quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Cid confirma à PF participação decisiva de Braga Netto no plano para assassinar Lula

Ex-ajudante de Bolsonaro detalha trama que visava impedir a posse do presidente e revela atuação da cúpula militar

05 de dezembro de 2024

 

Braga Netto e a Polícia Federal (Foto: Alan Santos/PR | Tânia Rêgo/Agência Brasil)

247 – O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (5) que o general Walter Braga Netto teve participação decisiva em uma trama golpista que incluía o planejamento do assassinato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então presidente eleito. 

A informação foi divulgada pela CNN Brasil e reforça elementos previamente apresentados por Cid em depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 21 de novembro.Segundo apuração da CNN, Cid foi questionado pela PF sobre o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que, conforme os investigadores, consistia no assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do próprio Alexandre de Moraes. O depoimento é o primeiro em que o militar detalha o plano diretamente às autoridades policiais, revelando novos desdobramentos da articulação golpista.

Acordo de delação premiada

Mauro Cid, que assinou um acordo de colaboração premiada em setembro de 2023, tornou-se peça-chave nas investigações sobre o governo Bolsonaro, incluindo denúncias de fraude em cartões de vacinação contra a Covid-19, venda de joias sauditas e a tentativa de golpe de Estado. Apesar de enfrentar risco de perder os benefícios do acordo por contradições anteriores, Cid conseguiu mantê-lo ao apresentar detalhes inéditos sobre a atuação de Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022.

Em seu depoimento ao STF, o ex-ajudante de ordens afirmou desconhecer pessoalmente os planos para assassinar Lula, Alckmin e Moraes. Entretanto, os novos elementos reforçam a suspeita de que setores do governo Bolsonaro buscavam sabotar a democracia por meio de ações extremas. 

Plano “Punhal Verde e Amarelo”

De acordo com a PF, o plano foi idealizado pelo general Mario Fernandes, então o número dois na Secretaria-Geral da Presidência. Um documento contendo o planejamento operacional teria sido impresso no Palácio do Planalto em 9 de novembro de 2022, poucos dias após a derrota de Bolsonaro nas eleições. O relatório final aponta que o documento foi levado ao Palácio da Alvorada, mas, segundo o advogado de Fernandes, Marcus Vinícius Figueiredo, “jamais foi entregue a ninguém”. 

Indiciamentos e novas implicações

O caso já resultou no indiciamento de 37 pessoas, incluindo Bolsonaro, por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. O inquérito foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, cabendo agora ao procurador Paulo Gonet decidir se apresentará denúncias formais.

Com as novas declarações de Cid, a trama envolvendo a cúpula militar e política do governo Bolsonaro se torna ainda mais grave, evidenciando tentativas de subverter o Estado Democrático de Direito e ameaçar a estabilidade institucional no Brasil.

EM TEMPO: Na realidade não houve Golpe Militar porque o governo Biden  e a CIA, não apoiavam. Convém lembrar que o governo Biden enviou uma Generala do Cone Sul, a qual participou de uma reunião, em meados do primeiro semestre de 2022,  com o Alto Comando das Forças Armadas e disse pessoalmente que  não existia apoio dos EUA para uma aventura militar. Lembrando que o arruaceiro Bozo foi um dos últimos Chefes de Estado a reconhecer a vitória de Biden contra  Trump  nas eleições presidenciais dos EUA. OK, Moçada!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Homem atirado de ponte por policial e morte em loja geram revolta e põem em xeque preparo da PM de SP

Governador e secretário de segurança pública criticaram publicamente a agressão

Por: Hyndara Freitas, Nicolas Iory e Guilherme Queiroz

São Paulo. Em 04/12/2024


 





PM é flagrado jogando homem em rio na Zona Sul de SP — Foto: Reprodução vídeo

Gravada em uma câmera de celular, a cena de um homem jogado de cima de uma ponte em um córrego na Cidade Ademar, na Zona Sul de São Paulo, é o mais novo episódio a pôr em xeque o preparo dos policiais militares e a política de segurança pública do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a cargo do secretário Guilherme Derrite. Tarcísio, assim como Derrite, criticou na terça-feira publicamente a agressão, e a morte de um ladrão de uma pequena loja por tiros nas costas dados por um PM de folga no dia 3 de novembro. Mas na manhã seguinte, nesta quarta-feira, um outro caso de violência policial tornou-se público. Desta vez, imagens mostram um motociclista já rendido, no chão, sendo agredido por agentes no bairro de Jardim Damasceno, na zona norte da capital paulista. 

