sábado, 8 de outubro de 2022

Fome, medo, violência e doenças: O passado terrível que Bolsonaro trouxe de volta ao Brasil

jair-bolsonaro-fome (Foto: ABr)


A volta da fome, da miséria, da violência política, do medo e o perigo do retorno de doenças já consideradas erradicadas são marcos do que Bolsonaro fez pelo Brasil

8 de outubro de 2022


Lula - Um caso preocupante choca o Brasil nesta semana. Uma criança de apenas três anos apresentou perda de forças nas pernas, febre e dores musculares no Pará, em um caso que está sendo investigado como poliomelite. A criança não estava completamente imunizada, e este pode ser o primeiro caso de uma doença que se considerava erradicada no país. É mais uma tragédia que marca o que Bolsonaro fez pelo Brasil.

A poliomelite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que pode infectar crianças e adultos. Em casos graves, pode acarretar paralisia e morte, e a única forma de prevenção é a vacina. É aí que entra o desgoverno de Bolsonaro. O Brasil, que sempre foi exemplo de estratégia vacinal para o mundo, hoje vê o quadro geral de vacinação de crianças cair a índices perigosos.

Em maio, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) incluiu o Brasil na lista de países com alto risco de reintrodução da poliomielite. O problema é que a cobertura atual está em 69,47% em crianças com até um ano, um dos piores níveis da série histórica. E para garantir que a doença permaneça erradicada, ao menos 95% das crianças devem estar vacinadas, o que não acontece, justamente, desde 2015.Descrição: .

O discurso antivacina de Bolsonaro, fato inédito na história do país, associado ao desmonte do Ministério da Saúde, colocaram a população brasileira em risco, sobretudo as crianças. Os baixos índices de vacinação trazem risco de trazer de volta ainda outras doenças, como a rubéola, a caxumba, a catapora e o sarampo. 

Não é preciso ser nenhum estatístico, historiador e especialista para perceber como a vida da gente andou para trás desde que Jair Bolsonaro se tornou presidente. Programas sociais de renome internacional foram desmontados, a reputação do país, jogada no lixo e o povo, largado à própria sorte. Muita coisa ruim está de volta ao cotidiano dos brasileiros e brasileiras desde que Jair chegou.

Uma nova emergência nacional também mostrou sua triste face em novas estatísticas: o Brasil voltou oficialmente ao Mapa da Fome.

No Brasil, 33 milhões de pessoas passam fome. Muitas crianças só têm acesso a refeições na escola, e lá só têm bolacha e suco para comer, ou precisam dividir um único ovo cozido entre si. Para que elas não repitam o que nem chega a ser uma refeição, recebem um carimbo na pele para evitar que alguém as alimente novamente.

É neste país que o governo de Jair Bolsonaro decidiu praticamente zerar a verba de programas alimentares no Orçamento de 2023. Ações importantes tiveram cortes que variam de 95% a 97% na verba prevista para o próximo ano, como o Alimenta Brasil.

A canetadas, o capitão censura alega sigilo para negar informações essenciais à sociedade. Durante a sua gestão, a alegação de sigilo como negativa às solicitações de informações através do portal Fala.BR, aumentou 663,08% em relação ao governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).

Bolsonaro foi recebido com vaias e gritos "Fora, Bolsonaro" no Círio de Nazaré

(Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Candidato à reeleição pelo PL estava claramente isolado e foi embora sem discursar

8 de outubro de 2022




247 - Jair Bolsonaro foi vaiado neste sábado ao visitar Belém, no Pará, para a celebração do Círio de Nazaré. Frequentadores receberam o chefe do Executivo com gritos de “Fora, Bolsonaro”.

A celebração em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré é considerada a maior festa católica do mundo e é reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil.

Em campanha, ele participou de uma romaria fluvial em um rio da cidade num navio da Marinha na Baía do Guajará. Estava acompanhado das deputadas Bia Kicis (PL-DF) e Carla Zambelli (PL-SP). Bolsonaro deixou o evento sem discursar. Ele estava acompanhado das deputadas federais Carla Zambelli (São Paulo) e Bia Kicis (Distrito Federal).

Ele ficou claramente isolado. Ontem, a Arquidiocese de Belém, que disse não ter convidado o presidente e criticou qualquer uso político do evento. Em rede social, Bolsonaro compartilhou uma foto para mostrar a seus seguidores que estava em Belém, com a legenda "Sírio" de Nazaré. A foto do post foi apagada e republicada sem o erro de grafia.

