quinta-feira, 22 de julho de 2021

Às ruas em 24 de julho contra a política da morte!

A Juventude Trabalhadora Contra a Política da Morte

Jovens Trabalhadores da Grande Florianópolis – UJC

A classe trabalhadora brasileira encara no momento uma sequência brutal de ataques às suas condições básicas de vida e trabalho pelo governo ultraliberal Bolsonaro-Mourão, que tem aprofundado o desmonte de qualquer garantia trabalhista e se colocado como aliado da morte através das políticas de saúde referentes à pandemia do COVID-19.

No que se refere à pandemia, a postura do governo é resumida na negligência deliberada com a saúde do povo, como se vê no caso escrachado da hidroxicloroquina beneficiando empresas da indústria farmacêutica dirigidas por empresários ligados ao bolsonarismo.

Com o desmonte do SUS e a reabertura dos trabalhos não essenciais, o colapso na saúde se tornou uma realidade, com a falta de leitos de UTI, respiradores e profissionais em comparação à demanda de pacientes. Pelo boicote à compra das vacinas, a campanha de vacinação no Brasil anda a passos lentos, minada pela propaganda de que a via seria de uma suposta “imunização de rebanho”, o que já explicita como a classe dominante enxerga o povo brasileiro.

Não bastasse a constante ameaça de sofrimento e morte pelo vírus, que já ceifou mais de meio milhão de vidas no país, a precarização do trabalho se expressa gravemente no crescimento galopante do desemprego e da informalidade, crescimento este acompanhado do aprofundamento da superexploração e do agravamento da insalubridade nos locais de trabalho. Especialmente para jovens que se encontram em empregos formais, a ida e vinda ao trabalho é marcada pela exposição diária ao vírus no transporte público, lotado, sem acesso regular a equipamentos de proteção adequados.

No trabalho informal, encara-se muitas vezes jornadas massacrantes de mais de doze horas diárias, sendo recorrente o abandono de paradas para descansar ou comer, buscando garantir o mínimo para sua sobrevivência. Essas condições colocam uma grande parcela da juventude em um cotidiano de vender o almoço para garantir a janta.

A juventude trabalhadora, principalmente a que mora em bairros periféricos, vive em uma situação extremamente precária, se encontrando mais exposta ao vírus devido às precariedades de questões básicas como moradia e acesso à saúde que já enfrentava antes da pandemia.
Com essa precariedade, os e as jovens que se encontram desempregados têm sua inserção no mercado de trabalho ainda mais dificultada e forçada à imobilidade, impactando na perspectiva de futuro da juventude e subutilizando sua força de trabalho no presente.

Tendo em vista esta realidade, a classe trabalhadora vive numa luta obstinada contra a ameaça do vírus e da fome, empenhando-se para mediar o aumento dos preços dos insumos básicos, como luz, gás e comida, com as limitações de sua renda. Um amplo programa de auxílio de renda, aumentado para um salário mínimo, se faz uma necessidade urgente como forma de enfrentar as dificuldades da conjuntura e abrir possibilidade da juventude não só ter condições adequadas de vida, mas também para ter acesso ao emprego.

Frente a esse cenário de genocídio do povo brasileiro, reafirmamos a necessidade da luta contra o bolsonarismo e seus aliados, pelo fim do capitalismo e do imperialismo, e chamamos o povo da Grande Florianópolis a comparecer ao ato do dia 24 de julho, para unirmos nossas forças na luta por vida e trabalho dignos, por vacina no braço e comida no prato!

FORA BOLSONARO, MOURÃO E GUEDES!
EM DEFESA DO SUS, CONTRA A PRECARIZAÇÃO DA SAÚDE!

PELA VACINAÇÃO EM MASSA!

PELO AUXÍLIO EMERGENCIAL DIGNO!

PELO PODER POPULAR E RUMO AO SOCIALISMO!

