sábado, 10 de setembro de 2022

Lula durante comício em SP: “Ninguém quer saber se Bolsonaro é brocha”

 



Yahoo, Redação Notícias

sáb., 10 de setembro de 2022

Lula e correligionários participam de ato de campanha neste sábado (10) em Taboão da Serra (SP). (Foto: Divulgação/ Ricardo Stuckert)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um comício em Taboão da Serra (SP) neste sábado (10). Acompanhado do seu vice, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao Palácio do Planalto fez um discurso criticando o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL). Para Lula, Bolsonaro transformou as comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro em Brasília, em um ato político.

Na ocasião, o presidente fez comparações entre a primeira-dama Michelle Bolsonaro e a esposa de Lula, a Rosângela Silva, conhecida como Janja. 

Bolsonaro ainda puxou um coro de “imbrochável”, termo que já havia usado com apoiadores em outra data. Lula afirmou, neste sábado, que a fala de Bolsonaro foi diretamente para a sua esposa, Michelle. Segundo ele, ninguém quer saber se ele é “imbrochável”. “O presidente da República vai no 7 de setembro dizer ‘eu sou imbrochável’. Ora, ele estava falando para quem? Para a mulher dele. Ninguém quer saber o que ele é. Ninguém quer saber se ele é brocha ou não é brocha, isso é problema dele. O povo quer saber é de emprego”, criticou.

Além do ex-presidente petista e Alckmin, o ato"Todos Juntos por São Paulo" contou com a presença do candidato do PT ao governo do estado, Fernando Haddad, o também candidato ao Senado, Márcio França, e o prefeito de Taboão da Serra, José Aprígio da Silva.

“Bolsonaro não dormiu ontem”

Lula também comentou o resultado da pesquisa Datafolha, divulgada na noite de sexta-feira (9). O petista disse que Bolsonaro “não dormiu” por conta dos índices apresentados pelo levantamento. O Datafolha mais recente coloca Lula com 45% das intenções de voto no primeiro turno das eleições, enquanto Jair Bolsonaro (PL) ficou com 34%.

“Ontem saiu mais uma pesquisa de opinião pública e vocês continuam me dando 45% de votos. Vocês podem ter certeza de que o Bolsonaro não dormiu ontem (sexta), porque a quantidade de dinheiro que ele está gastando e a quantidade de coisa que ele está tentando fazer. Quero que ele saiba que pode dar todo o dinheiro do mundo, mas não vai comprar a conivência do povo brasileiro. Se cair um dinheirinho na conta de vocês, peguem e comam!”, afirmou.

EM TEMPO:  A psicologia explica melhor as falas repetidas de Bozo ao dizer que é "imbrochável". Também, Bozo diz essa pérola: "incomível".  Só o psicanalista Sigmund Freud e seus seguidores podem explicar para todos nós o que essa pérola representa. No é isso moçada! 

Campanha de Lula apresenta ação contra Bolsonaro e 17 pessoas por 7 de setembro



Folhapress - JULIA CHAIB

sáb., 10 de setembro de 2022

Presidente Jair Bolsonaro durante manifestação de 7 de setembro no Rio de Janeiro (Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra Jair Bolsonaro (PL) por abuso de poder econômico e político e desvio de meios de comunicação na promoção dos atos do 7 de Setembro. A ação requer ainda que sejam investigados o vice na chapa, Walter Braga Netto, e outras 16 pessoas.

A Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) pede que a Justiça eleitoral, de maneira liminar (urgente e provisória), impeça o presidente de usar na campanha qualquer material "gráfico ou audiovisual" dos atos de 7 de Setembro. Também solicita a remoção do vídeo da TV Brasil com a transmissão do desfile do Bicentenário da Independência.

A equipe de Lula pede informações sobre a organização dos atos do feriado da Independência aos ministérios das Comunicações e da Defesa, do Alto Comando do Exército em Brasília, do Governo do Distrito Federal e do Rio de Janeiro, além da prefeitura do Rio. Requer ainda a quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático de 12 alvos da ação, entre eles o pastor Silas Malafaia e Antônio Galvan, do movimento Brasil Verde e Amarelo. Por fim, pede o depoimento de Bolsonaro e dos outros investigados. No longo prazo, a ação pode em tese levar à perda dos direitos políticos dos envolvidos.

