segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Evento de estreia da campanha de Lula é cancelado por questões de segurança

 



Yahoo, Redação Notícias

seg., 15 de agosto de 2022

O evento oficial de estreia da campanha de Lula, que seria em uma fábrica da zona sul de São Paulo, foi cancelado por questões de segurança. (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)

O evento oficial de estreia da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estava previsto para a manhã desta terça-feira (16) em uma fábrica da zona sul de São Paulo, foi cancelado por questões de segurança. Equipes que fazem a proteção de Lula mencionaram a razão aos organizadores da visita, segundo o Painel apurou. O petista visitaria a metalúrgica MWM, no bairro de Jurubatuba, às 7h.

"A segurança do Lula disse que o local não era apropriado. É comum a gente fazer assembleia lá, cabe muita gente. Mas como é uma questão eleitoral e eles que têm as informações de segurança, não podemos contestar", diz Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

A visita havia sido acertada entre a campanha de Lula e lideranças da central sindical, que controla o sindicato dos metalúrgicos da capital. "Eles disseram que o local não é seguro do ponto de rota de fuga, caso acontecesse alguma coisa. Foram  hoje [segunda-feira (15)] fazer a vistoria. Também falaram que havia problema no acesso e coisas do tipo", completa Torres, que diz ter falado por telefone com os responsáveis pela segurança do ex-presidente.

A campanha oficialmente começa nesta terça (16). Com o cancelamento, o evento de estreia passou a ser uma visita na parte da tarde à fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, que está mantida. O local tem forte simbolismo, pelo fato de as trajetórias do PT, de Lula e da CUT estarem ligadas à cidade do ABC.

A preocupação com a segurança de Lula tem sido constante durante o atual ciclo eleitoral, especialmente após o assassinato de um militante petista por um bolsonarista em Foz do Iguaçu (PR), em julho. Como mostrou a Folha, a equipe da Polícia Federal que cuida da segurança de Lula enviou ofício a superintendências regionais do órgão com uma lista do que chama de "adversidades" enfrentadas para a proteção do petista nesta eleição. Em uma escala de risco de um a cinco, Lula foi enquadrado no nível máximo.

O grupo da PF cita na relação o "acesso a armas de letalidade ampliada decorrente das mudanças legais realizadas em 2019" entre os problemas a serem enfrentados ao longo da campanha eleitoral.

O documento é um pedido de apoio enviado às chefias de superintendências em estados por onde o candidato, líder nas pesquisas de intenção de voto, passou nas últimas semanas.

por Fábio Zanini, da Folhapress

domingo, 14 de agosto de 2022

"Qualquer voto que não seja em Lula é um voto em Bolsonaro", diz Fernando Horta


Fernando Horta. Historiador fez mais um apelo pela vitória em primeiro turno

12 de agosto de 2022

Fernando Horta, Lula e Bolsonaro (Foto: Divulgação | Ricardo Stuckert | REUTERS/Adriano Machado)

247 – O historiador Fernando Horta afirmou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, que a burguesia brasileira está se livrando do fascismo, ao comentar as manifestações de 11 de agosto. "As elites vão se reorganizar para que o tombo não volte a se repetir", diz ele.

Na entrevista, Horta também falou sobre a inelegibilidade do ex-procurador Deltan Dallagnol. "Dallagnol colhe o que plantou. Ele merece cadeia para reparar um pouco do mal que causou ao Brasil", afirmou.

Horta também fez um apelo pela vitória no primeiro turno. "Qualquer voto que não seja em Lula é um voto em Bolsonaro", apontou. Segundo ele, as mais recentes pesquisas não justificam desespero na esquerda

Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=tt430wbcHdE&t=6s  Entrevista de Fernando Horta a Alexandre Attuch  da TV 247 em 09.08.2022

EM TEMPO: Convém lembrar que a  Paraná Pesquisas tem um contrato de cerca de R$1.600.000,00 com o governo Bozo. 

sábado, 13 de agosto de 2022

China divulga relatório sobre crimes dos EUA de violação de direitos humanos no Oriente Médio

 

