quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Putin considera positiva reação dos EUA a suas exigências sobre segurança

 

O presidente russo, Vladimir Putin, durante a entrevista coletiva em Moscou (AFP/NATALIA KOLESNIKOVA)

AFP - Antoine LAMBROSCHINI

qui., 23 de dezembro de 2021 

Vladimir Putin considerou "positiva" as primeiras reações dos Estados Unidos para resolver a crise entre a Rússia e o Ocidente a respeito da Ucrânia, um conflito que desestabilizou o equilíbrio da segurança europeia resultante da Guerra Fria.

A Rússia propôs dois tratados para proibir qualquer ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em particular para a Ucrânia, e o fim de todas as atividades militares ocidentais nas proximidades das fronteiras russas. "Não deve haver avanços da Otan para o leste. A bola está no campo deles. Eles precisam nos dar alguma resposta", afirmou o presidente russo. 

"Até agora estamos vendo uma reação positiva. Nossos sócios americanos nos disseram que estão prontos para começar esta discussão, as conversas, no início do próximo ano em Genebra", acrescentou o chefe de Estado. Putin insistiu em que qualquer futura ampliação da Otan é "inaceitável" para a Rússia, que não vai tolerar um sistema de armamento ocidental perto de seu território.

As declarações foram dadas dois dias depois de sua ameaça ao Ocidente com "medidas militares e técnicas", caso as exigências de Moscou não sejam aceitas.

- "Quando vão nos atacar?" -

As exigências de Putin, que teriam fortes consequências para a arquitetura da segurança europeia, foram consideradas "inadmissíveis" por vários países ocidentais. Sem propor contrapartidas, Putin quer o fim do apoio militar da Otan e dos Estados Unidos à Ucrânia, frear a ampliação da Aliança Atlântica e interromper todas as atividades militares ocidentais perto da Rússia.

O presidente russo, que em 22 anos no poder passou de uma entente cordial a uma relação conflituosa com o Ocidente, é suspeito de preparar uma invasão à Ucrânia, uma ex-república soviética agora pró-Ocidente e da qual uma parte, a península da Crimeia, foi anexada pela Rússia em 2014. Putin rebateu as acusações e afirmou que as políticas anti-Rússia da Ucrânia e de seus aliados ocidentais, particularmente no contexto da guerra contra os separatistas pró-Rússia no leste ucraniano, representam uma ameaça para Moscou.

"Temos que pensar em nossa segurança, não apenas para hoje, não para amanhã", disse. "Não podemos viver olhando por cima dos ombros e pensando, o que vai acontecer? Quando vão nos atacar?".

O presidente russo voltou a acusar o Ocidente de ter "enganado descaradamente" a Rússia na década de 1990, ao violar uma suposta promessa de não ampliar a Otan. Questionado sobre a repressão da oposição russa, que aumentou consideravelmente em 2021, Putin respondeu que não se trata de amordaçar os críticos, e sim de interromper as operações de influência estrangeira.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Aliança com Alckmin é 'vacina' contra ideia de que Lula é extremista, diz cientista político


Leandro Prazeres - Da BBC News Brasil em Brasília

Aliança entre Alckmin e Lula vem sendo costurada pelo PSB, um dos partidos ao qual o ex-tucano poderá se filiar

A possível aliança entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin é uma "vacina" contra a ideia de que o petista seria um extremista de esquerda. A afirmação é do cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Cláudio Couto.

"(Essa aliança) é uma vacina contra a acusação de extremista. Como você vai dizer que Lula é extremista se ele tiver como vice o Geraldo Alckmin?", indaga Couto.

Uma possível chapa com Lula e Alckmin tem sido um dos assuntos mais comentados no cenário político nas últimas semanas. Grande parte do frisson em torno dessa possibilidade está no fato de que os dois foram adversários políticos durante boa parte de suas carreiras. Em 2006, por exemplo, Lula e Alckmin disputaram a Presidência da República. Na ocasião, o petista venceu o então tucano no segundo turno. O contexto atual, no entanto, é outro. Após sobreviver política e juridicamente às acusações e condenações da Operação Lava Jato, Lula aparece como favorito a vencer as eleições presidenciais em 2022, segundo pesquisas de intenção de voto mais recentes. Mesmo assim, enfrenta resistências em setores mais conservadores do eleitorado.

