segunda-feira, 25 de julho de 2022

Deter a ameaça golpista com a luta popular nas ruas


Edmilson Costa – Secretário Geral do PCB

A recente reunião de Bolsonaro com embaixadores é uma mistura de confissão de uma derrota anunciada; tentativa de amedrontar o país com ameaça de golpe a partir de um conjunto de mentiras seguidamente repetidas, buscando encontrar justificativas para cancelar as eleições; preparação de suas milícias fascistas para desencadear o caos no processo eleitoral, tentando paralisar a oposição; fanfarronices típicas de um animal ferido e desesperado diante, inclusive, da possibilidade de vir a ser preso, junto com os seus filhos e aliados, no período pós-eleitoral. Além disso, trata-se da velha tática diversionista de desviar a atenção para o fracasso e os crimes cometidos por este governo genocida.

Primeiro, todos sabem que Bolsonaro é lumpen abominável e sem escrúpulos, um genocida responsável por mais de 670 mil mortes e pela destruição do país, um presidente que está isolado, mas que não pode ser subestimado. Ele sabe que a eleição já está perdida, que as suas manobras para manipular o processo eleitoral através da compra de votos com a PEC kamikaze não irão dar resultado. Portanto, a exemplo daquilo que Trump fez nas eleições dos Estados Unidos, ele segue um roteiro manjado. Busca desqualificar e desmoralizar o processo eleitoral com denúncias ridículas para justificar sua derrota eleitoral e se blindar em relação às prováveis consequências no momento pós-eleitoral.

Segundo, a avaliação dessa reunião com embaixadores é a de que a mensagem do genocida não foi para os embaixadores, pois todos eles sabem exatamente quem é o presidente brasileiro. O discurso de Bolsonaro foi endereçado às suas milícias fascistas visando colocá-las em movimento para incentivar a baderna, como já vimos recentemente no assassinato do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, nas agressões à caminhada de Marcelo Freixo no Rio de Janeiro e nas bombas de fezes contra manifestações de Lula. Bolsonaro sabe perfeitamente que, num clima de tranquilidade, ele é um homem derrotado e desmoralizado.

Portanto, estimula o caos porque imagina que só numa conjuntura dessa ordem pode obter justificativa para não reconhecer o resultado das eleições ou para impor um eventual cancelamento do pleito. Bolsonaro estica a corda para testar até onde pode ir com suas ameaças. E se não ocorrer uma respostas à altura, ele vai prosseguir com suas provocações porque, quanto mais se aproximam as eleições e a derrota, mais desesperado ele fica e mais ele vai apelar para que suas milícias atuem no sentido de tumultuar, de agredir e de espalhar o medo.

Mas não se pode esquecer que as ações espetaculosas de Bolsonaro são muito bem calculadas e já foram realizadas em vários momentos de dificuldades de seu governo. Visam desviar a atenção da população para os verdadeiros problemas vividos pelo povo trabalhador, como a carestia, o desemprego e informalidade de milhões de trabalhadores, bem como os mais de 33 milhões de brasileiros que estão nas filas da fome disputando ossos e pelancas de carne nos caminhões de lixos em várias regiões do Brasil.

Que fazer?

Banqueiros Candido Bracher, João Moreira Salles e Roberto Setubal assinam manifesto em defesa da democracia


O GLOBO - Ivan Martínez-Vargas

seg., 25 de julho de 2022 

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) divulga nesta terça-feira um manifesto de juristas, empresários, artistas, advogados e entidades da sociedade civil em defesa da democracia. O texto tem mais de 3 mil assinaturas e é uma resposta aos reiterados ataques de Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eleitoral e às instituições, embora não mencione diretamente o nome do presidente. Após o manifesto, haverá um evento no Largo de São Francisco, no dia 11 de agosto, em defesa da democracia brasileira.

Banqueiros como Roberto Setubal, João Moreira Salles e Candido Bracher (acionistas e ex-presidente do Itaú Unibanco, respectivamente), além do presidente do Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira, estão entre os que assinaram o texto que critica a retórica de Bolsonaro. A informação é do diretor da faculdade, Celso Campilongo.

