terça-feira, 21 de novembro de 2023

Alienação superou a consciência

 


"Antes da derrota eleitoral, havia uma derrota na consciência da maioria do povo", escreve Emir Sader (sociólogo e cientista político)


 

O presidente eleito da Argentina, Javier Milei 20/11/2023 (Foto: Julián Álvarez/Telam)

A Argentina é, sem dúvida, um caso exemplar. Um fenômeno dessa dimensão não pode ser compreendido por uma ou poucas causas. Sabe-se que o voto irado foi uma das razões subjacentes pelas quais a maioria votou contra o governo, contra a esquerda, contra o Estado. Essa é uma das razões do voto de rejeição.

Outra das razões fundamentais foi a capacidade do candidato de direita de se identificar com a mudança. Em uma de suas propagandas, ele dizia algo como: "Temos que mudar o país. E você não pode mudar com eles", acompanhado de imagens dos governadores e dirigentes peronistas. Nada mais sugestivo para ganhar o voto daqueles que se viam como outsiders – gerir a imagem de casta. A esquerda tentou descaracterizar isso denunciando a aliança com representantes dessa casta – Macri, Bulrich, entre eles. Um mecanismo que, aparentemente, não funcionou.

Como essa derrota é diferente das outras? Em primeiro lugar, ocorreu através de um processo eleitoral. Ou seja, foi precedida de uma campanha eleitoral, na qual as alternativas foram apresentadas aos eleitores. A disputa passou para o campo dos discursos. E, como muitos de nós já havíamos previsto, uma derrota política é precedida por uma derrota não no campo ideológico, de valores, na disputa pela consciência das pessoas.

Antes da derrota eleitoral, havia uma derrota na consciência da maioria do povo. Tal como em outros países do continente, estamos perdendo a disputa ao nível dos valores. A desqualificação do Estado, do seu papel, das suas políticas, é decisiva.

Israel aprova cessar-fogo de quatro dias e libertação de 150 palestinos em troca de 50 reféns que estariam em posse do Hamas

 

21 de novembro de 2023

Como parte do acordo, o governo israelense permitirá a entrada de agentes da Cruz Vermelha na região de conflito em Gaza. Netanyahu disse, no entanto, que a guerra não vai parar


Benjamin Netanyahu (primeiro-ministro israelense) e Faixa de Gaza após ataque de Israel (Foto: ABR | Reprodução/AlJazeera)

247 - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (21) ter fechado um acordo de cessar-fogo de quatro dias na Faixa de Gaza, Oriente Médio, em troca da libertação de 50 reféns que estariam sob posse do grupo islâmico Hamas. Como parte do acordo, o governo israelense permitirá a entrada de agentes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na região de conflito, para atendimento aos reféns que esperam a libertação. As negociações também preveem a libertação de 150 presos palestinos em Israel, que não sejam acusados de crimes. 

Mesmo com o acordo, Netanyahu disse que a guerra não vai parar. "Gostaria de deixar claro que estamos em guerra e continuaremos a guerra até alcançarmos todos os nossos objetivos - eliminar o Hamas, recuperar todos os reféns e desaparecidos e garantir que não haverá ameaça a Israel em Gaza", disse o primeiro-ministro israelense ao jornal Haaretz.

No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores, comandado por Mauro Vieira, informou nesta terça-feira (21) que apresentou às autoridades egípcias e israelenses uma segunda lista, com 86 nomes de brasileiros e familiares palestinos interessados na repatriação da Faixa de Gaza.

EM TEMPO: Conflito desnecessário que só serve para aumentar os lucros da indústria armamentista e o poder político e econômico dos EUA, em detrimento dos interesses  da população civil de ambos os países, aumentando a antipatia aos judeus, no mundo inteiro,  vítimas da truculência de Netanyahu. Convém lembrar que o extremista de direita, o Netanyahu, só negociou porque está recebendo muita pressão interna dos israelenses, especialmente dos familiares dos reféns, os quais desejam  sua renúncia e, também, a pressão externa com dezenas de manifestações monstruosas que acontecem em todo mundo, inclusive em Israel, nos EUA, na Inglaterra, no Brasil, na Turquia, etc. Veja o caso do Zelensky, na Ucrânia, o qual  colocou a população civil e militar em maus   lençóis, para servir aos interesses do  imperialismo norte-americano e europeu.  Ainda bem que os brasileiros derrotaram Bozo, senão estaríamos, também, em maus lençõis.  Mas, uma pergunta não faz mal: sendo possível uma trégua de 4 dias, porque não se amplia para n dias? 

