sábado, 23 de janeiro de 2021

O que se sabe sobre a Sputnik V, a vacina da Rússia que pode vir a ser usada no Brasil

 

 

BBC NEWS

© Reuters Governo da Bahia acionou o STF para poder importar e aplicar a Sputnik V

 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou na sexta-feira (22/1) esclarecimentos pedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Sputnik V, a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Rússia.

O ministro Ricardo Lewandowski quer saber se a agência recebeu um pedido de uso emergencial do imunizante e, caso isso tenha acontecido, como está a análise e se há pendências. Lewandowski é relator de uma ação direta de inconstitucionalidade movida pelo governo da Bahia, que quer aplicar a Sputnik V na população, mas não pode fazer isso por enquanto porque a lei não permite.  

Uma medida provisória (MP) editada pelo governo federal no início de janeiro regula a compra e uso de insumos e serviços relacionados à imunização contra a covid-19 e prevê que só podem ser aplicadas vacinas registradas pela Anvisa ou que tenham sido autorizadas para uso emergencial.

A agência só pode conceder permissão emergencial para imunizantes registrados pelas agências dos Estados Unidos, da União Europeia, do Japão, da China ou do Reino Unido. Esse não é o caso da Sputnik V.

O governo da Bahia questiona a constitucionalidade destas regras e diz que elas atentam contra a dignidade humana e o direito à saúde dos cidadãos e impedem o Estado de cumprir seu dever de tomar medidas para reduzir o risco representado por uma doença. Também argumenta que o objetivo da MP de garantir a eficácia e segurança das vacinas pode ser alcançado com o uso de um imunizante registrado por outras autoridades sanitárias de referência que não estão previstas na lei.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Na luta com os trabalhadores da Ford!

Coordenação Nacional da Unidade Classista

OCUPAR E RESISTIR – A LUTA DE SOLIDARIEDADE COM OS TRABALHADORES DA FORD

A Unidade Classista presta total solidariedade militante aos trabalhadores da Ford e a sua luta. O anúncio do encerramento das atividades no Brasil no dia 11/01, gerou a perda de 6.171 postos de trabalho, fruto de uma política nefasta de desindustrialização.

O fechamento das fábricas em Horizonte (CE), Camaçari (BA) e Taubaté (SP) representa um duro golpe para esses trabalhadores que estão organizando um processo de luta e resistência diante de um quadro complexo na conjuntura brasileira. Tudo isso somado ao enfrentamento a um governo genocida que não está preocupado com as vidas ceifadas diante da pandemia do novo Coronavírus.

É preciso participar das lutas nesse momento. Os trabalhadores da Ford organizaram um calendário de luta, ao qual toda a militância da Unidade Classista e os demais trabalhadores devem aderir e participar ativamente. Devemos estar organizados para dar um basta nesse governo e em sua política que destrói a economia e lança milhares de pessoas no desemprego.

Calendário de luta dos trabalhadores da Ford:

Quarta-feira (20) – Audiência Pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP).
Quinta-feira (21) – Dia Nacional de Mobilização pelos trabalhadores na Ford, com manifestações em frente às concessionárias da montadora.
Sexta-feira (22) – está prevista uma nova assembleia com os metalúrgicos da Ford Taubaté.

Os trabalhadores aprovaram a realização de uma audiência pública na Câmara dos Deputados em Brasília, prevista para a próxima terça-feira (26). Outra mobilização será uma carreata até Aparecida, ainda sem data definida. A vigília dos trabalhadores nas portarias da Ford Taubaté continua. Desde o dia 12 de janeiro eles estão se revezando em turnos de seis horas nas duas entradas da fábrica. Nenhuma peça ou equipamento entra ou sai da montadora.

OCUPAR E RESISTIR!
UNIDADE CLASSISTA!
FUTURO SOCIALISTA!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Biden firma novas medidas para combate à Covid-19

 

Foto: BBC News Mundo

ANSA


(ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou 10 novas ordens executivas para o combate à pandemia de Covid-19 nesta quinta-feira (21).

   As medidas envolvem desde a ampliação da realização de testes, novas regras para a segurança de viagens (com realização de testes e quarentena) e de trabalhadores em geral, a reabertura de escolas em segurança, as parcerias entre as agências federais e também com empresas privadas, além de expandir o acesso ao tratamento de doentes de Covid-19. Biden ainda reforçou sua meta de vacinar 100 milhões em 100 dias e disse que esse "é o dia 1" do plano". Para atingir o número, o presidente informou que já está trabalhando com os estados e com as agências federais para fazer a logística do programa.

