quinta-feira, 31 de agosto de 2023

GDias, ex- GSI de Lula, dá forte depoimento na CPMI do Golpe, admite falhas na segurança do Planalto e deixa oposição inerte

(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Ex-ministro deu os nomes dos generais José Carlos Penteado e Feitosa Rodrigues como possíveis “facilitadores” das ações de vândalos golpistas no Palácio do Planalto em 8/01

31 de agosto de 2023

 


Da sucursal do 247 em Brasília - Leia a seguir a íntegra do texto que o general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional do presidente Lula, leu em primeira pessoa no início de seu depoimento:

“Sou General de Divisão do Exército Brasileiro. Concluí a Academia Militar das Agulhas Negras na arma da Infantaria em 1975. Possuo cursos de Forças Especiais, de Comandos, de Guerra na Selva, de Paraquedista, Aperfeiçoamento de Oficiais, Curso de Comando e Estado Maior, Curso de Política Estratégia e Alta Administração do Exército e de Segurança Presidencial.

Com muita honra, prestei serviços às forças de segurança da ONU na América Central, por um ano e meio, no início dos anos 1990.

Entre os anos de 2003 e 2010, coordenei a segurança da Presidência da República.

Em 2011, como General de Divisão, comandei a 6ª Região Militar em Salvador, na Bahia.

Em dezembro de 2022, fui convidado para assumir o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Tomei posse em 1º de janeiro de 2023. Pedi afastamento do posto em 19 de abril. Saí por causa da divulgação imprecisa e desconexa de vídeos gravados no interior do Palácio do Planalto durante a invasão ao prédio, em 8 de janeiro de 2023. Naquele dia foram cometidas agressões impensáveis à Democracia brasileira.

Eu era ministro-chefe do GSI, cabia a mim, funcionalmente e como cidadão brasileiro, preservar a sede do Poder Executivo do Estado Brasileiro, o Palácio do Planalto.

No dia 8 de janeiro, utilizando de todo meu conhecimento agregado pelos cursos que realizei ao longo de mais de 44 anos de serviço, pelas experiências vividas, dentro e fora das funções do Exército, EXERCI EFETIVAMENTE MINHA AÇÃO DE COMANDO NA DEFESA E PRESERVAÇÃO DO PALÁCIO PRESIDENCIAL NO MEIO DE UM LEVANTE ANTIDEMOCRÁTICO.

Foi um ataque único, inédito e inimaginável para todos nós que somos democratas e devotamos respeito à Constituição e às instituições. Tendo conhecimento, agora, da sequência de fatos que nos levaram até aquelas agressões de vândalos; e também da ineficiência dos agentes que atuavam na execução do Plano Escudo, aprovado com a coordenação de diversos órgãos civis, militares e de Segurança Pública; seria mais duro do que fui na repressão. Faria diferente, embora tenha plena certeza de que envidei todos os esforços e ações que estavam ao meu alcance para mitigar danos e o mais importante, PRESERVAR AS VIDAS DE CIDADÃS E CIDADÃOS BRASILEIROS, SEM O DERRAMAMENTO UMA GOTA DE SANGUE, SEM NENHUMA MORTE.

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Líder quilombola da Bahia, Bernadete Pacífico é assassinada

(Foto: Conaq)


Criminosos invadiram o terreiro onde Bernadete estava, relata a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco

18 de agosto de 2023


247 - Bernadete Pacífico, uma respeitada liderança quilombola da Bahia, foi assassinada na noite desta quinta-feira (17). Ela era integrante da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) e foi secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e líder da comunidade quilombola de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, relatou que criminosos invadiram o terreiro onde Bernadete estava. "O racismo religioso mata e produz violências reais", escreveu. "O ataque contra terreiros e o assassinato de lideranças religiosas de matriz africana não é pontual. O racismo religioso é mais uma faceta da conformação racista que estrutura o país e precisa ser combatido por meio de políticas públicas".

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), determinou a ida da Polícia Militar e da Polícia Civil até o local e pediu que os agentes "sejam firmes na investigação".

Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida também deslocou uma equipe até o local do crime.

Bernadete era mãe de Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, diz a Conaq. Líder da comunidade Pitanga dos Palmares, ele foi assassinado há 6 anos. Segundo a entidade, a 'mãe Bernadete' "atuava na linha de frente para solucionar o caso do assassinato do seu filho Binho e bravamente enfrentou todas adversidades que uma mãe preta pode enfrentar na busca por justiça e na defesa da memória e da dignidade de seu filho".

