quarta-feira, 10 de agosto de 2022

TSE, basta de concessões aos militares!

A história provou que conchavos sempre nos jogam no mesmo lugar: espaço para liberalismo, privilégio para classes abastadas e um país “altamente mais ou menos”

(Foto: Agência Brasil)

10 de agosto de 2022


Por Denise Assis (*), para o 247

O ministro Alexandre de Moraes, que assumirá o comando do TSE no próximo dia 16, não é desafeto de Bolsonaro. Pelo simples fato de que é ministro do Superior Tribunal Federal. E por ser ministro do STF, não pode ser desafeto de A ou de B. Na função que ocupa atualmente não lhe cabe ter humores para com nenhuma autoridade. Seja ela Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva ou o Zé das Couves. 

Sabemos que há chicanas e conchavos. Li, recentemente, matéria em que o autor dizia que a relação dos militares com Moares ficará mais leve porque o chefe do seu gabinete é um militar reformado com bom trânsito e diálogo com o comando militar.

Ora dane-se o diálogo do chefe de gabinete de Moraes com o comando militar. Não é das funções do chefe de gabinete do ministro do STF ou do presidente do Tribunal Superior Eleitoral estabelecer diálogos de compadrio com o comando militar. Ao comando militar cabe entender de uma vez por todas:

  1. As Forças Armadas só terão algum papel nas eleições – fora o que sempre desempenharam, o de garantir a ordem pública para que elas transcorram com tranquilidade e colaborar no translado das urnas aos rincões do país – e nada mais.
  2. Já foram chamadas para opinar indevidamente, numa condescendência abusiva e subserviente do ministro Luiz Roberto Barroso. O fizeram sem conhecimento de causa e aprofundamento técnico. Perderam prazos de inspeção, desconheceram a natureza independente da tecnologia das urnas com relação à internet e fizeram ameaças descabidas. Portanto, já se imiscuíram que chega num processo que segundo a Constituição – e é a ela que respondem os militares – deve ser conduzido unicamente pelo TSE. 
  3. Qualquer nova concessão a esse segmento será a mesma sinalização que se dá a um chantagista. Ceda a uma das suas exigências e nunca mais haverá sossego. É dar a mão e eles vão querer o pé.
  4. Se o ministro Fachin, antes de sair, ceder a qualquer dos absurdos que lhe estão sendo encaminhados – e mesmo que absurdos não sejam – deixará para Moraes uma herança maldita de subordinação e medo.

O mínimo que a sociedade espera é que o chefe de gabinete do ministro Alexandre de Moraes permaneça nos limites de suas funções e não caminhe até o “forte apache” de tristes lembranças para a geração de 1970, para tomar cafezinho e promover salamaleques. Que o novo presidente do TSE leia com atenção e se atenha ao que consta na Constituição de 1988, duramente construída a custa de muitas mortes, desaparecimentos, abaixo-assinados, mobilizações e noites de discussões e trabalho nos movimentos sociais. 

Muro de igreja presbiteriana vira outdoor para propaganda ilegal de armas e de Bolsonaro

 
























© Fornecido por Estadão. Muro de igreja é usado para fazer propagada de armas e Bolsonaro em Cascavel (PL). Imagem foi compartilhada por internautas nas redes sociais. Foto: Reprodução

ESTADÃO - Daniel Weterman e Vinícius Valfré 

BRASÍLIA - O muro de uma igreja evangélica foi usado como outdoor para fazer propaganda de armas e do presidente Jair Bolsonaro (PL), em Cascavel, no interior do Paraná. A congregação pertence à Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e é liderada por um apoiador do presidente. O anúncio foi colocado por uma loja de armas e munições que fica ao lado do templo religioso. A propaganda é ilegal por descumprir o Estatuto do Desarmamento, de acordo com especialista ouvido pelo Estadão. 

O anúncio foi compartilhado por internautas nas redes sociais e ainda está no local. A igreja fica na região central de Cascavel, município de aproximadamente 330 mil habitantes no oeste do Paraná. A propaganda exibe três pistolas vendidas pela loja, que fica ao lado da igreja. Quem passa pela rua vê a publicidade e, na sequência, a fachada do templo com uma cruz. O muro divide os dois terrenos. Além das armas, o outdoor traz uma foto de Bolsonaro com a frase “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, slogan usado pelo presidente para atrair o público cristão já em 2018.