Também subscrevem o texto empresários como Guilherme Leal, Pedro Passos e Fabio Barbosa (da Natura), Horácio Lafer Piva (ex-presidente da Fiesp) e Walter Schalka (presidente da Suzano).

“Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o Estado Democrático de Direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional”, diz o texto, em alusão à retórica golpista de Bolsonaro.

Ao abordar o período eleitoral, o texto afirma: “ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições”. A carta também defende as urnas eletrônicas, que classifica como "seguras e confiáveis", em contraposição aos ataques de Bolsonaro, sem provas, ao sistema eleitoral.

O documento ainda diz que os signatários vão “deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática”.

domingo, 24 de julho de 2022

O fracasso dos militares


No Brasil, a incompetência militar se vê agravada pela sua submissão à estratégia militar e internacional de outro país



Jair Bolsonaro, o general Augusto Heleno (ministro do GSI) e militares (Foto: Fernando Frazão - Agência Brasil)

Por José Luís Fiori (*) & William Nozaki (**), no portal A Terra é Redonda

“Existe uma psicologia bem compreendida da incompetência militar […]. Norman Dixon argumenta que a vida militar, com todo o seu tédio, repele os talentosos, deixando as mediocridades, sem inteligência e iniciativa, subirem na hierarquia. No momento em que alcançam cargos importantes de tomada de decisão, essas pessoas tendem a sofrer alguma decadência intelectual. Um mau comandante, argumenta Dixon, nunca quer ou é incapaz de mudar de rumo quando toma a decisão errada” (Ferguson, N. Catástrofe. Editora Planeta, p. 184).

Qualquer pessoa de bom-senso – dentro e fora do Brasil – se pergunta hoje como foi que um segmento importante dos militares brasileiros chegou ao ponto de conceber e levar adiante um governo militarizado e aliado a grupos e pessoas movidas por um reacionarismo religioso extremado, e por um fanatismo econômico e ideológico completamente ultrapassados, todos “escondidos” atrás de um personagem grotesco e um “mau militar”, como afirmou o general Ernesto Geisel em outro momento?

O historiador britânico Niall Ferguson defende a tese da incompetência universal dos militares para o exercício do governo democrático, e aponta algumas razões que explicariam tal incapacidade a partir da própria vida interna dos quartéis e da carreira militar. No caso específico da geração atual de militares brasileiros, há um contingente que vem se dedicando, há três anos, a desmontar aquilo que seus antecessores do século passado mais prezavam: o setor energético brasileiro.Descrição: .

Os militares brasileiros sempre tiveram uma visão elitista e caricatural do país, imaginando um país sem cidadãos e onde as classes sociais próprias do sistema capitalista são vistas com desconfiança e como uma ameaça à ordem social definida por eles segundo critérios ancorados, em última instância, na sua vassalagem internacional. Dentro desta concepção de um país sem sociedade civil, eles sempre se consideraram os verdadeiros responsáveis pela moral pública e pela definição do que fosse o “interesse nacional” dos brasileiros.

Casos de tortura de presos disparam no governo Bolsonaro


Yahoo Notícias, dom., 24 de julho de 2022

Policial puxando a camiseta do prisioneiro durante o interrogatório. (Foto: Getty Creative)

Os número de casos de tortura dispararam no governo Bolsonaro e devem bater o recorde neste ano. Foram pelo menos 44,2 mil denúncias feitas aos juízes em audiências de custódia de 2019 para cá. Nos três anos anteriores, de 2016 a 2018, o total foi de 20,9 mil. As informações são do portal Metrópoles.

Os dados repassados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) representam os relatos feitos nas primeiras 24 horas da prisão, quando acontecem os depoimentos a juízes durante audiências de custódia. Nesse momento, uma pessoa que está presa há no máximo um dia é ouvida por um juiz e é questionada se sofreu algum abuso no momento da detenção.

