quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Lula e Raquel Lyra enfatizam papel estratégico da refinaria Abreu e Lima para Pernambuco


Presidente Lula e governadora voltaram a se encontrar na assinatura da retomada da refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (PE)

18 de janeiro de 2024

Raquel Lyra, Lula e Jean Paul Prates (Foto: Ricardo Stuckert)


247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, compartilharam o mesmo palco, ao participarem da assinatura para a retomada de investimentos na refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, nesta quinta-feira (18). 

Ambos reafirmaram no evento o compromisso das gestões federal e estadual em reposicionar o Brasil como um hub de investimentos produtivos, incluindo no setor energético, após anos de desmonte da Petrobrás. 

Nesse sentido, a governadora ressaltou que o governo estadual busca receber investimentos de larga escala para reposicionar Pernambuco na economia nacional e como 'líder da região Nordeste'. Ela também elogiou o presidente Lula por manter um diálogo intenso com representantes de Pernambuco e dar atenção especial à região Nordeste. 

Em sua intervenção, o presidente Lula reafirmou seu respeito pelo mandato da governadora e assegurou que ela jamais terá problemas durante o seu governo. A refinaria Abreu e Lima gerará 100 bilhões de dólares por ano, garantindo muitos recursos para o estado, complementou o presidente. 

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Políticos detonam Bolsonaro e cobram punição após novos detalhes da trama golpista

(Foto: ABr | Reuters | Polícia Federal)

Uso ilegal da Abin e ameaças relatadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes complicaram ainda mais a situação do ex-mandatário




247 - Políticos detonaram Jair Bolsonaro (PL) após novos detalhes de um plano golpista. Um deles foram as revelações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O juiz da Corte afirmou ter recebido ameaças de enforcamento. O outro foi o monitoramento ilegal de 30 mil pessoas feito pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-mandatário, que já está inelegível após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado por ter questionado, sem provas, a segurança do sistema eleitoral brasileiro contra fraudes. 

De acordo com a deputada federal Jandira Feghali (PC do B-RJ), "para quem participou da CPMI do 8 de Janeiro, ficou muito claro que: - Havia um líder no movimento golpista e seu nome é Jair bolsonaro - Oito generais foram indiciados".  "É preciso usar o resultado da CPMI para que o líder e estas figuras golpistas de alta patente tenham suas punições. Não se evitam novos golpes com perdão a quem atenta contra ela".

A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) reforçou que, "bolsonaristas, incentivados pelo mito de araque deles, queriam o golpe de Estado". "Imploraram às Forças Armadas que os apoiassem até culminar com os atos terroristas de 08 de janeiro. Têm que ser punidos com rigor, principalmente quem financiou a violência".

"Sem anistia pra golpistas!", publicou o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) na rede social X. 

EM TEMPO: É isso aí Bozo.  Tem um ditado popular que diz: "um dia é o do caçador, outro é o da caça". Convém  lembrar que Bozo é tão ruim  que  nem a CIA e nem o governo Biden, queriam apoiá-lo  na investida terrorista e golpista. Considerando que o golpe não foi consumado, tudo está sendo descoberto. O que nos deixa perplexo é como um militar indisciplinado e arruaceiro que foi Bozo, chegando a ser expulso do Exército consegue envolver uma parcela dos militares graduados  num plano terrorista e golpista. Já dizia o ex-presidente e ex-general Ernesto Geisel, que Bozo era um mal militar.  O Ministro do Exército no Governo Sarney, ex-general Leônidas Pires (in memorian), proibiu  Bozo de visitar  os quartéis. Bozo, quando Presidente, se referia ao ex-general Leônidas Pires como se nada tivesse acontecido. 

Gás natural de Gaza pode estar por trás do apoio dos EUA ao genocídio palestino, apontam analistas

Faixa de Gaza. Foto: Mohammed Al-Masri / Reuters

Apoio incondicional dos EUA estaria ligado aos recursos naturais da região e na tentativa de fortalecer uma rota comercial alternativa ao projeto chinês da Nova Rota da Seda

17 de janeiro de 2024



Sputnik - A ofensiva israelense na Faixa de Gaza completou 100 dias no último domingo (14), com pelo menos 24 mil mortos, sendo 70% mulheres e crianças, e mais de 60 mil feridos, segundo dados do Ministério da Saúde palestino. No lado israelense foram 1.139 mortes, quase o total do dia 7 de outubro, quando houve a incursão do grupo palestino Hamas ao território israelense.

