quarta-feira, 13 de abril de 2022

Planalto impõe sigilo sobre encontros de Bolsonaro com pastores envolvidos em esquema de propinas no MEC

 


Em 13 de abril de 2022

Segundo o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado por Augusto Heleno, a informação pode colocar em risco a vida de Bolsonaro e de seus familiares

Milton Ribeiro com Arilton Moura (esq.) e com Gilmar Silva dos Santos (dir.) (Foto: Luis Fortes/MEC | Reprodução)

247 - O Palácio do Planalto colocou sob sigilo as informações sobre os encontros de Jair Bolsonaro (PL) com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, suspeitos de pedirem propina em troca da liberação de recursos do Ministério da Educação para prefeituras.

Os religiosos negam ter praticado qualquer irregularidade. Eles são investigados pela Polícia Federal. O escândalo levou o agora ex-ministro da Educação Milton Ribeiro a deixar o cargo.Descrição: .

O jornal O Globo pediu por meio da Lei de Acesso à Informação "a relação das entradas e saídas dos dois pastores no Palácio do Planalto, incluindo os registros que tiveram como destino o gabinete presidencial". A informação, explica o jornal, "é diferente daquelas que constam da agenda do presidente, pois tratam da identificação feita nas portarias do prédio, tanto na entrada como na saída, pois nem todos os encontros de Bolsonaro são divulgados".

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo ministro Augusto Heleno, respondeu ao pedido alegando que este 'não poderia ser atendido' porque a divulgação dessa informação colocaria em risco a vida de Bolsonaro e de seus familiares.

terça-feira, 12 de abril de 2022

As lições da eleição na França e os desafios para derrotar o fascismo no Brasil

 

Macron e Le Pen (Foto: Reuters)

Em 12 de abril de 2022

"Na França, o campo progressista desperdiçou a oportunidade de derrotar a ultradireita fascista. No Brasil, a situação não deixa de ser análoga", analisa Jeferson Miola (Articulista)


 O primeiro turno da eleição presidencial na França [10/4] confirma que quando se faz sempre a mesma escolha, aumenta a possibilidade de se chegar aos mesmos resultados de sempre. Foi exatamente esse o resultado da eleição para o campo político que abarca o progressismo, a esquerda e a centro-esquerda partidária francesa – partido da França Insubmissa, Partido Comunista Francês, Verdes, Luta Operária e Novo Partido Anticapitalista.

Concorrendo mais uma vez separadamente, com candidaturas próprias, esses partidos novamente ficaram fora do segundo turno da eleição. Uma mera repetição do resultado da eleição presidencial de 2017. Em razão disso, em 24 de abril, quando o direitista Emmanuel Macron e a ultradireitista Marine Le Pen disputarão o segundo turno, a esquerda e o progressismo mais uma vez serão decisivos; porém, novamente como atores coadjuvantes.

Ironicamente, terão como missão, mais uma vez, ajudar a eleger o candidato da direita Macron, para evitar que a candidata da ultradireita fascista Marien Le Pen vença e governe a França. O atual presidente Macron liderou a votação do primeiro turno com 27,8%, tendo Le Pen em segundo lugar com 23,1% e Mélenchon, do França Insubmissa, em terceiro, com 22% dos votos válidos – 421.420 a menos que Le Pen.

Além de disputar votos com Macron e Le Pen, Mélenchon também teve de travar uma luta “interna”. Ele tentou atrair os votos de eleitores ideologicamente próximos a ele mas que, no entanto, foram obrigados a se dividir no variado “bazar eleitoral progressista”, para então escolher dentre outras cinco candidaturas: Jadod/Verdes, que terminou obtendo 4,6% dos votos, Roussel/PCF-2,3%, Anne Hidalgo/PS-1,8%, Poutou/NPA-0,8% e Nathalia Arthaud/LO-0,6%.



 






Se Mélenchon tivesse podido representar, de modo uníssono, as seis candidaturas do fragmentado “bazar eleitoral progressista” através de uma Frente unida de centro-esquerda, a candidatura dele teria abocanhado 32% do eleitorado – ou 11.228.720 votos [tabela acima]. Desse modo, ele teria obtido a maior votação no primeiro turno, acima de Macron e Marine Le Pen e, também, teria um desempenho superior às duas candidaturas extremistas da direita [Le Pen e Zemmour] somadas, caso tivessem se unido numa chapa única.

