quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Se decidir falar, “rei do lixo” pode implodir todo o comando do União Brasil e o grande esquema de corrupção com emendas





 



Marcos Moura, Davi Alcolumbre, Antônio Rueda e ACM Neto (Foto: Divulgação)

PF investiga rede ligada ao empresário Marcos Moura, conhecido como "rei do lixo", e políticos do União Brasil

18 de dezembro de 2024

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Leonardo Sobreira

247 - A investigação da Polícia Federal envolvendo o empresário Marcos Moura, conhecido como o "rei do lixo", expôs um suposto esquema de corrupção que pode abalar as estruturas do União Brasil e revelar um dos maiores escândalos políticos dos últimos anos. 

Moura, preso durante a Operação Overclean no dia 10 de dezembro, é apontado como o articulador de uma vasta rede de contratos fraudulentos em 17 estados brasileiros, movimentando cerca de R$ 1,4 bilhão nos últimos anos. Só em 2024, o grupo teria desviado R$ 800 milhões. Documentos apreendidos pela PF, incluindo R$ 1,5 milhão em espécie e dezenas páginas de planilhas detalhadas, reforçam as suspeitas de superfaturamento, lavagem de dinheiro e manipulação de licitações públicas.

O esquema, que teria como base contratos de coleta de lixo, dedetização e obras públicas, envolve lideranças do União Brasil, como o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o senador Davi Alcolumbre (AP). Moura, filiado ao partido e integrante da cúpula, teria utilizado sua empresa MM Limpeza Urbana para firmar contratos milionários com prefeituras governadas por aliados políticos. Somente em Salvador, ele  detém contratos de mais de R$ 1 bilhão. 

Além disso, as investigações indicam que emendas parlamentares também foram usadas para direcionar recursos a prefeituras e empresas ligadas ao grupo. Com a decisão sobre sua liberdade nas mãos da desembargadora do TRF1 Daniele Maranhão, a expectativa é de que um eventual acordo de colaboração premiada de Moura possa expor um esquema de corrupção de alcance nacional, envolvendo contratos públicos, desvio de recursos e conexões políticas que ameaçam implodir o comando do União Brasil, presidido por Antônio Rueda. 

Um dos pontos-chave que facilitam esquemas como este é a falta de transparência e rastreabilidade no uso de emendas parlamentares. Muitas vezes, os recursos dessas emendas são direcionados para prefeituras e empresas sem mecanismos robustos de fiscalização, criando brechas para fraudes e desvios de verbas. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

A morte de uma nação: bandeiras negras, massacres e roubo de terras, enquanto os abutres devoram a carcaça da Síria


 



 







Soldados israelenses se reúnem perto da linha de cessar-fogo entre a Síria e as Colinas de Golã ocupadas por Israel, 9 de dezembro de 2024 (Foto: REUTERS/Ammar Awad)

Caos geopolítico e massacres devastam a Síria, enquanto potências e milícias rivais disputam territórios, deixando um rastro de destruição e sofrimento humano

13 de dezembro de 2024

O modus operandi padrão do Hegêmona é sempre Dividir para Dominar. Encurralado pela inexorável ascensão da realidade multinodal (itálicos meus), eles perceberam a oportunidade de reinicializar o Império, apostando tudo na criação do “Grande Oriente Médio” delineado ainda na era Cheney.

O eixo de ferro dos neocons straussianos, dos sio-cons e dos psicopatas do Velho Testamento de Tel Aviv é dominado por uma obsessão tipo vale-tudo em destruir o Eixo da Resistência, usando sua rede internacional de matadores sanguinários para espalhar caos e guerra civil sectária por todo o Oeste Asiático. Nesse cenário ideal, eles sonham em ferir mortalmente a cabeça da serpente: o Irã.

O Sultão Erdogan, desempenhando o papel de otário útil, proclamou:

Um “período luminoso” para a Síria acaba de começar.

De fato. Um período luminoso para os Cortadores de Cabeça da Bandeira Negra e para os bombardeadores e invasores de terras de Tel Aviv – se empanturrando com a carcaça da Síria.