Nos últimos meses, chamou atenção o apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel, mesmo diante de fortes críticas de outros Estados à desproporcionalidade da ofensiva israelense em Gaza. Esse apoio se deu, em especial, em votações no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Alguns analistas apontam que o apoio incondicional de Washington não tem como pano de fundo apenas a manutenção da aliança com Tel Aviv, mas também os recursos naturais pertencentes aos palestinos e a tentativa de fortalecer uma rota comercial alternativa ao projeto chinês da Nova Rota da Seda.

Em entrevista ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, especialistas analisam quais são os objetivos de Washington ao apoiar a incursão israelense no enclave, e se o conflito pode acabar beneficiando a Europa, atualmente em crise de energia.

Descrição: .Qual o real motivo do conflito na Faixa de Gaza? - Filipe Ribeiro, criador do canal Geopolítica em Português, aponta que Israel tem vários objetivos em Gaza, que incluem a Cisjordânia, território da Palestina controlado por Israel.

"Mas Gaza é o principal foco. De fato os recursos [naturais] são um dos pontos importantes para Israel, mas quando falamos em recursos, não falamos só em gás natural. Os próprios relatórios das Nações Unidas explicaram que alguns dos objetivos de Israel relativamente aos recursos eram […] controlar a água, controlar as terras que permitem uma boa agricultura, e, de fato, o gás natural na região é estimado em vários trilhões de pés cúbicos, em vários pontos, não só na zona marítima, mas também na zona terrestre", explica Ribeiro.

Ribeiro acredita que a abundância de gás natural explica o apoio dos EUA e da Europa a Israel. Segundo o analista, o chamado "Ocidente coletivo" parece ter uma estratégia calcada em dois objetivos relacionados entre si.

"Um dos objetivos era o domínio dos hidrocarbonetos no Oriente Médio. O outro objetivo era o afastamento da Rússia e do Irã como principais parceiros das grandes economias da Europa, principalmente no gás natural, mas também no petróleo. Só que a sequência dos eventos deveria ser: fase um, domínio do Oriente Médio, ou seja, o controle dos hidrocarbonetos; fase dois, afastar a Rússia da Europa e travar também a capacidade do Irã, que tem vindo a mostrar-se importante também nas questões geopolíticas", afirma Ribeiro.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

DIREÇÃO DO QUINZE E EX-ALUNOS LAMENTAM MORTE DA PROFESSORA MABELLE

Fonte: Blog do Roberto Almeida.

Acréscimo: Paulo Camelo


Morreu nesta segunda-feira 15.01.2024 a professora Maria Mabelle de Azevedo, que fez história na cidade, principalmente nos Colégios Quinze de Novembro e Estadual Jerônimo Gueiros, lecionando as disciplinas de química e biologia.

Ela esteve presente na formação de milhares de jovens, dava aulas com alegria e fez muitos gostarem de química e biologia, uma disciplina que nem sempre é fácil de aprender.

Eu (Roberto Almeida) estudei  no Quinze no antigo curso ginasial. Não fui aluno de Mabelle, mas dois irmãos um pouco mais velhos, Eduardo e Aurélio, estudaram com a professora e lembro, embora faça muito tempo, que eles elogiavam bastante sua competência em sala de aula.

O engenheiro e militante político Paulo Camelo também foi aluno de Mabelle, assim como o Secretário de Comunicação do Município, Ronaldo César. Este último teve aulas com ela no Estadual Jerônimo Gueiros.

A direção do Colégio Quinze, logo cedo, publicou a seguinte nota:

Nós que fazemos o Colégio Presbiteriano Quinze de Novembro prestamos as nossas condolências aos familiares da Professora Maria Mabelle, que faleceu hoje (15.01.24). 

Professora Mabelle foi aluna e também  professora da nossa instituição por muitos anos e deixou um legado que fala até hoje e continuará falando. 

Ela foi exemplo e inspiração para muitos colegas professores e ajudou a construir a história de centenas de adolescentes, hoje homens e mulheres. 

Professora Mabelle sempre fará parte da história do Colégio Quinze. Nesta foto, ela participou da homenagem feita pelo Colégio Quinze com o recebimento de um Oscar pela importância dela para a instituição. 

O seu velório será realizado amanhã (16.01.24) das 09h às 15h no Salão Nobre da nossa instituição. 

Que Deus, em sua infinita bondade, console aos seus familiares.