Ou seja, a unidade progressista e de centro não só teria derrotado a extrema-direita, como daria a Mélenchon um enorme potencial para vencer Macron no segundo turno. Ora, se este campo tem agora sólidas razões para se unir no segundo turno, por que não priorizou o esforço de construção da unidade para se apresentar com candidatura única no primeiro turno?

Não deixará de ser irônico, por isso, ver que, no segundo turno, este campo progressista que não conseguiu caminhar junto e unido no primeiro, finalmente caminhará junto e unido no combate comum à candidata de extrema-direita Marine Le Pen para deter a ameaça fascista. A eleição na França tem de ser tomada como lição para os desafios da luta contra o fascismo na eleição de outubro próximo no Brasil. A mal apelidada terceira via, que na verdade é o nome do bloco anti-Lula [1], tem entre 40 e 43% das intenções de votos. Desse total, Bolsonaro, sozinho, tem entre 27 e 30%, e Ciro entre 7 e 9%. As demais candidaturas inexpressivas, somadas, alcançam entre 4 e 6%.

Isso significa, portanto, que se o PDT retirar a candidatura do Ciro, a eleição poderá ser resolvida no primeiro turno com a vitória do Lula e, principalmente, com enorme diferença em relação a Bolsonaro. Para a sobrevivência da democracia brasileira, esse resultado é fundamental, pois constrange o plano golpista do Bolsonaro e das Milícias Fardadas, que têm como único objetivo causar o caos e tumultuar a eleição.

Na França, o campo progressista, de esquerda e centro-esquerda desperdiçou a oportunidade de derrotar a ultradireita fascista e se habilitar para vencer a eleição no segundo turno. No Brasil, a situação não deixa de ser análoga. O campo democrático, popular e progressista está desafiado a se unir acima de qualquer capricho ou vaidade pessoal para derrotar a contrarrevolução fascista-militar do bolsonarismo.

Para isso acontecer, um passo importante é convidar o PDT a considerar a hipótese de retirar a candidatura do Ciro e se juntar à campanha e ao futuro governo Lula para salvar o Brasil do precipício fascista. O PDT terá muito a ganhar com esta escolha. Afinal, parte representativa da base social, assim como de candidatos do partido às assembléias legislativas, ao Congresso e aos governos estaduais já vinculam suas campanhas à candidatura do Lula, e não à do Ciro, em busca de melhor desempenho eleitoral.

Juntando-se a uma frente antifascista para derrotar Bolsonaro e as cúpulas militares partidarizadas, o PDT estará exercendo um papel histórico que homenageia a memória do Leonel Brizola, o legendário fundador do Partido.

[1] além do próprio Bolsonaro, conformam o bloco anti-Lula as candidaturas de Ciro Gomes, Simone Tebet, Doria/Leite e outras ainda mais inexpressivas.

Moro ataca TCU por condenar Dallagnol e Janot na farra das diárias: 'decisão absurda e insustentável'

 

(Foto: ABr)


"Vão retaliar o bom trabalho?", questionou o ex-juiz parcial sobre a decisão do TCU

12 de abril de 2022


247 - O ex-juiz Sérgio Moro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por parcialidade contra o ex-presidente Lula nas ações da Lava Jato, atacou nesta terça-feira (12) o Tribunal de Contas da União por condenar o ex-procurador Deltan Dallagol e o ex-procurado-geral da República por irregularidades e dano aos cofres públicos no pagamento das diárias.

Rifado da candidatura presidencial pelo União Brasil, Sérgo Moro disse que a decisão do TCU é "abusrda e insustentável". "O trabalho deles já levou à recuperação de 6 bilhões de reais somente para a Petrobras. Vão retaliar o bom trabalho?", questionou o ex-juiz parcial.  

Os procuradores recebiam ajuda financeira para trabalhar em Curitiba, como se estivessem em uma situação provisória de trabalho, em vez de serem oficialmente transferidos para a capital paranaense.