    Mais cedo, a deputada democrata Nancy Pelosi afirmou que o novo governo foi surpreendido que não havia nenhum plano de imunização nacional organizado pela equipe de Donald Trump e que foi "preciso começar do zero". Em um discurso antes das assinaturas, Biden afirmou que "não dava para confiar" na gestão da pandemia do governo anterior e que, por isso, lançou um plano nacional abrangente e único.

    Presente na cerimônia, o infectologista Anthony Fauci - que era o principal membro da ciência da força-tarefa de Donald Trump - foi citado por diversas vezes e o mandatário afirmou que "você vão ouvir mais o Fauci do que o presidente". "Até agora, a gestão da pandemia foi uma triste falência", disse ainda, reforçando que os norte-americanos precisam usar máscaras de proteção e que isso não é uma "questão partidária, apesar de ter se tornado isso".

    Biden ainda pontuou que o uso regular de máscaras pelos cidadãos pode evitar "até 50 mil mortes" até o fim de abril, mas reforçou que as coisas "vão piorar ainda mais antes de melhorar". "Infelizmente, nós vamos atingir as 500 mil mortes no próximo mês. Hoje já temos mais de 400 mil mortes, mais do que na Segunda Guerra Mundial e muita gente se surpreende quando falo que estamos em guerra", disse.     Os Estados Unidos são os mais afetados pela pandemia do coronavírus Sars-CoV-2 no mundo, com mais de 24,5 milhões de casos e 408.011 mortes. (ANSA).

EM TEMPO: Já pensaram como seria no Brasil caso Bolsonaro perdesse o mandato imediatamente? Agora durmam com essa bronca. 

China pede demissão de Ernesto Araújo para liberar insumos de vacinas contra a Covid-19

 

ISTO É - Da Redação

 

 

O embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, disse que o país pressiona pela demissão do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para liberar os insumos para produção das vacinas contra a Covid-19, Coronavac e de Oxford, no Brasil. As informações são do jornal Gazeta do Povo.

A China disse que as relações entre os países ficaram estremecidas após os ataques do chanceler contra o país asiático e pede, ao menos, um pedido formal de desculpas do governo brasileiro.

Wanming tem dito que apesar do país ter demorado para pedir os insumos, a China pode antecipar a entrega da matéria-prima para o imunizante.

Na última quarta-feira (20), representantes do país asiático participaram de reuniões com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e da Saúde, Eduardo Pazuello.

EM TEMPO: E agora Bolsonaro? Vai apresentar arminha para os chineses comunistas ou se tornar um "comunista" e demitir o direitista e negacionista Ernesto Araújo? Nada melhor do que um dia após o outro. Agora durmam com essa bronca. 

Bolsonaro deve 'baixar tom' sobre 5G para tentar sucesso com insumos de vacinas na China

Yahoo, Redação Finanças

qui., 21 de janeiro de 2021

Brazil's President Jair Bolsonaro, right, and China's President Xi Jinping pose for photo prior to a meeting of leaders of the BRICS emerging economies at the Itamaraty palace in Brasilia, Brazil, Thursday, November 14, 2019. Pavel Golovkin/Pool via REUTERS

O governo Jair Bolsonaro deve adotar um tom menos duro sobre a empresa chinesa Huawei a respeito da tecnologia 5G. O Planalto quer, com isso, trazer Pequim “para mais perto” e agilizar a importação de insumos para vacinas contra a Covid-19. As informações são da Folha de S.Paulo. As vacinas que o Brasil tem no momento, AstraZenca/Oxford e Coronavac, têm insumos que saem da China, país que a administração atual tem uma relação turbulenta há tempos.

A entrega de produtos está atrasada e vem afetando o calendário de vacinação do Brasil, onde mais de 210 mil pessoas já morreram por causa da pandemia. A Huawei, gigante do setor de telecomunicações, assim como o país asiático, vem sendo alvo de ataques frequentes do governo brasileiro. A companhia chinesa quer ser fornecedora de equipamentos para a tecnologia 5G - a Anatel prevê o leilão, o maior da história pelo volume de licenças, para o final de junho.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, visitará nas próximas semanas fornecedores desses equipamentos. A viagem oficial do ministro deverá passar pela Finlândia (sede da Nokia), Suécia (Ericsson), Coreia do Sul (Samsung) e China (Huawei e ZTE). Faria deverá conversar com todos os presidentes dessas empresas antes de decidir se há motivos para algum tipo de restrição à Huawei.