Na página do Instagram do Quinze, após esta nota, dezenas de pessoas escreveram depoimentos lembrando com saudade e carinho a querida professora.

O corpo da antiga funcionária do colégio presbiteriano foi velado no Quinze e sepultado, à tarde, no cemitério de São Miguel.

José Dirceu diz que direita 'está ganhando a disputa político-cultural' no Brasil e defende "atualização" no PT

 

José Dirceu (Foto: Reprodução/YouTube/TV PT Bahia)

16 de janeiro de 2024

O ex-ministro ainda saiu em defesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticado por alas do partido: "é quase uma covardia não dar apoio total a ele"


247 - Em uma entrevista recente ao podcast do PT da Bahia, o ex-ministro da Casa Civil no primeiro governo do presidente Lula (PT), José Dirceu, falou sobre a "disputa político-cultural" no Brasil e afirmou que a direita está ganhando espaço nesse cenário. Ele defendeu uma "atualização política, teórica e de organização" no PT, conforme relata o Estado de S. Paulo.

Segundo Dirceu, não apenas o PL de Jair Bolsonaro, mas também partidos como PP, Republicanos, União Brasil e PSD estão fortalecendo suas posições, construindo novos diretórios pelo país. O ex-ministro destacou a importância de uma reflexão profunda no PT, que está programando um congresso em 2025, para repensar sua estratégia diante desse panorama. “Se nós analisarmos a situação da direita, não é só parlamentar e eleitoral, também diretório, territórios e militância, PP, PR, PL, PSD, União Brasil, eles estão ficando fortes (...) Hoje, o Brasil está muito politizado, e em disputa político-cultural. E a direita está ganhando". >>> Comissão Interamericana vai apurar se José Dirceu teve direitos violados pelo STF no "mensalão"

Durante a entrevista, Dirceu ecoou autocríticas recentes feitas por Lula sobre a estrutura do partido. Ele ressaltou que, dada a base eleitoral e social do PT, o partido poderia ser "10 vezes maior". Dirceu apontou para a necessidade de uma atuação mais efetiva na disputa político-cultural e nos territórios, reconhecendo que nos últimos anos o partido recuou diante das mudanças sociais e culturais, incluindo o avanço do fundamentalismo religioso. O ex-ministro reforçou as críticas feitas por Lula durante a Conferência Eleitoral do PT em dezembro de 2023, questionando a eficácia política do partido, que elegeu apenas 70 deputados. 

Dirceu também criticou a falta de apoio interno às propostas econômicas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). "Outro papel do partido é sustentar o governo, apoiar o governo. Quando o governo apresenta uma política, nosso papel é apoiar. No caso do Haddad, é quase uma covardia não dar apoio total a ele para aprovar todas as medidas que ele queria. Porque todas as medidas que ele queria, transforma o déficit zero num mal menor". A posição de José Dirceu contraria a postura de uma ala do PT, que inclui a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann. Neste ano, por exemplo, Gleisi sustentou que criticar as decisões do ministro da Fazenda é “um dever” e faz parte da tradição do partido.

Dirceu também apontou para a necessidade de reconstrução do partido, afirmando que o PT pode ampliar seu número de vereadores em 2024, aproveitando a popularidade de Lula em diversos municípios brasileiros. “Acho que podemos ampliar muito o número de vereadores. Lula tem 60% de voto em mais de 2 mil municípios brasileiros. 

Tem que eleger vereador nesses municípios, nem que seja um, dois. Temos que disputar onde temos chances de vencer em cidades médias e grandes. E temos que nos apoiar nos aliados em que podem vencer. Nosso governo não é só do PT". Ele enfatizou a importância de parcerias políticas, mencionando MDB e PSD como relevantes aliados do novo governo Lula, apesar das diferenças em questões econômicas. "Sempre digo: o PSD, o MDB e o PT (juntos) são 160 deputados e quase 40 senadores. Isso não quer dizer que vamos ter unidade em questões econômicas".

