quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Está se formando a onda da vitória do Lula no primeiro turno

"A extraordinária onda democrática que toma conta de todo país nesta etapa da campanha pode se transformar num gigantesco tsunami", aponta Jeferson Miola para o Brasil 247.

21 de setembro de 2022

Lula, Alckmin e candidatos da Coligação Brasil da Esperança, participam do ato Todos Juntos por Santa Catarina, no Largo da Alfândega, em Florianópolis (SC). 18.09.2022

A conjuntura eleitoral acelerou enormemente em favor da eleição do Lula no primeiro turno. É perceptível, nas ruas, um clamor democrático-popular que vai formando uma onda lulista nesta reta final da campanha. A estafa com Bolsonaro só aumenta, na mesma proporção de crescimento do desejo de fim do pesadelo. O dia 2 de outubro, neste sentido, é visto como um alívio.

show de horrores do Bolsonaro e das Forças Armadas no 7 de setembro  sedimentou em amplos segmentos da sociedade brasileira o sentimento de cansaço e saturação com o desastre militar-bolsonarista. A apropriação partidária e eleitoral desta data cívica nacional selou o isolamento político, social e institucional de Bolsonaro e do governo militar. E, por outro lado, expandiu com força a consciência, em vários extratos sociais, da necessidade de derrotar imediatamente Bolsonaro para encerrar de vez este ciclo de terror e tragédia nacional.

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Campanha bolsonarizada de Ciro leva pedetistas a apoiarem Lula

 



"Esta posição da militância pedetista que honra a memória de Brizola poderá ser decisiva para a vitória do Lula já no primeiro turno", escreve Jeferson Miola (*)


Luiz Inácio Lula da Silva, Leonel Brizola e Ciro Gomes (Foto: Ricardo Stuckert | Reprodução)

Por Jeferson Miola, para o 247 

A campanha de Ciro Gomes, movida a ódio a Lula e ao PT e propagadora da mesma retórica virulenta do Bolsonaro, tem provocado divisões e dissidências no PDT e levado pedetistas a fazerem campanha para eleger Lula no primeiro turno. É notório o mal-estar de pedetistas, ex-pedetistas, brizolistas e trabalhistas com a campanha bolsonarizada de Ciro, que se posiciona como uma vertente da extrema-direita bolsonarista.Descrição: .

Nas últimas semanas cresceu significativamente o incômodo da militância pedetista com o rumo da campanha do Ciro. Em razão disso, inúmeros militantes de base e ativistas sociais vinculados ao PDT abandonaram Ciro e passaram a defender o voto em Lula. Recentemente, companheiros e aliados históricos de Leonel Brizola – como Siqueira Castro e José Augusto Ribeiro – conclamaram brizolistas e trabalhistas a votarem em Lula.

Nas atividades de campanha nas ruas, apoiadores de candidatos pedetistas aos legislativos estaduais e à Câmara Federal pedem voto a Lula para a presidência, pois sabem que a vinculação a Ciro tem o efeito de uma pesada âncora. O encontro de trabalhistas e pedetistas históricos no dia 21 de setembro, originalmente concebido como evento específico do estado do Rio de Janeiro, deverá contar, também, com a presença de dissidentes pedetistas de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

Em razão do interesse despertado nacionalmente, os organizadores do encontro avaliam que também deverão participar do evento pedetistas baianos, pernambucanos e cearenses. Se isso de fato acontecer, significará a nacionalização do processo de adesão de trabalhistas e brizolistas à campanha do Lula. O esvaziamento da candidatura do Ciro não cessa. O vice-presidente da Fundação Leonel Brizola e candidato a deputado estadual pelo PDT do Paraná Haroldo Ferreira, que também integra o diretório nacional do Partido, pediu afastamento partidário por discordar de Ciro.

Haroldo entende que Ciro “imprime uma campanha odiosa contra o principal candidato de oposição ao regime bolsonarista, lhe impondo pesadas críticas, inclusive, no campo pessoal e familiar”. Na carta enviada a Carlos Lupi [19/8], presidente nacional do PDT, Haroldo diz que Ciro é “o principal detrator de Lula, servindo direta ou indiretamente, de linha auxiliar” do Bolsonaro. Ele ainda se diz constrangido, pois os ataques pessoais do Ciro ao Lula servem de “munição eleitoral nas redes sociais bolsonaristas”.