O caso que provocou maior repercussão ocorreu na madrugada de segunda-feira, quando testemunhas gravaram vídeo que mostra três PMs em uma ponte. Um deles encosta uma moto na mureta após uma abordagem, e outro segura pelas costas um homem com camiseta azul. De repente, o PM levanta o rapaz pelas pernas e o joga no córrego.

Mais letal — Foto: Editoria de Arte













A Secretaria de Segurança Pública afastou 13 PMs envolvidos na ação, que estariam dispersando um baile funk nas proximidades. O Jornal Nacional informou na noite de terça-feira que a vítima é um entregador chamado Marcelo, que feriu o rosto na queda e foi levado para o hospital depois de ser socorrido por moradores de rua que estavam embaixo da ponte.

— Eu gostaria de uma explicação desse policial aí e o porquê ele fez isso — disse ao telejornal da TV Globo o pai de Marcelo, o mecânico Antônio Donizete do Amaral.

Pela manhã, nas redes sociais, Tarcísio afirmou que “aquele que atira pelas costas, aquele que chega ao absurdo de jogar uma pessoa de uma ponte, evidentemente não está à altura de usar essa farda”. Secretário de Segurança Pública, Derrite divulgou um vídeo dizendo que a ação na ponte “não encontra respaldo nos procedimentos operacionais” e “ações isoladas não podem denegrir a imagem” da PM.

O governador convocou na tarde de terça-feira uma reunião de emergência com o comandante-geral da corporação, Cássio Araújo de Freitas, o subcomandante-geral, coronel José Augusto Coutinho, e o corregedor-geral, Silvio Hiroshi Oyama. O encontro seria para corrigir rumos e punir excessos da PM.

A publicação do governador na manhã de terça-feira também se refere à morte de Gabriel Renan da Silva Soares, no dia 3 de novembro, atingido com 11 tiros nas costas ao tentar furtar pacotes de sabão em um mercado da Zona Sul da capital paulista. Vídeos divulgados esta semana contrariam a versão do policial Vinicius Lima Britto, autor dos disparos, de que ele atirou em legítima defesa, registrada no boletim de ocorrência da Polícia Civil. O agente, que estava de folga quando atirou em Renan, foi afastado e será investigado pela Corregedoria.

Os dois casos repercutiram ao mesmo tempo em que terça-feira uma perícia confirmou o que a Polícia Militar já havia antecipado como provável: partiu da arma de um policial a bala que matou o menino Ryan de Silva Andrade, de 4 anos, no morro de São Bento, em Santos, no dia 5 de novembro, em uma incursão onde também foi morto um adolescente.

‘Estarrecedoras’

As imagens do agente jogando um homem da ponte foram classificadas como “estarrecedoras e absolutamente inadmissíveis” pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, que determinou que o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público acompanhe o caso. “Pelo registro, fica evidente que o suspeito já estava dominado”, disse Oliveira.

De 1º de janeiro até 29 de novembro, São Paulo teve 697 mortes decorrentes de intervenção de PMs, contra 460 em todo o ano passado, segundo o Gaesp. O aumento foi de 51%. Desse total, 595 foram cometidas por policiais em serviço e 102 por agentes de folga. Somadas as mortes por policiais civis, o estado conta 768 casos, uma alta de 66% sobre os dez primeiros meses de 2023. Em relação a todo o ano passado, a alta é de 42%.

As forças de segurança respondem por uma em cada quatro (23,9%) vítimas da violência em São Paulo entre janeiro e outubro, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Foram 2.153 vítimas de homicídio doloso no período, e 676 mortes decorrentes de intervenções policiais.

