terça-feira, 17 de maio de 2022

Em Sergipe, Bolsonaro ouve gritos da população por volta de Lula (vídeos)

(Foto: Reprodução)

Bolsonaro acenou para apoiadores, mas entre o público na rua havia também eleitores de Lula, que se manifestaram

17 de maio de 2022


247 - Jair Bolsonaro (PL) cumpriu agenda de campanha eleitoral antecipada nesta terça-feira (17) no interior de Sergipe, e ouviu manifestações da população pela volta do ex-presidente Lula. 

Ao participar da inauguração da duplicação de uma rodovia e, quando parou na cidade de Capela, ouviu vaias e gritos de "Lula!" de parte do público. Um outro vídeo registra jovens gritando "Lula" para o chefe do Executivo, que acena.

Durante o evento, quando Bolsonaro começou a apresentar os deputados federais de sua base de apoio que estavam presentes, o público presente saudava cada um deles com uma enorme vaia. Entre eles estão os deputados Bosco Costa (PL), Fábio Reis (PSD) e Gustinho Ribeiro (Republicanos).Descrição: .

Durante a agenda em Sergipe, Bolsonaro voltou a falar em armar a população e a ameaçar a processo eleitoral. "Para preservar a democracia não importam os meios", disse ele. 

https://www.brasil247.com/regionais/nordeste/em-sergipe-bolsonaro-ouve-gritos-da-populacao-por-volta-de-lula-videos

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Por que Bolsonaro volta a ter medo da cadeia

(Foto: ABr)


Para Moisés Mendes, quando diz que não teme prisão, porque Deus irá protegê-lo, Bolsonaro se imagina preso e se agarra ao imponderável. "É a hora do desespero"

Por Moisés Mendes (*), para o Jornalistas pela Democracia

 

16 de maio de 2022

A certeza de Bolsonaro de que é um homem imune a condenações e prisões o expõe como um sujeito atormentado pelo pesadelo do cárcere. Um poderoso certo de que ficará livre e impune, apesar dos crimes que sabe ter cometido, não fica repetindo que não teme a prisão, como ele disse nessa segunda-feira.

“Até já falam que eu vou ser preso. Por Deus que está no céu, eu nunca serei preso”, disse o pregador inseguro em evento no alto da colina da Associação Paulista de Supermercados. O que ele pode der dito é que espera ter apoio para não ser preso. Apoio daqueles que estavam ali e o aplaudiram, dos que não estavam e estão quietos, dos silenciosos da Fiesp, da OAB, de sindicatos, das chamadas organizações da tal sociedade civil. As entidades não só de supermercados, mas de gente de bem que vende bois, vacas, armas, juros, dólar e madeira e ouro das terras dos índios.

Bolsonaro sabe que, se as leis que valem para os outros, principalmente para pobres e negros, forem válidas também para ele, é quase certo que será preso. Mas conta com a blindagem que o protegerá. Não só dos militares e dos milicianos. Bolsonaro tenta acreditar que, já na sarjeta, terá apoio de quem o protege hoje, mesmo que precariamente. O que procura negar, mais como autoengano, é que perdedores não têm a proteção de ninguém. Se for derrotado, se ficar ainda mais alucinado depois da eleição, Bolsonaro não será nada. Talvez seja menos do que um Queiroz.

Os que hoje o aplaudem, quando ele diz que os banheiros dos supermercados não devem ser fiscalizados, vão largá-lo logo adiante. Nem Deus do céu se interessa muito por quem perde força e poder. Mas a questão está posta de novo, a partir da inquietação do próprio Bolsonaro. As instituições serão capazes de levar adiante não só os processos contra ele, mas contra todo o seu entorno? E têm força para mandar prender fascistas?

Pela Petrobras 100% estatal!

 

Boletim Sofia Manzano #2 – 02/05 a 11/05

Em Defesa da Petrobrás 100% estatal e a serviço da maioria da população brasileira (trabalhadores)!

Nossa pré-candidatura defende o fim da política de preços da Petrobrás de paridade de importação, que tem sacrificado a população com valores estratosféricos de combustíveis, gás de cozinha e outros derivados de petróleo, gerando uma inflação galopante e entregando a importadores larga fatia do mercado que pertencia à Petrobrás. 