Os ministros da 2ª Câmara do TCU acompanharam parecer do relator do caso, ministro Bruno Dantas, que convertia o processo em que os gastos eram questionados em tomada de contas especial, constituindo um novo processo específico.

Janot, Deltan e o ex-procurador-chefe do Paraná, João Vicente Romão, terão de devolver R$ 2.831.809,13 cada. Nos casos dos outros mencionados na decisão, os valores a serem devolvidos variam de R$ 104.896,31 a R$ 489.288,84.

Vide vídeo, acessando o link abaixo: 

https://www.youtube.com/watch?v=VaZOQvjUyMk&t=3s 

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Internautas ironizam Bolsonaro e "Bolsolão do Asfalto" bomba nas redes

(Foto: Divulgação)

Internautas também lembraram outros escândalos de corrupção e ironizaram uma fala de Jair Bolsonaro, de que o governo dele não tem corrupção

11 de abril de 2022




247 - Internautas foram ao Twitter criticar o governo Jair Bolsonaro pelo fato de a empreiteira Engefort ter conquistado a maioria das concorrências de pavimentação em diferentes licitações nas quais participou sozinha ou na companhia de uma empresa de fachada. Internautas também lembraram outros escândalos e a frase dita por Bolsonaro, no dia 22 de março, que o governo dele não tem corrupção.

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) lembrou os casos de corrupção no governo Bolsonaro. "É Bolsolão da Vacina, Bolsolão do Busão, Bolsonaro do MEC, Bolsolão do Asfalto... e Bolsonaro ainda diz que a PF não precisa investigar o seu governo".

A CPI da Covid pediu a autoridades 80 indiciamentos, entre eles do de Bolsonaro. Sobre o 'Bolsolão do Busão', uma licitação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prevê um custo até 55% maior, ou R$ 732 milhões a mais, para a aquisição de 3,8 mil ônibus escolares. Descrição: .

No caso do Bolsolão do MEC, o agora ex-ministro Milton Ribeiro afirmou que o governo prioriza, na liberação de verba, prefeituras com pedidos negociados por dois pastores (sem cargo na gestão federal).

"É um mito da roubalheira!", escreveu o perfil do PC do B sobre o "Bolsolão do Asfalto". 

"Corrupção a gente vê por aqui", afirmou a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

"Mais um oferecimento das Organizações Jairjara", postou o perfil Camarote da República.

A internauta Penépole escreveu: "sustentar essa falácia de honestidade e de zero corrupção tá cada vez mais difícil!".

Eleições na França: esquerda, centro e direita prometem união por Macron para barrar Le Pen

 

© YOAN VALAT/EPA

O objetivo é barrar a chegada do partido de Le Pen ao poder. É o que se chama na França de "frente republicana", uma espécie de coalizão nacional contra a direita radical.

Macron liderou o primeiro turno com cerca de 28% dos votos, segundo as projeções, desempenho melhor do que o previsto nas últimas pesquisas, nas quais o atual presidente vinha caindo progressivamente.

Le Pen teria obtido em torno de 23% dos votos.

O pleito deste domingo foi marcado por uma forte abstenção, de 25% a 26% do eleitorado, de acordo com projeções. Ainda assim, ambos registraram resultados melhores do que no primeiro turno da eleição presidencial de 2017, quando conquistaram 24% e 21,3% dos votos, respectivamente.

Dez outros candidatos disputavam a eleição - e não pouparam Macron de críticas durante suas campanhas.

A socialista Anne Hidalgo, atual prefeita de Paris, foi a primeira a se posicionar a favor do atual presidente e exortar seus eleitores a votarem "contra a extrema direita" após a divulgação das pesquisas de boca de urna e da confirmação do segundo turno.

O ecologista Yannick Jadot deu declaração no mesmo sentido. O comunista Fabien Roussel afirmou que "não permitirá nunca que Le Pen assuma o poder" e lançou um apelo para que "todos os franceses utilizem a única cédula de voto disponível para derrotá-la no segundo turno".

domingo, 10 de abril de 2022

Mantendo candidatura de Ciro, PDT contribui para objetivo estratégico de Bolsonaro e das cúpulas militares

 

"Para Bolsonaro e militares, a prioridade é levar a decisão para o segundo turno; para a democracia, é fundamental vencer no primeiro turno", diz Jeferson Miola, Articulista.

