quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Generais, ex-chefe da Abin, Bolsonaro: saiba quem foi indiciado pela PF por tentativa de golpe

Investigações dos atos golpistas culminam em Bolsonaro (Foto: ABr | Reuters | Polícia Federal)



 



 

Ao todo, 37 pessoas foram indiciadas, das quais 25 são militares

21 de novembro de 2024

247 – A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta quinta-feira (21), o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) e ex-integrantes do governo bolsonarista por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após a derrota na eleição de 2022. As acusações incluem abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado, além de organização criminosa.

Ao todo, 37 pessoas foram indiciadas, incluindo o ex-mandatário, generais, o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o blogueiro Paulo Renato de Oliveira Figueiredo, neto de João Baptista Figueiredo, último presidente da ditadura militar no Brasil.

Em publicação na rede social X, Figueiredo afirmou se sentir "honrado" por estar entre os indiciados. “Acabei de ver nos jornais que meu nome consta na lista dos indiciados pela Polícia Federal. Sinto-me honrado. Aguardo ansiosamente os próximos acontecimentos”, escreveu.

De acordo com o site Metrópoles, investigações da PF indicam que o blogueiro teria atuado na propagação de desinformação e na incitação para que militares aderissem ao golpe.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) será responsável por decidir se apresentará denúncia contra os indiciados, enquanto o julgamento caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 37 nomes, 25 são militares.

Confira a lista:

1.   1. Ailton Gonçalves Moraes Barros, capitão reformado do Exército acusado de intermediar inserção de dados ilegal em cartões de vacinação contra Covid-19;


2.     2.  . Alexandre Castilho Bitencourt da Silva, coronel do Exército e um dos autores do documento de teor golpista "Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa e Exército Brasileiro";


3.     3. Alexandre Ramagem, deputado federal, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e delegado da Polícia Federal;


4.    4.  Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha;

5. 

5.     5.  Amauri Feres Saad, advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como "mentor intelectual" da minuta do golpe encontrada com Anderson Torres;


6.     6.  Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;


7.     7.  Anderson Lima de Moura, coronel do Exército e um dos autores do documento de teor golpista "Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa e Exército Brasileiro";


8.     8.  Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército que chegou a ocupar cargo de direção no Ministério da Saúde na gestão Eduardo Pazuello;


9.     9.  Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional e general da reserva do Exército;


1010. Bernardo Romão Correa Netto, coronel acusado de integrar núcleo responsável por incitar militares a aderirem a uma estratégia de intervenção militar para impedir a posse de Lula;


1111.  Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, engenheiro contratado pelo PL para questionar vulnerabilidade das urnas eletrônicas durante eleições de 2022;


12.  Carlos Giovani Delevati Pasini, coronel do Exército suspeito de ter participado da confecção da "Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa e Exército Brasileiro";


13.  Cleverson Ney Magalhães, coronel da reserva do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;


14.  Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general da reserva e ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;


1515. Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército adido em Israel e supostamente envolvido com carta de teor golpista;


16.  Filipe Garcia Martins, ex-assessor da Presidência da República que participou da reunião que tratou da minuta de golpe;


17.  Fernando Cerimedo, empresário argentino que fez live questionando a segurança das urnas eletrônicas durante as eleições de 2022;


18.  Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército e um dos responsáveis pelo monitoramento clandestino de opositores políticos;


19.  Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel e ex-comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas em Goiânia que desmaiou quando a PF bateu à sua porta;


2020.  Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército identificado em trocas de mensagens com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Barbosa Cid;


21.  Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, ex-deputado, ex-vereador do Rio de Janeiro e capitão da reserva do Exército;


22.  José Eduardo de Oliveira e Silva, padre da diocese de Osasco;


23.  Laercio Vergililo, general da reserva envolvido em suposta trama golpista;


24.  Marcelo Bormevet, policial federal suspeito de integrar o esquema de espionagem ilegal conhecido como "Abin paralela";


2525.  Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;


26.  Mario Fernandes, ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência, general da reserva e homem de confiança de Bolsonaro. É suspeito de participar de um grupo que planejou as mortes de Lula, Alckmin e Moraes;


27.  Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, tenente-coronel do Exército (afastado das funções na instituição);


28.  Nilton Diniz Rodrigues, general do Exército suspeito de participar de trama golpista;


29.  Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, empresário e neto do ex-presidente do período ditatorial João Figueiredo;