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

"Promessas" de Milei são na realidade ameaças contra os argentinos


O povo argentino foi induzido a cometer um erro histórico, escreve o jornalista José Reinaldo Carvalho

20 de novembro de 2023

Apoiadores do candidato à Presidência da Argentina Javier Milei durante comício em Buenos Aires 25/09/2023 REUTERS/Cristina Sille (Foto: REUTERS/Cristina Sille)

Por José Reinaldo Carvalho, 247 - Javier Milei, candidato de extrema direita, ultraliberal, falsamente designado como "anarcocapitalista", venceu as eleições presidenciais na Argentina ostentando uma plataforma que consiste em ameaças contra o povo argentino e suas conquistas históricas: a democracia, os direitos sociais, as relações externas do país, incluindo a grande vitória nacional que foi a inclusão no Brics ampliado, a partir da cúpula de Joanesburgo de agosto deste ano.

O povo argentino não votou nas promessas de Milei, não expressou adesão a estas. Foi um voto de rejeição a uma situação objetiva de falência econômica, de deterioração das condições de vida, induzido a cometer um grave erro histórico. Desorientados, perdidos em meio a crise multidimensionais, os povos às vezes tomam decisões falsas e inconsequentes. Já aconteceu ao nosso. Já aconteceu a outros, em outras épocas e latitudes. Por elevada que seja a consciência política de uma comunidade nacional, em situações de solavancos, turbulência, instabilidade, forma-se uma maioria eventual e se esvaem os valores, a confiança, as convicções. Perde-se a perspectiva, ocasiões em que se torna inevitável o retrocesso.  

Por trás das afirmações estridentes de Javier Milei e em cada item bombástico de seu programa eleitoral, o povo argentino foi levado a não enxergar que as propostas do candidato não são promessas benignas, mas ameaças que podem tornar horrendo o futuro imediato e comprometer irremediavelmente, pelo menos por muitas décadas, o futuro da nação. 

Como não encarar como ameaças significativas ao futuro do país as propostas do presidente eleito? Uma das principais bandeiras de Milei é a defesa de contrarreformas radicais, à guisa de eliminar a inflação, combater a corrupção e reduzir a "máquina improdutiva e burocrática" do Estado: a extinção do Banco Central, a dolarização completa da economia, as privatizações, a eliminação de subsídios estatais. Não é preciso ser economista nem cientista social para perceber que a aplicação de tal programa resultará em consequências drásticas para a população, principalmente os setores mais pobres e vulneráveis. Se concretizadas, tais medidas debilitarão ainda mais o país, exacerbarão as desigualdades, e provocarão impactos negativos nas condições de vida das massas populares. 

Na busca de tornar realidade seu credo ultraliberal, Milei vai desencadear uma ofensiva brutal contra os direitos sociais, já combalidos pela crise em que o país está engolfado. As promessas de prosperidade econômica vão revelar toda a sua falsidade quando se desenrolar o drama da total destruição dos sistemas educacional, de saúde e previdenciário. Logo a população sentirá na carne o custo da reciclagem do capitalismo, agora com a feição ultraliberal proposta por Milei. 

O presidente eleito também poderá provocar abalos no sistema político, surtos antidemocráticos, inspirados na convicção de que somente uma tirania será capaz de enfrentar os desafios nacionais num momento de auge da crise. 

Igualmente constituem ameaças à nação argentina as tiradas de Milei contra os maiores parceiros geopolíticos e econômicos do país. O desastre argentino será maior se concretizadas as "promessas" de ruptura com o Brasil, a China e o Brics e se a orientação da política externa for condicionada pelas conexões ideológicas que mantém com a extrema direita mundial. 

Como contraponto a tudo isso, é necessário levar em conta que a situação não evolui linearmente. A vitória eleitoral de Milei não significa a garantia de êxito ao seu governo. À medida que se evidenciar que o país caminha para o desastre, sobrevirão momentos de resistência e luta com o despertar da consciência do povo sobre a falsidade das “promessas” avalizadas nas urnas. 

EM TEMPO: Convém lembrar que o Peronismo é muito forte na Argentina e que o futuro governo Milei não tem maioria no Parlamento. 

domingo, 19 de novembro de 2023

PCB-RJ: Sobre a crise climática

 


Nota Política do Comitê Regional do PCB-RJ

A população do Rio de Janeiro vem sofrendo com a segunda onda de calor que atinge nosso Estado nos últimos meses. Uma primeira onda de calor nos últimos dias do inverno demonstrou o total despreparo do Estado para enfrentar situações extremas. Agora, durante a primavera temos novamente temperaturas recordes para a época do ano, transformando o Estado do Rio de Janeiro, assim como diversas outras regiões do Brasil, em um palco de um drama que recai de forma mais aguda sobre a classe trabalhadora e os demais setores populares, evidenciando em nosso cotidiano os impactos de uma já presente mudança climática.

Contudo, é importante pontuar que esse aquecimento global, que segundo diversos especialistas e cientistas, tende a se agravar nos próximos anos, não é de responsabilidade compartilhada igualmente por todos e não atinge a todos da mesma forma. Os países centrais do capitalismo e os setores mais abastados, a classe dos capitalistas, são os verdadeiros responsáveis por tanto desequilíbrio. Nos países ditos desenvolvidos, as elites desmataram suas florestas nativas quase na totalidade, e nessas regiões a poluição produzida pela indústria e pelo consumo predatório espalha sua catástrofe para além de suas fronteiras, atingindo todo o mundo. 