O pastor da igreja, reverendo Ednaldo Batista Ribeiro, é apoiador de Bolsonaro. Na campanha de 2018, ele fez uma pregação dizendo que “esta praga do PT tem que acabar, em nome de Jesus”. Em abril deste ano, o pastor fez uma nova pregação dizendo ter uma mensagem divina para orientar os fiéis sobre como votar nas eleições de 2022. “Se aquele candidato é comunista, ele está contrário à Palavra de Deus”, disse o reverendo da Igreja Presbiteriana, a mesma que discutiu recentemente uma proposta para afastar os cristãos da esquerda.

Ao Estadão, o líder religioso afirmou que o anúncio foi colocado pela loja de armas Pesca & Cia, que vende armas, munições e artigos esportivos. Como o muro é dividido, o estabelecimento colocou o anúncio no lado que pertence à loja. “Fica ruim para a igreja essa propaganda porque alguém que olha pensa que é nosso. Lamentamos, mas não temos o que fazer. Como estamos aqui há muitos anos, não vamos arrumar briga com o vizinho”, disse o pastor. Ele reforçou que a igreja não tem um candidato oficial e que o armamento é tratado pela instituição como um assunto de foro íntimo. “Se a pessoa quer ter uma arma, se ela tem condição psicológica para ter, dentro das normas e da lei, é um direito dela. Tem que desarmar os bandidos. Na igreja, ninguém vem armado, evidentemente.”

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Lula sobre benefícios: ‘Maior distribuição de dinheiro que campanha política viu desde o Império’

ESTADÃO - Beatriz Bulla e Luiz Vassallo

© Fornecido por EstadãoLula discursa na Fiesp ao lado de Alckmin e Josué Foto: Reprodução

 




Diante de empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta terça-feira, 9, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou o Auxílio Brasil aprovado no governo de Jair Bolsonaro (PL), defendeu que o País “retorne à normalidade” e enalteceu sua parceria com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB). Ele também fez defesa enfática das urnas e do processo eleitoral.

 “Como a gente pode viver em um país em que o presidente conta sete mentiras por dia? Que chama uma carta que defende a democracia de cartinha? Quem sabe a carta que ele gostaria de ter é um feita por milicianos no Rio de Janeiro. E não uma carta feita por empresários, intelectuais defendendo o regime democrático, defendendo a urna eletrônica”, disse Lula, que fez uma defesa enfática do atual processo eleitoral. “Que negócio é esse de as Forças Armadas fiscalizarem as urnas? Os militares têm de fiscalizar nossas fronteiras”, afirmou. Lula disse que o País vive uma crise de governabilidade e uma crise de “falta de sintonia” entre o estado e instituições que são a garantia do próprio estado.

Sobre o Auxílio Brasil, Lula afirmou que o País está assistindo à “maior distribuição de dinheiro que uma campanha política já viu desde o fim do Império”. “Me preocupa se o povo aceitará pacificamente a retirada desses benefícios depois das eleições”, disse.

Ao tratar de sua parceria com Alckmin, disse que a aliança é “uma das grandes novidades políticas desse país”. “Já fomos adversários. Esse jeitão dele bonzinho não foi tão bom na campanha. Eu tô com as canelas até agora machucadas”, disse Lula, arrancando risos da plateia. “E eu e ele resolvemos relegar a segundo plano e compor uma chapa”, afirmou o petista.

“Caneladas passam, é preciso olhar para o futuro”, disse Alckmin, que voltou a repetir que o “hit” agora é “lula com chuchu”.

Na Fiesp, Lula diz que Bolsonaro gostaria de 'carta feita por milicianos'

Na véspera, presidente criticou e chamou de "cartinha" documento em defesa da democracia e do sistema eleitoral feitos por ex-alunos da USP. Federação das Indústrias de São Paulo apoia a iniciativa e fez manifesto próprio.

Por g1 SP

09/08/2022

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala durante encontro com empresários na Fiesp, em SP. — Foto: Bruno Rocha/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Lula, candidato do PT à eleição presidencial de outubro disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) gostaria de uma "carta feita por milicianos" após o presidente criticar documento a favor da democracia. A declaração ocorreu em evento com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, nesta terça-feira (9). "Como é que a gente pode viver num país em que o presidente conta sete mentiras todo dia? E com a maior desfaçatez. Que chama uma carta, que defende a democracia, de cartinha? Quem sabe a carta que ele gostaria de ter é uma carta feita por milicianos no Rio de Janeiro e não uma carta feita por empresários, intelectuais, sindicalistas, defendendo um regime democrático", afirmou Lula.