Para o dirigente pedetista, com sua “conduta equivocada”, Ciro nega “a história dos posicionamentos de Brizola”.

Nesta eleição, que é a eleição mais importante da história do Brasil, Ciro está fazendo o percurso de regressão à sua origem autoritária, direitista e coronelista. Ele, que iniciou a carreira política no PDS, a ex-ARENA, partido de sustentação da ditadura militar, “não tem identidade ideológica profunda com o trabalhismo, o brizolismo e o progressismo”.

É significativo, por isso, que diante da trajetória cirista de linha auxiliar do bolsonarismo, brizolistas e pedetistas históricos abandonem Ciro para seguir os passos que Brizola com certeza seguiria, se estivesse vivo. Esta posição da militância pedetista que honra a memória de Brizola poderá ser decisiva para a vitória do Lula já no primeiro turno – fator central para derrotar o fascismo e deter as ameaças que Bolsonaro e as cúpulas partidarizadas das Forças Armadas representam à democracia.

 (*) Articulista

EM TEMPO: Ciro sempre foi autoritário, coronel político e direitista. 

Lula quer se aproximar dos EUA em reunião na embaixada americana; entenda o que está em jogo

 


ESTADÃO - Beatriz Bulla 

O presidente Lula durante ato de campanha com representantes do setor do turismo em São Paulo; petista lidera as pesquisas de intenção de voto Foto: Fernando Bizerra/EFE© Fornecido por Estadão 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvacandidato à presidência pelo PT, vai se reunir com a principal autoridade dos Estados Unidos no Brasil, o encarregado de negócios da embaixada americana em Brasília, Douglas Koneff, nesta quarta-feira, 21. Aliados do ex-presidente afirmam, nos bastidores, que um reconhecimento rápido de eventual vitória por parte de americanos e demais governos internacionais, depois de proclamado o vencedor pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ajudará a conter possível contestação de Jair Bolsonaro ao resultado das urnas.

O governo Joe Biden sofreu com a insistência de Donald Trump em questionar o resultado eleitoral em 2020 nos EUA. O processo formal de transição de governo ficou bloqueado por 15 dias no país, após a derrota de Trump, e a retórica do republicano possibilitou a invasão do Capitólio por parte de uma turba trumpista no dia 6 de janeiro de 2021. Cinco pessoas foram mortas na ocasião. A preocupação com os ataques de Bolsonaro às urnas no Brasil já fez o governo dos EUA manifestar, de forma reiterada e pública, a confiança no atual sistema eleitoral brasileiro. 

O encontro também é uma tentativa de Lula abrir canal com Washington e conseguir desfazer desconfianças de lado a lado. Enquanto presidente, Lula manteve um bom relacionamento com os americanos, mas, no governo Dilma Rousseff (PT), a relação EUA-Brasil ficou estremecida após denúncias de que a brasileira fora espionada pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA).

Desde a prisão de Lula na Lava Jato, os EUA passaram a ser novamente alvo de críticas por petistas, que costumam dizer que os americanos tinham interesse em interferir na investigação, algo que o próprio ex-presidente já sugeriu. Washington também vê com atenção a ascensão de governos de esquerda na América Latina – especialmente pelo que isso pode significar em termos de apoio a ditaduras como Cuba, Venezuela e Nicarágua.

Ipec: Lula passa de 46% para 47% e vence em primeiro turno contra 44% de adversários

 

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert)



 



De acordo com a pesquisa Ipec, divulgada em 19.09.2022), Jair Bolsonaro (PL) ficou na segunda posição, com 31%. O presidenciável Ciro Gomes (PDT) conseguiu 7%, na terceira colocação

247 - A pesquisa Ipec, divulgada nesta segunda-feira (19) e encomendada pela Globo, mostrou o candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em primeiro lugar, com 47% dos votos (46% na anterior, divulgada em 12/09). Jair Bolsonaro (PL) ficou na segunda posição, com 31% (mesmo percentual da anterior). 