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

'Depois de Delgatti, cadeia para Bolsonaro é apenas questão de tempo', diz Helena Chagas


"Depoimento de Delgatti muda o patamar da investigação golpista. Compromete Jair Bolsonaro de forma irremediável", avalia a jornalista

17 de agosto de 2023


Helena Chagas e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Tânia Rêgo/Agência Brasil)

247 - Depois do depoimento do hacker Walter Delgatti Neto à CPMI dos Atos Golpistas nesta quinta-feira (17), a prisão de Jair Bolsonaro (PL) é apenas uma questão de tempo, avalia a jornalista Helena Chagas. 

>>> Delgatti acusa Bolsonaro e diz que ele prometeu indulto em caso de prisão por ataque às urnas

Segundo ela, o hacker compromete Bolsonaro na trama golpista de forma "irremediável". Para Helena, Delgatti também encrencou os militares. "Depoimento de Delgatti muda o patamar da investigação golpista. Compromete Jair Bolsonaro de forma irremediável, e sua punição por tentativa de golpe contra o Estado democrático — cadeia — é questão de tempo. Mas os militares também estão na lona com todas essas revelações de conluio, envolvendo ministério da Defesa e comando do Exército, para invadir a urna eletrônica e as eleições. Ainda que esses comandantes tenham desistido do golpe mais adiante, vai ficando claro que participaram da articulação comandada pelo então presidente da República.. Não por acaso o assunto do momento é 'Bolsonaro na Papuda.

EM TEMPO: Tocaram fogo na mata. E agora?

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Reuniões secretas de Bolsonaro com comandantes militares após derrota nas urnas são reveladas em e-mails

 

(Foto: Marcos Correa/PR)

15 de agosto de 2023

E-mails enviados à CPMI dos Atos Golpistas revelam encontros não registrados no Palácio da Alvorada entre Jair Bolsonaro e comandantes das Forças Armadas, após sua derrota


247 - E-mails recentemente obtidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas revelam uma série de reuniões secretas entre Jair Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas após sua derrota nas urnas para o presidente Lula. De acordo com reportagem do Metrópoles, os encontros ocorreram no Palácio da Alvorada e foram omitidos tanto das agendas oficiais de Bolsonaro quanto dos líderes das três Forças Armadas.

Os e-mails, registrados pelo ex-ajudante de ordens Jonathas Diniz Vieira Coelho, indicam que Bolsonaro teve pelo menos três encontros confidenciais com os comandantes militares nos dias subsequentes à eleição. O primeiro desses encontros aconteceu em 1º de novembro, somente dois dias após a vitória de Lula no segundo turno das eleições. A troca de e-mails citava a presença dos "Comandantes de Força", referindo-se ao general Marco Antônio Freire Gomes, comandante do Exército; almirante Garnier Santos, comandante da Marinha; e tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, comandante da Aeronáutica.

Ainda de acordo com a reportagem, além destes líderes das Forças Armadas, participaram da reunião o vice-presidente da chapa de Bolsonaro, general Walter Braga Netto, e três ministros do governo: general Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça) e Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União - AGU). Intrigantemente, essas reuniões não foram mencionadas nas agendas oficiais divulgadas pelo Planalto.

No dia subsequente, em 2 de novembro, a agenda pública de Bolsonaro permaneceu vazia. Entretanto, os e-mails revelaram que ocorreu uma reunião das 15h30 às 17h15, na qual estiveram presentes Bolsonaro, o general Freire Gomes, o almirante Garnier Santos e o senador Flávio Bolsonaro.

Uma terceira reunião secreta veio à tona em 14 de novembro, quando a agenda pública de Jair Bolsonaro permaneceu sem compromissos durante a tarde. Às 14h30, os e-mails indicaram mais uma reunião com os "Comandantes de Força", bem como os ministros da Defesa, Justiça, AGU, Controladoria-Geral da União, além do vice-presidente Braga Netto e do almirante Flávio Rocha, secretário especial da Presidência.

EM TEMPO: Apesar de   algumas explicações da imprensa brasileira, a verdade é que a comunidade internacional não apoiava o golpe, a exemplo do governo Joe Biden, dos EUA, o qual já tinha enviado seus mensageiros para darem o recado. A CIA já dava sinais contrários a iniciativa golpista. França, Alemanha, Espanha, Portugal e tantos outros países, também não apoiavam e iriam criar dificuldades ao governo golpista, através de sanções econômicas e ameaça de intervenção armada. Donde se conclui que os  militares de alta patente  não estavam coesos quanto a esse tipo de aventura, cujo principal beneficiário  seria um ex-militar, o Bozo, que outrora foi expulso do exército por indisciplina. Ok, Moçada! 