(Foto: Divulgação via REUTERS)


Documento apresenta condutas nocivas norte-americanas na região, como crimes de guerra, dano à população, detenção arbitrária, tortura e aplicação arbitrária de sanções unilaterais


Rádio Internacional da China (CRI) - A Sociedade Chinesa para Estudos sobre os Direitos Humanos divulgou nesta terça-feira (09.08.22) o relatório “EUA cometem crimes severos de violação aos direitos humanos no Oriente Médio e em outros lugares”. O documento apresenta as condutas nocivas norte-americanas na região, incluindo crimes de guerra, danos às populações, detenção arbitrária, abuso de tortura, abuso na prisão e aplicação arbitrária de sanções unilaterais, ações que impõem violações sistemáticas aos direitos humanos e causam impactos profundos e duradouros.

O relatório aponta que os EUA lançaram guerras, massacraram civis e prejudicaram os direitos de vida e de existência. Desde sua fundação, os EUA não se envolveram em guerras em um período menor que 20 anos, motivo pelo qual são considerados um “império de guerra”.Descrição: .

Desde 2001, as guerras e operações militares efetuadas pelos EUA abrangeram cerca de 40% dos países no globo. Mais de 174 mil pessoas morreram diretamente na Guerra do Afeganistão, incluindo mais de 47 mil civis. Entre 2003 e 2021, aproximadamente 209 mil civis iraquianos morreram devido a guerras e conflitos violentos e 9,2 milhões de iraquianos se tornaram refugiados ou foram forçados a deixar a terra natal. Além disso, as intervenções militares norte-americanas comprometeram a vida de pelo menos 350 mil pessoas na Síria, além de desabrigar mais de 12 milhões de pessoas. 

Os EUA também pressionaram arbitrariamente países e organizações que não os obedeceram em regiões como o Oriente Médio e divulgaram forçadamente os valores norte-americanos para garantir a ordem econômica e a de segurança, que são orientadas pelo próprio país. O objetivo real é salvaguardar sua hegemonia nas áreas militar, econômica e ideológica. As ações prejudicaram gravemente a soberania dos países relacionados e os direitos das pessoas locais ao desenvolvimento e à saúde.

O governo estadunidense também ignorou a disseminação da pandemia de Covid-19 para realizar sanções unilaterais ao Irã e à Síria e estes países enfrentaram muitas dificuldades para receber materiais necessários no combate à pandemia.

Tradução: Paula Chen
Revisão: Diego Goulart

EM TEMPO: O mundo carece de um líder mundial que tenha carisma suficiente para defender a paz e a harmonia entre os povos. Com a saída, da cena política, da Ex-chanceler Alemã, Angela Merkel, o novo líder mundial poderá ser o candidato a Presidente do Brasil,  Lula. Vamos torcer por sua vitória. Alguma dúvida, Moçada!

EUA estão 'à beira' de guerra com Rússia e China, alerta Henry Kissinger

Henry Kissinger

 

13 de agosto de 2022

A culpa é da falta de liderança visionária, diz o veterano estadista


RT - O ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger disse ao Wall Street Journal que Washington rejeitou a diplomacia tradicional e, na ausência de um grande líder, levou o mundo ao precipício da guerra pela Ucrânia e Taiwan. Kissinger já havia cortejado controvérsia por sugerir que Kiev abandonasse algumas de suas reivindicações territoriais para encerrar o conflito com a Rússia.

"Estamos à beira da guerra com a Rússia e a China em questões que criamos em parte, sem nenhum conceito de como isso vai acabar ou a que vai levar", disse Kissinger na entrevista, publicada no sábado. Descrição: .

Kissinger, agora com 99 anos, elaborou o papel do Ocidente no conflito na Ucrânia em um livro recente sobre líderes proeminentes do pós-Segunda Guerra Mundial. Ele descreveu a decisão da Rússia de enviar tropas para o país em fevereiro como motivada por sua própria segurança, já que a adesão da Ucrânia à Otan levaria as armas da aliança para um raio de 480 quilômetros de Moscou. Por outro lado, ter a Ucrânia em sua totalidade sob a influência russa faria pouco para “acalmar os temores históricos europeus da dominação russa”.