EM TEMPO: PELAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS

Em resposta à ameaça de Braga Netto, presidentes de partidos querem enterrar ideia do voto impresso

 

ESTADÃO - Lauriberto Pompeu

© Gabriela Biló/Estadão O presidente Jair Bolsonaro chega ao Ministério da Defesa nesta quinta-feira, 22; à direita, o general Braga Netto, titular da pasta

 

 

BRASÍLIA – Os presidentes do PSDB, DEM, MDB, Solidariedade e PSD articulam a derrubada da proposta de emenda à Constituição (PEC) do voto impresso, defendida pelo governo. O movimento já existia há algumas semanas, mas agora ganhou impulso, após a ameaça do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, de não haver eleições em 2022 caso o Congresso não aprove o voto impresso, conforme revelou o Estadão. Há outros partidos que são contra a PEC, mas esses são os que encabeçam a linha de frente do movimento para adiantar a votação e rejeitar o texto.

A mobilização dos partidos foi informada pela CNN e confirmada pelo Estadão. Na prática, os partidos se mobilizam para evitar qualquer possibilidade de adiamento da comissão formada para analisar o tema. A ideia é que a proposta seja votada logo na volta do recesso legislativo, na primeira semana de agosto.

 “O nosso trabalho é para rejeitar esse absurdo”, disse o presidente do DEM, ACM Neto, ao Estadão. “Essa coisa do Braga Netto acaba reforçando a articulação contra (a PEC)”, declarou o ex-prefeito de Salvador. “A gente vai fazer tudo para votar esse negócio do voto impresso e derrubar logo na comissão”, completou o presidente do DEM.

Gilberto Kassab, presidente do PSD, é otimista e acredita que a mudança na forma de verificar os votos não tem chance de passar na comissão. “Os partidos têm uma posição consolidada e isso reflete na comissão, onde existe uma maioria para manter o atual modelo de apuração”, declarou.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Macron condecora vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues

Yahoo, Redação Notícias - Anita Efraim

qua., 21 de julho de 2021


 

Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid, será homenageado pelo governo da França (Foto: REUTERS/Adriano Machado)



·         Randolfe Rodrigues receberá uma condecoração do governo francês

·         Senador é vice-presidente da CPI da Covid e desafeto do presidente Jair Bolsonaro

·         A honraria foi concedida pelo presidente da França, Emmanuel Macron

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) será homenageado pelo governo da França. O parlamentar receberá a medalha Légion d’honneur, dada pelo presidente francês, Emmanuel Macron. 

"Foi com muita felicidade que recebi do Embaixador da França no Brasil, Gilles Pecassou, a notícia de que nosso mandato será condecorado pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, com a medalha Légion d’honneur, honraria criada pelo imperador Napoleão Bonaparte em 1802", contou Randolfe Rodrigues pelas redes sociais. O senador agradeceu o reconhecimento e afirmou que o trabalho do mandato dele é pautado pela "defesa dos interesses populares, a ética na política e o desenvolvimento sustentável com distribuição de riqueza para todos". 

Queixa-crise contra Bolsonaro

Randolfe Rodrigues é vice-presidente da CPI da Covid no Senado e um opositor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O atrito se acirrou ainda mais com os trabalhos da CPI. O presidente já ofendeu Randolfe publicamente em diversas ocasiões. Na última terça-feira (20), o parlamentar apresentou uma queixa-crime contra Bolsonaro por difamação. Segundo o senador, o presidente está tentando ferir a reputação, fazendo uma relação entre o parlamentar e a compra da Covaxin.

"Acabo de apresentar queixa-crime contra Bolsonaro por difamação, em razão de tentativa de ferir minha reputação mentindo sobre meu alegado envolvimento nos esquemas da Covaxin. Essa covardia de Fake News precisa ACABAR!", escreveu Randolfe nas redes sociais.