Alckmin, por outro lado, acaba de deixar o PSDB, partido ao qual esteve filiado por 33 anos e do qual era uma das principais lideranças. Desde 2018, no entanto, quando obteve 4,76% e ficou apenas em quarto lugar na disputa presidencial, o ex-tucano viu sua influência na legenda diminuir ao mesmo tempo em que seu ex-afilhado político, o governador de São Paulo, João Doria, ampliou seu poder sobre o partido.

A aliança entre Lula e Alckmin vem sendo costurada pelo PSB, um dos partidos ao qual, especula-se, o ex-tucano poderá se filiar. Para Cláudio Couto, chapa com Alckmin serviria para diminuir resistência a Lula entre conservadores. Sob os holofotes, tanto Lula quanto Alckmin vêm dando sinalizações positivas sobre a possível união. Em viagem à Bélgica, em novembro, Lula teceu elogios ao ex-governador, indicando que o caminho para uma união estaria aberto.

"Eu tenho uma extraordinária relação de respeito com Alckmin. Eu fui presidente quando ele foi governador, nós conversamos muito. Não há nada que aconteceu entre eu e Alckmin que não possa ser reconciliado", afirmou. Para Cláudio Couto, além de mostrar que Lula é um moderado, a aliança com Alckmin poderia trazer benefícios caso a chapa saia vitoriosa em 2022. Segundo ele, a presença do ex-tucano no governo poderia criar pontes no Congresso Nacional com setores que, normalmente, poderiam fazer oposição a um governo do petista.

Confira os principais trechos da entrevista.

BBC News Brasil - Por que juntar Lula e Alckmin?

Cláudio Couto - Para o Lula, essa aliança sinalizaria muito claramente que ele é um moderado. Assim, aquela acusação de que ele representaria a extrema esquerda cairia por terra. Como é que você vai dizer que alguém como o Alckmin, sendo um político de uma direita moderada, toparia fazer uma chapa com Lula se ele fosse de extrema esquerda? Isso dá uma sinalização para diversos setores dessa moderação do Lula.

O sequestro judicial de Julian Assange

 


Por John Pilger, via ODIARIO.INFO

Julian Assange, na condição de jornalista, prestou um incomensurável serviço público ao revelar e documentar os crimes e a falsidade e mentira sistêmica dos EUA e outras potências imperialistas.

 O seu processo judicial é igualmente revelador: um homem implacavelmente perseguido há mais de uma década sem que tenha cometido qualquer crime; o sequestro e detenção em condições desumanas que visam destruí-lo física e psicologicamente; a caricatura de processos judiciais de que é alvo, culminando com a farsa da recente decisão do Supremo Tribunal britânico de o extraditar para os EUA (país do qual nem sequer é cidadão). Um processo revelador do que significa realmente o “Estado de direito” para o povo e para um sistema que se julga em condições de dar lições ao mundo.

“Olhemos para nós mesmos, se tivermos coragem, para ver o que está nos acontecendo”
– Jean-Paul Sartre

As palavras de Sartre deveriam ecoar em todas as nossas mentes no seguimento da grotesca decisão do Supremo Tribunal da Grã-Bretanha de extraditar Julian Assange para os Estados Unidos, onde ele enfrenta “uma morte em vida”. Esta é a sua punição pelo crime de autêntico, preciso, corajoso e vital jornalismo.

Erro judiciário é um termo inadequado nestas circunstâncias. Bastaram apenas nove minutos na última sexta-feira aos cortesãos de peruca do ancien regime britânico para apoiar um recurso norte-americano contra a aceitação em janeiro por um juiz do Tribunal Distrital de uma catarata de evidências de que o que esperava Assange do outro lado do Atlântico era o inferno na terra: um inferno no qual fora previsto por peritos que ele iria encontrar maneira de tirar a sua própria vida.

Volumes de testemunhos de gente destacada, que examinaram e estudaram Julian e diagnosticaram o seu autismo e a sua Síndrome de Asperger, revelando que ele já estivera prestes a se matar na prisão de Belmarsh, o próprio inferno da Grã-Bretanha, foram ignorados.