Os matadores psicopatológicos do Velho Testamento, com mais de 350 ataques, destruíram totalmente a infraestrutura militar do antigo Exército Árabe Sírio (SAA), fábricas de armamentos, munição, bases, jatos de caça, inclusive a base aérea de Mezze, em Damasco, sistemas antinavio russos, os próprios navios (em Lattakia, próximo à base naval russa) e posições de defesa aérea.

Resumindo: trata-se da desmilitarização da antiga Síria pelo combo OTAN/Israel – sem nem ao menos um pio vindo do mundo árabe e das terras do Islã, a começar pelos matadores da Bandeira Negra que tomaram Damasco.

Some-se a isso as já clássicas invasões/roubo, e a declaração oficial de Tel Aviv sobre a anexação definitiva de Golan – que legalmente pertence à Síria, e cuja restituição foi exigida pela ONU depois da guerra de 1967.

A blitzkrieg dos psicopatas do Velho Testamento - Paralelamente, a aviação turca bombardeou a antiga base russo-síria em Qamishli, no extremo nordeste. O pretexto: evitar que os curdos apoiados pelos Estados Unidos e outras tribos árabes se apoderassem das armas. Para os russos isso talvez não tenha tido muita importância – uma vez que houve tempo suficiente para evacuar ativos de grande valor do Leste do Eufrates.

A Rússia deu asilo ao tremendo e incorruptível Suheil al-Hassan – um sério candidato a principal especialista em tática e estratégia militar do mundo de hoje. Os russos apostaram nele já em 2015 – e garantiram sua segurança pessoal. Ninguém na Síria tinha guarda-costas russos – nem ao menos Assad. Ele foi o único comandante que de fato ganhou batalhas durante os dez dias da Queda da Síria.

Em meio a uma torrente de pessimismo catastrófico, o que vem ocorrendo, com a rapidez de um raio, é a OTAN/Israel devorando a carcaça de uma nação morta e dividindo-a com um bando barulhento de idiotas e fantoches – indo de salafi-jihadis falsamente esclarecidos a curdos americanizados. Obviamente, o QI coletivo menor que a temperatura ambiente impede essa turma de perceber que estão lutando pelo mesmo suserano.

Os capangas de Tel Aviv avançaram sua blitzkrieg através das áreas periféricas de Damasco e talvez já estejam a quinze quilômetros ao sul da capital, uma clássica jogada de lebensraum, parte de seu projeto colonial, visando a obter influência máxima no flanco libanês.

Essa situação é absolutamente crucial e extremamente preocupante para o Eixo da Resistência: agora, a totalidade do Sul do Líbano está exposta a um ataque maciço da ocupação israelense – uma vez que as planícies férteis entre Chtoura no vale de Beqaa e Aanjar não apenas abrigam valiosos recursos naturais, mas também oferecem uma rota direta para Beirute.

Os escorpiões se voltam uns contra os outros - Paralelamente, os Bandeiras Negras tomaram Damasco. Está havendo massacres de todos os tipos – incluindo o de líderes religiosos e cientistas, mas principalmente de antigos oficiais do exército, ex-integrantes da contraespionagem síria e até mesmo civis acusados de terem sido militares.

Sua Eminência, o Xeique Tawfiq al-Bouti, filho do famoso xeique Muhammad Said Ramadan al-Bouti, que foi o imã da venerável mesquita de Umayyad, foi assassinado em sua madrassa em Damasco.

Como seria previsível, os escorpiões estão se voltando uns contra os outros, gangues terroristas rivais do Hayat Tahrir al-Sham (HTS) exigem que os capangas de Jolani libertem seus comparsas presos no Grande Idlibistão, e agora ameaçam atacar o HTS.

Em Manbij, terroristas apoiados pelos turcos matam abertamente curdo-americanos em hospitais. O norte e o nordeste da Síria estão atolados na mais total anarquia.