Na segunda, Bolsonaro esteve em evento com banqueiros da Febraban e declarou que "democrata não precisa assinar cartinha", ao se referir a documento criado por ex-alunos da Universidade de São Paulo (USP), em defesa da democracia e do sistema eleitoral eletrônico. “Outra coisa, pessoal, quem quer ser democrata, não precisa assinar cartinha, não. Se tiver que assinar que sou honesto, todo mundo vai assinar que é honesto. Democracia tem que sentir o que a pessoa está fazendo. (...) Falar todo mundo fala. Fazer cartinha todo mundo faz”, disse o presidente.

Evento na Fiesp

Lula participou de uma série de encontros promovidos pela Fiesp com presidenciáveis. O petista contou com a presença de seu candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do coordenador do plano de governo da chapa à Presidência, Aloizio Mercadante (PT). Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) participaram, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou sua ida, programada para a quinta-feira (11).

Em sua fala, Mercadante disse que houve um erro no plano de governo quando tratou de "regular a agricultura". O mesmo sobre a retirada da defesa da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Encla), que aparecia em versão anterior. Alckmin falou na sequência e agradeceu a Fiesp por promover um ato em defesa da democracia. "As pessoas passam, as instituições ficam", afirmou. Atual presidente da Federação, Josué Gomes é filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011.

Gomes substituiu Paulo Skaf, alinhado com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e defensor do impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016. Nesta eleição, Skaf tenta articular campanha ao Senado.

domingo, 7 de agosto de 2022

Militares e ministros do STF estreitam relações há menos de um mês do 7 de Setembro

Yahoo, Redação Notícias

dom., 7 de agosto de 2022

Ministro Luiz Fux assiste a apresentação de programa do STF para combater a desinformação nas eleições no Brasil. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Há menos de um mês para o 7 de Setembro, a relação entre militares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tem se estreitado. Ao contrário do presidente Jair Bolsonaro (PL), que continua atacando o tribunal e colocando os ministros como seus inimigos, a conversa entre os magistrados e os militares tem sido constante, de acordo com o jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

ministro Luiz Fux, presidente do presidente do STF, tem escutado em conversas reservadas que os militares desejam celebrar o Bicentenário da Independência, e não vão transformar a data em um ato político. Fux, porém, não irá ao desfile militar, o primeiro após dois anos de pandemia, por compreender que precisará estruturar a segurança do tribunal, tal como fez  em 2021. Sobre as eleições deste ano, os militares têm afirmado a outros ministros que respeitarão os resultados que vierem das urnas. Eles também têm boas expectativas para o fim do mandato de Edson Fachin como presidente e o começo do período de Alexandre de Moraes à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A relação entre o TSE e parte dos generais ficou estremecida justamente quando o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, passou a atacar as urnas, a mando de Bolsonaro. Embora o presidente da república tenha Alexandre como um  de  seus principais alvos, ele é tido como um “homem cordial e do diálogo”, nas palavras confessas de um general quatro estrelas da ativa.

Com relação a Rosa Weber, que assume o STF logo após o feriado da Independência, a expectativa também é de uma boa relação. De acordo com este mesmo general, a ministra é “equilibrada”. Weber é bastante reservada e não costuma proferir opiniões a respeito da crise institucional fomentada por Bolsonaro — comportamento que também agrada os milicos.

EM TEMPO: Depois do "puxão de orelha" que os militares brasileiros levaram da matriz, ou seja, do governo dos EUA, as coisas tendem a se acalmar e Bozo está cada vez mais isolado, incluindo o desembarque da própria burguesia nacional e internacional. Há um ditado popular que diz: "um dia é do caçador, outro é da caça". Somente os fanáticos é que querem Bozo no governo. Convém lembrar que os embaixadores brasileiros estão encontrando dificuldade de exercerem suas funções, no exterior, após o ato golpista de Bozo na reunião com os embaixadores estrangeiros. 