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL), criticou o que chamou de tentativa de Bolsonaro de usar a festa religiosa como palanque político. "Recebi com profundíssima indignação a tentativa do uso político da maior demonstração de fé do povo paraense. A fé não pode ser sequestrada por uma candidatura à Presidência. Aliás, de um candidato que sequer é católico", afirmou, apesar de Bolsonaro se declarar católico.

Na verdade, o mais recente batismo de Bolsonaro, de 2016, foi por um pastor evangélico, Everaldo, da Assembleia de Deus - Ministério Madureira, que chegou a ser preso por lavagem de dinheiro.

EM TEMPO: Bozo é acostumado a querer se aproveitar dos eventos já agendados como foi o caso do encontro religioso que houve recentemente em Garanhuns. Ao ponto dele querer insinuar que seria maioria em nossa cidade. Puro engano. Nossa cidade é em sua maioria Lulista. Ok, Mpçada!

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Lula pede a quem tem 'uma gota de sangue nordestino' que não vote em Bolsonaro no 2º turno

Lula, Alckmin e Fernando Haddad participaram de ato em São Bernardo do Campo (SP) — Foto: Reprodução/YouTube

Durante campanha em São Bernardo do Campo (SP), Lula afirmou que Bolsonaro associou vitória petista no Nordeste no 1º turno ao analfabetismo na região.

Por g1 — Brasília



Lula, candidato do PT, faz campanha no ABC Paulista

O candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um apelo nesta quinta-feira (6) para que "quem tiver uma gota de sangue nordestino" não vote no presidente Jair Bolsonaro (PL), adversário dele na disputa do segundo turno das eleições.

Lula justificou o apelo ao fato de Bolsonaro ter associado a vitória petista no Nordeste no primeiro turno das eleições ao analfabetismo na região. A declaração de Bolsonaro aconteceu durante uma "live", na quarta-feira (5). O presidente comentava uma notícia sobre a vitória de Lula em estados com alta taxa de analfabetismo quando afirmou: 


 "Uma notícia importante, pessoal: 'Lula venceu em nove dos dez estados com maior taxa de analfabetismo'. Vocês sabem quais são esses estados? São do nosso Nordeste. Não é só taxa de analfabetismo alta o mais grave nesses estados. Outros dados econômicos agora também são inferiores nessas regiões."

Bolsonaro afirmou, em seguida, que "esses estados do Nordeste estão sendo há 20 anos administrados pelo PT" e que "onde a esquerda entra, leva o analfabetismo, leva a falta de cultura, leva o desemprego."

 

No primeiro turno das eleições, Lula recebeu mais votos que Bolsonaro em 14 estados, entre eles todos os estados do Nordeste.


 "Ontem o meu adversário disse que eu só ganhei as eleições dele porque o povo nordestino é analfabeto", disse Lula durante discurso em São Bernardo do Campo (SP).


"Eu queria pedir para vocês que vocês mandassem telefonema para os parentes de vocês no Nordeste. Quem tiver uma gota de sangue nordestino não pode votar nesse negacionista monstro que governa esse país. Ele tem que aprender uma lição", continuou Lula.


O candidato petista afirmou ainda que os nordestinos ajudaram a construir o país e que o analfabetismo ainda existe no Brasil porque "esse país nunca teve um governo que se preocupasse com a educação".


EM TEMPO: A afirmação de Bozo é mentirosa e preconceituosa contra os nordestinos. O governo Lula foi o que mais investiu em educação neste país, a exemplo da Universidade Federal  do Agreste de Garanhuns (Universidade Federal Rural  de Garanhuns) e o Instituto Federal. Esta semana o governo Bozo cortou verbas outrora destinadas para o custeio das Universidades Públicas e Institutos Federais. Ok, Moçada!. 

"Sou ladrão, corrupto, miliciano e estou com Bolsonaro": vídeo que desmascara lamaçal de Bolsonaro explode nas redes

 

(Foto: Reprodução)


Vídeo desconstrói a frágil e hipócrita imagem de cidadão de bem

6 de outubro de 2022

 247 - Um vídeo que ganhou todas as redes sociais aponta quais são os principais aliados de Jair Bolsonaro, figuras que estão envoltas em esquemas de corrupção, milicianos, sonegadores, entre outros exemplos que nada condiz com o “cidadão honesto, representante da pátria”.

