Presidente conhece cada verbo de seu papel na defesa da democracia global, e demonstra preparo físico exemplar para desempenhá-lo
Autor Marco Damiani
Marco Damiani é editor especial do
Brasil 247 no Rio de Janeiro
Publicado em 1 de agosto de 2026.
Luiz Inácio Lula da Silva. Crédito: Ricardo Stuckert
Desde maio, quando
completou um giro de entregas de obras públicas pelo País, o presidente Lula já
cumpriu mais de 50 agendas fora do Palácio do Planalto. Contando com o Ceará,
onde esteve na sexta-feira, 31, ele pisou, discursou e confraternizou-se com o
público em nada menos que 10 estados diferentes. Perto de completar 81 anos de
idade, em 27 de outubro, Lula vai apresentando ao País – e ao mundo – um show
de vitalidade que até os bolsonaristas mais empedernidos reconhecem, invejam e,
especialmente, temem.
“Enquanto eu viver, a extrema direita não voltará a governar esse país”, cravou o presidente, em Fortaleza, a milhares de pessoas reunidas na convenção estadual do PT cearense, em que o governador Elmano de Freitas foi conduzido à disputa pela reeleição. Ali, Lula fez ontem seu pronunciamento mais enfático sobre o que se deve esperar dele em termos de garra e disposição na defesa da democracia brasileira e mundial.
“Vou dizer mais:
que venha quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei,
que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu
quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia nesse
país”, demarcou ele, sem subterfúgios.
Cada passo, gesto e
palavra que o presidente tem espalhado pelo País reforçam a barreira ao
fascismo que o Brasil – e ele, em pessoa – têm representado, nos últimos quatro
anos, desde a derrota de Jair Bolsonaro para o próprio Lula.
Ao mesmo tempo em
que sabe de cor e de improviso cada verbo e vírgula de seu papel no chamado
teatro das nações, Lula vai apresentando as condições físicas perfeitas para
desempenhá-lo. Ajustou o regime alimentar, tornou-se assíduo em atividades
físicas e se consolida, hoje, como um exemplo pronto e acabado de força vital
que vai além da política. Serve de modelo para toda a população em busca de
vida saudável e ativa.
“O presidente
demonstra uma condição física e cardiovascular bastante favorável para a sua
faixa etária”, atesta o cardiologista Roberto Kalil Filho, médico que acompanha
a saúde de Lula nas últimas décadas. “Ele é um exemplo para todas as pessoas
dos benefícios que o hábito contínuo de praticar exercício pode trazer como ganho
real de densidade óssea, massa magra e controle metabólico.”
No plano político,
Lula se destaca nesta campanha como um arauto bem preparado em defesa da
democracia. “Eu competi contra o Fernando Henrique Cardoso, contra o José
Serra, contra o Geraldo Alckmin”, lembrou o presidente em entrevista recente.
“Nunca houve problema, nenhum deles jamais propôs um golpe ou coisa parecida.
Mas, depois do Bolsonaro, veio essa radicalização. Não posso admitir que isso
prevaleça no nosso Brasil.”
Com uma vida inteira na atividade sindical e
política, Lula é, sem dúvida, a celebridade mais conhecida do País. Do alto de
seu índice 100% de conhecimento, para usar o jargão das pesquisas eleitorais,
ele poderia ter optado por uma campanha com o tradicional fundo biblioteca, em
ambientes controlados, enumerando as realizações de sua gestão entre efeitos
especiais de vídeo. Ao contrário, está em campo aberto, no meio do povo,
exibindo força e vitalidade, com uma presença pessoal que vai se traduzindo em
escalada nas preferencias de votos. O fascimo global representado no Brasil
pelo bolsonarismo e seus apêndices não chega nem perto desse fôlego todo. Ufa!
EM TEMPO: Infelizmente, à Esquerda não sabe trabalhar tendo um líder como Lula. O que menos importa é se Lula é de Centro Esquerda ou não. Cada um que faça a sua parte, especialmente ocupando os devidos espaços políticos e apresentando sugestões e reivindicações no próximo mandato do governo Lula. Ok, Moçada!

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