As operadoras terão que contratar a compra de equipamentos para montar as redes 5G e hoje a Huawei é líder em contratos com os países que já lançaram esse serviço. A questão da segurança cibernética é frequentemente usada para discutir a posição da companhia chinesa. A empresa atua no Brasil há mais de 20 anos e não há evidências que a Huawei não respeite as regras de cibersegurança do país. A Huawei também fornece equipamentos para a Receita Federal, Caixa e Banco do Brasil - até hoje não houve um único registro de roubo de dados.

Ainda segundo a Folha de S.Paulo, as operadoras, no fundo, não estão defendendo a Huawei, e sim evitar que se troque equipamentos ou que tenham que comprar aparelhos 5G mais caros, pós a chinesa já está presente em 45% das redes. 

EM TEMPO: Bozo só cede na marra e sob pressão. Agora está sem força com Biden, presidente dos EUA. Será que Bozo virou "comunista" (rsrsrs). Como é bom dosar as palavras.  

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

O desmonte do SUS e o avanço da pandemia no RJ

Comitê Regional do PCB-RJ

Urge a unidade classista!

Os números recentes da pandemia são impactantes: enquanto o mundo ultrapassou o número de 1.800.000 pessoas mortas por COVID-19, registramos no Brasil e no Rio de Janeiro um aumento preocupante no número de casos confirmados e internações pela doença.

Nas últimas semanas, assistimos a um avanço nas infecções entre jovens e a sobrecarga das unidades de saúde, que já ultrapassam o seu limite: 91% dos leitos de UTI destinados a Covid-19 estão ocupados na cidade do Rio de Janeiro, mais de 100 pessoas aguardam transferência para leitos hospitalares destinados para atendimento a COVID-19 na capital e na Baixada Fluminense.

Há nos últimos meses também um elevado número de mortes que ocorreram nos domicílios e logradouros públicos, chamando a atenção para o grau de desassistência em saúde que nosso povo enfrenta. No Rio de Janeiro também ocorre um excesso de mortalidade das diversas formas de câncer e também as provocadas por doenças nutricionais e metabólicas. Muitas dessas pessoas enfrentam dificuldade para manter seus acompanhamentos de rotina, considerando a sobrecarga do sistema de saúde.

Na esfera federal, o discurso genocida do governo Bolsonaro deliberadamente segue atacando e impedindo o fortalecimento de políticas públicas na área da saúde, além de implementar medidas de austeridade fiscal que avançam com o sucateamento do SUS.

No RJ houve tanto no primeiro quanto no segundo semestre de 2020 demissões em massa de trabalhadores dos hospitais da rede federal em plena pandemia! Mais de 3400 trabalhadores do setor, dos hospitais e institutos federais não estão mais na linha de frente para atender a população.

O resultado deste processo deliberado de privatização e sucateamento do SUS, desvalorização e desrespeito aos trabalhadores servidores e terceirizados do setor recai tanto sob estes trabalhadores quanto a população carioca. Na medida que avança a pandemia de COVID-19, são reveladas também as contradições da assistência à saúde pública que convive com a iniciativa privada e com intensos processos de desmonte em todos os seus níveis de atenção, da atenção primária, da atenção psicossocial, até a rede de urgência e emergência.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

PSOL quer explicações de Pazuello sobre estoques de oxigênio, seringas e agulhas

© Gabriela Biló/Estadão  O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

ESTADÃO - Camila Turtelli

 

BRASÍLIA - A líder do PSOL na Câmara, deputada Sâmia Bomfim (SP), cobrou informações do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre os estoques de cilindros de oxigênio, seringas e agulhas para vacinação em todos os Estados do Brasil. A parlamentar protocolou nesta terça-feira, 19, um requerimento pedindo explicações ao Ministério da Saúde.

No documento, Sâmia solicita detalhamento de dados como a média de consumo semanal de oxigênio medicinal em cada unidade federativa e em quais Estados o Ministério da Saúde percebeu aumento de consumo deste insumo a partir de dezembro. A deputada questiona, ainda, se existe um plano para evitar a escassez de equipamentos de proteção individual na rede pública - como luvas descartáveis, óculos de proteção, aventais, máscaras cirúrgicas, máscaras N95, toucas descartáveis e protetor facial de acrílico.

"Devemos garantir urgentemente que tal situação de desabastecimento não se repita e que os trabalhadores da saúde tenham sua segurança assegurada pelo poder público", disse Sâmia. Com a nova explosão de casos de covid-19 no Amazonas, o Estado vive atualmente o pior momento da pandemia, com colapso no sistema de saúde e falta de oxigênio para pacientes.