Internautas apontam que o vídeo acerta em cheio e desconstrói a frágil e hipócrita imagem de cidadão de bem que os extremistas insistem em venerar. 

Vide o vídeo conforme link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=wQW1z_NA7KM&list=UU_M1ek8fhnDkz5C2zfkTxpg&index=3

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Bolsonaro confisca recursos e paralisa universidades federais do País

 

(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)


Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, a educação superior sofreu bloqueio de R$ 328,5 milhões. O bloqueio total é de R$ 1 bi

5 de outubro de 2022



247 - A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse nesta quarta-feira, 5, que o governo Jair Bolsonaro (PL) formalizou um novo bloqueio de recursos no Ministério da Educação, que afetará as universidades. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse que foi informada pelo Ministério da Educação que o bloqueio total para a educação foi de R$ 1 bilhão. Especificamente para a educação superior, é de R$ 328 milhões.

A entidade aponta que isso impossibilitará o empenho de despesas das universidades, institutos federais e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). "Este valor, se somado ao montante que já havia sido bloqueado ao longo do ano, perfaz um total de R$ 763 milhões em valores que foram retirados das universidades federais do orçamento que havia sido aprovado para este ano", explicou a associação, cuja diretoria convocou uma reunião extraordinária de seu conselho pleno para esta quinta para debater as ações e providências diante da situação.

"A diretoria da Andifes, que já buscava reverter os bloqueios anteriores para o restabelecimento do orçamento aprovado para 2022, sem os quais o funcionamento das universidades já estava comprometido, aduziu que este novo contingenciamento coloca em risco todo o sistema das universidades".

A organização lamentou que o novo bloqueio enha sido imposto quase no final do ano, "mais uma vez inviabilizando qualquer forma de planejamento institucional, quando se apregoa que a economia nacional estaria em plena recuperação". "E lamentamos também que seja a área da educação, mais uma vez, a mais afetada pelos cortes ocorridos", concluiu. O novo contingenciamento da rede técnica é de R$ 147 milhões. Ao longo de todo ao ano, o valor chega a R$ 300 milhões.

O MEC afirmou em nota ter se adequado ao bloqueio, em conformidade com o decreto do governo, e disse ainda que, em dezembro, os valores serão desbloqueados. "O MEC realizou os estornos necessários nos limites de modo a atender ao Decreto, que corresponde a 5,8% das despesas discricionárias de cada unidade. Segundo informações do Ministério da Economia, consoante ao que também determina o próprio decreto, informamos que os limites serão restabelecidos em dezembro", disse o Ministério da Educação.

Ipec: Lula tem 55% dos votos válidos contra 45% de Bolsonaro


Nos votos totais, o ex-presidente teve quase 10 pontos percentuais a mais que Jair Bolsonaro

5 de outubro de 2022

Luiz Inácio Lula da Silva (à esq.) e Jair Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert | REUTERS/Adriano Machado)

247 - A pesquisa Ipec, divulgada nesta quarta-feira (5), mostrou o candidato a presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 55% dos votos válidos, contra 45% de Jair Bolsonaro (PL). 

Nos votos totais, Lula teve 51% e Jair Bolsonaro, 43%. Brancos e nulos somaram 4% e não souberam responder, 2%.

Foram entrevistados 2.000 eleitores, entre 3 e 5 de outubro. A margem de erro foi de de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02736/2022.

Simone Tebet apoia Lula: “Reconheço nele o seu compromisso com a democracia e a Constituição”


Em coletiva, a terceira colocada nas eleições, Simone Tebet (MDB), anunciou o apoio a Lula afirmando que “o que está em jogo é muito maior do que cada um de nós”

Simone Tebet: “O que está em jogo é muito maior do que cada um de nós”. Foto: Divulgação





A senadora Simone Tebet (MDB), que recebeu 4.915.423 votos no primeiro turno das eleições presidenciais e ficou em terceiro lugar, anunciou, na tarde desta quarta-feira (5) apoio ao ex-presidente Lula no segundo turno. Durante coletiva, Tebet enfatizou que “o que está em jogo é muito maior do que cada um de nós”. “Depositarei nele (Lula) o meu voto, pois reconheço nele o seu compromisso com a democracia e a Constituição. O que desconheço no atual presidente”.