EM TEMPO: Sugiro aos analistas políticos que considerem que a maioria da população brasileira é conservadora. Oscila apenas na intensidade. O PT marca touca,  especialmente em Garanhuns e PE ao dar cobertura exagerada  ao  PSB.  Basta considerar o que o João Campos fez contra o PT e Marília na Eleição de 2020 e o que o  prefeito de Garanhuns  faz contra o vice-prefeito Pedro Veloso. Ok, Moçada!

domingo, 14 de janeiro de 2024

Alckmin defende posse de presidente democraticamente eleito na Guatemala

Geraldo Alckmin (Foto: José Cruz / Agência Brasil)


O vice-presidente pediu 'respeito ao resultado das urnas' no país da América Central. Presidente eleito Bernardo Arévalo teve a posse adiada. Aliados denunciam tentativa de golpe

14 de janeiro de 2024



247 - O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, defendeu neste domingo (14) que o presidente eleito na Guatemala, Bernardo Arévalo, precisa tomar posse após o Congresso adiar a cerimônia que oficializaria o governante em seu novo cargo. Aliados denunciaram tentativa de golpe de parlamentares e militantes da oposição contra o político progressista. 

"Acabo de participar, junto com presidentes, chanceleres, representantes de países latino-americanos e europeus e o Secretário Geral da OEA, Luis Almagro, de ato em apoio à efetivação da posse de Bernardo Arévalo como Presidente da Guatemala, após a realização de uma eleição justa, livre e transparente, acompanhada por observadores internacionais e refletindo a livre manifestação de vontade do povo guatemalteco. A democracia mostrou sua força na Guatemala, e o respeito pelos resultado sufragado nas urnas beneficia toda nossa região", afirmou Alckmin na rede social X. 

Informações iniciais apontaram que um grupo de golpistas estava atuando para atrasar ou impedir a posse do presidente eleito, que venceu a eleição em agosto do ano passado e quebrou uma sequência de quatro governos de centro-direita em seu país. O sociólogo é considerado um dos presidentes mais progressistas em décadas na Guatemala. 

"O que Israel faz na Palestina é um genocídio", diz o israelense Miko Peled à TV 247

 

Miko Peled (Foto: Reprodução Youtube)


"Há um padrão de assassinatos de civis, jornalistas e não há qualquer dúvida sobre o método e a intenção de matar", afirma

14 de janeiro de 2024


247 – O correspondente da TV 247 em Nova York, Pedro Paiva, entrevistou Miko Peled, ativista israelense e autor do livro "O Filho do General". Peled, nascido em Jerusalém em 1961 em uma família tradicionalmente sionista, abordou sua experiência crescente em meio a essa atmosfera e como se tornou um ativista pela Palestina após testemunhar os crimes de guerra cometidos por Israel em 1967.

Peled compartilhou sua jornada de se afastar do sionismo após a tragédia pessoal de perder a sobrinha em um ataque suicida em 1997. Ele discutiu os mitos fundacionais de Israel, que justificam a ocupação, destacando a construção de uma narrativa baseada em mentiras ao longo dos anos. "O que Israel faz na Palestina é um genocídio", disse ele. "Há um padrão de assassinatos de civis, jornalistas e não há qualquer dúvida sobre o método e a intenção de matar", afirma.

A entrevista abordou os ataques recentes de Israel contra Gaza, alegando um padrão consistente de ataques a jornalistas e profissionais de saúde. Peled argumentou que essa prática reflete uma clara intenção política e sustentou que o genocídio é uma denominação adequada para descrever as ações israelenses ao longo dos anos.

Ao discutir os interesses dos Estados Unidos e da União Europeia na região, Peled enfatizou a eficácia da campanha de marketing sionista ao longo de um século, que moldou a opinião pública no Ocidente.

Sobre o futuro, Peled sugeriu que o Brasil pode desempenhar um papel significativo cortando laços com Israel, aderindo à iniciativa sul-africana na Corte Internacional de Justiça e promovendo uma verdadeira democracia com direitos iguais em toda a Palestina histórica. Assista:

https://www.youtube.com/watch?v=z3-O_t2ypNk&t=5s

EM TEMPO: É importante que se diga que os judeus democráticos, humanistas, progressistas e de esquerda, exercem uma função importante tanto em favor da causa palestina, como também em favor da paz e de informarem para o mundo que a maioria dos judeus não são a favor do genocídio, ora praticado pelo governo de extrema-direita,  nazifascista e racista de Netanyahu. O judeu que é contra o genocídio, geralmente é perseguido por um setor reacionário da comunidade judaica, isto é,  aqui no Brasil, a exemplo da perseguição que está sendo  praticada contra o jornalista Breno Altman. 

sábado, 13 de janeiro de 2024

Milhares de pessoas fazem ato de rua pró-Palestina em Londres

Protesto em Londres (Foto: Reprodução (Youtube))









Manifestantes também criticaram a posição do Reino Unido sobre o genocídio contra palestinos no Oriente Médio

13 de janeiro de 2024 

247 - Milhares de pessoas foram às ruas de Londres neste sábado (13) em protesto contra o genocídio de palestinos cometido por forças de Israel na Faixa de Gaza, onde, segundo o Ministério da Saúde local, mais de 23,8 mil pessoas morreram vítimas dos bombardeios israelenses desde o dia 7 de outubro. 