Sangrando Bolsonaro

 



"A estratégia é ir sangrando Jair Bolsonaro até que a opinião pública não tenha mais dúvidas sobre o acerto de uma condenação seguida de prisão", diz Helena Chagas (Jornalista)


Jair Bolsonaro (Foto: Tânia Rego / Agência Brasil)

À primeira vista, as bem circunstanciadas revelações da investigação sobre o desvio e a venda de presentes oficiais para enriquecimento ilícito compõem o enredo da crônica de uma prisão anunciada. Entre integrantes do governo e juristas que acompanham o caso, porém, não há grandes expectativas em relação a esse desfecho no curto prazo. Por ora, a estratégia dos investigadores da PF e do STF parece ser, com a ajuda da CPMI, ir sangrando Jair Bolsonaro até o momento em que a esmagadora maioria da opinião pública não tenha mais dúvidas sobre o acerto de uma condenação seguida de prisão.

Apesar da ansiedade de alguns  — até com justa razão — em ver Bolsonaro na cadeia pelo conjunto da obra, ninguém na esfera jurídica e no governo Lula quer ser acusado de perseguição ou politização indevida das investigações contra o ex-presidente. O primeiro, aliás, a lembrar a necessidade de se seguir o devido processo legal, prevendo amplo direito de defesa ao adversário, tem sido o próprio Lula — que, dia sim, outro também, bate na herança maldita recebida, mas não faz comentários sobre os desdobramentos na esfera policial.

Mas o fato de não ser preso, ao menos no curto prazo, não vai livrar Bolsonaro de enorme desgaste político. A recente operação em cima da organização criminosa fez subir de patamar investigações de que já era alvo e que já têm dezenas se ramificações. Segundo quem acompanha o caso, essa não deve ser a última das acusações.

Mais coisa virá para demolir o discurso anticorrupção que notabilizou Jair Bolsonaro e foi utilizado por ele e seus seguidores para satanizar o PT.  Nas próximas semanas e meses, o país continuará sendo exposto,  via PF e CPMI, a uma quantidade de denúncias, indícios e provas que, na hora em que se chegar ao indiciamento, ao julgamento e à condenação de Bolsonaro, poucos irão se surpreender.

A questão agora, entre aliados e adversários, é tentar projetar qual será o tamanho político do personagem e do que se chama hoje de bolsonarismo quando se chegar lá. 

Embora esta seja a mais forte acusação que pesou sobre ex-presidente no terreno da corrupção, amparada pelo mais completo conjunto de provas já apresentado nas investigações de que é alvo, não é a primeira. Nos casos anteriores, alguns envolvendo inclusive a pandemia que ceifou as vidas de mais de 700 mil brasileiros, Bolsonaro se desgastou, mas não acabou politicamente — e a derrota para Lula por uma diferença pequena dá a medida disso.

É possível imaginar que Bolsonaro, numa estratégia de vitimização, consiga manter o apoio de um núcleo radical de direita que está sempre com ele, cegamente, em qualquer hipótese. São aqueles que correm às redes para postar que é tudo mentira. Essa turma hoje gira em torno de 15% a 20% do eleitorado. Mesmo que passe por certa desidratação, ainda será uma fatia significativa. Tanto é que já estava sendo disputada por políticos como os governadores Tarcísio de Freitas e Romeu Zema desde que o ex-presidente ficou inelegível.

Não por acaso,  nos últimos tempos Tarcisio e Zema caminharam aceleradamente para a direita, em discursos e ações. Podem, porém, ter se precipitado e feito um mau negócio, mais ainda agora depois da revelação sobre a  organização criminosa de venda de jóias e presentes. Se o caso não impressiona muito a direita radical, pode provocar um estrago sem precedentes junto ao eleitorado centrista.

O tema da corrupção, ainda mais daquela flagrada num personagem que enganou a todos durante anos de mistificação, cala fundo, por exemplo, em setores da classe média conservadora. É o centro que foi responsável por sua eleição em 2018, e deu um calor em Lula em 2022, que Bolsonaro se arrisca a perder.  E quem ficar com ele ou se aproximar muito de seus radicais — risco de Tarcisio e Zema — pode ter dificuldades de trazer esse eleitor centrista.

Sem a blindagem da presidência da República e em meio a um escândalo que continuará a ser alimentado midiaticamente pela exibição diária de mensagens, gravações, quebras de sigilo e outras provas, Bolsonaro não vai sair tão cedo do  centro do picadeiro. As consequências disso ainda são nebulosas, mas o silêncio da esmagadora maioria de seus aliados diz muito.

EM TEMPO: É isso aí Bozo: " Um dia é do caçador, outro é da caça". 

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Tentativa de venda de Rolex presenteado mostra que Bolsonaro era maloqueiro, diz Helena Chagas

"O que mais Bolsonaro terá vendido? E recebido em troca?", questionou a jornalista e comentarista da TV 247

4 de agosto de 2023

Helena Chagas e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Tânia Rêgo/Agência Brasil)

 

247 - A jornalista Helena Chagas comentou nesta sexta-feira (4) a troca de e-mails do tenente coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, referente à negociação de um relógio da marca Rolex.