Tebet destacou que o Brasil de Bolsonaro promove o ódio e desavenças. Além disso, falou sobre a negação do seu desgoverno em relação à pandemia da Covid-19 e sobre a substituição de livros por armas nas escolas. “Nos últimos quatro anos, o Brasil foi abandonado na fogueira do ódio e das desavenças. A negação atrasou a vacina, a arma ocupou o lugar dos livros. A iniquidade fez curvas a esperança. A mentira feriu a verdade”, afirmou Tebet. “Por tudo isso […], depositarei nele [Lula] o meu voto”.

Sugestões para governo de Lula

Mais cedo, Tebet almoçou com Lula na casa da ex-prefeita Marta Suplicy, em São Paulo, e sugeriu cinco propostas para o programa de governo do ex-presidente. Ela citou as propostas durante a coletiva de imprensa. Confira:

1 – Educação – ajudar a zerar as filas de crianças entre 3 e 5 anos e implantar o ensino médio técnico, com poupança de 5 mil reais para quem finalizar o ensino.

2 – Saúde – zerar filas de exames, consultas e cirurgias.

3 – Endividamento das famílias – resolver o endividamento familiar para quem ganha até três salários mínimos.

4 – Sancionar lei que iguale salários entre homens e mulheres que desempenham, com currículo semelhante, o equivalente às mesmas funções.

5 – Ministérios plurais, com homens e mulheres e pessoas com deficiência. Todos tendo como requisitos a competência e a ética.

Simone concluiu o pronunciamento de apoio à candidatura de Lula: “Meu apoio não será por adesão. É para um Brasil que sonho ser de todos, generoso, sem fome e sem miséria, com educação de qualidade, de reformas estruturantes, com comida mais barata, emprego e renda”. “Quero finalizar dizendo que até 30 de outubro estarei na rua vigilantes. Minhas preces, por uma campanha de paz, disse a senadora.

Estiveram presentes no almoço, além de Lula, Tebet e Marta, Janja da Silva, o candidato a vice, Alckmin, o candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Da Redação do sítio do PT


Assista os vídeos: 

https://www.youtube.com/watch?v=zudMy3F-5RU

https://www.youtube.com/watch?v=qR1nNJm71B4


EM TEMPO: É um apoio muito importante porque vai além da fronteira do PT. Ok, Moçada!

A aposta alta do PT no evento de apoio de Simone Tebet a Lula

Simone Tebet (MDB) Roberto Moreyra/Ag. O Globo

Por Lauro Jardim

05/10/2022

O apoio de Simone Tebet a Lula é líquido e certo, mas a campanha do petista passou o dia de ontem todo tentando que ele fosse feito num tom mais impactante do que o MDB pensou. O PT pressionou para que fosse um evento em que Lula e Simone estejam juntos, discursem, preguem a união nacional. E assim será no início da tarde de hoje.

Já o MDB, por questões internas, imaginou uma declaração formal dela, sem a presença do ex-presidente. Motivo: para não desagradar os bolsonaristas do partido. A ala lulista da legenda sempre preferiu, naturalmente, que os dois aparecessem juntos na cerimônia. 

Um evento mais retumbante, como o planejado, é visto como importante para se contrapor às imagens que nesta terça-feira a campanha de Jair Bolsonaro conseguiu exibir, com os apoios de Rodrigo Garcia, Romeu Zema, Sergio Moro e Claudio Castro.

Desde a noite de domingo, quando saiu o resultado das urnas, o núcleo duro da campanha de Lula tem se mostrado aturdido. O ponto central da estupefação é o resultado de São Paulo — embora não seja o único motivo de debates. Tanto o resultado que Fernando Haddad conseguiu, quanto o próprio Lula.

E, no fim das contas, sobra distribuição de culpas, tentando achar o responsável pela vitória na eleição presidencial não ter acontecido no primeiro turno. Ou, ao menos, por não ter ocorrido com uma diferença mais larga sobre Bolsonaro, ainda que fosse para ter um segundo turno. 

EM TEMPO: Não há culpado no interior das Coordenações das Campanhas de Lula e Haddad. Tem duas razões externas: - Em primeiro lugar que houve "voto útil" de Ciro para Bozo. Afinal o Ciro fez uma campanha de combate a candidatura de Lula; - Em segundo lugar que à Direita é forte em todo lugar do mundo. Ok, Moçada!