Só no mês passado, mais de 30 policiais — militares e civis — foram afastados por envolvimento em casos de violência. Além do caso de Ryan, a atuação da PM também foi criticada em novembro pela morte do estudante de medicina Marco Aurelio Cardenas Acosta, de 22 anos, baleado ao tentar resistir à abordagem policial em um hotel, depois de bater no carro dos agentes que tentaram imobilizá-lo.

No episódio de Ryan, Derrite havia saído em defesa dos policiais, dizendo que “foram agredidos a tiros”. No dia seguinte, Tarcísio afirmou que o secretário “tem se saído bem” e evitou abordar a morte da criança. Quanto ao estudante de medicina, Derrite não prestou solidariedade à família e o governador só se manifestou após cobrança de parentes, dizendo que “abusos não serão tolerados”.

Especialistas em segurança pública ouvidos pelo GLOBO apontam que os episódios se enquadram na descontinuidade de políticas de redução do uso da força policial e que os discursos de lideranças, como o governador e o secretário Derrite, contribuíram para isso.

— A postura pública da liderança importa na ponta. Se você tem um discurso que legitima a violência, isso legitima a tropa a usar a violência — aponta Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz.

Leonardo Carvalho, pesquisador sênior do Fórum de Segurança Pública, critica as mesmas políticas.

— O programa de câmeras da PM, que era entendido como exitoso, foi questionado por Tarcísio já no processo eleitoral. Toda liderança passa uma mensagem para sua equipe — ele diz.

A advogada e tia de Renan, Fátima Taddeo, conta que a família sempre questionou a versão apresentada pelo PM Vinícius para a morte do rapaz e já havia pedido imagens do estabelecimento em que ele foi baleado, que só foram enviadas no dia 29 à Polícia Civil.

— Vimos no BO “morte por intervenção policial, tentativa de roubo e resistência”. Só que o mesmo boletim fala que tem 11 perfurações no corpo. Se ele estava tentando furtar, por que constava roubo? Não foi legítima defesa — disse.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Vídeo da Marinha cai mal fora e dentro da instituição

O vídeo bateu recorde negativo: mais de 1.400 comentários, 78% em tom de indignação e com percepções negativas

02 de dezembro de 2024

 
Vídeo da Marinha sobre "privilégios" (Foto: Reprodução)









Por Denise Assis (247) - A semana começou mal para a Marinha, que, neste domingo, primeiro de dezembro, lançou um vídeo com o título: “Privilégios? Vem para a Marinha”. Em apenas 24 horas, a peça havia atingido 50 mil visualizações, de acordo com a revista Sociedade Militar, que se debruçou sobre os desdobramentos do vídeo e seus efeitos. Tantos cliques, no entanto, não foram creditados ao sucesso do lançamento. Muito pelo contrário. A empreitada foi descrita assim pelo veículo voltado para os militares:

“Não se pode atribuir esse ‘sucesso’ a uma estratégia bem-sucedida de marketing institucional. Na verdade, a peça publicitária, parte do plano de comunicação estratégica da Marinha, tem atraído visualizações por conta da curiosidade gerada pela enxurrada de críticas que vem recebendo.”

O vídeo, agora se sabe, não só teve a anuência do comandante da Marinha, Marcos Olsen, mas contou com sua presença no lançamento, junto a outras autoridades militares, gerando uma onda de debates e críticas. Como se sabe, a relação entre a sociedade civil e os militares não anda das melhores, desde que veio a público o relatório da Polícia Federal revelando os planos golpistas de generais e oficiais do Exército, com a adesão do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier.

O lançamento da peça publicitária só ressaltou a complexa relação entre as Forças Armadas e a sociedade civil, que já não está em boa fase. A animosidade só aumentou após o anúncio, há poucos dias, dos cortes orçamentários e medidas para redução de benefícios militares. O vídeo da Marinha foca nesse ponto, destacando o trabalho dos militares, contrastando-o com momentos de lazer de civis, e encerra com o provocativo questionamento: “Privilégios? Vem para a Marinha.”