3030.   Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa e ex-comandante do Exército;


31.  Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel e integrante do grupo 'kids pretos';


32.  Ronald Ferreira de Araujo Junior, tenente-coronel do Exército;


33.  Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel que integrava o "núcleo de desinformação e ataques ao sistema eleitoral";


34.  Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado "gabinete do ódio";


35.  Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido pelo qual Jair Bolsonaro e Braga Netto disputaram as eleições de 2022;


36.  Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022, general da reserva do Exército;

3737.  Wladimir Matos Soares, policial federal que atuou na segurança do hotel em que Lula ficou hospedado na transição. Ele é suspeito de participar de grupo que planejou as mortes de Lula, Moraes e Alckmin.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Lula e Xi Jinping ampliam patamar das relações bilaterais: 'Brasil e China têm uma responsabilidade histórica no Sul Global'

 


Xi Jinping (à esq.) e Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)










O presidente brasileiro destacou a parceria na luta contra a fome. Para o líder chinês, é necessária 'uma ordem internacional mais justa e equitativa'

20 de novembro de 2024

247 - Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Xi Jinping (China) destacaram nesta quarta-feira (20), em Brasília (DF), a importância da parceria entre os dois países para a redução da fome que, de acordo com as Nações Unidas (ONU), atinge mais de 700 milhões de pessoas no mundo. Segundo o chefe de Estado brasileiro, o país asiático foi parceiro "de primeira hora nessa empreitada para devolver a dignidade a 733 milhões de pessoas que passam fome no mundo em pleno século 21". O líder chinês afirmou que os dois países "devem assumir proativamente a grande responsabilidade histórica de salvaguardar os interesses comuns dos países do Sul Global e de promover uma ordem internacional mais justa e equitativa".

Em seu discurso, Lula citou a ajuda do governo chinês para uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada oficialmente há dois dias, durante a Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, que já tem a adesão de mais de 80 nações. "No contexto desta visita, quase 40 atos internacionais foram assinados em áreas como comércio, agricultura, indústria, investimentos, ciência e tecnologia, comunicações, saúde, energia, cultura, educação e turismo", acrescentou.

O presidente Xi Jinping também comentou sobre os acordos. "Vamos aprofundar a cooperação em áreas prioritárias como economia e comércio, finanças, ciência e tecnologia, infraestrutura e produção ambiental. E reforçar a cooperação em áreas emergentes, como transição energética, economia digital, inteligência artificial e mineração verde”.

Na pauta do encontro também foram incluídos temas como sinergias entre políticas e programas de investimento e desenvolvimento dos dois países, bem como estreitamento de relações bilaterais e coordenação sobre tópicos regionais e multilaterais. “Estabeleceremos sinergias entre as estratégias brasileiras de desenvolvimento, como a Nova Indústria Brasil (NIB), o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Programa Rotas da Integração Sul-Americana, e o Plano de Transformação Ecológica e a Iniciativa Cinturão e Rota”, listou o presidente brasileiro.

Mercosul, Oriente Médio e Ucrânia

Lula garantiu que, para que os acordos sejam implementados, uma Força-Tarefa sobre Cooperação Financeira e outra sobre Desenvolvimento Produtivo e Sustentável serão estabelecidas e vão apresentar projetos prioritários em até dois meses, além dos esforços mantidos para dar seguimento ao Diálogo MERCOSUL-China e ao aprofundamento da cooperação na área de investimentos.

Outro tema abordado na reunião dos dois líderes foi o fim das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Lula lembrou que sem paz o planeta tampouco estará em condições de construir soluções para a crise climática, outra meta compartilhada com a China. “O interesse chinês pelo Fundo Florestas Tropicais para Sempre, proposto pelo Brasil para remunerar a preservação desses biomas, confirma que há alternativas eficazes para financiar o desenvolvimento sustentável”.

Xi Jinping ressaltou que somente quando houver uma visão de segurança comum, cooperativa e sustentável será possível uma trilha de paz duradoura. “China e Brasil emitiram entendimentos comuns sobre uma resolução política para a crise na Ucrânia e criaram o Grupo de Amigos da Paz sobre a crise na Ucrânia, junto com os outros países do sul global. Devemos reunir mais vozes que advocam a paz e procuram viabilizar uma solução política. Sobre o conflito no Oriente Médio, o presidente chinês afirmou que é necessário focar na Palestina. “É a causa raiz. Apelamos por um cessar-fogo imediato”, reforçou o líder chinês.