Atritos entre Bolsonaro e Macron

As relações entre Bolsonaro e Emmanuel Macron tampouco são amistosas. Bolsonaro já acusou o presidente francês de tentar interferir na soberania brasileira, por críticas feitas à falta de preservação da Amazônia. Outro atrito entre os governos aconteceu quando Bolsonaro ofendeu a primeira-dama francesa, Brigitte Macron, em 2019. O comentário maldoso foi endossado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes

EM TEMPO: Dois Garanhuenses na oposição a Bozo: o ex-presidente Lula e o senador pela REDE do Amapá, Randolphe Rodrigues. Agora durmam com essa realidade. 

Exército 'fura-fila' de vacinação e imuniza secretamente agentes da Abin contra Covid-19



Yahoo, Redação Notícias

qua., 21 de julho de 2021

Os militares das três Forças Armadas — Marinha, Exército e Aeronáutica — estão sendo vacinados de forma privilegiada em Brasília. A investigação do MPF foi instaurada em inquérito civil público de 25 de junho (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

·         O Exército atuou diretamente na vacinação secreta de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que foram imunizados contra a Covid-19 sem o aval de técnicos do PNI

·         De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, há uma lista sigilosa com nomes enviados ao Exército para que os servidores da agência de inteligência fossem vacinados com todos os militares da ativa

·         Segundo a apuração do órgão, 130 funcionáridos da Abin foram imunizados

O Exército atuou diretamente na vacinação secreta de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que foram imunizados contra a Covid-19 sem o aval de técnicos do PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde que define a fila da imunização no Brasil. 

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, há uma lista sigilosa com nomes enviados ao Exército para que os servidores da agência de inteligência fossem vacinados com todos os militares da ativa. Segundo a apuração do órgão, 130 funcionáridosda Abin foram imunizados.

Os militares das três Forças Armadas — Marinha, Exército e Aeronáutica — estão sendo vacinados de forma privilegiada em Brasília. A investigação do MPF foi instaurada em inquérito civil público de 25 de junho.

Agora, o órgão investiga o privilégio dado aos militares das Forças Armadas, a forças de segurança e aos agentes da Abin em Brasília. A vacinação acontece em meio à falta de doses de vacinas contra a Covid-19 em todo o país.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, todos eles são suspeitos de furar a fila de vacinação, em razão do desrespeito a normas técnicas editadas pela equipe do PNI para organizar um fluxo de imunização de grupos prioritários.

Profissionais não estariam contemplados pelo PNI

terça-feira, 20 de julho de 2021

‘Se Câmara não colocar limites, Bolsonaro vai avançar sobre a democracia’, diz Marcelo Ramos

ESTADÃO - Anne Warth e Camila Turtelli

 

© Dida Sampaio/Estadão O vice presidente da Camara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM)  

 

BRASÍLIA – Mais novo alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), disse que a Casa precisa demarcar uma linha clara sobre a qual Bolsonaro não pode avançar. “Se não fizermos isso, Bolsonaro vai avançar e marchar sobre a democracia”, afirmou o deputado, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast.

Ramos está analisando o superpedido de impeachment contra Bolsonaro, reunindo diversos partidos de oposição e de centro, e afirmou que uma leitura preliminar indica haver indícios de crime de responsabilidade, em razão da ameaça que o presidente fez ao processo eleitoral, caso o voto impresso não seja aprovado pelo Congresso.

Número dois na Câmara, Ramos não descarta dar andamento a um pedido para afastar Bolsonaro, se assumir o comando da Casa. Admite, porém, que isso só ocorreria na ausência do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Ao Estadão/Broadcast, o deputado afirmou ter conversado com Lira no domingo sobre as acusações que Bolsonaro fez a ele na condução da votação do Orçamento. Ao pedido de apoio, Lira respondeu com silêncio.