10 de abril de 2022

Ciro Gomes, Lula e Bolsonaro (Foto: Reuters | Ricardo Stuckert)

Em artigo na Folha [10/4] Vinícius Torres Freire afirma que “[1] Há muita campanha pela frente. [2] Mas o primeiro objetivo de Bolsonaro é garantir o segundo turno. [3] Quaisquer dois ou três pontos nas pesquisas são cruciais”.

Essas três frases refletem três verdades. A primeira, de que ainda há tempo para Bolsonaro se reforçar eleitoralmente.

A segunda verdade: para Bolsonaro e para as cúpulas militares que partidarizaram as Forças Armadas, a prioridade absoluta é levar a decisão da eleição para o segundo turno; ao passo que para Lula e para a democracia brasileira, é fundamental, para não dizer vital, decidir e vencer a eleição já no primeiro turno.Descrição: .

E, a terceira verdade: para concretizar seu objetivo estratégico da eleição em dois turnos, o extremismo bolsonarista precisa dos votos anti-Lula aos quais o candidato pedetista Ciro Gomes se soma.

A realização do segundo turno é uma pré-condição fundamental para a estratégia de guerra que Bolsonaro e os militares preparam contra a debilitada democracia brasileira [aqui].

Em um cenário ultra polarizado de segundo turno, que terá sido precedido de um brutal gangsterismo político da matilha fascista contra Lula no primeiro turno, o bolsonarismo ficará muito à vontade para fomentar um clima de violência, conflito e caos.

A retirada da candidatura do Ciro Gomes, que nas pesquisas aparece com entre 7% e 9% das intenções de votos, praticamente decretaria a decisão da eleição já no primeiro turno e com a vitória do Lula com vantagem ao redor de 15% – ou quase 20 milhões de votos – em relação a Bolsonaro.

Ciro ataca Lula por fala sobre aborto e abraça discurso da extrema-direita

 

(Foto: Reprodução | ABr)


Candidato do PDT disse que fala de Lula, que declarou que aborto é questão de saúde pública, foi "estapafúrdia"

10 de abril de 2022

 

247 – O presidenciável Ciro Gomes, do PDT, usou uma fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que ele afirmou ser contra o aborto mais disse tratar-se de questão de saúde pública, para mais uma vez atacar a esquerda brasileira. Ciro afirmou que a fala de Lula foi estapafúrdia, disse ainda que a professora e filósofa Marcia Tiburi faz "apologia do cu" e acrescentou que o político não tem que dizer para um pai de família como um filho gay deve ser tratado. Confira  a resposta de Márcia Tiburi:

https://www.youtube.com/watch?v=IoGB3FP-3TI&t=1s

sábado, 9 de abril de 2022

"Nenhum presidente deu tantos motivos para ser investigado e foi tão protegido como Bolsonaro", diz Janio de Freitas

(Foto: Divulgação)

Um dos jornalistas mais experientes do Brasil, Janio de Freitas protesta contra a blindagem oferecida pelas elites a Jair Bolsonaro

9 de abril de 2022




247 – "​Nenhum presidente legítimo, desde o fim da ditadura de Getúlio em 1945 —e passando sem respirar sobre a ditadura militar— deu tantos motivos para ser investigado com rigor, exonerado por impeachment e processado, nem contou com tamanha proteção e tolerância a seus indícios criminais, quanto Jair Bolsonaro. Também na história entre o nascer da República e o da era getulista inexiste algo semelhante à atualidade. Não há polícia, não há Judiciário, não há Congresso, não há Ministério Público, não há lei que submeta Bolsonaro ao devido", protesta o jornalista Janio de Freitas, um dos mais experientes do País, em sua coluna na Folha de S. Paulo.