Trama para matar Lula, Alckmin e Moraes causa "estrago terrível" na imagem das Forças Armadas, avalia cúpula militar

(Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

 







Membros do alto escalão apontam “traição não só às Forças Armadas, mas ao país”

20 de novembro de 2024

247 - O episódio que provocou uma operação da Polícia Federal que prendeu quatro militares e um policial federal por planejarem um golpe de Estado e os assassinatos do presidente Lula (PT), do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes levou  “surpresa”, “decepção” e “tristeza” ao alto escalão das Forças Armadas. De acordo com informações de Bela Megale, do jornal O Globo, líderes da caserna descreveram o caso como um “estrago terrível” para a imagem das instituições militares, especialmente do Exército.  

Embora os integrantes da cúpula militar classifiquem os envolvidos como uma minoria, reconhecem que o impacto do caso vai muito além dos participantes diretos, reforçando um 'preconceito' já enfrentado pelas Forças Armadas.

Grupo de elite e a acusação de traição - Os militares presos pertenciam a um grupo de elite do Exército, conhecido como “kids pretos”, e, segundo a avaliação de líderes militares, utilizaram o treinamento que deveriam empregar para proteger o Estado para conspirar contra ele. Essa conduta foi descrita como uma “traição não só às Forças Armadas, mas ao país”.  

Entre os fatores que contribuíram para o surgimento de ações extremistas como essa, os membros da cúpula militar apontam para a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Eles destacam que o uso político de setores das Forças durante o governo anterior abriu espaço para divisões internas e permitiu que uma parte dos integrantes fosse cooptada por ideias radicais.

EM TEMPO: Os militares que entendem um pouco de geopolítica sabem muito bem que não existe Golpe Militar sem o apoio do Governo dos EUA. Lembrando que em meados do primeiro semestre de 2022 aqui esteve uma Generala Comandante do Cone Sul que se reuniu com o Alto Comando das Forças Armadas e afirmou categoricamente que o governo Biden não apoiava aventura militar. Mas, Bozo contaminou setores ultra direitistas das Forças Armadas para dar um Golpe, o qual não tinha respaldo de "Tio Sam". Ok, Moçada!

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Leia a íntegra da declaração da cúpula do G20 no Rio







 





Cúpula do G20 no Rio de Janeiro (Foto: Eric Lee/Pool via REUTERS)

Documento final, aprovado nesta segunda-feira (18), tem 85 pontos

18 de novembro de 2024

Declaração de Líderes do Rio de Janeiro

Nós, os líderes do G20, nos reunimos no Rio de Janeiro de 18 a 19 de novembro de 2024 para responder aos principais desafios e crises globais e promover um crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo. Nós nos reunimos no berço da Agenda de Desenvolvimento Sustentável para reafirmar o nosso compromisso de construir um mundo justo e um planeta sustentável, sem deixar ninguém para trás.

Situação Econômica e Política Internacional

Nós reafirmamos o papel do G20 como o principal fórum de cooperação econômica internacional. Juntos, compartilhamos uma responsabilidade coletiva pela administração eficaz da economia global, promovendo as condições para um crescimento global sustentável, resiliente e inclusivo. Nós continuamos empenhados em apoiar os países em desenvolvimento na resposta a crises e desafios globais e no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Nós vivemos em tempos de grandes desafios e crises geopolíticas, socioeconômicas, climáticas e ambientais, que exigem ações urgentes. Com apenas seis anos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, há progresso efetivo em apenas 17% das metas dos ODS, ao passo que quase metade está mostrando progresso mínimo ou moderado, e em mais de um terço o progresso estagnou ou até mesmo regrediu. O G20 é adequado para responder a esses desafios por meio da tão necessária cooperação internacional e de impulso político. Como Líderes do G20, reconhecemos que as crises que enfrentamos não afetam igualmente o mundo igualmente, sobrecarregando desproporcionalmente os mais pobres e aqueles que já estão em situação de vulnerabilidade.