E é a burguesia internacional que impõe a lógica extrativista, produtivista e expansionista extremada, no nosso planeta que tem recursos finitos. Também nos impactos da mudança climática é possível identificar um corte de classe que espelha não apenas as cidades partidas, como também os desafios cotidianos da classe trabalhadora no transporte, nas escolas, no lazer e, fundamentalmente, no trabalho.

Nas regiões mais degradadas da cidade, com intensa precariedade de serviços, com menos áreas verdes, locais onde residem basicamente a classe trabalhadora, bairros populares da periferia e do subúrbio, as favelas e comunidades, a sensação térmica chega a ser 2 a 3 graus superior à das regiões planejadas, mais arborizadas da cidade, geralmente nos bairros da linha 1 do metrô, Zona Sul e Barra da Tijuca, as chamadas regiões nobres da capital. Realidade diferente da periferia, zona oeste e baixada fluminense.

Para além da cidade que espelha a divisão de classes da sociedade, os trabalhadores ainda precisam se deslocar em ônibus sem ar condicionado, trens com horários irregulares e lotados, assim como as barcas e o próprio metrô. Todo o transporte público do Rio de Janeiro colapsado por atender única e exclusivamente os interesses privados dos empresários do setor de transporte e não as demandas de quem vive, trabalha e transita pelo meio urbano.

Em conjunto com as fortes ondas de calor, vêm as tempestades, que causam, de tempos em tempos, graves deslizamentos e inundações. É falacioso o argumento de que estes desastres são imprevisíveis, uma vez que ocorrem com alguma recorrência. O grande problema é que também os bairros populares, perifierias e comunidades são relegados a último plano, abandonados. Pois não existe política pública para estes locais prevendo reurbanização, despoluição, saneamento, dragagem de rios e galerias etc. 

O poder público tem obrigação ainda de criar mecanismos efetivos de ouvidoria, prevenção e treinamento de evacuação em áreas de risco, além de assentar a população em áreas ociosas em território urbano, desapropriando vastos terrenos da cidade desocupados, abandonados e sem fim social há anos. Tudo isso, naturalmente, envolvendo a própria população para que participe ativamente dos processos de decisão e dos projetos de reurbanização, de modo a não efetuar remoções forçadas, à revelia dos moradores.

Sim, a mudança climática atinge a todos, porém, enquanto a grande responsabilidade é dos grandes proprietários e poderosos, os impactos mais graves recaem sobre a classe trabalhadora que ainda sofre com crise de abastecimento de água, luz e outros serviços que dificultam ainda mais a vida nessa onda de calor.

As escolas públicas em boa parte ainda não são climatizadas, colocando alunos, professores e demais servidores administrativos em condições extremas.

As soluções não passam por iniciativas particulares como plantar uma árvore ou economizar água, mas por políticas públicas e inversão de prioridades. Ecologia e capitalismo são incompatíveis. Portanto, este modo de produção vitimiza não somente o meio ambiente, mas também os seres humanos, que são parte indissociável da natureza.

O planeta Terra não suporta mais o capitalismo e seus impactos sobre a vida, somente uma sociedade organizada com políticas planificadas poderá conter a degradação ambiental e criar condições para um desenvolvimento sob novas bases, atendendo as demandas da população, em destaque da classe trabalhadora e preservando o meio ambiente.

O socialismo é uma urgência de nosso tempo.

Partido Comunista Brasileiro – Rio de Janeiro

EM TEMPO: Daí a necessidade da esquerda  e das forças progressistas derrotarem  eleitoralmente à direita e a extrema-direita, ocupando os devidos espaços nos governos  democráticos  e na administração pública, de modo que se possa minimizar o sofrimento das massas populares. Isso é o mínimo que podemos fazer a curto prazo  nos  limites do capitalismo, uma vez que, nesse sistema econômico,   não há saída para a humanidade, e sim, as guerras, a fome e a barbárie. OK, Camaradas!

OMS coordena resgate de 31 bebês prematuros "gravemente doentes" no hospital Al-Shifa, em Gaza


Missões subsequentes estão sendo planejadas para transportar urgentemente os pacientes restantes e profissionais de saúde fora do hospital

19 de novembro de 2023



Bebês foram retirados das incubadoras devido aos cortes de energia resultantes dos bombardeios israelenses (Foto: Reprodução)

247 - Neste domingo (19), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou a realização de uma segunda missão conjunta da ONU e Sociedade da Cruz Vermelha Palestina ao Hospital Al-Shifa, em Gaza, em meio a condições de segurança "extremamente intensas e de alto risco" devido aos constantes ataques israelenses na região.

