Cancelamento do debate põe a emissora dos três patetas a nu; favorecimento ao candidato Flávio Bolsonaro dá chabu diante da covardia do próprio; presidente lidera Datafolha em todos os cenários; vai rolar!
Por Marco Damiani
Marco Damiani é editor especial do
Brasil 247 no Rio de Janeiro
Da esquerda para a direita, José
Roberto Marinho, Roberto Irineu Marinho e João Roberto Marinho Crédito: Tomás Arthuzzi / Grupo Globo
Mesmo para uma
máquina de comunicação que tem em sua ficha corrida episódios aéticos e
vexatórios, como a não cobertura jornalística das campanhas das Diretas, em
1984; o escândalo Proconsult, de contagem fajuta de votos para prejudicar a
vitória de Leonel Brizola, em 1982, na disputa pelo governo do Rio de Janeiro;
a edição canhestra do debate Lula-Collor, em 1989, em que até uma pasta vazia
para o corrupto alagoano foi providenciada pelo chefão Boni; e muitos outros,
lembrem aí, até mesmo para a Rede Globo o cancelamento do debate de candidatos
a presidente marcado para a noite desta quinta-feira, 1, é um marco histórico
de cabeça para baixo.
O recuo humilhante
em horário nobre deixou claro para o Brasil toda a má intenção da emissora dos
três patetas, digo, irmãos Marinho, embutida na formatação do programa. O
modelo sempre foi o de prejudicar o candidato do campo popular e democrático,
que seria jogado em uma arena de extremistas para ser chacinado entre
provocações e distorções de informações. Estava, sim, tudo armado para que a
cadeira do candidato à reeleição ficasse vazia, que a ela se dirigissem
perguntas, com tréplicas, apesar do mutismo da réplica, em que Lula seria
atingido por adjetivos pejorativos.
O probleminha,
porém, foi que até o TSE presidido por Nunes Marques, o KN das relações com
Daniel Vorcaro, com André ‘terrivelmente vocês sabem o que’ Mendonça, no pleno
de 9 ministros, escandalizou-se com o ardil, proibindo-o. Justiça feita. Mais
ainda, atrapalhou o plano a covardia de Flávio Bolsonaro, que, diante da
presença de última hora do juvenil postulante Renan Filho, correu da raia.
Haveria muito escândalo a explicar. Entraria leão e sairia gatinho.
Igualmente, se tudo
desse certo para os interesses dos Marinho, o estúdio global poderia virar
palco de uma aliança a favor da extrema-direita, com Zema carregando seu
impressionante 1% nas pesquisas e Caiado, com seus dentes trancados, afirmando
que tudo pode, menos Lula. Mais claramente, tudo redondo para o filho do Bozo
sair fortalecido. De chabú!
A noite global já
começou com os burros n’água quando, no Jornal Nacional, precisou exibir os
resultados da pesquisa Datafolha divulgada hoje, em que Lula vence seus
adversários, um a um, em primeiro e segundo turnos. Duro de apresentar, mas não
havia, afinal, outro jeito. O troco viria no debate armado para promover o
Bonzinho, só que não.
Ao se desmascarar
diante de sua audiência, abortando o debate minutos antes de seu início,
simplesmente porque não haveria mais como seguir o roteiro de ataque a Lula, a
Globo deixou todo o paramento ir-se, ficou nua, revelou-se, mostrou o que
realmente é: uma grande, pesada e antiga engrenagem de manipulação política.
Parabéns ao
presidente Lula, que acertou em cheio ao recusar o Cavalo de Troia que lhe foi
oferecido. Está agora sendo entrevistado por uma grande plataforma de internet,
pavimentando o caminho para a vitória. Perdem todos os envolvidos na farsa
grotesca. Vencem os democratas, com destaque para a militância do PT, que tem
saudado, em multidões, o brio, a garra e a disposição do presidente para salvar
o Brasil do golpismo bolsonarista. A vitória em primeiro turno, graças à rajada
de Uzi disparada pela Globo, nunca foi uma possibilidade tão real e próxima
quanto agora.
Viva Nossa Senhora de Aparecida, a padroeira do
Brasil!