Nós reconhecemos que a desigualdade dentro e entre os países está na raiz da maioria dos desafios globais que enfrentamos e é agravada por eles. Nós aceleraremos nossos esforços e reafirmaremos nosso forte compromisso com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. O mundo requer não apenas ações urgentes, mas também medidas socialmente justas, ambientalmente sustentáveis e economicamente sólidas. Por esse motivo, nós trabalhamos em 2024 sob o lema “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável” –, colocando a desigualdade, em todas as suas dimensões, no centro da agenda do G20.

Nós observamos boas perspectivas de uma aterrissagem suave da economia global, embora múltiplos desafios permaneçam e alguns riscos tenham aumentado em meio a elevada incerteza. Nós continuaremos a promover crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo, a reagir a pressões no custo de vida, a salvaguardar a sustentabilidade fiscal e a mitigar repercussões negativas. Nossos bancos centrais continuam fortemente comprometidos em atingir estabilidade de preços de acordo com seus respectivos mandatos. Nossas políticas fiscais irão garantir a sustentabilidade fiscal e reconstruir as reservas, mantendo-se favoráveis ao crescimento e catalisando investimentos públicos e privados em reformas que aumentem a produtividade. Nós estamos confiantes pelo fato de que a atividade econômica provou ser mais resiliente do que o esperado em muitas partes do mundo e que a inflação global está caindo de níveis elevados, embora haja alguma variação entre os países. 

Ainda assim, o crescimento tem sido altamente desigual entre os países, contribuindo para o risco de divergência econômica. Nós estamos preocupados com o fato de que as perspectivas de crescimento global a médio e longo prazo estejam abaixo das médias históricas. Nós continuaremos a nos esforçar para reduzir as disparidades de crescimento entre os países por meio de reformas estruturais. Reafirmamos o compromisso cambial de abril de 2021 assumido pelos nossos Ministros de Finanças e Governadores dos Bancos Centrais. Nós também reafirmamos nosso compromisso de promover um sistema financeiro aberto, resiliente, inclusivo e estável, que apoie o crescimento econômico e se baseie na implementação completa, oportuna e consistente dos padrões internacionais acordados, apoiados pela coordenação política contínua. Nós reiteramos nosso compromisso de promover ainda mais movimentações sustentáveis de capitais e fomentar marcos sólidos de políticas, nomeadamente, a independência do banco central.

Nós tomamos nota com angústia do imenso sofrimento humano e o impacto adverso de guerras e conflitos ao redor do mundo.

domingo, 17 de novembro de 2024

O leilão das escolas estaduais em São Paulo










 





Um ataque ao direito à educação

Nos dias 29 de outubro e 04 de novembro, o Governo de São Paulo, nas figuras de Tarcísio de Freitas e Renato Feder, venderam mais um serviço público na Bolsa de Valores, dessa vez concedendo à uma empresa privada a construção, administração e manutenção de dezenas de escolas públicas do estado. De acordo com a concessão, a empresa vencedora do 1° leilão, Consolare (a mesma que administra os cemitérios privatizados da capital), receberá por mês R$11 milhões dos cofres públicos para prestar estes serviços por 25 anos.

Logo após a concessão das primeiras escolas, no dia 29 de outubro, a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) entrou com uma liminar interrompendo parcialmente a implementação do programa. De acordo com o sindicato, o edital desconsidera o princípio constitucional da gestão democrática, desrespeitando a integração necessária entre a administração do espaço físico escolar e as funções pedagógicas, resultando em uma terceirização indevida de atividades essenciais ao serviço público de educação. A liminar foi derrubada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 31 de outubro e no dia 4 de novembro o segundo leilão aconteceu.

Os dois dias de leilão contaram com grande participação de professores e alunos, que protestaram contra a concessão das escolas públicas. No dia 04 de novembro, Tarcísio mandou a Força Tática reprimir estudantes e professores que se manifestavam. Ações violentas contra a comunidade escolar são recorrentes no governo de Tarcísio Freitas, que vem adotando um tratamento hostil contra seus opositores, perseguindo sindicatos e movimentos estudantis. A política de desmonte da educação e de ataque a classe trabalhadora também é um contínuo no governo estadual: a plataformização do ensino, que corrói a qualidade e desumaniza o processo de aprendizagem, já é uma realidade.