“Hoje sou eu, ontem foi Joice Hasselmann (PSL-SP), anteontem foi Alexandre Frota (PSDB-SP) e, recentemente, foi a Luisa Canziani (PTB-PR). Se não reagirmos, amanhã será Arthur Lira e a Câmara dos Deputados inteira”, disse Ramos.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

segunda-feira, 19 de julho de 2021

'Distritão': nova forma de eleger legisladores favorece milicias

 

(crédito: Elio Rizzo/Esp. CB/D.A Press - 31/10/10)

Para valer em 2022, modelo tem que ser aprovado pelo Congresso até outubro deste ano. Grupos organizados serão principais beneficiados com as mudanças

Augusto Fernandes – Correio Braziliense

postado em 18/07/2021 06:00 

 


A pouco mais de um ano para as eleições de 2022, está em discussão no Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que busca alterar as regras para a escolha de deputados federais, estaduais e distritais e vereadores. De acordo com o texto, a ideia é acabar com o sistema proporcional, utilizado atualmente para se eleger os parlamentares e implementar, no ano que vem, o chamado distritão, que funcionaria nos moldes do sistema majoritário aplicado nas eleições para presidente, governadores, senadores e prefeitos.

Pela proposta, seriam eleitos deputados aqueles que mais recebessem votos, independentemente do desempenho do partido ao qual são filiados. No modelo proporcional, para um candidato sair vitorioso, primeiro a legenda à qual ele pertence tem que atingir um número mínimo de votos para ter direito a ocupar cadeiras no Poder Legislativo. Caso a sigla não atinja esse quociente eleitoral, o candidato não será eleito, mesmo que tenha conseguido uma margem expressiva de votos.

A PEC quer usar o distritão apenas em 2022, em caráter transitório, pois o objetivo maior do texto é instituir, a partir das eleições municipais de 2024, o sistema distrital misto. Nesse modelo, os eleitores teriam que votar duas vezes para os cargos eletivos na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas, na Câmara Legislativa do Distrito Federal e nas Câmaras de Vereadores.

O primeiro voto seria para um candidato que tem reduto no distrito em que o eleitor vota. O segundo, para qualquer outro nome que esteja concorrendo a esses cargos no estado ou na cidade. Um mesmo candidato poderia concorrer nas duas listas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficaria responsável por definir os distritos eleitorais com um ano de antecedência da eleição.

Vice-presidente da Câmara pede para analisar os quase 130 pedidos de impeachment contra Bolsonaro


 ESTADÃO - Camila Turtelli 

© Dida Sampaio/Estadão O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) 

 

BRASÍLIA - O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), fez um pedido oficial ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), para que ele possa ter acesso ao inteiro teor das dezenas de pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro protocolados no Legislativo. Ao Broadcast Político/Estadão, o parlamentar disse que pretende analisar a fundamentação dos pedidos. Ramos, que se posicionava de forma neutra em relação ao governo, transforma-se agora em oposição declarada contra Bolsonaro após ter sido atacado pelo presidente neste domingo e nesta segunda-feira, 19.

“Vou analisar se tem fundamento jurídico e, se um dia eu estiver no exercício da presidência, em existindo fundamento jurídico, eu avaliarei se, politicamente, cabe decidir sobre isso no exercício provisório da presidência”, disse Ramos ao Broadcast Político/Estadão.

Cabe ao comando da Câmara dar início a um processo que pode levar ao afastamento do presidente da República com base em denúncias encaminhadas à Casa. Até a semana passada, eram 130 pedidos de impeachment recebidos pela Secretaria-Geral da Mesa da Câmara desde o começo do mandato de Bolsonaro, em janeiro de 2019. Alguns foram descartados por problemas técnicos, mas a maioria estava “em análise”, isto é, aguardando despacho de Arthur Lira. Nem ele e nem seu antecessor no cargo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), analisaram o mérito de nenhum dos pedidos até agora.