Em consonância com a luta dos petroleiros também defendemos: a recuperação da estratégia de uma Petrobrás como empresa Integrada de Energia. A transição para o regime de monopólio estatal da exploração, produção, refino, petroquímica e distribuição; a retirada das ações da Petrobrás das bolsas de valores estrangeiras, visando o resgate da soberania energética do Brasil; a recuperação da capacidade de produção das refinarias, a Gestão da Petrobrás com transparência, democracia e constante fiscalização, tanto pela força de trabalho quanto por mecanismos de controle social a serviço do interesse da população brasileira, desde o planejamento de gestão e estratégia até a execução, a fim de evitar corrupção, nepotismo, apadrinhamento, demissões injustificadas.

Na nossa perspectiva o crescimento da produção deve ser orientado à capacidade de refino, de modo a permitir a exportação prioritariamente de derivados, uma vez suprido o consumo interno (para romper com a lógica de exportação de matéria-prima e importação de produtos industrializados). O Petróleo (e derivados) e energia devem servir como elementos de integração da América Latina, com viés de desenvolvimento econômico e social, e não meramente mercadológico. Devemos dar prioridade de exportação/importação aos países desta região.

CERCO MAIS BRUTAL DA GUERRA DA UCRÂNIA ACABA COM VITÓRIA RUSSA EM MARIUPOL

IGOR GIELOW – Folha de São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O cerco mais brutal da Guerra da Ucrânia acabou nesta segunda-feira (16), com o início da retirada dos últimos defensores de Mariupol, que resistiram contra força russas desde o início do conflito, há 82 dias.

Cinco ônibus participaram da operação ao longo do dia, de forma coordenada entre Kiev e os russos. Os 53 feridos mais graves foram levados para um hospital em Novoazovsk, cidade ocupada por Moscou a 32 km do complexo siderúrgico Azovstal, onde os ucranianos estavam escondidos em condições apavorantes. 

Outros 211 militares foram para Olenivka, uma cidade sob controle dos separatistas russófonos do Donbass, leste ucraniano. Todos são elegíveis a serem trocados por prisioneiros de guerra russos, embora haja dúvidas sobre o futuro daqueles pertencentes ao Batalhão Azov —que dividia a resistência local com uma guarnição de fuzileiros navais.

Uma unidade de inspiração neonazista que lutou na guerra civil de 2014 e 2015, o Azov é parte da Guarda Nacional ucraniana. Toda a propaganda belicista russa é baseada na ideia de que é necessário "desnazificar" o vizinho, com a premissa fantasiosa de que todo o sistema político e militar da Ucrânia é fascista.

O comando militar em Kiev determinou o fim das operações de combate em Mariupol, um truísmo, dado que restavam apenas os defensores entocados e sob bombardeio em Azovstal. A cidade está sob controle russo desde o mês passado, mas a resistência seguia. Nas últimas semanas, civis foram evacuados do local.

O governo de Volodimir Zelenski buscou tratar a derrota como um exemplo de heroísmo. "A Ucrânia precisa de seus heróis vivos", disse o presidente, comentando a operação para retirar os feridos. Ainda não se sabe o contingente exato a participar da evacuação: há relatos de que 600 militares chegaram a se esconder na siderúrgica.

domingo, 15 de maio de 2022

Ferro chama Danilo de golpista e diz que só vai pedir voto para Teresa Leitão


Extraído do Blog do Magno Martins, edição de Ítala Alves. Dia 15.05.2022.

Em discurso na plenária do PT de Pernambuco que está sendo realizada neste momento no Recife, o ex-deputado federal Fernando Ferro tachou Danilo Cabral, candidato do PSB ao Governo do Estado, de golpista por ter votado a favor do impeachment de Dilma. Numa fala contundente, afirmou que só vai pedir voto na campanha para a petista Teresa Leitão, candidata ao Senado na chapa de Danulo. Veja!