De acordo com o que apurou a RSM, “apesar da evidente intenção de valorizar a carreira militar, o material surtiu efeito contrário e foi amplamente criticado, gerando uma repercussão majoritariamente negativa nas redes sociais e na opinião pública”. A revista procurou especialistas para analisarem o impacto da campanha, e eles destacaram a desconexão entre a narrativa apresentada e as condições vividas pela população brasileira.

Repercussão majoritariamente negativa

Uma análise de sentimento realizada pela Revista Sociedade Militar sobre os comentários nas redes sociais, usando uma amostra de 120 comentários postados no perfil da força no YouTube, revelou que 78% das reações foram negativas, 10% positivas e 12% neutras. A maior crítica apontada pelos cidadãos foi a percepção de que o vídeo tentava justificar privilégios, criando uma polarização artificial entre as vidas civil e militar.

Usuários das redes sociais expressaram indignação:

·         “A Marinha do Brasil deveria se lembrar que eles só vestem roupas porque tem uma costureira, e que os jeeps só andam porque existem metalúrgicos” (@lucaslopesresende1123).

·         “O vídeo é uma resposta aos pacotes de reforma fiscal do governo para corrigir privilégios dos militares, tentando criar um antagonismo entre as atividades militares e da sociedade civil” (@giovanosiqueira2546).

·         “A MARINHA FEZ UM VÍDEO DEPRECIANDO O POVO QUE A SUSTENTA!!! O vídeo é uma vergonha, uma afronta, um escárnio além de ter sido feito com o dinheiro dos impostos de toda a sociedade brasileira!!! FIM AOS PRIVILÉGIOS DAS FFAA!” (@danielleserpa_). 


DeDesconexão da realidade mostrada no vídeo da Marinha com a realidade social

Especialistas também destacaram o descompasso entre a mensagem do vídeo e a realidade da maioria dos brasileiros. Para a professora Carla Teixeira, historiadora militar e coautora do livro Ilegais e Imorais, ouvida pelo Canal UOL, a campanha reforça “uma visão elitista e insensível às dificuldades enfrentadas pela população, como transporte público precário, baixos salários e falta de acesso a serviços básicos”.

A professora classificou o vídeo como reflexo de um “deslocamento histórico e social”, apontando para a necessidade de as Forças Armadas se alinharem às demandas e percepções da sociedade contemporânea. 

Impacto grave na imagem institucional

Também o impacto do vídeo na reputação da Marinha foi significativo, conforme atestou a RSM. “Comentários indicaram que a narrativa contribuiu para aprofundar o distanciamento entre as Forças Armadas e a sociedade civil.” Segundo Carla Teixeira, consultada pelo UOL, “a campanha comprometeu ainda mais o respeito pela instituição e evidenciou a necessidade de reformas estruturais para modernizar os valores militares, tornando-os mais compatíveis com as necessidades do Brasil contemporâneo”.

Na opinião da pesquisadora, a campanha reacendeu o debate sobre os benefícios concedidos às Forças Armadas, como pensões vitalícias, aposentadorias precoces e vantagens salariais amplamente criticadas por sua desproporcionalidade. A narrativa do vídeo, que tentava associar sacrifício e risco ao papel militar, foi vista como desconectada de uma realidade percebida por muitos como marcada por privilégios. Ou seja, realçou ainda mais as diferenças. 

Conclusão

O vídeo institucional da Marinha revelou tensões profundas entre a visão que as Forças Armadas têm de si mesmas e a percepção do público. A rejeição generalizada à peça evidenciou a necessidade de um timing correto para emplacar determinados discursos, estratégias de comunicação mais alinhadas à realidade social e de uma abordagem institucional que, ao invés de criar conflitos do tipo militar x paisano, promova o diálogo e o entendimento com a sociedade.