As tribos que se recusam a aceitar os curdo-americanos e seu projeto de estado comunista e secular, e também se recusam a se juntar à rede terrorista salafi-jihadi apoiada pelos turcos, agora são taxados de “ISIS”, sendo devidamente bombardeados por jatos dos Estados Unidos. Alguns talvez ainda sejam do ISIS: eles eram, antes de 2017, e ainda existem remanescentes do ISIS vagando na clandestinidade pelo deserto.

O Exército russo posicionou seus navios a oito quilômetros da base naval de Tartus. Isso não oferece total segurança porque ainda podem ser alcançados por drones e artilharia, bem como por pequenos barcos.

Para a aviação em Hmeimim é ainda mais complicado. Moscou já mandou uma mensagem clara: se a base for tocada, a retaliação será devastadora. O HTS, de sua parte, vem focando principalmente a ocupação de Lattakia.

O futuro das bases russas permanece um mistério: o desfecho dependerá de uma negociação direta e espinhosa entre Putin e Erdogan.

Jolani, o novo Califa de fato de al-Sham, não se tornará o Líder nessa fase inicial porque a maioria dos sírios morre de medo dele, apesar de sua cuidadosamente encenada conversão à correção política no estilo “estrada de Damasco”.

Ele nomeará a si mesmo “chefe militar”. Um fantoche designado – Mohammed al-Bashir – conduzirá a “transição” até março de 2025. É praticamente certo que al-Bashir será abominado por quase todas as facções. Isso irá preparar o caminho para que o cortador de cabeças arrependido Jolani dê um golpe de estado e assuma poder ilimitado.

Foi na Síria, em Antióquia, uma das mais poderosas cidades do Império Romano, que os discípulos de Jesus foram denominados “cristãos”, do grego christianos. Antióquia hoje é a pequena cidade de Antakya, parte da Turquia. O Sultão Erdogan também sonha com Alepo como parte da Turquia.

O grego era a língua desse pedaço do Império Romano: o latim era usado apenas pelos ocupadores – militares e administrativos.

A Igreja presidida pelo patriarca de Antióquia se desenvolveu por toda a Síria, chegando até o Eufrates.

Será que o Ocidente Coletivo se levantará em defesa dos cristãos sírios remanescentes quando os Bandeiras Negras vierem para expurgá-los – o que certamente acontecerá? Claro que não. O Ocidente Coletivo continua exultando com o fim do “ditador”, enquanto os Bandeiras Negras e os abutres do Velho Testamento dançam em seu Baile do Vampiro sobre o cadáver de uma nação.

Tradução de Patricia Zimbres

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

A autópsia da Síria: terror, ocupação e Palestina

"OTAN e Israel, que celebram a queda de Damasco, vão acabar tendo que lidar com mais do que esperavam", alerta Pepe Escobar

12 de dezembro de 2024

 
Retrato de Assad danificado após a queda do regime (Foto: Reuters)

A curta manchete definindo o abrupto e rápido fim da Síria tal como a conhecíamos seria: Eretz Israel se encontra como o neo-otomanismo. O subtítulo? Um ganha-ganha para o Ocidente e um golpe fatal contra o Eixo da Resistência.

Mas para citar a ainda onipresente cultura pop americana, talvez as corujas não sejam o que parecem.


Comecemos com a rendição do ex-presidente sírio Bashar al-Assad. Diplomatas do Catar, extraoficialmente, sustentam que Assad tentou negociar a transferência de poder com a oposição armada que havia lançado uma grande ofensiva militar nos dias anteriores, começando com Alepo, rapidamente seguindo em direção ao sul rumo a Hama, Homs, e tendo Damasco como alvo. Isso foi discutido em detalhe entre Rússia, Irã e Turquia a portas fechadas durante o último suspiro do moribundo “processo de Astana” para a desmilitarização da Síria.

A negociação de transferência de poder fracassou. Assad, portanto, recebeu do presidente russo Vladimir Putin a oferta de asilo em Moscou. Isso explica por que tanto o Irã como a Rússia imediatamente mudaram a terminologia quando ainda em Doha, passando a se referir à “oposição legítima”, em uma tentativa de distinguir os reformistas não-militantes dos extremistas armados que provocam destruição por todo o estado.