Depois, o magistrado decide se a prisão é devida e se foi feita dentro da lei. Também participam dessa audiência o Ministério Público, a Defensoria Pública ou um advogado. O detento tem o direito de permanecer em silêncio.

Esses casos são registrados pelo CNJ como “tortura/maus tratos”. Os dados passaram a ser organizados em 2015, quando o órgão era presidido pelo ministro Ricardo Lewandowski. Nesse ano, os números ainda eram incipientes. Em 2016, foram 4,3 mil denúncias de tortura; em 2017, 8,4 mil; em 2018, 8,2 mil. Os números se referem ao fim do governo Dilma Roussef (PT) e ao início da gestão de Michel Temer (MDB), com uma média anual de 7 mil ocorrências.

Sob Bolsonaro, os números explodiram e passaram a uma média anual de 12,6 mil: 13,9 mil relatos de tortura em 2019; 6,6 mil em 2020, no auge da pandemia; 12,4 mil em 2021; e 11,2 mil entre janeiro e julho de 2022. Caso esse ritmo se mantenha, é possível que o país alcance uma marca histórica de 19 mil casos relatados de tortura.

Em geral, as denúncias se assemelham àquelas feitas em 2018 por dez homens detidos que haviam sido detidos pelo Exército durante a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Durante a audiência de custódia, os homens mostraram as marcas das agressões pelo corpo, que foram fotografadas pelos defensores públicos.

O Ministério dos Direitos Humanos não quis se pronunciar sobre o aumento de casos de tortura.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Prefeito de Garanhuns também foi vaiado durante ato com Lula

 Por Magno Martins

  • Edição de Ítala Alves - Em 20.07.2022

Anfitrião do ato em Garanhuns, o prefeito Sivaldo Albino (PSB) também foi vaiado durante o evento com o ex-presidente Lula e toda Frente Popular. O gestor garanhuense que apresentou o seu filho, Cayo Albino (PSB), para estadual, mobilizou diversos apoiadores para o evento, mas os aplausos dos aliados foram abafados pelos protestos dos demais. As informações são do blog Cenário.

Acesse o link e assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=spbf3-yU2RQ&t=2s

EM TEMPO: O prefeito Sivaldo Albino é o mesmo que em meados de 2016 participou, aqui em Garanhuns/PE, de uma passeata pelo impedimento da ex-presidente Dilma e detonando o ex-presidente Lula. Pior é que o PT local apoiou esse "carrasco" nas Eleições 2020. Hoje, muitos dos que votaram no Prefeito estão arrependidos. Mas, agora é tarde. Afinal, não votaram no "velhinho/jovial" (rsrsrs) Paulo Camelo porque não quiseram. 


Insatisfeitos com o ministro da Defesa, militares da ativa dizem ao STF que não endossam ataques às urnas


Por Valdo Cruz

Comentarista de política e economia da GloboNews. Cobre os bastidores das duas áreas há 30 anos

 20/07/2022

Ataques do presidente Bolsonaro às urnas tem encontrado eco na postura do ministro Paulo Sérgio Nogueira, hoje visto por colegas da ativa do Exército mais como político do que como militar.


O general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa, em audiência no Senado sobre a participação das Forças Armadas no processo eleitoral — Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Insatisfeitos com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, militares do Alto Comando do Exército entraram em contato com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para informar que não endossam as tentativas de desacreditar as urnas eletrônicas. Ataques às urnas têm partido do presidente Jair Bolsonaro e encontrado eco na postura de Nogueira à frente do ministério. O próprio Bolsonaro já disse que não tem provas, suas acusações já foram desmentidas, mas ele mantém a estratégia de tentar descredibilizar as urnas e o sistema eleitoral.

Segundo militares da ativa, Bolsonaro ultrapassou todos os limites ao reunir embaixadores sediados em Brasília para fazer ataques contra ministros do STF e contra o processo que rege as eleições do país, na segunda-feira (18). Na avaliação desses militares, o encontro serviu para desgastar ainda mais a imagem do Brasil no exterior.