Durante a operação, 31 bebês gravemente doentes foram evacuados, juntamente com seis profissionais de saúde e dez membros da equipe familiar. Seis ambulâncias da Sociedade da Cruz Vermelha Palestina foram utilizadas para a transferência dos pacientes. Os bebês foram encaminhados para o Hospital Maternidade Al-Helal Al-Emairati, onde recebem cuidados urgentes na unidade de terapia intensiva neonatal.

Missões subsequentes estão sendo planejadas para transportar urgentemente os pacientes restantes e profissionais de saúde fora do Hospital Al-Shifa, alvo recorrente do exército israelense, aguardando garantias de passagem segura por parte das partes envolvidas no conflito. >>> LEIA MAIS: Organização Mundial da Saúde diz que Hospital Al Shifa, bombardeado e invadido por Israel, é zona de morte

Tedros Adhanom Ghebreyesus expressou profunda admiração pela "extraordinária coragem e serviço dos profissionais de saúde em Gaza, que continuam a prestar assistência sob as circunstâncias mais adversas e difíceis".

A OMS destaca a colaboração crucial com a Sociedade da Cruz Vermelha Palestina, a ONU e outros parceiros, agradecendo o empenho conjunto para enfrentar os desafios humanitários na região.

sábado, 18 de novembro de 2023

Por que os Estados Unidos apoiam Israel? Ben Norton e Michael Hudson explicam

 


18 de novembro de 2023

A presença de um "porta-aviões" do imperialismo no Oriente Médio garante o controle sobre o petróleo e o sistema financeiro global


Benjamin Netanyahu e Joe Biden (Foto: Reuters/Evelyn Hockstein)

247 – No vídeo recente de Ben Norton, intitulado "Why Does the United States Support Israel?" (Por que os Estados Unidos apoiam Israel?), são exploradas as razões geopolíticas e econômicas que tornam Israel uma parte crucial da política externa dos Estados Unidos. A discussão destaca o papel fundamental de Israel na estratégia de poder global dos EUA, não apenas no Oriente Médio, mas em todo o mundo.

Ben Norton destaca que o Oriente Médio, ou mais apropriadamente chamado de Ásia Ocidental, possui algumas das maiores reservas mundiais de petróleo e gás. Dada a dependência global contínua dos combustíveis fósseis, os EUA buscam manter preços estáveis nos mercados globais de petróleo e gás. No entanto, a influência dos EUA na região vai além desses recursos naturais.

Desde o final da Guerra Fria, os Estados Unidos buscam manter controle sobre todas as regiões do mundo, conforme estabelecido pela chamada "Doutrina Wolfowitz" de 1992. Isso inclui o Oriente Médio, uma região estratégica devido à sua riqueza em recursos e à presença de rotas comerciais vitais, como o Canal de Suez.

O Papel de Israel na Estratégia dos EUA – O vídeo destaca a afirmação do atual presidente dos EUA, Joe Biden, de que, se Israel não existisse, os EUA teriam que inventá-lo. Israel é considerado uma extensão do poder geopolítico dos EUA no Oriente Médio, fundamental para seus interesses na região.

Michael Hudson, economista, enfatiza que os EUA veem Israel como um "porta-aviões terrestre" no Oriente Médio. O apoio financeiro e militar dos EUA a Israel é percebido como crucial para manter a influência na região, especialmente diante dos desafios, como a instabilidade no Irã.

Estratégia e Controle – A análise destaca a importância estratégica das rotas comerciais, especialmente no contexto da Iniciativa Cinturão e Rota. O Oriente Médio, ou Ásia Ocidental, desempenha um papel central nessa iniciativa, conectando Ásia e Europa.

Hudson sugere que, além do petróleo e gás, o controle financeiro é uma ferramenta crucial dos EUA. O domínio sobre o sistema financeiro permite cortar o suprimento de energia e exercer influência sobre países dependentes.

O vídeo explora a visão dos EUA em relação ao Irã e destaca a intenção de controlar o petróleo do Oriente Médio. Hudson menciona planos passados, incluindo a revelação do general Wesley Clark sobre os objetivos de desestabilização em vários países da região.

A relação entre os EUA e Israel é contextualizada como uma parte essencial da estratégia global dos EUA para manter influência e controle, especialmente no Oriente Médio. O apoio a Israel é percebido como uma medida pragmática para garantir a estabilidade financeira e geopolítica, reforçando a ideia de que, para os EUA, Israel é um aliado estratégico indispensável na busca por seus interesses globais.

EM TEMPO: Convém lembrar da existência de "jazida de gás" na Faixa de Gaza. No capitalismo tudo gira em torno de poder, dinheiro, guerras, barbárie e a exploração do homem pelo próprio homem. Ok, Moçada! Daí a necessidade de derrotarmos eleitoralmente a extrema-direita aqui no Brasil, em Israel, na Ucrânia, na Argentina, dentre outros países  para diminuirmos o sofrimento das massas populares. 