O Chanceler russo Sergey Lavrov – com uma linguagem corporal que revelava o grau de sua ira – literalmente disse: “Assad tem que negociar com a oposição legítima, que está na lista da ONU”.

Muito importante: Lavrov não se referia ao Hayat Tahrir al-Sham (HTS), os bandos de salafi-jihadistas ou jihadis-de-aluguel financiados pela Organização de Inteligência Nacional da Turquia (MIT), com armas bancadas por Catar e contando com o total apoio da OTAN e de Tel Aviv.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Cid confirma à PF participação decisiva de Braga Netto no plano para assassinar Lula

Ex-ajudante de Bolsonaro detalha trama que visava impedir a posse do presidente e revela atuação da cúpula militar

05 de dezembro de 2024

 

Braga Netto e a Polícia Federal (Foto: Alan Santos/PR | Tânia Rêgo/Agência Brasil)

247 – O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (5) que o general Walter Braga Netto teve participação decisiva em uma trama golpista que incluía o planejamento do assassinato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então presidente eleito. 

A informação foi divulgada pela CNN Brasil e reforça elementos previamente apresentados por Cid em depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 21 de novembro.Segundo apuração da CNN, Cid foi questionado pela PF sobre o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que, conforme os investigadores, consistia no assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do próprio Alexandre de Moraes. O depoimento é o primeiro em que o militar detalha o plano diretamente às autoridades policiais, revelando novos desdobramentos da articulação golpista.

Acordo de delação premiada

Mauro Cid, que assinou um acordo de colaboração premiada em setembro de 2023, tornou-se peça-chave nas investigações sobre o governo Bolsonaro, incluindo denúncias de fraude em cartões de vacinação contra a Covid-19, venda de joias sauditas e a tentativa de golpe de Estado. Apesar de enfrentar risco de perder os benefícios do acordo por contradições anteriores, Cid conseguiu mantê-lo ao apresentar detalhes inéditos sobre a atuação de Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022.

Em seu depoimento ao STF, o ex-ajudante de ordens afirmou desconhecer pessoalmente os planos para assassinar Lula, Alckmin e Moraes. Entretanto, os novos elementos reforçam a suspeita de que setores do governo Bolsonaro buscavam sabotar a democracia por meio de ações extremas. 

Plano “Punhal Verde e Amarelo”

De acordo com a PF, o plano foi idealizado pelo general Mario Fernandes, então o número dois na Secretaria-Geral da Presidência. Um documento contendo o planejamento operacional teria sido impresso no Palácio do Planalto em 9 de novembro de 2022, poucos dias após a derrota de Bolsonaro nas eleições. O relatório final aponta que o documento foi levado ao Palácio da Alvorada, mas, segundo o advogado de Fernandes, Marcus Vinícius Figueiredo, “jamais foi entregue a ninguém”. 

Indiciamentos e novas implicações

O caso já resultou no indiciamento de 37 pessoas, incluindo Bolsonaro, por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. O inquérito foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, cabendo agora ao procurador Paulo Gonet decidir se apresentará denúncias formais.

Com as novas declarações de Cid, a trama envolvendo a cúpula militar e política do governo Bolsonaro se torna ainda mais grave, evidenciando tentativas de subverter o Estado Democrático de Direito e ameaçar a estabilidade institucional no Brasil.