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) conseguiu 7%, na terceira colocação (mesmo percentual da anterior). Em quarto lugar, Simone Tebet (MDB) teve 5% do eleitorado (eram 4% no último levantamento).

Soraya Thronicke (União Brasil) teve 1% (1% na pesquisa anterior). Seis candidaturas ficaram com 0% - Vera, do PSTU (0% na pesquisa anterior), Felipe d’Avila, do Novo (1% na pesquisa anterior), Constituinte Eymael, do DC (0% na pesquisa anterior), Sofia Manzano, do PCB (0% na pesquisa anterior), Léo Péricles, do UP (0% na pesquisa anterior) e Padre Kelmon (PTB): 0% (não estava na pesquisa anterior)Descrição: .

Brancos e nulos somaram 5% (6% na pesquisa anterior), e não souberam ou não responderam, 4% (4% na pesquisa anterior).

Foram entrevistados 3.008 eleitores entre os dias 17 e 18 de setembro em 181 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00073/2022.

Na pesquisa de 5/9, Lula teve 44% dos votos. Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 31% e Ciro em terceiro, com 8%. Simone Tebet teve 4%, em quarto lugar. Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe D'Ávila (Novo), com 1% cada.

EM TEMPO: "Bolsominios", está chegando a hora e será no primeiro turno. Alguma dúvida? Ok, Moçada!

Lula pode vencer em 1º turno mesmo sem voto útil; leia análise

 







A ideia é persuadir os eleitores de Ciro Gomes e de Simone Tebet, que rejeitam Bolsonaro, para que votem em Lula já no 1º turno. Foto: Ricardo Stuckert© Fornecido por Estadão 

ESTADÃO - João Villaverde (*)

A estratégia do voto útil ainda não aconteceu, indica a pesquisa Ipec, mas se ocorrer nos próximos dias será para confirmar uma tendência cada vez mais clara: a de que Lula pode ser eleito já em 1º turno. Há meses que o ex-presidente oscila entre 44-46% dos votos, algo muito próximo do limite dos chamados “votos válidos” (que exclui os votos em branco ou nulos). Agora, Lula subiu mais, chegando a 47% (ou 52% dos válidos).

Essa subida de Lula não ocorreu sobre o eleitorado de outras candidaturas, mas sim sobre os pouquíssimos eleitores que ainda não tinham se engajado por alguma candidatura em 2022. Eram só 6%, na semana passada, os que ainda respondiam “nulo ou branco” mesmo depois de ouvir o largo cardápio de nomes a disposição. Agora são apenas 5%. Pelo visto, Lula abocanhou quem ainda estava descrente.

Há poucos dias começou uma forte campanha petista pelo voto útil. A ideia é persuadir os eleitores de Ciro Gomes e de Simone Tebet, que rejeitam Bolsonaro, para que votem em Lula já no 1º turno. A ideia é clara: se você despreza tanto Bolsonaro, mesmo não tendo em Lula sua primeira opção, evite a possibilidade de um 2º turno fazendo um voto útil no ex-presidente.

Pela pesquisa Ipec, essa estratégia ainda não deu resultado. Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado, manteve seus 7%. A senadora Simone Tebet, do MDB, subiu mais um pouco desde a semana passada, chegando a 5%.

Isso quer dizer que há um volume expressivo de eleitores, cerca de 13 milhões de pessoas, que escutam os pesquisadores mencionarem os nomes de Lula e Bolsonaro, mas optam por Ciro e Simone. Compreender por que essas pessoas ainda não cederam aos apelos da chapa Lula-Alckmin é a missão principal dos estrategistas petistas para as duas últimas semanas de campanha.

De acordo com a pesquisa Ipec, é possível que Lula seja eleito em primeiro turno mesmo que não tenha qualquer migração de votos adicional de Ciro e Simone. É por isso que, argumento aqui, a eventual estratégia do voto útil levaria a uma confirmação, não a uma mudança de resultado. Ou seja, caso ganhe alguns pontos adicionais por conta do voto útil, a chapa Lula-Alckmin estaria eleita não com 51%, mas com 54% ou 55%. Venceria da mesma forma, mas com uma distância maior.