Toda solidariedade aos camaradas do Partido Comunista de Israel!


O Partido Comunista Brasileiro repudia a decisão do Comitê de Ética do Knesset (Parlamento israelense) de remover a camarada Aida Touma-Suleiman, deputada da coligação Hadash-Ta’al e membra do Partido Comunista de Israel, do parlamento por 2 meses, com cortes na sua remuneração. Esta decisão vem se juntar a outra semelhante contra o camarada Ofer Kassif, também membro do Partido Comunista de Israel e deputado pelo Hadash.



O governo fascista de Nethanyahu em Israel, que se autoproclama “a única democracia do Oriente Médio”, tem promovido um verdadeiro genocídio em Gaza e estimulado um processo de limpeza étnica nos territórios ocupados da Palestina, com frequentes expulsões de colonos palestinos de suas terras na Cisjordânia.

Este governo de extrema-direita agora busca silenciar toda crítica e oposição interna: manifestações de rua contra a guerra à Palestina estão proibidas; recentemente o camarada Mohammad Barakeh, líder da organização de apoio à comunidade Árabe-Palestina em Israel e também membro do Hadash e do PC de Israel, foi arbitrariamente detido pela polícia quando se dirigia a uma manifestação pacifista em Nazaré, na Cisjordânia ocupada. As suspensões dos camaradas deputados são mais um capítulo da perseguição do regime de Nethanyahu aos críticos da guerra em geral e aos comunistas e árabes em especial.

O PCB exige a imediata devolução dos mandatos no Knesset dos camaradas Aida Touma-Suleiman e Ofer Kassif, um imediato cessar-fogo e o reconhecimento e respeito aos direitos históricos inalienáveis do povo palestino.

CONTRA AS SUSPENSÕES DOS MANDATOS DOS PARLAMENTARES COMUNISTAS EM ISRAEL!

PAREM O GENOCÍDIO EM GAZA!

PALESTINA LIVRE!

Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Por que os Estados Unidos precisam dessa guerra em Gaza


"Washington precisa ganhar sua guerra em Gaza contra o Irã porque não conseguiu ganhar sua guerra na Ucrânia contra a Rússia", escreve Pepe Escobar

16 de novembro de 2023

Joe Biden e Gaza destruída por bombardeios de Israel (Foto: Reuters)


O Sul Global esperava o Alvorecer de uma Nova Realidade Árabe.  

Afinal, as ruas árabes – embora reprimidas em seus próprios países – pulsam com protestos que expressam uma ira feroz contra o  indiscriminado massacre israelense contra os palestinos da Faixa de Gaza. As lideranças árabes foram forçadas a tomar algum tipo de medida além de retirar alguns de seus embaixadores junto a Israel, e convocaram uma cúpula especial da Organização de Cooperação Islâmica  (OCI) para discutir a presente Guerra Israelense contra as Crianças Palestinas.  

Representantes de 57 estados muçulmanos reuniram-se em Riad em 11 de novembro para desferir um sério e pragmático golpe contra os perpetradores e os facilitadores desse genocídio. Mas, no final das contas, nada foi oferecido, sequer algum consolo.    

A declaração final da OCI existirá para todo o sempre como relíquia  no Palácio Dourado da Covardia. Pontos altos do vergonhoso espetáculo retórico:  nos opomos à "autodefesa" de Israel; condenamos o ataque a Gaza; pedimos que não vendam (quem?) armas a Israel; pedimos ao fajutíssimo Tribunal Penal Internacional que "investigue"; reivindicamos uma resolução da ONU condenando Israel.  Para constar, isso foi o melhor que 57 países de maioria muçulmana puderam produzir em resposta a esse genocídio do século XXI. A História, mesmo quando escrita pelos vencedores, tende a não perdoar os covardes. 

Os Quatro Maiores Covardes, neste caso, são a Arábia Saudita,  a UEA, Barein e Marrocos – os últimos três tendo normalizado suas relações com Israel sob forte pressão dos Estados Unidos em 2020. Foram eles que consistentemente bloquearam qualquer medida séria, impedindo sua adoção pela cúpula da OCI, como por exemplo a proposta de resolução apresentada pela Argélia de proibição da venda de petróleo a Israel, e também do uso do espaço aéreo árabe para a entrega de armas ao estado ocupador. 

O Egito e a Jordânia – há muito vassalos árabes – também não quiseram se comprometer, bem como o Sudão, que atravessa uma guerra civil. A Turquia, sob o Sultão Recep Tayyip Erdogan, mais uma vez deixou claro que fala muito e não faz nada, em uma paródia neo-otomana do "só chapéu, gado nenhum" texano. 

BRICS ou CIOM? 