"Queremos mostrar ao povo da Palestina que estamos com eles e também levantar a voz contra o nosso governo", disse Maleeha Ahmed, de 27 anos, que participou da manifestação na capital inglesa, de acordo com a agência de notícias AFP.  A trabalhadora dos serviços de saúde também acusou o governo inglês de apoia o genocídio em Gaza. "É inaceitável", afirmou. >>> Acusado de genocídio, Netanyahu afirma que o 'Tribunal de Haia e o eixo do mal' não vão parar com os bombardeios de Israel em Gaza

Outras cidades como Washington (EUA), Paris (França), Roma e Milão (Itália) e Dublin (Irlanda) também tiveram protestos contra os crimes de guerra das forças israelenses no Oriente Médio. No Brasil, mobilizações aconteceram em cidades como Brasília (DF), Goiânia (GO), São Paulo (SP), Maceió (AL), Natal (RN) e Recife (PE).

EM TEMPO: Realmente é uma manifestação impressionante. O que está faltando é os ingleses derrotarem eleitoralmente à Direita nas próximas eleições. Isso vale para os demais países, inclusive os EUA. 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

África do Sul, membro do BRICS, leva sionismo a tribunal

 

Corte Internacional de Justiça da ONU em Haia, na Holanda (Foto: Eva Plevier/Reuters)



 



'Este é o primeiro caso de muitos que procurarão pôr fim à impunidade ocidental e restaurar o direito internacional', escreve Pepe Escobar

11 de janeiro de 2024

Republicado de The Cradle

Nada menos do que o conceito completo de direito internacional será julgado esta semana em Haia. O mundo inteiro está assistindo.

Foi necessária uma nação africana, não uma nação árabe ou muçulmana, mas significativamente um membro do BRICS, para tentar quebrar as correntes de ferro implantadas pelo sionismo através do medo, do poder financeiro e de ameaças contínuas, escravizando não só a Palestina, mas também áreas substanciais da população. planeta.

Por uma reviravolta da justiça poética histórica, a África do Sul, uma nação que sabe uma ou duas coisas sobre o apartheid, teve de assumir uma posição moral elevada e ser a primeira a apresentar uma ação contra Israel do apartheid no Tribunal Internacional de Justiça (CIJ).

processo de 84 páginas, exaustivamente argumentado, totalmente documentado e apresentado em 29 de dezembro de 2023, detalha todos os horrores em curso perpetrados na Faixa de Gaza ocupada e seguidos por todos com um smartphone em todo o planeta.

A África do Sul pede ao TIJ – um mecanismo da ONU – algo bastante simples: declarar que o Estado de Israel violou todas as suas responsabilidades ao abrigo do direito internacional desde 7 de Outubro.

E isso, crucialmente, inclui uma violação da Convenção sobre Genocídio de 1948, segundo a qual o genocídio consiste em “atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”.

A África do Sul é apoiada pela Jordânia, Bolívia, Turquia, Malásia e, significativamente, pela Organização de Cooperação Islâmica (OIC), que reúne as terras do Islão e constitui 57 Estados-membros, 48 dos quais abrigam uma maioria muçulmana. É como se estas nações representassem a esmagadora maioria do Sul Global.

O que quer que aconteça em Haia poderá ir muito além de uma possível condenação de Israel por genocídio. Tanto Pretória como Tel Aviv são membros do TIJ – portanto as decisões são vinculativas. A CIJ, em teoria, tem mais peso do que o Conselho de Segurança da ONU, onde os EUA vetam quaisquer factos concretos que manchem a auto-imagem cuidadosamente construída de Israel.

O único problema é que a CIJ não tem poder de execução.

O que a África do Sul, em termos práticos, pretende alcançar é que o TIJ imponha a Israel uma ordem para parar a invasão – e o genocídio – imediatamente. Essa deveria ser a primeira prioridade.