EM TEMPO: Na realidade não houve Golpe Militar porque o governo Biden  e a CIA, não apoiavam. Convém lembrar que o governo Biden enviou uma Generala do Cone Sul, a qual participou de uma reunião, em meados do primeiro semestre de 2022,  com o Alto Comando das Forças Armadas e disse pessoalmente que  não existia apoio dos EUA para uma aventura militar. Lembrando que o arruaceiro Bozo foi um dos últimos Chefes de Estado a reconhecer a vitória de Biden contra  Trump  nas eleições presidenciais dos EUA. OK, Moçada!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Homem atirado de ponte por policial e morte em loja geram revolta e põem em xeque preparo da PM de SP

Governador e secretário de segurança pública criticaram publicamente a agressão

Por: Hyndara Freitas, Nicolas Iory e Guilherme Queiroz

São Paulo. Em 04/12/2024


 





PM é flagrado jogando homem em rio na Zona Sul de SP — Foto: Reprodução vídeo

Gravada em uma câmera de celular, a cena de um homem jogado de cima de uma ponte em um córrego na Cidade Ademar, na Zona Sul de São Paulo, é o mais novo episódio a pôr em xeque o preparo dos policiais militares e a política de segurança pública do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a cargo do secretário Guilherme Derrite. Tarcísio, assim como Derrite, criticou na terça-feira publicamente a agressão, e a morte de um ladrão de uma pequena loja por tiros nas costas dados por um PM de folga no dia 3 de novembro. Mas na manhã seguinte, nesta quarta-feira, um outro caso de violência policial tornou-se público. Desta vez, imagens mostram um motociclista já rendido, no chão, sendo agredido por agentes no bairro de Jardim Damasceno, na zona norte da capital paulista. 

O caso que provocou maior repercussão ocorreu na madrugada de segunda-feira, quando testemunhas gravaram vídeo que mostra três PMs em uma ponte. Um deles encosta uma moto na mureta após uma abordagem, e outro segura pelas costas um homem com camiseta azul. De repente, o PM levanta o rapaz pelas pernas e o joga no córrego.

Mais letal — Foto: Editoria de Arte













A Secretaria de Segurança Pública afastou 13 PMs envolvidos na ação, que estariam dispersando um baile funk nas proximidades. O Jornal Nacional informou na noite de terça-feira que a vítima é um entregador chamado Marcelo, que feriu o rosto na queda e foi levado para o hospital depois de ser socorrido por moradores de rua que estavam embaixo da ponte.

— Eu gostaria de uma explicação desse policial aí e o porquê ele fez isso — disse ao telejornal da TV Globo o pai de Marcelo, o mecânico Antônio Donizete do Amaral.

Pela manhã, nas redes sociais, Tarcísio afirmou que “aquele que atira pelas costas, aquele que chega ao absurdo de jogar uma pessoa de uma ponte, evidentemente não está à altura de usar essa farda”. Secretário de Segurança Pública, Derrite divulgou um vídeo dizendo que a ação na ponte “não encontra respaldo nos procedimentos operacionais” e “ações isoladas não podem denegrir a imagem” da PM.

O governador convocou na tarde de terça-feira uma reunião de emergência com o comandante-geral da corporação, Cássio Araújo de Freitas, o subcomandante-geral, coronel José Augusto Coutinho, e o corregedor-geral, Silvio Hiroshi Oyama. O encontro seria para corrigir rumos e punir excessos da PM.

A publicação do governador na manhã de terça-feira também se refere à morte de Gabriel Renan da Silva Soares, no dia 3 de novembro, atingido com 11 tiros nas costas ao tentar furtar pacotes de sabão em um mercado da Zona Sul da capital paulista. Vídeos divulgados esta semana contrariam a versão do policial Vinicius Lima Britto, autor dos disparos, de que ele atirou em legítima defesa, registrada no boletim de ocorrência da Polícia Civil. O agente, que estava de folga quando atirou em Renan, foi afastado e será investigado pela Corregedoria.

Os dois casos repercutiram ao mesmo tempo em que terça-feira uma perícia confirmou o que a Polícia Militar já havia antecipado como provável: partiu da arma de um policial a bala que matou o menino Ryan de Silva Andrade, de 4 anos, no morro de São Bento, em Santos, no dia 5 de novembro, em uma incursão onde também foi morto um adolescente.

‘Estarrecedoras’

As imagens do agente jogando um homem da ponte foram classificadas como “estarrecedoras e absolutamente inadmissíveis” pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, que determinou que o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público acompanhe o caso. “Pelo registro, fica evidente que o suspeito já estava dominado”, disse Oliveira.