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Líder da oposição em Israel pede a saída imediata de Netanyahu

Yair Lapid exigiu a renúncia do primeiro-ministro israelense, que vem cometendo atos de terrorismo e genocídio aos olhos do mundo

15 de novembro de 2023

Líder da oposição israelense Yair Lapid (Foto: REUTERS/Ammar Awad)



247 – O líder da oposição em Israel, Yair Lapid, fez uma declaração contundente exigindo a renúncia imediata do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu. Lapid instou a formação de um novo governo encabeçado por outro membro do Likud, seu partido político.

Em uma entrevista à agência de notícias israelense N12, Lapid afirmou que Netanyahu "deve ir agora" e convocou uma votação de desconfiança para derrubar o atual governo. Ele argumentou que em Israel "não podemos nos permitir conduzir uma campanha prolongada com um primeiro-ministro em quem não confiamos".

As declarações de Lapid refletem a crescente tensão política no país, exacerbada pela prolongada campanha militar em curso contra o grupo Hamas na Faixa de Gaza. Lapid, líder do partido Yesh Atid, destacou a importância de ter liderança confiável durante um período tão crítico e desafiador. No dia de hoje, Israel cometeu novos atos de terrorismo ao atacar um hospital na Faixa de Gaza.

Lapid não está sozinho em sua chamada por uma mudança na liderança. Críticos do governo expressaram preocupações sobre a condução da campanha militar e a necessidade de uma abordagem diferente para lidar com a complexa situação em Israel e na região.

O líder da oposição enfatizou que a confiança na liderança é essencial para enfrentar os desafios atuais e garantir a segurança e o bem-estar do povo israelense. Ele alegou que a falta de confiança no atual primeiro-ministro compromete a eficácia das operações em curso e cria incertezas sobre o futuro do país.

Essa chamada por uma mudança de liderança ocorre em meio a um cenário complexo, onde Israel está envolvido em conflitos armados, negociações de reféns e pressões internacionais. A reação política à crise humanitária em Gaza e às ações do governo israelense tem gerado divisões significativas na opinião pública.

Vide link do Programa Leo ao Quadrado da TV 247, onde se vê que o primeiro ministro do Canadá é expulso de restaurante.   https://www.youtube.com/watch?v=uYmrbDY0QNM&list=UU_M1ek8fhnDkz5C2zfkTxpg&t=1s


Vídeo divulgado pelas próprias forças de Israel evidencia farsa em invasão do hospital Al Shifa

 


Vídeo da IDF mostra um soldado exibindo alguns poucos objetos militares que supostamente pertencem ao Hamas

15 de novembro de 2023

Soldado de Israel exibe objetos que supostamente seriam do Hamas após invasão do Hospital Al Shifa na Faixa de Gaza 15/11/2023 (Foto: Reprodução/X)

247 - Um vídeo propagandístico divulgado pelas forças de ocupação israelenses, apresentado pelo tenente-coronel da reserva Jonathan Conricus, mostra o que ele alega ser a comprovação do uso do hospital Al Shifa, na Faixa de Gaza, pelo Hamas como seu "QG", mas a gravação demonstra apenas o caos e os danos sofridos pelos civis palestinos após a invasão israelense, além de possuir aspectos que indicam que foi forjada. 

No vídeo, Conricus caminha, como se não percebesse o estrago causado pela invasão, por corredores vazios e escuros, uma vez que o hospital continua sem energia por conta do bloqueio de Israel. Ele descreve como as forças israelenses invadiram o maior hospital de Gaza, sem citar que a operação atacou pacientes, destruindo medicamentos e abrindo fogo. Apesar das alegações de encontrar a "ponta do iceberg" de operações militares, as imagens levam a pensar somente no desespero dos palestinos. 

Conricus menciona a descoberta de duas câmeras obstruídas e afirma ter encontrado, atrás de duas máquinas de ressonância magnética, mochilas com um punhado de armamentos e equipamentos militares. Em outra mochila, diz ele, foram encontrados um computador e um rádio contendo "o que parece ser inteligência". Ele também ironiza a escassez de medicamentos enfrentada por palestinos.

Além disso, Conricus alega ter encontrado em um armário menos de uma dezena de fuzis e munições. Outros objetos supostamente encontrados estavam enfileirados cuidadosamente e munições de alto calibre estavam posicionadas em pé, sugerindo uma encenação, o que ele negou já no próprio vídeo. 

O Ministério da Saúde de Gaza negou repetidamente as acusações israelenses de que o Hamas utiliza o Al Shifa para fins militares, e convidou organizações internacionais para investigar a instalação.