"As demonstrações não cessam. Dão a medida da degradação que as instituições, o sistema operativo do país e a sociedade em geral, sem jamais terem chegado a padrões aceitáveis, sofrem nos últimos anos. E aceitam, apesar de muitos momentos dessa queda serem vergonhosos para tudo e todos no país", acrescenta. O jornalista menciona vários escândalos: "o fuzilamento de Adriano da Nóbrega, o capitão miliciano ligado a Bolsonaro e família, a Fabrício Queiroz, às "rachadinhas" e funcionários fantasmas de Flávio, de Carlos e do próprio Bolsonaro. E ligado a informações, inclusive, sobre a morte de Marielle Franco."

EM TEMPO: Quase toda semana o Bozo fala em "golpe" e detona as instituições democráticas. Além da ameaça de melar as eleições em caso de derrota eleitoral.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Lula e o aborto

 

Lula e campanha pelo aborto (Foto: Divulgação | Ricardo Stuckert)


"Entre canalhas patriarcais, quem fala a favor dos direitos das mulheres será crucificado", escreve Marcia Tiburi (*)

8 de abril de 2022

 

 

Lula falou sobre o aborto e foi ferozmente atacado como qualquer pessoa que defende a legalização dessa prática em um país patriarcal e de ódio às mulheres como é o Brasil. 

Opositores viram em sua colocação a chance de atacá-lo publicitariamente, pois Bolsonaro está atrás de Lula nas pesquisas e com alto índice de rejeição. A imprensa golpista também aproveitou para bater no político cuja vitória para a eleição presidencial em 2022 parece a cada dia mais inevitável. A imprensa oligárquica quer vê-lo derrotado a qualquer custo depois que o candidato fabricado no judiciário do Paraná e no ministério da justiça de Bolsonaro deu literalmente em nada.

Lula disse o óbvio sobre o aborto, mas em tempos fascistas “serás condenado por dizeres o óbvio”. O óbvio é que o aborto é uma questão de saúde pública. O óbvio é que a população feminina precisa desse direito assegurado, até porque o aborto legal em um hospital é mais seguro e, consequentemente, mais econômico, pois o aborto na clandestinidade também leva mulheres ao hospital e, constantemente, à morte, aumentando os problemas do governo e das famílias em todos os níveis. 

O óbvio é que as mulheres de todas as raças, classes e religiões abortam. O óbvio é que até mulheres conservadoras, e que são contra o aborto, abortam. O óbvio é que o aborto é um tabu na sociedade patriarcal que controla o corpo das mulheres e quer decidir sobre a procriação que é uma potência do corpo feminino que deveria poder decidir por si mesmo em ima sociedade que respeitasse os indivíduos femininos. O óbvio é que seria muito melhor não ter que fazer aborto, assim como seria muito melhor não engravidar quando não se deseja. O óbvio é que mulheres não deveriam ser estupradas e que melhor seria não precisar abortar porque sofreram tal violência abjeta. O óbvio é que entre canalhas patriarcais, quem fala a favor dos direitos das mulheres será crucificado. 

Lula está sendo atacado como as mulheres que defendem direitos das mulheres sempre foram atacadas por defender o direito ao aborto seguro e legal. Ivone Gebara, freira feminista, teóloga, filósofa e religiosa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, vem defendendo as mulheres vítimas da ilegalidade do aborto há décadas.

Há anos, Gebara, como tantas outras feministas que defendem o aborto (entre elas Debora Diniz e até mesmo a autora desse artigo) é atacada por setores fundamentalistas. O aborto vem sendo tratado como tema político e religioso, quando deveria ser tratado como questão de saúde pública. Assim, Gebara escreveu que "os incautos e ingênuos defensores da vida assim como os perversos políticos extremistas entram e alimentam o jogo político montado e armam uma nova polêmica em torno do aborto".

Vamos incluir a imprensa oligárquica na produção dessa polêmica, uma imprensa que não está do lado das mulheres e nem da democracia, diga-se de passagem, mas como setor do poder, está apenas favorecendo interesses econômicos dos seus parceiros de classe e patrocinadores de sempre. Já Lula, ele está do lado das mulheres e, nesse momento, sobra a velha misoginia, ou seja, o discurso de ódio contra as mulheres, também para ele.

Eis a violência em escala variada de canalhice que se constitui na básica estratégia de poder do patriarcado a ser superado. Ao Lula, as mulheres brasileiras só podem agradecer por não ficar calado diante da injustiça.