Uma intenção específica de destruir - Ler o requerimento completo da África do Sul é um exercício horrível. Isto é literalmente uma história em construção, bem diante de nós, vivendo no século 21, jovem e viciado em tecnologia, e não um relato de ficção científica de um genocídio ocorrendo em algum universo distante.

A candidatura de Pretória tem o mérito de traçar o Grande Quadro, “no contexto mais amplo da conduta de Israel em relação aos palestinianos durante os seus 75 anos de apartheid, a sua ocupação beligerante do território palestiniano, que durou 56 anos, e o seu bloqueio de 16 anos. de Gaza.”

Causa, efeito e intenção estão claramente delineados, transcendendo os horrores que foram perpetrados desde a Operação Inundação de Al-Aqsa da resistência palestiniana, em 7 de Outubro de 2023.

Depois, há “atos e omissões de Israel que são capazes de constituir outras violações do direito internacional”. A África do Sul lista-os como “de carácter genocida, uma vez que estão empenhados com a intenção específica necessária ( dolus specialis ) de destruir os palestinianos em Gaza como parte do grupo nacional, racial e étnico palestiniano mais amplo”.

'Os Fatos', introduzidos na página 9 do requerimento, são brutais – variando desde o massacre indiscriminado de civis até a expulsão em massa: “Estima-se que mais de 1,9 milhão de palestinos, dentre a população de Gaza de 2,3 milhões de pessoas – aproximadamente 85 por cento da população população – foram forçados a abandonar as suas casas. Não há lugar seguro para onde fugir, aqueles que não podem sair ou se recusam a ser deslocados foram mortos ou correm risco extremo de serem mortos nas suas casas.”

E não haverá como voltar atrás: “Como observou o Relator Especial sobre os direitos humanos das pessoas deslocadas internamente, as habitações e as infra-estruturas civis de Gaza foram arrasadas, frustrando quaisquer perspectivas realistas de os deslocados de Gaza regressarem a casa, repetindo um longo história de deslocamento forçado em massa de palestinos por Israel.”

O Hegemon cúmplice - O item 142 do requerimento pode resumir todo o drama: “Toda a população enfrenta a fome: 93 por cento da população de Gaza enfrenta níveis críticos de fome, com mais de um em cada quatro enfrentando condições catastróficas” – com morte iminente.

Neste contexto, em 25 de Dezembro – dia de Natal – o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, redobrou a sua retórica genocida, prometendo: “Não vamos parar, continuamos a lutar e estamos a aprofundar os combates nos próximos dias, e isso irá será uma longa batalha e não está perto de terminar.”

Assim, “com extrema urgência” e “enquanto se aguarda a decisão do Tribunal sobre o mérito deste caso”, a África do Sul pede medidas provisórias, a primeira das quais será que “o Estado de Israel suspenda imediatamente a sua acção militar”. operações dentro e contra Gaza.”

Isto equivale a um cessar-fogo permanente. Cada grão de areia, do Neguev à Arábia, sabe que os psicopatas neoconservadores encarregados da política externa dos EUA, incluindo o seu ocupante senil e de estimação da Casa Branca, controlado remotamente, não são apenas cúmplices do genocídio israelita, mas também se opõem a qualquer possibilidade de cessar-fogo. .

Aliás, tal cumplicidade também é punível por lei, de acordo com a Convenção do Genocídio.

Portanto, é um dado adquirido que Washington e Tel Aviv agirão sem restrições para bloquear um julgamento justo pelo TIJ, utilizando todos os meios de pressão e ameaças disponíveis. Isto enquadra-se no poder extremamente limitado exercido por qualquer tribunal internacional para impor o Estado de direito internacional à combinação excepcionalista Washington-Tel Aviv.

Enquanto um Sul Global alarmado é levado a agir contra o ataque militar sem precedentes de Israel a Gaza, onde mais de 1% da população foi assassinada em menos de três meses, o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita arregimentou as suas embaixadas para pressionar diplomatas e políticos do país anfitrião. emitir rapidamente uma “declaração imediata e inequívoca nos seguintes termos: Declarar pública e claramente que o seu país rejeita as alegações ultrajantes, absurdas e infundadas feitas contra Israel”.

Será bastante esclarecedor ver quais nações cumprirão a ordem.

Quer os atuais esforços de Pretória tenham sucesso ou não, este caso será provavelmente apenas o primeiro do género apresentado em tribunais de todo o mundo nos próximos meses e até anos. Os BRICS – dos quais a África do Sul é um Estado membro crucial – fazem parte da nova onda de organizações internacionais que desafiam a hegemonia ocidental e a sua “ordem baseada em regras”. Estas regras não significam nada; ninguém os viu.