Moro é hostilizado nas ruas de Curitiba: “Vergonha do Judiciário”

Yahoo, Redação Notícias

dom., 7 de agosto de 2022

Candidato ao Senado pelo estado, o ex-ministro de Jair Bolsonaro foi chamado de “juiz parcial”, “bandido” e “criminoso”. (AP Photo/Eraldo Peres, File)

O ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil) foi hostilizado neste sábado durante visita a Feira do Juvevê, no Alto da XV, bairro de classe média alta de Curitiba (PR). Pessoas que frequentavam o lugar dispararam frases contra ele, causando uma saia justa na equipe de campanha.

Candidato ao Senado pelo estado, o ex-ministro de Jair Bolsonaro foi chamado de “juiz parcial”, “bandido” e “criminoso”. Um homem protestou: “Você prendeu o principal candidato e depois foi ser ministro”, disse em referência a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso no âmbito da Operação Lava Jato em 2016, quando Moro era o juiz responsável pela operação.

Uma eleitora contestou a presença dele em Curitiba e disse: “Volta para São Paulo”. A revolta da mulher acontece porque Moro tentou sair como candidato ao Senado por São Paulo, mudando seu domicílio eleitoral. Porém, a Justiça considerou a manobra irregular. Desse modo, ele foi obrigado a retornar para o Paraná e ter sua candidatura ao Senado pelo estado.

Juiz da Lava-Jato

Sérgio Moro ganhou fama em todo o país por ser o juiz da Operação Lava Jato. Na época, ele chegou a ser apelidado de “herói” por eleitores que se identificavam com ideologia de direita. Moro foi considerado algoz do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que hoje lidera a disputa à Presidência da República.

Em 2017, ele condenou o petista em primeira instância no caso do triplex, no Guarujá . No ano seguinte, Moro deixou a magistratura para aceitar o convite para ser ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele permaneceu no cargo entre janeiro de 2019 até abril de 2020.

A saída de Moro do governo ocorreu por suposta intervenção de Bolsonaro na Polícia Federal. Quando ainda estava no governo, a imprensa divulgou conversas dele com procuradores da Lava Jato, evidenciando que ele teve uma atitude parcial no caso.

Os advogados de Lula usaram as mensagens como provas para que os processos da operação fossem anulados, o que acabou acontecendo por decisão do Supremo Tribunal Federal. O ex-juiz também se tornou suspeito pela Corte.

Assista: https://br.yahoo.com/noticias/moro-e-hostilizado-nas-ruas-de-curitiba-vergonha-do-judiciario-151145807.html

EM TEMPO: Esse ex-juiz é a vergonha nacional, parcial e usando cargo público para fazer política. 

sábado, 6 de agosto de 2022

"Burguesia brasileira quer transformar Lula em Tancredo Neves e Geraldo Alckmin em José Sarney", diz Alysson Mascaro

 


Professor da USP diz que classes dominantes estão tentando controlar o processo de saída do fascismo, assim como aconteceu no fim da ditadura militar



Alysson Mascaro, Lula e Alckmin (Foto: Reprodução/Facebook | Ricardo Stuckert)

 247 – O professor e filósofo do direito Alysson Mascaro, da Universidade de São Paulo, afirmou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, que as classes dominantes estão tentando controlar o processo de saída do fascismo. "Há uma movimentação da burguesia brasileira. Houve um câmbio. O controle da sociedade é da burguesia, não dos militares. 

Precisamos entender por que a burguesia desembarcou do bolsonarismo", diz ele. "Quando a burguesia percebeu a falência da ditadura, ela fez esse mesmo movimento. Mas capturou o movimento de saída, mantendo o domínio da sociedade. A burguesia desembarcou da resistência à abertura para controlar a abertura", afirma.

Mascaro enfatiza que a burguesia brasileira é a mãe do bolsonarismo e que o ódio contra a esquerda não acabou. "O que mudou foi a estratégia da burguesia e nada garante que não haja um golpe no ano que vem", aponta. "Fazer de Lula o Tancredo Neves e de Geraldo Alckmin o José Sarney é o processo que está acontecendo", alerta.

Na sua opinião, é preciso mobilização social para que o governo Lula possa fazer mais do que mudanças apenas pontuais. "O pós-eleição precisa ser disputado desde já. Até porque isso significa de que governo Lula estaremos falando em 2023", diz ele. 