Assista a palestra do ex-deputado federal Fernando Ferro: https://www.youtube.com/watch?v=ctxovwzPpOQ&t=38s

EM TEMPO: O ex-deputado federal Fernando Ferro questionou o Danilo Cabral por ter votado na Câmara dos Deputados, em meados de 2016, pela cassação da ex-presidente Dilma. Naquela ocasião o deputado federal Danilo Cabral fez uma entusiasmada declaração de voto. Convém lembrar que aqui em Garanhuns/PE o prefeito Sivaldo Albino, também do PSB, participou em meados de 2016 de uma passeata da extrema-direita pela cassação da ex-presidente Dilma e detonando o ex-presidente Lula.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Francês que lutou ao lado de Kiev volta horrorizado da Ucrânia: 'nazistas em todos os lugares'

(Foto: Reprodução)

Adrien Bocquet também disse que o massacre de Bucha foi realizado por tropas ucranianas, e não russas, e denunciou a produção de mentiras pela imprensa ocidental



Sputnik - Adrien Bocquet é um ex-oficial militar que serviu nas unidades do Exército francês. De volta à França após meses na Ucrânia, ele falou em uma rádio local sobre a sua experiência ao lado do Batalhão Azov.

Em entrevista ao portal SudRadio, o militar francês relatou os horrores que testemunhou durante uma viagem humanitária à Ucrânia. Bocquet passou a maior parte do tempo entregando equipamentos médicos e medicamentos para a Ucrânia. Ele passou várias semanas ao lado do Batalhão Azov."Sim, eu sei. Vi coisas terríveis, vi crimes de guerra. E repito: todos os crimes que vi com meus próprios olhos foram cometidos pelos militares ucranianos, não pelos russos", disse Bocquet.

"Não falamos muito sobre o batalhão Azov. Mas eles estão em todos os lugares, não só em Azovstal, não apenas nas bases. Eles estão em Kiev, mesmo em Lvov, em todos os lugares. Há milhares deles, não centenas", comentou. O militar francês enfatizou que "eles têm distintivos neonazistas". Segundo ele, "não é preciso uma investigação para entender que o batalhão Azov usa uma velha insígnia das unidades da SS [Schutzstaffel, uma guarda especial com a função de proteger Adolf Hitler]".

terça-feira, 10 de maio de 2022

Ofensiva contra urnas envolveu Abin e generais Ramos e Heleno, aponta PF

 

Folha de São Paulo – Fábio Serapião.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O uso das instituições públicas para buscar informações contra as urnas eletrônicas vem desde 2019 e envolve o general Luiz Eduardo Ramos e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), atrelada ao Gabinete de Segurança Institucional chefiado pelo também general Augusto Heleno, mostra o inquérito da Polícia Federal.

A investigação da PF, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi aberta para apurar a live presidencial de 29 de julho de 2021.

Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez seu maior ataque ao sistema eleitoral, apresentando uma profusão de mentiras e teorias da conspiração sobre as urnas. O caso agora tramita dentro do inquérito das milícias digitais.

Bolsonaro ataca o sistema eleitoral desde quando era deputado e aumentou o tom das críticas na Presidência, em especial após a sua popularidade diminuir com as seguidas crises de sua gestão. Foi quando passou a levantar suspeitas sobre os resultados desta próxima eleição.

No embalo de Bolsonaro, as Forças Armadas passaram a questionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre supostas fragilidades no sistema eletrônico de votação e criaram tensão com o Judiciário por causa do alinhamento às teses conspiratórias do presidente da República.

Com o aumento das críticas, em 2021, o TSE deu prazo para que Bolsonaro apresentasse provas sobre as supostas fragilidades do sistema eleitoral.

Quando se aproximava o fim do prazo, estipulado para agosto de 2021, o presidente convocou a live de 29 de julho em que atacou diretamente o sistema eleitoral e, entre outros fatos, levantou sem provas a suspeita de fraude na eleição de 2014, quando Dilma Rousseff (PT) venceu o tucano Aécio Neves.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Não adianta desconfiar das urnas, diz Lula em recado a Bolsonaro

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante ato de pré-campanha em Belo Horizonte

seg., 9 de maio de 2022

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira que não adianta o presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto, questionar a segurança e a lisura das urnas eletrônicas.

Em ato em Belo Horizonte, Lula avaliou ainda que Bolsonaro age desta forma por medo da derrota eleitoral e por temor de ser condenado quando deixar a Presidência.