De 1º de janeiro até 29 de novembro, São Paulo teve 697 mortes decorrentes de intervenção de PMs, contra 460 em todo o ano passado, segundo o Gaesp. O aumento foi de 51%. Desse total, 595 foram cometidas por policiais em serviço e 102 por agentes de folga. Somadas as mortes por policiais civis, o estado conta 768 casos, uma alta de 66% sobre os dez primeiros meses de 2023. Em relação a todo o ano passado, a alta é de 42%.

As forças de segurança respondem por uma em cada quatro (23,9%) vítimas da violência em São Paulo entre janeiro e outubro, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Foram 2.153 vítimas de homicídio doloso no período, e 676 mortes decorrentes de intervenções policiais.

Só no mês passado, mais de 30 policiais — militares e civis — foram afastados por envolvimento em casos de violência. Além do caso de Ryan, a atuação da PM também foi criticada em novembro pela morte do estudante de medicina Marco Aurelio Cardenas Acosta, de 22 anos, baleado ao tentar resistir à abordagem policial em um hotel, depois de bater no carro dos agentes que tentaram imobilizá-lo.

No episódio de Ryan, Derrite havia saído em defesa dos policiais, dizendo que “foram agredidos a tiros”. No dia seguinte, Tarcísio afirmou que o secretário “tem se saído bem” e evitou abordar a morte da criança. Quanto ao estudante de medicina, Derrite não prestou solidariedade à família e o governador só se manifestou após cobrança de parentes, dizendo que “abusos não serão tolerados”.

Especialistas em segurança pública ouvidos pelo GLOBO apontam que os episódios se enquadram na descontinuidade de políticas de redução do uso da força policial e que os discursos de lideranças, como o governador e o secretário Derrite, contribuíram para isso.

— A postura pública da liderança importa na ponta. Se você tem um discurso que legitima a violência, isso legitima a tropa a usar a violência — aponta Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz.

Leonardo Carvalho, pesquisador sênior do Fórum de Segurança Pública, critica as mesmas políticas.

— O programa de câmeras da PM, que era entendido como exitoso, foi questionado por Tarcísio já no processo eleitoral. Toda liderança passa uma mensagem para sua equipe — ele diz.

A advogada e tia de Renan, Fátima Taddeo, conta que a família sempre questionou a versão apresentada pelo PM Vinícius para a morte do rapaz e já havia pedido imagens do estabelecimento em que ele foi baleado, que só foram enviadas no dia 29 à Polícia Civil.

— Vimos no BO “morte por intervenção policial, tentativa de roubo e resistência”. Só que o mesmo boletim fala que tem 11 perfurações no corpo. Se ele estava tentando furtar, por que constava roubo? Não foi legítima defesa — disse.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Vídeo da Marinha cai mal fora e dentro da instituição

O vídeo bateu recorde negativo: mais de 1.400 comentários, 78% em tom de indignação e com percepções negativas

02 de dezembro de 2024

 
Vídeo da Marinha sobre "privilégios" (Foto: Reprodução)









Por Denise Assis (247) - A semana começou mal para a Marinha, que, neste domingo, primeiro de dezembro, lançou um vídeo com o título: “Privilégios? Vem para a Marinha”. Em apenas 24 horas, a peça havia atingido 50 mil visualizações, de acordo com a revista Sociedade Militar, que se debruçou sobre os desdobramentos do vídeo e seus efeitos. Tantos cliques, no entanto, não foram creditados ao sucesso do lançamento. Muito pelo contrário. A empreitada foi descrita assim pelo veículo voltado para os militares:

“Não se pode atribuir esse ‘sucesso’ a uma estratégia bem-sucedida de marketing institucional. Na verdade, a peça publicitária, parte do plano de comunicação estratégica da Marinha, tem atraído visualizações por conta da curiosidade gerada pela enxurrada de críticas que vem recebendo.”