Além da chapa de Bolsonaro, são alvo da ação 16 pessoas: Hamilton Mourão, vice-presidente da República; Fábio Faria, ministro das Comunicações; André de Sousa Costa, secretário especial de Comunicação Social; Kesia Ferreira, administradora da WFC-Goias, contratada para organizar o desfile; o pastor Silas Malafaia; os empresários Luciano Hang, Marcos Koury, João Antonio Franciosi, Gilson Lari Trennepohi, Vanderlei Secco, Victor Priori; os produtores rurais João Augusto Gomes Nunes e Antonio Galvan, do Movimento Brasil e Amarelo, Renato Ribeiro dos Santos, presidente do sindicato rural de Catalão, Jacó Isidoro Rota, presidente do sindicato rural de Cabeceiros, e Luiz Waler, ruralista.

Como a Folha mostrou, questionamentos judiciais do tipo sobre o 7 de Setembro devem ter efeito limitado na candidatura à reeleição do chefe do Executivo. A Aije protocolada pela campanha petista ressalta que o feriado da Independência deveria ser "motivo de celebração" para os brasileiros, sobretudo no Bicentenário. "Contudo, o que se percebe é que a importância e o significado da data foram transformados pelos investigados, de maneira sub-reptícia, em pretexto para a promoção abusiva e ilícita da candidatura de Jair Messias Bolsonaro à reeleição ao cargo de Presidente da República", escrevem os advogados.

"Ao contrário da postura de chefe do Estado brasileiro que lhe caberia, Jair Bolsonaro, com o apoio dos demais investigados, valeu-se do momento como palco de comício eleitoral em benefício de sua candidatura -inclusive, deve-se dizer, custeado por verbas do estado destinadas ao ato, cuja finalidade foi deturpada pelos investigados." A ação lembra que Bolsonaro começou a convocar apoiadores para irem às ruas no 7 de Setembro ainda em julho deste ano e recorda de fala do candidato durante convenção do PL.

"Convoco todos vocês agora, para que todo mundo, no 07 de setembro, vá às ruas pela última vez. Vamos às ruas pela última vez", disse Bolsonaro na ocasião. A campanha lulista afirma que o presidente também convocou manifestantes na inserção do partido que foi ao ar na véspera do desfile que marcou o Bicentenário. Destaca também os convites a empresários investigados pelo STF e os endereçados a ministérios e estatais para que servidores comparecessem aos atos.

A peça ainda ressalta que houve transmissão do desfile por veículo de comunicação pública.

"Ademais, houve a transmissão da TV Brasil para realização de campanha eleitoral, haja vista o conjunto de atores presentes - empresários que custearam estruturas do evento, ex-ministros de seu governo (isto é, que não possuem mais nenhuma ligação institucional) e candidatos a diversos cargos no presente pleito", diz a ação.

Datafolha deu razão a 'acusação' de petistas contra Ciro Gomes


Yahoo Notícias, Matheus Pichonelli

sáb., 10 de setembro de 2022


O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes. Foto: Adriano Machado/Reuters

Se comparada ao levantamento da semana passada, feita antes das manifestações de 7 de Setembro, a pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (9/9), mostra que Jair Bolsonaro (PL) segue com dificuldade de conquistar votos para além dos eleitores mais fieis, uma base composta por cerca de 30% da população e que apresentou em peso as caras, e bandeiras, durante os comícios do bicentenário.

O presidente não conseguiu decolar após uma semana de ampla exposição e boas notícias para a economia. Oscilou dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, e tem agora 34% das intenções de voto, contra 32% da semana passada. Nada que ameace, por ora, o favoritismo de seu principal adversário, o ex-presidente Lula (PT), que manteve os 45%, apesar da escalada dos ataques.

A novidade é que esses ataques surgem agora, e de forma cada vez mais ostensiva, em duas frentes.