Na última quinta-feira, 14, o estoque do insumo chegou a acabar nos hospitais de Manaus e pacientes morreram asfixiados, segundo o relato de médicos. Nesta terça-feira, 19, sete pacientes morreram em Coari (AM) e seis em Faro (PA) devido à falta do insumo.

Como divulgou o Estadão, pelo menos desde o dia 23 de novembro a Secretaria de Saúde do Amazonas sabia que a quantidade de oxigênio hospitalar disponível seria insuficiente para atender a alta demanda provocada pela pandemia de covid-19.

As dificuldades no atendimento da demanda teriam sido relatadas ao Ministério da Saúde no dia 7 de janeiro. O governo federal disse ao Supremo Tribunal Federal que soube da falta de oxigênio no dia 8. Pazuello esteve em Manaus no dia 11.

EM TEMPO: Parabéns Sâmia Bomfim. Como é importante termos uma representação de esquerda no Parlamento Burguês para nos defender dos ataques dos carrascos. 

Nem populismo de Dória, nem genocídio de Bolsonaro

19 de janeiro de 2021

Dia 17/01 de janeiro se constitui como um dia histórico para o Brasil, dia em que foram aprovadas pela ANVISA as vacinas Coronavac e Oxford para uso em caráter emergencial no combate à pandemia do Coronavirus.

Após 10 meses de pandemia, com mais de 200 mil mortes pelo país, e a agudização da crise financeira e sanitária, a chegada da vacina oferece alívio inicial e esperança de dias melhores. No entanto, não devemos esquecer dos inúmeros ataques que ainda persistem contra os trabalhadores.

Dória usa da vacina produzida pelo Instituto Butantã (órgão estatal) para fazer palanque aos seus objetivos eleitoreiros. Porém, não devemos esquecer que o mesmo Dória e seu partido são os principais fomentadores do desmonte e sucateamento dos serviços públicos em São Paulo.

Foi ele que nos últimos anos abriu os caminhos para a privatização do próprio Instituto Butantã, facilitando a parceria com empresas privadas e a venda de produtos, em detrimento da produção de vacinas e pesquisas voltadas para a saúde pública. Ainda durante a pandemia, cedeu à pressão dos patrões ávidos por lucro, e flexibilizou cada vez mais o isolamento social, sem que houvesse em contrapartida qualquer garantia de segurança, EPI ou melhores condições de trabalho para os trabalhadores que foram então, obrigados a se expor aos riscos em nome do próprio sustento. O mesmo governador também foi responsável pela subnotificação dos casos de contágio por Coronavírus no estado e pelo “apagão de informações” no período que antecedeu as eleições municipais de 2020.

Dória se utiliza da saúde pública e de sua situação de calamidade (com a qual ele mesmo contribui) para se apresentar como alternativa. No entanto, ainda que diferente dos métodos de Bolsonaro, sabemos que ambos fazem parte do mesmo projeto neoliberal que quer destruir o serviço público, o investimento em pesquisa e na ciência e entregar todos os direitos à iniciativa privada. Não nos esqueçamos da PL 529, por exemplo, aprovada em outubro do ano passado e que vai enxugar mais de 1 bilhão das universidades estatais e da FAPESP. O interesse no lucro ainda está acima da proteção à vida da população.

O desenvolvimento e a utilização da vacina são vitórias da ciência e da saúde pública (SUS), APESAR dos esforços neoliberais e dos ataques contra as políticas públicas e aos trabalhadores em todas as esferas do governo. Por isso agora é o momento de empenhar esforços na luta pela valorização do serviço público, em defesa dos servidores públicos, pelo SUS de qualidade e gratuito.

É nossa tarefa organizar e construir uma vigorosa greve geral que seja capaz de resistir aos ataques de BolsoDória, Mourão e seus aliados, assim como devemos encaminhar ações contra a Reforma Administrativa, formando comitês regionais de mobilização e diálogo com a população sobre o que representam as privatizações e os ataques aos trabalhadores, resultantes das políticas neoliberais. Ações essas que deverão ser feitas por iniciativas classistas de unidade como o Fórum Sindical, Popular e da Juventude, de Luta por Direitos e Liberdades Democráticas.

Todo reconhecimento, solidariedade e luta à conquista dos trabalhadores da ciência e saúde brasileiras.