(*) Professora de Filosofia, escritora, artista visual. Vide entrevista da Márcia: https://www.youtube.com/watch?v=IoGB3FP-3TI&t=1s

quinta-feira, 7 de abril de 2022

'Que motivo que eu teria para matar Marielle?', diz Bolsonaro sobre caso Adriano da Nóbrega (vídeo)

(Foto: Reprodução/YouTube)


Durante sua live semanal, Jair Bolsonaro falou sobre o áudio da irmã de Adriano, que acusou o Palácio do Planalto de oferecer cargos comissionados em troca da morte do miliciano

7 de abril de 2022

247, com RBA e Brasil de Fato - Jair Bolsonaro negou nesta quinta-feira (7) que tenha qualquer relação com a morte do ex-PM do Rio de Janeiro e miliciano Adriano da Nóbrega, que morreu durante uma operação da Polícia Militar na Bahia em 9 de fevereiro de 2020.

Segundo escuta telefônica da Polícia Civil do Rio de Janeiro de dois anos atrás, Daniela Magalhães da Nóbrega – irmã de Adriano da Nóbrega – diz que o Palácio do Planalto ofereceu cargos comissionados como pagamento pela morte de seu irmão

Ao se defender de áudio, Bolsonaro acabou mencionando a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em março de 2018. “Alguém me aponte um motivo que eu poderia ter para matar Marielle Franco. Motivo nenhum, zero, não dá nem para discutir mais. Os áudios dela, pelo que tomei conhecimento, ela se equivocou: em vez de falar Palácio das Laranjeiras, falou Palácio do Planalto”, afirmou Bolsonaro na live. “Nunca conversei com ela, pelo que eu lembre”, disse ele, ao responder a um tweet do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Descrição: .

Em entrevista à revista Veja, o ex-PM Ronnie Lessa, que é acusado pelo Ministério Público como o autor dos disparos que mataram Marielle e seu motorista Anderson Gomes, destacou que o assassinato da vereadora teria sido intermediado pelo ex-capitão Adriano da Nóbrega. “Ele estava num patamar em que não entrava mais num carro para dar tiro em ninguém, mas tenho quase certeza de que o grupo dele fez”, afirmou Lessa.

Investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apontam que Adriano da Nóbrega era dono de pontos de máquinas caça-níquel na cidade e ele era ligado a “assassinatos, agiotagem e negócios junto à milícia de Rio das Pedras e da Muzema, na Zona Oeste do Rio”, segundo o G1.

Sobre Adriano, ex-capitão do Bope, também pesava a suspeita de envolvimento no esquema da “rachadinha” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quando ele era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Na gravação, Daniela diz a uma tia que Adriano ficou sabendo de uma reunião no Palácio do Planalto em que seu nome teria sido associado à ideia de um “arquivo morto”. “Ele já sabia da ordem que saiu para que ele fosse um arquivo morto. Ele já era um arquivo morto. Já tinham dado cargos comissionados no Planalto pela vida dele, já. Fizeram uma reunião com o nome do Adriano no Planalto. Entendeu, tia? Ele já sabia disso, já. Foi um complô mesmo”, disse Daniela à tia na gravação.

A gravação é uma das escutas da polícia na operação Gárgula, deflagrada nem 22 de março de 2021, para investigar os suspeitos de lavar o dinheiro e movimentar os recursos de Adriano da Nóbrega. O jornal diz que, por mais de um ano, a polícia ouviu conversas de familiares e pessoas próximas de Adriano. Daniela não é acusada de envolvimento nos crimes do irmão, diz a reportagem, segundo a qual o Palácio do Planalto e a defesa de Daniela foram procurados, mas não se posicionaram sobre as escutas.

“Ele falou que não ia se entregar”

O diálogo que menciona o Planalto é de conversa com alguém que Daniela chama de tia – não identificada – dois dias depois da morte de Adriano. A família sempre suspeitou de queima de arquivo. “Ele falou para mim que não ia se entregar porque iam matar ele lá dentro. Iam matar ele lá dentro. Ele já estava pensando em se entregar. Quando pegaram ele, tia, ele desistiu da vida”, disse.