Bolsonaro tem apostado alto no antipetismo para repetir o fenômeno que o levou à vitória em 2018. Em atos e pronunciamentos, já chamou Lula de todos os nomes.

Em outra frente, a pesquisa parece dar razão à campanha petista ao acusar Ciro Gomes (PDT), ex-ministro de Lula, de fazer o jogo do atual presidente. De uma semana para cá, Ciro oscilou dois pontos para baixo e Bolsonaro, dois para cima.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Militante que fazia campanha por Ciro nas redes declara voto em Lula após Datafolha

Ciro Gomes e Lula (Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert)


Pesquisa Datafolha que aponta queda de Ciro 9% para 7% deflagrou mudança para o voto útil para Lula vencer no primeiro turno

9 de setembro de 2022


247 - A pesquisa Datafolha para presidente, divulgada na noite desta sexta-feira (9), mostrou que é praticamente impossível os candidatos Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) passarem para o segundo turno.

Segundo o Datafolha, Lula mantém a liderança com 45%, Jair Bolsonaro (PL) foi 32% para 34%, Ciro caiu de 9% para 7% e Tebet manteve 5%. Diante deste cenário, eleitores de Ciro começam a declarar mudança de voto para Lula, fortalecendo a chance do ex-presidente vencer no primeiro turno. 

Um dos ciristas que declarou mudança de voto é o perfil no Twitter identificado como Victor (@viccommie). "Todo mundo aq é testemunha que sou eleitor e maior entusiasta de Ciro e seu PND neste site, mas, depois de hoje (por conta do DATAFOLHA), declaro que mudei meu voto. Meu voto é ÚTIL pra derrotar o INÚTIL, agora é Luiz Inácio Lula da Silva! É preciso união p/ derrotar o fascismo", escreveu.  

Tico Santa Cruz prepara desembarque 

O músico Tico Santa Cruz, apoiador de Ciro Gomes, também se manifestou após a pesquisa Daafolha. Tico sinalizou que poderá votar em Lula no primeiro turno, mas disse que irá aguardar a próxima pesquisa Datafolha para tomar sua decisão. 

EM TEMPO: É isso aí Ciro Gomes. De tanto atacar, indevidamente, o Lula e fazer o jogo de Bozo, a verdade é que o "tiro está saindo pela culatra". A população não está indo na sua onda que só favorece ao Bozo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Bolsonaro sequestrou a Independência para atacar a democracia

Isolado, candidato montou palanques com dinheiro público em eventos sem a participação de líderes do Judiciário e do Legislativo. “Ele deveria explicar como juntou R$ 26 mi para comprar 51 imóveis”, diz Lula

Bolsonaristas a serviço do golpismo do extremista de direita



Publicado em 08/09/2022

 



Da Redação do site  do PT.

Um ano após transformar o Dia da Independência no dia da tentativa frustrada de golpe, Jair Bolsonaro voltou a usurpar o Sete de Setembro e fez dos eventos alusivos ao Bicentenário do Grito do Ipiranga showmícios para tentar cabalar votos em sua corrida pela reeleição. Cada vez mais isolado politicamente, passou pelo vexame da ausência dos presidentes dos demais poderes da República e teve que se contentar com a companhia de Michele Bolsonaro e Luciano Hang ao seu lado no ato oficial em Brasília.

O inquilino do Palácio Planalto até convidou, mas não foi atendido pelos presidentes do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do Superior Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux. Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes também não compareceu. Nem mesmo o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), um dos principais beneficiários do consórcio com o Centrão, deu o ar da graça, com a desculpa de que estava em um evento de campanha em Alagoas.

Ao contrário do evento pelo bicentenário de independência do México, em 2021, quando mais de 50 delegações estrangeiras estiveram ao lado do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, mesmo com as restrições impostas pela pandemia, Bolsonaro amargou o ônus de ter transformado o Brasil em pária global.

Apenas os presidentes de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, de Cabo Verde, José Maria Neves, e de Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embal, compareceram ao evento. Os governos de outros dois países lusófonos, Angola e Moçambique, com quem o Brasil vinha cultivando longas relações de amizade, apenas enviaram representantes.