Diplomatas em Kiev e Washington deveriam ter equilibrado essas preocupações, escreveu ele, descrevendo o atual conflito na Ucrânia como “uma consequência de um diálogo estratégico fracassado”. Falando ao Wall Street Journal um mês após a publicação do livro, Kissinger manteve sua insistência de que o Ocidente deveria ter levado a sério as exigências de segurança do presidente russo, Vladimir Putin, e deixou claro que a Ucrânia não seria aceita na aliança da Otan.

No período que antecedeu sua operação militar na Ucrânia, a Rússia apresentou aos EUA e à OTAN esboços escritos de suas preocupações de segurança, que foram  rejeitadas por ambas as partes receptoras.

Kissinger, que no final dos anos 1960 e início dos anos 1970 manteve extensas negociações com os comunistas vietnamitas, mesmo quando os militares dos EUA travavam uma guerra contra eles, disse que os líderes americanos modernos tendem a ver a diplomacia como tendo “relações pessoais com o adversário”, e em palavras parafraseadas por o Wall Street Journal, “tendem a ver as negociações em termos missionários, em vez de psicológicos, buscando converter ou condenar seus interlocutores em vez de penetrar em seu pensamento”.

Em vez disso, Kissinger argumentou que os EUA deveriam buscar “equilíbrio” entre eles, a Rússia e a China.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

TSE vê 'precedente perigoso' em decisão que mandou excluir vídeos de Lula sobre Bolsonaro


Segundo integrantes do Tribunal Superior Eleitoral, o adjetivo "genocida" está dentro de um contexto político, e não deve ser considerado uma "ofensa à honra"

12 de agosto de 2022

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert | ABr)

247 - Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criticaram a decisão do ministro Raul Araújo de determinar a retirada de vídeos em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chama Jair Bolsonaro (PL) de "genocida".

De acordo com informações publicadas nesta sexta-feira (12) pelo jornal O Globo, juízes do TSE afirmaram que o adjetivo "genocida" não deveria ser considerado uma "ofensa à honra", porque está dentro de um contexto político. "Comparam, por exemplo, a candidatos que chamam seus adversários de 'ladrão', como o próprio Bolsonaro costuma se referir ao ex-presidente e adversário na disputa ao Palácio do Planalto", destacou a reportagem do jornal paulista. 

O ministro Raul Araújo negou um pedido do PL para que fossem retirados do ar vídeos em que Lula chamou Bolsonaro de "mentiroso" e "covarde".

Bolsonaro multiplica 'toma lá, dá cá' com doação de máquinas sem critério técnico

 

Folha de São Paulo - ARTUR RODRIGUES E FLÁVIO FERREIRA 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Impulsionada por verbas de emendas parlamentares, a estatal Codevasf já firmou contratos para distribuição de quase R$ 600 milhões em máquinas, veículos e equipamentos desde 2021, porém sem critérios técnicos e para atender à vontade de deputados federais e senadores. Às portas do período eleitoral e na esteira da explosão de gastos com as chamadas emendas de relator, os valores com esse tipo de doação saltaram de R$ 178 milhões, em 2020, para R$ 487 milhões, em 2021, um aumento de 173%. 

Só nos primeiros cinco meses de 2022, o montante chegou a R$ 100 milhões, segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo a partir de dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. A lista de bens distribuídos principalmente aos aliados dos parlamentares padrinhos das emendas inclui até kits de panificação e freezers, além de barcos de alumínio, furgões, caminhões basculantes, caminhões de lixo, tratores, implementos agrícolas, motoniveladoras e retroescavadeiras.

Apurações da CGU (Controladoria-Geral da União) já mostram doações feitas sem relação com finalidades da estatal, que foi criada para desenvolver projetos de irrigação no semiárido brasileiro mas mudou sua prioridade para se tornar uma grande distribuidora de produtos e executora de obras de pavimentação. A CGU também aponta como irregularidades entregas sem justificativa quanto à quantidade, fornecimentos em duplicidade em municípios e a falta de informações sobre beneficiários.