Foi ignorada a recente confissão de um informante crucial do FBI e fantoche da acusação, um defraudador e mentiroso contumaz, de que havia fabricado as suas provas contra Julian. A revelação de que a empresa de segurança administrada por espanhóis na embaixada de Equador em Londres, onde Julian obtivera refúgio político, era uma fachada da CIA que espionava os advogados, médicos e confidentes de Julian (incluindo eu mesmo) – também isso foi ignorado.

A recente revelação jornalística, graficamente repetida pelo advogado de defesa perante o Supremo Tribunal em outubro, de que a CIA tinha planejado assassinar Julian em Londres – até isso foi ignorado.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Cinismo do Moro só não é maior que seu mau-caratismo, diz organizador de jantar de Lula e Alckmin

 

Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

FOLHApress - CAMILA MATTOSO

seg., 20 de dezembro de 2021

 

SÃO PAULO, SP, 19.12.2021: LULA-ALCKMIN - Neste domingo (19), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (ex-PSDB) participam de um jantar promovido pelo grupo de advogados Prerrogativas. O evento gera expectativas sobre a possibilidade de diálogo entre ambos acerca das eleições de 2022.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um dos organizadores do jantar que reuniu Lula (PT) e Geraldo Alckmin (sem partido, ex-PSDB) neste domingo (19), o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do Prerrogativas, rebateu a declaração irônica de Sergio Moro sobre o evento.

"Moro está buscando imunidade parlamentar para fugir da cadeia, para onde ele deveria ter sido mandado quando, a pretexto de combater a corrupção, corrompeu o sistema de Justiça. É um juiz criminoso e parcial. E o cinismo dele só não é maior que o mau-caratismo", disse Carvalho à reportagem.

O ex-ministro de Jair Bolsonaro e pré-candidato do Podemos à Presidência da República em 2022 perguntou em suas redes sociais "impressão minha ou ontem assistimos a um jantar comemorativo da impunidade da grande corrupção?"

O jantar contou com cerca de 500 convidados no restaurante A Figueira Rubaiyat, em São Paulo.

Foi a primeira aparição em público de Lula e Alckmin em meio a articulações para que o ex-tucano seja vice do petista na disputa para o Planalto nas eleições de 2022.

Representantes de diversos partidos foram na festa. Rodrigo Maia, Gilberto Kassab (PSD), Baleia Rossi (MDB-SP), Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Orlando Silva (PC do B-SP), Carlos Siqueira (PSB), Márcio França (PSB), Marcelo Freixo (PSB-RJ), Fernando Haddad (PT), Gleisi Hoffmann (PT-SP), Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Arthur Virgílio (PSDB) e Renan Calheiros (MDB-AL) estavam entre os presentes.

Antes do evento, Marco Aurélio Carvalho havia dito que Moro e João Doria (PSDB-SP) eram os únicos considerados "personas non grata" pelo grupo.

domingo, 19 de dezembro de 2021

Cotados para formar chapa em 2022, Alckmin e Lula se encontram em jantar em SP

EXTRA - Bianca Gomes e Sérgio Roxo

dom., 19 de dezembro de 2021

Cotados para formar uma chapa para a eleição presidencial do ano que vem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador Geraldo Alckmin se encontraram publicamente pela primeira vez neste domingo. Os dois participaram de um jantar organizado pelo grupo de advogados Prerrogativas em um restaurante dos Jardins, Zona Sul de São Paulo.

Além de ser um sinal de aproximação entre dois antigos adversários, o encontro público entre Lula e Alckmin também é visto como mais um passo na direção da formação de uma chapa presidencial para o ano que vem. A presença no evento de dirigentes de outros partidos que podem apoiar a candidatura do petista, como PSOL, PSD e Solidariedade, reforçou o caráter simbólico do evento.

Alckmin e Lula já haviam se encontrado reservadamente. Segundo interlocutores, o petista nunca convidou o ex-governador a integrar a chapa. Apesar disso, ambos deram declarações públicas que convergiam para uma aproximação. Alckmin afirmou não ter "diferenças intransponíveis" em relação ao petista. Lula, por sua vez, disse que não há nada que aconteceu entre eles que não possa ser "reconciliado".