E quando Luciano Hang saiu do fundo da tribuna para se colocar na primeira fila, reservada a chefes de Estado, Rebelo de Sousa fechou a cara. Possivelmente contrariado por dividir espaço com um dos empresários bolsonaristas que foram alvo de mandados de busca e apreensão por compartilharem mensagens golpistas no WhatsApp.

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Pesquisa Eleitoral: Lula mantém 44% e Bolsonaro cai para 31%, aponta Ipec



Yahoo, Redação Notícias


A distância entre Lula e Bolsonaro, hoje de 13 pontos percentuais, estava em 12 pontos nas duas pesquisas anteriores, segundo pesquisa eleitoral Ipec.

A pesquisa eleitoral Ipec divulgada na noite desta segunda-feira (5) mostra um cenário de estabilidade na corrida à presidência da República.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança com 44% das intenções de voto. Já o atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), oscilou para baixo dentro da margem de erro e aparece com 31%. A distância entre Lula e Bolsonaro, hoje de 13 pontos percentuais, estava em 12 pontos nas duas pesquisas anteriores.

Na sequência da disputa pela Presidência aparece Ciro Gomes (PDT), citado por 8% dos eleitores entrevistados pelo Ipec. Na pesquisa anterior, Ciro havia obtido 7%. Simone Tebet (MDB) agora aparece com 4%, um ponto acima do último levantamento. Ciro e Tebet empatam no limite da margem de erro.

Felipe D'Ávila (Novo) e Soraya Thronicke (União) têm 1% cada.

Os eleitores que disseram votar em branco ou nulo no primeiro turno somam 6% das respostas ao Ipec. Esse grupo correspondia a 7% do eleitorado na pesquisa feita entre os dias 26 e 28 de agosto. Não souberam ou não quiseram responder 5% dos entrevistados. Vera Lúcia (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Leonardo Péricles (UP), Sofia Manzano (PCB), Roberto Jefferson (PTB) e Pablo Marçal (PROS) não chegaram a 1%. O nome de Jefferson foi incluído no questionário porque sua candidatura não estava impugnada pela Justiça Eleitoral à época em que a pesquisa foi registrada.

De acordo com esta terceira rodada da série de pesquisas do Ipec (ex-Ibope), contratada pela TV Globo, o petista manteve o mesmo desempenho dos dois levantamentos iniciais, divulgados em 15 e 30 de agosto. Pesquisa eleitoral Ipec: cenário de segundo turno entre Lula e Bolsonaro

Em um cenário de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o candidato do PT seria eleito com 52% dos votos, contra 36% do atual presidente, segundo a pesquisa. O Ipec registrou 9% de intenções em votar nulo ou em branco nesse cenário, enquanto 3% não souberam ou não quiseram responder.

O Ipec entrevistou presencialmente 2.512 eleitores entre os dias 2 e 4 de setembro. A margem de erro é estimada em dois pontos percentuais para mais ou menos, para um intervalo de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00922/2022.

Esta é a primeira pesquisa realizada pelo Ipec depois do primeiro debate entre presidenciáveis, realizado no dia 28 por um consórcio liderado por Band, Cultura, “Folha de S.Paulo” e UOL.

O levantamento também capta as reações dos eleitores às duas primeiras semanas de propaganda dos candidatos no rádio e na TV, iniciada no último dia 25, e ao noticiário envolvendo os principais postulantes ao Planalto nos últimos dias.

EM TEMPO: É imperioso que a população brasileira vote massivamente em Lula para Presidente, para liquidarmos a fatura no primeiro turno e  enfraquecermos as tentativas golpistas dos bolsonaristas, agora com convocação armada para o dia 07, feita pelo dep. fed, Eduardo Bolsonaro. 

domingo, 4 de setembro de 2022

Ciro inicia campanha do voto útil em Lula

(Foto: Divulgação/Twitter/Ciro Gomes)


"Ciro Gomes inviabilizou sua candidatura de vez ao menosprezar os moradores de favela ao vivo e a cores", diz Alex Solnik

1 de setembro de 2022


Nas eleições de 1950, o brigadeiro Eduardo Gomes, o favorito, perdeu em cima da hora para Getúlio Vargas depois de afirmar que não precisava do voto dos “marmiteiros”. Nem usou a palavra, mas os adversários martelaram essa versão, que prevaleceu sobre o fato.