Em alguns casos, os documentos com os motivos das doações parecem copiados uns dos outros para justificar os gastos. Parte das distribuições dos bens está em fase de celebração, mas a maioria já foi entregue. Entre as dez cidades que mais receberam doações de maquinário, Pedra Branca do Amapari (AP) é um município de cerca de 14 mil habitantes que recebeu R$ 5,5 milhões em equipamentos, segundo a estatal.

A prefeita da cidade, Beth Pelaes, é aliada do senador Davi Alcolumbre (União-AP), a quem agradeceu por uma motoniveladora e um trator. "A aquisição é fruto de articulação do senador @davialcolumbre junto à @codevasf.gov.br e totaliza 75 máquinas adquiridas por intermédio do Governo do Estado que foram entregues às prefeituras", escreveu a prefeita, em suas redes sociais.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Ato pela democracia é marcado por recados às Forças Armadas e ‘fora, Bolsonaro’

 

ESTADÃO – Redação.

© Fornecido por EstadãoAto de Leitura da Carta em Defesa do Estado de Direito e pela Democracia no Largo de São Francisco, nesta quinta-feira, 11. Foto: Wesley Gonsalves/Estadão

 

O ato em defesa da democracia na Faculdade de Direito da USP reuniu nesta quinta, 11, como esperado, representantes de todos os setores da sociedade civil organizada dentro e fora das arcadas do Largo de São Francisco, no centro da capital paulista. Juristas, economistas e líderes sociais reafirmaram que o momento atual, de ataque ao sistema, exige que a defesa do estado democrático de direito e do sistema eleitoral seja permanente, assim como a luta contra retrocessos e o controle das eleições apenas pelo órgão competente: a Justiça Eleitoral, e não por qualquer outra força, em recado indireto às Forças Armadas. Após a leitura da Carta às Brasileiras e Brasileiros, organizada pela SanFran, os estudantes presentes pediram “Fora, Bolsonaro” e gritaram “Ditadura nunca mais”.

O manifesto durou cerca de duas horas e foi dividido em duas etapas. A partir das 10h, sob a condução do reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Jr, cerca de 800 convidados se amontoaram no salão nobre da faculdade para ouvir a leitura de outra carta, a elaborada pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Antes, discursos reforçaram o simbolismo da reunião e cobraram medidas eficazes de controle e fiscalização da sociedade daqui até as eleições, em 2 de outubro.

“Queremos eleições livres e tranquilas, um processo eleitoral sem fake news, pós-verdades ou intimidações”, disse Carlotti Jr. Segundo o reitor, após 200 anos de independência do Brasil, a sociedade deveria estar voltada a pensar o futuro, a planejar como resolver problemas graves na educação, saúde e economia. “Mas estamos voltados a impedir retrocessos. Espero que essa mobilização nos coloque novamente no caminho correto, na discussão do futuro de São Paulo e do Brasil.”

11 de Agosto: em defesa das liberdades democráticas

 



Resumo do contido no sítio do PSTU

Em todo o Brasil, na próxima quinta-feira, dia 11 de agosto, serão realizados atos convocados pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro, pelos movimentos sociais e por entidades estudantis, em defesa das liberdades democráticas e contra as ameaças golpistas de Bolsonaro.

EM TEMPO: O movimento popular deve se mobilizar independente do calendário eleitoral, até mesmo para garantir a realização das eleições de 2022, hoje ameaçadas de serem tumultuadas pelo governo Bozo e seus fanáticos golpistas. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

TSE, basta de concessões aos militares!

A história provou que conchavos sempre nos jogam no mesmo lugar: espaço para liberalismo, privilégio para classes abastadas e um país “altamente mais ou menos”

(Foto: Agência Brasil)

10 de agosto de 2022


Por Denise Assis (*), para o 247

O ministro Alexandre de Moraes, que assumirá o comando do TSE no próximo dia 16, não é desafeto de Bolsonaro. Pelo simples fato de que é ministro do Superior Tribunal Federal. E por ser ministro do STF, não pode ser desafeto de A ou de B. Na função que ocupa atualmente não lhe cabe ter humores para com nenhuma autoridade. Seja ela Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva ou o Zé das Couves. 