Em grupos restritos de militares, a peça foi mencionada como “verdadeira, mas inoportuna”. Militares se enxergam como profissionais que arriscam as vidas e têm um cotidiano diferenciado. Mas não fazem menos do que profissionais como “os caras que cuidam das redes de alta tensão, que também se arriscam muito. Cada um tem sua briga. Achei a coisa meio mal colocada”, disse um suboficial.

Assista o vídeo:

domingo, 1 de dezembro de 2024

O estado profundo dos EUA tenta instigar a Terceira Guerra Mundial, diz político francês

A Rússia alertou anteriormente que a participação direta de países ocidentais no conflito na Ucrânia forçará a Rússia a reagir contra a Otan


Joe Biden, Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin (Foto: Reuters/Leah Millis | Reuters/Valentyn Ogirenko | Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via Reuters)

 


Sputnik - Florian Philippot, líder do partido francês Patriotas, criticou o presidente dos EUA, Joe Biden, por sua suposta aprovação dos ataques com mísseis de longo alcance da Ucrânia nas profundezas da Rússia.

Ao autorizar tais ataques, "o estado profundo e seu fantoche Biden estão tentando desencadear a Terceira Guerra Mundial antes que [Donald] Trump chegue ao poder", escreveu Philippot em sua página X.

"Esperávamos esse tipo de coisa: a loucura deles não tem limites! Pessoas razoáveis ​​terão que assumir o poder e se livrar da Otan de uma vez por todas!", ele ressaltou.

O New York Times citou anteriormente fontes não identificadas dizendo que Biden autorizou "o primeiro uso" dos mísseis ATACMS de longo alcance fornecidos pelos EUA para a Ucrânia em território russo. O jornal chamou a decisão de "uma grande mudança na política dos EUA", que "dividiu" os conselheiros de Biden. Nem Biden nem a Casa Branca comentaram ainda sobre o assunto.

Em seguida, o jornal francês Le Figaro afirmou que a França e o Reino Unido também teriam permitido que o regime de Kiev atacasse território russo usando suas armas de longo alcance.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, por sua vez, lembrou que o presidente Vladimir Putin já havia compartilhado suas ideias sobre uma possível aprovação ocidental para que a Ucrânia conduzisse ataques em solo russo.

Em uma entrevista à televisão russa em setembro, Putin disse que permitir que o regime de Zelensky ataque a Rússia com mísseis ATACMS significaria, na verdade, a participação direta da Otan no conflito na Ucrânia .

Ele acrescentou que se uma decisão permitindo os ataques for tomada, Moscou tomará “decisões apropriadas em resposta às ameaças que serão colocadas sobre nós”.

EM TEMPO: O mundo não pode ser governado sob a influência da indústria armamentista. No caso dos EUA, os "neocons" (neo conservadores que mandam no Partido Democrata e no "boneco de pano" Joe Biden). Já a Ucrânia, governada  por um "fantoche", o qual provoca constantemente a Rússia e a população  ucraniana e a humanidade ficam a mercê dos malucos, a exemplo de Netanyahu. Tomara que o extremista de direita Donald Trump "acorde pra Jesus" e ponha fim as guerras intermináveis. Há um indicativo nos EUA que quando um partido inicia uma guerra o outro, ao assumir o poder, acaba. Vamos torcer para que isso aconteça em prol da paz mundial. 

sábado, 30 de novembro de 2024

“Sionismo não tem nada a ver com judaísmo, tem a ver com racismo e extrema-direita”, diz Breno Altman

 

(Foto: Brasil247)


Jornalista critica articulação de entidades sionistas com a extrema-direita e afirma que elas defendem interesses do Estado de Israel


 



247 - Em entrevista ao Bom Dia 247, o jornalista Breno Altman criticou a vinculação de entidades sionistas ao que ele definiu como movimentos de extrema-direita no Brasil e no mundo. “Sionismo não tem nada a ver com judaísmo, tem a ver com racismo e fascismo. As principais entidades sionistas estão articuladas com a extrema-direita, seja nos Estados Unidos, na Europa ou no Brasil”, afirmou Altman.