Ciro Gomes nunca demonstrou ter fôlego para tanto, mas ontem inviabilizou a sua candidatura de vez ao menosprezar os moradores de favela ao vivo e a cores, sem ter sido provocado nem distorcido. 

“Imagina explicar isso para favelados” disse, ao microfone, na Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), logo depois de ter feito palestra, segundo ele, para “gente preparada”. 

Além de ofender gratuitamente 11 milhões e 400 mil brasileiros, já muito humilhados e ofendidos, mostrou que ele é que não está preparado para favelados. 

Cabe ao candidato explicar suas propostas de forma a que todos entendam, dos super-ricos aos super-pobres. Se os favelados não entendem Ciro, pior para Ciro. Ele tem que se fazer entender.

Se tinha votos nos morros do Rio de Janeiro ou nas favelas de São Paulo e de tantas outras cidades, perdeu-os todos.

Repetiu, vinte anos depois, o erro capital que cometeu ao explicitar, de forma jocosa, o papel da sua mulher na campanha de 2002. Cometeu um cirocídio.

Tanto naquela ocasião, como agora, tentou explicar o inexplicável logo depois. Mas o estrago estava feito. A emenda ficou pior que o soneto. As redes sociais não perdoam. Agora, além de não entenderem Ciro, os favelados vão odiá-lo.

Ciro iniciou, sem querer, a campanha do voto útil em Lula.  

EM TEMPO: No próximo governo Lula é imperioso que se faça uma análise comportamental do corpo funcional para que não aconteça algumas indicações indevidas, a exemplo de Ciro Gomes, Fernando Bezerra Coelho, dentre outros. 

Ao invés de pedir desculpas, Ciro culpa Lula por fala preconceituosa sobre favela



O presidenciável pedetista voltou a atacar os governos do PT, afirmando que tiveram "corrupção e ladroeira" e que Jair Bolsonaro (PL) está fazendo "exatamente a mesma coisa"

1 de setembro de 2022

Ciro Gomes e Lula (Foto: Reprodução/Youtube | REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 - Durante encontro político em São Paulo nesta quinta-feira (1), o candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, voltou a tentar se justificar por uma fala preconceituosa em relação às favelas brasileiras e, ao invés de pedir desculpas, resolveu culpar o ex-presidente Lula (PT) pela repercussão negativa da declaração. A informação é do jornal O Globo.

Ciro havia afirmado nesta quarta-feira (31), em encontro com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) na capital fluminense, que o evento se tratava de um "comício para gente preparada". Sobre o tema discutido, o ex-governador do Ceará ironizou: "Imagina explicar isso na favela."

Tentando se justificar, Ciro declarou hoje, em São Paulo: "Quando você trata do efeito da taxa de câmbio no desmonte da indústria nacional, quando você trata da política monetária como deformação da taxa de câmbio do país, você está falando uma certa linguagem que só pessoas que tiveram a oportunidade de se iniciar naquele assunto compreendem."

Então, atribuiu a Lula  a culpa pela reação negativa do povo nas redes sociais à sua fala: "Eu estou tentando que haja muita gente fazendo o que eu estou fazendo. Subindo o morro, aonde eu estava anteontem, explicando pedagógica e humildemente para as pessoas do que se trata. Mas eu não posso fazer isso sozinho. É só isso o que eu disse. O resto? Hipocrisia da mais rasa e pura, especialmente motivada por um candidato que é um corrupto e que faz apologia da ignorância como ferramenta da sua eternidade no poder, que é o Lula."

O presidenciável pedetista seguiu fazendo ataques ao ex-presidente, afirmando que os governos do PT tiveram "corrupção e ladroeira" e que, atualmente, Jair Bolsonaro (PL) está fazendo "exatamente a mesma coisa".