Sabemos que há chicanas e conchavos. Li, recentemente, matéria em que o autor dizia que a relação dos militares com Moares ficará mais leve porque o chefe do seu gabinete é um militar reformado com bom trânsito e diálogo com o comando militar.

Ora dane-se o diálogo do chefe de gabinete de Moraes com o comando militar. Não é das funções do chefe de gabinete do ministro do STF ou do presidente do Tribunal Superior Eleitoral estabelecer diálogos de compadrio com o comando militar. Ao comando militar cabe entender de uma vez por todas:

  1. As Forças Armadas só terão algum papel nas eleições – fora o que sempre desempenharam, o de garantir a ordem pública para que elas transcorram com tranquilidade e colaborar no translado das urnas aos rincões do país – e nada mais.
  2. Já foram chamadas para opinar indevidamente, numa condescendência abusiva e subserviente do ministro Luiz Roberto Barroso. O fizeram sem conhecimento de causa e aprofundamento técnico. Perderam prazos de inspeção, desconheceram a natureza independente da tecnologia das urnas com relação à internet e fizeram ameaças descabidas. Portanto, já se imiscuíram que chega num processo que segundo a Constituição – e é a ela que respondem os militares – deve ser conduzido unicamente pelo TSE. 
  3. Qualquer nova concessão a esse segmento será a mesma sinalização que se dá a um chantagista. Ceda a uma das suas exigências e nunca mais haverá sossego. É dar a mão e eles vão querer o pé.
  4. Se o ministro Fachin, antes de sair, ceder a qualquer dos absurdos que lhe estão sendo encaminhados – e mesmo que absurdos não sejam – deixará para Moraes uma herança maldita de subordinação e medo.

O mínimo que a sociedade espera é que o chefe de gabinete do ministro Alexandre de Moraes permaneça nos limites de suas funções e não caminhe até o “forte apache” de tristes lembranças para a geração de 1970, para tomar cafezinho e promover salamaleques. Que o novo presidente do TSE leia com atenção e se atenha ao que consta na Constituição de 1988, duramente construída a custa de muitas mortes, desaparecimentos, abaixo-assinados, mobilizações e noites de discussões e trabalho nos movimentos sociais. 

Muro de igreja presbiteriana vira outdoor para propaganda ilegal de armas e de Bolsonaro

 
























© Fornecido por Estadão. Muro de igreja é usado para fazer propagada de armas e Bolsonaro em Cascavel (PL). Imagem foi compartilhada por internautas nas redes sociais. Foto: Reprodução

ESTADÃO - Daniel Weterman e Vinícius Valfré 

BRASÍLIA - O muro de uma igreja evangélica foi usado como outdoor para fazer propaganda de armas e do presidente Jair Bolsonaro (PL), em Cascavel, no interior do Paraná. A congregação pertence à Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e é liderada por um apoiador do presidente. O anúncio foi colocado por uma loja de armas e munições que fica ao lado do templo religioso. A propaganda é ilegal por descumprir o Estatuto do Desarmamento, de acordo com especialista ouvido pelo Estadão. 

O anúncio foi compartilhado por internautas nas redes sociais e ainda está no local. A igreja fica na região central de Cascavel, município de aproximadamente 330 mil habitantes no oeste do Paraná. A propaganda exibe três pistolas vendidas pela loja, que fica ao lado da igreja. Quem passa pela rua vê a publicidade e, na sequência, a fachada do templo com uma cruz. O muro divide os dois terrenos. Além das armas, o outdoor traz uma foto de Bolsonaro com a frase “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, slogan usado pelo presidente para atrair o público cristão já em 2018.

O pastor da igreja, reverendo Ednaldo Batista Ribeiro, é apoiador de Bolsonaro. Na campanha de 2018, ele fez uma pregação dizendo que “esta praga do PT tem que acabar, em nome de Jesus”. Em abril deste ano, o pastor fez uma nova pregação dizendo ter uma mensagem divina para orientar os fiéis sobre como votar nas eleições de 2022. “Se aquele candidato é comunista, ele está contrário à Palavra de Deus”, disse o reverendo da Igreja Presbiteriana, a mesma que discutiu recentemente uma proposta para afastar os cristãos da esquerda.