O ex-governador paulista deixou o PSDB na quarta-feira da semana passada e negocia a filiação a um novo partido. Uma das hipóteses é que ele entre no PSB. Neste domingo, antes do jantar, ele se encontrou com o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, e com o deputado federal Marcelo Freixo, que deve ser candidato ao governo do Rio. Além disso, um dos principais articuladores de Alckmin é o seu antigo vice, Márcio França (PSB), que quer concorrer ao governo paulista com apoio do PT.

Alckmin discute, ainda, com PSD e Solidariedade. Também presente ao jantar deste domingo, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, reforçou que pretende apoiar Lula à Presidência e que gostaria de ter Alckmin na chapa:

— Estamos conversando, mas acho que vice-presidente não se escolhe faltando um ano. São conversas preliminares, colocamos o partido à disposição do Alckmin, se quiser ser candidato por aqui, será bem-vindo. Ele está conversando com todo mundo. Comigo, PSB, Kassab.

Acompanhados de suas companheiras, Lu Alckmin e Rosângela Silva, a Janja, o ex-governador e o ex-presidente sentaram-se juntos em uma mesa do restaurante Figueira Rubaiyat — mas não ficaram lado-a-lado. Eles foram acompanhados do governador do Maranhão, Flavio Dino, que recentemente trocou o PCdoB pelo PSB, pelo deputado estadual Emídio de Souza e pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT).

Esquerdista Gabriel Boric é eleito presidente do Chile

BBC NEWS

 

© EPA/Alberto Valdes Gabriel Boric, de 35 anos, ganhou as eleições no segundo turno

 

O político de esquerda Gabriel Boric, de 35 anos, foi eleito presidente do Chile neste domingo. Ele venceu José Antonio Kast, de extrema-direita. Até as 20h, cerca de 83% das urnas tinham sido apuradas.

Kast admitiu a derrota em uma publicação no Twitter. "Acabei de falar com Gabriel Boric e o parabenizei por sua grande vitória. A partir de hoje ele é o presidente eleito do Chile e merece todo o nosso respeito e colaboração construtiva. O Chile sempre vem em primeiro lugar", escreveu. Com 83% das urnas apuradas, Boric tinha 55,52% dos votos, ante 44,48% de Kast, que havia vencido o primeiro turno em 21 de novembro.

Boric vai assumir o cargo em março do ano que vem.

"Todos esperamos que ele tenha um bom governo para o Chile", disse o atual presidente, Sebastián Piñera, em telefonema a político eleito. A vantagem de Boric no pleito é maior do que a esperada. Polarizada, a eleição ocorreu dois anos depois de uma grande onda de protestos, movimento que abriu as portas para uma nova Constituição no Chile. Boric, ao contrário de Kast, endossou o trabalho da Constituinte.

O advogado Kast, defensor declarado da ditadura militar de Augusto Pinochet, venceu no primeiro turno, mas agora acabou derrotado pelo ex-líder estudantil de esquerda. Boric não é apenas o presidente eleito mais jovem da história do Chile, mas também o primeiro a voltar às urnas depois de não ter vencido na primeira disputa.

Toda solidariedade à deputada Natália Bonavides!

Nota de solidariedade à deputada Natália Bonavides e em repúdio às declarações misóginas do apresentador Ratinho

O Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro e o Partido Comunista Brasileiro vêm prestar toda solidariedade à deputada petista Natália Bonavides ( PT – RN) e manifestar todo o repúdio ao apresentador Carlos Massa, o Ratinho, por suas afirmações misóginas e persecutórias.

O apresentador Ratinho disse em seu programa de rádio que a deputada deveria retornar para casa para lavar cuecas do marido, e que ela deveria ser eliminada com uma metralhadora. Essa declaração surgiu devido a um projeto de lei da deputada federal, para retirar o termo “marido e mulher” da união civil. Ou seja, a intimidação surgiu devido à contestação dos termos jurídicos que reforçam a família heteronormativa e pode se configurar enquanto uma ameaça de feminicídio.

A situação de vida das mulheres no Brasil é alarmante, o que torna a afirmação do apresentador ainda mais grave. Vivemos entre os cinco países do mundo que mais violentam as mulheres, com taxa de 4,8 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Dados recentes mostram que uma a cada 6 mulheres já sofreram tentativa de feminicídio no Brasil.