Ele destacou que entidades como a Confederação Israelita do Brasil (Conib) agem em defesa de interesses do Estado de Israel, mesmo que isso não reflita a totalidade das comunidades judaicas. “A Conib funciona subordinada aos interesses de Israel. É um braço do Estado de Israel, e não uma representação plural da comunidade judaica no Brasil”, declarou.

Altman citou exemplos recentes que, segundo ele, ilustram essa articulação. “Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado, ambos ligados ao bolsonarismo moderado, viajaram a Israel patrocinados por essas entidades, mostrando o vínculo estreito com o Estado de Israel e seus interesses políticos”, pontuou.

O jornalista também comentou a ausência do presidente Lula em eventos promovidos por essas organizações. “O não convite ao presidente Lula revela a natureza reacionária dessas entidades, que têm uma agenda alinhada à direita e à extrema-direita”, concluiu.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

"Míssil Oreshnik é um divisor de águas na guerra da Ucrânia", diz Pepe Escobar

(Foto: Brasil247)


Analista destaca avanço tecnológico russo e incapacidade do Ocidente em compreender as implicações estratégicas do novo míssil hipersônico


 



247 – Em entrevista ao canal Dialogue Works, no YouTube, o analista geopolítico Pepe Escobar analisou o impacto do míssil hipersônico Oreshnik, recentemente testado pela Rússia. Escobar destacou a superioridade tecnológica russa e como o Ocidente não está preparado para lidar com as implicações estratégicas desse avanço. "Eles não têm ideia do que os atingiu", afirmou.

O Oreshnik, descrito por Escobar como "uma combinação da força destrutiva de uma arma nuclear de médio alcance com a precisão de um tiro de sniper", representa um marco no arsenal militar russo. Segundo ele, o míssil foi reservado para "o momento certo", e sua apresentação ao mundo ocorreu após ataques autorizados pelos Estados Unidos contra alvos russos. “Nem mesmo Putin sabia do teste até o último minuto”, revelou, citando fontes do Kremlin.

Mudança no controle estratégico

Escobar enfatizou que o Oreshnik altera radicalmente o equilíbrio militar global, colocando a Rússia no controle da escalada de tensões. "A Rússia tem algo que ninguém no mundo possui, nem mesmo a OTAN, e pode decidir usá-lo à sua vontade", afirmou. Ele também apontou que a produção em massa do míssil já começou, o que coloca o Ocidente em uma posição de grande desvantagem.

Segundo o analista, o Ocidente permanece preso a armas como os mísseis Storm Shadow e Scalp, que estão "duas ou mais gerações atrás" das tecnologias hipersônicas russas. "Eles não conseguirão acompanhar o que a Rússia desenvolveu desde o início deste século", analisou.

Respostas descoordenadas do Ocidente

Escobar ironizou a resposta de países ocidentais às novas capacidades militares russas, citando medidas como a transformação de estações de metrô em abrigos antiaéreos, proposta pelo governo alemão. "É o reflexo de um desespero profundo e de uma completa falta de entendimento estratégico", criticou.

Geopolítica e desafios para o BRICS

Na entrevista, o analista também abordou as repercussões globais da escalada militar e as pressões sobre o BRICS, especialmente no contexto das sanções econômicas impostas pelo Ocidente. Ele destacou que essas sanções provavelmente acelerarão a implementação de sistemas financeiros alternativos ao dólar dentro do bloco.

Sobre a América Latina, Escobar mencionou o Brasil como um ator-chave, mas vulnerável, devido à oposição interna ao BRICS e à forte influência dos Estados Unidos. "A presidência brasileira no BRICS no próximo ano será desafiadora, mas o apoio da Rússia e da China será crucial", pontuou.

Tensões no Oriente Médio e o futuro dos conflitos globais

A conversa também incluiu uma análise sobre as tensões entre Israel e o Irã. Escobar alertou para o risco de um confronto de grandes proporções, que poderia envolver diretamente os BRICS. "Um ataque ao Irã será, inevitavelmente, um ataque à Rússia e à China, com repercussões globais significativas", afirmou. 