Ao Estadão, o líder religioso afirmou que o anúncio foi colocado pela loja de armas Pesca & Cia, que vende armas, munições e artigos esportivos. Como o muro é dividido, o estabelecimento colocou o anúncio no lado que pertence à loja. “Fica ruim para a igreja essa propaganda porque alguém que olha pensa que é nosso. Lamentamos, mas não temos o que fazer. Como estamos aqui há muitos anos, não vamos arrumar briga com o vizinho”, disse o pastor. Ele reforçou que a igreja não tem um candidato oficial e que o armamento é tratado pela instituição como um assunto de foro íntimo. “Se a pessoa quer ter uma arma, se ela tem condição psicológica para ter, dentro das normas e da lei, é um direito dela. Tem que desarmar os bandidos. Na igreja, ninguém vem armado, evidentemente.”

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Lula sobre benefícios: ‘Maior distribuição de dinheiro que campanha política viu desde o Império’

ESTADÃO - Beatriz Bulla e Luiz Vassallo

© Fornecido por EstadãoLula discursa na Fiesp ao lado de Alckmin e Josué Foto: Reprodução

 




Diante de empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta terça-feira, 9, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou o Auxílio Brasil aprovado no governo de Jair Bolsonaro (PL), defendeu que o País “retorne à normalidade” e enalteceu sua parceria com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB). Ele também fez defesa enfática das urnas e do processo eleitoral.

 “Como a gente pode viver em um país em que o presidente conta sete mentiras por dia? Que chama uma carta que defende a democracia de cartinha? Quem sabe a carta que ele gostaria de ter é um feita por milicianos no Rio de Janeiro. E não uma carta feita por empresários, intelectuais defendendo o regime democrático, defendendo a urna eletrônica”, disse Lula, que fez uma defesa enfática do atual processo eleitoral. “Que negócio é esse de as Forças Armadas fiscalizarem as urnas? Os militares têm de fiscalizar nossas fronteiras”, afirmou. Lula disse que o País vive uma crise de governabilidade e uma crise de “falta de sintonia” entre o estado e instituições que são a garantia do próprio estado.

Sobre o Auxílio Brasil, Lula afirmou que o País está assistindo à “maior distribuição de dinheiro que uma campanha política já viu desde o fim do Império”. “Me preocupa se o povo aceitará pacificamente a retirada desses benefícios depois das eleições”, disse.

Ao tratar de sua parceria com Alckmin, disse que a aliança é “uma das grandes novidades políticas desse país”. “Já fomos adversários. Esse jeitão dele bonzinho não foi tão bom na campanha. Eu tô com as canelas até agora machucadas”, disse Lula, arrancando risos da plateia. “E eu e ele resolvemos relegar a segundo plano e compor uma chapa”, afirmou o petista.

“Caneladas passam, é preciso olhar para o futuro”, disse Alckmin, que voltou a repetir que o “hit” agora é “lula com chuchu”.

Na Fiesp, Lula diz que Bolsonaro gostaria de 'carta feita por milicianos'

Na véspera, presidente criticou e chamou de "cartinha" documento em defesa da democracia e do sistema eleitoral feitos por ex-alunos da USP. Federação das Indústrias de São Paulo apoia a iniciativa e fez manifesto próprio.

Por g1 SP

09/08/2022

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala durante encontro com empresários na Fiesp, em SP. — Foto: Bruno Rocha/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Lula, candidato do PT à eleição presidencial de outubro disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) gostaria de uma "carta feita por milicianos" após o presidente criticar documento a favor da democracia. A declaração ocorreu em evento com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, nesta terça-feira (9). "Como é que a gente pode viver num país em que o presidente conta sete mentiras todo dia? E com a maior desfaçatez. Que chama uma carta, que defende a democracia, de cartinha? Quem sabe a carta que ele gostaria de ter é uma carta feita por milicianos no Rio de Janeiro e não uma carta feita por empresários, intelectuais, sindicalistas, defendendo um regime democrático", afirmou Lula.