Acesse o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ZOFquDaEGxs&t=10s

EM TEMPO: Recentemente o governo Biden acenou nesse sentido (vide declarações de apoio ao sistema eleitoral brasileiro) e, consequentemente, a burguesia nacional acompanhou com a Declaração em Defesa da Democracia e do Estado de Direito. Ou seja, o governo Bozo não mais interessa a burguesia nacional e internacional. Considerando que o ex-presidente Lula é muito habilidoso e ao ser eleito e governar  a partir de 2023 pode se transformar numa liderança mundial, haja visto o espaço existente com a saída da cena política da ex-chanceler alemã  Angela Merkel, poderemos ter  uma nova realidade política, social, econômica e geopolítica, a exemplo dos BRICS, com possibilidade de apoio das massas populares. Afinal a hegemonia dos EUA de um mundo unipolar, está mudando, via conflito na Ucrânia, para um mundo multipolar, com China e Rússia como porta-bandeira dessa nova realidade. Donde concluímos que política é dinâmica e o primeiro passo consiste em derrotar Bozo já no primeiro turno.  Evidentemente, que outras batalhas surgirão, inclusive aqui em Garanhuns, derrotando à direita (Sivaldo + Izaías + Zaqueu + .....) a partir das Eleições 2022. Por último quero lembrar que os militares brasileiros, das três forças armadas, consideram, sobremaneira, as orientações do  Departamento de Estado e Defesa dos EUA. Deste modo, Bozo está ficando cada vez mais isolado, com possibilidade de ser preso pelos crimes cometidos e a cometer no dia 07.09.2022. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Estudo para programa de Lula propõe reverter venda de refinarias da Petrobrás

 


As propostas incluem até a possibilidade de a Petrobrás voltar a ser dona da refinaria da Bahia, o maior ativo de refino vendido em 2021 pela empresa

5 de agosto de 2022

Lula e Petrobrás (Foto: Ricardo Stuckert | ABR)

Por Rafaella Barros, Reuters - Estudos sobre o setor de petróleo e gás no Brasil encomendados para municiar a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva vão sugerir ações para o fortalecimento do refino da Petrobras que incluem a abertura de conversas para a reversão de vendas de refinarias já realizadas pela empresa, disse à Reuters um dos coordenadores do trabalho e integrante do plano petista.

As análises para o candidato do PT que lidera as pesquisas propõem também novos investimentos e a retomada de projetos de refino abandonados pela Petrobras, depois que a empresa decidiu focar na extração de petróleo do pré-sal, como forma de sair da crise resultante da operação Lava Jato.

As propostas incluem até a possibilidade de a Petrobras voltar a ser dona da refinaria da Bahia, o maior ativo de refino vendido em 2021 pela empresa, hoje de propriedade da Acelen, do grupo Mubadala, comentou William Nozaki, um dos escolhidos para a construção do plano do petista para assuntos de Petrobras.

"Para alguns ativos é possível que se faça uma consulta aos parceiros que adquiriram para entender melhor a situação e saber se eles têm realmente interesse em permanecer integralmente na operação. É o caso da Rlam (na Bahia)", disse Nozaki, que também é coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP).

A refinaria baiana foi o primeiro desinvestimento concluído pela Petrobras do grupo de oito refinarias que terão que ser vendidas pela empresa pelo acordo firmado com o Cade em 2019 para cessar o monopólio da empresa no refino brasileiro.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Frente democrática e antifascista é a resposta mais contundente às ameaças bolsonaristas

"Acabou a ilusão da chamada 'terceira via'. A chapa Lula/Alckmin é a principal beneficiária deste movimento cívico, em defesa da democracia", diz Jeferson Miola (*)

4 de agosto de 2022

 

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento em Teresina (Foto: Ricardo Stuckert | Reprodução)

Por Jeferson Miola (*), para o 247 

A estapafúrdia reunião que Bolsonaro promoveu com as missões diplomáticas estrangeiras [18/7] para atacar o sistema eleitoral do país precipitou movimentos políticos de relevantes frações do establishment e acelerou mudanças profundas do cenário eleitoral. Aquele evento pode ser considerado o marco temporal dos sinais de mudança da conjuntura desses últimos dias. E teve como efeito principal a ampliação significativa do isolamento político do Bolsonaro e do governo militar.