O percentual de votos em Bolsonaro é pouco importante nesta altura do campeonato: de nada adianta subir dos 31% que ele registra no Ipec, para, digamos, 35% ou mesmo 40%. Lula ainda pode vencer em 1º turno. A única estratégia que resta ao presidente que está agora fazendo comício em meio a um funeral na Inglaterra não é virar votos de indecisos ou de quem quer seja, mas sim reduzir a votação de Lula.

(*) JOÃO VILLAVERDE É PROFESSOR E DOUTORANDO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E GOVERNO PELA FGV-SP.

EM TEMPO: Quanto mais o Ciro bate em Lula, mais ele se afasta do seu eleitorado. 


 

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

PT aciona TSE contra Bolsonaro por discurso com tom eleitoral em Londres

 


ESTADÃO - Bruno Luiz 

Presidente Bolsonaro em Londres, acompanhado pela esposa, Michelle, e pelo pastor Silas Malafaia. Foto: Chip Somodevilla/Reuters© Fornecido por Estadão

 

SALVADOR - A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo discurso com tom de campanha neste domingo, 18, em Londres.

O PT considera que o chefe do Executivo cometeu abuso de poder político e econômico porque a fala foi feita na sacada da residência oficial do embaixador brasileiro no Reino Unido. A legislação eleitoral proíbe atos de campanha em prédios públicos.  “É um absurdo, uma coisa inaceitável, e o jurídico da campanha de Lula está preparando uma ação contra mais esse desrespeito à Justiça Eleitoral”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE), coordenador da campanha de Lula, ao comentar a ação em entrevista ao Broadcast Político. 

Bolsonaro está em Londres para o funeral da Rainha Elizabeth II. No discurso, ele repetiu o tom usado em atos eleitorais para fazer críticas ao adversário petista. “Sabemos quem é do outro lado e o que eles querem implantar em nosso Brasil. A nossa bandeira sempre será dessas cores que temos aqui [apontando para a bandeira do Brasil na sacada da residência]: verde e amarela. Jamais aceitaremos o que eles querem impor”, disse o candidato à reeleição. O presidente ainda disse que vencerá o pleito em 1º turno. “Eu estive no interior de Pernambuco. A aceitação é simplesmente excepcional. Não tem como a gente não ganhar no 1º turno”, afirmou.

Uso de imagens

A senadora Soraya Thronicke (União Brasil), candidata à Presidência, e a vereadora Erika Hilton (PSOL-SP), candidata a deputada federal, pediram ao TSE que proíba Bolsonaro de usar imagens de sua viagem a Londres na campanha. Em seu pedido, a candidata do União Brasil apontou que, se confirmado o uso eleitoreiro do evento, “estar-se-á diante de clara situação de emprego de recursos patrimoniais públicos em benefício de sua candidatura, em flagrante abuso do poder econômico e político”.

Como o Estadão já mostrou, fontes próximas ao presidente apontaram que a possibilidade de fazer imagens para a propaganda eleitoral pesou para sua decisão de comparecer ao ato.

EM TEMPO: Bozo é um fora da lei e se aproveita, provocando o TSE,  porque, infelizmente,  tem apoio de uma parcela considerável dos militares. Paralelamente ao lance do "imbrochável" o Bozo é "insentimental", tanto quanto a morte da Rainha Elizabeth II, quanto aos que morreram por COVID 19

domingo, 18 de setembro de 2022

“Meu país é o Brasil, bandeira de 215 milhões de pessoas”, diz Lula em Santa Catarina

(Foto: Ricardo Stuckert)

Em Florianópolis, ex-presidente rebate falsos patriotas que tentam se apropriar dos símbolos nacionais

18 de setembro de 2022

247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu falsos patriotas que tentam se apropriar dos símbolos nacionais e empunhou com orgulho as bandeiras do Brasil e do Partido dos Trabalhadores neste domingo (18/09), na Praça Tancredo Neves, em Florianópolis, durante o ato Todos Juntos por Santa Catarina.

 “Essas pessoas precisam aprender algumas coisas e nosso papel é ensinar. Eu pedi as duas bandeiras [do Brasil e do PT] porque, normalmente, um fascista que não tem partido político, que nunca organizou um partido político, que não gosta do povo e que não respeita ninguém, ele diz o seguinte: meu partido é o Brasil”, disse.