Para Helena, as mensagens indicam o comportamento marginal de Bolsonaro e seu entorno. "Era um governo muito maloqueiro", afirmou a jornalista. "Os e-mails do major Cid sobre a venda - enquanto Bolsonaro ainda era presidente - do Rolex ganho da Arábia Saudita expõe, além da desonestidade de se apropriar de um presente de Estado, um presidente da República muito chinfrim. Quem faz isso ocupando o mais alto cargo do país é indigno de se sentar naquela cadeira. O que mais Bolsonaro terá vendido? E recebido em troca?", questionou Helena. 

Em 6 de junho de 2022, Cid recebeu um e-mail em inglês de uma interlocutora. Ela expressou: "obrigada pelo interesse em vender seu Rolex. Tentei entrar em contato por telefone, mas não obtive sucesso." Em seguida, questionou: "Qual é o valor que você espera receber por ele? O mercado de relógios Rolex usados está em declínio, especialmente para modelos cravejados com platina e diamante, devido ao alto valor. Quero ter certeza que estamos na mesma linha antes de fazermos tanta pesquisa".

Em resposta, Mauro Cid informou que não possuía o certificado do Rolex, uma vez que "foi um presente recebido durante uma viagem oficial", e ele tinha a intenção de vender o relógio por US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil, conforme a cotação atual). Entretanto, os e-mails não detalhavam as circunstâncias da aquisição do relógio, informa o jornal O Globo.

Durante uma visita à Arábia Saudita em outubro de 2019, Jair Bolsonaro recebeu um conjunto de joias, incluindo um Rolex, um anel, uma caneta e um rosário islâmico, do rei Salman bin Abdulaziz Al Saud. Recentemente, a defesa de Bolsonaro devolveu os itens de luxo após uma investigação da Polícia Federal relacionada a outro conjunto de joias sauditas, no valor de R$ 5 milhões, retido pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Briga por Festival de Inverno de Garanhuns tem pouco a ver com "amor pela cultura"


Confira a coluna Cena Política, edição online,  desta terça-feira (1º), do Jornal do Comércio, assinada pelo jornalista Igor Maciel.

 



Praça Mestre Dominguinhos na segunda noite do 31º Festival de Inverno de Garanhuns - FOTO: FELIPE SOUTO MAIOR/FUNDARPE

 ANÁLISE

Há um claro interesse eleitoral no anúncio feito pelo prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), de que irá assumir o Festival de Inverno de 2024, realizado há mais de 30 anos pela Fundarpe. No ano que vem tem campanha e o atual prefeito deve tentar a reeleição.

Antes de tomar a decisão ele conversou com o deputado Felipe Carreras (PSB). O parlamentar é conhecido por defender empresários da área de eventos, tendo relação familiar, inclusive, com pessoas que exploram o setor em Pernambuco.

Eleição local em jogo

Sivaldo é prefeito desde 2021, foi eleito no meio da pandemia, e quer tentar a reeleição no ano que vem. Por causa da pandemia, ele só teve a oportunidade de vivenciar o evento, como prefeito, em 2022 e agora, em 2023.

No ano passado, com o PSB no poder estadual, tudo acontecia em conjunto entre Sivaldo e o Palácio. Já este ano tudo mudou com a entrada de Raquel Lyra (PSDB).

O líder de Raquel na Assembleia Legislativa é Izaias Regis (PSDB). O deputado tucano é ex-prefeito de Garanhuns, adversário político de Sivaldo e já avisou que disputa a prefeitura em 2024.

Poder e dinheiro

Acontece que a briga para saber quem faz o Festival de Inverno de Garanhuns tem muito mais a ver com dinheiro, capilaridade eleitoral e influência política do que com “amor pela cultura”, como vem sendo divulgado para todos os lados.

Os contratos entre poder público e artistas são sempre muito disputados nesses festivais. Esse poder de atrair investimentos de patrocinadores numa ponta e contratar artistas na outra é algo muito bem vindo num ano eleitoral.

Manda quem pode

O Governo de Pernambuco, dessa vez, agiu rápido. Assim que Sivaldo anunciou que quer fazer o Festival de Inverno por conta própria, o Palácio divulgou as datas do FIG de 2024 como resposta.

Deixou claro que não vai levar a pretensão do prefeito de Garanhuns a sério e se posicionou sem a necessidade de abrir uma guerra de narrativas que poderiam desgastar a relação institucional ainda mais. O FIG será de 18 a 28 de julho.

Quem manda não discute, apenas informa. O governo avisou quem está no comando.