EM TEMPO: A população brasileira precisa resolver de imediato essa fatura no primeiro turno, votando em Lula Presidente. Afinal é a Defesa da Democracia e do Estado de Direito contra o Fascismo. O candidato Ciro Gomes ainda não acordou pra Jesus. 

Lula sobre Bolsonaro: ‘Compra imóveis em dinheiro e me chama de presidiário?’

Estadão - Eduardo Gayer 

BRASÍLIA - O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, subiu o tom contra o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira. “Um cidadão que junto com sua família consegue comprar imóveis gastando R$ 26 milhões em dinheiro vem me chamar de presidiário?”, questionou o petista em coletiva de imprensa em São Luís, no Maranhão. O Estadão mostrou nesta quinta-feira como Bolsonaro e seus filhos pagaram imóveis com dinheiro vivo.

Na entrevista, Lula disse ainda que Bolsonaro “mente descaradamente” e criticou o fato de o governo não ter previsto no Orçamento de 2023 o Auxílio Brasil no valor de R$ 600. Acompanhado do ex-governador e candidato ao senado Flávio Dino (PSB), o petista disse que, caso eleito, vai se reunir com todos os governadores eleitos na primeira semana de governo.




O ex-presidente do Brasil e candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva observa durante uma reunião do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que o nomeou oficialmente como candidato do partido, em julho. Foto: REUTERS / REUTERS© Fornecido por Estadão

Lula voltou a dizer que foi preso injustamente e “provou sua inocência”. “Ele [Bolsonaro] sabe que é presidente porque eu fui preso. E ele sabe que eu fui preso por causa da maracutaia de Sergio Moro, a quadrilha montada na força-tarefa do Ministério Público. Se não tomar cuidado, tiver outra [operação] assim, mancha a instituição”, disparou, para quem Bolsonaro “não tem condições de andar de cabeça erguida” como ele. “Não trabalha, usa o tempo inteiro para fazer campanha”, acrescentou.

O petista afirmou ainda que gosta de debates eleitorais na televisão. Por outro lado, questionou as regras estabelecidas e rejeitou que compareça para “bater boca”. “Eu gosto de debate, acho que é essencial para clarear a mente do povo brasileiro”, declarou. “São muitos candidatos. Quando você fica parado, 18 minutos sem dar a palavra, você não vai bater boca, vai dizer coisa que vai ser positiva para o povo brasileiro”, acrescentou. “É preciso que as regras facilitem debate e troca de ideias para que o povo compreenda o que está acontecendo.”

Como mostrou o Estadão, a campanha de Lula avaliou que o candidato deveria ter adotado tom mais enfático para rebater as acusações de corrupção feitas pelo presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro. “Eu não faço campanha política ofendendo adversários. Vou para debate para tentar consertar o Brasil”, defendeu-se hoje o candidato. Ele avaliou ainda que Bolsonaro “fez questão de mentir” no debate da Band “com a maior desfaçatez”.

Lula e Kirchner

O candidato do PT também afirmou nesta sexta-feira que o atentado contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, serve de alerta para toda a classe política. “A gente tem que ter isso como alerta. Eu acho que o bom senso indica que nós precisamos ficar alertas com o que pode acontecer no Brasil”, declarou.

Lula afirmou que, antigamente, se reunia com adversários políticos, como tucanos, em clima amistoso em restaurantes mesmo após comícios calorosos. “Isso hoje é impossível”, lamentou. “Todos nós que somos políticos temos que estar atentos à violência de todos aqueles que não sabem conviver democraticamente”, acrescentou, sobre o episódio com Cristina Kirchner.

Para o petista, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) não está habituado a conviver democraticamente. “Estou convencido de que nessa campanha vai vencer a democracia, a esperança e o sonho do povo brasileiro que quer voltar a trabalhar, a comer”, afirmou. Em seguida defendeu, mas sem citar fatos, que Bolsonaro usa dinheiro público para fazer campanha. “Se somar todos os presidentes juntos, ninguém utilizou a máquina pública e o dinheiro que ele está utilizando. E o que ele está fazendo não está surtindo efeito”, afirmou Lula.