· Pela revogação do teto dos gastos!
· Suspensão imediata de todas as privatizações!
· Rejeição Completa à Reforma Administrativa!
· Amplo investimento público na Saúde, com SUS 100% público, valorização dos servidores do Butantã e novos concursos na área da saúde e pesquisa!
· Reconversão industrial com exigências às fábricas privadas para redirecionamento e aumento da produção de máscaras, luvas, álcool em gel e outros produtos e equipamentos de proteção individual necessários à proteção contra o COVID-19.
· Fora Bolsonaro e Mourão. Impeachment já!
· Vacinação gratuita para todos imediatamente!

Comissão Executiva Estadual – Unidade Classista – SP

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Pela vacinação imediata de toda a população brasileira!












Neste domingo, 17.01.2021,  às 15h30 foi vacinada a primeira brasileira com a vacina Coranavac liberada pela ANVISA para uso emergencial. Celebramos esse acontecimento histórico, mas não podemos deixar de registrar que milhares de pessoas estão internadas nesse instante e mais de 209 mil vidas foram perdidas em um contexto em que o Governo Bolsonaro negou a periculosidade da Pandemia, classificando o vírus como uma “gripezinha”, preferindo alimentar o obscurantismo, o negacionismo e o favorecimento apenas dos lucros em detrimento da vida humana.

Por sua vez, a pandemia continua descontrolada no Brasil, Manaus segue em flagelo sanitário e outras cidades podem sofrer processos semelhantes. Prefeitos, governadores, Ministério da Saúde e, principalmente, o presidente da República devem ser responsabilizados. Essa tragédia que assola o país escancara a política de desmonte da saúde pública adotada pelo Governo Bolsonaro e Mourão.

É importante ressaltar o papel que o SUS teve no combate ao avanço da COVID-19, evitando uma catástrofe ainda pior! É preciso destacar ainda que, devido à PEC 95 aprovada no Governo Temer e à política de contenção de gastos públicos para atender a lógica da Dívida alimentando o Sistema Financeiro, toda a logística necessária para acelerar a distribuição das vacinas e a aquisição de insumos está comprometida!

Exigimos vacinação para toda a população e a responsabilização das autoridades do AM e do Governo Federal pelo holocausto sanitário que a Cidade de Manaus vivencia nesse momento.

FORA BOLSONARO!
FORA MOURÃO!
IMPEACHMENT JÁ!

Brasil, 17 de Janeiro de 2021.
Comissão Política Nacional do PCB

domingo, 17 de janeiro de 2021

Bolsonaro perdeu guerra política que criou

Postado por Magno Martins às 21:50

Com edição de Ítala Alves

Por Fernando Castilho*

Pronto. João Doria conseguiu a foto que tanto desejava e o fato político é que o presidente Bolsonaro perdeu a aposta que ele mesmo fez, e que dobrou, ao tentar obter 2 milhões da vacina da AstraZeneca. 

É importante destacar isso. O presidente que, em dez meses, não fez a divulgação de uma só mensagem de aplicação de nenhuma vacina e inventou uma guerra com o governador de São Paulo. Se a gente lembrar, Doria quase que implorou a Bolsonaro para comprar as vacinas do Instituto Butantan e ele recusou a oferta. Bolsonaro fez mais: atrasou os processos de aquisição do imunizante e nessa campanha destruiu a carreira de seu ministro da Saúde, Pazuello, submetendo-o a uma humilhação consentida que transformou o general numa figura patética. E levantou publicamente suspeitas infundadas sobre a eficácia da vacina.  

O presidente não precisava fazer isso. A eleição é em 2022 e, dependendo das condições, talvez nem ele nem Doria estejam numa disputa sobre quem será o próximo presidente. Mas ele fez e perdeu. Atrapalhou o processo e se atrapalhou no projeto de faturar o início de uma campanha de vacinação que não ajudou a construir.

O presidente, talvez, por não acreditar em vacina, não fez nenhum movimento para que o Brasil tenha também uma vacina para a covid-19 como, alias, fizeram os demais países do BRICs como Índia, China, Rússia e África do Sul. Estimulo federal zero. Bolsonaro também atrapalhou as conversas com a Pfizer. E orientou Pazuello a discutir preço. O resultado é que hoje estamos pendurados na vacina da SinoVac e, em breve, da AstraZeneca.

Mas isso é passado. O Brasil tem 209 mil mortes (10 mil delas em Pernambuco), 8,4 milhões de infectados e enfrenta uma segunda onda de contaminação maior que a primeira porque Bolsonaro insiste em não colaborar com a mensagem de usar máscara e não se aglomerar.