Para além disso, o apresentador é totalmente misógino ao questionar se uma militante política não tem o que fazer, e afirmar que a mesma deveria voltar para o espaço privado para lavar cuecas e cuidar do marido. O espaço público e político foi historicamente destinado aos homens a partir do surgimento da divisão social e sexual do trabalho. Essa determinação limita estrutural e ideologicamente a participação das mulheres dentro dos espaços da política, reservando-os principalmente aos homens cis brancos representantes da burguesia. A violência é uma forma de impedir que as mulheres alcancem e se mantenham nesses locais.

sábado, 18 de dezembro de 2021

Derrotar Bolsonaro e Mourão e construir o Poder Popular!

 

Organizar e intensificar a luta da classe trabalhadora, derrotar Bolsonaro e Mourão e construir o Poder Popular rumo ao socialismo!

Chegamos ao final de 2021 com um quadro dramático para o conjunto da classe trabalhadora, no Brasil e internacionalmente. A pandemia da Covid-19 aprofundou as dimensões sociais da crise mundial do modo de produção capitalista, intensificando a contradição entre a burguesia e a classe trabalhadora – o que se expressa na ampliação da exploração dos trabalhadores e das trabalhadoras, na precarização do trabalho, no aumento do desemprego, na retirada de direitos sociais e trabalhistas e na ampliação da rapinagem no fundo público, do endividamento das famílias, da fome, da miséria, da mortandade (em especial entre os segmentos mais pobres) e da subserviência econômica e política aos capitais e potências imperialistas.

Para realizar seus objetivos e retomar as taxas de lucro dos grandes monopólios, a burguesia e seus representantes políticos se utilizam cada vez mais de formas autocráticas de dominação e de exploração, se valendo de políticas reacionárias e do uso da repressão estatal para conter a insatisfação das massas populares.

No Brasil, as previsões para o próximo período ressaltam um cenário de estagnação econômica que vai acirrar ainda mais as tensões sociais e agudizar a luta de classes. O crescimento estimado para o PIB é de zero, ou no máximo 1%, e o poder aquisitivo dos(as) trabalhadores(as) é o menor em 20 anos, sendo que o aumento da inflação está corroendo o poder de compra das massas até mesmo no plano da cesta básica.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Datafolha: Alckmin como vice pode levar 16% a votarem em Lula, mas não altera escolha da maioria

 

O Globo

sex., 17 de dezembro de 2021

SÃO PAULO — A entrada do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode aumentar a possibilidade de voto no petista para 16% dos eleitores, segundo dados de pesquisa do Insituto Datafolha divulgados nesta sexta-feira. Para 70% dos entrevistados, no entanto, a chegada do ex-governador não muda sua intenção de voto. Outros 11% dizem que adesão do ex-governador pode diminuir vontade de votar em Lula.

Segundo o Datafolha, Lula já tem a preferência de 48% dos eleitores. Levando-se em conta a margem de erro e os votos válidos, o petista poderia vencer no primeiro turno, segundo o levantamento. O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 22%; Sérgio Moro (Podemos), com 9%; e Ciro Gomes (PDT), com 7%. Votos brancos e nulos somam 8%, e a margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Como o ex-presidente já tem um número alto de intenção de voto, a entrada de Alckmin é vista como mais importante para atrair grupos específicos, como os mais ricos, e tirar votos de outros candidatos na tentativa de facilitar uma possível vitória no primeiro turno.

Entre os entrevistados que declararam votos em outros pré-candidatos, os mais dispostos a escolher Lula caso Alckmin seja mesmo seu vice são os de João Doria (PSDB). De acordo com o Datafolha, 21% destes eleitores consideram escolher a chapa do petista por causa de Alckmin. Dos eleitores de Ciro, 13% dizem que a chance de trocar de escolha aumenta caso a coligação ocorra.

A chegada de Alckmin também causa impacto na campanha de Moro: 12% dos seus eleitores dizem que poderiam mudar de ideia. Entre quem vota em Bolsonaro, a taxa é de 4%.

A pesquisa mostra, ainda, que a maior parte da população desconhece que essa negociação está em andamento: 68%. Quanto mais rico o eleitor, mais informado sobre a articulação ele está. Dos que ganham mais de dez salários mínimos, 64% dizem saber da história.