Lula comanda a resistência, com o país em escombros: a análise dos movimentos iniciais no segundo turno

"O risco maior é Minas: com Zema e as fake news em operação, Bolsonaro vai tentar virar a eleição no estado que é profundamente católico", avalia Rodrigo Vianna (*)

Lula e Bolsonaro estão em empate técnico no Rio e SP 16/08/2022 (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Por Rodrigo Vianna (*)

As próximas quatro semanas serão as mais tensas e importantes na política brasileira, desde que o país voltou a ser uma Democracia. Peço atenção de vocês para uma projeção de segundo turno que começa com análise política e termina com algumas contas - feitas na ponta do lápis. Construído nos anos 1980, o sistema político brasileiro começou a ser atacado com fúria em 2013. Depois, foi bombardeado pela Lava-Jato com apoio da Globo, golpeado em 2016 e, por fim, destruído em 2018. O que assistimos, no primeiro turno de 2022, é apenas a remoção dos corpos que estavam abandonados no campo de batalha.

Aqueles que promoveram o bombardeio esperavam que um cadáver estivesse sendo removido agora: o PT. Mas o partido, com Lula e as forças progressistas, comanda a resistência nessa Batalha de Stalingrado - da qual tem tudo pra sair mais forte. Outros mortos, no entanto, ficaram pelo caminho. O cadáver mais evidente é o do PSDB. O partido perdeu São Paulo, não conseguiu eleger Serra nem para deputado federal, viu sua bancada cair para apenas 13 deputados (menor do que a Federação PSOL/Rede, que elegeu 14 parlamentares) e assiste agora, nos estados, a um salve-se quem puder que lembra o de famílias desesperadas atrás de botes para flutuar enquanto o Titanic afunda.

Rodrigo Garcia, último tucano no poder em São Paulo, declarou apoio ao bolsonarista Tarcísio na eleição para governador, e vai ficar com Bolsonaro no segundo turno nacional. Garante algumas secretarias para sobreviver. E ponto. A ilusão de que o moribundo PSDB paulista pudesse apoiar Haddad, em troca do apoio do PT para Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, mostrou que era apenas isso: ilusão. O PSDB deixou de existir como partido nacional. O DEM já havia desaparecido. Kassab com o PSD teve a bancada fagocitada pela fúria fascista. O MDB resiste. Cada um tenta salvar seus cacos. 

terça-feira, 4 de outubro de 2022

PDT anuncia apoio a Lula no segundo turno das eleições e diz que Ciro endossa decisão

Carlos Lupi e Ciro Gomes Ailton de Freitas/Ag. O Globo


Decisão foi unânime, diz presidente do partido, Carlos Lupi

Por Camila Zarur — Brasília

04/10/2022



O PDT anunciou o ao apoio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno contra o atual chefe do Planalto, Jair Bolsonaro (PL). O anúncio foi feito após a reunião da Executiva nacional do partido. Já há consenso entre pedetista para o apoio a petista. Conforme o GLOBO antecipou ontem, o ex-presidenciável da sigla, Ciro Gomes, vai seguir a decisão da legenda. Ele, no entanto, não deve fazer campanha para o petista.

— A decisão foi unânime. Foi uma decisão unânime e agora vamos comunicar isso com o PT — disse Carlos Lupi, presidente do PDT. — Apoiar o mais próximo da gente, o Lula. Uma candidatura do 12+1 — completou.

O presidente do PT afirmou ainda que Ciro Gomes endossa a decisão tomada pelo partido, mesmo depois de uma série de ataques a Lula durante a campanha.

— Ciro participou da reunião e disse que endossa integralmente a decisão do partido — afirmou.

Sobre as críticas de Ciro a Lula, Lupi disse que o processo político às vezes se acirra.

— Vivenciei isso com Lula e Brizola — disse, lembrando o ex-governador do Rio Leonel Brizola. — Não admitimos nenhum apoio a Bolsonaro.

Desde ontem, o presidente do partido tem conversado com lideranças do PT sobre o apoio ao ex-presidente. O cacique pedetista negociou para que a campanha de Lula absorva propostas caras ao PDT em troca do palanque ao ex-presidente. As prioridades do partido são a renda mínima, no valor de R$ 1 mil, o programa para renegociar dívidas e limpar o nome de pessoas físicas e jurídicas do SPC e Serasa, e a escola em tempo integral. Lupi disse também que vai propor ao PT o Código Brasileiro do Trabalho.