EM TEMPO: Parabéns Igor pela análise precisa. Lembrando que o deputado federal Felipe Carreras é de Direita e era simpático ao governo Bozo. O deputado federal Felipe Carreras precisa se posicionar e informar quais são as suas empresas e se  as mesmas têm como atividade  a realização de eventos, preparação de camarotes, etc. Caso o deputado tenha deixado de ser sócio de alguma empresa que explique também, assim como o nome do(a) seu(sua) substituto(a).  É assim que a música toca. Ok, Moçada!

sábado, 29 de julho de 2023

“CEGONHA” ENGANA O PREFEITO SIVALDO ALBINO

 

Uma cegonha vem voando sobre a cidade, isto é, de Teleférico (rsrsrs), levando no bico um lençol, e pousa diante da porta da Prefeitura do Garanhuns, cujo prefeito Sivaldo Albino  mexe entre os panos e não localiza a Lei 1096/2009 de 30.06.2009 voltando  decepcionado com as mãos vazias.

E agora? Como é que  o Prefeito vai organizar e patrocinar o 32º FIG, em 2024, ano eleitoral, sem  conhecer a legislação estadual, logo ele que exerceu o mandato de Deputado Estadual pelo Estado de PE?

HISTÓRICO

Convém lembrar que: para a ALEPE (Assembléia Legislativa do Estado de PE) é a Lei 1096/2009 de 30.06.2009 e para o Estado de PE é a Lei 13.878 de 25 de setembro de 2009 que dar ao FIG o status de Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de PE. A citada Lei é de autoria da nossa amiga jornalista e ex-deputada estadual Terezinha Nunes, PSDB, e foi sancionada pelo ex-governador Eduardo Campos.

Portanto, para o município promover o FIG terá que mudar a lei estadual na ALEPE e o FIG deixar de ser patrimônio dos pernambucanos.

O ex-prefeito Izaías Régis tentou fazer o mesmo procedimento ao "arengar" com os ex-governadores Eduardo Campos e Paulo Câmara. O que seria um desastre.

DESAFIO

O  Prefeito do Garanhuns ao se auto intitular  “patrono” do próximo FIG, está desafiando  a Lei 1096/2009 e a própria  governadora Raquel Lyra, sem embasamento teórico e jurídico. É preciso que o Prefeito “baixe a bola” e comece a jogar no terreno da humildade que é o que mais interessa aos nossos conterrâneos e turistas. Mas, o que o prefeito Sivaldo Albino quer é fazer propaganda eleitoral antes do tempo.

Donde se conclui que é uma operação de risco que o FIG seja redirecionado do estadual para o municipal, uma vez que o Governo Estadual tem mais infra  estrutura para organizar e garantir a realização periódica do FIG. O que se deve fazer é por fim as "brigas  intermináveis”, entre os representantes locais da burguesia,  isto é, antes, durante e depois da realização do FIG. Deste modo, todos devem trabalhar em harmonia com o Governo do Estado de PE e ponto final.

PROPOSTAS  PARA  A GOVERNADORA RAQUEL LYRA

1 - O período do FIG deve ser sempre de 10 dias, sem maiores delongas e o apresentador dos eventos  deve  diminuir a dose de repetir em demasia os nomes dos políticos. Porém,  sugiro que a governadora Raquel Lyra convide os Garanhuenses, isto é, o  presidente Lula e o senador Randolphe Rodrigues para participarem da abertura do 32º FIG em 2024;

OBS.: Em Campos do Jordão/SP o Festival de Inverno foi diluído e esvaziado ao passar de 10 para 30 dias, isto é,  nos finais de semana. Conferi   in loco.

2 – Autorize  que  os participantes do FIG doem alimentos não perecíveis, roupas, cobertores e agasalhos para a população carente. Sugiro ainda que deem essa atribuição ao grupo Ferreira Costa (o qual  já faz essa tarefa), o Bispo Diocesano, os Pastores das Igrejas Evangélicas, os Clubes de Serviço, o 71º BI, o  9º Batalhão da PM, os Quilombolas, FETAPE, dentre outros;

3 – O Circuito do Frio idealizado no governo do ex-governador  Jarbas Vasconcelos, em nada atrapalha a realização do FIG. Lembrando que em Triunfo/PE é realizado, no mês de julho,  a Festa do Estudante, há muitos anos, ou seja, 65 anos. Ok, Moçada Reclamante (rsrsrs)!;  

OBS.: Jarbas, também foi hostilizado, sempre que vinha em Garanhuns, por conta dessa proposta. O que não deixava de ser uma falta de educação. Repeti-la, agora com a Raquel,  é o fim do mundo para uma cidade onde a maioria da população é hospitaleira.  

Ok, Moçada!

sexta-feira, 28 de julho de 2023

PSOL entra com representação no TCE contra o Governo de Pernambuco



28/07/2023

  • Texto extraído do Blog do  Magno Martins
  • - Edição de Ítala Alves

 

 

 

 

O PSOL-PE entrou com representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra o Governo Raquel Lyra, para investigação da assinatura de contrato firmado entre o governo e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), no valor de R$ 23.641.000,00 sem a realização de processo licitatório. A representação também é estendida à Secretaria de Educação de Pernambuco, em nome da secretária Ivaneide Dantas.