Valdo Cruz diz: Para embaixadores, fala de Bolsonaro sobre urnas eletrônicas não convenceu

Presente à reunião com embaixadores, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, hoje é visto por seus colegas da ativa do Exército mais como um “político” do que como um militar. General de quatro estrelas, Nogueira era classificado dentro do Exército como um militar “sensato”, mas que acabou mudando de postura ao assumir o ministério.

Isolamento

A decisão dos militares de mostrar que não estão alinhados ao discurso presidencial, num momento em que Bolsonaro subiu ainda mais o tom, foi bem recebida dentro do STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente da República pode acabar ficando isolado em sua estratégia política, restando a ele se apoiar no restrito grupo de apoiadores de primeira hora e nos militares da reserva que levou para dentro do governo.

Outro baque para Bolsonaro foi a nota da embaixada dos Estados Unidos em Brasília, divulgada nesta terça-feira (19). A embaixada elogiou as urnas eletrônicas e afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é um modelo para o mundo. A manifestação foi citada por aliados de Bolsonaro no Centrão como uma prova do erro político do presidente em realizar o encontro com embaixadores. Apoiadores de Bolsonaro eram contra essa iniciativa. A embaixada americana foi uma das que participaram da reunião.

Segundo assessores, a repercussão do encontro foi muito negativa, não só no mundo político, mas também nas redes sociais, um terreno em que o bolsonarismo tem forte atuação. Ou seja, segundo eles, o presidente acabou sofrendo mais desgastes ao decidir fazer novos ataques às urnas eletrônicas para representantes da comunidade internacional.

EM TEMPO: Bozo é tão ruim que nem os EUA e a CIA querem apoiá-lo numa aventura golpista. Há indício de que a "matriz" dos militares brasileiros tenha dado um recado mais duro nos bastidores. Pois é incomum essa movimentação  de alguns militares do Alto Comando do Exército. Puxão de orelha à vista (rsrsrs). 

Transparência Internacional desmente Bolsonaro e alerta para ‘deterioração democrática’ no País

 

Foto: TV Brasil

ESTADÃO - Davi Medeiros

© Fornecido por Estadão O presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu embaixadores estrangeiros para disseminar dúvidas e informações inconsistentes sobre as urnas eletrônicas. 


 

Transparência Internacional endereçou a embaixadores, nesta terça-feira, 19, um documento desmentindo afirmações do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro. A organização afirma que o chefe do Executivo “insiste em mentiras” e alerta a comunidade internacional sobre um “iminente risco de ruptura eleitoral” no País.

O documento, elaborado em parceria com a agência de checagem de fatos Lupa, desmente declarações do presidente sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Supremo Tribunal Federal (STF) e supostas conclusões de inquéritos da Polícia Federal sobre o sistema eletrônico de votação. Como também mostrou o Estadão Verifica, as dúvidas lançadas por Bolsonaro sobre a segurança das urnas já foram esclarecidas pela Justiça Eleitoral ou têm como base informações inconsistentes. 

A Transparência Internacional fez um apelo para que a ação do presidente seja interpretada como grave, não como uma “sandice”. A organização apontou uma suposta “deterioração do estado democrático brasileiro” e afirmou que o evento de Bolsonaro com embaixadores dissipa “qualquer dúvida sobre o grave processo de desestabilização em curso” no País.

“Minimizar a conduta do presidente como bravata irresponsável ou sandice é imprudente. A comunidade internacional deve ter consciência da degradação democrática, iminente risco de ruptura eleitoral e conflagração violenta no Brasil, com graves consequências à estabilidade internacional”, diz o documento.