“Essa bandeira [do Brasil] não é de um partido, é a de 215 milhões de brasileiros que amam esse país. Eles utilizam essa bandeira porque eles não têm o orgulho de dizer: esse é o meu partido. E o Partido dos Trabalhadores me dá muito orgulho de ter criado”, afirmou Lula.

Em seu discurso, o ex-presidente questionou onde estão as obras de Jair Bolsonaro em Santa Catarina, defendeu o legado no estado dos governos dele e de Dilma Rousseff, que também esteve presente, e disse que seu objetivo é voltar a comandar o Palácio do Planalto para reconstruir o Brasil, sobretudo criando oportunidades para os jovens.

“Nós temos que assumir a responsabilidade, mais uma vez, de devolver ao país a alegria, a esperança, a felicidade, o direito de sorrir, de comer três vezes ao dia, de sonhar com universidade. Nós não queremos tirar nada de ninguém. O que nós queremos é ter uma casa, criar nossos filhos em paz e harmonia, que eles possam estudar, tirar um diploma de doutor, porque não é privilégio dos ricos, é direito de todos”, declarou.

Fome

Lula também citou a volta do país ao Mapa da Fome das Nações Unidas, mais um sinal do desgoverno Bolsonaro, e que políticos de extrema-direita tentam fingir que o problema não assola Santa Catarina, enquanto a plateia lamentava o aumento do número dos moradores de rua na capital catarinense.

“Eu sei que muita gente aqui nesse estado fala: Santa Catarina não tem fome. Eu sei, eu sei. Mas eu sei que esse estado aqui tem pelo menos 500 mil pessoas passando fome. Os dados do IBGE demonstram isso e as pessoas tentam esconder. Não é possível! Se a gente sabe que tem 500 mil, vamos dar comida para essas 500 mil, vamos dar emprego”, garantiu.

O ex-presidente recordou ainda os 580 dias que passou preso ilegalmente em Curitiba, no Paraná, quando foi retirado da disputa das eleições de 2018. “Eles pensaram: não, o Lula já está com não sei quantos anos, em 2022 ele vai estar velhinho, ele não vai poder concorrer. Ah, eles não sabem o que é um pernambucano apaixonado. Eles não sabem que o que deixa uma pessoa velha não é a idade, é a falta de motivação para viver. É a falta de uma causa. E eu tenho uma causa. A minha causa chama-se Brasil, a minha causa chama-se povo brasileiro e esse povo vai voltar ter emprego, vai voltar a comer, vai voltar a passear, vai voltar a rir e vai voltar a ser feliz outra vez”, completou.

Democracia

Décio Lima, prefeito de Blumenau entre 1997 e 2005, deputado federal de 2007 até 2019, e atualmente concorrendo ao governo estadual, disse que Lula é um injustiçado como foi “Pepe Mujica, Mandela, Martin Luther King e Mahatma Gandhi”.

Ele também citou Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que dias antes de ser encontrado morto havia sido afastado do cargo por causa de uma investigação judicial questionada por especialistas.

“Ontem fez cinco anos deste acontecimento cruel. O Brasil foi vítima de poderes que deveriam proteger o povo. Mas Santa Catarina dará ao presidente Lula aquilo que falta para ele ganhar no primeiro turno, aquele 1% que talvez ainda falte. Lula veio pra cá para vencer no primeiro turno com a força do povo catarinense”, atestou.

Já o senador Dário Berger, que disputa a reeleição, citou a importância do pleito de outubro para reestabelecer a ordem democrática e ajudar a enterrar qualquer tentativa golpista.

“Talvez essa seja uma das eleições mais importantes das últimas décadas, o que está em jogo é o futuro de Santa Catarina, do Brasil, da democracia e do estado democrático de direito. De fato, o Brasil piorou muito nos últimos 4 anos, retrocedeu, voltou ao mapa da fome. O Brasil que estamos vivendo hoje não é o que queremos, e para reconstruir este país nós só temos uma oportunidade, e essa pessoa se chama Lula”, completou.

sábado, 17 de setembro de 2022

Os famosos que trocaram Ciro e declararam voto útil em Lula


Yahoo, Henrique Nascimento

sáb., 17 de setembro de 2022

Tico Santa Cruz em protesto à favor da democracia em 2016; eleitor de Ciro Gomes, vocalista do Detonautas afirmou que votará em Lula para impedir reeleição de Bolsonaro (Foto: Luiz Souza/NurPhoto via Getty Images)

Com as eleições cada vez mais próximas, tudo indica que o pleito deve ser disputado pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, do PT, e o atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro, do PL.