"A gente tem que olhar e falar: 'Bolsonaro, seus dias estão contados'. Não adianta desconfiar de urna", disse Lula a apoiadores no evento.

"O que você tem, na verdade, é medo de perder as eleições e ser preso depois que você terminar", acrescentou o petista, que lançou sua pré-candidatura no último sábado.

Lula disse ainda que a vitória de Bolsonaro nas últimas eleições foi um "erro" da história do país, motivada, em grande parte, pela negação da política. Ele aproveitou para estimular a participação dos jovens no processo eleitoral.

O petista reconheceu, ainda, que as eleições deste ano não serão fáceis, e que Bolsonaro "não é um adversário qualquer", por representar a "antidemocracia".

Bolsonaro e seus aliados têm atacado constantemente as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral de votação, sem apresentar evidências. O presidente, que responde a processos no Supremo Tribunal Federal (STF), já chegou a afirmar que não aceitaria o resultado de eleições que não considerasse "limpas".

Em episódio mais recente, o imbróglio envolvendo a confiabilidade do sistema eleitoral tem girado em torno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério da Defesa.

Nesta segunda, o TSE divulgou a íntegra de 35 páginas, divididas em sete tópicos, com os questionamentos e as respostas técnicas dadas pela corte ao representante das Forças Armadas na comissão e apontou o que afirmou ser uma série de erros de premissas, conceituais e até falta de embasamento metodológico nos questionamentos.

sábado, 7 de maio de 2022

Bolsonaro tenta encontro com Biden, mas Casa Branca fica em silêncio

Joe Biden e Jair Bolsonaro (Foto: White House | PR)


Funcionários do alto escalão do Executivo ficaram apreensivos com a falta de resposta do presidente dos Estados Unidos

7 de maio de 2022



247 - Jair Bolsonaro tenta se encontrar formalmente com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, antes do fim de seu governo, mas não vem obtendo resposta. 

Funcionários do alto escalão do Executivo disseram ao jornalista Jamil Chade, do UOL, que a esperança do Palácio do Planalto é que o encontro ocorra durante a Cúpula das Américas, em Los Angeles, no dia 9 de junho. No entanto, estão apreensivos com a falta de resposta da Casa Branca um mês depois de uma consulta informal por parte do governo brasileiro.Descrição: .      

O Itamaraty nega a versão de que um pedido tenha ocorrido. “A ida do Presidente da República à Cúpula das Américas não está confirmada”, disse a chancelaria. Dentro da própria chancelaria, porém, duas fontes diplomáticas confirmam que o governo já expressou aos americanos a intenção de Bolsonaro de ser recebido por Biden.

Um pedido formal ainda não foi feito justamente para evitar constrangimento, caso a resposta seja negativa.

EM TEMPO: A situação está muito ruim para Bozo, pois nem o "Senhor da Guerra", o Biden, quer conversa com o extremista de direita Bozo. Pois, até a CIA, patrocinadora de golpes,  já recomendou respeito ao sistema eletrônico de votação brasileiro. Donde se conclui que tentar dar um golpe, desobedecendo o resultado desfavorável das urnas, seria um "tiro no pé". Provavelmente o que aconteceu no Capitólio na era Trump, não  encontrará similaridade aqui no Brasil, uma vez que a cada dia que se passa a retórica de Bozo será recheada de "bravatas". Evidentemente, que o TSE e STF, deverão jogar duro, mas seguindo o caminho do Estado de Direito e da Constituição, pondo um basta nos boatos e nos arruaceiros, a começar por Bozo. Mas, devemos está vigilantes e mobilizados para barrarmos quaisquer iniciativas golpistas. 

Lula volta a ser candidato após 16 anos em evento com público diverso e emocionado

Yahoo Notícias, Anita Efraim

sáb., 7 de maio de 2022

Evento de lançamento do movimento Juntos Pelo Brasil, de Lula e Alckmin, aconteceu na Zona Norte de São Paulo (Foto: Anita Efraim)

Luís Inácio Lula da Silva (PT) será o candidato do Partidos dos Trabalhadores à presidência da República. Geraldo Alckmin (PSB) será o vice. A confirmação aconteceu na manhã deste sábado, na Zona Norte de São Paulo, em um pavilhão de eventos. É verdade que ainda é preciso protocolar a chapa no Tribunal Superior Eleitoral, mas a campanha está nas ruas e os dois vão viajar o Brasil.