Na última segunda-feira, 18, o presidente Bolsonaro se reuniu com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada para disseminar informações já desmentidas sobre a lisura do processo eleitoral brasileiro. O chefe do Executivo tem intensificado ataques ao sistema de votação e tentado desacreditar os ministros da Corte eleitoral, insinuando com frequência que eles agiriam para beneficiar seu principal adversário nas urnas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

EM TEMPO: Só Bozo é capaz do Brasil passar por esse vexame. É uma vergonha.

terça-feira, 19 de julho de 2022

‘Bolsonaro cometeu crime de traição e anunciou que vai dar um golpe', diz Dilma Rousseff

Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Facebook | Clauber Cleber Caetano/PR)

 





Para a ex-presidente, o encontro de Bolsonaro com embaixadores para atacar o sistema eleitoral deixou claro que ele sabe que perderá a eleição para Lula

19 de julho de 2022

247 - A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) se pronunciou nesta terça-feira (19) pelo Twitter após Jair Bolsonaro (PL) promover um encontro com embaixadores na segunda-feira (18) no Palácio da Alvorada para disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas e atacar o sistema eleitoral brasileiro e as instituições.

Para Dilma, Bolsonaro cometeu crime de traição e anunciou que tentará dar um golpe de Estado neste ano.

>>> Após reunião golpista de Bolsonaro com embaixadores, oposição aciona STF por crime contra o Estado Democrático de Direito

Além disso, o gesto, segundo a ex-presidente, deixa claro que o chefe do Executivo sabe que perderá a eleição para o ex-presidente Lula (PT)

Dilma também cobrou uma reação por parte das instituições. "Bolsonaro cometeu ontem um ato de traição ao Brasil. É a 1ª vez que um presidente convoca o mundo para anunciar que vai dar um golpe. Com este ato, Bolsonaro confessa que vai perder a eleição para Lula. Até quando as instituições serão complacentes com essa vergonha autoritária?".

Acesse o vídeo, comentando a reunião de Bozo com os Embaixadores.

https://www.youtube.com/watch?v=Mv46SA53Nps&t=10s

New York Times compara Bolsonaro a Trump; imprensa internacional cita ‘teoria da conspiração’

Foto: TV Brasil


ESTADÃO - Davi Medeiros 

© Fornecido por EstadãoBolsonaro usou o Palácio da Alvorada para reunir embaixadores de vários países e repetir suspeitas já desmentidas por órgãos oficiais sobre as eleições de 2018 e a segurança das urnas eletrônicas. 

 

Veículos da imprensa internacional repercutiram a investida do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra urnas eletrônicas na tarde desta segunda-feira, 18. Jornais do mundo inteiro noticiaram o encontro em que o chefe do Executivo disse a diplomatas estrangeiros, sem apresentar provas, que há inconsistências na segurança do processo eleitoral brasileiro. O americano The New York Times, um dos jornais de maior relevância no mundo, chamou o gesto de Bolsonaro de “potencial prévia” de sua estratégia para uma eleição na qual, como apontam as pesquisas, “ele pode perder de forma esmagadora”. 

Assim como o Estadão, a publicação ouviu participantes do encontro sob condição de anonimato. Diplomatas disseram ao jornal americano que se preocuparam com a possibilidade de o presidente estar “preparando o terreno para contestar os resultados da eleição se ele perder”. O NYT sugeriu que Bolsonaro pode estar seguindo as pegadas do ex-presidente americano Donald Trump, que atiçou apoiadores contra o sistema eleitoral dos Estados Unidos em uma ação que desembocou no ataque ao Capitólio, no início do ano passado, que deixou 5 mortos. “Assim como Trump, Bolsonaro parece estar desacreditando a votação antes que ela aconteça, em um suposto esforço para aumentar a confiabilidade e a transparência”, afirmou o jornal norte-americano.

O costarriquenho La Nación destacou o fato de não haver provas que fundamentem o discurso de Bolsonaro contra as urnas. O jornal ressaltou a polarização que há no País entre o atual presidente e seu principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é líder nas pesquisas de intenção de voto. La República, da Colômbia, noticiou que o presidente brasileiro compartilhou sua “preocupação” com diplomatas e que ele tem questionado “repetidamente” o sistema de votação do País. A publicação ainda lembrou que a Argentina, governada pelo esquerdista Alberto Fernández, não foi representada no encontro.