O vídeo, agora se sabe, não só teve a anuência do comandante da Marinha, Marcos Olsen, mas contou com sua presença no lançamento, junto a outras autoridades militares, gerando uma onda de debates e críticas. Como se sabe, a relação entre a sociedade civil e os militares não anda das melhores, desde que veio a público o relatório da Polícia Federal revelando os planos golpistas de generais e oficiais do Exército, com a adesão do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier.

O lançamento da peça publicitária só ressaltou a complexa relação entre as Forças Armadas e a sociedade civil, que já não está em boa fase. A animosidade só aumentou após o anúncio, há poucos dias, dos cortes orçamentários e medidas para redução de benefícios militares. O vídeo da Marinha foca nesse ponto, destacando o trabalho dos militares, contrastando-o com momentos de lazer de civis, e encerra com o provocativo questionamento: “Privilégios? Vem para a Marinha.”

De acordo com o que apurou a RSM, “apesar da evidente intenção de valorizar a carreira militar, o material surtiu efeito contrário e foi amplamente criticado, gerando uma repercussão majoritariamente negativa nas redes sociais e na opinião pública”. A revista procurou especialistas para analisarem o impacto da campanha, e eles destacaram a desconexão entre a narrativa apresentada e as condições vividas pela população brasileira.

Repercussão majoritariamente negativa

Uma análise de sentimento realizada pela Revista Sociedade Militar sobre os comentários nas redes sociais, usando uma amostra de 120 comentários postados no perfil da força no YouTube, revelou que 78% das reações foram negativas, 10% positivas e 12% neutras. A maior crítica apontada pelos cidadãos foi a percepção de que o vídeo tentava justificar privilégios, criando uma polarização artificial entre as vidas civil e militar.

Usuários das redes sociais expressaram indignação:

·         “A Marinha do Brasil deveria se lembrar que eles só vestem roupas porque tem uma costureira, e que os jeeps só andam porque existem metalúrgicos” (@lucaslopesresende1123).

·         “O vídeo é uma resposta aos pacotes de reforma fiscal do governo para corrigir privilégios dos militares, tentando criar um antagonismo entre as atividades militares e da sociedade civil” (@giovanosiqueira2546).

·         “A MARINHA FEZ UM VÍDEO DEPRECIANDO O POVO QUE A SUSTENTA!!! O vídeo é uma vergonha, uma afronta, um escárnio além de ter sido feito com o dinheiro dos impostos de toda a sociedade brasileira!!! FIM AOS PRIVILÉGIOS DAS FFAA!” (@danielleserpa_). 


DeDesconexão da realidade mostrada no vídeo da Marinha com a realidade social

Especialistas também destacaram o descompasso entre a mensagem do vídeo e a realidade da maioria dos brasileiros. Para a professora Carla Teixeira, historiadora militar e coautora do livro Ilegais e Imorais, ouvida pelo Canal UOL, a campanha reforça “uma visão elitista e insensível às dificuldades enfrentadas pela população, como transporte público precário, baixos salários e falta de acesso a serviços básicos”.

A professora classificou o vídeo como reflexo de um “deslocamento histórico e social”, apontando para a necessidade de as Forças Armadas se alinharem às demandas e percepções da sociedade contemporânea. 

Impacto grave na imagem institucional

Também o impacto do vídeo na reputação da Marinha foi significativo, conforme atestou a RSM. “Comentários indicaram que a narrativa contribuiu para aprofundar o distanciamento entre as Forças Armadas e a sociedade civil.” Segundo Carla Teixeira, consultada pelo UOL, “a campanha comprometeu ainda mais o respeito pela instituição e evidenciou a necessidade de reformas estruturais para modernizar os valores militares, tornando-os mais compatíveis com as necessidades do Brasil contemporâneo”.