No fim do mês passado, partidos e representantes da sociedade civil entregaram um “superpedido de impeachment”, reunindo mais de 100 acusações de crimes de responsabilidade. Apesar da insistência e da pilha de pedidos que acumula na sua frente, Lira tem repetido, em diversas ocasiões, que não enxerga materialidade ou novidade para abrir um processo contra o presidente.

domingo, 18 de julho de 2021

Golpe legislativo

Postado por Magno Martins Em 18.07.2021

Com edição de Ítala Alves

Por Merval Pereira, de O Globo

O escandaloso aumento do fundo eleitoral aprovado pelo Congresso a toque de caixa é apenas uma das facetas de um golpe legislativo que está em curso para mudar também o sistema eleitoral e aprovar a maior reforma política já feita desde a redemocratização. Tudo sem o debate público necessário, a fim de que as novas regras sejam aprovadas até o começo de outubro, para que entrem em vigor já na eleição geral de 2022.

O valor triplicado do Fundo Eleitoral, passando de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, deve ser judicializado no Supremo Tribunal Federal, pois dificilmente o presidente Bolsonaro terá condições de vetar o aumento, embora tenha interesses pessoais  nisso: PT e o PSL, partidos opositores de Bolsonaro, receberão cada cerca de R$ 600 milhões para a campanha. No entanto, esse aumento abusivo interessa também aos partidos do Centrão, hoje a base de apoio do governo.

Além do mais, há um problema técnico: o valor do Fundo Eleitoral foi definido por uma porcentagem da verba do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e se o presidente vetar o artigo, estará acabando com o Fundo, pois não é possível simplesmente passar a porcentagem de 25%, como aprovado, para outra qualquer.

Num momento de crise, é simplesmente inaceitável que os partidos políticos aumentem irrazoavelmente  o gasto eleitoral. Mas há mais. A mudança do sistema eleitoral foi  apresentada pela deputada Renata Abreu a partir de uma proposta original de mudança constitucional do PSDB que tratava da mudança de datas em eleições próximas a feriados nacionais. A relatora, advogada especializada em direito eleitoral, propôs uma série de mudanças, que abrange do sistema eleitoral à cláusula de barreiras e ao incentivo ao voto em mulheres, que valeriam o dobro para o cálculo do Fundo Eleitoral.

Até mesmo a democracia direta, com incentivo a plebiscitos municipais, é sugerida na reforma. O mais grave, no entanto, é a adoção do distritão, considerado pelo especialista Jairo Nicolau “o pior modelo eleitoral do mundo”. O sistema tem o poder de retirar da disputa os votos de legenda para favorecer os chamados puxadores de votos. O temor é que os partidos escolham apenas os candidatos populares, como artistas, jogadores de futebol, jornalistas de rádio e televisão, em detrimento de candidatos de voto de opinião. Ou prefiram candidatos já eleitos com boa votação. Assim, a renovação política seria inviabilizada.

Os partidos perderiam também o controle programático, pois cada eleito teria sua própria representatividade, sem necessariamente coincidir com o programa partidário. O que já é ruim ficaria pior. Há, concomitantemente,  uma reforma eleitoral profunda que está sendo debatida em comissão que, segundo Marcelo Issa, cientista político que dirige a ONG Transparência Partidária, representa um retrocesso no nosso processo eleitoral, retirando da Justiça Eleitoral algumas de suas prerrogativas.

Ela admite que os partidos contratem empresas privadas para analisar suas contas e informá-las à Justiça Eleitoral, prevendo neste caso multa irrisória se houver a reprovação (art. 70); acaba com a divulgação de bens dos candidatos, que permite ao eleitor conhecer as empresas, propriedades e investimentos e evolução patrimonial dos candidatos (art. 209, §9º). Faz com que os gastos de campanha sejam conhecidos só após a eleição.

A proposta permite ao Congresso Nacional cassar resolução do TSE que considere exorbitar os limites e atribuições previstos em lei (art.130, §1º); exige comprovação de gastos para caracterizar propaganda eleitoral antecipada, afastando desse conceito algumas condutas que ocorrem, por exemplo, em igrejas, templos e similares (art. 504); restringe a aplicação de multa no caso de propaganda eleitoral negativa apenas aos casos em que ocorrer “acusações inverídicas graves e com emprego de gastos diretos” (art. 507, §2º), podendo levar a um aumento dos discursos de ódio e ofensas pessoais durante as campanhas e institui o crime de caixa dois eleitoral, mas com pena máxima passível de acordo de não persecução penal (art. 893 e art. 28-A do CPP).