Na segunda, Bolsonaro esteve em evento com banqueiros da Febraban e declarou que "democrata não precisa assinar cartinha", ao se referir a documento criado por ex-alunos da Universidade de São Paulo (USP), em defesa da democracia e do sistema eleitoral eletrônico. “Outra coisa, pessoal, quem quer ser democrata, não precisa assinar cartinha, não. Se tiver que assinar que sou honesto, todo mundo vai assinar que é honesto. Democracia tem que sentir o que a pessoa está fazendo. (...) Falar todo mundo fala. Fazer cartinha todo mundo faz”, disse o presidente.

Evento na Fiesp

Lula participou de uma série de encontros promovidos pela Fiesp com presidenciáveis. O petista contou com a presença de seu candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do coordenador do plano de governo da chapa à Presidência, Aloizio Mercadante (PT). Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) participaram, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou sua ida, programada para a quinta-feira (11).

Em sua fala, Mercadante disse que houve um erro no plano de governo quando tratou de "regular a agricultura". O mesmo sobre a retirada da defesa da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Encla), que aparecia em versão anterior. Alckmin falou na sequência e agradeceu a Fiesp por promover um ato em defesa da democracia. "As pessoas passam, as instituições ficam", afirmou. Atual presidente da Federação, Josué Gomes é filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011.

Gomes substituiu Paulo Skaf, alinhado com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e defensor do impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016. Nesta eleição, Skaf tenta articular campanha ao Senado.

domingo, 7 de agosto de 2022

Militares e ministros do STF estreitam relações há menos de um mês do 7 de Setembro

Yahoo, Redação Notícias

dom., 7 de agosto de 2022

Ministro Luiz Fux assiste a apresentação de programa do STF para combater a desinformação nas eleições no Brasil. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Há menos de um mês para o 7 de Setembro, a relação entre militares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tem se estreitado. Ao contrário do presidente Jair Bolsonaro (PL), que continua atacando o tribunal e colocando os ministros como seus inimigos, a conversa entre os magistrados e os militares tem sido constante, de acordo com o jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

ministro Luiz Fux, presidente do presidente do STF, tem escutado em conversas reservadas que os militares desejam celebrar o Bicentenário da Independência, e não vão transformar a data em um ato político. Fux, porém, não irá ao desfile militar, o primeiro após dois anos de pandemia, por compreender que precisará estruturar a segurança do tribunal, tal como fez  em 2021. Sobre as eleições deste ano, os militares têm afirmado a outros ministros que respeitarão os resultados que vierem das urnas. Eles também têm boas expectativas para o fim do mandato de Edson Fachin como presidente e o começo do período de Alexandre de Moraes à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A relação entre o TSE e parte dos generais ficou estremecida justamente quando o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, passou a atacar as urnas, a mando de Bolsonaro. Embora o presidente da república tenha Alexandre como um  de  seus principais alvos, ele é tido como um “homem cordial e do diálogo”, nas palavras confessas de um general quatro estrelas da ativa.

Com relação a Rosa Weber, que assume o STF logo após o feriado da Independência, a expectativa também é de uma boa relação. De acordo com este mesmo general, a ministra é “equilibrada”. Weber é bastante reservada e não costuma proferir opiniões a respeito da crise institucional fomentada por Bolsonaro — comportamento que também agrada os milicos.

EM TEMPO: Depois do "puxão de orelha" que os militares brasileiros levaram da matriz, ou seja, do governo dos EUA, as coisas tendem a se acalmar e Bozo está cada vez mais isolado, incluindo o desembarque da própria burguesia nacional e internacional. Há um ditado popular que diz: "um dia é do caçador, outro é da caça". Somente os fanáticos é que querem Bozo no governo. Convém lembrar que os embaixadores brasileiros estão encontrando dificuldade de exercerem suas funções, no exterior, após o ato golpista de Bozo na reunião com os embaixadores estrangeiros.