Frente ao cenário, mesmo os eleitores mais ferrenhos de Ciro Gomes, candidado pelo PDT, atualmente em terceiro lugar nas pesquisas, estão mudando de opinião e trocaram o voto do pedetista para o petista com a intenção de derrotar Bolsonaro já no primeiro turno. Um dos exemplos mais recentes é Tico Santa Cruz. O vocalista dos Detonautas é apoiador de Ciro desde 2016, ele declarou em suas redes sociais, neste sábado (17), que está abrindo mão do voto no seu candidato para "resolver [a eleição] no primeiro turno":

"Trabalharemos mais 4 anos, sim. Ciro Gomes, 2026 é logo ali e vamos nos esforçar para que ele tenha sua chance. Agora precisamos dar fim a esse regime de ódio e sofrimento. Resolver no primeiro turno. O voto útil no Lula é o caminho para encerrar esse ciclo de tragédias", escreveu no Twitter.

"Se há um paciente em estado gravíssimo e temos como salvá-lo agora, por que esperar mais 30 dias?", seguiu. Ele reforçou que, apesar da mudança, está pensando no problema maior, que é a possível reeleição de Bolsonaro.

"Não estou deixando de lado o projeto que acredito. Também não estou assinando cheque em branco. Seguirei atento, como sempre estive, e crítico. Não aguento mais tanta violência, miséria, fome. Tanta vergonha", afirmou.

"Não precisa fazer o 'L' [de Lula], nem desfilar de toalha, nem tirar foto abraçado e sorrindo com o Lula. No silêncio da cabine, você, seu coração e sua consciência podem resolver isso no dia 2 de outubro! Vamos resolver! Meu voto será pra isso. Sou Ciro, mas vou de Lula no primeiro turno." A seguir, relembre outros famosos que também trocaram Ciro por Lula para impedir a reeleição de Bolsonaro:

Fábio Porchat

Durante entrevista ao podcast "Papagaio Falante", em junho deste ano, o humorista, que integra o "Porta dos Fundos", reiterou que seu voto é em Ciro Gomes, mas até as eleições poderia mudar de ideia. "Se chegar agosto e o Ciro continuar com 7% [das intenções de voto] e o Lula puder ganhar no primeiro turno, para tirar esse animal, esse verme, esse câncer que está no poder, eu vou pintado de estrela vermelha, cantando 'Lula lá' [música tema do candidato], voto apertando 13 trezentas vezes", afirmou Porchat.

"A verdade é que a gente está lidando com um cara que é abjeto, que não tem humanidade. É uma pessoa que, durante a pandemia que matou 670 mil pessoas no Brasil, imita gente morrendo engasgada. Ele ri disso, fala: 'não sou coveiro'. Não está nem aí para as pessoas", continuou criticando Bolsonaro.

Caetano Veloso

Em uma publicação de agosto passado, após a sabatina de Lula no "Jornal Nacional", Caetano Veloso afirmou que, "racionalmente falando", votaria em Ciro, mas votará no petista para elegê-lo no primeiro turno: "Chorei vendo Lula no 'JN'. Mais do que quando votei nele em 2002. Tanto da nossa história!", declarou. "Racionalmente falando, meu candidato é Ciro. Mas Lula arrebata. Sou um brasileiro típico. Voto em Lula. Rio de Janeiro inteligente, vote em Marcelo Freixo [para governador]. Nada de falsas nuances", acrescentou, fazendo campanha para o candidato do PSB para o governo do Rio de Janeiro.

Felipe Neto

O youtuber e empresário Felipe Neto também trocou Ciro por Lula e anunciou os motivos em suas redes sociais: "Com o objetivo de derrotar o monstro genocida que destruiu o Brasil nesses quatro anos. Pelo fim do medo, da fome, do negacionismo, da incompetência. Declaro meu voto em Lula 13 no primeiro turno das eleições para a presidência do Brasil", escreveu. Assim como Tico Santa Cruz, Felipe Neto também avisou que manterá a cobrança ao ex-presidente, caso seja eleito para um novo mandato.