Uma reforma feita “pelos partidos, para os partidos”, como define Marcelo Issa.

EM TEMPO: Nem 2 e nem 6 bilhões de reais. Na sociedade capitalista há coisas interessantes. Os empresários querem privatizar as empresas estatais e defendem o Estado Mínimo, mas se lembram do Estado para financiar seus empreendimentos, seja em infra-estrutura, seja em financiamentos via BNDES, BB, BNB e CEF. Já que a sociedade é capitalista, opino que não haja financiamento público de campanha eleitoral e que  os candidatos sejam financiados pela iniciativa privada ou com recursos próprios, seguindo normas específicas e transparência. Evidentemente que a maioria dos candidatos não iriam sensibilizar a classe empresarial para financiar suas campanhas políticas  e de interesse pessoal. 

sábado, 17 de julho de 2021

NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS!

 

A privatização não só vai provocar um expressivo aumento da conta de luz, como deve resultar em apagões e desindustrialização do país

*NOTA DO MAB SOBRE A LEI QUE AUTORIZA A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS*

MOVIMENTO DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS

O governo Bolsonaro assinou ontem (13) a lei que autoriza a privatização da Eletrobras. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) é contra a privatização da maior companhia de energia da América Latina, que pertence aos brasileiros. O povo trabalhador será a grande vítima dessa iniciativa do atual governo.

Elencamos sete consequências da lei (14.182/2021), assinada por Bolsonaro, que autoriza a privatização da Eletrobras:

1) Tarifaço nacional na conta de luz: a privatização causará um aumento médio na conta de luz do povo acima de 25%.

2) Desindustrialização e desemprego: o aumento dos custos de energia elétrica aumentará a crise na economia, levará à falência milhares de pequenas e médias empresas e causará desemprego em massa.

3) Destruição da soberania nacional: A privatização entregará 125 usinas de geração de energia, 71 mil quilômetros de linhas de transmissão e 335 subestações para bancos privados e fundos especulativos internacionais. A energia elétrica de nosso país ficará sob domínio completo do capital financeiro, que só tem interesse em especular, saquear e explorar ao máximo nossos recursos.

4) Aumento de apagões: a privatização causará queda na qualidade dos serviços de energia e levará o país ao caos futuro com aumento de apagões.

5) Privatização da água: a estratégia de privatização da água que está em curso irá beneficiar o novo proprietário da Eletrobras, que tende a estabelecer o monopólio do mercado mundial da água. As extraordinárias reservas de água e mananciais naturais da Amazônia estão entre os principais interesses das transnacionais que querem controlar a Eletrobras.

6) Destruição ambiental: ao se privatizar o setor elétrico, crescerá o número de crimes socioambientais, como os exemplos de Mariana(MG) e Brumadinho (MG), causados por uma companhia privada.

7) Violação dos direitos dos atingidos: as empresas privadas não aceitam reparar os direitos dos atingidos por barragens em suas obras. Por isso, a privatização significa o aumento das injustiças e violações de direitos dos atingidos e dos trabalhadores do setor elétrico.

É necessário seguir a luta até o fim para impedir a privatização e a entrega da Eletrobras à iniciativa privada. Temos que reaver tudo que será saqueado no setor elétrico pelos banqueiros e empresários que só querem explorar a classe trabalhadora. Nossa energia deve ficar a serviço de um projeto energético popular que garanta soberania, distribuição da riqueza e controle do povo.

Coordenação nacional do MAB

terça-feira, 13 de julho de 2021

NÃO VÃO NOS INTIMIDAR!

Nota política do PCB

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) repudia a atitude do Ministério da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas, que ameaçaram, em nota publicada nesta quarta-feira, dia 07/07, as liberdades democráticas, com objetivo de encobrir a participação de um grupo de militares na corrupção reinante no governo Bolsonaro.