Historicamente, o PDT sempre esteve ao lado do PT em disputas de segundo turno à Presidência. Em 2018, o partido pedetista anunciou "apoio crítica" ao ex-ministro Fernando Haddad, então candidato petista, já no domingo, logo após o resultado. Na ocasião, pesou para a decisão a posição de Ciro, que junto com o irmão, Cid, viam no apoio uma forma de fortalecer a aliança entre os dois partidos no Ceará, berço político da família Ferreira Gomes.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

'Postura de Ciro Gomes na reta final foi determinante para voto útil em Bolsonaro', diz Felipe Nunes, da Quaest

Brasil 247 em 3 de outubro de 2022

"Houve aproximadamente três pontos de eleitores de Ciro Gomes que foram embora, não para o Lula, mas para o Bolsonaro", explicou Nunes

 


Felipe Nunes, Lula e Ciro Gomes (Foto: Reprodução/Youtube | Ricardo Stuckert | Reuters)

247 - CEO da Quaest, Felipe Nunes disse ao UOL nesta segunda-feira (3) que, apesar de a pesquisa do instituto de fato não ter captado uma taxa de intenções de voto tão alta quanto à que se deu nas urnas no domingo (2), a pesquisa indicou sim no sábado (1) uma tendência de recuperação de Jair Bolsonaro (PL), à medida que eleitores de Ciro Gomes (PDT) optavam pelo voto útil - não no ex-presidente Lula (PT), mas no atual chefe do governo federal.

"No dia 28, a gente mostrava a diferença do Lula para o Bolsonaro, 51% a 36%, com a Tebet com 5% e Ciro com 7%. No dia 1 de outubro, no sábado à noite, a gente divulgou uma outra pesquisa mostrando o Lula caindo de 51% para 49% e o Bolsonaro crescendo de 36% para 38%. Ou seja, a tendência de última hora já era de uma aproximação. O Lula ficou acabando com 48%, exatamente dentro da margem de erro, mas o Bolsonaro apareceu com 43%, em relação a esses 38%. Isso quer dizer que o Bolsonaro cresceu cinco pontos", detalhou Nunes.

"Sabe qual é o ponto relevante? É de onde vem esse voto. Olha só: Ciro Gomes, que aparecia com 7% no dia 28 e apareceu depois com 6% no dia 1, terminou a eleição com 3%. Houve aproximadamente três pontos de eleitores de Ciro Gomes que foram embora, não para o Lula, mas para o Bolsonaro. O voto útil que a gente observou na reta final foi todo na direção de Bolsonaro. A postura que o Ciro adotou na reta final da campanha, para mim, foi determinante no tipo de apontamento que ele fez para a direção desse eleitor", finalizou.

EM TEMPO: Num possível governo Lula, pessoas como Ciro Gomes não deveria fazer parte do corpo de Ministros, como aconteceu anteriormente, uma vez que já se sabia que o Ciro é um tipo Coronel da política, além de não ser sequer progressista. Outro que não deve fazer parte é o senador Fernando Bezerra Coelho. Constatei que o seu filho e candidato a governador, o Miguel Coelho, do partido União Brasil, sequer colocou o nome da candidata a presidente Soraya nos "santinhos" que foram distribuídos em Garanhuns. Vamos em frente com Lula no Segundo Turno. Ok, Moçada!

Imprensa europeia vê desempenho de Bolsonaro no 1° turno como risco para a democracia



Adriana Moysés - RFI

Imprensa europeia vê desempenho de Bolsonaro no 1° turno como risco para a democracia© AFP - EVARISTO SA

 

A imprensa europeia prevê um segundo turno tenso da eleição presidencial no Brasil. Jair Bolsonaro resistiu mais do que previam as pesquisas, com 43% dos votos, contra 48% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O líder de extrema direita recebeu quase 1,8 milhão a mais do que em 2018, destaca o correspondente do jornal Le Monde no Twitter. "O Brasil está em uma encruzilhada: o político mais popular do mundo [Lula] é seguido de perto por um pária acusado de crimes contra a humanidade. Temos tempos sombrios pela frente".

Mesmo assim, "Lula sai vencedor da disputa, com 6 milhões de votos de vantagem sobre Bolsonaro", destaca a manchete do Público, em Portugal. O professor da FGV Sérgio Praça, entrevistado pelo jornal português para explicar a razão do resultado apertado, diz que lamenta a descredibilização das sondagens, que ele atribui aos simpatizantes de Bolsonaro que não quiseram colaborar com os institutos de pesquisa, alvo de constantes ataques do atual presidente. 