Vide vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=jEBCqjFHxI8&t=8s  

https://www.youtube.com/watch?v=ed48tJNCIIY&t=14s 



O estranho massacre de Bucha

 

(Foto: Ronaldo Schemidt/AFP)


"Parece algo montado para escandalizar o mundo", escreve o jornalista e professor Gilberto Maringoni de Oliveira

São muito esquisitas as cenas do suposto massacre russo em Bucha, nos arredores de Kiev. Parece algo montado para escandalizar o mundo. 



QUE EXÉRCITO INVASOR, cioso por limpar sua imagem internacional, deixaria vestígios tão evidentes de sadismo e barbárie? O que ganharia com tal cenário? Por que os assassinatos seriam cometidos na retirada e não na entrada das tropas, quando resistências teriam de ser quebradas? Por que os corpos estão no meio das ruas, quase numa exposição para ser fotografada e filmada?

Isso para não falar da alegação russa de que suas tropas saíram da cidade dia 30, quarta. Os cadáveres apareceram apenas no domingo, vários ainda sem rigor mortis ou vestígios de decomposição. Não há sinais, nas imagens, dos mortos terem sido devorados por animais famintos, apesar de largados a céu aberto por quatro dias.

Descrição: .UM CENÁRIO DESSES, legado pelo exército invasor seria factível apenas se as forças de Moscou fossem comandadas por limítrofes, alienados ou imbecis. Até as milícias cariocas escondem cadáveres e limpam as cenas de seus crimes.

Com dianteira nas pesquisas, empresários fazem fila para encontrar Lula

 

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert) 


Enquanto Lula se reserva a agendas fechadas, Gleisi Hoffmann abre diálogos amplos com o empresariado

7 de abril de 2022


247 - Empresários estão fazendo fila para ter um encontro com o ex-presidente Lula (PT), segundo Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. O petista lidera todas as pesquisas eleitorais. Na última pesquisa Quaest (BR-00372/2022), divulgada nesta quinta-feira (7), Lula aparece com possibilidade de vencer a eleição já no primeiro turno.

"A dianteira de Lula nas pesquisas fez com que uma fila de pedidos de empresários se formasse para encontrá-lo. Ele tem evitado reuniões mais amplas, e fez exceção apenas àqueles que conhece de longa data, como Abilio Diniz e José Seripieri Jr., da Qsaúde", relata a jornalista.

Enquanto Lula caminha com calma para os diálogos com o empresariado, a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), participa de agendas mais amplas. Dias atrás ela participou de um jantar com empresários da Faria Lima e tem outro evento marcado para 18 de abril, com clientes da Terra Investimentos. Descrição: .

Irrita a cúpula do PT as cobranças do empresariado por um "mea culpa" em relação à política econômica do governo Dilma Rousseff (PT). Segundo um interlocutor de Lula, o empresariado precisa olhar para o futuro e "perder as esperanças de que o PT vai se mutilar em praça pública por causa de eventuais erros do passado", relata a jornalista.

terça-feira, 5 de abril de 2022

Morre o militante arraesista Ivan Rodrigues

 

Texto extraído do Blog do  Magno Martins, postado às 18:45 do dia 05.04.2022

Faleceu, há pouco, no Recife, o militante político histórico, assessor e amigo pessoal do ex-governador Miguel Arraes, Ivan Rodrigues, aos 94 anos, último sobrevivente que acompanhou de perto a prisão de Arraes pelo Exército no Palácio das Princesas em 1964.

Natural de Garanhuns, era um daqueles personagens da política respeitados e admirados por todos, inclusive por adversários, graças ao seu estilo cordial e elegante no trato com as pessoas.

Ivan ocupava a função de assessor especial do governador Paulo Câmara.

"Sou um velho já meio cansado que nunca amealhou riquezas, nem colecionou comendas. Não guardo rancores, nem alimento ressentimentos. Mais de oitenta anos de vida dura e difícil – sabe Deus como – alternando temporais e bonanças, mas sempre adorando a vida que, por vezes, é gratificante. Sempre tive lado e costumo dizer que “A Coerência é o Caminho Mais Espinhoso da Política”, costumava dizer Ivan Rodrigues.