Assista o vídeo:


EM TEMPO: Se isso for arsenal de guerra, os CAC (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), obra-prima do ex-governo Bozo,  aqui do Brasil, têm 10 vezes mais armas do que o Hamas. Será? Convém lembrar que não existem pessoas bobas no mundo de hoje. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Missão cumprida: resgate de brasileiros em Gaza marca vitória da diplomacia de Lula

Brasil vence obstáculos de Israel e resgata cidadãos de Gaza (Foto: Agência Brasil )








Governo federal e FAB asseguraram proteção aos cidadãos brasileiros que ficaram retidos na zona de conflito

13 de novembro de 2023

247 - Após mais de um mês de angústia e apreensão, finalmente, 32 brasileiros e seus familiares conseguiram deixar a Faixa de Gaza e retornar ao Brasil. O retorno desses compatriotas marca uma vitória da diplomacia brasileira após uma série de desencontros com o governo de Israel e muito esforço por parte da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aeronave pousou na Base Aérea de Brasília por volta das 23h30, após paradas no Recife (PE) e na Espanha.

Este foi o décimo voo da Operação Voltando em Paz, do governo federae da FAB, que cumpre mais uma missão de repatriação em áreas de conflito no Oriente Médio. A aeronave VC-2, cedida pela Presidência da República, estava há quase um mês no Egito para o resgate dos repatriados oriundos da Faixa de Gaza. Os outros voos partiram de Tel Aviv, em Israel, e de Amã, na Jordânia, com brasileiros que estavam no território palestino da Cisjordânia.Com os dez voos, a Operação Voltando em Paz transportou um total de 1.477 passageiros, além de 53 animais domésticos. Do total, foram 1.462 brasileiros, 11 palestinos, três bolivianas e uma jordaniana.

Relembre a cronologia dos eventos que culminaram na noite desta segunda-feira (13):

O CONTROLE DE ISRAEL E AS NEGOCIAÇÕES DE MAURO VIEIRA - Com a escalada do conflito entre Israel e a Palestina em outubro, quando o país comandado por Benjamin Netanyahu iniciou uma série de bombardeios na Faixa de Gaza em resposta a um ataque de militantes do grupo Hamas, 34 brasileiros e seus familiares se viram retidos na região. Neste mais de um mês de massacre israelense contra os palestinos, foram iniciadas operações para a saída de estrangeiros da zona de conflito. Os brasileiros, no entanto, foram boicotados nas seis primeiras listas de pessoas que poderiam cruzar a fronteira com o Egito, ao sul de Gaza.

Tal situação levantou preocupações do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que alertou para o controle de Israel sobre quem poderia deixar Gaza pela passagem de Rafah. Vieira afirmou que o governo israelense fechou a passagem, mesmo após enfim autorizar, na semana passada, a saída de brasileiros.

domingo, 12 de novembro de 2023

Após deixarem Gaza, brasileiros agradecem esforços de Lula e da diplomacia brasileira: "obrigado, presidente"

(Foto: Reprodução/Twitter Itamaraty)
12 de novembro de 2023


Grupo cruzou a fronteira com o Egito neste domingo (12) e aguarda os trâmites burocráticos para retornar ao Brasil



247 - Hasan Rabee, um dos cidadãos brasileiros que deixou a Faixa de Gaza e cruzou a fronteira com o Egito, pelo Portal de Rafah, neste domingo (12), gravou um vídeo em que agradece os esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da diplomacia brasileira para que o grupo pudesse deixar a região. 

“Obrigado governo federal, obrigado presidente, embaixadores, todos vocês”, disse Hasan Rabee em um vídeo gravado pouco após cruzar o posto fronteiriço. Rabbe também elogiou o “grande esforço” feito pelo governo para que o grupo de 32 brasileiros pudesse atravessar a fronteira em segurança. >>> Lula comemora saída de brasileiros da Faixa de Gaza: 'virão, em segurança, para o Brasil, na Operação Voltando em Paz'

Ao todo, 32 brasileiros estavam retidos em Gaza desde o dia 7 de outubro, quando teve início o conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas. Duas pessoas que estavam na lista inicial decidiram permanecer em Gaza por motivos pessoais. >>> Brasileiros cruzam fronteira com Egito em grande vitória do governo Lula e do Itamaraty

A previsão inicial é que o grupo durma no Egito para descansar e se alimentar. O embarque para o o Brasil deverá acontecer somente na segunda-feira (13). >>> Brasileiros que deixaram Gaza devem passar a noite no Egito

Para jornalista dos EUA, Israel manipula número de israelenses mortos e esconde ataques mortais aos próprios israelenses

 

Exército israelense na Faixa de Gaza (Foto: Reuters/Ronen Zvulun)

12 de novembro de 2023

"É possível, ainda, que Israel tenha de revisar novamente o número real de vítimas fatais. E, mais uma vez, para baixo", destaca Miola



No último dia 10 de novembro o governo de Israel reduziu para 1.200 a estimativa de israelenses mortos pelo grupo Hamas em 7 de outubro. De acordo com o Ministério de Relações Exteriores do regime de Apartheid, a revisão se impôs após a identificação de 200 combatentes do Hamas mortos dentre os 1.400 originalmente noticiados por Israel. Antes desta revisão, a propaganda sionista já tinha sido obrigada a recuar em relação a mentiras amplamente difundidas na imprensa mundial, como os falsos casos de 40 bebês decapitados, e de mulheres violentadas antes de serem assassinadas.