Mensagem clara e ignorada

Para Escobar, o teste do Oreshnik foi uma mensagem clara da Rússia ao Ocidente, que, no entanto, permanece em uma "bolha de isolamento". "A arrogância do poder é o maior obstáculo para um diálogo racional", concluiu.

A entrevista completa com Pepe Escobar está disponível no canal Dialogue Works, no YouTube. Confira: 

https://www.youtube.com/watch?v=wE746Nze_H4

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

"A dívida pública brasileira é exponencial por causa da taxa de juros. Isso precisa ser resolvido", diz Mantega

(Foto: ABR)

Ex-ministro da Fazenda critica taxa de juros no Brasil e aponta a necessidade de intervenções para reduzir o impacto na economia nacional

28 de novembro de 2024

 


247 - Em entrevista ao programa Boa Noite 247, Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do BNDES, destacou o impacto negativo da taxa de juros no crescimento da dívida pública brasileira e no desempenho econômico do país. Segundo ele, a taxa de juros elevada é a principal causa do crescimento exponencial da dívida, que já ultrapassa 78% do Produto Interno Bruto (PIB).

Taxa de juros e impacto na dívida

"Hoje, 70% da dívida pública brasileira é composta de juros. Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Países como o Japão, com uma dívida equivalente a 240% do PIB, conseguem administrá-la com taxa de juros zero. Aqui, cada aumento de 1% na taxa de juros eleva a dívida em R$ 30 bilhões."

Mantega ressaltou que a política fiscal brasileira sempre foi rígida, mas a elevação constante dos juros compromete o equilíbrio das contas. "O maior problema hoje não é o déficit primário, mas a despesa financeira. Estamos falando de R$ 700 bilhões em juros, enquanto o déficit da Previdência, por exemplo, é de R$ 300 bilhões."

Comparação internacional e críticas ao sistema

O ex-ministro comparou a situação do Brasil com a de outras economias. "Nos Estados Unidos, o Federal Reserve observa não apenas a inflação, mas também o desemprego. Recentemente, reduziram a taxa de juros para conter a alta no desemprego. Aqui, a lógica é inversa: a alta dos juros asfixia a economia e alimenta um círculo vicioso."

Ele também criticou a atuação do setor financeiro no debate econômico brasileiro. "O setor financeiro tem muita força política. Quando o arcabouço fiscal foi discutido, eles estavam lá, com seus representantes, influenciando as decisões."

Sobre a gestão do Banco Central

Mantega demonstrou otimismo com a futura gestão de Gabriel Galípolo no Banco Central, mas alertou para as limitações impostas pela atual composição do Comitê de Política Monetária (Copom). "Hoje, quem comanda o Banco Central é Roberto Campos Neto, que tem maioria no Copom. A expectativa é que Galípolo adote uma postura técnica e use instrumentos como os swaps cambiais para estabilizar o câmbio."

Consequências do câmbio desvalorizado

O ex-ministro também apontou o câmbio desvalorizado como um dos principais problemas atuais. "Um dólar a R$ 6 é um absurdo para a economia brasileira. Isso eleva os custos de importação, impacta a inflação e reduz os lucros das empresas com empréstimos em dólar. O Banco Central deveria intervir, como já fizemos no passado, para conter essa especulação."

Perspectivas para o futuro

Guido Mantega concluiu que a redução da taxa de juros é essencial para retomar o crescimento econômico. "O Brasil tem a maior taxa de juros real do mundo, em torno de 7%. Reduzir para 5% ainda manteria o país atrativo para investidores e liberaria recursos para investimentos produtivos. Sem resolver essa questão, o país continuará preso a um ciclo de baixo crescimento e alto endividamento." Assista o programa Boa Noite 247: 

Haddad na TV anuncia corte de gastos e alivio no IR

https://www.youtube.com/watch?v=ySYMe5OauIE

Governo sofre ataque especulativo "brutal" do mercado financeiro, diz Cantalice

Alberto Cantalice (Foto: Paulo Pinto/Agência PT)