O contrato tem duração de 14 meses e poderá causar significativo dispêndio ao erário. A consultoria especializada é voltada para os gestores da Secretaria Estadual de Educação e já foi autorizada pela Secretaria Executiva de Administração e Finanças da pasta de  Educação e Esporte do estado.

De acordo com o presidente do PSOL-PE, Tiago Paraíba, que representa a legenda no processo, a contratação do serviço tem como pano de fundo o cenário de esgotamento orçamentário dos investimentos direcionados à própria manutenção dos serviços e equipamentos da rede estadual de educação por parte do Governo.

“Hoje a falta de merenda escolar por pelo menos duas semanas em escola de referência, o atraso nos salários de merendeiras e no reajuste salarial dos professores da rede estadual tem causado sérios problemas. Ou seja, enquanto os serviços públicos sofrem restrição financeira, sobra dinheiro para o governo transferir para uma consultoria privada”, dispara o presidente.

O PSOL solicita, de perto, ao TCE o acompanhamento da assinatura e a execução do contrato, com a adoção das medidas cautelares cabíveis, para a proteção dos direitos fundamentais da sociedade pernambucana, a fim de que o mecanismo não se configure em ato de improbidade administrativa. O que incorreria na suspensão dos direitos políticos de Raquel Lyra, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei.

Cinco investigados pelo caso Marielle já foram assassinados desde início dos inquéritos; veja lista


Polícia Federal se preocupa com mortes por dificultarem buscas por mandante do crime


Adriano Magalhães da Nóbrega no detalhe e Marielle Franco (Foto: Reprodução | Mídia Ninja)

247 - Ao menos cinco investigados no caso Marielle foram assassinados a tiros nos últimos anos, o que preocupa a Polícia Federal por dificultar nas buscas pelo mandante do crime, informa o portal Metrópoles. Entre os nomes investigados que já morreram estão Lucas Todynho, Adriano da Nóbrega, Luiz Orelha, Macalé e Hélio de Paulo Ferreira. 

Todynho teria clonado o carro usado para executar a ex-vereadora e foi assassinado um mês depois da morte de Marielle. Adriano da Nóbrega era chefe dos pistoleiros do Escritório do Crime e já havia recebido oferta para matar Marielle, mas supostamente recusou. Ele foi morto em uma troca de tiros com a polícia da Bahia em 2020. Luiz Orelha teria sido o encarregado de chefiar os negócios de Adriano após sua morte, mas também foi assassinado - desta vez, em Realengo, em março de 2021.

O policial militar aposentado Edmilson da Silva Oliveira, o Macalé , por sua vez, chamou a atenção nesta semana por ter sido apontado como o intermediador da relação entre o mandante e os executores de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Macalé foi executado em Bangu em novembro de 2021.  Já Hélio, o Senhor das Armas, chegou a ser investigado no caso Marielle em 2018 - ele era mecânico e consertava armas e viaturas policiais na região de Jacarepaguá, já tendo sido preso por porte ilegal de armas. Foi executado em fevereiro deste ano, com outras três pessoas. 

EM TEMPO: O ex-policial do Bope Ronnie Lessa (acusado de ter atirado em Marielle e Anderson) e o bombeiro Maxwell Simões Correa, o Suel (monitorava a Marielle), receberam tiros em 27 de abril de 2018, um mês e meio depois do assassinato de Marielle. O autor dos disparos foi Alessandro Carvalho Neves. Escaparam por pouco, uma vez que o Ronnie levou 1 tiro de raspão no pescoço e Suel dois tiros no tórax. Ok, Moçada! . 

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Quase 90% dos quilombolas ainda vivem em territórios não titulados

 

(Foto: Divulgação)

27 de julho de 2023

Brasil tem 1.327.802 pessoas quilombolas registradas, mostra primeiro censo da história. Levantamento aponta demora nos processos de reconhecimento dos territórios


Por Marina Rossi e Naira Hofmeister, Repórter Brasil - Com orgulho, a aposentada Lígia Maria da Silva, 67, mostra o Diário Oficial da União de 26 de outubro de 2006 que ela emoldurou e pendurou na parede da sala. O quadro é o símbolo da declaração do Quilombo da Família Silva, que fica em Porto Alegre e é considerado o primeiro quilombo urbano reconhecido. 

A declaração da área é uma das fases para que o território chegue enfim a ser titulado (leia mais abaixo). Essa última etapa do processo só foi conquistada por 147 territórios até hoje, incluindo o Quilombo da Família Silva – uma área anexa ainda está em processo de titulação.