O público presente era diverso. Havia jovens, idosos, evangélicos, seguidores de religiões de matriz africana, sindicalistas, militantes do PT, PV, PSOL, Rede, PCdoB e Solidariedade. O movimento negro estava presente e representantes de todas as letras da sigla LGBTQIA+, assim como a CUT e o MTST. O clima entre todos era de ânimo e também de emoção.

Com o Expo Center Norte lotado, o evento teve apenas dois discursos: o de Lula e o de Alckmin. Enquanto o futuro candidato à vice tratou de levantar a militância com uma fala mais voltada para o âmbito eleitoral, o petista de alongou no discurso e listou diversos aspectos sobre o que, para ele, seria um Brasil ideal. O fio condutor foi a ideia de soberania.

Quem falou, o que acontece em raras oportunidades, foi Janja, noiva de Lula. Ela contou que, durante uma viagem, o ex-presidente afirmou que dificilmente faria uma campanha tão emocionante quanto a de 1989. Em seguida, Janja anunciou que tinha um presente para o ex-presidente, feito com ajuda de Ricardo Stuckert, fotógrafo de Lula: uma versão repaginada do jingle "Lula lá".



Evento de lançamento do movimento Juntos Pelo Brasil, de Lula e Alckmin, aconteceu na Zona Norte de São Paulo (Foto: Anita Efraim)

Quando a música tocou, militantes ficaram com os olhos cheios de lágrimas e cantaram junto. A nova versão do jingle tem a presença de Paulo Miklon, também apresentador do evento, Lenine, Zélia Dunkan, Pabllo Vittar e outros.

Outro momento que provocou a emoção dos presentes foi o momento em que o hino nacional foi cantado. A responsabilidade ficou para a cantora Teresa Cristina. Quando cantou "verás que um filho teu não foge à luta", a sambista olhou para Lula e os presentes cantaram mais forte. A bandeira do Brasil apareceu no telão em diversos momentos, em especial durante o discurso do ex-presidente.

Presenças ilustres

Além de Lula e Alckmin, a presença mais celebrada do evento foi a ex-presidente Dilma Rousseff. Ao ser apresentada no palco, foi ovacionada e chamada de "guerreira" pelos militantes petistas. Quando foi citada por Lula durante o discurso, os presentes gritaram o nome da petista.

Políticos de todo o Brasil estiveram no evento, como Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Marcelo Freixo (PSB-RJ), Flavio Dino (PSB-MA), Luiza Erundina (PSOL-SP), Otto Alencar (PSD-BA), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PA) e outros. Quadros do PT, como Fernando Haddad, Fátima Bezerra, Camilo Santana, Jacques Wagner e outros também marcaram presença.

Entre os famosos, estavam, além de Miklos e Teresa Cristina, Bela Gil, Lia de Itamaracá e dois ex-BBBs: Gleici Damaceno e Arthur Picoli.

Na próxima semana, Lula estará em Minas Gerais.

Assista os vídeos do encontro em SP. 

https://www.youtube.com/watch?v=1hjV9MR8aIs&t=6267s Assista o Evento em SP

https://twitter.com/i/status/1522976863068508160  Jingle: “Sem medo de ser feliz”

https://www.youtube.com/watch?v=h8R70l4DkFg&t=58s  Outra vez o mesmo jingle.


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Temor de trocar a faixa por um par de algemas leva Bolsonaro a pôr eleições em risco

 


"Não há por que o TSE se dobrar aos ditames e à tutela das Forças Armadas", escreve a jornalista Denise Assis (*)

6 de maio de 2022

Jair Bolsonaro, urnas eletrônicas e Forças Armadas (Foto: Alan Santos/PR | ABr)

Por Denise Assis, para o Jornalistas pela Democracia

De que cor é o cavalo branco de Napoleão? A pergunta lhe soa absurda? Pois muito mais são as 88 questões enviadas pelas Forças Armadas ao Tribunal Superior Eleitoral (STE). Simplesmente porque elas não querem dirimir dúvida alguma, mas tumultuar o processo eleitoral deste ano, previsto para outubro. A cada soma de respostas, eles enviam mais uma rama de perguntas, cujas respostas já estão contempladas no Código Eleitoral.  