É possível, ainda, que Israel tenha de revisar novamente o número real de vítimas fatais. E, mais uma vez, para baixo. Novas apurações –se isentas, honestas e não armadas pela propaganda sionista manipuladora– poderão também evidenciar que pelo menos metade dos israelenses mortos eram militares, e não civis. E poderão esclarecer se os ataques que vitimaram as outras centenas de civis foram executados somente pelo Hamas, ou se foram feitos pelas próprias forças militares israelenses, sobretudo com bombardeios aéreos.

O jornalista estadunidense Max Blumenthal, editor do site The Grayzone, investigou e denunciou estas hipóteses. Ele sustenta que as vítimas mortais de 7 de outubro podem ter sido ao redor de 900, abaixo do propagandeado por Tel Aviv. Max tem aprofundado a apuração e divulgado os fundamentos sobre tais hipóteses em reportagens e entrevistas publicadas no site The Grayzone.

sábado, 11 de novembro de 2023

Multidões gritam 'Palestina livre' e pedem o fim do holocausto provocado pelo governo de Israel

 

Manifestação pró-Palestina em Londres (Foto: Reuters/Hannah McKay)

11 de novembro de 2023





Segundo organizadores, mais de 800 mil manifestantes saíram às ruas de Londres neste sábado para protestar contra o genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza

Reuters - Mais de 300 mil manifestantes pró-Palestina marcharam pelo centro de Londres neste sábado (11), com a polícia prendendo quase 100 contra-protestantes de extrema direita para impedi-los de emboscar a principal manifestação. Confrontos eclodiram entre a polícia e os grupos de extrema direita que também se dirigiram à capital, já que a manifestação palestina coincidiu com o Dia do Armistício, o aniversário do fim da Primeira Guerra Mundial, quando o Reino Unido presta homenagem aos seus mortos na guerra.

O primeiro-ministro Rishi Sunak disse que era desrespeitoso realizar a manifestação no mesmo dia das comemorações, e ministros pediram o cancelamento da marcha - a maior até agora em uma série de manifestações em apoio aos palestinos e pedindo um cessar-fogo na Faixa de Gaza. A polícia disse que havia várias centenas de contra-protestantes nas ruas do centro de Londres, e confrontos ocorreram perto do memorial de guerra do Cenotáfio no início do dia.

Os incidentes continuaram ao longo do dia, com a polícia em trajes de choque tentando conter os manifestantes perto da Casa dos Comuns, em estações de trem e em ruas laterais, com imagens mostrando policiais com cassetetes trabalhando para controlar as multidões. Alguns manifestantes atiraram garrafas e barricadas de metal nos policiais em o que a força descreveu como "violência inaceitável".

A polícia Metropolitana de Londres disse posteriormente que havia prendido 82 contra-protestantes em uma ação projetada para manter a paz. Outras 10 prisões foram feitas por outras infrações. O comissário assistente Matt Twist disse em uma atualização postada nas redes sociais que os contra-protestantes pareciam "decididos a confronto e decididos à violência".

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, e o primeiro-ministro da Escócia, Humza Yousaf, culparam a ministra do Interior, Suella Braverman, por inflamar as tensões e fortalecer a extrema direita depois que ela acusou a polícia de favorecer "multidões pró-Palestina".

Grande participação - A polícia disse que mais de 300 mil pessoas participaram da manifestação pró-Palestina, enquanto os organizadores estimaram o número em 800 mil. Os manifestantes pró-Palestina podiam ser ouvidos gritando "Do rio ao mar, a Palestina será livre", um grito de guerra visto por muitos judeus como antissemita e um apelo para a erradicação de Israel.

Outros carregavam faixas com os dizeres "Palestina Livre", "Parem o Massacre" e "Parem de Bombardear Gaza".

Desde o ataque do Hamas no sul de Israel em 7 de outubro, houve forte apoio e simpatia por Israel de governos ocidentais, incluindo o do Reino Unido, e de muitos cidadãos. Mas a resposta militar de Israel também provocou raiva, com protestos semanais em Londres exigindo um cessar-fogo. 

Aproximadamente 21 mil pessoas participaram de uma manifestação pró-Palestina em Bruxelas no sábado, e em Paris, parlamentares de esquerda estavam entre os cerca de 16 mil manifestantes que marcharam com bandeiras e faixas pró-Palestina para pedir um cessar-fogo em Gaza. Alguns políticos de esquerda franceses receberam bem o apelo do presidente Emmanuel Macron nesta semana por um cessar-fogo, incluindo em uma entrevista à BBC divulgada na sexta-feira, na qual ele se opôs aos bombardeios de Israel em Gaza.

Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=yZfnnFr3LK8&list=UU_M1ek8fhnDkz5C2zfkTxpg&t=2s