Ao mesmo tempo em que privatiza a construção de escolas por meio de Parcerias Público-Privadas (PPP), o governador tenta retirar R$ 10 bilhões da educação (em valores atuais). Ao invés utilizar estas verbas para construir novas escolas ou para reformar aquelas que estão em péssimas condições, o governo escolhe entregar o valor à iniciativa privada, promovendo lucro para as empresas e diminuição da qualidade do ensino e do trabalho para a classe trabalhadora.

Para nós, o leilão das escolas estaduais de São Paulo é um ataque à soberania popular, porque entrega a estrutura da educação nas mãos de empresas privadas; é uma violação do direito à educação pública e gratuita e, sobretudo, mais um passo para transformar a educação em mercadoria, priorizando o lucro em detrimento das pessoas.

A Unidade Classista (UC), a União da Juventude Comunista (UJC), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e todos os seus coletivos defendem uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos. É urgente a mobilização contra os retrocessos impostos por Tarcísio e Feder.

Organize-se!
Defenda a Educação Pública, os profissionais da educação e o conjunto de direitos conquistados pela classe trabalhadora!

Coordenação Estadual da União da Juventude Comunista em São Paulo

Movimento por uma Escola Popular em São Paulo

Fração APEOESP da Unidade Classista

https://ujc.org.br/privatizacao-das-escolas-sp/ 

sábado, 16 de novembro de 2024

PF recupera dados apagados por Mauro Cid e avança em investigação sobre tentativa de golpe

 

Mauro Cid (à esq.) e Jair Bolsonaro. Foto: Reuters


Informações reveladas por equipamento israelense colocam colaboração de ex-ajudante de Bolsonaro em xeque


 

247 - A Polícia Federal (PF) recuperou dados apagados dos computadores de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, utilizando tecnologia israelense de última geração. De acordo com reportagem do G1, as informações obtidas fortaleceram as investigações sobre a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 e permitiram cruzamentos com dispositivos de outros investigados. O material revela novas narrativas sobre planos para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, adiando a conclusão do relatório final do caso, que estava previsto para este mês.

Os dados recuperados levantaram dúvidas sobre o acordo de colaboração firmado entre Mauro Cid e as autoridades. Investigações apontam que ele pode ter omitido informações relevantes sobre os fatos apurados, o que comprometeria sua colaboração. “Não é facultado ao delator a possibilidade de omitir informações”, destacou uma fonte ligada à investigação. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o acordo pode ser revisto, prejudicando as condições negociadas pelo ex-ajudante.

A defesa de Mauro Cid afirmou que ele está cooperando plenamente com as autoridades, mesmo após a divulgação de mensagens críticas à PF por meio da revista Veja. No entanto, os novos dados representam um avanço significativo na apuração de responsabilidades e podem implicar Bolsonaro e membros próximos de sua equipe no relatório final, que será decisivo para os próximos passos judiciais.

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Terrorismo bolsonarista bombeia candidatura de Lula em 2026

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


'O repeteco do terror do 8 de janeiro de 2023 tem como consequência o isolamento ultradireitista pela sua principal aliada, a direita', escreve César Fonseca


 


 

O presidente Lula é o grande beneficiado pelo atentado terrorista na Praça dos Três Poderes, no qual morreu o terrorista bolsonarista de Santa Catarina, Francisco Wanderley Luiz.

O atentado afasta a direita da ultra direita fascista e fortalece o centro-esquerda, beneficiando a candidatura Lula-2026.

O terrorismo de ultradireita, que colocou a cabeça de fora em 8 de janeiro de 2023, marginaliza politicamente a ultradireita.

Os ultra radicais se isolam e levam a direita – potencial aliada dos fascistas – a se deslocar para o centro, aumentando sua propensão de apoio ao centro-esquerda, para fugir do estigma do fascismo.

Fortalece o ambiente que caracterizou a criação da Frente Democrática lulista, vitoriosa frente aos fascistas em 2022.

Lula, com a Frente, transformou-se no líder de centro-esquerda à qual se agregou a direita que se descolou da ultradireita bolsonarista para votar no líder dos trabalhadores, para governar por mais quatro anos pela terceira vez.

O terrorista que se auto explodiu na Praça dos Três Poderes contribuiu para a estratégia do presidente que levou ao terceiro mandato.

Para tanto, Lula levantou a bandeira anti-terrorista anti-bolsonarista, com o seu contrapolo: a bandeira da união, do pacifismo.