E a cada nova investida o TSE cede um pouco do seu poder de controle sobre o pleito. Onde estão os congressistas? Onde estão as instituições da sociedade civil que não se posicionam de maneira dura contra o golpe em curso que já fez eco até mesmo no Estado americano?

Vamos deixar que eles venham nos “formatar”, ou vamos nós desmascarar de vez esta farsa à qual já se incorporou o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que abdicou do cargo de Comandante Geral do Exército, para ser investido no de ministro subordinado aos devaneios de um presidente que deve demais para aceitar perder a eleição? 

Bolsonaro teme trocar a faixa presidencial por um par de algemas para si e para os filhos – isto se a mulher escapar de também ser processada – e arrasta para a sua desdita o mesmo general que em Sete de Setembro do ano passado foi capaz de frear o golpe já em curso, às portas da suprema Corte. O Brasil anseia por votar no início de outubro, general, e o seu papel não é o de colocar tudo a perder.  

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Capa da Time indica possível aproximação de Biden a Lula no jogo eleitoral

Lula e Biden (Foto: Ricardo Stuckert | Reuters)

 


"No mundo novo que pode se abrir, após a morte da ordem unipolar ianque, a capa da Time mostra que Lula será essencial", escreve Mario Vitor Santos (*)

5 de maio de 2022


Por Mario Vitor Santos

Em reportagem de capa que, segundo o jargão jornalístico, estava “na gaveta” desde março, a revista norte-americana Time estampa em sua edição desta semana uma foto respeitosa de Lula, expressão otimista, terno escuro e conspícua gravata verde-amarela. Uma capa presidencial, um evento raro nessa importância, sobre um brasileiro incomum.  Uma capa positiva, que as congêneres brasileiras da Time hoje em dia seriam incapazes de publicar. 

O título ao lado da foto completa a capa: “O Segundo Ato de Lula”. E, abaixo dele, a chamadinha fatal: “O mais popular líder do Brasil busca uma volta à Presidência”. Tudo isso ainda vazado em inglês, sob o logotipo icônico da Time, num conjunto que aparece quase como esculpido em pedra.

A Time pode não ser mais o que já foi, como se apressaram a avisar jornalistas esbaforidos, mas ela segue sendo no imaginário geral uma ideia do que são e pensam os Estados Unidos, seu jeito de ver os personagens do mundo como expressão de uma certa opinião, em geral conservadora, de um jornalismo de abonação para a admiração geral do planeta.

As capas da Time são tão importantes que, muitas vezes, nem se dá importância ao que a revista publica nas páginas internas. As capas da publicação são um monumento em si, especialmente aquelas dedicadas ao “Homem do Ano”. Estas são destinadas ao conhecimento geral das gerações, ao distinguir um grupo exclusivo do que a revista declara ser os grandes expoentes da humanidade. A revista pode até acabar um dia, mas suas capas talvez sobrevivam a ela.

Na abertura da entrevista nas páginas internas, o texto anuncia a possibilidade de Lula voltar à Presidência “para reavivar uma economia debilitada, salvar uma democracia ameaçada e recuperar uma nação”. 

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Moro e procuradores da Lava Jato foram parciais contra Lula, afirma comitê da ONU

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Comitê de Direitos Humanos da ONU concluiu que os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro foram parciais em relação aos casos investigados contra o ex-presidente Lula (PT). "A investigação e o processo penal contra o ex-presidente Lula da Silva violaram seu direito a ser julgado por um tribunal imparcial, seu direito à privacidade e seus direitos políticos", afirma nota do órgão.

O comitê se manifestou após ter sido provocado pela defesa de Lula, que permaneceu 580 dias presos em Curitiba pela condenação no caso tríplex de Guarujá . A afirmação do comitê não tem nenhum efeito jurídico, mas tem peso político para fortalecer o discurso de perseguição política às vésperas da disputa eleitoral na qual lidera as pesquisas de intenção de voto.