Os comandantes e o ministro também objetivam limitar, pela via das ameaças e intimidações, as investigações promovidas pela CPI da Covid – 19 e, assim, sustar a queda vertiginosa de popularidade e sustentação política deste governo genocida, antipopular e entreguista. Realizam esta manobra infame sob o olhar cúmplice ou com o apoio do grande capital, que tem na ditadura sem disfarce uma das formas do seu domínio político.

O PCB convoca todas as forças populares e democráticas a responderem nas ruas, nos vários dias de luta já marcados, a mais esta ameaça, que se junta ao genocídio planejado da população, à sabotagem das vacinas e do distanciamento social, ao aumento da inflação e da fome imposta ao país pelo Governo de Bolsonaro e Mourão.

Nenhuma ameaça vai paralisar o movimento popular. Vamos seguir ocupando as ruas e participando ativamente das lutas da classe trabalhadora contra o desemprego, a destruição dos direitos sociais, o desmonte dos serviços públicos, as privatizações e a todos os ataques do capital.

Fora Bolsonaro-Mourão! Impeachment já!
Em defesa das liberdades democráticas!
Pelo Poder Popular no rumo do Socialismo!

Comitê Central do PCB

“É um governo assombrosamente ruim”, diz cientista político sobre gestão de Jair Bolsonaro

© Imagem: Divulgação Humberto Dantas

Carolina Grassmann* por Cultura FM - 103.3

 

Nesta terça-feira (13), o cientista político Humberto Dantas participou do programa Oito em Ponto, onde analisou o atual cenário político brasileiro, com foco no levantamento feito pelo Instituto Datafolha, divulgado neste domingo (11). A pesquisa aponta que, para 70% dos brasileiros, há corrupção no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Dantas, ao contrário do que foi falado por Bolsonaro, a pesquisa “está longe de ser uma fraude”. O cientista político ainda acrescenta que Bolsonaro perdeu a grande chance de ser um ótimo líder para o país durante a pandemia de Covid-19. “É um governo assombrosamente ruim, que carrega consigo ainda cerca de ¼ do eleitorado pelas razões mais estranhas [...] por razões ou perturbações de ordem pessoal”.

O programa "Oito em Ponto", com apresentação de Sergei Cobra, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 FM, de segunda à sexta-feira, às 8h da manhã, na Cultura FM, Cultura Brasil e no aplicativo Cultura Digital.

*Estagiária sob supervisão da profissional habilitada Letycia Holanda - MTB: 63024/SP

segunda-feira, 12 de julho de 2021

PF vai investigar crime de ameaça a vice-presidente da CPI da Covid


O GLOBO - André de Souza

seg., 12 de julho de 2021

BRASÍLIA - A Polícia Federal (PF) informou a CPI da Covid que abriu um inquérito para investigar ameaça sofrida pelo vice-presidente da comissão, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O documento é assinado pelo delegado Francisco Vicente Badenes Junior, que ficará responsável pela investigação.

Em 18 de maio, o presidente da CPI, Omar Aziz, mandou para a PF um ofício com "prints" de mensagens recebidas por Randolfe por meio do aplicativo "Whatsapp" em seu celular. As mensagens continham ameaças em razão de sua atuação na CPI.

— Alguns colegas desta comissão parlamentar de inquérito, eu creio que não devam ser todos, têm recebido nas suas comunicações pessoais, têm recebido no seu WhatsApp, e de diversas formas, diferentes tipos de ameaças, o que me parece ser claramente uma ação coordenada — disse Randolfe na sessão de 18 de maio da CPI, pedindo que o caso fosse encaminhado à PF.

— Será encaminhada hoje mesmo, senador Randolfe. Isso daí está virando uma rotina, mas o papel nosso é continuar trabalhando aqui — respondeu Omar na ocasião.