Dirigente do PT afirma que é necessário defender o papel de Haddad no governo

28 de novembro de 2024

 



247 - O diretor da Fundação Perseu Abramo e membro da Direção Nacional do PT, Alberto Cantalice, afirma que agentes do mercado financeiro estão articulando um ataque especulativo contra o governo do presidente Lula. Segundo ele, a ação seria uma forma de protesto contra o pacote fiscal apresentado nesta quarta-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Nesse sentido, Cantalice afirma que é necessário defender o papel de Haddad no governo. "No momento em que o governo sofre um brutal ataque especulativo do capital financeiro, não ser solidário é muito ruim. Não defender o Haddad nesse momento, é não defender o nosso projeto de país", escreveu Cantalice na plataforma X, em resposta a uma postagem do jornalista Breno Altman. 

Nesta quinta-feira (27), o dólar à vista ultrapassou a marca de 6,00 reais pela primeira vez desde o início de sua circulação, em 1994, com o mercado reagindo negativamente ao anúncio do pacote de contenção de gastos pelo governo, que veio acompanhado de uma reforma do Imposto de Renda (IR).

Segundo agentes do mercado financeiro citados pela Reuters, o anúncio das medidas fiscais junto da reforma do IR levanta "dúvidas" sobre o compromisso do governo com o equilíbrio das contas. 

No entanto, segundo Haddad, a compensação para o aumento da faixa de isenção do IR, uma promessa de campanha do presidente Lula, virá pelo aumento da taxação para quem ganha acima de 50 mil reais por mês e pela limitação da isenção por razões de saúde a quem ganha até 20 mil reais.

ENTENDAUm ataque especulativo é uma ação coordenada ou individual realizada por investidores ou instituições financeiras com o objetivo de lucrar explorando oscilações de preços ou instabilidades em mercados financeiros ou cambiais. Esse tipo de ataque geralmente envolve a manipulação ou pressão sobre determinado ativo, como moedas, ações ou títulos, baseada em movimentos especulativos de grande escala. 

Os ataques especulativos são frequentemente impulsionados por agentes que utilizam o próprio funcionamento do mercado para gerar volatilidade, muitas vezes sem consideração pelos impactos sistêmicos que essas operações podem causar. Ao invés de refletirem fundamentos econômicos reais, essas ações se baseiam em estratégias que amplificam desequilíbrios ou criam pânico, com o objetivo de obter lucros no curto prazo.

ASSISTA O PROGRAMA BOA NOITE 247.

https://www.youtube.com/watch?v=Xrw0ChI3boA&list=UU_M1ek8fhnDkz5C2zfkTxpg

Os jornalistas Teresa Cruvinel, Florestan Fernandes Jr, José Miola e Sara Goes, entrevistam o dep. federal Lindbergh Farias, do PT

terça-feira, 26 de novembro de 2024

"Assassinos em série que sentem prazer em matar", diz Erdogan sobre governo de Israel

Erdogan (Foto: REUTERS/Umit Bektas/File Photo)


Presidente turco não poupou críticas

26 de novembro de 2024

 


247 - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, qualificou os líderes de Israel como "assassinos em série que sentem prazer em matar" civis palestinos. A declaração foi feita nesta segunda-feira (25), durante um discurso em um evento dedicado ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, informou o RT.

"Mais de 70% dos palestinos que perderam a vida são crianças e mulheres inocentes. As mulheres e as crianças são também as maiores vítimas da agressão israelense que se estende ao Líbano. Como assassinos em série que sentem prazer em matar, o governo furioso de [Benjamin] Netanyahu massacra brutalmente dezenas de mulheres, crianças, idosos e bebês todos os dias", afirmou Erdogan.

O presidente turco também denunciou que a "crueldade de Israel avança passo a passo há 14 meses sob o olhar silencioso do mundo".  

EM TEMPO: O impressionante nesse caso é que o Erdogan é um político de Extrema Direita. Mas, mesmo assim não economiza crítica ao atual  governo genocida de Israel.