COLABOROU DAVI MAX

sábado, 3 de setembro de 2022

Uso de dinheiro vivo volta a atingir Bolsonaro na campanha


Folha de São Paulo - ITALO NOGUEIRA 

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O uso de dinheiro vivo em condições suspeitas voltou a atingir o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral à Presidência após reportagem do UOL descrever a prática da família desde 1990.

Transações em espécie não são crime, mas podem ter como objetivo dificultar o rastreio de valores de fontes ilegais. Dados obtidos por órgãos de investigação e imprensa mostraram que a família Bolsonaro, em especial o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), movimentou R$ 3 milhões em dinheiro vivo. 

Para o Ministério Público do RJ, o filho do presidente utilizou recursos provenientes do suposto esquema da "rachadinha" em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa para comprar imóveis e pagar despesas pessoais.

Dados da investigação mostraram que Bolsonaro também teve, quando deputado federal, transações e práticas semelhantes às que levantaram suspeita contra seu filho mais velho.

Reportagem do UOL publicada na terça (30) afirma que desde os anos 1990 o presidente, irmãos e filhos negociaram 107 imóveis, dos quais ao menos 51 foram adquiridos total ou parcialmente com o uso de dinheiro vivo. O valor gasto desta forma foi, segundo a apuração, de R$ 13,5 milhões.

Na quinta (2), o UOL publicou entrevista com um ex-assessor de Flávio Bolsonaro, em que ele afirma ter ouvido de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente, relato sobre o pagamento em dinheiro por uma antiga mansão na Barra da Tijuca. O repasse teria ocorrido "por fora", sem registro em escritura pública.

Veja abaixo como as suspeitas de "rachadinha" e uso de dinheiro se misturam.

Qual a relação entre o uso de dinheiro vivo e a "rachadinha"?

A "rachadinha" consiste na prática de repassar parte dos salários de servidores públicos ou prestadores de serviços da administração para políticos ou assessores dos gabinetes. De acordo com o MP-RJ, o policial militar aposentado Fabrício Queiroz recebeu, de 2007 a 2018, R$ 2,08 milhões de 11 assessores de Flávio Bolsonaro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Randolfe pede ao STF bloqueio de bens de familiares de Bolsonaro por compra de imóveis em dinheiro


 


ESTADÃO - Davi Medeiros 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) perguntou 'qual o problema' de comprar imóveis usando dinheiro em espécie. Foto: Wilton Junior/Estadão - 29/08/2022© Fornecido por Estadão

 

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição no Senado, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que seja investigada a compra de imóveis com dinheiro em espécie por familiares do presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação pede medidas como bloqueio de contas e busca e apreensão dos celulares e computadores utilizados pelos compradores. O parlamentar é um dos coordenadores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Presidência.

Randolfe argumenta que é de interesse público saber a origem do dinheiro utilizado nas transações. “O salário de um parlamentar não justifica esse patrimônio milionário. Por isso, é direito de todos os brasileiros a transparência sobre o uso indevido do dinheiro público”, afirmou. 

Reportagem publicada pelo UOL esta semana afirma que metade dos imóveis adquiridos pelo clã Bolsonaro foi comprada total ou parcialmente com dinheiro em espécie. A prática levanta suspeitas de lavagem de dinheiro por ser considerada “altamente atípica”, como disse ao Estadão o chefe da seção brasileira da Transparência Internacional, Bruno Brandão. 

Ao ser questionado sobre o assunto, o presidente não negou o teor da reportagem e perguntou “qual o problema” de comprar imóveis com dinheiro vivo.

Randolfe aciona com frequência o Judiciário contra o chefe do Executivo. Como mostrou o Estadãopartiu do senador, e não da Polícia Federal, o pedido que embasou a decisão do ministro Alexandre de Moraes pela quebra do sigilo bancário dos empresários bolsonaristas que defenderam um golpe de Estado em conversa no WhatsApp. O parlamentar foi criticado por aliados do presidente, que o acusaram de assumir função que seria do Procurador-Geral da República. “Combater todos aqueles que querem atentar contra a maior conquista que os brasileiros tiveram nos últimos 30 anos não tem identidade profissional”, afirmou o senador.