Dona Lígia tem orgulho de mostrar a declaração do território porque o processo até chegar à titulação é extenso e pode levar anos. Assim, das 1.327.802 pessoas quilombolas registradas no país, quase 90% ainda vivem em comunidades que não foram tituladas. Quase 500 territórios estão em alguma fase da delimitação formal, como o da Família Silva.    

Os dados foram levantados pelo primeiro censo quilombola da história realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e divulgado nesta quinta-feira (27). De acordo com o IBGE, quilombolas são os grupos étnicos, segundo critérios de autoatribuição, “com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão historicamente sofrida”.

Com mais outros dez quilombos autodeclarados na cidade, Porto Alegre é um dos 1.696 municípios brasileiros com esses territórios. Há quilombos  espalhados por todos os estados, exceto Acre e Roraima. O censo contabilizou 473.970 domicílios com pelo menos um morador quilombola. A média de moradores por domicílio é de 3,17 pessoas, número maior que a média do resto do Brasil, de 2,79.

O levantamento, inédito, começa a fazer um desenho dessa parcela da população que representa 0,65% dos brasileiros e brasileiras hoje. O censo mostra que o Nordeste concentra 68% desta população, seguido pelo Sudeste (14%), Norte (12,5%), Centro-Oeste (3,5%) e finalmente o Sul, com 2%. Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará e Pernambuco, nesta ordem, são os estados com mais pessoas quilombolas, com 76,5% do total populacional. Já no Rio Grande do Sul, onde está a comunidade da Família Silva, a população quilombola corresponde a 0,16% dos residentes no estado. 

terça-feira, 25 de julho de 2023

Do recuo do porteiro do Vivendas aos tiros em Lessa, Suel e Macalé: perguntas sem respostas no caso Marielle


Apenas o anexo 2 do acordo de delação de Élcio Queiroz foi liberado e este não dá as respostas essenciais ao crime de 14 de março de 2018

Por  Joaquim de Carvalho (Jornalista)

 


Marielle e seus algozes Lessa, Élcio, Suel e Macalé: ainda falta descobrir o chefão (Foto: Renan Olaz/CMRJ | Reprodução)

Os três principais envolvidos na execução de Marielle Franco e Anderson Gomes sofreram atentados depois do crime. Um deles, Edmilson Oliveira da Silva, o Macalé, morreu. Esses eventos são indícios de que houve um plano de queima de arquivo. Elcio Queiroz, que foi o motorista do PM reformado Ronnie Lessa, não sofreu atentado, mas, pelo que mostra a investigação e a sua delação, ele não teve papel central na trama homicida.

O ex-policial do Bope Ronnie Lessa e o bombeiro Maxwell Simões Correa, o Suel, receberam tiros em 27 de abril de 2018, um mês e meio depois do assassinato de Marielle. O autor dos disparos foi Alessandro Carvalho Neves. O inquérito policial e a denúncia do Ministério Público classificaram o crime como latrocínio tentado, e Alessandro recebeu pena de 13 anos e quatro meses de reclusão. O Ministério Público do Rio de Janeiro considerou que Alessandro atirou em Ronnie e Maxwell para roubar um relógio que estava no pulso de Ronnie. Chamou a atenção do juiz Roberto Camara Lace Brandão a nítida intenção de Alessandro de matar os dois.

"Trata-se de crime patrimonial, com emprego de violência real praticada contra as vítimas Ronnie (alvo da rapina) e Maxwell (que tentou resguardar o patrimônio visado, agindo em legítima defesa de terceiro), sendo inegável o dolo de matar, visto que pescoço (área do corpo na qual Ronnie foi atingido) e tórax (área do corpo na qual Maxwell foi atingido, por duas vezes) são pontos vitais. O evento morte não ocorreu, por circunstâncias alheias à vontade do autor dos fatos, ou seja, o pronto e eficaz atendimento médico ao qual as vítimas foram submetidas. O evento se adequa, assim, à figura de um duplo latrocínio tentado, praticado mediante uma única ação, em concurso formal de crimes homogêneos", diz a sentença assinada pelo magistrado.

Descrição: .Na época, Ronnie não era investigado pelo assassinato, e o crime, por não ter vítimas fatais, nem sequer foi noticiado. A versão que consta no boletim de ocorrência é que Lessa estacionou o carro em frente ao restaurante Varandas, na Avenida do Pepê, 52, Barra da Tijuca, e quando desceu foi abordado por Alessandro, que estava armado.

Segundo essa versão, enquanto Lessa entregava o relógio de ouro, Maxwell chegou em outro carro, e sacou a arma, para que o ladrão se rendesse. Foi quando Alessandro atirou no pescoço de Lessa e deu dois tiros em Maxwell, ambos no tórax. Maxwell revidou e acertou as costas de Alessandro. Mesmo ferido, o ladrão conseguiu fugir em uma moto que tinha estacionado ali perto, mas acabou se internando no hospital Miguel Couto, onde duas testemunhas o reconheceram como autor dos tiros na Barra.