Em parte, o multipolarismo surgiu para corrigir o afastamento de décadas da Carta das Nações Unidas e avançar para a ilegalidade incorporada nestas “regras” ilusórias. O sistema de Estado-nação que sustenta a ordem global não pode funcionar sem o direito internacional que o assegura. Sem a lei, enfrentamos guerra, guerra e mais guerra; o universo ideal de guerra sem fim do Hegemon, na verdade.

O caso de genocídio da África do Sul contra Israel é flagrantemente necessário para reverter estas violações flagrantes do sistema internacional, e será quase certamente o primeiro de muitos desses litígios contra Israel e os seus aliados para devolver o mundo à estabilidade, à segurança e ao bom senso.

EM TEMPO: O Tribunal Internacional foi rápido em punir o Putin, mas será que vai ser rápido para punir o Netanyahu? 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Ataque ao sionismo e à fome em Gaza já como ação geopolítica internacional dos Brics

Benjamin Netanyahu (Foto: Reuters/Ronen Zvulun)

O criminoso Benjamin Netanyahu deve ser enfrentado pelo governo brasileiro de peito aberto

Por César Fonseca

 11 de janeiro de 2024

 

A angustiante informação de que a fome ameaça milhares de crianças em Gaza por conta do genocídio sionista sistemático imposto por Israel com apoio dos Estados Unidos é a ignomínia bárbara que o governo Lula precisa enfrentar e vencer nesse momento, na sua ação diplomática e geopolítica internacional.

Israel está completamente desmoralizado e seu primeiro-ministro, o criminoso Benjamin Netanyahu, deve ser enfrentado pelo governo brasileiro de peito aberto e com coragem para demonstrar a inconformidade nacional contra crimes contra a humanidade que está praticando.

O exemplo corajoso e destemido da África do Sul é uma lição clara que deve ser proclamada pelo Brasil e por toda a América Latina, como gesto de repúdio radical capaz de ocupar as manchetes do mundo, puxado pelo governo sul-africano.

O país que sofreu os horrores do apartheid, que teve como herói nacional Nelson Madela, que, por sua vez, contou com a solidariedade irrestrita de Cuba, na tarefa de enviar para a África do Sul seus soldados, enfrentando e assombrando os Estados Unidos, ergue-se, nesse momento, como a voz da consciência mundial.

O tribunal da ONU que aprecia o pedido sul-africano chama a atenção dos povos e se transforma em ponto de convergência da luta internacional contra o assassinato em massa patrocinado pelas tropas israelenses amplamente apoiadas pelo imperialismo americano, evidenciando que o capitalismo financeirizado não tem utilidade real para a humanidade, salvo na sua propensão de exterminá-la como seu objetivo final explícito, destrutivo.

CONVOCAÇÃO LATINO-AMERICANA

Lula, aliás, pode e deve realizar chamamento latino-americano para essa tarefa humanitária cujas consequências seriam promover a união do continente que, nesse instante, encontra-se ameaçado pela divisão decorrente do avanço da violência do narcotráfico assustador e desestabilizador da democracia continental.

A luta contra a fome, programada como cálculo realizado pelo imperialismo sionista, que junta, como irmãos na barbárie, Israel e Estados Unidos, incapazes de adoção de geopolítica pela paz, porque sua opção consciente é pela guerra, tem o poder de promover, não, apenas, a união política continental, mas global.

Seu potencial aglutinador se alinha em grandes traços com a política externa que o presidente Lula empreendeu ao longo de 2024, de modo a tirar o Brasil da marginalidade internacional a que foi jogada pelo bolsonarismo fascista, em sua escalada direitista, obediente às correntes políticas mais odiosas que ameaçam a democracia e a paz mundial.

Foi o ano de conquistas relevantes, pois com a cruzada antifascista lulista, pode o Brasil usufruir de retomada econômica consistente, especialmente, nas trocas internacionais, responsáveis por registrar superavit de mais de 100 bilhões de dólares na balança comercial, fortalecendo as contas correntes do balanço de pagamento nacional etc.