O serviço de notícias americano Bloomberg classificou os questionamentos de Bolsonaro como “velhas e refutadas teorias da conspiração”. “Bolsonaro, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todas as pesquisas de opinião, repetidamente questionou a confiabilidade do sistema de votação eletrônica do Brasil, até mesmo alegando sem provas que sua eleição de 2018 foi fraudada e que ele deveria ter vencido no primeiro turno”, disse a reportagem.

EM TEMPO: Convém lembrar que Bozo foi expulso do exército,  por indisciplina, e o ex-presidente Ernesto Geisel, dizia que Bozo era mal militar e seu Comandante do Exército, general Leônidas Pires, proibiu que Bozo tivesse acesso as dependências do exército. Além do mais acenou com um atentado terrorista ao planejar jogar uma bomba na Adutora do Guandu no RJ. Perguntar não incomoda: 

1 - O que foi que houve com a formação militar dos nossos militares do governo Ernesto Geisel para cá?;

2 - O treinamento acadêmico deixou de existir e agora uma parcela deles passaram a ser dominados por um ex-militar arruaceiro? 

3 - Afinal são cerca de 11 generais que foram demitidos no governo do indisciplinado Bozo. O que  é que está acontecendo com alguns militares, inclusive de alto patente?

4 - Lembrando que as forças armadas foram bastante prestigiadas e equipadas nos governos Lula e Dilma. Alguém tem algo em contrário? 

Bolsonaro repete teorias da conspiração e ataca urnas, STF e TSE a embaixadores

(Foto: REUTERS/Adriano Machado)


Yahoo, Redação Notícias

Bolsonaro repetiu teorias da conspiração e fez ataques sem provas às urnas eletrônicas durante reunião com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada, nessa segunda (18). 


presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou nessa segunda-feira (18) a repetir teorias da conspiração e ataques às urnas eletrônicas em reunião com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada. No início do encontro, Bolsonaro disse que basearia a apresentação em um inquérito da PF (Polícia Federal) sobre o suposto ataque hacker ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante as eleições de 2018. Trata-se do mesmo inquérito apresentado pelo presidente em live em julho de 2021, quando ele apresentou uma série de mentiras e teorias que circulam em redes sociais para desacreditar o sistema eleitoral.

"Segundo o TSE, os hackers ficaram por oito meses dentro do computador do TSE, com código-fonte, senhas —muito à vontade dentro do TSE. E [a Polícia Federal] diz, ao longo do inquérito, que eles poderiam alterar nome de candidatos, tirar voto de um e mandar para o outro", disse Bolsonaro.

Bolsonaro também voltou a atacar os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, presidente do TSE, e Alexandre de Moraes, que assumirá o comando da Corte Eleitoral em 16 de agosto. "O senhor Barroso, também como o senhor Fachin, começaram a andar pelo mundo me criticando, como se eu estivesse preparando um golpe por ocasião das eleições. É o contrário o que está acontecendo", disse. O presidente ainda sugeriu que os ministros atuariam no TSE para barrar medidas de transparência. O objetivo, segundo Bolsonaro, seria eleger "o outro lado".

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Lula cumpre agenda em Pernambuco nos dias 20 e 21 de julho


Site do PT

 

Lula passará por Serra Talhada, Garanhuns e Recife, ao lado dos pré-candidatos ao governo Danilo Cabral (PSB) e ao Senado Teresa Leitão (PT). Veja os detalhes da agenda.

Lula em Pernambuco

Acompanhado do ex-governador Geraldo Alckmin, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Pernambuco na próxima semana (quarta e quinta, 20 e 21 de julho), para encontros com movimentos populares e atos públicos “Juntos por Pernambuco e pelo Brasil”. Lula passará por Serra Talhada, Garanhuns e Recife, ao lado dos pré-candidatos ao governo Danilo Cabral (PSB) e ao Senado Teresa Leitão (PT).