Chama a atenção também que Alessandro não morava no Rio. Ele era de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, onde tinha passagem por roubo. Teria ido ao Rio de Janeiro para roubar? Ou foi contratado para executar os principais envolvidos no caso Marielle? Quando compareceu à Justiça para prestar depoimento, Alessandro ficou em silêncio. 

segunda-feira, 24 de julho de 2023

O assassinato de Marielle e o golpe: chegou a hora do mandante


"O homem que levou a encomenda do assassinato foi executado. Mas os que receberam a encomenda do golpe estão vivos", diz Moisés Mendes (*)

24 de julho de 2023

 


Montagem (da esq. para a dir.): Marielle Franco, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz (Foto: Mídia NINJA | Reprodução)

Sempre esteve subentendida, em todas as interrogações sobre o assassinato de Marielle Franco, a suspeita de que Bolsonaro pode ter envolvimento com o crime. Ele e seu entorno familiar.

É inevitável que a especulação se renove e se revigore agora, com a confissão do ex-PM Élcio de Queiroz de que Ronnie Lessa matou Marielle e de que eles tiveram, nos preparativos e nos desdobramentos do crime, a participação de outros dois bandidos. Lessa deu os tiros e Élcio dirigiu o carro. Mas antes o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel, fez campanas e monitorou Marielle. E bem antes o então sargento da PM Edimilson Oliveira da Silva, o Macalé, "trouxe o trabalho" para Lessa.

O ministro Flávio Dino diz que, com a confissão e o que virá a seguir, as investigações atingem novo patamar. Poderemos ir para a fase do fechamento de coincidências que empurram Bolsonaro para perto dos envolvidos? Descrição: .O novo patamar pode ajudar a esclarecer por que Lessa era vizinho de Bolsonaro? Por que Élcio convivia com Bolsonaro e tirava fotos ao seu lado?

Por que o miliciano Adriano da Nóbrega foi executado na Bahia? Por que Élcio entrou no condomínio da Barra no carro usado na execução, depois de perguntar pelo seu Jair? Por que o porteiro que atendeu Élcio foi desqualificado como testemunha? Por que sumiu? Por que trocaram tantos policiais e promotores das investigações sobre o assassinato?

Por que Lessa acusava Adriano de ter matado Marielle? Por que Flávio Bolsonaro homenageou Adriano? Por que, na coincidência mais recente, o capitão reformado do Exército Ailton Barros, amigo dos Bolsonaro, disse em conversa com o coronel Mauro Cid, então faz-tudo do Planalto, que sabia quem matou Marielle?

Todos os personagens principais do assassinato cruzaram com Bolsonaro. Como também cruzaram, por coincidência, todos os principais identificados até agora com a tentativa de golpe. Eles conviviam com Bolsonaro e eram a ele subordinados. Ronnie Lessa, Adriano da Nóbrega, Élcio de Queiroz, Ailton Barros, Suel e Macalé estavam no cenário ou conheciam o cenário do assassinato.

O delegado Anderson Torres, os coronéis Mauro Cid e Jean Lawand Junior e outros ainda escondidos ou encobertos conheciam os cenários que estavam sendo montados para o golpe. Todos cruzavam por Bolsonaro. As novas informações sobre o crime criam expectativas e ao mesmo tempo ampliam uma outra dúvida, a mais incômoda de todas. É possível que a morte de Marielle e o golpe tenham executores e que nunca se chegue, com provas, ao mandante?

Lessa disse a Queiroz que tinha uma missão naquele 14 de março de 2018 quando matou Marielle. Missão recebida de quem? Quem mandou matar Marielle? Macalé era o arquivo do mandante e foi executado em 2021. Mas Lessa e seus parceiros sabem de quem foi a encomenda.

Mas quem mandou que fossem adiante com o golpe? Torres, Cid e outros civis e fardados sabem muito bem. Falta, no caso do golpe, um delator disposto a reduzir suas culpas e suas penas. Também as investigações sobre o golpismo precisam chegar a outro patamar.

(*) É jornalista

Link relativo ao pronunciamento do Ministro da Justiça Flávio Dino: https://www.youtube.com/watch?v=Qb9nVFMAagY&list=UU_M1ek8fhnDkz5C2zfkTxpg&index=6

Assista o vídeo onde os jornalistas analisam a delação premiada do Ex-PM Élcio de Queiroz: https://www.youtube.com/watch?v=KzSji-p2OkE&list=UU_M1ek8fhnDkz5C2zfkTxpg&t=2s

Assista outro comentário sobre o desdobramento da investigação  sobre a morte de Marielle: https://www.youtube.com/watch?v=hOcwyUKhnb0