Jurista e advogado defendeu, em entrevista à TV 247, uma reação firme diante de qualquer tentativa de interferência nas eleições, seja por agentes externos ou por outros Poderes. Ele também reiterou sua confiança na integridade do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao comentar as acusações contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente…
Conteúdo postado por: Leonardo Sobreira
Marco Aurélio de Carvalho. Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil
247 – Em entrevista
à TV
247, o jurista e advogado Marco Aurélio de Carvalho denunciou
o uso político de investigações policiais e o alinhamento da grande mídia no
que classificou como “jornalismo de guerra” e tentativa de interferência no
processo eleitoral. Comentando a recente abertura de inquérito contra Fábio
Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, Carvalho destacou que a soberania
das urnas deve prevalecer sobre narrativas infladas e manobras investigativas sem
justa causa.
Inquérito eleitoral e coincidência
midiática
Falando diretamente
da convenção política do PSB, Carvalho enfatizou que a investida contra Fábio
Luís tem caráter estritamente eleitoral. O advogado destacou a sincronicidade
com que os principais veículos da imprensa corporativa estamparam manchetes idênticas
sobre o caso, evidenciando uma estratégia coordenada para atingir o governo e o
processo democrático.
“Se o Fábio não
fosse filho do presidente Lula, esse inquérito nem sequer teria sido instaurado
e o anterior teria sido simplesmente arquivado por falta de justa causa”.
– Marco Aurélio de Carvalho à TV 247
Disputa interna na Polícia Federal e
autonomia institucional
Marco Aurélio
ressaltou o contraste entre a gestão atual e o governo anterior, lembrando que
o presidente Lula devolveu a independência à PF, retirando-a do loteamento
político. No entanto, o jurista alertou que as instituições continuam em
disputa e que setores remanescentes tentam aparelhar procedimentos para
impactar as eleições.
·
Confiança na Direção-Geral: O advogado reiterou sua confiança na
integridade do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
·
Uso Responsável da Autonomia: Ele salientou que a independência
institucional deve ser exercida com extrema responsabilidade, sem servir de
instrumento para manobras políticas.
‘Fishing expedition’ e vazamentos
clandestinos
Ao detalhar os
aspectos jurídicos da investigação, Marco Aurélio apontou a prática abusiva de
pesca probatória (fishing expedition). A defesa colocou espontaneamente
à disposição todas as informações bancárias e fiscais de Fábio Luís; ainda
assim, foi decretada a quebra de sigilo.
·
Zero irregularidades: Mesmo após mais de quatro meses de vazamentos
clandestinos e ilegais na imprensa, nenhuma ilicitude foi encontrada.
·
Construção de narrativas: Diante da ausência de provas em relação a
Fábio Luís, a investigação tentou associá-lo a terceiros sem qualquer vínculo
com sua conduta.
Recurso à PGR e defesa das garantias
constitucionais
Diante dos abusos,
a defesa acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão
exerça o controle externo da atividade policial e analise o caso com o devido
rigor legal.
“Nós não queremos que ninguém esteja
acima da lei, mas não podemos permitir que ninguém esteja abaixo dela”.
O jurista lamentou
o forte impacto pessoal e emocional enfrentado por Fábio Luís, classificando a
situação como “o peso de um sobrenome no lombo de um cidadão” que cumpre seus
deveres tributários e age com absoluta correção.
A soberania popular e a vigília
democrática
Por fim, Marco Aurélio reforçou que o destino
político do país deve ser decidido exclusivamente pela população brasileira
através do sufrágio universal. Fatores externos, pressões de outros Poderes ou
ingerências internacionais não podem se sobrepor à vontade soberana do povo. O
momento exige estado permanente de alerta e vigília para reagir com altivez e
firmeza a qualquer tentativa de golpe ou desestabilização, de acordo com o
jurista.
Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=LI93e6fED-g&t=11s

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