Na última quarta-feira, Alckmin anunciou a saída do PSDB, partido que ajudou a fundar há 33 anos. Pelo partido, foi duas vezes deputado federal, quatro vezes governador de São Paulo e duas vezes candidato à presidente da República. Ele tem convites de ao menos três legendas: PSB, PSD e Solidariedade.

Aliados esperam uma resposta sobre a filiação para o ano que vem. Uma das propostas é entrar no PSB para ser o indicado do partido para vice de Lula, enquanto o PT apoiaria socialistas na candidatura ao governo paulista. Outra hipótese é que Alckmin saia candidato ao governo do estado pelo PSD.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Datafolha: Lula aparece com 48%, Bolsonaro tem 22% e Moro 9%

Yahoo Notícias

Lula venceria no primeiro turno nos dois cenários testados (Foto: Manuel Cortina/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)






·         Ex-presidente Lula aparece em primeiro lugar nas intenções de voto e venceria no primeiro turno, segundo pesquisa Datafolha

·         Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 22% das intenções

·         Moro e Ciro tem empate técnico

O ex-presidente Lula (PT) aparece como favorito nas eleições presidenciais de 2022, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (16). O petista tem 48% das intenções de voto, ampla diferença em relação ao segundo colocado, Jair Bolsonaro (PL), com 22%. A pesquisa foi feita entre os dias 13 e 16 de dezembro e foram ouvidas 3.666 pessoas, todas com mais de 16 anos, em 191 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Foram testados dois cenários e em ambos os casos, Lula venceria no primeiro turno.

Cenário A:

·         Lula: 48%

·         Bolsonaro: 22%

·         Sergio Moro: 9%

·         Ciro Gomes: 7%

·         João Doria: 4%

·         Nulo/branco/ninguém: 8%

·         Não sabem: 2%

Cenário B:

·         Lula: 47%

·         Bolsonaro: 21%

·         Sergio Moro: 9%

·         Ciro Gomes: 7%

·         João Doria: 3%

·         Simone Tebet: 1%

·         Rodrigo Pacheco: 1%

·         Alessandro Vieira: 0%

·         Aldo Rebelo: 0%

·         Felié d’Ávila: 0%

·         Nulo/branco/ninguém: 8%

·         Não sabem: 2%

Pesquisa espontânea

A principal diferença da pesquisa em relação ao levantamento feito em setembro foi o crescimento do ex-presidente Lula na pesquisa espontânea, quando dados não são apresentados. O petista tinha 27% e subiu para 32%. O índice de Bolsonaro oscilou na margem de erro, era de 20% e está em 18%. Na pesquisa espontânea, 36% das pessoas dizem que não sabem em quem votarão em 2022.

EM TEMPO: As pesquisam mostram que o "capeta" político, isto é,  sem toga,   não decola

Aliança entre Lula e Alckmin deve ser anunciada em 2022, diz colunista

ISTO É - Da Redação

 

© Reprodução 

 

A aliança entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) para uma chapa presidencial nas Eleições deve ser oficializada em 2022. As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha.

Nesta quarta-feira (15), o Alckmin entregou sua carta de desfiliação do PSDB após 33 anos no partido que ajudou a fundar, em 1988.

O ex-tucano comentou a saída do partido em seu Twitter: “É um novo tempo! É tempo de mudança! Nesses mais de 33 anos e meio de trajetória no PSDB, procurei dar o melhor de mim. Um soldado sempre pronto para combater o bom combate com entusiasmo e lealdade. Agora, chegou a hora da despedida. Hora de traçar um novo caminho”, disse.

Ainda de acordo com Mônica Bergamo, interlocutores de Lula e Alckmin que participaram das negociações disseram que a decisão de uma chapa em conjunto já está sacramentada, e que as coisas só mudariam no caso de uma alteração radical na conjuntura política.

O acordo só não seria anunciado ainda este ano para não dar munição aos adversários, que poderiam ensaiar uma reação à união dos dois ex-rivais políticos.

No próximo domingo (19), Lula e Alckmin devem participar do jantar do grupo Prerrogativas, que reúne advogados, juízes, promotores e defensores públicos. Segundo a colunista, a expectativa é de que os dois se deixem fotografar juntos.