"Embora os Estados tenham o dever de investigar e processar os atos de corrupção e manter a população informada, especialmente em relação a um ex-chefe de Estado, tais ações devem ser conduzidas de forma justa e respeitar as garantias do devido processo legal", disse em nota o membro do Comitê Arif Bulkan.

Os advogados Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Martins, que representam o petista, afirmaram que se trata de uma "decisão histórica". "É uma vitória não só do ex-presidente Lula, mas de todos aqueles que acreditam na democracia e no Estado de direito", disse Zanin à imprensa na manhã desta quinta-feira (28).

"Conseguimos o reconhecimento não apenas no Brasil, mas também em uma corte mundial, que a Operação Lava Jato, o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol atuaram de forma ilegal, arbitrária e afrontando um tratado internacional da ONU", seguiu o advogado.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

A hora da paz e do não-alinhamento

 

Por Roger McKenzie e Vijay Prashad | Globetrotter – Tradução de Pedro Marin para a Revista Opera

A maioria dos países que votaram contra a condenação da Rússia não o fizeram porque apoiam a guerra da Rússia na Ucrânia, mas porque reconhecem que a polarização é um erro fatal.

A guerra é uma das faces feias da experiência humana. Tudo nela é medonho. Ela é o ato mais óbvio de invasão e brutalidade, aspectos que sempre acompanham suas operações. Nenhuma guerra é precisa; toda guerra atinge civis. Cada ato de bombardeio provoca um estremecimento neurológico na sociedade.

A Segunda Guerra Mundial deu mostra desse horror no Holocausto e no bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki. A partir do Holocausto e de Hiroshima, cresceram dois poderosos movimentos, um pela paz e contra os perigos de mais ataques nucleares, e outro pelo fim da divisão da humanidade e pelo não-alinhamento a essa divisão. O Apelo de Estocolmo de 1950, assinado por 300 milhões de pessoas, demandou um banimento absoluto das armas nucleares. 

Cinco anos depois, 29 países da África e da Ásia, representando 54% da população mundial, se reuniram em Bandung, na Indonésia, para assinar um documento de dez pontos contra a guerra e pela “promoção dos interesses mútuos e a cooperação”. O espectro de Bandung se orientava à paz e ao não-alinhamento, para que os povos do mundo centrassem seus esforços em construir um processo de erradicação dos seus fardos históricos (analfabetismo, doença, fome) fazendo uso de sua riqueza social. Por que gastar dinheiro em armas nucleares quando o dinheiro deveria ser gasto em salas de aula e hospitais?

Apesar dos grandes ganhos de muitas das novas nações que haviam emergido do colonialismo, a força esmagadora dos antigos poderes coloniais impediram que o espírito de Bandung definisse a história humana. Ao invés disso, a civilização da guerra prevaleceu. Essa civilização da guerra é revelada no maciço gasto de riquezas humanas na produção de forças armadas – suficiente para destruir centenas de planetas – e no uso dessas forças armadas como uma primeira opção para resolver disputas. Desde os anos 1950, o campo de batalha dessas ambições não foi a Europa ou a América do Norte, mas a África, a Ásia e a América Latina – áreas do mundo onde a vida humana é menos importante para as retrógradas sensibilidades coloniais. 

domingo, 1 de maio de 2022

"Esvaziados", avaliam ministros do STF sobre atos bolsonaristas contra a Corte

(Foto: Reprodução/Facebook)

 

Segundo fontes, parte dos magistrados sequer chegou a acompanhar pela televisão o andamento dos protestos

1 de maio de 2022



247 - Para ministros do Supremo Tribunal Federal, os atos convocados por Jair Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaram a expectativa dos ministros da Corte de que seriam manifestações esvaziadas. A informação é da jornalista Bela Megale.

A área de inteligência do STF, que também monitorou as manifestações, já havia sinalizado que a adesão não seria alta e que os protestos deveriam ocorrer “sem sobressaltos”.

"A troca efusiva de mensagens entre os ministros do STF que aconteceu em setembro não se repetiu neste domingo. Parte dos magistrados sequer chegou a acompanhar pela televisão o andamento dos protestos", destacou a jornalista do O Globo. 

Bolsonaro fez uma aparição relâmpago no ato em Brasília e não discursou. No evento de São Paulo, fez uma breve participação por vídeo.