"Meu apoio é pela esperança de voltarmos a ser um país que cresce, mas a cobrança será grande, como tem que ser com qualquer um", acrescentou.

EM TEMPO: É isso aí "moçada". Vamos resolver a fatura logo no primeiro turno. Pois se trata da luta entre a democracia e o fascismo. Vamos pela democracia. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Pedetistas largam a mão de Ciro e pedem 'voto necessário' em Lula


Yahoo, Redação Notícias

sex., 16 de setembro de 2022

Dissidentes de Ciro, integrantes históricos do PDT defendem apoio em Lula como candidatura que pode derrotar Bolsonaro ainda em primeiro turno. REUTERS/Adriano Machado

Dezessete ex e atuais integrantes históricos do PDT (Partido Democrático Trabalhista) assinaram um documento intitulado “Trabalhistas pela democracia: o voto necessário”.

O texto faz críticas ao candidato à Presidência pela sigla, Ciro Gomes, que eles acusam de ter “mudado de postura” desde 2018. Os signatários convocam os agremiados a votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no primeiro turno contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).

 “Durante o ano de 2018, Ciro denunciou a obsessão persecutória de Sergio Moro contra Lula. Chegou até mesmo a defender atitudes heroicas, como levar o ex-presidente a uma embaixada para solicitar asilo político. Entretanto, por conta das divergências dentro do próprio campo de esquerda, não foi possível garantir a aliança eleitoral de Ciro e Lula”, diz a carta.

No documento, Ciro é criticado por usar tom “chulo” contra o petista após não receber apoio do PT para a candidatura em 2018.

“Não vamos gerar um desgaste ainda maior com a postura de Ciro, expondo por vezes seu vocabulário chulo nos vídeos e redes sociais. Não é essa nossa intenção”, diz um dos trechos do documento. “Porém, cabe lembrar que quem assume o tom ‘polarizador’ no pior sentido do termo é o pedetista, que agora adota uma postura de ex-companheiro de trincheira”, acusa o texto.

Os pedetistas ainda apontam que Ciro já não consegue mais manter “uma sintonia fina” com o campo progressista e lamentam a mudança de postura do ex-ministro. Eles apontam o comportamento como motivo para eleitores dele votarem em Bolsonaro no segundo turno.

“O ano é 2022. Aquele Ciro que conseguia se manter numa sintonia fina com o campo progressista já não existe mais. Se em 2018 a grande maioria da militância trabalhista foi às ruas pedir votos para Fernando Haddad, atualmente vemos infelizmente alguns colegas dizerem que irão votar nulo em um eventual segundo turno. Há outros que pensam em apoiar até mesmo Bolsonaro. Mais do que indignação, ver o projeto nacional de desenvolvimento errar na sua composição tática e estratégica é motivo de muita tristeza e decepção”, apontam.

O documento é concluído com a orientação para que “aqueles que possuem a mesma visão não vacilem”, e votem em Lula para apoiar “a única candidatura capaz de derrotar o bolsonarismo já no primeiro turno”.

“Não se trata de voto útil. É uma necessidade histórica, algo que, mais uma vez, lamentamos ver Ciro Gomes, uma figura ímpar para pensar o desenho institucional do país, ser incapaz de enxergar essa quadra da história. Diante disso, convocamos militantes trabalhistas e dissidentes a apoiarem o ex-presidente Lula no primeiro turno”, conclui o texto.

EM TEMPO: Existe uma música antiga do cantor Marcos Vale, intitulada: "Com mais de 30". A letra da música diz num dos trechos que: "... não confio em ninguém com mais de 30 anos...". Aqui cabe um alerta ao possível governo Lula: O Ciro, "Coronel Político" que sempre foi, não poderia ter sido Ministro do governo Lula de forma alguma. Pois ninguém muda  o comportamento com mais de 30 anos. Ou alguém acredita que Bozo vai ser um homem "bom" a partir de agora, incentivando a proliferação do armamento, da população civil,  e dos Clubes de Tiro?