O espanhol El País diz em seu editorial que a esquerda está próxima do poder na maior democracia da América Latina, mas o possível retorno representa um enorme desafio político para Lula. O diário espanhol lembra que na véspera da eleição, o candidato do Partido dos Trabalhadores disse estar disposto a "falar com todos, para o bem do Brasil".

Na avaliação de El País, Lula terá de buscar "os eleitores de Ciro Gomes, seu ex-ministro, naturalmente mais para a esquerda do que para a direita, e os 20% da população com direito a voto que decidiram ficar em casa". "O mundo precisa de um Brasil democrático e próspero", escreve El País.

"Duro golpe para os progressistas"

No Reino Unido, o jornal The Guardian diz que "o resultado das eleições foi um duro golpe para os brasileiros progressistas que estavam torcendo por uma vitória enfática sobre Bolsonaro, um ex-capitão do Exército que atacou repetidamente as instituições democráticas do país e vandalizou a reputação internacional do Brasil".

O Guardian ainda nota que "vários bolsonaristas proeminentes foram eleitos para o Congresso e como governadores de estado. O jornal cita os casos de Eduardo Pazzuelo - "ex-ministro da Saúde no auge da pandemia que provocou 685 mil mortes no Brasil" -, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, e Ricardo Salles, eleito para a Câmara dos Deputados por São Paulo, um incentivador do desmatamento.

De acordo com o italiano Corriere de la Sera, "o que está em jogo no segundo turno é a própria democracia brasileira, em um cenário de polarização que vai aumentar nas próximas semanas".

sábado, 1 de outubro de 2022

CARTA AOS MEUS CONTERRÂNEOS

 



No dia 02 de outubro de 2022 temos um pleito eleitoral, o qual se coloca de suma importância para todos(as) nós brasileiros(as) em Defesa das Liberdades Democráticas e contra à Extrema-direita  Neofascista. A luta contra à Extrema-direita se coloca na ordem do dia não só aqui no Brasil, mas  em todo o planeta  terra cuja geometria  é  esférica, porém questionada, indevidamente, por alguns terraplanistas.

Há diversas demandas sociais, as quais se encontram em risco, a exemplo dos cortes que o atual governo federal impõe na educação, saúde, infra-estrutura, dentre outras  que se somam e precarização da qualidade de vida de milhões de pessoas, levando-os à barbárie, a miséria e a fome. A violência existente neste país, principalmente contra os pobres, negros e mulheres, hoje estimulada  pelo atual governo, além  da  proliferação dos Clubes de Tiro, da  repressão policial, pela facilidade em comprar armas de fogo, pelo descaso  no trato com a Pandemia causada pela COVID, dentre outros fatores que nos deixa  perplexos e sem uma boa perspectiva de vida a curto e médio  prazo.

Hoje, nos deparamos com um governo mergulhado na corrupção via “Orçamento Secreto” e diversas denúncia nas áreas de educação, saúde, etc.

Por esta razão devemos eleger Lula Presidente, bem como um corpo de parlamentares que lhe darão apoio no Congresso Nacional e na Assembleia  Legislativa de PE (ALEPE).

Alba Carvalho, Fernando Ferro e Paulo Camelo



Além de Lula, devemos votar no nosso contemporâneo do Colégio XV de Novembro, o engenheiro elétrico Fernando Ferro, o qual exerceu  5 mandatos de Deputado   Federal.  Hoje , candidato a reeleição. Com Lula e Fernando Ferro, certamente a nossa proposta de criação da CODEVAM (Companhia de Desenvolvimento do Vale do Mundaú) será implantada. Convém lembrar  que à CODEVAM já foi aprovada, em 25.05.2021,  na CLP (Comissão de Legislação Participativa) da Câmara dos Deputados, na qual Paulo Camelo  é o Projetista e à Associação Quilombola do Castainho é a autora.




Mas, pensando em Garanhuns, é imperioso que o professor Pedro  Falcão, Ex-Reitor da UPE (Universidade de Pernambuco) seja eleito Deputado Estadual. Afinal, precisamos por fim a política imposta  pelo atraso e pelos despolitizados, isto é,  no sentido científico da palavra.

Mas, o apoio ao possível governo Lula precisa ser mais amplo, daí  ser imperioso que a  professora e dep. estadual Teresa Leitão seja eleita  Senadora.  

EM DEFESA DAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS

Escalando o time: Fernando  Ferro + Pedro  Falcão + Teresa Leitão + João Arnaldo + Lula