Na opinião da pesquisadora, a campanha reacendeu o debate sobre os benefícios concedidos às Forças Armadas, como pensões vitalícias, aposentadorias precoces e vantagens salariais amplamente criticadas por sua desproporcionalidade. A narrativa do vídeo, que tentava associar sacrifício e risco ao papel militar, foi vista como desconectada de uma realidade percebida por muitos como marcada por privilégios. Ou seja, realçou ainda mais as diferenças. 

Conclusão

O vídeo institucional da Marinha revelou tensões profundas entre a visão que as Forças Armadas têm de si mesmas e a percepção do público. A rejeição generalizada à peça evidenciou a necessidade de um timing correto para emplacar determinados discursos, estratégias de comunicação mais alinhadas à realidade social e de uma abordagem institucional que, ao invés de criar conflitos do tipo militar x paisano, promova o diálogo e o entendimento com a sociedade.

Em grupos restritos de militares, a peça foi mencionada como “verdadeira, mas inoportuna”. Militares se enxergam como profissionais que arriscam as vidas e têm um cotidiano diferenciado. Mas não fazem menos do que profissionais como “os caras que cuidam das redes de alta tensão, que também se arriscam muito. Cada um tem sua briga. Achei a coisa meio mal colocada”, disse um suboficial.

Assista o vídeo:

domingo, 1 de dezembro de 2024

O estado profundo dos EUA tenta instigar a Terceira Guerra Mundial, diz político francês

A Rússia alertou anteriormente que a participação direta de países ocidentais no conflito na Ucrânia forçará a Rússia a reagir contra a Otan


Joe Biden, Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin (Foto: Reuters/Leah Millis | Reuters/Valentyn Ogirenko | Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via Reuters)

 


Sputnik - Florian Philippot, líder do partido francês Patriotas, criticou o presidente dos EUA, Joe Biden, por sua suposta aprovação dos ataques com mísseis de longo alcance da Ucrânia nas profundezas da Rússia.

Ao autorizar tais ataques, "o estado profundo e seu fantoche Biden estão tentando desencadear a Terceira Guerra Mundial antes que [Donald] Trump chegue ao poder", escreveu Philippot em sua página X.

"Esperávamos esse tipo de coisa: a loucura deles não tem limites! Pessoas razoáveis ​​terão que assumir o poder e se livrar da Otan de uma vez por todas!", ele ressaltou.

O New York Times citou anteriormente fontes não identificadas dizendo que Biden autorizou "o primeiro uso" dos mísseis ATACMS de longo alcance fornecidos pelos EUA para a Ucrânia em território russo. O jornal chamou a decisão de "uma grande mudança na política dos EUA", que "dividiu" os conselheiros de Biden. Nem Biden nem a Casa Branca comentaram ainda sobre o assunto.

Em seguida, o jornal francês Le Figaro afirmou que a França e o Reino Unido também teriam permitido que o regime de Kiev atacasse território russo usando suas armas de longo alcance.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, por sua vez, lembrou que o presidente Vladimir Putin já havia compartilhado suas ideias sobre uma possível aprovação ocidental para que a Ucrânia conduzisse ataques em solo russo.

Em uma entrevista à televisão russa em setembro, Putin disse que permitir que o regime de Zelensky ataque a Rússia com mísseis ATACMS significaria, na verdade, a participação direta da Otan no conflito na Ucrânia .

Ele acrescentou que se uma decisão permitindo os ataques for tomada, Moscou tomará “decisões apropriadas em resposta às ameaças que serão colocadas sobre nós”.

EM TEMPO: O mundo não pode ser governado sob a influência da indústria armamentista. No caso dos EUA, os "neocons" (neo conservadores que mandam no Partido Democrata e no "boneco de pano" Joe Biden). Já a Ucrânia, governada  por um "fantoche", o qual provoca constantemente a Rússia e a população  ucraniana e a humanidade ficam a mercê dos malucos, a exemplo de Netanyahu. Tomara que o extremista de direita Donald Trump "acorde pra Jesus" e ponha fim as guerras intermináveis. Há um indicativo nos EUA que quando um partido inicia uma guerra o outro, ao assumir o poder, acaba. Vamos torcer para que isso aconteça em prol da paz mundial.