego com o tempo”. Canções hoje indissociáveis ao repertório de Valença, como “La Belle de Jour”, estavam entre as suas faixas. 

A música, que é mais um fruto da rápida passagem do cantor pela França, virou sinônimo de Carnaval e da energia valenciana. Uma versão tocada juntamente com Paulo Rafael, disponível na plataforma YouTube, já conta com 250 milhões de visualizações. “É um número impressionante, do tamanho da população brasileira”, destaca Moura. 

Assessor de imprensa de Valença desde 2009, após ter trabalhado em gravadoras e selos musicais, Moura afirma que “Pelas Ruas que Andei” está longe de ser um livro de memórias. “Não descarto um dia relatar essa experiência pessoal com Alceu, mas a intenção dessa publicação é outra, buscando traçar um panorama autobiográfico da carreira”, explica. 

O biógrafo assinala que, nesses 14 anos, teve acesso a “todos os Valença”, viajando com ele de Norte a Sul do país, nunca deixando de visitar o Brasil profundo – mas o Alceu Paiva Valença que buscou enaltecer é o “pensador da coisa brasileira, do Nordeste, mais do que o showman que ele evidentemente é, o ‘bicho maluco beleza’ do Carnaval”.