Na época, Randolfe afirmou que a lei de 1952 regulando o funcionamento das CPIs estabelece como crime "impedir, ou tentar impedir, mediante violência, ameaça ou assuadas, o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito, ou o livre exercício das atribuições de qualquer dos seus membros". A PF informou, porém, que a investigação é pelo crime de ameaça, previsto no Código Penal, com pena de detenção de um a seis meses, ou multa.

EM TEMPO: Dois garanhuenses  para detonar Bozo: Lulinha e Randolphe. Agora durmam com esse pesadelo. 

Nota das Forças Armadas 'não contribui em nada', diz general Santos Cruz

ESTADÃO - Bruno Ribeiro e Cícero Cotrim

© Reprodução/YouTube O general Santos Cruz, durante participação em live do grupo Parlatório S/A


O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, disse que manifestações como a nota feita pelos comandantes das Forças Armadas “não contribuem em nada” para o ambiente institucional do País e que as afirmações do presidente Jair Bolsonaro sobre a chance de não haver eleições no ano que vem sem voto impresso são uma “ameaça absurda”. Ao participar de uma live organizada pelo grupo Parlatório S/A na noite deste domingo, 11, ele defendeu ainda uma “reação forte” da sociedade e das instituições contra a ameaça feita pelo chefe do Executivo.

“Não pode haver essa manifestação institucional. Quando ela acontece, acarreta mais desgaste ainda. O que estamos vivendo é um contexto, manifestações, que não contribuem em nada. Trazem só instabilidade, trazem só alarmismo”, disse Santos Cruz, ao ser questionado sobre o papel dos militares para garantir a democracia. Ele se referia à carta dos chefes militares e do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, divulgada após o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), citar o termo “banda podre” de militares no Ministério da Saúde. A nota tinha expressões como “vil e leviana” para descrever a fala do senador.

O general considerou que o número de militares no governo está desequilibrado e que o governo estimulou a nomeação de integrantes das Forças Armadas no governo para tentar captar o prestígio das instituições. “Mas isso não é bom porque começou um desgaste político”.

Santos Cruz afirmou que as eleições são fundamentos básicos. “Algumas ameaças são absurdas, como de o presidente da República dizer que talvez não tenha eleição. Eleição é fundamento básico da democracia”, disse. “Esses pontos sofrem algum desgaste, mas tem de haver reação forte das pessoas e das instituições. Temos algumas instituições muito fracas, seja no Judiciário, seja no Congresso Nacional, que, na minha opinião, tem de ser mais forte”, acrescentou.

EM TEMPO: Independente de concordarmos, ou não, com o general Santos Cruz, é evidente que ele entende melhor, do que alguns dos seus pares,  de política e certamente entenderá de geopolítica. É inacreditável que com tantas escolas militares existentes no Brasil, além dos cursos de aperfeiçoamento que uma parcela considerável de militares  fazem no exterior, especialmente aqueles do Alto Comando das Forças Armadas, publiquem uma nota ameaçadora à democracia, para dar apoio a um ex-capitão indisciplinado quando vestia a farda e agora na presidência da república. Pior, Bozo não tem o apoio da população e nem tão pouco do Presidente dos EUA, Joe Biden. Não existe  golpe ou autogolpe sem o consentimento de Biden. 

Bozo é tido externamente como um "maluco" e a política dos EUA de alguns anos para cá consiste em não criar ditadores que lhes deem trabalho no futuro,  a exemplo de Saddan Hussein, no Iraque, Leopoldo Galtieri, na Argentina e tantos outros. Lembrando que Lula, devido ao seu prestígio internacional,  iniciou o processo de aquisição de armamento para as forças armadas, a exemplo de: caças + submarino, etc. Portanto, os militares eram felizes com Lulinha e não sabiam. Bozo não tem prestígio para comprar, sequer, um parafuso de reposição, que dirá armamento sofisticado. Mas, amostrar-se fazendo "arminha com as mãos" é um bom espetáculo teatral que o Bozo sabe fazer. Quem se habilita a levar Bozo, para casa,  para dar educação e terminar sua criação (rsrsrs).