EM TEMPO: Ivan, meu vizinho da Rua Dantas Barreto, em cujo logradouro residiu o maior número de políticos por rua da nossa Garanhuns/PE, isto é, acontecido em décadas passadas, a exemplo de: Ivan Rodrigues + José Ivan Rodrigues (seu filho) + Souto Filho + José Almeida + Abdias Branco ("Pai Bida") + Márcio Quirino + Moacyr Quirino + Otoniel Gueiros + Everardo  Gueiros + Givaldo Calado + Paulo Camelo + Reginaldo + outros que me falha a memória. Nas Eleições de 1978 (a confirmar), Paulo Camelo e José Ivan (filho de Ivan), fizemos uma campanha grandiosa para elegermos  o nosso conterrâneo Ivan Rodrigues para Deputado Estadual, MDB, o qual perdeu por cerca de 200 votos. Foi uma grande perda para o Legislativo, uma vez que Ivan tinha potencial para ser um bom parlamentar, afinado que era com a tribuna e com a democracia. Meus sentimentos ao seu filho e médico Pedro Rodrigues e aos demais familiares. 

Merkel defende decisão de 2008 de bloquear entrada da Ucrânia na OTAN


 AFP, seg., 4 de abril de 2022


(Arquivo, da esq. para dir.) Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy; chanceler alemã, Angela Merkel; e presidente da Rússia, Vladimir Putin, em entrevista coletiva após cúpula sobre Ucrânia, no Palácio do Eliseu, em Paris (AFP/CHARLES PLATIAU) (CHARLES PLATIAU)


A ex-chanceler alemã Angela Merkel defendeu, nesta segunda-feira (4), sua decisão de 2008 de bloquear o ingresso imediato da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e rejeitou críticas recentes dirigidas a ela pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Na noite de domingo (3), Zelensky criticou o "erro de cálculo" franco-alemão que levou, durante a cúpula da Otan em Bucareste, em 2008, a não admitir seu país na aliança, apesar da posição favorável dos Estados Unidos.

"Convido Merkel e (o então presidente francês Nicolas) Sarkozy a visitar Bucha e para onde 14 anos de políticas de concessões à Rússia levaram", disse ele, referindo-se a supostas atrocidades cometidas contra civis ucranianos por tropas russas nesta localidade perto de Kiev, classificadas como "crimes de guerra" pelas potências ocidentais.

Em um breve comunicado divulgado por seu porta-voz, Merkel afirma que "mantém" a pertinência de "suas decisões em relação à cúpula da Otan em Bucareste".

"Em relação às atrocidades descobertas em Bucha e em outros lugares da Ucrânia, a ex-chanceler apoia totalmente todos os esforços do governo e da comunidade internacional para apoiar a Ucrânia e acabar com a barbárie russa e a guerra contra a Ucrânia", disse a porta-voz.

Alemanha e França consideraram que era muito cedo, em 2008, para a adesão da Ucrânia - uma ex-república soviética, vizinha da Rússia - à Otan e que não havia condições políticas para isso.

Merkel foi criticada após a invasão da Ucrânia pela Rússia por sua política de distensão para com o Kremlin e pela crescente dependência da Alemanha das importações de gás russo, durante seus anos no poder. A agora ex-chanceler se aposentou da política no ano passado, depois de exercer quatro mandatos.

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EM TEMPO: Evidentemente que a ex-Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, teria um papel importante na paz entre à Rússia e à Ucrânia, uma vez que a mesma tinha uma postura mais independente com relação aos EUA. Pois o atual Chanceler  da Alemanha, é muito fraco. Por outro lado, o ex-comediante e Presidente da Ucrânia, Zelensky, é de extrema-direita, protetor dos neonazistas e submisso ao governo Biden, o qual não quer o fim da guerra e não deixa a Ucrânia tomar uma decisão lógica diante do conflito bélico. Os corpos de civis mortos que apareceram em Bucha, carece de uma investigação independente para descobrir os culpados. Mas, não há sinais de que as mortes em Bucha foram praticados pelo exército russo.