Na quarta-feira, o ex-presidente participa de ato público em Garanhuns, no fim da manhã, e em Serra Talhada, no fim da tarde. No dia seguinte, em ato em Recife, Lula fecha a agenda no estado onde nasceu e de onde saiu aos sete anos, com a mãe dona Lindu e os irmãos, fugindo da fome. As agendas serão transmitidas pelas redes sociais do ex-presidente. Veículos de imprensa interessados na cobertura presencial podem se cadastrar no sítio do PT.

Ato público em Garanhuns

Dia: 20/07

Horário: A partir das 11h (credenciamento a partir das 9h)

Local: Arena 177 (Defronte ao Metroplaza)

Ato público em Serra Talhada

Dia: 20/07

Horário: A partir das 17h (credenciamento a partir das 14h)

Local: Antiga Estação Ferroviária

domingo, 17 de julho de 2022

Análise de redes: Anitta ‘fura bolha’ e cria engajamento até de bolsonaristas

Jair Bolsonaro e Anitta (Foto: Reuters/Adriano Machado | Reprodução)

 




 

17 de julho de 2022 

Apoio a Lula fez com que “grande parte do bolsonarismo, incluindo o próprio presidente”, divulgasse a cantora. “Caíram como um patinho”, ironizou Anitta

247 - Uma análise do engajamento provocado pelo apoio de Anitta ao ex-presidente Lula nas redes sociais revela que a cantora “furou a bolha” e teve seus perfis divulgados até pelo bolsonarismo - movimento contrário ao que ela destrinchou em abril, quando anunciou que não citaria mais o nome do ‘fulaninho’, como ela se refere a Jair Bolsonaro, e convocou artistas a fazerem o mesmo, justamente para não estimular esse engajamento, que acaba sendo favorável à extrema direita.

 “Caíram como um patinho”, ironizou desta vez Anitta, ao observar que, depois de declarar seu voto a Lula no primeiro turno, quem trabalhou para engajar o nome da cantora, além dos apoiadores do ex-presidente, foram os adversários políticos.

>>> Com apoio de Anitta, número de seguidores de astros que apoiam Lula salta para 330 milhões, mais do que o dobro de Bolsonaro

perfil “nóseconexões” no Twitter, que se define como “Projeto de pesquisas políticas, sociais e econômicas nas redes sociais para fins jornalísticos e artísticos de interesse público”, publicou neste domingo (17) uma análise desse engajamento: “Ela gera um buzz ‘contraditório’ a princípio e inverte a lógica dos sinais. Fazendo com que grande parte do bolsonarismo, incluindo o próprio presidente, divulguem ela. Com isso muitas pessoas fora da bolha PTista vão atrás das redes sociais dela para entender o que está acontecendo”.

Neste sábado, Bolsonaro aplaudiu um tuíte em que Anitta desautorizou candidatos do PT a usarem sua imagem, dizendo ter declarado voto apenas em Lula, mas reforçando que não é petista. Ao postar o aplauso, Bolsonaro foi obrigado a compartilhar a postagem da cantora. Resultado: um número de comentários e retuítes maior na postagem do presidente do que no da própria artista.

“Existe um movimento um tanto conturbado dentro da base PTista/Progressista? Sim. Mas esses já estão ‘ganhos’. Esse buzz ‘fura a bolha’, querendo você ou não”, diz outro trecho da análise publicada pelo perfil. “Existe o antiPTismo, mas todas as pesquisas demonstram que o ANTIBOLSONARISMO é muito maior. É importante entender que Bolsonaro só fala pra sua bolha. E a percepção da opinião pública está muito desfavorável para o presidente”.

>>> Anitta sugere a artistas citar o nome de Bolsonaro “o menos possível”: “eu trocaria o ‘fora fulaninho’ para ‘muda Brasil’

Na última semana, Bolsonaro admitiu o poder de influência da cantora ao falar com apoiadores em frente ao Palácio do Alvorada. Em mensagem direcionada aos “jovens da Anitta”, Bolsonaro criou uma narrativa falsa contra Lula, sinalizando seu incômodo com o apoio da artista ao petista.

Acesse o vídeo da Anita: https://www.youtube.com/watch?v=vn59tXlkscs&t=26s