Parem a privatização da Petrobras!

Unidade Classista Petroleiros

Já ultrapassamos 200 mil mortes.

O botijão de gás sinaliza que chegará a R$150. As unidades de saúde não têm mais os insumos básicos, como oxigênio, para tratar os milhões de infectados pela COVID-19 que se alastra sem controle. Enquanto isso, as classes dominantes e políticos no poder fazem um concurso de incompetência, estupidez e desprezo pela vida dos pobres.

O ser que senta na cadeira presidencial faz TUDO O QUE PODE para que o máximo de pessoas (de preferência pretas e pobres) morram, sejam vítimas de COVID, tiros ou fome. Os políticos de direita assistem complacentes ao facínora genocida, fingindo às vezes indignação em suas aparições na mídia.

A mídia em peso aplaude Paulo Guedes, como se fosse possível descolar esse genocídio (e esse resultado econômico ridículo) das políticas liberais de ajuste fiscal e austeridade.

A Petrobras, que um dia foi o motor econômico desse país, gerando empregos, renda e esperança de um desenvolvimento econômico e tecnológico, agora apodrece, sendo esquartejada e vendida pra lucro de seus acionistas e das multinacionais. Os combustíveis, que contaminam todos os preços da economia, sobem desenfreadamente, atrelados à política de preços corrupta e entreguista da atual gestão da Petrobras.

A Petrobras, e todos os recursos e riquezas desse país pertencem ao povo brasileiro. Um povo sofrido, esforçado e trabalhador que assiste as indústrias multinacionais, engordadas por nosso dinheiro público, deixarem o país levando os lucros e deixando morte, atraso e desemprego.

Os genocidas, sejam nos meios de comunicação corporativos, no governo ou no mercado, negam ao povo o auxílio emergencial enquanto acumulam mais dinheiro do que jamais poderiam gastar em suas vidas. Enquanto isso, assistimos nossos parentes e amigos serem acossados pela fome e pela doença.

A Petrobrás pertence ao povo e deve ser comandada pelo povo. Assim como também o povo deve usufruir da riqueza e prosperidade que a Petrobras e esse país têm potencial para gerar.

Não há mais como adiar esse grito que está preso em nossas gargantas.

Pela completa estatização da Petrobrás sob controle dos trabalhadores, e pela derrubada desse governo corrupto e genocida.

sábado, 16 de janeiro de 2021

Campanha para ajudar jornalista Alexandre Farias

Postado por Magno Martins às 21:35

Com edição de Ítala Alves

O jornalista Alexandre Farias, 43 anos, se notabilizou por apresentar o telejornal ABTV 2ª Edição, na TV Asa Branca, afiliada da Rede Globo em Caruaru. Em setembro de 2017, ele foi vítima de bala perdida após uma troca de tiros entre policiais e criminosos. O projétil atingiu sua cabeça.

Desde então, ele passou por vários tratamentos, com diversas cirurgias. Hoje ele mora no Recife e necessita de ajuda. "Após quase três anos de tratamentos, ainda não estou andando e fico de pé somente com a ajuda de outras pessoas. Mesmo assim com bastante dificuldade e, apesar de estar sendo acompanhado por fisioterapeutas, não estamos conseguindo evoluir mais", relata.

"Procuramos especialistas da área de ortopedia de pés, tornozelos e quadril. Após realização de tomografia, raio-x e eletroneuromiografia, foi detectada uma calcificação rara nos quadris haja vista a lesão e o tempo deitado. Desse modo, apenas sessões de fisioterapia não irão resolver, precisando de intervenção cirúrgica nos quadris direito e esquerdo, como também nas pernas direita e esquerda. Só assim haverá possibilidade de ficar de pé, andar, sentar melhor e ter uma melhor qualidade de vida. Se até agora lutei, não posso desistir. Para isso, preciso de uma colaboração para atingir meu objetivo", prossegue.

Ele informa que precisa fazer duas cirurgias: uma no quadril esquerdo e outra no direito. Cada procedimento custa R$ 14 mil, além de um instrumentador, que custa R$ 500. Por isso, ele decidiu iniciar um financiamento coletivo com a finalidade de arrecadar R$ 29 mil. Você pode doar no site Vakinha  ou então diretamente na conta de Alexandre Farias:

Caixa Econômica Federal

Agência: 1028 - Caxangá

Operação: 013

Conta: 00031670/6

Carlos Alexandre Farias da Silveira

CPF: 022.451.864-00