Um isolamento que pode ser comprovado tanto no plano interno, da política doméstica, como no plano internacional – com destaque, neste caso, para o enquadramento explícito feito pelo governo dos EUA às cúpulas partidarizadas das Forças Armadas brasileiras. É crescente e largamente difundida no interior do bloco das finanças e do grande capital a percepção da inconveniência que Guedes, Bolsonaro e os militares passaram a representar para seus negócios e interesses.

A Carta em defesa do Estado de Direito [acesso aqui para assinar] lançada pela Faculdade de Direito da USP soou o alarme dos riscos reais à democracia e catalisou a consciência cívica e democrática que se encontrava dispersa e desarticulada. Além da Carta da USP, o anunciado manifesto em defesa da democracia assinado por mais de uma centena de entidades representativas do patronato, trabalhadores, sociedade civil, indústria, comércio, setor financeiro, acadêmico, de direitos humanos, ambientalistas etc, deve ampliar ainda mais o isolamento do Bolsonaro e dos militares.

Os ataques sistemáticos que Bolsonaro e os generais desferem contra a eleição, o TSE e o STF hoje já não mais intimidam como antes. Ao contrário, tais posturas têm como resposta contundente a formação de uma ampla frente democrática e antifascista de resistência. Acabou a ilusão da chamada “terceira via”. A chapa Lula/Alckmin é a principal beneficiária deste movimento cívico e em defesa da democracia.

Há hoje uma consciência ampla acerca da importância da vitória do Lula em 2 de outubro, já no primeiro turno, como antídoto que pode esvaziar – ou deslegitimar inteiramente – o terrorismo programado pela extrema-direita. As desistências de candidaturas periféricas do campo da direita com a sinalização de apoios à chapa Lula/Alckmin são evidências importantes desta sensibilidade. O PDT, único partido de estrato democrático-popular ausente destas articulações, continua suicidamente mantendo a candidatura de um cada vez mais desvairado Ciro Gomes, cujas atitudes servem, unicamente, para reforçar a retórica de ódio antipetista muito funcional aos interesses fascistas.

É uma opção partidária que não honra a memória do grande líder Leonel Brizola. Se estivesse vivo, o fundador do PDT certamente estaria junto com Lula e com o conjunto da esquerda e do campo progressista neste momento histórico crucial do país. A defesa da democracia e a luta unificada contra fascismo é o imperativo desta encruzilhada dramática em que o Brasil se encontra.

A eleição da chapa Lula/Alckmin no primeiro turno é o conduto que canaliza esta luta histórica da barbárie e da civilização contra o autoritarismo e o fascismo.

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(*) Articulista

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Órgãos de inteligência investigam possível autoatentado bolsonarista no 7 de setembro para culpar o PT

Segundo a Veja, a suspeita é de que radicais ataquem os próprios bolsonaristas, em uma tentativa de culpar a esquerda e gerar pânico para mudar os rumos da eleição

2 de agosto de 2022

 

    

247 - O jornalista Matheus Leitão, em artigo publicado no portal Veja, informa sobre um possível autoatentado articulado por bolsonaristas para tentar criar um factoide contra o PT.

De acordo com Leitão, “órgãos de inteligência estão investigando uma suspeita de ataques ao 7 de setembro com viés golpista – e o intuito de criar um factoide político para mudar o curso da eleição de 2022 – envolvendo grupo radicais de direita”.

 “O ato criminoso seria realizado para ferir os próprios bolsonaristas, gerar pânico na sociedade e, em seguida, colocar a culpa na esquerda. A suspeita foi confirmada por dois oficiais desses órgãos de inteligência à coluna, com longo serviço prestado ao país, mas sem nenhum viés ideológico”, relata. 

O jornalista afirma que, apesar do plano ser complexo, não seria a primeira vez que algo do tipo seria colocado em prática. “O atentado do Riocentro, em 1981, foi organizado por setores radicais do Exército e da Polícia Militar do Rio para incriminar grupos de esquerda que faziam oposição à ditadura, regime que, naquela época, amordaçava e sufocava a democracia no país há 17 anos".

Leitão ressalta que “em nenhum momento, contudo, as fontes desta informação repassada à coluna – relacionada à suposta conspiração em curso no Brasil em pleno 2022 – citaram o envolvimento de setores do Exército ou da Polícia Militar, que agiram, há mais de 40 anos, como órgãos terroristas".