PROTAGONISMO CONTRA A FOME E A BARBÁRIE 

A união de propósitos políticos pela paz, à qual se lançou Lula, fortalecendo, principalmente, a política de direitos humanos por meio de discurso alinhado aos compromissos pelo fortalecimento e recuperação do meio ambiente, vertente econômica moderna, colocou o Brasil na vanguarda internacional que o credencia, agora, a uma política mais afirmativa e propositiva contra a barbárie sionista, que mata palestinos de forme de forma fria e calculada.

A fome palestina apela aos democratas por política externa solidária, sintonizada, aliás, com a proposição dos BRICS, na construção de nova geopolítica política econômica, pautada  pela cooperação internacional.

A aliança política lulista, que se encontra sob ataque do neoliberalismo, vestido, agora, de parlamentarismo neoliberal, conduzido pela direita e ultra-direita fascista majoritária no Congresso, como maldita herança bolsonarista, organizada por forças obscurantistas que levaram ao golpe de 8 de janeiro de 2023 contra a democracia, precisa, já, abrir espaço internacional à geopolítica de paz.

Certamente, proatividade lulista, nesse sentido, reverterá em bônus para a economia brasileira por produzir resultados embalados pela atratividade a ser exercida pelo poder democrático que venceu o golpe fascista.

Sobretudo, colocará o Brasil, como destacado integrante dos BRICs, na vanguarda da luta internacional pelo desenvolvimento social contra o neoliberalismo, face cruel por trás da qual estão as forças imperialista, massacrando os mais pobres como os palestinos, numa luta desigual diante do avanço da financeirização, embalada pelo sionismo.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Brasil condena genocídio perpetrado por Israel em Gaza

Mauro Vieira, Lula e Gaza ao fundo (Foto: ABr | Ricardo Stuckert/PR | REUTERS/Mohammed Salem)








"Parabéns aos brasileiros que optaram pela Humanidade, pela vida, pelo amor ao próximo", escreve Hildegard Angel

10 de janeiro de 2024

"À luz das flagrantes violações ao direito internacional humanitário, o presidente manifestou seu apoio à iniciativa da África do Sul de acionar a Corte Internacional de Justiça para que determine que Israel cesse imediatamente todos os atos e medidas que possam constituir genocídio ou crimes relacionados nos termos da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio", diz a nota divulgada há pouco pelo Itamaraty. A pressão das redes sociais, da mídia progressista e dos movimentos de resistência ao massacre perpetrado há 96 dias pelo Estado sionista de Israel contra Gaza, apesar da cobertura vergonhosa e mentirosa da mídia corporativa brasileira. 

Parabéns, presidente @lulaoficial ! Parabéns @fepal_brasil ! Parabéns a todos - os poucos - nas redes sociais, no Instagram, no Facebook, no X, no YouTube, que deram sua cara a tapa, ignoraram ataques, ofensas, desconfianças, ameaças; parabéns aos que mesmo recebendo retaliações não se dobraram. 

Parabéns aos brasileiros que optaram pela Humanidade, pela vida, pelo amor ao próximo. Parabéns aos que priorizaram a compaixão e os valores humanos às conveniências, às amizades que logo se revelaram "de araque". Aos que ignoraram os narizes torcidos.  

Parabéns aos jornalistas que não se dobraram ao lobby dos poderosos, e se mantiveram firmes na arena em defesa dos inocentes palestinos assassinados, os mártires dessa "guerra" unilateral. Ao lado dos bebês bombardeados, das crianças desmembradas, das mães e avós assassinadas. Os vilões do massacre em Gaza, dos ataques na Cisjordânia, das bombas jogadas contra o Líbano estão sendo desmascarados e abandonados. África do Sul, Holanda, a Liga Árabe e agora o nosso Brasil se posicionaram contra Israel pelo crime de genocídio na Corte Internacional de Justiça!

Os Estados Unidos, mesmo ainda timidamente, já externam oposição ao massacre operado contra os palestinos. O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, pede a Israel que freie os ataques contra civis em Gaza e pare de "minar" as possibilidades dos palestinos de se reerguerem como povo, nação, de terem seu país, e também do básico: de beberem água, de se alimentarem, de receberem assistência médica. 

 Este foi apenas um passo. E a resistência continua, até a extinção completa desse estado de horror, desse morticínio, desse holocausto, que manchou para sempre a história do povo judeu tão oprimido, agora desempenhando o abjeto papel de opressor. 

Até agora o saldo dessa devastação sombria é de 23 mil mortos, 58 mil feridos e quase 10 mil desaparecidos. Quanto martírio, quanta dor.

E que o judaísmo não seja confundido com o implacável e desumano sionismo.