À Avibras é considerada uma empresa estratégica para a soberania tecnológica e industrial do país
Conteúdo postado por Leonardo Sobreira
Publicado em 22 de julho de 2026
Fábrica da AvibrasCrédito: Reprodução / TV Vanguarda
247 – O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva visita nesta sexta-feira (24) as instalações da Avibras
Aeroco, em Jacareí (SP), em um gesto de apoio à retomada das atividades de uma
das mais importantes empresas da indústria brasileira de defesa. A agenda
também contará com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento,
Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
A visita ocorre
poucos meses após a reativação das operações da companhia, retomadas em abril
deste ano com a produção de mísseis, foguetes, veículos e lançadores espaciais
civis, entre outros equipamentos.
A Avibras voltou
oficialmente a operar após quatro anos de paralisação, em um processo de
reestruturação empresarial que incluiu a renegociação de dívidas e a criação de
uma nova companhia para concentrar seus ativos e patentes.
A empresa estava
com as atividades suspensas desde 2022, quando ingressou em recuperação
judicial com uma dívida estimada em cerca de R$ 800 milhões. Durante esse
período, aproximadamente 900 trabalhadores permaneceram em greve desde setembro
daquele ano.
A retomada das
operações foi viabilizada por um aporte de R$ 300 milhões realizado pelo Fundo
Brasil Crédito, que se tornou o principal credor da empresa em 2024. Os
recursos permitiram a reorganização financeira da companhia e a reativação
gradual da produção.
Reconhecida
internacionalmente pelo desenvolvimento de sistemas de artilharia e foguetes,
como o Astros, a Avibras é considerada uma empresa estratégica para a soberania
tecnológica e industrial do país. Sua recuperação é vista como importante para
preservar a capacidade brasileira de produzir tecnologias sensíveis voltadas
aos setores de defesa e aeroespacial, reduzindo a dependência externa e
mantendo competências nacionais em inovação.
A visita de Lula simboliza o apoio do governo
federal à recuperação da empresa e ao fortalecimento da Base Industrial de
Defesa, considerada um dos pilares da estratégia brasileira para ampliar a
capacidade tecnológica e produtiva em áreas de alto valor agregado.

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