REVERSÃO DE EXPECTATIVA

A derrota recente da esquerda nas eleições municipais estava levando à discussão de outra frente política capitaneada pela direita que tenderia a esvaziar a Frente lulista, criando expectativas adversas.

Mas, com a implosão política da ultra direita fascista por meio do terrorista bolsonarista catarinense, ganha força a ideia da Frente lulista pacifista face à direita e ultradireita que imaginaram possibilidade de frente anti-Lula.

O fato é que, sobretudo, o resultado eleitoral consagrou a propensão da sociedade ao diálogo democrático e afastou a possibilidade de êxito de extremismo como esse que acaba de acontecer.

O terrorismo bolsonarista joga combustível para a candidatura Lula que voltou ao terceiro mandato, lutando contra a hegemonia bolsonarista terrorista neoliberal, levantando a bandeira do pacifismo e do desenvolvimento econômico com distribuição de renda.

A essência fundamental da luta lulista é anti-neoliberal.

RAIZ DO ÓDIO BOLSONARISTA

Graças ao neoliberalismo armado por Bolsonaro e Paulo Guedes, a sociedade se tornou mais violenta em decorrência da maior exploração do trabalho e da redução dos salários, obra da destruição dos direitos sociais sob reforma trabalhista neoliberal.

Os trabalhadores que defendem a escala 6x1, por exemplo, pregam, essencialmente, o que a reforma trabalhista neoliberal lhes roubou: tempo para o descanso e o lazer, com redução de salários.

O mal estar neoliberal azedou o mal humor social.

Mais da metade da força de trabalho perdeu seus direitos trabalhistas e tiveram, principalmente, diminuição dos salários.

Elevou-se a taxa de mais valia do trabalhador mediante maiores lucros dos patrões com redução dos custos das folhas de pagamento.

Ganhou o capital, perdeu o trabalho.

Com menos salários, os trabalhadores reduziram o consumo e caíram os lucros dos empresários que correm, agora, ao governo atrás de subsídios.

Cerca de R$ 200 bilhões em subsídios concedidos pelo governo para perto de 60 mil empresas, elevam a taxa de lucro cadente dos empresários abalada pela queda do poder de compra dos salários, desvalorizados pela reforma trabalhista neoliberal bolsonarista.

Bolsonaro é o anti-Vargas que veio para destruir trabalhadores, missão número um do fascismo.

Os fascistas bolsonaristas tentam destruir Lula com discurso de ódio que o neoliberalismo bolsonarista despertou.

O SONHO ACABOU

Os bolsonaristas pensaram alto que a vitória eleitoral municipal garantiria a volta do bolsonarismo.

Mas o germe terrorista antidemocrático bolsonarista cresceu e explodiu na Praça dos 3 Poderes outra vez.

Repeteco do terror de 8 de janeiro de 2023, encarnado no imaginário psicológico bolsonarista, cujas consequências tendem a ser crescente isolamento ultradireitista pela sua principal aliada, a direita.

O extremismo bolsonarista teria ou não ligação com tentativas do terrorismo internacional fascista ultradireitista, cujo chefe espiritual agora é Donald Trump?

Tentam ou não os fascistas ultrarradicais chamar a atenção do fascista Donald Trump para o Brasil, a fim de dar apoio aos extremistas tupiniquins?

O tiro saiu pela culatra.

O kamikaze bolsonarista denunciou o potencial terrorista do bolsonarismo e deixou Bolsonaro em pânico.

Agora, a prioridade do ex-presidente é vender outra imagem, a do pacifista.

Mas, assim como Lula diz que é uma ideia, a do desenvolvimento e da justiça social, o mesmo acontece em sentido contrário em relação a Bolsonaro: ele é a ideia do ódio fascista.

As palavras, como diz Freud, servem para esconder o pensamento.

Bolsonaro tentou se esconder em artigo pacifista na Folha de São Paulo, mas encarna a ideia nos fiéis adeptos do terror.

Ele tenta jogar fora sua fantasia terrorista e vestir a fantasia do pacifista.

Debalde.

Os seus seguidores não obedecem ao pacifismo, porque são a encarnação do ódio destilado pela essência bolsonarista.

Estão dispostos, agora, a se transformarem em homens bombas.

O Congresso vai aprovar a anistia para o ideário do terror?

O terrorista Francisco Wanderley Luiz bombeia a candidatura Lula 2026.